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Analista de Folha de Pagamento - Material

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Material utilizado para o curso de Analista de Folha

Text of Analista de Folha de Pagamento - Material

  • 2015

    PRO SAPIENS CURSOS

    www.pscursos.com

    So Paulo

    ANALISTA DE FOLHA DE PAGAMENTO

  • 2

    PRO SAPIENS CURSOS E TREINAMENTOS JURDICOS

    CNPJ: 20.463.852/0001-22

    ANALISTA DE FOLHA DE PAGAMENTO

    MATERIAL DIDTICO

    So Paulo

    2015

  • 3

    PRIMEIRA PARTE

    SUMRIO

    1. FONTES FORMAIS DO DIREITO DO TRABALHO

    a. Contrato individual do trabalho

    b. Regulamento de empresa

    c. Acordo e conveno coletiva

    d. Sentena normativa

    2. PRINCPIOS LEGAIS DO TRABALHO

    a. Proteo

    b. Irrenunciabilidade

    c. Continuidade

    d. Primazia da realidade

    e. Razoabilidade

    f. Boa-f

    g. Irredutibilidade

    3. EMPREGADO

    a. Caractersticas

    b. Menor aprendiz

    c. Cargo de confiana

    d. Domstico

    4. TRABALHADORES

    a. Autnomo

    b. Avulso

    c. Eventual

    d. Temporrio

    e. Estagirio

    f. Terceirizado

    g. Cooperado

    5. EMPREGADOR

    a. Admisso e salrio

    b. Poder de direo

    c. Sucesso trabalhista

  • 4

    FONTES FORMAIS DO DIREITO DO TRABALHO

    CONTRATO INDIVIDIDUAL DO TRABALHO

    Importante fonte do Direito do Trabalho o contrato de trabalho, principalmente sobre o

    aspecto regulamentador das relaes entre empregado e empregador.

    No Brasil, o contrato fonte de direito entre as partes. De fato, so as obrigaes contidas nas

    clausulas acertadas no contrato de trabalho que iro dar origem aos direitos e deveres do

    empregado e empregador.

    REGULAMENTO DA EMPRESA

    Os estatutos ou regulamentos de empresas so fontes unilaterais. conferido ao empregador

    o poder de produzir normas internas dentro de sua prpria empresa. Devem, para sua

    elaborao, serem respeitadas as leis e o Princpio da condio mais benfica.

    ACORDO E CONVENO COLETIVA

    So fontes formais de produo profissional, so normas criadas sem participao Estatal.

    A Conveno coletiva constitui uma regulamentao prvia de condies de trabalho,

    estabelecida por acordo, entre grupos organizados de empregadores e empregados. Tendo

    por objeto a delimitao da esfera dentro da qual se celebram os contratos individuais de

    trabalho. J o acordo coletivo o contrato coletivo celebrado entre categoria profissional e

    empresa, sendo que a empresa no precisa estar representada pelo sindicato.

    SENTENA NORMATIVA

    O poder normativo da Justia do Trabalho, definido no artigo 114, 2, CF constitui o pode

    que ela tem, nos conflitos coletivos econmicos, de criar norma, ou seja, criar direito para

    solucion-los. A Justia do Trabalho conferi uma sentena normativa, solucionando o conflito,

    criando um direito. Assim sendo, chama-se sentena normativa a deciso dos TRT, ou do TST,

    no julgamento dos dissdios coletivos.

    PRINCIPIOS LEGAIS DO TRABALHO

    PROTEO

    O Direito do Trabalho esta voltado sempre para a tutela do bem jurdico principal, que diz

    respeito relao de emprego ou normas de trabalho.

    Uma das grandes preocupaes existentes no Direito do Trabalho, desde a sua origem,

    atingir um regramento de igualdade, que s se atinge quando tratamos os desiguais na medida

    da sua desigualdade. O Direito do Trabalho procura tornar iguais os desiguais protegendo

    preferencialmente o empregado procurando assim equilibrar a situao.

    O Direito do Trabalho um direito tutelado, um direito voltado para regrar a igualdade a

    partir do Principio de Proteo.

  • 5

    Principio do In dbio pro operrio

    Aplicado quando existirem dvidas na interpretao da lei, no caso das provas deve-se

    recorrer aos fatos.

    Norma mais favorvel

    Apresenta uma trplice funo: na elaborao da norma jurdica, de aplicao do direito e de

    interpretao, permitindo que no caso de dvidas acerca do sentido da norma jurdica seja

    escolhido o mais benfico ao trabalhador.

    Condies mais benficas

    Incorporam-se ao seu patrimnio jurdico, no podendo ento serem suprimidas ou

    diminudas.

    IRRENUNCIABILIDADE

    As normas do Direito do Trabalho so normas de ordem pblica e, portanto, irrenunciveis.

    Nulidade da renuncia de direitos, ou seja, o empregado no pode renunciar aos seus direitos,

    exceto quando o ato beneficia-lo. Pode, contudo, haver uma conciliao judicial ou atravs de

    acordos homologados por lei.

    CONTINUIDADE

    O contrato de trabalho e a relao de emprego fazem partes das necessidades vitais do Ser

    humano, portanto, estes devem ser sempre por prazo indeterminado, em regra.

    As condies de trabalho contratada pelas partes quando da celebrao so, em regra,

    inalterveis. Algumas medidas tm o intuito de dificultar a despedida sem justa causa: aviso

    prvio e indenizaes.

    PRIMAZIA DA REALIDADE

    O Direito do trabalho esta fundamentado na regra da verdade real. A situao de trabalho

    baseia-se nos fatos reais e no somente no descrito no contrato de trabalho, portanto,

    prevalece o constatado pelos fatos e no a prova documental.

    RAZOABILIDADE E BOA-F

    Ambas constituem uma regra fundada na lealdade, na confiana, na lisura, na retido e

    principalmente na considerao do respeito pelos interesses do outro. o dever de no frustar

    a confiana alheia.

    IRREDUTIBILIDADE

    Sua previso esta na Constituio Federal no artigo 7, VI. A reduo proibida a nominal. Este

    principio, todavia, no probe os descontos do salrio tais como Imposto de Renda, atrasos e

    etc.

  • 6

    RELAES DE EMPREGO

    EMPREGADO

    O Empregado toda pessoa fsica que presta servios de natureza no eventual, a

    empregador, sob a dependncia deste e mediante salrio.

    MENOR APRENDIZ

    Pessoa fsica em menoridade sujeito a formao profissional metdica do oficio em que exera

    seu trabalho. Por fora da lei, o trabalhador menor de 16 anos e maior de 14 anos

    necessariamente aprendiz, entretanto, nada impede que o maior de 16 anos e menor de 18

    anos tambm seja.

    CARGO DE CONFIANA

    Aquele que detem poder de representao externa ou interna do empregador, ou seja, tem o

    poder de obrigar o empregador perante terceiros, exercendo uma parcela do poder de

    direo, recebendo remunerao superior aos outros empregados. Obs. No esto sujeitos as

    normas de durao do trabalho.

    DOMSTICO

    Pessoa fsica que presta servio pessoalmente, de natureza no eventual, mediante

    remunerao e subordinao outra pessoa fsica ou famlia. Os empregados a servio dos

    condomnios residenciais no so domsticos, mas regidos pela CLT.

    TRABALHADORES

    AUTONOMO

    Pessoa fsica que labora por conta prpria.

    Podemos dividir em duas categorias: o que trabalha para uma empresa, e o que trabalha para

    o pblico.

    Somente existe o trabalho autnomo quando existe total liberdade de ao, com poderes

    jurdicos de organizao prpria, sem horrio, subordinao ou dependncia.

    TRABALHADOR AVULSO

    Prestador de servio eventual, a uma ou mais empresas, mediante a intermediao de

    sindicato ou rgo gestor de mo de obra. Tem direitos trabalhistas legais.

  • 7

    TRABALHADOR EVENTUAL

    Mo de obra eventual. Descontinuada. Prestao de servio. No tem direitos trabalhistas

    legais, apenas o avenado em contrato.

    TRABALHADOR TEMPORRIO

    Trabalhador contratado por tempo determinado para atender necessidade transitria de

    substituio de pessoal regular ou atender acrscimo extraordinrio de servios. Lei 6019/74.

    Empresas podem se registrar no MTE e serem fornecedoras de servio temporrio. Somente

    estas empresas podem fornecer trabalhadores temporrios para empresas tomadoras.

    Contratos de 3 a 9 meses.

    ESTAGIRIO

    pessoa fsica, estudante de curso profissionalizante do ensino mdio ou superior.

    Complementao dos seus estudos atravs da prtica profissional, de acordo com a

    lei.

    Estagirio no menor aprendiz. Aprendiz empregado e estagirio no.

    Bolsa remuneratria e auxlio transporte so obrigatrios.

    Estgio de 4, 6 ou 8 horas. Horrio em dia de prova.

    Frias sem abono que podem ser descansados ou indenizados.

    TERCEIRIZADO

    Empresas que contratam e oferecem servios para outras empresas.

    Conceito de outsourcing. Diferenciao no Brasil

    Responsabilidade da tomada de servio.

    COOPERADO

    De acordo com a lei 12690/2012, considera-se cooperativa uma sociedade formada por

    trabalhadores para o exerccio de atividades laborativas ou profissionais com proveito comum,

    autonomia e autogesto para obterem melhor qualificao, renda, situao socioeconmica e

    condies gerais de trabalho.

    Novos direitos sociais foram adicionados aos cooperados.

  • 8

    O EMPREGADOR

    A lei estrutura o empregador como a empresa que assumindo os riscos da atividade

    econmica, admite, assalaria, e dirige a prestao pessoal do servio.

    A CLT entende empresa como empresrios regulares e irregulares. Diferente dos empregados,

    os empregadores podem ser substitudos normalmente no comando de negcios, sem que

    afete nenhuma das relaes de emprego existentes.

    O empregador quem assume os riscos, o custo do negcio, no podendo transferir os

    mesmos para o empregado.

    ADMISSO E SALRIO

    O contrato de trabalho oneroso. O empregador quem tem o poder de selecionar e admitir

    seus empregados, e para tanto, pode dispor de vrias formas de avaliao de desempenho e

    competncia.

    PODER DE DIREO

    Poder de Organizao Compreende a harmonizao da atividade do empregado aos demais fatores da produo, tendo em vista as finalidades visadas pela empresa.

    Poder de Controle Direito de fiscalizar a prestao do trabalho pelo empregado, compreendendo no somente o modo de execuo como tambm a conduta do empregado

    Poder Disciplina Direito de impor sanes disciplinares aos seus empregados

  • 9

    SEGUNDA PARTE

    SUMRIO

    6. DURAO DO TRABALHO

    a. Controle de Jornada

    b. Horas Extras

    c. Acordo de compensao de horas extras

    d. Acordo de prorrogao de horas

    e. Repouso intrajornada e interjornada

    7. CONTRATO DE TRABALHO

    a. Prazo determinado e indeterminado

    b. Contrato de Experincia

    c. Lei 9601/98

    8. ESTABILIDADES

    a. Hipteses de extino da estabilidade

    b. Impossibilidade de renncia

    DURAO DO TRABALHO

    CONTROLE DE JORNADA

    A jornada de trabalho controlada, em princpio, por sua anotao em quadro de horrios em

    modelo expedido pelo Ministrio do Trabalho. Art. 74 caput e 1 CLT

    O ponto (anotao do horrio de entrada e sada) somente necessrio em estabelecimento

    com mais de dez funcionrios.

    Classificao da Jornada conforme durao e perodo.

    Limites da Jornada e Remunerao

    HORAS EXTRAS

    O limite de jornada pode ser estendido em at 2 horas, sendo estas horas remuneradas com

    adicional mnimo de 50%.

    ACORDO DE COMPENSAO DE HORAS EXTRAS

    Com previso na Constituio Federal art. 7, XIII e art. 59, 2 da CLT. O trabalhador pode

    trabalhar mais horas num determinado dia para prestar servio em tempo menor em outro

    dia, ou no prestar servio. Sempre respeitando o limite de horas ordinrias. Neste regime no

    h hora extra.

  • 10

    ACORDO DE PRORROGAO DE HORAS

    Ajuste de vontade feito pelas partes, atravs de documento escrito, autorizando a jornada de

    trabalho ser estendida alm do limite legal, mediante pagamento de horas extras.

    REPOUSO INTRAJORNADA E INTERJORNADA

    O repouso interjornada o intervalo entre o trmino de uma jornada e o incio da outra. Art.

    66 e 67 CLT.

    O repouso intrajornada o descanso, dentro da jornada, para repouso e alimentao. Todo

    empregado que cumpre entre 6 e 8 horas tem direito a um intervalo mnimo de 1 hora e

    mximo de 2 horas. Neste perodo o empregado NO esta a disposio do empregador, no

    conta na jornada.

    RELAES DE EMPREGO

    CONTRATO DE TRABALHO

    Estudo do artigo 442, 443, 445 e 451 da CLT.

    CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO DA LEI 9601/98

    a) Aumento do corpo de funcionrios.

    b) Acordo com o Sindicato.

    c) Tempo mximo de 2 anos, com limite de renovaes.

    ESTABILIDADES

    A estabilidade corresponde ao direito do trabalhador de permanecer no emprego, mesmo

    contra a vontade do empregador, enquanto existir uma causa relevante e expressa em lei que

    proba sua dispensa

    HIPTESES DE EXTINO DA ESTABILIDADE

    Se o empregado cometer falta grave, poder o empregador demiti-lo, no entanto, ter que

    provar perante a Justia do Trabalho.

    CIPA

    GESTANTE

    DIRIGENTE SINDICAL

    DIRIGENTE DE COOPERATIVA

    ACIDENTE DE TRABALHO

  • 11

    TERCEIRA PARTE

    SUMRIO

    9. REMUNERAO

    a. Salrio, vencimentos e proventos

    b. Comisses e gratificaes

    c. Adicionais

    d. Truck System

    e. Isonomia salarial e desvio de funo

    f. 13 Salrio

    10. FRIAS

    a. Aquisitivo e Concessivo

    b. Abono pecunirio

    c. Frias coletivas

    11. CONTEDO ESPECIAL: DIREITO DAS MULHERES

    a. Trabalho da mulher

    b. Estabilidade e licena gestante

    c. Lei Maria da Penha

    REMUNERAO

    SALRIO, VENCIMENTOS E PROVENTOS

    A remunerao o conjunto de retribuies recebidas habitualmente pelo empregado pela

    prestao do servio, em dinheiro ou em dinheiro e utilidades, proveniente do empregador ou

    de terceiros, mas decorrentes do contrato de trabalho.

    Salrio

    o conjunto de parcelas pagas pelo empregador ao empregado em funo do contrato de

    trabalho. A) salrio por unidade de tempo; b) salrio por produo; c) salrio por tarefa; d)

    prmio ou participao nos lucros.

    Art. 458

    Vencimentos

    Pagamento feito pela Administrao Pblica ao funcionrio estatutrio.

    Proventos

    Benefcio pago pela Previdncia ao inativo.

  • 12

    Ajuda de Custo

    Paga pelo empregador para cobrir despesas do empregado. No constitui salrio.

    Diria

    Valor fixo pago ao empregado para fins de cobrir despesas do empregado, sem prestao de

    contas. Constitui salrio se for superior ao salrio fixo do empregado.

    COMISSES E GRATIFICAES

    So percentuais pagos ao empregado com base nos negcios que efetua.

    Obs: admitida no Brasil a contratao de empregados tendo como forma de salrio apenas a

    comisso, todavia, o empregador obrigado a garantir o salrio mnimo.

    As gratificaes so incentivos ao empregado, visando obter maior dedicao deste,

    normalmente ocorre por ocasio de festas ou cumprimento de metas.

    TRUCK SYSTEM

    Sistema de servido que mantm o empregado vinculado ao empregador por dvidas

    contradas. O empregador no efetua o pagamento em dinheiro, mas em crditos que podem

    ser utilizados exclusivamente com o empregador. O art. 462, 2 e 3 probem o truck system

    ISONOMIA SALARIAL

    Pelo trabalho de igual valor, deve corresponder igual remunerao (461 CLT). A constituio

    federal art. 7, XXX e XXXI determinam a proibio de salrios desiguais, de exerccio de

    funes e de admisso por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil e portador de

    necessidade especial.

    Requisitos

    Trabalho em idntica funo

    Trabalho para o mesmo empregador

    Trabalho na mesma localidade

    Trabalho na mesma poca

    Trabalho com a mesma produtividade e perfeio tcnica

    DESVIO DE FUNO

    Havendo quadro de carreira, o empregado exerce funo diversa e melhor remunerada que a

    sua.

  • 13

    13 SALRIO

    A gratificao Natalina foi instituda no governo de Joo Goulart por meio da Lei 4.090, de

    13/07/1962, regulamentada pelo Decreto 57.155, de 03/11/1965 e alteraes posteriores.

    Deve ser paga ao empregado em duas parcelas at o final do ano, no valor corresponde a 1/12

    (um doze avos) da remunerao para cada ms trabalhado. O pagamento deve ser feito como

    referncia ao ms de dezembro.

    A Lei 4.749, de 12/08/1965, que dispe sobre o pagamento do Dcimo Terceiro, determina

    que o adiantamento da 1 parcela, correspondente a metade da remunerao devida ao

    empregado no ms anterior, seja paga entre os meses de fevereiro at o ltimo dia do ms de

    novembro (30 de novembro). J a 2 parcela deve ser quitada at o dia 20 de dezembro, tendo

    como base de clculo a remunerao deste ms, descontado o adiantamento da 1. parcela.

    O empregado tem o direito de receber o adiantamento da 1 parcela junto com suas frias,

    desde que o requeira no ms de janeiro do ano correspondente.

    O empregador no est obrigado a pagar o adiantamento do Dcimo Terceiro a todos os

    empregados no mesmo ms, desde que respeite o prazo legal para o pagamento, entre os

    meses de fevereiro a novembro. O pagamento de parcela nica usualmente feito no ms de

    dezembro ilegal, e est sujeito a pena administrativa.

    A gratificao de Natal ser ainda devida na extino do contrato por prazo determinado, na

    cessao da relao de emprego por motivo de aposentadoria, e no pedido de dispensa pelo

    empregado (independente do tempo de servio), mesmo ocorrendo antes do ms de

    dezembro.

    Na resciso contratual por justa causa o empregado no ter direito ao Dcimo Terceiro

    proporcional correspondente.

    Em resumo tem direito a 1 e 2 Parcela do dcimo terceiro Salrio: trabalhador domstico,

    trabalhador rural ou urbano assim como o trabalhador avulso.

    FRIAS

    Frias a ausncia ao trabalho previamente autorizada at no mximo de 30 dias, visando

    proporcionar um perodo de descanso aps determinado tempo de servio.

    CF, Art. 7, XVII

    Pode-se dividir as frias, excepcionalmente em dois perodos, desde que nenhum tenha menos

    de 10 dias.

    A comunicao das frias deve ser feita pelo empregador com pelo menos 30 dias de

    antecedncia.

    No se pode vender frias. A legislao autoriza a converso de 1/3 do perodo de frias em

    abono pecunirio.

  • 14

    AQUISITIVO E CONCESSIVO

    Artigo 130 e 134 CLT

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    DIREITO A FRIAS

    30 DIAS at 5 faltas injustificadas no perodo

    24 DIAS 6 a at 14 faltas injustificadas no perodo

    18 DIAS 15 a at 23 faltas injustificadas no perodo

    12 DIAS 24 a at 32 faltas injustificadas no perodo

    FRIAS COLETIVAS

    Artigo 139 da CLT

    DIREITO DAS MULHERES

    TRABALHO DA MULHER

    Constitucionais:

    Licena Maternidade de 120 dias.

    Proteo do mercado de trabalho

    Proibio de diferena de salrio

    CLT:

    Arts 372 a 401

    Proibio de deslocamento de peso, sem trao mecnica, superior a 20 quilos

    (trabalho contnuo)

  • 15

    Proibio de deslocamento de peso, sem trao mecnica, superior a 25 quilos

    (trabalho ocasional)

    Estabilidade desde a confirmao da gravidez at cinco meses aps o parto.

    Aborto no criminoso 2 semanas de repouso.

    ESTABILIDADE E LICENA GESTANTE

    Estabilidade da confirmao da gravidez at cinco meses aps o parto.

    Licena maternidade de 120 dias aps o parto, sem prejuzo de salrio, a ser pago pela

    Previdncia Social

    As empresas podero ampliar esta licena por seis meses, sendo que, devero pagar os

    salrios desses dois meses, abatendo o valor em sua Declarao de Imposto de Renda.

    LEI MARIA DA PENHA

    Lei 11340/96, trouxe reflexos na legislao trabalhista.

    Mulher que sofreu violncia domstica tem a manuteno do vnculo de trabalho, pelo tempo

    necessrio de afastamento do local de trabalho, por at seis meses, sem a percepo de

    salrio neste perodo.

  • 16

    CLCULOS TRABALHISTAS

    REVISO DAS PRINCIPAIS VERBAS TRABALHISTAS

    SALRIO E REMUNERAO

    SALRIO

    PESQUISAR: CLT ARTIGOS 457-458

    ANOTAES:

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    utilizado na maioria dos casos, como base de clculo para as demais verbas. Pode ser

    pago por: Tempo (hora, dias, semanas, quinzena ou ms), Produo, tarefa e in

    natura ou utilidade. Neste ltimo caso, atentar aos prazos e percentuais estipulados

    em sentena.

    Natureza Salarial - conceito - aquela, como prprio nome sugere, est diretamente

    ligada ao conceito de salrio, ou seja, o seu pagamento pelo empregador decorre da

    contraprestao de um servio especifico e determinado.

    Ex: Salrio base / gorjetas / comisses / adicionais (Horas extras, insalubridade,

    periculosidade etc) / abonos / alm das gratificaes (inclusive o 13o salrio) / prmios

    pagos habitualmente e total das dirias para viagem que excedam a 50% do salrio.

    No caso das gorjetas, observar sempre, o que foi determinado nos despachos sentena

    / acrdo

    DSR DESCANSO SEMANAL REMUNERADO

    PESQUISAR: CF, ARTIGO 7, INCISO XV + LEI 605/49 + DECRETO 27048/49

    ANOTAES:

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  • 17

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    Tambm conhecido como RSR Repouso Semanal Remunerado

    Somente devido quando no houver faltas injustificadas durante a semana.

    O trabalho em dias de DSR gera pagamento em dobro.

    Apurao e remunerao

    Devem ser utilizadas como base de clculo, todas as verbas de natureza salarial.

    Calcula-se, dividindo o valor das verbas totais pelo nmero de dias teis e

    multiplicando pela quantidade de DSR e feriados no ms, ou achando os valores

    equivalentes 1/6.

    Ressalta-se que, algumas classes tm os DSR diferenciados.

    TRABALHO NOTURNO

    Legislao: artigo 73 da CLT

    Perodo de 22:00hs s 5:00hs

    A hora relgio de 60 minutos ser reduzida para 52 minutos e 30 segundos.

    O adicional de 20% sobre a hora diurna.

    VERBAS ADICIONAIS

    INSALUBRIDADE

    PESQUISAR: CF, ARTIGO 7. INCISO XXIII + ARTIGO 192 DA CLT

    CALCULADA SOBRE O SALRIO MNIMO DA REGIO EM ESCALAS:

    10 % - grau mnimo

    20% - grau mdio

    40% - grau mximo

  • 18

    PERICULOSIDADE

    calculada na base de 30% sobre o salrio base e/ou contratual, excluindo-se

    gratificaes, prmios e participaes nos lucros.

    POR TEMPO DE SERVIO

    Normatizado em acordo e dissdios coletivos

    TRANSFERNCIA

    devido ao empregado transferido pelo empregador para outra localidade em carter

    provisrio. Seu valor corresponde ao mnimo de 25% do salrio contratual.

    OUTRAS VERBAS REMUNERATRIAS

    GRATIFICAES

    Valores pagos voluntariamente pelo empregador. Quando habitual, integra o salrio

    para todos os efeitos.

    PRMIOS

    Quando espordico (trofu) no integra o salrio

    COMISSES

    Quando habitual, integra o salrio para todos os efeitos.

    ABONOS

    Para todos os efeitos integram o salrio, com exceo daqueles que a prpria lei

    expressamente vedou a integrao.

    INDENIZAO MS EM VERMELHO

    Lei 6708/79 e 7238/84

    Devida ao empregado quando a sua dispensa ocorreu nos 30 dias que antecedem a

    correo salarial (data base)

    HORAS EXTRAS

    Legislao: CF, artigo 7, incisos XIII e XVI + artigo 59 da CLT

  • 19

    DESCONTOS

    CONTRIBUIO PREVIDENCIARIA

    A empresa dever descontar de seus empregados a contribuio previdenciria que

    incidir sobre a remunerao efetivamente paga ou creditada no ms, obedecendo o

    teto mximo da Previdncia Social.

    Quando houver pagamento de remunerao relativa a dcimo terceiro salrio, este

    no deve ser somado a remunerao mensal para efeito de enquadramento na tabela

    de salrios-de-contribuio, ou seja, aplicar-se- a alquota sobre os valores em

    separado.

    IRRF IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE

    O imposto de Renda o principal tributo brasileiro. O imposto de Renda sobre Pessoa

    Fsica recolhe para os cofres pblicos percentuais aplicados sobre salrios e

    rendimentos.

    Os empregadores devem antecipar o pagamento deste imposto recolhendo

    diretamente dos vencimentos dos seus empregados, ou seja, a prpria empresa

    desconta e recolhe o imposto para o Fisco.

    Este pagamento no isenta o empregado de fazer sua declarao anula de Imposto de

    Renda.

    PENSO ALIMENTICIA

    Podem os parentes, os cnjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos

    de que necessitem para viver de modo compatvel com a sua condio social, inclusive

    para atender s necessidades de sua educao. Art. 1.694 da lei n

    10.406/2002.(Cdigo Civil).

    Os alimentos devem ser fixados na proporo das necessidades do reclamante e dos

    recursos da pessoa obrigada. Compete ao juiz, se as circunstncias o exigirem, fixar a

    forma do cumprimento da prestao.

    Somente dedutvel o valor pago como penso alimentcia, inclusive a prestao de

    alimentos provisionais, aqueles pagos em decorrncia de deciso judicial ou acordo

    homologado judicialmente.

    CONTRIBUIO SINDICAL

    Na folha de pagamento do ms de maro, a empresa obrigada a descontar um dia de

    trabalho de todos os empregados, qualquer que seja a forma da referida remunerao.

  • 20

    Caso o empregado seja admitido depois de maro e no tenha contribudo para

    nenhum sindicato, o desconto referente sua contribuio ser efetuado no ms

    subseqente ao da sua admisso.

    VALE TRANSPORTE

    A empresa que concede o vale-transporte est autorizada a descontar mensalmente

    do empregado a parcela equivalente a at 6% (dos dias trabalhados) do seu salrio

    bsico ou do vencimento fixo, excludas qualquer vantagens ou adicionais desde que o

    valor descontado do seu salrio no ultrapasse o valor do vale-transporte do ms (6%

    do salrio base ou o valor dos vales, o que for menor).(Decreto 95247/87).

    PAGAMENTOS DEVIDOS PELO EMPREGADOR

    FGTS FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIO

    8% sobre a remunerao, devendo ser recolhido at o dia 7 de cada ms.

    VERBAS ESPECIAIS

    13 SALRIO

    Legislao (parte): Inciso VIII, do artigo 7 da C.F. e Leis 4090/62 e 4749/85.

    Tambm denominada gratificao natalina ou salrios trezenos.

    Corresponde a 1/12 avos da remunerao devida em dezembro de cada ano, ou do

    ms da resciso de contrato, quando diferente de dezembro, por ms de servio do

    ano correspondente.

    Considera-se ms, a frao igual ou superior a 15 dias de trabalho.

    Salrios com base em produo ou comisso, devem ser remunerados pela mdia do

    ano civil a que se refere o 13o salrio.

    Somente no tem direito ao 13o salrio, mesmo assim, o proporcional, quando ocorrer

    dispensa por justa causa.

    FRIAS

    PESQUISAR: CF, ARTIGO 7, INCISO XVII + ARTIGOS 129 A 145 DA CLT

    perodos

    Aquisitivo: relativo a 12 meses de trabalho Concessivo: 12 meses subseqentes ao perodo aquisitivo Gozo: 30 dias ou menos para gozar ferias.

  • 21

    TIPO

    Vencidas: Direito adquirido e no gozado.

    Em dobro: Quando o empregador no concede dentro do perodo concessivo. O valor

    da remunerao equivale ao valor devido poca da reclamao ou da extino do

    contrato.

    Proporcional: Quando a resciso do contrato ocorre antes de ser completado o

    perodo aquisitivo.

    FORMA DE GOZO E REMUNERAO

    Integral

    Parcial (neste caso quando o reclamante vender 1/3 das ferias ou ter faltas

    injustificadas no perodo).

    Em ambos os casos, a base de clculo constituda de todas as verbas de natureza

    salarial.

    APURAO DE VALORES

    Quando o salrio for constitudo por horas em jornadas variveis, por produo, ou

    por tarefa, apurar-se- a mdia do perodo aquisitivo aplicando-se o valor do salrio na

    data da concesso das frias;

    Quando houver incidncia de Horas extras, Adicional noturno e outras, apurar-se- a

    mdia do perodo aquisitivo aplicando-se o valor do salrio na data da concesso das

    frias;

    No caso do empregado na poca de gozar s frias no estiver percebendo o mesmo

    adicional (periculosidade, por exemplo), achar a mdia e atualizar os valores com os

    aumentos concedidos classe.

    Quando o salrio for constitudo por percentagem, comisso ou viagem, apurar-se- a

    mdia percebida pelo empregado nos 12 (doze) ltimos meses que precederam a

    concesso das frias.

    As utilidades devem ser tratadas de acordo com a anotao do CTPS. A partir de

    05/10/88, acrescentar pelo menos 1/3 da base clculo, a titulo de abono.

  • 22

    RESCISO DE CONTRATO DE TRABALHO

    EXERCCIOS PARA SEREM CORRIGIDOS

    Antonio Silva, brasileiro, solteiro, comercirio, nascido em 20/05/1988, filho de Maria Santos, portador da CTPS n 0000, srie 0000, inscrito no CPF/MF sob n 000000000, portador do PIS n 00000000, residente e domiciliado na Rua das Flores, 20, Centro, So Paulo /SP., foi contratado pela empresa Tintas & Tintas Comrcio Ltda., inscrita no CNPJ/MF sob n 000000, com sede localizada na Rua Castro Silva, So Paulo/ SP., em 05/01/2012, para laborar na funo de auxiliar administrativo, tendo sido dispensado imotivadamente em 06/05/2012, sem pr-aviso e sem pagamento das verbas rescisrias a que fazia jus, bem assim, no teve a sua CTPS anotada, portanto, no houve recolhimento do fundo de garantia por tempo de servio.

    Recebeu o pagamento salarial alusivo ao ms de abril, restando pendente de pagamento os seis dias do ms de maio. Tinha uma remunerao mensal de R$ 600,00.

    Laborava de segunda sexta-feira das 8h00min s 18h00min, com duas horas de intervalo para almoo e aos sbado das 8h00 s 12h00.

    Identificar quais clculos devero ser feitos na resciso:

  • 23

    SALDO DE SALRIO: para se definir o valor alusivo ao saldo de salrio preciso que se divida o valor do salrio por 30 (quantidade de dias no ms), assim, R$ 600,00/30 igual a R$ 20,00, ou seja, o empregado ganha vinte reais por dia. Definido o valor dirio, multiplica-se este valor pelo nmero de dias trabalhados no ms, que, de acordo com o caso em comento, foram seis dias no ms de maio, assim 20,00 x 6 igual a R$120,00,

    Ento o saldo de salrio igual a R$ 120,00.

    AVISO PRVIO - Sabe-se que nos contratos por prazo indeterminado, para que haja a ruptura contratual, faz-se necessrio que a parte que deseje promover a ruptura do vnculo, comunique outra, com antecedncia de 30 dias, sob pena de indenizar este perodo (art. 487 a 491 da CLT, adaptados ao que prescreve o art. 7, XXI da Constituio da Repblica.

    O instituto do aviso prvio serve para que a parte inocente, no atinente ruptura contratual, tenha o tempo necessrio para tomar as providncias cabveis; sendo que o empregado ter o prazo legal para buscar nova colocao no mercado de trabalho, enquanto que o empregador dispor de igual prazo para conseguir um substituto para a vaga do empregado demissionrio.

    Caso a iniciativa de ruptura do contrato seja do empregador, este conceder o aviso prvio, com prazo conforme a Lei do Aviso Prvio de antecedncia, tendo o empregado o direito de ter sua jornada, durante este prazo, reduzida em duas horas dirias, ou ento o direito a folgar por sete dias consecutivos, ficando a seu critrio a escolha, caso o empregador no conceda o pr-aviso, indenizar este perodo como se trabalhado fosse, integrando tal perodo ao contrato de trabalho para efeitos econmicos.

    Caso a iniciativa de ruptura do vnculo contratual seja do empregado, tambm, este dever pr-avisar o empregador, com antecedncia legal, sob pena de pagar a indenizao correspondente ao perodo.

    O valor do aviso prvio indenizado ser baseado na remunerao mensal do empregado.

    At um ano de trabalho, aviso prvio de 30 dias. Aps um ano de trabalho, 3 dias adicionais por ano trabalhado. O tempo adicional proporcional no pode ser superior a 60 dias.

    Assim, no caso em tela o valor do Aviso prvio de R$ 600,00

  • 24

    FRIAS PROPORCIONAIS Todo empregado que complete um ano no emprego, adquire o direito ao gozo de 30 dias de frias (caso no tenha, neste perodo, faltado injustificadamente ao servio, pois, se houver faltado sem justificativa o tempo de frias diminuir proporcionalmente, conforme se ver adiante). Aps a aquisio do direito s frias, por parte do empregado, o empregador, tem o prazo de um ano para conced-las.

    Caso a ruptura do contrato de trabalho ocorra, sem justo motivo, em prazo inferior a um ano, seja por iniciativa do empregado ou do empregador, far jus o empregado ao pagamento das frias proporcionais, equivalente ao perodo trabalhado, com a integrao ao aviso prvio indenizado, se for o caso.

    Assim, no caso em discusso temos que o empregado trabalhou durante 04 (quatro) meses e 01 (um) dia, com a integrao do aviso prvio ao tempo de servio, conta-se 05 (cinco) meses e um dia. Sendo que para este efeito, o nmero de dias trabalhados, quando igual ou superior a 15, conta-se como um ms, desprezando-se o que for inferior a 15 dias, ento, para efeito de frias proporcionais conta-se cinco meses de trabalho.

    Vamos ao clculo: 5/12 avos de frias proporcionais, como se acha o valor? simples, divide-se o valor do salrio por 12 (referente aos meses do ano) e, multiplica-se por 05 referente aos 4 meses trabalhados mais 1 ms de incorporao do aviso prvio indenizado, portanto:

    R$ 600,00/12 = R$ 50,00 x 5 = R$ 250,00.

    Proporcionalidade de Frias

    30 dias (at 5 Faltas

    Injustificadas)

    24 dias (de 6 a 14 Faltas

    Injustificadas)

    18 dias (de 15 a 23 Faltas

    Injustificadas)

    12 dias (de 24 a 32 Faltas

    Injustificadas)

    1/12 2,5 dias 2 dias ou 1 1,5 dia 1 dia

    2/12 5 dias 4 dias 3 dias 2 dias

    3/12 7,5 dias 6 dias 4,5 dias 3 dias

    4/12 10 dias 8 dias 6 dias 4 dias

    5/12 12,5 dias 10 dias 7,5 dias 5 dias

    6/12 15 dias 12 dias 9 dias 6 dias

    7/12 17,5 dias 14 dias 10,5 dias 7 dias

    8/12 20 dias 16 dias 12 dias 8 dias

    9/12 22,5 dias 18 dias 13,5 dias 9 dias

    10/12 25 dias 20 dias 15 dias 10 dias

    11/12 27,5 dias 22 dias 16,5 dias 11 dias

    12/12 30 dias 24 dias 18 dias 12 dias

  • 25

    1/3 DE FRIAS A Constituio da Republica brasileira, assegura o pagamento das frias acrescidas de 1/3, assim, para obter este valor deve-se dividir o quantitativo das frias por 3, ento: R$ 250,00/3 = R$ 83,33.

    13 SALRIO PROPORCIONAL - A frmula de clculo parecida com a utilizada para achar o valor das frias proporcionais, assim: R$ 600,00/12 = R$ 50,00 x 5 = R$ 250,00.

    FGTS Far-se- o calculo da indenizao substitutiva uma vez que os depsitos no foram efetuados. Como sabemos, o empregador deve recolher mensalmente na conta vinculada do empregado o montante equivalente a 8% sobre sua remunerao, assim, a frmula a seguinte: salrio mensal R$ 600,00 x 8% = R$ 48,00 x 5 meses trabalhados por causa da integrao do aviso = R$ 240,00.

    FGTS SOBRE O SALDO DE SALRIO: vimos que o empregado trabalhou 6 dias no ms de abril/2009, tendo direito ao saldo de salrio no importe de R$ 120,00, sobre este valor incide o FGTS, assim: R$ 120,000 x 8% = R$ 9,60.

    FGTS SOBRE O 13 SALRIO PROPORCIONAL: vimos que o empregado tem direito a 5/15 avos de 13 salrio proporcional, cujo clculo importou em R$ 250,00, assim: R$ 250,00 x 8% = R$ 20,00.

    TOTAL FGTS: R$ 270,00

    MULTA DE 40% SOBRE O MONTANTE DO FGTS

    Este clculo simples: R$ 270,00 x 40% = R$ 108,00

    MULTA DO ART. 477 DA CLT

    Lembrando que segundo o disposto no art. 477 6 da CLT, o empregador, em caso de dispensa imotivada com aviso prvio indenizado, tem at o dcimo dia, contado da data da notificao da demisso, para efetuar o pagamento, no efetuando o pagamento neste prazo incide na multa equivalente ao seu salrio.

    MULTA DOA RT. 467 DA CLT

    Por sua vez o artigo 467 da CLT, diz que: Em caso de resciso de contrato de trabalho, havendo controvrsia sobre o montante das verbas rescisrias, o empregador obrigado a pagar ao trabalhador, data do comparecimento Justia do Trabalho, a parte incontroversa dessas verbas, sob pena de pag-las acrescidas de cinqenta por cento.

  • 26

    Saldo de salrios: R$ 120,00

    Aviso prvio indenizado: R$ 600,00

    Frias proporcionais: R$ 250,00

    1/3 de frias: R$ 83,33

    13 salrio proporcional: R$ 250,00

    Indenizao substitutiva ao FGTS: R$ 270,00

    Multa de 40% sobre o montante do FGTS: R$ 108,00

    Multa do art. 477 da CLT R$ 600,00

    TOTAL R$ 2.281,33

    CALCULO DE HORAS EXTRAS E REFLEXOS NAS VERBAS, FRIAS, 13

    SALRIO, FGTS COM 40%

    Para tanto, vamos alterar a jornada declinada inicialmente como de 44 horas semanais para: De segunda sexta-feira das 8h00min s 20h00min, com 1 hora de intervalo para almoo e aos sbados das 8h00 s 13h00, sem intervalo.

    1 ) Nmero de horas semanais multiplicado pela mdia de 4,28 semanas no ms.

    16 x 4,28 = 68,48

    68,48 x R$ 4,08 = R$ 279,39

    REFLEXOS SOBRE O DSR

    O artigo 7 da Lei 605/49 determina que seja realizado o cmputo das horas extras habitualmente prestadas na remunerao dos repousos semanais, desta forma passemos ao clculo:

  • 27

    Existem diversos mtodos de clculo do reflexo das horas extras sobre o RSR, vejamos cada uma delas:

    FRMULA 1 (mdia ponderada) Pega-se o valor das horas extras no ms e divide-se por 5 (1/5), ou multiplica-se por 20%, esta a frmula que considera a mdia de 5 repousos semanais por ms

    Assim, como adotamos para efeito do presente clculo a apurao do valor das horas extras mensais, tomando como base a mdia de 4,28 semanas por ms, utilizaremos o valor encontrado de R$ 279,39, ento pegamos este valor e dividimos por 5:

    R$ 279,39 /5 = R$ 55,87 (valor alusivo ao reflexo das horas extras no rsr).

    FRMULA 2 - Para efeito de liquidao de sentena, quando esta manda que se apure os dias efetivamente laborados:

    1 Conta-se os dias teis efetivamente trabalhados, conta-se tambm os dias destinados ao repouso remunerado no ms (domingos e feriados), exemplificando: digamos que em um determinado ms o empregado tenha trabalhado em 22 dias, e tenha tido, neste ms, 4 domingos e dois feriados, assim, seriam seis dias de repouso, como ficaria o clculo:

    Nmero de horas extras dirias: vimos que, no nosso exemplo, o empregado trabalhava 3 horas extras dirias de segunda a sexta e 1 hora extra no sbado, totalizando 16 horas extras semanais, assim, como o empregado trabalhava em seis dias na semana, dividiremos 16 por 6, encontrando a mdia diria de 2,66 horas extras, ento multiplicaremos este resultado por 22 dias teis laborados, encontrando o resultado de 58,58 horas extras efetivamente laboradas, agora, apuraremos o reflexo destas horas nos RSRs, e isto fcil, basta que peguemos a mdia de horas dirias 2,66 e multipliquemos por 6 dias de repouso no ms, encontrando o resultado de 15,96 horas, correspondente aos repousos semanais remunerados, ficando assim o clculo:

    Reflexo das horas extras no RSR deste ms: pegamos o nmero de horas 15,96 horas correspondentes aos dias de RSRs e multiplicamos pelo valor da hora extra:

    15,96 x R$ 4,08 = R$ 65,11 valor correspondente a diferena de repouso semanal remunerado em virtude do reflexo das horas extras.

    FRMULA 3 (mdia ponderada) considerando como quantia de RSR 1/6 (um sexto), quando a jornada laborada for de segunda a sbado, tambm se emprega a mdia de 1/6, o que para o empregado mais desvantajoso, entretanto, preciso que se saiba como fazer este clculo:

    Pega-se o valor das horas extras R$ R$ 279,39 e divide-se por 6:

    R$ 279,39 /6 = R$ 46,56 (alusivo ao reflexo das horas extras no rsr).

  • 28

    Para efeito do nosso clculo, utilizaremos a frmula 01 (mdia ponderada de 1/5 ou

    20%):

    SALRIO BASE R$ 600,00

    VALOR DAS HORAS EXTRAS R$ 279,39

    REFLEXO DAS HORAS EXTRAS NO RSR R$ 55,87

    SALRIO REPERCUTIDO R$ 935,26

    Horas extras no pagas ao longo do vnculo empregatcio

    Considerando que o valor do aviso prvio j est devidamente repercutido nas horas extras, sero quantificados 04 meses laborados, segue clculo abaixo:

    R$ 279,39 (valor da hora extra mensal) x 4 (nmero meses laborados) = R$ 1.117,56

    RSR no pagos ao longo do vnculo empregatcio

    Considerando que o valor do aviso prvio j est devidamente repercutido nas horas extras, sero quantificados 04 meses laborados, segue clculo abaixo:

    R$ 55,87 (valor do RSR mensal) x 4 (nmero meses laborados) = R$ 223,48

    Saldo de salrios

    Divide-se o valor de R$ 935,26, por 30 dias, o resultado encontrado multiplicado pelos dias trabalhados que no foram pagos:

    R$ 935,26 / 30 = R$ 31,17 x 6 = R$ 187,05

    Saldo de salrio: R$ 187,05

  • 29

    Aviso prvio

    Com a integrao das horas extras e RSR o valor do Aviso prvio indenizado passa a ser de: R$ 935,26

    Frias proporcionais

    Divide-se o valor mensal acrescido da incorporao das horas extras e do RSR por doze (meses do ano), o resultado encontrado multiplicado pelo nmero de meses trabalhados com a integrao do aviso prvio, assim:

    R$ 935,26 /12 = 77,93 x 5 = R$ 389,69

    1/3 DE FRIAS Como vimos no exemplo citado quando da elaborao dos clculos sem horas extras e repercusso no RSR, a Constituio da Republica brasileira assegura o gozo de frias anuais remuneradas, com pelo menos, um tero a mais que o salrio normal, por sua vez o 5 do art.142 da CLT dispe que sero computados no salrio que servir de base efetivao do clculo da remunerao das frias os adicionais: por trabalho extraordinrio, noturno, insalubre ou perigoso, sendo que o artigo 457 do mesmo diploma consolidado, conceitua como salrio a importncia paga diretamente pelo empregador, asseverando, ainda, que integram o salrio, alm da importncia fixa ajustada: as comisses, percentagens, gratificaes ajustadas, dirias para viagens (desde que no excedam a 50% do salrio percebido pelo empregado), abonos pagos pelo empregador e as utilidades fornecidas tais como: alimentao, habitao, vesturio ou outras prestaes in natura, que a empresa, por fora do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado.

    Vamos ao clculo:

    Valor das frias proporcionais = R$ 389,69 divido por 3 = R$ 129,89

    Valor total das frias acrescidas de 1/3 = R$ 519,58

    13 salrio proporcional

    Divide-se o valor mensal acrescido da incorporao das horas extras e RSR por doze (meses do ano), o resultado encontrado multiplicado pelo nmero de meses trabalhados com a integrao do aviso prvio, assim:

    R$ 935,26 /12 = 77,93 x 5 = R$ 389,69

    Reflexo das horas extras e RSR no FGTS

    Como vimos no exemplo anteriormente citado, no atinente ao valor dos clculos sem horas extras e RSR, o valor do FGTS normal a ser recolhido de R$ 240,00, como existe uma mdia de R$ 279,39, referente ao valor mensal das horas extras que no foram

  • 30

    pagas, bem como a diferena do RSR no importe de R$ 55,87, que somados totalizam R$ 335,26, calcularemos sobre este valor a incidncia de 8% alusivo aos depsitos fundirios:

    R$ 335,26 x 8% = 26,82, valor mensal do FGTS sobre as horas extras e RSR, como foram 5 meses laborados (por conta da integrao do aviso prvio), ento, multiplicamos este valor por 5:

    R$ 26,82 x 5 = R$ 134,10

    Para acharmos a diferena de horas extras sobre os 40% da multa do FGTS, multiplicamos R$ 134,10 por 40%:

    R$ 134,10 x 40% = R$ 53,64

    Assim:

    FGTS normal: R$ 240,00

    Multa de 40% sobre o montante do FGTS normal: R$ 96,00

    Diferena de FGTS em funo das horas extras e RSR R$ 134,10

    Diferena da multa de 40% sobre o FGTS R$ 53,64

    Total R$ 523,74

    FGTS SOBRE O SALDO DE SALRIO: vimos que o empregado trabalhou 6 dias no ms de abril/2009, tendo direito ao saldo de salrio devidamente repercutidos das horas extras e RSR, no importe de R$ 187,05 sobre este valor incide o FGTS, assim: R$ 187,05 x 8% = R$ 14,96.

    FGTS SOBRE O 13 SALRIO PROPORCIONAL: vimos que o empregado tem direito a 5/15 avos de 13 salrio proporcional, cujo clculo importou em R$ 389,69, assim: R$ 389,69 x 8% = R$ 31,17.

    RESUMO DOS CLCULOS

    Horas extras R$ 1.117,56

    RSR R$ 223,48

    Saldo de salrios: R$ 187,05

    Aviso prvio indenizado: R$ 935,26

  • 31

    Frias proporcionais: R$ 389,69

    1/3 de frias: R$ 129,89

    13 salrio proporcional: R$ 389,69

    FGTS sobre o salrio base R$ 240,00

    Diferena de FGTS, em face da repercusso: R$ 134,10

    FGTS sobre saldo de salrio, 13 e frias com 1/3 R$ 46,13

    Multa de 40% sobre o montante do FGTS: R$ 168,09

    Multa do art. 477 da CLT R$ 600,00

    TOTAL R$ 4.560,94

    Lembrando que sobre o montante do FGTS o Empregador tambm recolhe + 10 % de contribuio social, que vai para os cofres do FGTS e tem a finalidade de custear o pagamento das perdas do fundo, decorrentes dos planos econmicos, entretanto, no se faz necessrio formular este pedido na inicial).

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