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Anatomia humana sistema nervoso

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Text of Anatomia humana sistema nervoso

  • ATLAS BSICO DE ANATOMIA

    Arnaldo F. Silva

    NOME: R.A. :

    LABORATRIO DE ANATOMIA

    [email protected]

    NERVOSOSISTEMA

    http://laboratoriodeanatomia.blogspot.com

    TERMINOLOGIA ANATMICA ATUALIZADA

  • "Ao manipular a pea anatmica cadavrica, parte de um cadver desconhecido, lembre-se que este corpo nasceu do amor de duas almas, cresceu embalado pela f e pela esperana daquela que em seu seio o agasalhou. Sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianas e dos jovens. Por certo amou e foi amado, esperou e acalentou um amanh feliz e sentiu saudades dos outros que partiram. Agora jaz na fria bancada de estudo,

    sem que tivesse uma s prece. Seu nome, s Deus sabe. Mas o destino inexorvel deu-lhe o poder e a grandeza de servir humanidade. A humanidade que por ele passou indiferente"

    (Rokitansky, 1876) Adaptao feita por Arnaldo Fernandes.

    sem que por ele se tivesse derramado uma lgrima sequer,

    NORMAS DO LABORATRIO DE ANATOMIA

    USO OBRIGATRIO:JALECO OU AVENTAL BRANCO DE MANGAS COMPRIDAS (FECHADO!)SAPATOS FECHADOS DE COURO OU MATERIAL SIMILAR CALAS COMPRIDASCABELOS PRESOS, QUANDO LONGOSLUVAS QUANDO MANIPULAR MATERIAL FORMALIZADO

    PROBIDO:USAR CELULARES OU CMERASALIMENTAR-SECOLOCAR BOLSAS OU MOCHILAS SOBRE AS BANCADASBRINCAR OU FAZER PIADAS COM AS PEAS CADAVRICASAPONTAR ESTRUTURAS COM OBJETO QUE DANIFIQUE OU DEIXE MARCASREMOVER PEAS ANATMICAS PARA FORA DO LABORATRIODESRESPEITAR PROFESSORES, MONITORES OU FUNCIONRIOS

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    (NORMAS DE BIOSEGURANA - no sero abertas excees).

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    SISTEMA NERVOSO

    As funes orgnicas, bem como a integrao ao meio ambiente esto na dependncia de um sistema especial denominado sistema nervoso. Isto significa que este sistema no s controla e coordena as funes de todos os sistemas do organismo como tambm, ao receber os devidos estmulos, capaz de interpret-los e desencadear respostas adequadas a eles. Desta forma, muitas funes do sistema nervoso dependem da vontade (caminhar, por exemplo, um ato voluntrio) e muitas outras ocorrem sem que se tenha conscincia delas (a secreo de saliva, por exemplo, ocorre independentemente da vontade). O sistema nervoso dividido em duas partes fundamentais que so o sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso perifrico(SNP). O sistema nervoso central a poro de recepo de estmulos, de comando e desencadeadora de respostas, sendo formado pelo encfalo e pela medula espinal. A poro perifrica est constituda pelas vias que conduzem os estmulos ao sistema nervoso central ou que levam at aos rgos efetuadores as ordens emanadas da poro central, sendo formado pelos nervos cranianos e espinais, pelos gnglios e pelas terminaes nervosas.

    SISTEMA NERVOSO CENTRAL O sistema nervoso central formado pelo encfalo e pela medula espinal, protegidos, respectivamente. pelo crnio e pela coluna vertebral Esta proteo reforada pela presena de lminas de tecido conjuntivo, as meninges. Elas so, de fora para dentro: dura-mter, aracnide-mter e pia-mter. A dura-mter a mais espessa delas, sendo que no crnio est associada ao peristeo da face interna dos ossos. A pia-mter a mais fina e est intimamente aplicada ao encfalo e a medula espinhal. Entre a dura e a pia-mter est a aracnide-mter, da qual partem fibras delicadas que vo a pia-mter, formando uma rede semelhante a uma teia de aranha. A aracnide-mter separada da pia-mter pelo espao

    subaracnideo, onde circula o lquido rebro-espinhal ou lquor, o qual funciona como absorvente de choques.

    O encfalo dividido em crebro, cerebelo, mesencfalo, ponte e bulbo, sendo estes trs ltimos conhecidos em conjunto como tronco enceflico. A maior parte do encfalo corresponde ao crebro, constitudo por duas massas, os hemisfrios cerebrais, unidos por uma ponte de fibras nervosas, o corpo caloso e separados por uma lmina de dura-mter, a foice do crebro. Na superfcie dos hemisfrios existem depresses, os sulcos que delimitam giros. Os hemisfrios podem ser divididos em lobos, correspondendo cada um aos ossos do crnio com que guardam relaes, existindo, portanto, os lobos frontal, occipital, temporal e parietal. O crebro responde pelas funes nervosas mais elevadas, contendo centros para interpretao de estmulos bem como centros que iniciam movimentos musculares. Ele armazena informaes e responsvel tambm por processos psquicos altamente elaborados, determinando a inteligncia e a personalidade. O cerebelo atua, basicamente, como coordenador dos movimentos da musculatura esqueltica e na manuteno do equilbrio. O tronco enceflico, alm de ser a origem de dez dos doze nervos cranianos, sede de vrias funes ligadas ao controle das atividades involuntrias e das emoes. A medula espinal formada por trinta e um segmentos, cada um dos quais d origem a umpar de nervos espinais. Ela atua como um caminho pelo qual passam impulsos que vo ou vem do encfalo para vrias partes do corpo. A observao atenta de um corte de qualquer rea do SNC permite reconhecer reas claras e escuras que representam, respectivamente, o que se chama de substncia branca e substncia cinzenta. A primeira est constituda, predominantemente, por fibras nervosas

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    mielnicas e a segunda por corpos de neurnios. No crebro e no cerebelo a estrutura geral a mesma: uma massa de substncia branca, revestida externamente por uma fina camada de substncia cinzenta e tendo no centro massas de substncia cinzenta constituindo os ncleos (acmulos de corpos neuronais dentro do SNC). Na medula, a substncia cinzenta forma um eixo central contnuo envolvido por substncia branca, enquanto no tronco enceflico a substncia cinzenta central no contnua, apresentando-se fragmentada, formando ncleos.

    SISTEMA NERVOSO PERIFRICOO sistema nervoso perifrico composto por terminaes nervosas, gnglios e nervos. Estes so cordes esbranquiados formados por fibras nervosas unidas por tecido conjuntivo e que tm por funo levar (ou trazer) impulsos ao (do) SNC. As fibras que levam impulsos ao SNC so chamadas de aferentes ou sensitivas, enquanto que as que trazem impulsos do SNC so as eferentes ou motoras. Os nervos so divididos em dois grupos: nervos cranianos e nervos espinais.

    NERVOS ESPINAIS O nervo espinal formado pela fuso de duas razes: uma ventral e outra dorsal. A raiz ventral possui apenas fibras motoras (eferentes), cujos corpos celulares esto situados na coluna anterior da substncia cinzenta da medula. A raiz dorsal possui fibras sensitivas (aferentes) cujos corpos celulares esto no gnglio sensitivo da raiz dorsal, que se apresenta como uma poro dilatada da prpria raiz. Como o nervo espinal formado pela fuso destas razes, ele sempre misto, ou seja tem fibras aferentes e eferentes. Logo aps sua formao pela fuso das razes ventral e dorsal o nervo espinal se divide em dois ramos: ramo dorsal, calibroso e que inerva a pele e os msculos do dorso e ramo ventral, mais calibroso e que inerva os membros e a poro ntero-lateral do tronco. Os ramos ventrais que inervam os membros se anastomosam amplamente formando os plexos, dos quais emergem nervos terminais, de tal forma que cada ramo ventral contribui para formar vrios nervos e cada nervo contem fibras provenientes de diversos ramos ventrais. J no tronco no h a formao dos plexos; cada ramo ventral segue seu curso isolado.

    NERVOS CRANIANOS Os nervos cranianos so doze pares de nervos que fazem conexo com o encfalo. Os dois primeiros tm conexo com o crebro e os demais com o tronco enceflico. Os nervos cranianosso mais complexos que os espinais, havendo acentuada variao quanto aos seus componentes funcionais. Alguns possuem um gnglio, outros tem mais de um e outros, ainda, no tem nenhum. Tambm no so obrigatoriamente mistos como os nervos espinais. Os nervos cranianos recebem denominaes prprias, bem como tambm so numerados em seqncia crnio-caudal, o que mostrado na tabela 3, juntamente com suas respectivas funes

    TERMINAES NERVOSAS E GNGLIOS As terminaes nervosas existem na extremidade de fibras sensitivas e motoras. Nestas ltimas, o exemplo mais tpico a placa motora. Nas primeiras, as terminaes nervosas so estruturas especializadas para receber estmulos fsicos ou qumicos na superfcie ou no interior do corpo. Assim, os cones e bastonetes da retina so estimulados somente pelos raios luminosos; os receptores do ouvido apenas por ondas sonoras; os gustativos por substncias qumicas capazes de determinar as sensaes de doce, azedo, amargo, etc.; na pele e nas mucosas existem receptores especializados para os agentes causadores de calor, frio, presso e tato, enquanto as sensaes dolorosas so captadas por terminaes nervosas livres, isto , h uma estrutura especializada para este tipo de estmulo.

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    Enquanto acmulos de neurnios dentro do SNC so chamados de ncleos, fora do SNC so chamados de gnglios e se apresentam, em geral, como uma dilatao. Do ponto de vista funcional pode-se dividir o sistema nervoso em SN somtico e SN visceral. Este o conjunto de estruturas nervosas, centrais e perifricas, que se ocupam do controle do meio interno, enquanto o SN somtico, tambm formado por estruturas centrais e perifricas, tm por funo a interao do organismo com o meio externo. Assim, de uma forma geral, pode-se afirmar que o SN somtico cuida das atividades voluntrias enquanto o SN visceral o faz das involuntrias.

    SISTEMA NERVOSO AUTNOMO Tanto o SN somtico quanto o SN visceral possuem uma parte aferente e outra eferente. Denomina-se sistema nervoso autnomo (SNA) a parte eferente do SN visceral. O SNA por sua vez dividido em duas partes: o sistema simptico e o sistema parassimptico. O simptico estimula as atividades que ocorrem em situaes de emergncia ou tenso, enquanto o parassimptico mais ativ