Click here to load reader

APH BÁSICO

  • View
    71

  • Download
    4

Embed Size (px)

DESCRIPTION

APH

Text of APH BÁSICO

Introduo

O trauma considerado um grave problema de sade pblica em nosso pas confirmando uma tendncia mundial. A importncia epidemiolgica deve-se ao fato do trauma ocupar a segunda causa geral de mortalidade, perdendo para as doenas cardiovasculares e lidera as estatsticas de morte na faixa etria at os 45 anos de idade, atingindo a fase de maior produtividade do indivduo, acarretando danos sociais graves e irreversveis. Aproximadamente 150.000 ( cento e cinqenta mil ) brasileiros morrem anualmente em conseqncia de acidentes e atos de violncia ( acidentes de trnsito, suicdios, homicdios, no lazer, trabalho e demais acidentes ). Para cada morte registram-se muitos casos de invalidez permanente. Essa cifra alarmante aliada ao impacto negativo para a economia da nao, considerando a perda da capacidade laboriosa e a recuperao das vitimas e, principalmente, o sofrimento para a sociedade que perde um jovem na sua fase mais produtiva, exige que se adotem medidas na tentativa de reverter esse ndice.

Estudos realizados dizem: 50% das vtimas morrem nos primeiros minutos aps o acidentes, apresentando leses graves em rgos vitais, praticamente incompatveis com a vida. Somente mtodos efetivos de preveno de acidentes podem diminuir essas mortes. 30% das vtimas morrem poucas horas aps o acidentes. Nesse nvel , alm de medidas de preveno, um servio de atendimento pr-hospitalar eficiente garante a sobrevida de muitas dessas pessoas e previne seqelas. 20% das vtimas morrem em questo de dias, em conseqncia de infeces generalizadas e falncia mltiplas de rgos. -1-

Como podemos verificar, sistemas de Atendimento Prhospitalar e hospitalar adequados s vtimas de trauma podero reduzir de 20 50% o numero de bitos, alm de diminuir sensivelmente as seqelas temporrias ou definitivas, e a divulgao de conhecimento bsicos de como prestar os primeiros socorros vtimas de trauma so fundamentais, pois as pessoas que se encontram no local do evento devem saber como proceder para reduzir riscos de morte ou de seqelas para a vtima. ATENDIMENTO A VTIMA

O CONHECIMENTO DE COMO ATENDER UMA VTIMA EXTREMAMENTE IMPORTANTE NO PROGNSTICO DE REDUO DE MORTALIDADE E MORBIDADE POR TRAUMA. As tcnicas desenvolvidas devem se seguidas metodologicamente, passo a passo, sendo: 1. SEGURANA Inicialmente garanta condies de segurana para voc , vtima e aos demais presente no local do acidente, independente do tipo do acidente, deve-se examinar a cena , verificando se existe algum rico e se existir: a) Elimine-o ( ideal ) b) Isole-o ( caso no consiga elimin-lo ) c) Retire a vtima ( ltimo recurso, usando tcnicas especificas, citada neste trabalho. Exemplo: Se a vtima estiver sofrendo uma doena eltrica atravs de um fio energizado, e se voc manter contato direto com ela, com certeza ser mais uma vtima. Deve-se desligar a energia eltrica ou retirar o fio, utilizando material isolante ( madeira seca por exemplo ) antes de toc-la. Importante: se h uma vtima (de qualquer evento) porque existiu um risco e a segurana falhou, portanto o risco ainda pode estar presente na mesma proporo ou num nvel maior, lembre-se: no seja mais uma vtima.

-2-

2. MECANISMO DA LESO:

Observar a cena do acidente procurando identificar o mecanismo que causou a leso. Atender a vtima sem apreciar estes mecanismos, conduz perda de diagnsticos importante. Exemplo: vtima de atropelamento, coliso com a frente do veculo ( pequeno ) , risco de fratura nas pernas pela ao direta da coliso; fratura de punho, cotovelo e traumatismo craniano, devido ao secundaria ( queda ). Observar a cena e questionar: 1. O que aconteceu? 2. Como aconteceu? 3. Qual o resultado disto?

3. ABORDAGEM PRIMRIA ( INICIAL ) o primeiro contato com a vtima, no qual se determina praticamente o sucesso do atendimento, com identificao e o manuseio de situaes que ameaam a vida. O atendimento uma seqncia de passos preestabelecidos cientificamente, visando a observao de prioridades . S se passa para o passo seguinte aps completado ( ou resolvido ) o anterior.

-3-

Na prtica, vrios passos podem ser abordados simultaneamente. Isto no invalida a necessidade de um pensamento disciplinado, seguindo a seqncia estabelecida. Foram estabelecidos critrios que identificam situaes que ameacem a vida da vtima, sendo: A Vias areas com controle cervical. B - Respirao C - Circulao e grandes hemorragias PROCEDIMENTO: A Vias areas com controle cervical. A cabea da vtima deve ser imobilizada da mesma forma que for encontrada, normalmente coloca-se a mo na testa ( segurando-a ), evitando qualquer tipo de movimento ( para prevenir o aparecimento de leses na coluna cervical e o agravamento das eventualmente existentes). O ideal que uma pessoa fique encarregada de fazer o controle cervical com as duas mos, enquanto faz a avaliao primaria. PERGUNTE: O que aconteceu? Uma pessoa s consegue falar se tiver ar nos pulmes e se este ar esta passando pelas corda vocais, portanto: Se a vtimas responder normalmente e porque ela esta respirando, e o corao esta batendo. Se a vtima no responde normalmente examine a Via area.

-4-

VIA AREA OBSTRUIDA: Sangue , vomito, queda da lngua, corpos estranhos . DESOBSTRUA, garantindo a imobilizao da coluna cervical. VIA AREA DESOBSTRUIDA Examine o item B ( RESPIRAO ). Se estiver ausente, ventile se estiver presente verifique o item C ( CIRCULAO ) se estiver ausente inicie a RCP ( reanimao crdiorespiratria ) se estiver presente a circulao- verifique se tem presena de grandes hemorragias e se esta existir controle B RESPIRAO. Se a vtima estiver e responder s perguntas iniciais, alm da via area estar permevel, significa logicamente que ela est respirando, o item B estar resolvido, bastando verificar a qualidade desta respirao: Lenta ou rpida Superficial ou profunda De ritmo regular ou irregular Silenciosa ou ruidosa.

Vendo, ouvindo e sentindo a respirao C VERIFICAO DE PULSO E GRANDE HEMORRAGIAS Neste item verifica-se a presena ou no de pulso ( batimentos cardacos ), analisando nas vtimas conscientes o pulso radial e nas vtimas inconscientes o pulso carotdeo. Se a Circulao presente- verifique se h presena de grandes hemorragias e se existir contenha -5-

Se estiver ausente- inicie RCP ( reanimao crdiorespiratria ) conforme ainda ser especificado neste trabalho.

Resumo? Ao abordar uma vtima, certifique-se ( aps a cena estiver segura ). Se ela est respirando Se ela est se mexendo Ou ainda tossindo ou falando.

Na falta desses itens chame o socorro imediatamente e comece a RCP ( reanimao Crdia respiratria ).

OBSTRUO DE VIAS AREAS

A Causa mais freqente de obstruo de vias areas a inconscincia de qualquer origem, em que a lngua da pessoa relaxa e cai contra o fundo da garganta, ocluindo a passagem de ar

-6-

Figura 1 queda da lngua, bloqueando a passagem de ar e Manobra trplice modificada

Neste caso, a desobstruo pode se conseguida rpida e facilmente pela elevao da mandbula ( manobra trplice modificada ) da cabea da vtima para trs. s vezes esta simples manobra tudo que se necessita para que a respirao retorne espontaneamente. Ainda que a causa mais freqente de obstruo de vias areas seja a inconscincia, com o relaxamento da lngua contra o fundo da garganta, a obstruo por corpos estranhos pode levar perda da conscincia e posteriormente, se no for desobstruda, parada respiratria e crdio-respiratria. A obstruo de vias areas normalmente confundida com infarto agudo do miocrdio, portanto suspeite de toda parada cardiopulmonar ocorrida durante refeies.

RECONHECIMENTO DE OBSTRUO DE VIAS AREAS: Vtimas inconsciente em ambientes como restaurantes, lanchonetes, festas, etc., ficar atento, colhendo a maior quantidade de informaes sobre o que ocorreu, se ela estava bebendo ou comendo algo. A obstruo pode ser parcial ou total. Na obstruo parcial, a vtima poder estar mantendo uma boa troca gasosa, podendo tossir fortemente, apesar dos sibilos entre as tossidas. A tosse ineficaz e fraca, com rudos respiratrios estridentes ou gementes, com dificuldade respiratria acentuada e, possivelmente cianose, indica que a vtima necessita de auxilio imediato, com tcnicas especficas de desobstruo. -7-

-

-

A obstruo por corpos estranhos pode causar perda da conscincia e parada cardiorrespiratria e, rapidamente, a morte. SINAIS DE ASFIXIA: Vtimas agarra seu prprio pescoo Escurecimento da pele ( cianose ) Esforo exagerado da respirao

Movimento do ar ausente ou no detectvel.

O QUE FAZER? 1. VTIMA CONSCIENTE: Se a vtima tem boa ventilao e apenas obstruo parcial apta a falar ou tossir efetivamente, no interferir com a tentativa da vtima em expelir o corpo estranho, incentivando-a tossir. Quando a obstruo completa reconhecida a seguinte seqncia deve ser feita rapidamente, na vtima sentada ou em p: a) Aplicar 4 ( quatro ) compresses manuais abdominais ( mos sobrepostas entre o umbigo e apndice xifide ), manobra de heimlich. 2. VTIMAS INCONSCIENTE:

a) Se a vtima tornou-se inconsciente ( diminuio de oxigenao no crebro ), coloc-la deitada ( face para cima ); b) Verificar vias areas e a respirao e iniciar as manobras de abertura da via areas com projeo da mandbula; manobra trplice modificada ou abertura da boca com dedos cruzados.

-8-

c) Se no h ventilao espontnea, iniciar a ventilao artificial boca a boca ou boca-mscara, com 2 insuflaes. d) Caso no haja expanso do trax, aplicar 04 compresses abdominais ( entre o umbigo e apndice xifide ). e) Reavaliar o item A, retirando o corpo estranho ( se visualiz-lo ), reavaliando o item B, aplicando novamente 2 ventilaes, se ainda persistir a obstruo. f) No obtendo sucesso, repetir os passos at que a vtima tenha as vias areas desobstrudas, ou at que seja entregue a uma equipe especializada ( pr-hospitalar ou hospitalar ).

Vtima obesa ou gestante consciente: a) Incentivar a vtima a tossir b) A