Apologética Cristã no Seculo XXI

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Text of Apologética Cristã no Seculo XXI

SEMINRIO TEOLGICO BATISTA DO TRINGULO MINEIRO CURSO DE TEOLOGIA PESQUISA TEOLGICA

APOLOGTICA CRIST NO SCULO XVI

RENATO ANSIO DA COSTA JUNIOR

UBERABA / 2011

RENATO ANSIO DA COSTA JUNIOR

APOLOGTICA CRIST NO SCULO XVI

Trabalho de Produo de Conhecimento apresentado na matria de Pesquisa Teolgica do Seminrio Teolgico Batista do Tringulo Mineiro.

Professor Orientador: Miss. Lbia

A Deus, por ter me ajudado a chegar at aqui e a todos que acreditam que o valor da vitria no se mede pelo ouro conquistado, nem pelos ttulos e condecoraes, mas pela vocao de querer continuar lutando com f e humildade.

"SENHOR, tu me sondas e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. No havendo ainda palavra alguma na minha lngua, eis que logo, SENHOR, tudo conheces." Salmos 139:1-4

"Irmos, no deis crdito a qualquer esprito; antes, provai os espritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem sado pelo mundo afora." (1 Jo 4:1)

RESUMO

No incio da Igreja Crist, presses externas e internas requeriam definies claras e defesas da verdade, e isso deu origem teologia. Os primeiros Pais que assumiram a defesa da verdade so, por essa mesma razo, chamados apologetas, ou como so chamados hoje em dia Apologistas. Os mais importantes entre eles foram: Justino, Taciano, Atengora e Tefilo de Antioquia. Eles defendiam o cristianismo mostrando que no havia provas em prol das acusaes feitas contra seus adeptos. No satisfeitos com a mera defesa, eles tambm atacaram seus oponentes. Finalmente, os apologistas tambm sentiram a incumbncia de estabelecer o carter do cristianismo como uma positiva revelao de Deus. A apologtica tem um papel importante na construo positiva da verdade. Consideraram-no uma filosofia, porque contm um elemento racional e responde satisfatoriamente s indagaes em que todos os verdadeiros filsofos se tm ocupado, porm tambm consideraram-no anttese direta da filosofia, porquanto livre de todas as meras noes e opinies, p ter-se originado de uma revelao sobrenatural. Deve-se admitir que aqueles primeiros Pais deram grande prominncia s verdades racionais, buscando demonstrar sua racionalidade. No quero atravs deste trabalho abrir mo da apologtica crist tradicional, mais levar a enfoque que a apologtica crist no presente sculo deve ser um instrumento para conquistar pessoas. Apologtica crist no sculo XXI estimula os leitores a que examine e formule abordagens em defesa do evangelho, adequadas s suas necessidades e oportunidades particulares. Uma apologtica insensvel individualidade humana e variedade de situaes nas quais as pessoas se encontram cair rapidamente no vazio. Assim, a apologtica deve ser revitalizada com criatividade: cincia por propor-se a conferir integridade e profundidade intelectuais evangelizao, assegurando que a f permanea arraigada na mente e no corao, ao mesmo tempo que arte por ser uma tentativa criativa de combinar a proclamao do evangelho com as necessidades e preocupaes das pessoas.

SUMRIO

RESUMO .................................................................................................................. 05

1. INTRODUO...................................................................................................... 11 1.1 Tema Central ..................................................................................................... 12 1.1.1 O ambiente mercadolgico............................................................................... 12 1.1.2 Os desafios do setor ........................................................................................ 13

4. CONCLUSO E RECOMENDAES................................................................. 86 4.1 Concluso ......................................................................................................... 86

5. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS .................................................................... 90

INTRODUO

Geralmente muitos cristos nunca ou quase nunca ouviram falar em apologia e uma grande parcela nunca leu nada sobre o assunto. O que apologia? Para que serve? Onde emprega-la? Para sabermos o que apologia precisamos primeiro saber o que no . O Que No Apologia. 1. Apologia no criticar a religio dos outros. 2. Apologia no menosprezar as demais crenas. 3. Apologia no declarar guerra aos demais credos. O dicionrio "Aurlio sculo XXI" define apologia como: "Discurso para justificar, defender ou louvar." A palavra grega nos escritos neotestamentario para "responder" apologia. Essa palavra aparece em I Pedro 3:15 "antes santificai em vossos coraes a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansido e temor a todo aquele que vos pedir a razo da esperana que h em vs". Portanto, apologia dentro do contexto evanglico-eclesistico, a habilidade de responder com provas adequadas e slidas a f crist perante as demais religies. J que o cristianismo uma religio de fatos, ou como bem expressou certo apologista: " uma religio que apela aos fatos da histria", ela se serve de tais meios para fundamentar seus argumentos. A apologia parte inseparvel da teologia, sendo que aquela, serve-se desta, para desenvolver um plano lgico e sistemtico nas questes

argumentativas concernentes f crist. O cristianismo uma religio que por sua natureza exclui quaisquer outros credos como verdadeiros, a no ser ele mesmo. Por isso, ele entra em choque com as demais religies existentes, que so sem excees, produtos das idias dos homens, que na nsia de sua procura pelo sagrado, por Deus, aliena-se nas suas prprias imaginaes, resultado da depravao total da qual est sujeita a humanidade sem Deus. Enquanto as demais religies apresentam vrios

intercessores e deuses e, mormente, vrios caminhos que levam a tais deidades, o cristianismo por sua vez apresenta um s mediador e um s caminho que leva exclusivamente a apenas um nico Deus verdadeiro.

Neste choque de crenas a apologia se torna indispensvel. Ela nasce forosamente como uma resposta ao ataque s doutrina que muitas vezes se apresenta sob diversas faces. Quase todas as epstolas foram escritas visando defesa da f crist (no sentido de corrigir erros doutrinrios) contra os ataques de fora, e muitas vezes de dentro da prpria igreja. Se houver consenso entre as afirmaes que dizem que a verdade e a moral foram substitudas pelo engano e pelo relativismo, estamos, ento, diante de um problema estrutural que desafia educadores, lderes e todos aqueles que ainda acreditam na verdade absoluta revelada por Deus nas Escrituras Sagradas. Temos um cenrio moldado pelo pensamento ps-moderno em todas as suas esferas. E suas implicaes podem ser detectadas principalmente na religio, na poltica, na educao e na tica. Para o ps-modernismo, a nica verdade que no existe verdade, segundo o escritor colombiano Daniel Salinas. A narrativa de outro autor nos ajudar a compreender melhor o contexto da ps-modernidade: Enquanto a modernidade um manifesto auto-suficincia humana e autogratificao, o ps-modernismo uma confisso de modstia e, at mesmo, de desesperana. No h verdade. H apenas verdades. No h razo suprema. S existem razes. No h uma civilizao privilegiada, e muito menos cultura, crena, norma e estilo. Existe somente uma multido de culturas, de crenas, de normas e de estilos. No h justia universal. Existem apenas interesses de grupos. No h uma grande narrativa do progresso humano. Existem apenas histrias incontveis, nas quais as culturas e os povos se encontram hoje. No existe realidade simples, e muito menos a realidade de um conhecimento universal e objetivo. O que existe, de fato, apenas uma incessante representao de todas as coisas em funo de todas as outras. Diante desse quadro, no podemos, de forma alguma, ignorar o que est acontecendo nossa volta, como se no pudssemos enxergar ou, pior ainda, como se no estivssemos interessados em enxergar, simplesmente por acharmos que

no seremos atingidos por essa avalanche de pensamentos. Mas no bem assim. Muito pelo contrrio. Quando observamos os contedos didticos do ensino fundamental ao acadmico, conseguimos identificar sim as abordagens sobre os conceitos relativistas e desconstrutivos relacionados aos temas fundamentais da estrutura de uma sociedade, tais como: famlia, religio e tica. Identificamos nos livros didticos baseados no pensamento ps-moderno idias que propagam reverncia me Natureza e ainda propem o fim das diferenas religiosas, morais e ticas, sob a gide do pluralismo e do multiculturalismo. O pluralismo outorga a todas as religies o mesmo valor soteriolgico, moral e espiritual, ressaltando que nenhuma cultura pode ser considerada melhor do que qualquer outra. justamente esse o ambiente que est formando as novas geraes. Segundo o escritor Charles Colson, a maneira como vemos o mundo pode mudar o mundo. Como isso pode acontecer? Quando o cristo se compromete a viver sua f. Diante disso, devemos encarar a nossa f com seriedade e compromisso, sem ignorar que o ser humano um ser pensante e necessita de respostas. E a nica maneira que temos de fornecer respostas que atendam s mais profundas necessidades do ser humano mediante a verdade absoluta revelada por Deus nas Escrituras Sagradas. Portanto, o desafio est diante de ns, de todos ns, e, principalmente, dos lderes e educadores cristos. tempo de tocar a trombeta em Sio, de alertar sobre os perigos iminentes, antes que seja tarde demais. No podemos nos sentir satisfeitos com discursos improvisados, simplistas, sem contedo. necessrio que haja dedicao e renncia, para que o povo de Deus se faa mais sbio e preparado para enfrentar um mundo que se transforma a cada dia. O que nos remete reflexo do escritor Samuel Escobar: Estamos entrando numa poca bem diferente daquela que chamamos de tempos mod