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Sugestões, críticas, envio de questões para resolução em sala, envie email para [email protected] Bons estudos e sucesso!!! 1 INTRODUÇÃO De forma resumida, o Estado é constituído de quatro elementos: povo, território, governo e finalidade (bem comum). Assim sendo, o Estado se apresenta como um ente com personalidade jurídica (Direito Público/art. 40 e 41 Cód. Civil Brasileiro), sendo sujeito capaz de adquirir direitos e contrair obrigações na ordem jurídica, tanto nas relações internacionais, quanto nas internas . Na CF/88, no seu art. 18, encontra-se a seguinte previsão, no tocante à organização político-administrativa do Brasil: “a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o distrito federal e os municípios, todos autônomos”. A forma federativa de Estado é tida como cláusula pétrea da CF/88 (art. 60, §4º, inc I), não sendo objeto de abolição por meio de reforma constitucional. Em decorrência disso, no Brasil, dada a sua forma federativa, tem-se uma Administração Pública Federal, uma Administração Estadual, uma Administração Distrital e Administrações Municipais, caracterizando-se uma “descentralização política”, onde se observa a convivência, num mesmo território, de diferentes entidades políticas autônomas, distribuídas regionalmente. Convém enfatizar a inexistência de subordinação entre os diversos entes federados no Brasil. Sua relação interna é caracterizada como de “coordenação”, tendo, cada um deles, autonomia política, administrativa e financeira. Dada essa forma de organização, é que se pode verificar a existência de administrações autônomas em cada uma das esferas da Federação. Ainda observando o texto constitucional, verifica-se a adoção de uma tripartição de poderes, conforme o seu art. 2º: “são poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Esta separação dos poderes não é de caráter absoluto. De fato, o que se tem são três funções distintas (legislativa, executiva e a judiciária), sendo que cada um dos poderes exerce uma de forma preponderante, a saber: Legislativo – elaboração de leis; Judiciário – solução de litígios; e Executivo – função administrativa. Uma vez mais, convém ressaltar que, em todos os três poderes, existe a presença das três funções, sendo consideradas funções atípicas. Dessa forma, os poderes Legislativo e Judiciário, além das suas funções preponderantes de legislar e julgar, exercem funções administrativas, exemplificando-se os atos decorrentes dos poderes hierárquico e disciplinar sobre os seus respectivos servidores. O desempenho dessas funções administrativas, independentemente do Poder que as exerce, deve observar, sempre, as normas e os princípios relativos ao direito administrativo. 1 – O CRESCIMENTO DAS DESPESAS PÚBLICAS Uma das características mais marcantes da economia do século XX é o crescente aumento das despesas públicas. Tal situação foi observada não apenas nos países de economia coletivizada, onde o Estado, por definição é o grande agente econômico, mas também nas nações capitalistas avançadas, defensoras da livre iniciativa e da economia de mercado. No Brasil o crescimento acelerado das despesas públicas teve a partir do término da 2ª Guerra Mundial. Segundo Rezende Silva, apud Giacomoni, as despesas governamentais apenas dobraram entre 1907 e 1943 e, considerando que nesse mesmo período a população cresceu em 100%, em termos per capita não houve acréscimo nos gastos públicos. Nos trinta anos subseqüentes (1945 – 1975), entretanto, as despesas do governo cresceram rapidamente e nem sempre de forma contínua. A participação das despesas públicas no Produto interno Bruto em 1947 foi de 17% e, em 1969, de 25%, sendo que as épocas de maior aceleração foram 1955/60 e 1969/73. Relativamente á década de 70, Carlos longo chama a atenção para a redução sofrida pela carga tributária (bruta e líquida): os percentuais da carga bruta em relação ao PIB corresponderam a 24% (1970), 23,9% (1975) e 21,9% (1980). A carga líquida correspondeu 15%, 14,9% e 12,8%, naqueles mesmos anos. Tal situação traduziria a tendência à diminuição de tamanho do setor público tradicional, isto é, daquele fornecedor de serviços e bens públicos clássicos: segurança, justiça, educação, saúde, etc. Paralelamente, entretanto, teria crescido o outro lado do setor público: o Estado – Empresário. No decorrer da década de 1980 e nos primeiros anos da década seguinte, a carga tributária total do Brasil girou em torno de 24% a 26% do PIB, com exceção dos anos de 1987 a 1988, em que esse percentual foi um pouco menor, e de 1990, quando as medidas do Plano Collor aumentaram a carga para 28,8%. Após várias tentativas de enfrentamento do processo inflacionário crônico, em meados da década de 1990 o Plano Real finalmente conseguiu estabilizar os preços. Nos dias atuais, segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT, em março de 2009, a carga tributária referente ao ano de 2007 teria crescido em relação ao ano de 2006 e atingido a marca de 35,54% do PIB. Ressalta ainda que a carga tributária de 2008 chegou a 36,56% do PIB, com um montante arrecadado no ano de R$ 1,056 trilhão sobre o valor do PIB, que ficou em R$ 2,889 trilhão. No mesmo período, cada brasileiro pagou aproximadamente R$ 5.572 em impostos, com um aumento de R$ 652 sobre os valores pagos em 2007. O crescimento da arrecadação Federal foi de R$ 88,70 bilhões (13,63%), dos Estados R$ 36,55 bilhões (15,66%) e dos municípios R$ 8,02 bilhões (20,64%), crescimento que gerou acréscimo de 13,24% na carga tributária Per Capta de 2008. Por fim, uma das mais antigas explicações para o crescimento das despesas públicas é atribuída ao economista alemão Adolf Wagner, que formulou a chamada “Lei do Crescimento Incessante das Atividades Estatais”, com o seguinte enunciado: À medida que cresce o nível de renda em países industrializados, o setor público cresce sempre a taxas mais elevadas, de tal forma que a participação relativa do governo na economia cresce com o próprio ritmo de crescimento econômico do país.” Esta lei foi empiricamente comprovada por Richard Bird ao verificar que a elasticidade das despesas públicas em relação à Renda Nacional foi sempre superior à unidade em países com o Reino Unido, Alemanha e Suécia, nos períodos compreendidos entre 1910 e 1960. BIRD aponta três causas determinantes da evidência formulada por Wagner: 1 – o crescimento das funções administrativas e de segurança; 2 – as crescentes demandas por maior bem-estar social, especialmente educação e saúde; e 3 – a maior intervenção direta e indireta do governo no processo produtivo. 1.1 - ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO

Apostila afo 02

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    INTRODUO

    De forma resumida, o Estado constitudo de quatro elementos: povo, territrio, governo e finalidade (bem comum).

    Assim sendo, o Estado se apresenta como um ente com personalidade jurdica (Direito Pblico/art. 40 e 41 Cd. Civil Brasileiro), sendo sujeito capaz de adquirir direitos e contrair obrigaes na ordem jurdica, tanto nas relaes internacionais, quanto nas internas.

    Na CF/88, no seu art. 18, encontra-se a seguinte previso, no tocante organizao poltico-administrativa do Brasil:

    a organizao poltico-administrativa da Repblica Federativa do Brasil compreende a Unio, os Estados, o distrito federal e os municpios, todos autnomos.

    A forma federativa de Estado tida como clusula ptrea da CF/88 (art. 60, 4, inc I), no sendo objeto de abolio por meio de reforma constitucional.

    Em decorrncia disso, no Brasil, dada a sua forma federativa, tem-se uma Administrao Pblica Federal, uma Administrao Estadual, uma Administrao Distrital e Administraes Municipais, caracterizando-se uma descentralizao poltica, onde se observa a convivncia, num mesmo territrio, de diferentes entidades polticas autnomas, distribudas regionalmente.

    Convm enfatizar a inexistncia de subordinao entre os diversos entes federados no Brasil. Sua relao interna caracterizada como de coordenao, tendo, cada um deles, autonomia poltica, administrativa e financeira.

    Dada essa forma de organizao, que se pode verificar a existncia de administraes autnomas em cada uma das esferas da Federao.

    Ainda observando o texto constitucional, verifica-se a adoo de uma tripartio de poderes, conforme o seu art. 2:

    so poderes da Unio, independentes e harmnicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judicirio.

    Esta separao dos poderes no de carter absoluto. De fato, o que se tem so trs funes distintas (legislativa, executiva e a judiciria), sendo que cada um dos poderes exerce uma de forma preponderante, a saber:

    Legislativo elaborao de leis; Judicirio soluo de litgios; e Executivo funo administrativa. Uma vez mais, convm ressaltar que, em todos os

    trs poderes, existe a presena das trs funes, sendo consideradas funes atpicas.

    Dessa forma, os poderes Legislativo e Judicirio, alm das suas funes preponderantes de legislar e julgar, exercem funes administrativas, exemplificando-se os atos decorrentes dos poderes hierrquico e disciplinar sobre os seus respectivos servidores.

    O desempenho dessas funes administrativas, independentemente do Poder que as exerce, deve observar, sempre, as normas e os princpios relativos ao direito administrativo.

    1 O CRESCIMENTO DAS DESPESAS PBLICAS Uma das caractersticas mais marcantes da

    economia do sculo XX o crescente aumento das despesas pblicas. Tal situao foi observada no apenas nos pases de economia coletivizada, onde o Estado, por definio o grande agente econmico, mas tambm nas naes capitalistas avanadas, defensoras da livre iniciativa e da economia de mercado.

    No Brasil o crescimento acelerado das despesas pblicas teve a partir do trmino da 2 Guerra Mundial.

    Segundo Rezende Silva, apud Giacomoni, as despesas governamentais apenas dobraram entre 1907 e 1943 e, considerando que nesse mesmo perodo a populao cresceu

    em 100%, em termos per capita no houve acrscimo nos gastos pblicos.

    Nos trinta anos subseqentes (1945 1975), entretanto, as despesas do governo cresceram rapidamente e nem sempre de forma contnua. A participao das despesas pblicas no Produto interno Bruto em 1947 foi de 17% e, em 1969, de 25%, sendo que as pocas de maior acelerao foram 1955/60 e 1969/73.

    Relativamente dcada de 70, Carlos longo chama a ateno para a reduo sofrida pela carga tributria (bruta e lquida): os percentuais da carga bruta em relao ao PIB corresponderam a 24% (1970), 23,9% (1975) e 21,9% (1980). A carga lquida correspondeu 15%, 14,9% e 12,8%, naqueles mesmos anos.

    Tal situao traduziria a tendncia diminuio de tamanho do setor pblico tradicional, isto , daquele fornecedor de servios e bens pblicos clssicos: segurana, justia, educao, sade, etc.

    Paralelamente, entretanto, teria crescido o outro lado do setor pblico: o Estado Empresrio.

    No decorrer da dcada de 1980 e nos primeiros anos da dcada seguinte, a carga tributria total do Brasil girou em torno de 24% a 26% do PIB, com exceo dos anos de 1987 a 1988, em que esse percentual foi um pouco menor, e de 1990, quando as medidas do Plano Collor aumentaram a carga para 28,8%.

    Aps vrias tentativas de enfrentamento do processo inflacionrio crnico, em meados da dcada de 1990 o Plano Real finalmente conseguiu estabilizar os preos.

    Nos dias atuais, segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributrio IBPT, em maro de 2009, a carga tributria referente ao ano de 2007 teria crescido em relao ao ano de 2006 e atingido a marca de 35,54% do PIB.

    Ressalta ainda que a carga tributria de 2008 chegou a 36,56% do PIB, com um montante arrecadado no ano de R$ 1,056 trilho sobre o valor do PIB, que ficou em R$ 2,889 trilho. No mesmo perodo, cada brasileiro pagou aproximadamente R$ 5.572 em impostos, com um aumento de R$ 652 sobre os valores pagos em 2007.

    O crescimento da arrecadao Federal foi de R$ 88,70 bilhes (13,63%), dos Estados R$ 36,55 bilhes (15,66%) e dos municpios R$ 8,02 bilhes (20,64%), crescimento que gerou acrscimo de 13,24% na carga tributria Per Capta de 2008.

    Por fim, uma das mais antigas explicaes para o crescimento das despesas pblicas atribuda ao economista alemo Adolf Wagner, que formulou a chamada Lei do Crescimento Incessante das Atividades Estatais, com o seguinte enunciado:

    medida que cresce o nvel de renda em pases industrializados, o setor pblico cresce sempre a taxas mais elevadas, de tal forma que a participao relativa do governo na economia cresce com o prprio ritmo de crescimento econmico do pas.

    Esta lei foi empiricamente comprovada por Richard Bird ao verificar que a elasticidade das despesas pblicas em relao Renda Nacional foi sempre superior unidade em pases com o Reino Unido, Alemanha e Sucia, nos perodos compreendidos entre 1910 e 1960.

    BIRD aponta trs causas determinantes da evidncia formulada por Wagner:

    1 o crescimento das funes administrativas e de segurana;

    2 as crescentes demandas por maior bem-estar social, especialmente educao e sade; e

    3 a maior interveno direta e indireta do governo no processo produtivo.

    1.1 - ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO

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    A atividade financeira do Estado caracterizada pelo instrumental administrativo necessrio obteno de recursos, com o objetivo de viabilizar o atendimento e a satisfao das necessidades pblicas.

    No Estado moderno, as finanas pblicas, alm de assegurarem a cobertura das despesas governamentais, servem como instrumento fundamental de interveno na economia, de presso ou estmulo estrutura produtiva, e de modificao das formas de distribuio de renda na sociedade.

    Considerando que a finalidade do Estado a promoo do bem comum conceituado como sendo um ideal que promove o bem-estar e conduz a um modelo de sociedade, que permite o pleno desenvolvimento das potencialidades humanas (Kiyoshi Harada) - ele desenvolve um sem nmero de atividades, de forma a satisfazer determinada necessidade pblica.

    Estas necessidades so tidas como essenciais, quando a sua realizao compete ao Estado, de forma direta e exclusiva, como aquelas relacionadas segurana pblica, prestao jurisdicional, justia e defesa nacional, dentre outras. Essas atividades representam os interesses primrios do Estado, sendo indelegveis em funo da indisponibilidade do interesse pblico.

    Alm dessas atividades, existem as complementares do Estado, que podem ser desenvolvidas diretamente pelo Poder Pblico ou por concessionrias de servios pblicos, normalmente por meio da constituio de empresas estatais. Ditas atividades representam interesses secundrios do Estado.

    Conforme disposto no texto constitucional: Art. 3 Constituem Objetivos Fundamentais da

    Repblica Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidria; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalizao e reduzir as

    desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de

    origem, raa, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminao.

    Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo

    estabelecero: I - o plano plurianual; II - as diretrizes oramentrias; III - os oramentos anuais. 5 - A Lei Oramentria Anual compreender: I - o Oramento Fiscal referente aos Poderes da

    Unio, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico;

    II - o Oramento de Investimento das empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

    III - o Oramento da Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e rgos a ela vinculados, da administrao direta ou indireta, bem como os fundos e fundaes institudos e mantidos pelo Poder Pblico.

    6 - O projeto de lei oramentria ser acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenes, anistias, remisses, subsdios e benefcios de natureza financeira, tributria e creditcia.

    7 - Os oramentos previstos no 5, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, tero entre suas funes a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critrio populacional.

    Assim, para atender a todas essas atividades, decorrentes de suas obrigaes constitucionais, o Estado necessita:

    Obter Receitas Pblicas; Criar Crdito Pblico (endividamento);

    Planejar e Gerir Oramento Pblico; e Despender Despesa Pblica

    (Corrente/Investimento).

    2 INTERVENO NA ATIVIDADE ECONMICA Usando do seu poder normativo, o Estado intervm na

    atividade econmica, elaborando leis de combate ao abuso do poder econmico, de proteo ao consumidor (CDC/90), e leis tributrias de natureza extrafiscal, conferindo-lhes carter ordinatrio, dente outras.

    Esta prtica intervencionista do Estado estimula ou desestimula determinada atividade econmica pelo exerccio de seu poder de polcia.

    Por intermdio de mecanismos administrativos, o Poder pblico fomenta a atividade econmica, promovendo os financiamentos pblicos a cargo das agncias financeiras oficiais de fomento, quais sejam: BNDES, BB e CEF, dentre outros.

    Cumpre, ainda, ao Estado o seu papel de interventor direto na economia, por intermdio da explorao de atividade econmica em carter excepcional.

    Utilizando os instrumentos de interveno econmica de que dispe o Estado, o Governo desenvolve vrias funes com objetivos especficos, porm inter-relacionados e, em muitos casos, conflitantes, exigindo, dessa maneira, coordenao macroeconmica.

    So as seguintes as funes e respectivos propsitos da interveno econmica do Governo na economia (Richard Musgrave), tambm denominadas Funes Fiscais, e consideradas como as prprias Funes do Oramento, principal instrumento de ao estatal na economia:

    A) Alocativa com o fim de promover ajustamentos na alocao de recursos. a ao estatal na alocao de recursos justificada nos casos em que o sistema de mercado (ao privada) no tem a necessria eficincia.

    Situaes: a.1) Investimentos na Infra-Estrutura Econmica

    transporte, energia, comunicaes, armazenamento, etc como indutores do desenvolvimento regional e nacional. Altos investimentos necessrios e longo perodo de retorno, desestimulando a ao privada nestes setores.

    a.2) Demanda por bens com caractersticas especiais

    a.2.1) bens pblicos tpicos 1) benefcios no limitados a um consumidor

    qualquer; 2) no h rivalidade no consumo desse bem; e 3) o consumidor no excludo em caso de no-

    pagamento; Obs: bens privados tpicos 1) os benefcios esto limitados a um consumidor

    qualquer; 2) h rivalidade no consumo desse bem; e 3) o consumidor excludo no caso de no

    pagamento.

    B) Distributiva com o fim de promover ajustamentos na distribuio de renda. a funo pblica de promover ajustamentos na distribuio de renda, justificada em funo da necessidade de realizar a correo das falhas de mercado.

    Obs: Ideal de Pareto Uma situao alocativa dita como tima no sentido de Pareto se a produo e a distribuio no podem ser re-organizadas ou re-arranjadas para aumentar o bem-estar de um ou mais indivduos sem prejudicar ou piorar o bem-estar de outro indivduo. Da mesma forma, uma alocao de recursos um no-timo de Pareto se o bem estar de algum pode ser melhorado sem prejudicar o bem-estar de qualquer outro indivduo

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    Neste sentido, o Oramento Pblico utilizado como o principal instrumento para a viabilizao das polticas pblicas de distribuio de renda.

    Pressuposto: tirar de alguns para melhorar a vida de outros

    Exemplos: Mecanismo Fiscal impostos s/ a renda, de carter progressivo, concesso de subsdios para bens de consumo popular financiados por impostos sobre bens de consumo de classes superiores, educao gratuita, etc; e

    C) Estabilizadora fim de manter a estabilidade da economia. Neste sentido a Poltica Fiscal utilizada com 4 objetivos macroeconmicos;

    1) manuteno de elevado Nvel de Emprego; 2) Estabilidade nos nveis de Preos; 3) Equilbrio no Balano de Pagamentos; e 4) manter/aumentar taxa de crescimento

    econmico. Mecanismo bsico da poltica estabilizadora: ao

    estatal sobre a demanda agregada, aumentando-a ou reduzindo-a, por meio:

    1 - do controle dos gastos pblicos e do crdito; e 2 - do aumento da tributao, de forma que o impacto

    causado pelas crises inflacionrias ou de recesso seja atenuado.

    Os principais mecanismos de interveno, nesses casos 4 casos j mencionados, so a Poltica Fiscal e a Monetria.

    Na poltica fiscal, por exemplo, o governo, em uma situao recessiva, para aumentar a demanda agregada e atingir altas taxas de crescimento e emprego, eleva os gastos pblicos com consumo e investimento ou reduz as alquotas dos impostos. Com isso a renda disponvel no setor privado aumenta e, conseqentemente, a demanda agregada tambm aumenta.

    O governo tambm pode optar, em uma situao recessiva, por usar a poltica monetria. Nesse caso, poderia haver uma reduo da taxa de juros para estimular o investimento e o conseqente aumento da demanda agregada e da renda disponvel.

    No caso de um perodo inflacionrio, com excesso de demanda na economia (diz-se excesso de demanda, quando h mais compradores no mercado de bens e servios, do que ofertantes dos mesmos, ocasionado desequilbrio e fazendo surgir a chamada inflao de demanda), o governo pode utilizar a poltica fiscal, por meio da reduo de gastos pblicos ou do aumento da alquota dos impostos, para reduzir a renda disponvel e o consumo (demanda) da economia, o que, conseqentemente, ocasionaria uma diminuio da inflao.

    A poltica monetria, para o caso de excesso da demanda, poderia ser adotada por meio do aumento das taxas de juros, o que reduziria a renda disponvel, pois as pessoas tenderiam a preferir aplicar seus recursos no mercado financeiro e, como conseqncia, haveria tambm a reduo da demanda agregada e do consumo.

    Na prtica, seja no caso recessivo, seja no caso inflacionrio, o mais comum na interveno governamental a utilizao de uma combinao entre as polticas fiscal e monetria (vide o perodo atual 2009, onde o governo contingenciou/reduziu os gastos correntes do governo, priorizando os investimentos, e promoveu a desonerao de alguns tributos, e ainda, por meio da autoridade monetria BACEN, vem reduzindo as taxas de juros da economia).

    Por fim, modernamente, na teoria de finanas pblicas, principalmente a partir das privatizaes ocorridas na dcada de 1990, houve o surgimento de uma quarta funo do governo: a funo reguladora.

    Na funo reguladora, o governo passou a regular a atividade econmica por meio de legislao, normas administrativas e com a criao de Agncias Autnomas

    (Executivas e, principalmente, Reguladoras). Dessa forma, o governo passou de fornecedor dos servios a regulador dos servios que foram privatizados.

    3 PRINCPIOS E SISTEMAS DE ADMINISTRAO FEDERAL

    EMENDA CONSTITUCIONAL N 19, DE 04 DE JUNHO DE 1998

    Modifica o regime e dispe sobre princpios e normas da Administrao Pblica, servidores e agentes polticos, controle de despesas e finanas pblicas e custeio de atividades a cargo do Distrito Federal, e d outras providncias

    As Mesas da Cmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do 3 do art. 60 da Constituio Federal, promulgam esta Emenda ao texto constitucional:

    "Art. 37. A administrao pblica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios obedecer aos princpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficincia e, tambm, ao seguinte: (EC n 18/98, EC n 19/98, EC n 20/98, EC n 34/01, EC n 41/03, EC n 42/03 e EC n 47/05...

    A Lei n 9.784, de 29/1/99 (Lei do Processo Administrativo Federal), no artigo 22, faz referncia aos princpios da legalidade, finalidade, motivao, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditrio, segurana jurdica, interesse pblico e eficincia.

    Alm disso, outras leis esparsas fazem expressa referncia a princpios especficos de determinados processos, tal como ocorre com a Lei n 8.666, de 21/6/93, sobre licitao e contrato, e com a Lei n 8.987, de 13/2/95, sobre concesso e permisso de servio pblico.

    PRINCPIO DA LEGALIDADE

    O princpio da legalidade decorre da estrutura hierrquica das normas jurdicas. O ato administrativo tem seu fundamento de validade nas normas legais, de escalo imediatamente superior. Se faltar esse fundamento de validade, ele pode se atacado por invalidade e eventualmente anulado, por via administrativa ou judicial. A anulao por via administrativa distingue-se da anulao por via judicial porque o ato administrativo de anulao passvel, por sua vez, de anulao por via judicial, enquanto a deciso judicial, aps passar em julgado, no pode mais ser anulada.

    Segundo o princpio da legalidade, a Administrao Pblica s pode fazer o que a lei permite. No mbito das relaes entre particulares, o princpio aplicvel o da autonomia da vontade, que lhes permite fazer tudo o que a lei no probe. Essa a idia expressa de forma lapidar por Hely Lopes Meirelles.

    PRINCPIO DA IMPESSOALIDADE

    Se o interesse da organizao estatal secundrio, o interesse da pessoa que, na qualidade de agente pblico, exerce a funo administrativa irrelevante. Da o princpio da impessoalidade.

    Portanto, o administrador um executor do ato, que serve de veculo de manifestao da vontade estatal, e, portanto, as realizaes administrativo-governamentais no so do agente poltico, mas sim da entidade pblica em nome da qual atuou.

    PRINCPIO DA MORALIDADE

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    A moralidade pressuposto bsico para o exerccio adequado da funo administrativa.

    Pelo princpio da moralidade administrativa, no bastar ao administrador o estrito cumprimento da estrita legalidade, devendo ele, no exerccio de sua funo pblica, respeitar os princpios ticos de razoabilidade e justia, pois a moralidade constitui, a partir da Constituio de 1988, pressuposto de validade de todo ato da administrao pblica.

    PRINCPIO DA PUBLICIDADE

    O princpio da publicidade decorre da necessria transparncia dos atos administrativos em um Estado Democrtico de Direito. O sigilo, de acordo com a Constituio, somente justificvel nos casos em que seja imprescindvel segurana da sociedade e do Estado (art. 5, inciso XXXIII).

    O princpio da publicidade, que vem agora inserido no artigo 37 da Constituio, exige a ampla divulgao dos atos praticados pela Administrao Pblica, ressalvadas as hipteses de sigilo previstas em lei.

    PRINCPIO DA EFICINCIA

    O agente pblico, no exerccio da funo administrativa, tem o dever de utilizar todos os meios legais de que dispe para atingir o resultado.

    A atividade estatal produz de modo direto ou indireto conseqncias jurdicas que instituem, reciprocamente, direito ou prerrogativas, deveres ou obrigaes para a populao, traduzindo uma relao jurdica entre a Administrao e os administrados. Portanto, existiro direitos e obrigaes recprocos entre o Estado-administrao e o indivduo-administrado e, conseqentemente, esse, no exerccio de seus direitos subjetivos, poder exigir da Administrao Pblica o cumprimento de suas obrigaes da forma mais eficiente possvel.

    O princpio da eficincia compe-se, portanto, das seguintes caractersticas bsicas: direcionamento da atividade e dos servios pblicos efetividade do bem comum, imparcialidade, neutralidade, transparncia, participao e aproximao dos servios pblicos da populao, eficcia, desburocratizao e busca da qualidade.

    3.1 - SISTEMAS DE ADMINISTRAO FEDERAL

    A Lei Federal n 10.180/2001, organiza sob a forma de sistemas as atividades de Planejamento e de Oramento Federal, de Administrao Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

    Dessa forma, o chamado Ciclo de Gesto, no mbito do Poder Executivo, abrange 4 (quatro) sistemas:

    a) de Planejamento e de Oramento Federal;

    b) de Administrao Financeira Federal;

    c) de Contabilidade Federal; e

    d) de Controle Interno.

    3.1.1 Sistema de Planejamento e de Oramento Federal

    O Sistema de Planejamento e de Oramento Federal - SPOF compreende as atividades de elaborao, acompanhamento e avaliao de planos, programas e oramentos, e de realizao de estudos e pesquisas scio-econmicas.

    O Sistema de Planejamento e de Oramento Federal tem por finalidade:

    a) formular o planejamento estratgico nacional;

    b) formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econmico e social;

    c) formular o plano plurianual, as diretrizes oramentrias e os oramentos anuais;

    d) gerenciar o processo de planejamento e oramento federal;

    e) promover a articulao com os Estados, o Distrito Federal e os Municpios, visando a compatibilizao de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal.

    O SPOF integrado pelos seguintes rgos:

    a) Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto, como rgo central;

    b) rgos setoriais (unidades de planejamento e oramento dos Ministrios, da Advocacia-Geral da Unio, da Vice-Presidncia e da Casa Civil da Presidncia da Repblica);

    c) rgos especficos (vinculados ou subordinados ao rgo central do Sistema, cuja misso est voltada para as atividades de planejamento e oramento).

    3.1.2 Sistema de Administrao Financeira Federal

    O Sistema de Administrao Financeira Federal visa ao equilbrio financeiro do Governo Federal, dentro dos limites da receita e despesa pblicas.

    Compreende as atividades de programao financeira da Unio, de administrao de direitos e haveres, garantias e obrigaes de responsabilidade do Tesouro Nacional e de orientao tcnico-normativa referente execuo oramentria e financeira.

    integrado por:

    a) a Secretaria do Tesouro Nacional, como rgo central;

    b) rgos setoriais (unidades de programao financeira dos Ministrios, da Advocacia-Geral da Unio, da Vice-Presidncia e da Casa Civil da Presidncia da Repblica).

    3.1.3 Sistema de Contabilidade Federal

    O Sistema de Contabilidade Federal visa a evidenciar a situao oramentria, financeira e patrimonial da Unio.

    Tem por finalidade registrar os atos e fatos relacionados com a administrao oramentria, financeira e patrimonial da Unio e evidenciar:

    a) os recursos dos oramentos vigentes, as alteraes decorrentes de crditos adicionais, as receitas prevista e arrecadada, a despesa empenhada, liquidada e paga conta desses recursos e as respectivas disponibilidades;

    b) perante a Fazenda Pblica, a situao de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados;

    c) as operaes de que resultem dbitos e crditos de natureza financeira no compreendidas na execuo oramentria sero, tambm, objeto de registro, individualizao e controle contbil.

    Compreende as atividades de registro, de tratamento e de controle das operaes relativas administrao oramentria, financeira e patrimonial da Unio, com vistas elaborao de demonstraes contbeis.

    integrado por:

    a) Secretaria do Tesouro Nacional, como rgo central;

    b) rgos setoriais (unidades de gesto interna dos Ministrios e da Advocacia-Geral da Unio)

    3.1.4 Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal

    O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal visa avaliao da ao governamental e da gesto

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    dos administradores pblicos federais, por intermdio da fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial, e a apoiar o controle externo (TCU) no exerccio de sua misso institucional.

    Tem as seguintes finalidades:

    a) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execuo dos programas de governo e dos oramentos da Unio;

    b) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto eficcia e eficincia, da gesto oramentria, financeira e patrimonial nos rgos e nas entidades da Administrao Pblica Federal, bem como da aplicao de recursos pblicos por entidades de direito privado;

    c) exercer o controle das operaes de crdito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da Unio;

    d) apoiar o controle externo no exerccio de sua misso institucional.

    Compreende as atividades de avaliao do cumprimento das metas previstas no plano plurianual, da execuo dos programas de governo e dos oramentos da Unio e de avaliao da gesto dos administradores pblicos federais, utilizando como instrumentos a auditoria e a fiscalizao.

    integrado por:

    a) a Controladoria Geral da Unio (ex Secretaria Federal de Controle Interno/SFC), como rgo central;

    b) rgos setoriais.

    4 - ORAMENTO PBLICO 4.1 MARCO REGULATRIO ATUAL

    - Constituio Federal (88) Seo II Dos Oramentos art. 165 a 169;

    Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecero:

    I - o plano plurianual; II - as diretrizes oramentrias; III - os oramentos anuais. 1 - A lei que instituir o plano plurianual

    estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administrao pblica federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de durao continuada.

    2 - A lei de diretrizes oramentrias compreender as metas e prioridades da administrao pblica federal, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subseqente, orientar a elaborao da lei oramentria anual, dispor sobre as alteraes na legislao tributria e estabelecer a poltica de aplicao das agncias financeiras oficiais de fomento.

    3 - O Poder Executivo publicar, at trinta dias aps o encerramento de cada bimestre, relatrio resumido da execuo oramentria.

    4 - Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituio sero elaborados em consonncia com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.

    5 A lei oramentria anual compreender: I - o oramento fiscal referente aos Poderes da

    Unio, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo poder pblico;

    II - o oramento de investimento das empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

    III - o oramento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e rgos a ela vinculados, da administrao direta ou indireta, bem como os fundos e fundaes institudos e mantidos pelo poder pblico.

    6 O projeto de lei oramentria ser acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e

    despesas, decorrente de isenes, anistias, remisses, subsdios e benefcios de natureza financeira, tributria e creditcia.

    7 Os oramentos previstos no 5, I e II, deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, tero entre suas funes a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critrio populacional.

    8 - A lei oramentria anual no conter dispositivo estranho previso da receita e fixao da despesa, no se incluindo na proibio a autorizao para abertura de crditos suplementares e contratao de operaes de crdito, ainda que por antecipao de receita, nos termos da lei.

    9 - Cabe lei complementar: (Lei n 4.320/1964) I - dispor sobre o exerccio financeiro, a vigncia,

    os prazos, a elaborao e a organizao do plano plurianual, da lei de diretrizes oramentrias e da lei oramentria anual;

    II - estabelecer normas de gesto financeira e patrimonial da administrao direta e indireta bem como condies para a instituio e funcionamento de fundos.

    (ADCT - Art. 35. O disposto no art. 165, 7, ser cumprido de forma progressiva, no prazo de at dez anos, distribuindo-se os recursos entre as regies macroeconmicas em razo proporcional populao, a partir da situao verificada no binio 1986-87.

    1 o Para aplicao dos critrios de que trata este artigo, excluem-se das despesas totais as relativas:

    I aos projetos considerados prioritrios no plano plurianual; II segurana e defesa nacional; III manuteno dos rgos federais no Distrito Federal; IV ao Congresso Nacional, ao Tribunal de Contas da Unio e

    ao Poder Judi-cirio; V ao servio da dvida da administrao direta e indireta da

    Unio, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo poder pblico federal.

    2 o At a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, 9 o , I e II, sero obedecidas as seguintes normas:

    I o projeto do plano plurianual, para vigncia at o final do primeiro exerccio financeiro do mandato presidencial subseqente, ser encaminhado at quatro meses antes do encerramento do primeiro exerccio financeiro e devolvido para sano at o encerramento da sesso legislativa;

    II o projeto de lei de diretrizes oramentrias ser encaminhado at oito meses e meio antes do encerramento do exerccio financeiro e devolvido para sano at o encerramento do primeiro perodo da sesso legislativa;

    III o projeto de lei oramentria da Unio ser encaminhado at quatro meses antes do encerramento do exerccio financeiro e devolvido para sano at o encerramento da sesso legislativa.)

    Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, s diretrizes oramentrias, ao oramento anual e aos crditos adicionais sero apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

    1 - Caber a uma Comisso Mista permanente de Senadores e Deputados (Comisso Mista de Planos, Oramentos Pblicos e Fiscalizao -CMO)

    (Resoluo n 01/2006-CN, alterada pela Resoluo 03/2008-CN:

    Art. 2 A CMO tem por competncia emitir parecer e deliberar sobre:

    I - projetos de lei relativos ao plano plurianual, diretrizes oramentrias, oramento anual e crditos adicionais, assim como sobre as contas apresentadas nos termos do art. 56, caput e 2, da Lei Complementar n 101, de 4 de maio de 2000;

    II - planos e programas nacionais, regionais e setoriais, nos termos do art. 166, 1, II, da Constituio;

    III - documentos pertinentes ao acompanhamento e fiscalizao da execuo oramentria e financeira e da gesto fiscal, nos termos dos arts. 70 a 72 e art. 166, 1, II, da Constituio, e da Lei Complementar n 101, de 2000, especialmente sobre:

    a) os relatrios de gesto fiscal, previstos no art. 54 da Lei Complementar n 101, de 2000;

    b) as informaes encaminhadas pelo Tribunal de Contas da Unio relativas a fiscalizao de obras e servios em que foram

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    identificados indcios de irregularidades graves e relacionados em anexo lei oramentria anual, nos termos da lei de diretrizes oramentrias

    c) os relatrios referentes aos atos de limitao de empenho e movimentao financeira, nos termos do art. 9 da Lei Complementar n 101, de 2000, e demais relatrios de avaliao e de acompanhamento da execuo oramentria e financeira, nos termos da lei de diretrizes oramentrias

    d0 as informaes prestadas pelo Poder Executivo, ao Congresso Nacional, nos termos dos 4 e 5 do art. 9 da Lei Complementar n 101, de 2000

    Art. 5 A CMO compe-se de 40 (quarenta) membros titulares, sendo 30 (trinta) Deputados e 10 (dez) Senadores, com igual nmero de suplentes)

    I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da Repblica;

    II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituio e exercer o acompanhamento e a fiscalizao oramentria, sem prejuzo da atuao das demais comisses do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.

    2 - As emendas sero apresentadas na Comisso mista, que sobre elas emitir parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenrio das duas Casas do Congresso Nacional.

    3 - As emendas ao projeto de lei do oramento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso:

    I - sejam compatveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes oramentrias;

    II - indiquem os recursos necessrios, admitidos apenas os provenientes de anulao de despesa, excludas as que incidam sobre:

    a) dotaes para pessoal e seus encargos; b) servio da dvida; c) transferncias tributrias constitucionais para

    Estados, Municpios e Distrito Federal; ou III - sejam relacionadas: a) com a correo de erros ou omisses; ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. 4 - As emendas ao projeto de lei de diretrizes

    oramentrias no podero ser aprovadas quando incompatveis com o plano plurianual.

    5 - O Presidente da Repblica poder enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificao nos projetos a que se refere este artigo enquanto no iniciada a votao, na Comisso mista, da parte cuja alterao proposta.

    6 - Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes oramentrias e do oramento anual sero enviados pelo Presidente da Repblica ao Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 165, 9.(LRF)

    7 - Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que no contrariar o disposto nesta seo, as demais normas relativas ao processo legislativo.

    8 - Os recursos que, em decorrncia de veto, emenda ou rejeio do projeto de lei oramentria anual, ficarem sem despesas correspondentes podero ser utilizados, conforme o caso, mediante crditos especiais ou suplementares, com prvia e especfica autorizao legislativa.

    Art. 167. So vedados: I - o incio de programas ou projetos no includos

    na lei oramentria anual; II - a realizao de despesas ou a assuno de

    obrigaes diretas que excedam os crditos oramentrios ou adicionais;

    III - a realizao de operaes de crditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante crditos suplementares ou

    especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;

    IV - a vinculao de receita de impostos a rgo, fundo ou despesa, ressalvadas a repartio do produto da arrecadao dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinao de recursos para as aes e servios pblicos de sade, para manuteno e desenvolvimento do ensino e para realizao de atividades da administrao tributria, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, 2, 212 e 37, XXII, e a prestao de garantias s operaes de crdito por antecipao de receita, previstas no art. 165, 8, bem como o disposto no 4 deste artigo; (Redao dada pela Emenda Constitucional n 42, de 19.12.2003)

    V - a abertura de crdito suplementar ou especial sem prvia autorizao legislativa e sem indicao dos recursos correspondentes;

    1 - Nenhum investimento cuja execuo ultrapasse um exerccio financeiro poder ser iniciado sem prvia incluso no plano plurianual, ou sem lei que autorize a incluso, sob pena de crime de responsabilidade.

    2 - Os crditos especiais e extraordinrios tero vigncia no exerccio financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorizao for promulgado nos ltimos quatro meses daquele exerccio, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, sero incorporados ao oramento do exerccio financeiro subseqente.

    3 - A abertura de crdito extraordinrio somente ser admitida para atender a despesas imprevisveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoo interna ou calamidade pblica, observado o disposto no art. 62.

    Art. 168. Os recursos correspondentes s dotaes oramentrias, compreendidos os crditos suplementares e especiais, destinados aos rgos dos Poderes Legislativo e Judicirio, do Ministrio Pblico e da Defensoria Pblica, ser-lhes-o entregues at o dia 20 de cada ms, em duodcimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, 9. Redao dada pela Emenda Constitucional n 45, de 2004)

    Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios no poder exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

    1 A concesso de qualquer vantagem ou aumento de remunerao, a criao de cargos, empregos e funes ou alterao de estrutura de carreiras, bem como a admisso ou contratao de pessoal, a qualquer ttulo, pelos rgos e entidades da administrao direta ou indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo poder pblico, s podero ser feitas: (Renumerado do pargrafo nico, pela Emenda Constitucional n 19, de 1998)

    I - se houver prvia dotao oramentria suficiente para atender s projees de despesa de pessoal e aos acrscimos dela decorrentes; (Includo pela Emenda Constitucional n 19, de 1998)

    II - se houver autorizao especfica na lei de diretrizes oramentrias, ressalvadas as empresas pblicas e as sociedades de economia mista. (Includo pela Emenda Constitucional n 19, de 1998)

    - Lei n 4.320/64 - Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaborao e controle dos oramentos e balanos da Unio, dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal.

    - Lei 93.872/86 - Dispe sobre a unificao dos recursos de caixa do Tesouro Nacional, atualiza e consolida a legislao pertinente e d outras providncias.

    Art . 20. As dotaes atribudas s unidades oramentrias, diretamente ou por meio de destaque, podero ser descentralizadas para unidades administrativas, quando

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    capacitadas a desempenhar os atos de gesto, e regularmente cadastradas como unidades gestoras.

    Art . 21. Pertencem ao exerccio financeiro as despesas nela legalmente empenhadas (Lei n 4.320/64, art. 35, II).

    Art . 22. As despesas de exerccios encerrados, para as quais o oramento respectivo consignava crdito prprio com saldo suficiente para atend-las, que no se tenham processado na poca prpria, bem como os Restos a Pagar com prescrio interrompida, e os compromissos reconhecidos aps o encerramento do exerccio correspondente, podero ser pagos conta de dotao destinada a atender despesas de exerccios anteriores, respeitada a categoria econmica prpria (Lei n 4.320/64, art. 37).

    1 O reconhecimento da obrigao de pagamento, de que trata este artigo, cabe autoridade competente para empenhar a despesa.

    2 Para os efeitos deste artigo, considera-se: a) despesas que no se tenham processado na poca

    prpria, aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exerccio correspondente, mas que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigao;

    b) restos a pagar com prescrio interrompida, a despesa cuja inscrio como restos a pagar tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor;

    c) compromissos reconhecidos aps o encerramento do exerccio, a obrigao de pagamento criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante aps o encerramento do exerccio correspondente.

    Art . 23. Nenhuma despesa poder ser realizada sem a existncia de crdito que a comporte ou quando imputada a dotao imprpria, vedada expressamente qualquer atribuio de fornecimento ou prestao de servios, cujo custo excede aos limites previamente fixados em lei (Decreto-lei n 200/87, art. 73).

    Art . 24. vedada a realizao de despesa sem prvio empenho (Lei n 4.320/64, art. 60).

    Pargrafo nico. Em caso de urgncia caracterizada na legislao em vigor, admitir-se- que o ato do empenho seja contemporneo realizao da despesa.

    Art . 27. As despesas relativas a contratos, convnios, acordos ou ajustes de vigncia plurianual, sero empenhadas em cada exerccio financeiro pela parte nele a ser executada.

    Art . 35. O empenho de despesa no liquidada ser considerado anulado em 31 de dezembro, para todos os fins, salvo quando:

    I - vigente o prazo para cumprimento da obrigao assumida pelo credor, nele estabelecida;

    II - vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a liquidao da despesa, ou seja de interesse da Administrao exigir o cumprimento da obrigao assumida pelo credor;

    III - se destinar a atender transferncias a instituies pblicas ou privadas;

    IV - corresponder a compromissos assumido no exterior. Art . 36. A liquidao da despesa consiste na

    verificao do direito adquirido pelo credor ou entidade beneficiaria, tendo por base os ttulos e documentos comprobatrios do respectivo crdito ou da habilitao ao benefcio (Lei n 4.320/64, art. 83).

    1 A verificao de que trata este artigo tem por fim apurar: a) a origem e o objeto do que se deve pagar; b) a importncia exata a pagar; e c) a quem se deve pagar a importncia para extinguir a

    obrigao. 2 A liquidao da despesa por fornecimentos feitos, obras

    executadas ou servios prestados ter por base: a) o contrato, ajuste ou acordo respectivo; b) a Nota de Empenho; c) o documento fiscal pertinente; Art . 42. O pagamento da despesa s poder ser

    efetuado quando ordenado aps sua regular liquidao (Lei n 4.320/64, art. 62).

    Art . 45. Excepcionalmente, a critrio do ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade, poder ser

    concedido suprimento de fundos a servidor, sempre precedido do empenho na dotao prpria s despesas a realizar, e que no possam subordinar-se ao processo normal de aplicao, nos seguintes casos (Lei n 4.320/64, art. 68 e Decreto-lei n 200/67, 3 do art. 74):

    I - para atender despesas eventuais, inclusive em viagem e com servios especiais, que exijam pronto pagamento em espcie. (Redao dada pelo Dec. 2.289, de 4.8.1997)

    Il - quando a despesa deva ser feita em carter sigiloso, conforme se classificar em regulamento; e

    III - para atender despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo valor, em cada caso, no ultrapassar limite estabelecido em Portaria do Ministro da Fazenda.

    1 O suprimento de fundos ser contabilizado e includo nas contas do ordenador como despesa realizada; as restituies, por falta de aplicao, parcial ou total, ou aplicao indevida, constituiro anulao de despesa, ou receita oramentria, se recolhidas aps o encerramento do exerccio.

    2 O servidor que receber suprimento de fundos, na forma deste artigo, obrigado a prestar contas de sua aplicao, procedendo-se, automaticamente, tomada de contas se no o fizer no prazo assinalado pelo ordenador da despesa, sem prejuzo das providncias administrativas para a apurao das responsabilidades e imposio, das penalidades cabveis (Decreto-lei n 200/67, pargrafo nico do art. 81 e 3 do art. 80).

    3 No se conceder suprimento de fundos: a) a responsvel por dois suprimentos; b) a servidor que tenha a seu cargo e guarda ou a

    utilizao do material a adquirir, salvo quando no houver na repartio outro servidor;

    c) a responsvel por suprimento de fundos que, esgotado o prazo, no tenha prestado contas de sua aplicao; e

    d) a servidor declarado em alcance. 4 Os valores limites para concesso de suprimento de

    fundos, bem como o limite mximo para despesas de pequeno vulto de que trata este artigo, sero fixados em portaria do Ministro de Estado da Fazenda. (Pargrafo includo pelo Decreto n 1.672, de 11.10.1995)

    Art . 46. Cabe aos detentores de suprimentos de fundos fornecer indicao precisa dos saldos em seu poder em 31 de dezembro, para efeito de contabilizao e reinscrio da respectiva responsabilidade pela sua aplicao em data posterior, observados os prazos assinalados pelo ordenador da despesa (Decreto-lei n 200/67, art. 83).

    Pargrafo nico. A importncia aplicada at 31 de dezembro ser comprovada at 15 de janeiro seguinte.

    Art . 67. Considerem-se Restos a Pagar as despesas empenhadas e no pagas at 31 de dezembro, distinguindo-se as despesas processadas das no processadas (Lei n 4.320/64, art. 36).

    1 Entendem-se por processadas e no processadas, respectivamente, as despesas liquidadas e as no liquidadas, na forma prevista neste decreto.

    2 O registro dos Restos a Pagar far-se- por exerccio e por credor.

    Art . 68. A inscrio de despesas como Restos a Pagar ser automtica, no encerramento do exerccio financeiro de emisso da Nota de Empenho, desde que satisfaa s condies estabelecidas neste Decreto, e ter validade at 31 de dezembro do ano subseqente.

    Art . 69. Aps o cancelamento da inscrio da despesa como Restos a Pagar, o pagamento que vier a ser reclamado poder ser atendido conta de dotao destinada a despesas de exerccios anteriores.

    Art . 70. Prescreve em cinco anos a dvida passiva relativa aos Restos a Pagar (CCB art. 178, 10, VI).

    Art . 89. A Lei de Oramento poder conter autorizao para operaes de crdito por antecipao de receita, a fim de atender a insuficincias de caixa (Lei n 4.320/64, art. 7).

    Art . 115. A dvida pblica abrange a dvida flutuante e a dvida fundada ou consolidada.

    1 A dvida flutuante compreende os compromissos exigveis, cujo pagamento independe de autorizao oramentria, assim entendidos:

    a) os restos a pagar, excludos os servios da dvida; b) os servios da dvida; c) os depsitos, inclusive consignaes em folha; d) as operaes de crdito por antecipao de receita;

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    e) o papel-moeda ou moeda fiduciria. 2 A dvida fundada ou consolidada compreende os

    compromissos de exigibilidade superior a 12 (doze) meses contrados mediante emisso de ttulos ou celebrao de contratos para atender a desequilbrio oramentrio, ou a financiamento de obras e servios pblicos, e que dependam de autorizao legislativa para amortizao ou resgate.

    - Lei Complementar n 101/2000 LRF - Estabelece normas de finanas pblicas voltadas para a responsabilidade na gesto fiscal e d outras providncias.

    Art. 4o A lei de diretrizes oramentrias atender o disposto no 2o do art. 165 da Constituio e:

    I - dispor tambm sobre: a) equilbrio entre receitas e despesas; b) critrios e forma de limitao de empenho, a ser efetivada

    nas hipteses previstas na alnea b do inciso II deste artigo, no art. 9o e no inciso II do 1o do art. 31;

    e) normas relativas ao controle de custos e avaliao dos resultados dos programas financiados com recursos dos oramentos;

    f) demais condies e exigncias para transferncias de recursos a entidades pblicas e privadas;

    Art. 8o At trinta dias aps a publicao dos oramentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes oramentrias e observado o disposto na alnea c do inciso I do art. 4o, o Poder Executivo estabelecer a programao financeira e o cronograma de execuo mensal de desembolso.

    Pargrafo nico. Os recursos legalmente vinculados a finalidade especfica sero utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculao, ainda que em exerccio diverso daquele em que ocorrer o ingresso.

    Art. 9o Se verificado, ao final de um bimestre, que a realizao da receita poder no comportar o cumprimento das metas de resultado primrio ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministrio Pblico promovero, por ato prprio e nos montantes necessrios, nos trinta dias subseqentes, limitao de empenho e movimentao financeira, segundo os critrios fixados pela lei de diretrizes oramentrias.

    1o No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposio das dotaes cujos empenhos foram limitados dar-se- de forma proporcional s redues efetivadas.

    2o No sero objeto de limitao as despesas que constituam obrigaes constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do servio da dvida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes oramentrias.

    3o No caso de os Poderes Legislativo e Judicirio e o Ministrio Pblico no promoverem a limitao no prazo estabelecido no caput, o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critrios fixados pela lei de diretrizes oramentrias.

    4o At o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo demonstrar e avaliar o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre, em audincia pblica na comisso referida no 1o do art. 166 da Constituio ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais.

    Art. 38. A operao de crdito por antecipao de receita destina-se a atender insuficincia de caixa durante o exerccio financeiro e cumprir as exigncias mencionadas no art. 32 e mais as seguintes:

    I - realizar-se- somente a partir do dcimo dia do incio do exerccio;

    II - dever ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, at o dia dez de dezembro de cada ano;

    III - no ser autorizada se forem cobrados outros encargos que no a taxa de juros da operao, obrigatoriamente prefixada ou indexada taxa bsica financeira, ou que vier a esta substituir;

    IV - estar proibida: a) enquanto existir operao anterior da mesma

    natureza no integralmente resgatada; b) no ltimo ano de mandato do Presidente,

    Governador ou Prefeito Municipal. 1o As operaes de que trata este artigo no sero

    computadas para efeito do que dispe o inciso III do art. 167 da Constituio, desde que liquidadas no prazo definido no inciso II do caput.

    Art. 42. vedado ao titular de Poder ou rgo referido no art. 20, nos ltimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigao de despesa que no possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exerccio seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.

    Pargrafo nico. Na determinao da disponibilidade de caixa sero considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar at o final do exerccio.

    Art. 48. So instrumentos de transparncia da gesto fiscal, aos quais ser dada ampla divulgao, inclusive em meios eletrnicos de acesso pblico: os planos, oramentos e leis de diretrizes oramentrias; as prestaes de contas e o respectivo parecer prvio; o Relatrio Resumido da Execuo Oramentria e o Relatrio de Gesto Fiscal; e as verses simplificadas desses documentos.

    Pargrafo nico. A transparncia ser assegurada tambm mediante incentivo participao popular e realizao de audincias pblicas, durante os processos de elaborao e de discusso dos planos, lei de diretrizes oramentrias e oramentos.

    - LEI 11.653, DE 7 DE ABRIL DE 2008 - Dispe sobre o Plano Plurianual para o perodo 2008/2011.

    - LEI No 11.768, DE 14 DE AGOSTO DE 2008 - LDO 2009

    - LEI No 11.897, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2008 LOA 2009.

    - DECRETO N 6.752, DE 28 DE JANEIRO DE 2009 - Dispe sobre a programao oramentria e financeira, estabelece o cronograma mensal de desembolso do Poder Executivo para o exerccio de 2009 e d outras providncias.

    - DECRETO N 6.808, DE 30 DE MARO DE 2009 - Altera os arts. 1, 2 e 8 e os Anexos I, II, VI, VII, VIII, IX e X do Decreto n 6.752, de 28 de janeiro de 2009, que dispe sobre a programao oramentria e financeira, estabelece o cronograma mensal de desembolso do Poder Executivo para o exerccio de 2009, e d outras providncias.

    4.2 - CONCEITOS E PRINCPIOS Viso Geral O oramento pblico uma lei que, entre outros

    aspectos, exprime em termos financeiros a alocao dos recursos pblicos. Trata-se de um instrumento de planejamento que espelha as decises polticas, estabelecendo as aes prioritrias para o atendimento das demandas da sociedade, em face da escassez de recursos. Apresenta mltiplas funes de planejamento, contbil, financeira e de controle. As despesas, para serem realizadas, tm que estar autorizadas na lei oramentria anual.

    No Brasil, como na maioria dos pases de regime democrtico, o processo oramentrio reflete a co-responsabilidade entre os poderes, caracterizando-se por configurar quatro fases distintas:

    1 a elaborao da proposta, feita no mbito do Poder Executivo;

    2 a apreciao e votao pelo Legislativo no caso do governo federal, o Congresso Nacional;

    3 a sua execuo; e

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    4 o controle, consubstanciado no acompanhamento e avaliao da execuo.

    O oramento a pea mais importante da Administrao Pblica. Nele esto os programas e projetos de um governo que, ao distribuir entre os vrios rgos o dinheiro arrecadado dos cidados, define suas prioridades.

    O Poder Legislativo a representao direta e democrtica da sociedade na Administrao Pblica. Esta condio lhe confere uma das maiores responsabilidades na vida poltica, econmica e social do pas. esta responsabilidade que deve lev-lo a ser zeloso e fiscalizador com os gastos pblicos.

    A Secretaria de Oramento Federal SOF tem a responsabilidade principal de coordenar, consolidar, supervisionar e estabelecer normas para elaborao da Lei de Diretrizes Oramentrias e do Oramento Geral da Unio. A SOF integra a estrutura do Ministrio do Planejamento e Oramento MPO.

    O Oramento Geral da Unio (OGU) prev todos os recursos e fixa todas as despesas do Governo Federal, referentes aos Poderes Legislativo, Executivo e Judicirio.

    As despesas fixadas no oramento so cobertas com o produto da arrecadao dos impostos federais, como o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), bem como das contribuies, como o da Contribuio para Financiamento da Seguridade Social - COFINS, que calculado sobre o faturamento mensal das empresas, nas vendas de mercadorias e de servios de qualquer natureza, e bem assim do desconto na folha que o assalariado paga para financiar sua aposentadoria. Os gastos do governo podem tambm ser financiados por operaes de crdito - que nada mais so do que o endividamento do Tesouro Nacional junto ao mercado financeiro interno e externo. Este mecanismo implica o aumento da dvida pblica.

    As receitas so estimadas pelo governo. Por isso mesmo, elas podem ser maiores ou menores do que foi inicialmente previsto. Se a economia crescer durante o ano, mais do que se esperava, a arrecadao com os impostos tambm vai aumentar. O movimento inverso tambm pode ocorrer.

    Com base na receita prevista, so fixadas as despesas dos poderes Executivo, Legislativo e Judicirio.

    Depois que o Oramento aprovado pelo Congresso, o governo passa a gastar o que foi autorizado. Se a receita do ano for superior previso inicial, o governo encaminha ao Congresso um projeto de lei pedindo autorizao para incorporar e executar o excesso de arrecadao (crditos adicionais). Nesse projeto, define as novas despesas que sero custeadas pelos novos recursos. Se, ao contrrio, a receita cair, o governo fica impossibilitado de executar o oramento na sua totalidade, o que exigir corte nas despesas programadas (Decretos de Contingenciamento Base: RREO apurao da base contingencivel).

    O Oramento Geral da Unio no financia todas as despesas pblicas. A Constituio do Brasil define as atribuies do governo federal, dos governos estaduais e municipais. O dinheiro para asfaltar a rua de sua cidade no est includo no Oramento Geral da Unio, que contempla apenas aes atribudas pela Constituio esfera federal do poder pblico. Se voc est interessado em saber quais os recursos disponveis para as obras de esgotos de sua rua, deve verificar o oramento da prefeitura de sua cidade. Se a sua preocupao for com a construo de uma estrada vicinal em sua regio, deve consultar o oramento de seu Estado. O Oramento Geral da Unio prev recursos para a construo, pavimentao ou recuperao de estradas federais. Da mesma forma, se o seu interesse saber se as obras de construo do hospital de sua cidade sero executadas este ano, deve consultar o oramento de sua prefeitura. As despesas com a segurana de sua cidade ou de sua rua so financiadas tambm pelo oramento de seu municpio.

    A Unio repassa para os governos estaduais e prefeituras 47% de tudo o que arrecada com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), atravs dos Fundos de Participao dos Estados, Distrito Federal e Municpios.

    Os governos estaduais ainda contam tambm, para financiar os seus gastos, com 75% da arrecadao do Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios (ICMS) e com o Imposto sobre a Propriedade de Veculos Automotores (IPVA).

    As prefeituras contam, alm do repasse da Unio, feito de acordo com o nmero de habitantes de cada cidade, definido pelo censo do IBGE, com os impostos municipais como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), com 25% da arrecadao do ICMS e com 50% da receita do Imposto Territorial Rural (ITR).

    Dessa forma temos que: O oramento pode ser definido como um

    instrumento de planejamento da ao governamental, composto das despesas fixadas pelo Poder Legislativo, autorizando o Poder Executivo a realiz-las durante um exerccio financeiro, mediante a arrecadao de receitas suficientes e previamente estimadas.

    E ainda, segundo Aliomar Baleeiro, o oramento considerado o ato pela qual o Poder Legislativo prev e autoriza o Poder Executivo, por certo perodo e em pormenor, as despesas destinadas ao funcionamento dos servios pblicos e outros fins adotados pela poltica econmica ou geral do pas, assim como a arrecadao das receitas j criadas em lei.

    Convm esclarecer que o oramento no fonte geradora de recursos. O seu principal reflexo se d na redistribuio de riquezas disponveis na sociedade e arrecadadas pelo Estado por meio do Sistema Tributrio Nacional.

    Assim sendo, ademais de ser um instrumento de carter da vontade popular, justificada pela atuao do Poder Legislativo nas fases de aprovao e controle, o oramento deve contribuir com a reduo das desigualdades da sociedade, uma vez que se reveste em instrumento de planejamento das aes governamentais, possibilitando a distribuio de riquezas.

    O Oramento Pblico, em sentido amplo, um documento legal (aprovado por lei) contendo a previso de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exerccio (geralmente um ano).

    Ao longo da vigncia das sete Constituies brasileiras (1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988), de acordo com as caractersticas que determinam a maneira pela qual o oramento elaborado, pode-se dizer que o Brasil vivenciou trs tipos de oramento:

    - Legislativo: utilizado em pases parlamentaristas, no qual a Elaborao, a Votao e a Aprovao do oramento so de competncia do Poder Legislativo, cabendo ao Executivo a sua execuo (Constituio de 1891);

    - Executivo: utilizado em pases onde impera o poder absoluto, no qual a Elaborao, a Votao, a Execuo e o Controle do oramento so de competncia do Poder Executivo (Constituio de 1937);

    - Misto: utilizado em pases cujas funes legislativas so exercidas pelo Congresso ou Parlamento, sendo sancionado pelo Chefe do Poder Executivo. Sendo a Elaborao e a Execuo da competncia do Poder Executivo, cabendo ao Poder Legislativo a sua Votao e Controle. o tipo atualmente utilizado no Brasil ( Constituies 1934, 1946, 1967 e 1988);

    Alm disso, o oramento poder ser observado sob diversas ticas, a saber:

    - Jurdica: o oramento uma lei formal. Dessa forma, a dimenso jurdica aquela em que se define ou integra a lei oramentria no conjunto de leis do pas;

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    - Econmica: caracterstica que atribui ao oramento, enquanto plano de ao governamental, o poder de intervir na atividade econmica, propiciando a gerao de emprego e renda, em funo dos investimentos que podem ser previstos e realizados pelo setor pblico;

    - Financeira: representa o fluxo financeiro gerado pelas entradas de recursos obtidos com a arrecadao de receitas e os dispndios com as sadas de recursos proporcionados pelas despesas, evidenciando a execuo oramentria;

    - Poltica: corresponde definio de prioridades, visando incluso e realizao de programas governamentais no plano de ao ou oramento a ser executado, devendo sempre compreender a ao poltica na definio de prioridades, bem como a concepo e ideologia do partido poltico detentor do poder;

    - Tcnica: conjunto de regras e formalidades tcnicas e legais exigidas na elaborao, aprovao, execuo e no controle do oramento, no devendo ser confundida com a dimenso jurdica, mas sim complementar a ela.

    Cumpre ressaltar que o ordenamento jurdico brasileiro trata o oramento como Lei, prevista no art. 165 da CF/88. Dessa forma tm-se as seguintes caractersticas dessa Lei:

    - Formal: uma Lei que, contudo, por vezes, deixa de apresentar o requisito essencial da coercibilidade porque no obriga o Poder Pblico que pode deixar de executar uma despesa autorizada pelo Legislativo. O oramento brasileiro um instrumento de planejamento autorizativo, e no impositivo;

    - Temporria: possui vigncia limitada (1 ano civil); - Especial: a lei oramentria possui processo

    legislativo diferenciado e de tramitao peculiar (art. 166, a pargrafos, CF/88); e

    - Ordinria: no exige quarum qualificado para a sua aprovao, sendo aprovada por maioria simples. Tal caracterstica abrange as leis do PPA, LDO, bem como dos Crditos Suplementares e Especiais.

    Os primeiros Oramentos que se tm notcia eram os chamados Oramentos Tradicionais, que se importavam apenas com o gasto (nfase no gasto). Eram meros documentos de previso de receita e autorizao de despesas sem nenhum vnculo com um sistema de planejamento governamental. Simplesmente se fazia uma estimativa de quanto se ia arrecadar e decidia-se o que comprar, sem nenhuma prioridade ou senso distributivo na alocao dos recursos pblicos.

    O Oramento evoluiu ao longo da histria para um conceito de Oramento-Programa, segundo o qual o Oramento no apenas um mero documento de previso da arrecadao e autorizao do gasto, mas um documento legal que contm programas e aes vinculados a um processo de planejamento pblico, com objetivos e metas a alcanar no exerccio (a nfase no Oramento-Programa nas realizaes do Governo).

    4.2.1 PRINCPIOS: Existem princpios bsicos que devem ser seguidos na

    elaborao e execuo do oramento, que esto definidos na Constituio Federal, na Lei n 4.320, de 17 de maro de 1964, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Oramentrias.

    A Lei n 4.320/64 estabelece os fundamentos da transparncia oramentria (art. 2):

    "A Lei do Oramento conter a discriminao da receita e despesa, de forma a evidenciar a poltica econmico-financeira e o programa de trabalho do governo, obedecidos os princpios da unidade, universalidade e anualidade".

    Unidade S existe um Oramento para cada ente federativo (no Brasil, existe um Oramento para a Unio, um

    para cada Estado e um para cada Municpio). Cada ente deve possuir o seu Oramento, fundamentado em uma poltica oramentria e estruturado uniformemente. No h mltiplos oramentos em uma mesma esfera. O fato do Oramento Geral da Unio possuir trs peas, como o Oramento Fiscal, o Oramento da Seguridade Social e o Oramento de Investimento no representa afronta ao princpio da unidade, pois o Oramento nico, vlido para os trs Poderes. O que h so apenas volumes diferentes segundo reas de atuao do Governo.

    Base: Art. 24. Compete Unio, aos Estados e ao Distrito

    Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributrio, financeiro, penitencirio, econmico

    e urbanstico; II - oramento;

    Universalidade o Oramento deve agregar todas as receitas e despesas de toda a administrao direta e indireta dos Poderes. A Lei oramentria deve incorporar todas as receitas e despesas, ou seja, nenhuma instituio pblica que receba recursos oramentrios ou gerencie recursos federais pode ficar de fora do Oramento.

    Anualidade / Periodicidade o Oramento cobre um perodo limitado. No Brasil, este perodo corresponde ao ano ou exerccio financeiro, de 01/01 a 31/12. O perodo estabelece um limite de tempo para as estimativas de receita e fixao da despesa, ou seja, o oramento deve se realizar no exerccio que corresponde ao prprio ano fiscal.

    Legalidade O Oramento objeto de uma lei especfica (Lei ordinria no Brasil), e como tal, deve cumprir o rito legislativo prprio, com o cumprimento de todos os quesitos, inclusive seu sancionamento e publicao pelo Presidente da Repblica ou Congresso Nacional.

    Exclusividade O Oramento s versa sobre matria oramentria, podendo conter autorizao para abertura de crditos suplementares e operaes de crdito, ainda que por antecipao da receita (exceo ao princpio).

    Especificao ou Discriminao ou Especializao So vedadas autorizaes globais no Oramento. As despesas devem ser especificadas no Oramento, no mnimo, por modalidade de aplicao.

    Detalhando um pouco mais este princpio temos: - Previsto no art. 5 da Lei n 4.320/64. No artigo 15

    a referida lei estabelece que a discriminao das despesas far-se-, no mnimo por elementos, entendendo-se elementos, como desdobramento da despesa com pessoal, material, servios, obras etc. Pode-se dizer tambm que a exigncia de especificar, na LOA, as receitas e as despesas, segundo a categoria econmica, as fontes, as funes e os programas, uma conseqncia do princpio da especificao.

    Exceo: Reserva de Contingncia dotao global, genrica , colocada na LOA, destinada a atender passivos contingentes e outras despesas imprevistas; outra exceo so os programas especiais de trabalho, nos termos do artigo 20, pargrafo nico da Lei n 4.320/64.

    Publicidade O Oramento de um pas deve ser sempre divulgado quando aprovado e transformado em lei. No Brasil, o Oramento Federal publicado no Dirio Oficial da Unio.

    Equilbrio As despesas autorizadas no Oramento devem ser, sempre que possvel, iguais s receitas previstas. No pode haver um desequilbrio acentuado nos gastos.

    Oramento-Bruto - A receita e despesa constante no Oramento, exceto os descontos constitucionais (ex. transferncias constitucionais), devem aparecer no Oramento

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    pelo valor total ou valor bruto, sem dedues de nenhuma espcie.

    No-afetao ou no-vinculao vedada a vinculao dos impostos a rgo, fundo ou despesa, exceto as prprias transferncias constitucionais para manuteno e desenvolvimento do ensino (FPE, FPM, etc). e as garantias s operaes de crdito por antecipao da receita.

    Detalhando um pouco mais este princpio temos: o principio da no-afetao ou da no-vinculao da

    receita significa que o legislador no poder vincular receitas pblicas a determinadas despesas, rgos ou fundos. No Brasil, este principio est previsto apenas em relao s receitas de impostos. o principio que postula o recolhimento de todos os recursos a uma caixa nica do Tesouro, sem discriminao quanto a sua destinao. Entretanto, a norma constitucional (art. 167, IV e 4) s consagrou esse principio para as receitas provenientes de impostos, vedando sua vinculao a determinado rgo, fundo ou despesa, ressalvadas as seguintes:

    a) repartio do produto da arrecadao dos seguintes impostos

    _ Imposto de Renda incidente na fonte sobre rendimentos; _ Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural; _ Imposto sobre a Propriedade de veculos Automotores; _ Imposto sobre a Circulao de Mercadorias e servios; _ Imposto de Renda; _ Imposto sobre Produtos Industrializados. b) destinao de recursos para a manuteno e

    desenvolvimento do ensino; c) prestao de garantias s operaes de credito por

    antecipao de receita; d) destinao de recursos para aplicao na rea de

    sade; e) para realizao de atividades da administrao

    tributria (EC n 42/2003)

    Programao, Tipicidade e Atipicidade Durante a fase de consolidao da proposta de Oramento, geralmente se seguem determinadas classificaes oramentrias existentes. H uma tabela de classificao funcional de despesas, por exemplo, que classifica a despesa em funes, subfunes, programas e aes. H outra tabela de classificao da despesa por fontes de recursos e outra por unidade oramentria, por exemplo. No processo de programao da despesa no Oramento, em primeiro lugar preciso identificar a funo a que pertence a despesa (se uma despesa classificvel na funo Educao, Sade, Cincia e Tecnologia, Transportes, ou qualquer outra). A funo o nvel mais elevado de agregao de despesas, representando quase que uma rea de atuao do Governo. As diferentes funes se dividem em subfunes, que, por sua vez, comportam diferentes programas de Governo, compostos por aes (projetos, atividades ou operaes especiais) a realizar no exerccio.

    5 - ORAMENTO PBLICO NO BRASIL No Brasil, a evoluo e o desenvolvimento da tcnica

    oramentria so recentes, datando dos dias de atividade do Conselho Federal do Servio Pblico Civil, criado pela Lei n. 284, de 28 de outubro de 1936 e extinto pelo Decreto-lei n. 579, de 30 de julho de 1938, que organizou o Departamento Administrativo do Servio Pblico - DASP, subordinado diretamente ao Presidente da Repblica e em cooperao e articulao com o servio pblico federal.

    Com o objetivo de organizar os servios, estabeleceu-se dentro da estrutura administrativa, duas atividades fundamentais:

    - as atividades-fim; e - as atividades-meio

    Adotou-se, em seguida a centralizao das atividades-meio (as institucionais) pela sua semelhana ou identidade, em rgos prprios, de maneira a serem exercidas

    uniformemente, procurando dar uma padronizao em todas as reparties do Governo.

    O oramento passou de mero quadro de receitas e despesas para ser base de planejamento das atividades futuras, quais sejam:

    - auxiliar o Executivo na sua organizao; - dar ao Legislativo as bases em que se processam a

    previso da receita e da fixao das despesas; - proporcionar administrao a oportunidade de

    exercer um controle mais efetivo e real; - servir de base para a tomada de contas; - tornar-se um instrumento fundamental

    administrao; - centralizar as atividades oramentrias da Unio

    num rgo especializado.

    PERODO: 1945 - 1964 A Constituio de 1946, denominada

    "planejamentista", explicita a criao de planos setoriais e regionais, com reflexos no oramento, ao estabelecer vinculaes com a receita. A experincia brasileira na elaborao de Planos Globais at 1964 caracterizou-se por contemplar somente os elementos de despesa com ausncia de uma programao de objetivos, metas e recursos reais, intensificando a desvinculao dos Planos e dos Oramentos.

    O Decreto n 51.152, de 5 de agosto de 1961, alterado pelo Decreto n 152, de 16 de novembro de 1961, cria a Comisso Nacional de Planejamento.

    PERODO 1964 - 1988 - SECRETARIA DE ORAMENTO FEDERAL

    O Decreto n 53.914, de 11 de maio de 1964, cria o cargo de Ministro Extraordinrio do Planejamento e Coordenao Econmica, ocupado por Celso Furtado, com a atribuio de "dirigir e coordenar a reviso do plano nacional de desenvolvimento econmico; coordenar e harmonizar, em planos gerais, regionais e setoriais, os programas e projetos elaborados por rgos pblicos; coordenar a elaborao e a execuo do Oramento Geral da Unio e dos oramentos dos rgos e entidades subvencionadas pela Unio, harmonizando-os com o plano nacional de desenvolvimento econmico".

    de 1964, a Lei n 4.320 que traou os princpios oramentrios no Brasil e ainda hoje, a principal diretriz para a elaborao do Oramento Geral da Unio, apesar de vrias alteraes que foram sendo realizadas ao longo desses anos.

    A Lei 4.320 estabelece pela primeira vez os princpios da transparncia oramentria no seu art. 2:

    "A Lei do Oramento conter a discriminao da receita e despesa, de forma a evidenciar a poltica econmico-financeira e o programa de trabalho do governo, obedecidos os princpios da unidade, universalidade e anualidade"

    Em 1967, o Decreto Lei n 200, de 25 de fevereiro criou o Ministrio do Planejamento e Coordenao Geral e estabelece como sua rea de competncia a programao oramentria e a proposta oramentria anual.

    Por sua vez, o Ministro, atravs da Portaria n 20, de 2 de maro de 1971, alterada pela Portaria n 46, de 5 de junho de 1972, d a ento Subsecretaria de Oramento e Finanas, hoje Secretaria de Oramento Federal, a atribuio de rgo central do sistema oramentrio.

    A Constituio Federal de 1988 (art. 165 a 169) trouxe novas regras e conceitos: a prerrogativa devolvida ao Poder Legislativo de propor emendas ao projeto de lei do oramento, no que concerne despesa (art 166, 3), e a determinao de, anualmente, o Poder Executivo encaminhar ao Poder Legislativo o projeto de lei de diretrizes oramentrias (PLDO) (art. 165, 2).

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    A Constituio Federal de 1988 atribui ao Poder Executivo a responsabilidade pelo sistema de Planejamento e Oramento, e a iniciativa dos seguintes projetos de lei:

    - Plano Plurianual (PPA) - Lei de Diretrizes Oramentrias (LDO) - Lei de Oramento Anual (LOA)

    5 O CICLO ORAMENTRIO O Oramento Pblico no Brasil (Oramento Geral

    da Unio) inicia-se com um texto elaborado pelo Poder Executivo e entregue ao Poder Legislativo para discusso, aprovao e converso em lei. O documento contm a estimativa de arrecadao das receitas federais para o ano seguinte e a autorizao para a realizao de despesas do Governo. Porm, est atrelado a um forte sistema de planejamento pblico das aes a realizar no exerccio.

    O OGU constitudo de trs peas em sua composio, tambm denominados de esferas do oramento: o Oramento Fiscal, o Oramento da Seguridade Social e o Oramento de Investimento das Empresas Estatais Federais.

    Existem princpios bsicos que devem ser seguidos para elaborao e controle dos Oramentos Pblicos, que esto definidos no caso brasileiro na Constituio, na Lei 4.320/64, no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Oramentrias e na recente Lei de Responsabilidade Fiscal.

    O PPA a lei que define as prioridades do Governo pelo perodo de 4 (quatro) anos. O projeto de lei do PPA deve ser enviado pelo Presidente da Repblica ao Congresso Nacional at o dia 31 de agosto do primeiro ano de seu mandato (4 meses antes do encerramento da sesso legislativa).

    De acordo com a Constituio Federal, o PPA deve conter as DIRETRIZES, OBJETIVOS e METAS da administrao pblica FEDERAL para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos

    programas de durao continuada.

    Princpios do PPA

    Convergncia territorial Integrao de polticas pblicas Monitoramento e avaliao Estabelecimento de parcerias Gesto estratgica Transparncia Participao social

    PPA x PAC

    PPA x Planejamento de longo prazo em base territorial

    FLUXO DE ELABORAO DO PPA 2008 - 2011

    Organizao do PPA 2008-11

    Com base na LDO aprovada a cada ano pelo Poder Legislativo, a Secretaria de Oramento Federal, rgo do Poder Executivo, consolida a proposta oramentria de todos os rgos dos Poderes (Legislativo, Executivo e Judicirio) para o ano seguinte no Projeto de Lei encaminhado para discusso e votao no Congresso Nacional.

    Por determinao constitucional, o Governo obrigado a encaminhar o Projeto de Lei Oramentria Anual ao Congresso Nacional at o dia 31 de agosto de cada ano (4 meses antes do encerramento da sesso legislativa). Acompanha o projeto uma Mensagem do

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    Presidente da Repblica, na qual feito um diagnstico sobre a situao econmica do pas e suas perspectivas.

    A Lei Oramentria Anual disciplina todos os PROGRAMAS e AES do governo FEDERAL no exerccio. Nenhuma despesa pblica pode ser executada sem estar consignada no Oramento. No Congresso, deputados e senadores discutem na Comisso Mista de Oramentos e Planos a proposta oramentria (projeto de lei) enviada pelo Poder Executivo, fazendo modificaes que julgar necessrias, por meio de emendas, votando ao final o projeto.

    A Constituio (art. 57 EC n 50) determina que o Oramento deve ser votado e aprovado at o final de cada Sesso Legislativa (22.12 de cada ano). Depois de aprovado, o projeto sancionado e publicado pelo Presidente da Repblica, transformando-se na Lei Oramentria Anual.

    A Lei Oramentria Anual (LOA) estima as receitas e autoriza as despesas do Governo de acordo com a previso de arrecadao. Se durante o exerccio financeiro houver necessidade de realizao de despesas acima do limite que est previsto na Lei, o Poder Executivo submete ao Congresso Nacional um novo projeto de lei solicitando crdito adicional.

    Por outro lado, a necessidade de conteno dos gastos obriga o Poder Executivo muitas vezes a editar Decretos com limites oramentrios e financeiros para o gasto, abaixo dos limites autorizados pelo Congresso. So os intitulados Decretos de Contingenciamento, que limitam as despesas abaixo dos limites aprovados na lei oramentria.

    O CICLO ORAMENTRIO, tambm conhecido como

    Processo Oramentrio, pode ser definido como um processo de carter contnuo e simultneo, atravs do qual se Elabora, Aprova, Executa, Controla e Avalia a programao de dispndios do setor pblico nos aspectos fsico e financeiro.

    Colocado desta forma, o ciclo oramentrio corresponde ao perodo de tempo em que se processam as

    atividades tpicas do oramento pblico, desde sua concepo at a apreciao final.

    O ciclo oramentrio no se confunde com o exerccio financeiro, este bem mais restrito, de durao rigorosamente definida e representado por etapas sucessivas e no superpostas.

    O ciclo oramentrio envolve um perodo muito maior que o exerccio financeiro, uma vez que abrange todas as fases do processo oramentrio: elaborao da proposta, discusso e aprovao, execuo e acompanhamento e, por fim, controle e avaliao do oramento.

    Exerccio financeiro o espao de tempo compreendido entre primeiro de janeiro e trinta e um de dezembro de cada ano, no qual se promove a execuo oramentria e demais fatos relacionados com as variaes qualitativas e quantitativas que afetam os elementos patrimoniais dos rgos/entidades do setor pblico.

    O art. 34 da Lei n 4.320/64 determina que o exerccio financeiro coincidir com o ano civil.

    O art. 35, desse mesmo dispositivo legal, dispe que .pertencem ao exerccio financeiro as receitas nele arrecadadas e as despesas nele legalmente emprenhadas. o Regimento Misto da Contabilidade Pblica, de Caixa para as Receitas e de Competncia para as Despesas.

    RESUMINDO ESQUEMATICAMENTE:

    CICLO DE GESTO - COMPETNCIAS

    CICLO DE GESTO - COMPETNCIAS

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    EC 50/2006 CICLO DE GESTO

    Texto da Lei 11.653, de 07 de abril de 2008

    CAPTULO I

    DA ESTRUTURA E ORGANIZAO DO PLANO

    Art. 1 Esta Lei institui o Plano Plurianual para o quadrinio 2008-2011, em cumprimento ao disposto no 1 do art. 165 da Constituio Federal.

    1o Integram o Plano Plurianual os seguintes anexos:

    I - Anexo I - Programas Finalsticos;

    II - Anexo II - Programas de Apoio s Polticas Pblicas e reas Especiais; e

    III - Anexo III - rgos Responsveis por Programas de Governo.

    2o No integram o Plano Plurianual os programas destinados exclusivamente a operaes especiais.

    Art. 2o O Plano Plurianual 2008-2011 organiza a atuao governamental em Programas orientados para o alcance dos objetivos estratgicos definidos para o perodo do Plano.

    Art. 3o Os programas e aes deste Plano sero observados nas leis de diretrizes oramentrias, nas leis oramentrias anuais e nas leis que as modifiquem.

    1o A gesto fiscal e oramentria e a legislao correlata devero levar em conta as seguintes diretrizes da poltica fiscal:

    I - elevao dos investimentos pblicos aliada conteno do crescimento das despesas correntes primrias at o final do perodo do Plano;

    II - reduo gradual da carga tributria federal aliada ao ganho de eficincia e combate evaso na arrecadao;

    III - preservao de resultados fiscais de forma a reduzir os encargos da dvida pblica.

    2o Sero considerados prioritrios, na execuo das aes constantes do Plano, os projetos:

    I - associados ao Projeto-Piloto de Investimentos Pblicos - PPI e ao Programa de Acelerao do Crescimento - PAC; e

    II - com maior ndice de execuo ou que possam ser concludos no perodo plurianual.

    Art. 4o Para efeito desta Lei, entende-se por:

    I - Programa: instrumento de organizao da ao governamental que articula um conjunto de aes visando concretizao do objetivo nele estabelecido, sendo classificado como:

    a) Programa Finalstico: pela sua implementao so ofertados bens e servios diretamente sociedade e so gerados resultados passveis de aferio por indicadores;

    b) Programa de Apoio s Polticas Pblicas e reas Especiais: aqueles voltados para a oferta de servios ao Estado, para a gesto de polticas e para o apoio administrativo;

    II - Ao: instrumento de programao que contribui para atender ao objetivo de um programa, podendo ser oramentria ou no-oramentria, sendo a oramentria classificada, conforme a sua natureza, em:

    a) Projeto: instrumento de programao para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expanso ou aperfeioamento da ao de governo;

    b) Atividade: instrumento de programao para alcanar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operaes que se realizam de modo contnuo e permanente, das quais resulta um produto necessrio manuteno da ao de governo;

    c) Operao Especial: despesas que no contribuem para a manuteno, expanso ou aperfeioamento das aes do governo federal, das quais no resulta um produto, e no gera contraprestao direta sob a forma de bens ou servios.

    ELABORAO DE PROGRAMAS

    Um exemplo prtico dessa separao dos Programas, extrai-se do anexo III, o seguinte:

    rgo Programa 52000 Ministrio da Defesa Finalstico

    0631 Desenvolvimento da Infra-Estrutura Aeroporturia 1383 Assistncia e Cooperao das Foras Armadas Sociedade 0643 Calha Norte 0639 Segurana da Navegao Aquaviria 0623 Segurana de Vo e Controle do Espao Areo Brasileiro Apoio s Polticas Pblicas e reas Especiais 0637 Servio de Sade das Foras Armadas 0627 Tecnologia de Uso

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    Aeroespacial 0629 Tecnologia de Uso Naval 0642 Tecnologia de Uso Terrestre 1057 Comunicaes, Comando, Controle e Inteligncia nas Foras Armadas 0630 Desenvolvimento da Aviao Civil 0640 Ensino Profissional da Aeronutica 0633 Ensino Profissional da Marinha 0638 Ensino Profissional do Exrcito 0625 Gesto da Poltica de Defesa Nacional 8026 Mobilizao para Defesa Nacional 8032 Preparo e Emprego Combinado das Foras Armadas 0621 Preparo e Emprego da Fora Area 0620 Preparo e Emprego da Fora Terrestre 0622 Preparo e Emprego do Poder Naval 0472 Proantar 0647 Produo de Material Blico 0632 Reaparelhamento e Adequao da Fora Area Brasileira 0626 Reaparelhamento e Adequao da Marinha do Brasil 0628 Reaparelhamento e Adequao do Exrcito Brasileiro 0474 Recursos do Mar

    30000 Ministrio da Justia

    Finalstico 0661 Aprimoramento da Execuo Penal 0699 Assistncia Jurdica Integral e Gratuita 0697 Defesa do Consumidor 0695 Defesa Econmica e da Concorrncia 1453 Nacional de Segurana Pblica com Cidadania - PRONASCI 0662 Preveno e Represso Criminalidade 0150 Proteo e Promoo dos Povos Indgenas 0663 Segurana Pblica nas Rodovias Federais 1127 Sistema nico de Segurana Pblica - SUSP Apoio s Polticas Pblicas e reas Especiais 1083 Reforma do Judicirio 1413 Promoo da Justia e da Cidadania 1164 Preveno e Combate Lavagem de Dinheiro 1386 Desenvolvimento Institucional da Polcia Rodoviria Federal 0698 Gesto e Apoio Institucional na rea da Justia 1353 Modernizao da Polcia Federal

    6 DIRETRIZES ORAMENTRIAS.

    A LDO a lei, anterior lei oramentria, que define as METAS e PRIORIDADES em termos de PROGRAMAS a executar pelo Governo. O projeto de lei da LDO deve ser enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional at o dia 15 de abril de cada ano (8 meses e meio antes do encerramento da sesso legislativa), devendo ser aprovado at 17/07 (art. 57, 2, CF/88).

    De acordo com a Constituio Federal, a LDO estabelece:

    1) as metas e prioridades para o exerccio financeiro subseqente;

    2) orienta a elaborao do Oramento (Lei Oramentria Anual);

    3) dispe sobre alteraes na legislao tributria; e

    4) estabelece a poltica de aplicao das agncias financeiras de fomento.

    Texto da Lei 11.768, de 14 de agosto de 2008

    Art. 1o So estabelecidas, em cumprimento ao disposto no art. 165, 2, da Constituio, e na Lei Complementar n 101, de 4 de maio de 2000, as diretrizes oramentrias da Unio para 2009, compreendendo:

    I as prioridades e metas da Administrao Pblica Federal;

    II a estrutura e organizao dos oramentos;

    III as diretrizes para a elaborao e execuo dos oramentos da Unio e suas alteraes;

    IV as disposies relativas dvida pblica federal;

    V as disposies relativas s despesas da Unio com pessoal e encargos sociais;

    VI a poltica de aplicao dos recursos das agncias financeiras oficiais de fomento;

    VII as disposies sobre alteraes na legislao tributria da Unio;

    VIII as disposies sobre a fiscalizao pelo Poder Legislativo e sobre as obras e servios com indcios de irregularidades graves; e

    IX as disposies gerais.

    CAPTULO I

    DAS METAS E PRIORIDADES DA ADMINISTRAO PBLICA FEDERAL

    Art. 2o A elaborao e aprovao do Projeto de Lei Oramentria de 2009 e a execuo da respectiva Lei devero ser compatveis com a obteno da meta de supervit primrio para o setor pblico consolidado, equivalente a 3,80% (trs inteiros e oitenta centsimos por cento) do Produto Interno Bruto PIB, sendo 2,20% (dois inteiros e vinte centsimos por cento) para os Oramentos Fiscal e da Seguridade Social e 0,65% (sessenta e cinco centsimos por cento) para o Programa de Dispndios Globais, conforme demonstrado no Anexo de Metas Fiscais constante do Anexo IV desta Lei.

    Pargrafo nico. Poder haver compensao entre as metas estabelecidas para os Oramentos Fiscal e da Seguridade Social e para o Programa de Dispndios Globais de que trata o art. 11, inciso VI, desta Lei.

    Art. 3 O supervit a que se refere o art. 2 desta Lei ser reduzido em at R$ 15.567.000.000,00 (quinze bilhes, quinhentos e sessenta e sete milhes de reais), para o atendimento da programao relativa ao Projeto Piloto de Investimentos Pblicos - PPI, conforme detalhamento constante de anexo especfico do projeto e da lei oramentria, observado o disposto no 5 do art. 56 desta Lei.

    Pargrafo nico. O valor de que trata o