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Análise Textual - Aula 5

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Aula 5 - Análise Textual - Estácio

Text of Análise Textual - Aula 5

  • 5/18/2018 Anlise Textual - Aula 5

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    Aula 5: Tipologia textual e gneros textuais parte 1

    Ao fnal desta aula, voc ser capaz de:

    1) Utilizar o processo de leitura e entendimento de mensagens emdierentes textos;2) dentifcar as dierentes organiza!"es discursivas em diversos tipos

    detexto;#) $econ%ecer as caracter&sticas discursivas de dierentes textos;') Avaliar a inorma!(o do texto atravs de %a*ilidades espec&fcas+

    ropriedade de uma rogress(o -eomtrica

    . undamental /ue concordemos com a vis(o atual so*re a leitura, comoprocesso cognitivo, o /ue isso signifca0

    Atente para o texto a seguir:

    n/uanto o 3rasil real n(o assumir, com a devida lucidez e %onestidade,sua tra4et5ria ind&gena e indigenista6antind&gena secularmente, na pol&ticaofcial, este pa&s, pluricultural, pluritnico, plurinacional, n(o estar em pazcom sua conscincia, ignorar sua identidade e carregar a maldi!(o de ser

    ofcialmente etnocida, genocida, suicida+7

    89+ edro asaldliga, *ispo de (o

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    A /ue o autor /uer se reerir /uando utiliza tais palavras0 ?sind&genas se suicidaram, em sua maioria0 >ouve a inten!(o clara deextinguir a popula!(o ind&gena, or /u0 ? /ue acontece atualmentecom essa popula!(o0 omo s(o tratados em nossa sociedade0 Apartir dessas reex"es e do entendimento do sentido das palavras emdesta/ue o leitor ormar seu entendimento so*re a mensagem [email protected]

    a*emos /ue % vrias ormas de nos comunicarmos atravs de textos, dediscursos, n(o mesmo0

    odemos contar atos, document6los, expressar nossa opini(o, expornossas ideias+++ nfm, podemos afrmar, com isso, /ue a inten!(o da/uilo/ue /ueremos dizer /ue comanda o tipo do texto /ue constru&mos+

    Bamos azer, ent(o, um passeio por alguns textos e suas caracter&sticas+

    ?s textos ofciais e comerciais visam esta*elecer uma comunica!(o ormal edocumentada em am*ientes de tra*al%o+

    ?s tipos mais comuns s(o memorandos, o&cios, avisos, re/uerimentos,pareceres, ordem de servi!o e cartas comerciais+

    ?s textos literrios desvelam a arte da palavra ao recriar a realidade a partirdo ol%ar do artista+ncontramos exemplos em *ulas, lendas, romances e poemas+

    Boc viu at agora uma srie de tipos de texto /ue s(o utilizados emdiversas situa!"es+ ?s textos acadmicos e cient&fcos, entretanto, possuemcaracter&sticas espec&fcas:

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    ? tipo de texto, por sua vez, limitado, pois se reere E estruturacomposicional da l&ngua+ 9e orma geral, temos cinco tipos textuais8narra!(o, argumenta!(o, exposi!(o, descri!(o e in4un!(o), /ueaproundaremos ainda nesta aula+

    F(o es/ue!a /ue em um tipo textual pode aparecer em /ual/uer gnerotextual, da mesma orma /ue um Cnico gnero pode conter mais de um tipotextual+

    Uma carta, por exemplo, pode ter passagens narrativas, descritivas,in4untivas e assim por diante+Bamos agora analisar os tipos textuais e ver alguns exemplos+

    Narrao

    A narra!(o conta um ato, /ue pode ser ou n(o inventado+ sse tipo detexto comp"e6se de personagens, tempo e lugar+ Formalmente, os ver*osutilizados est(o no tempo passado+

    Be4a a*aixo dois exemplos:

    A formao do jovem fragmento!

    Ns estvamos dentro d'guae ele quis saber se podia me fazer uma pergunta. Claro que sim, respondi,com minha melhor cara de pai companheiro, aprendida nos filmes americanos.

    - uma pergunta difcil - disse ele.- !ualquer pergunta para seu pai " difcil, h-h. #ode perguntar.- $oc% d bei&o de novela em minha me, no d(- )u o qu%( *ei&o de novela( +im, bei&o de novela. *em, acho que sim, bei&o de novela, claro, sim, achoque sim, de vez em quando eu dou uns bei&os de novela nela. $amos pegar siri(- ) voc% sente uma coisa(- +ente uma coisa, como( +ente uma coisa( )... No, " s um bei&inho de novela, todo marido d bei&o denovela na mulher. lhe ali, pegue aquele pedao de pau, ho&e est dando siri, vamos l- $oc% sente um arrupeio(- /ein( 0m arrupeio(- )u vi um homem na televiso dando um bei&o de novela na mulher e eles dois gemeram e ele deu umarrupeio. !uando voc% bei&a minha me, voc% geme e tem um arrupeio(- 0m arrup... *em... lha l o siri, pegue o pau, olha l o siri

    123*)32, 4oo 0baldo. +empre aos domingos. 2io de 4aneiro5 )ditora Nova 6ronteira, 7899:.

    ; narrativa apresenta um dilogo entre pai e filho, sendo o pai o narrador da histria 1narrador-personagem:.

    possvel, tamb"m, identificar o espao como um local apropriado para pesca de siri 1? :

    LOBO BOBO

    1Carlos @Ara e 2onaldo *Bscoli:

    )ra uma vez um lobo mau

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    que resolveu &antar algu"mestava sem vint"mmas arriscoue logo se estrepouum chapeuzinho de maiBouviu buzina e no parou

    mas lobo mau insistefaz cara de tristemas chapeuzinho ouviuos conselhos da vovdizer que no pra loboque com lobo no sai s

    ; narrativa, apresentada como msica, retoma o conto infantil para criar outroconteDto social que envolve os personagens , e , sendo que estano participa da ao.

    Argumentao

    ; argumentao " um tipo de teDto atrav"s do qual o emissor da mensagem tenta convencer oouvinteEleitor. teDto argumentativo defende uma ideia especfica.

    $e&a abaiDo dois eDemplos5

    ; charge apresenta um argumento 1

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    musgo. )m frente dessa escada, do outro lado do ptio, ficava o grande porto que dava para a estrada. ;parte de trs da casa era virada ao poente e das suas &anelas debruadas sobre pomares e campos via-se orio que atravessa a vrzea verde e viam-se ao longe os montes azulados cu&os cimos em certas tardesficavam roDos. Nas vertentes cavadas em socalco crescia a vinha. H direita, entre a vrzea e os montes,crescia a mata carregada de murmrios e perfumes e que os utonos tornavam doirada.

    1;NI2)+)N, +ophia de Jello *reAner. . 3n5KKKKKK. Contos eDemplares. #orto56igueirinhas, 788L.

    ; escritora portuguesa +ophia de Jello *reAner ;ndresen descreve, de forma ob&etiva, uma casa. $emosque so usados diversos ad&etivos que a&udam o leitor a visualizar o ob&eto descrito.

    ;l"m, muito al"m daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu 3racema. 3racema, a virgem doslbios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da grana, e mais longos que seu talhe de

    palmeira. favo da &ati no era doce como seu sorriso? nem a baunilha recendia no bosque como seuhlito perfumado. Jais rpida que a cora selvagem, a morena virgem corria o serto e as matas do 3pu,onde campeava sua guerreira tribo, da grande nao taba&ara. p" grcil e nu, mal roando, alisavaapenas a verde pelcia que vestia a terra com as primeiras guas.

    ;@)NC;2, 4os" de. bra Completa. $ol. 333. 2io de 4aneiro5 )ditora 4os" ;guilar, 78M8.

    autor romGntico 4os" de ;lencar apresenta a personagem principal ao leitor, destacando seus aspectosfundamentais relacionados natureza. Nesse caso, temos uma descrio sub&etiva.

    #njuno

    ; in&uno " uma tipologia teDtual que se caracteriza por determinar, indicar, orientar como se realizauma ao.

    $e&a os eDemplos.

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    #rov"rbios, ditados populares e normas de conduta possuem funo pedaggica. #or esse motivo, muitosdeles caracterizam-se como in&uno.

    s estatutos do homem 1fragmento:

    1Ohiago de Jello:

    ;rtigo 3$6ica decretado que o homemno precisar nunca maisduvidar do homem.!ue o homem confiar no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar,como o ar confia no campo azul do c"u.#argrafo nico5 homem, confiar no homemcomo um menino confia em outro menino.

    No poema de Ohiago de Jelo intitulado , identificamos que h uma mescla dosg%neros teDtuais poesia e legislao e uma tipologia teDtual, a in&uno.

    Como vimos, os g%neros teDtuais adaptam-se s circunstGncias da comunicao, bem como aos interessesdo emissor e do receptor da mensagem.#or esse motivo, no h um limite para as classificaPes de g%neros, visto que os teDtos podem ser

    produzidos por falantes diversos e com ob&etivos especficos, de forma oral ou escrita.

    s g%neros teDtuais, portanto, so aPes discursivas que se constituem para representar o mundo, aseDperi%ncias vivenciadas, os conhecimentos, os dese&os etc.

    $e&a alguns eDemplos de g%neros teDtuais.

    7 - #oesia5 linguagem com fins est"ticos#)J3N/; I CNO2;Jrio !uintanaOodos estes que a esto;travancando meu caminho,)les passaro...)u passarinho

    Q - Notcia5 o ob&etivo principal " a [email protected]; I) O2RN+3O

    C/)S;2T ; 2U7.VQM

    W - )-mail5 comunicao rpida

    X - #ublicidade5 uso da linguagem para convencimento

    M - Carta5 mensagem individualizada

    V - Charge5 associao entre teDto e imagem

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    No incio desta aula, apresentamos um vdeo no qual o poema , de $incius deJoraes, foi inserido na msica de , composta por $incius e por Oom 4obim.

    )ntendemos, assim, que " possvel identificar mais de um g%nero teDtual em um s teDto. Orata-se datransmutao de g%neros. #or eDemplo, uma conversa pode se transformar em um telefonema, bilhete,carta ou e-mail.

    No eDemplo a seguir, verificamos que a poesia de Carlos Irummond de ;ndrade foi elaborada a partir deuma notcia de &ornal. $e&a5

    #)J; I 42N;@Carlos Irummond de ;ndrade fato ainda no acabou de acontecere & a mo nervosa do reprtero transforma em noticia. marido est matando a mulher.; mulher ensanguentada [email protected] arrombam o cofre.; policia dissolve o meeting.; pena escreve.$em da sala de linotipos a doce msica mecGnica.

    0J I3;1;rnaldo ;ntunes:7: su&ar o p

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