Apostila Básico 2012

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BSICO EM SEGURANA DA AVIAO CIVIL

SUMRIOMDULO 1 Evoluo da Aviao Civil; Sistema de Aviao Civil; Arcabouo Legal; Organizao no Brasil; Ameaas contra a Aviao Civil; Organizao da Segurana no Aeroporto._____________________________________________2 MDULO 2 Sistema de Credenciamento;

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MDULO 3 Controle de Acesso de Pessoas; Controle de Acesso de Veculos. ___________19 MDULO 4 PLEM; Emergncia e Preveno de Incndio; Procedimento de Radiocomunicao. _______________________________________________ 26 MDULO 5 Equipamentos de Inspeo; Procedimentos de Calibrao e Manuteno; Operacionalidade do Raio X; ________________________________________29 MDULO 6 Identificao de Passageiros; Inspeo e Revista de Passageiros; Inspeo Fsica da Bagagem de Mo; Embarque de Passageiro Armado; Situaes Especiais. _38 MDULO 7 Proteo de Aeronaves; Reconciliao de Bagagens; Varredura de Aeronaves; 54 MDULO 8 Proteo da Carga Area; Terminal de Cargas; Transporte Areo de Valores; _59 MDULO 9 Inspeo e Proteo de rea Estril; Nveis de Inspeo; Ameaa de Bomba; Assessoria de Avaliao de Risco; Aes de Contingncia; Plano de Contingncia. 62

INTRODUO Desde o primeiro vo oficializado, quando Santos Dumont sobrevoou Paris, a aviao evoluiu como todo o Mundo. De 1906 a 1914 consolidou-se como um eficiente meio de transporte, porm como em todo desenvolvimento, apareceram os percalos. Com a Primeira Grande Guerra, os pases mais poderosos em material blico transformaram os inventos voadores em verdadeiras armas de combate ao inimigo. Cessada a Guerra, viu-se a necessidade de regulamentar a crescente Aviao Civil nos calcanhares da Aviao Militar, fazendo uso das inovaes aplicadas aos avies por esta, e o embrio em termos de organizao internacional foi quando os pases se reuniram na chamada Conveno de Paris em 1919 e criaram a CINA (Comisso Internacional de Navegao Area). A Conveno de Varsvia, nesta cidade, veio para disciplinar as empresas areas referente a qualquer prejuzo causado aos passageiros, bagagens e cargas transportadas, surgem os bilhetes de passagem e os documentos de carga area. Tudo que estava em andamento em termos de padronizao e organizao foi prejudicado pelo advento da Segunda Guerra Mundial, dificultando o transito internacional de passageiros, aeronaves e tripulaes. A partir de 1944/45 como se reiniciasse todo o processo, agora sem fim, da evoluo da aviao civil cada vez mais forte, do 14BIS (1 passageiro) ao Air Bus 380 (800passageiros), e com isso um novo e relevante percalo, a ateno dos Grupos terroristas, Faces criminosas e Loucos de toda espcie. Da a importncia da Segurana da Aviao Civil contra Atos de Interferncia Ilcita na proteo de vidas humanas.

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MDULO 1 EVOLUO DA AVIAO CIVIL Ao final da 1 grande guerra (1914/1918), a aviao prendia a ateno geral e os governos dos estados aliados consideravam-na com particular interesse, impressionados com suas realizaes blicas. J se vislumbravam as suas reais possibilidades futuras de um novo campo industrial, ou seja, o transporte de cargas e passageiros. Em 11 de Setembro de 1944, o governo dos Estados Unidos dirigiu um convite s Naes Unidas e Associadas, s Naes neutras da Europa e da sia e aos Ministros da Dinamarca e do Sio acreditados em Washington, para uma Conferncia sobre a Aviao Civil no ps guerra, especialmente quanto ao transporte areo internacional. Conveno de Paris (1919) criao da Comisso Internacional de Navegao Area (CINA), embrio da atual organizao de aviao civil internacional (OACI ). Conveno de Varsovia (1929) procurou disciplinar a responsabilidade do transportador por danos ocasionados; padronizar os documentos de transporte, unificando regras, bilhetes de passagens e conhecimentos areos de transporte. Conveno de Chicago (1944) regulamentou as atividades da aviao civil de uma forma geral e criou a OACI ou ICAO Organizao da Aviao Civil Internacional.

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A Conveno de Chicago estabeleceu diretrizes e normatizou procedimentos para a aviao civil, envolvendo, principalmente, dois aspectos: o TCNICO e o ECONMICO. O aspecto tcnico visava a padronizao de tcnicas e procedimentos nas operaes de aeroportos e aeronaves com o objetivo de um transporte areo ORDENADO, EFICIENTE E SEGURO. J o aspecto econmico envolvia: o transporte areo como instrumento econmico, com o objetivo de incentivar as relaes comerciais atravs de acordos de transporte areo; os procedimentos de proteo ao passageiro, como por exemplo, relao a passagens areas, bagagem e atendimento ao passageiro. A Conveno de Aviao Civil Internacional, em seu artigo 1, reconhece ter cada Estado a SOBERANIA exclusiva e absoluta sobre o espao areo de seu territrio. J o artigo 2 considera como territrio de um estado a extenso terrestre e as guas territoriais adjacentes sob a soberania, a jurisdio, a proteo ou o mandato do citado estado. ART. 37 - Os Estados Contratantes se comprometem a colaborar com o cumprimento das normas e mtodos recomendados nos Anexos Conveno. ART. 38 - Qualquer Estado Contratante que considere impraticvel cumprir, em todos seus aspectos, qualquer norma ou mtodo recomendado, notificar imediatamente OACI suas diferenas.

ESTRUTURA DA OACI A ASSEMBLIA GERAL, o poder mximo da organizao, constituda por todos os Estados contratantes (190). Rene-se normalmente de trs em trs anos, podendo se reunir extraordinariamente a pedido de dez Estados, ou por convocao do Conselho. Durante suas reunies faz a anlise dos trabalhos realizados no perodo anterior e planeja as atividades para os trs anos seguintes. O CONSELHO - um dos rgos permanentes, composto por Estados representados por seus delegados, o poder dirigente da OACI em nvel poltico. Seus componentes so eleitos pela assembleia geral a cada trinio, e divididos 3

em trs grupos, obedecendo a critrios como a importncia na Aviao Civil e representatividade regional. Cabe ressaltar que o Brasil faz parte do primeiro grupo desde a criao da OACI, deve-se isso aos seus 8,5 milhes de km de espao soberano que permite abrir portas para o Continente Africano, Europa e Oriente Mdio.

ANEXOS TCNICOS DA OACI ANEXO 1 - Licena de Pessoal ANEXO 2 - Regras do Ar ANEXO 3 - Servio Meteorolgico para a Navegao Area Internacional ANEXO 4 - Cartas Aeronuticas ANEXO 5 - Unidades de Medida a serem usadas nas operaes no ar/ terra ANEXO 6 - Operao de Aeronaves ANEXO 7 - Marcas de Nacionalidade e de Matrcula de Aeronaves ANEXO 8 - Aeronavegabilidade ANEXO 9 - Facilitao ANEXO 10 - Telecomunicaes Aeronuticas: Volume I - - Parte I - Equipamento e Sistemas - Parte II - Rdio - Freqncia Volume II - Procedimentos das Comunicaes ANEXO 11 - Servios de Trfego Areo ANEXO 12 - Busca e Salvamento ANEXO 13 - Investigao de Acidentes de Aeronaves ANEXO 14 - Aeroportos ANEXO 15 - Informaes Aeronuticas ANEXO 16 - Proteo ao Meio Ambiente ANEXO 17 Segurana: Proteo da aviao civil internacional contra atos de interferncia Ilcita ANEXO 18 - Transporte com segurana de Materiais Perigosos por Via Area 4

SEDE A organizao tem o status de uma Agncia Especializada das NAES UNIDAS e sua sede localiza-se em Montreal (Canad) e l a administrao brasileira representada pelo MRE - Ministrio de Relaes Exteriores, DECEA Departamento de Defesa e Controle do Espao Areo, e ANAC Agncia Nacional de Aviao Civil cujo objetivo tem sido acompanhar e defender os interesses do pas nesse campo especfico; essa representao, atravs do nosso delegado, o elo entre a OACI e o Governo Brasileiro. IATA ASSOCIAO DE TRANSPORTE AREO INTERNACIONAL A Conveno de Chicago tratou, com sucesso, do estabelecimento de um marco legal estatal para o transporte areo, mas quando da tentativa de abordagem de aspectos econmicos e comerciais, surgiram dificuldades insuperveis. Conclui-se ento que os temas empresariais seriam mais bem examinados pelas prprias empresas. Desta forma, as empresas se reuniram paralelamente e verificaram que havia necessidade de coordenar, de forma multilateral, sem reduo de sua competncia e personalidade, certos aspectos de interesse mtuo. Esse era o ano de 1944 e, no ano seguinte, em Abril, na cidade de Havana (Cuba), foi criada a IATA, que a partir de ento se denominou Associao Internacional de Transporte Areo.

Enquanto a OACI uma entidade pblica, a IATA uma entidade privada. So as duas faces de uma mesma moeda. No tem fins lucrativos, e sua manuteno est baseada nas quotas que as empresas pagam.

SRI Superintendncia de Relaes Internacionais da ANAC 5

A Superintendncia de Relaes Internacionais da ANAC visa o estudo, o planejamento, a orientao e a coordenao dos assuntos relativos aviao civil internacional. A ANAC, atravs da SRI, tem orientado as suas relaes aeronuticas internacionais, visando aos interesses aero comerciais brasileiros e tambm ao bom relacionamento com as naes amigas.

Ponto de Contato com a OACI (POC): pessoa da ANAC responsvel por enviar OACI todas as informaes pertinentes, relativas aos aspectos de segurana dos atos de interferncia ilcita, o mais breve possvel, aps a soluo do caso, conforme o modelo estabelecido no Documento - 8973 da OACI.

Conferncia de Alto Nvel Ministerial, Montreal em fevereiro de 2002, para estabelecer novas medidas de segurana aps o 11 de setembro. Legislao Internacional ANEXO 17 ICAO DOCUMENTO 8973 ICAO Legislao Brasileira Decreto 7168 - PNAVSEC IAC 107 1004 A Resolues ANAC RBAC

ANEXO 17 - Proteo da Aviao Civil Internacional contra Atos de Interferncia Ilcita. DOC 8973 - Manual de Segurana para proteo da Aviao Civil Contra Atos de Interferncia Ilcita. Programa Nacional de Segurana da Aviao Civil PNAVSEC (Decreto 7.168) de 05 de maio de 2010: Dispe sobre a Proteo da Aviao Civil, garantindo-lhe a segurana, regularidade e eficincia. IAC 107 1004 A Controle de Acesso s reas Operacionais e Restritas de um Aeroporto

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SISTEMA DE AVIAO CIVIL BRASILEIRO OBJETIVO Dotar o Ministrio da Defesa de instrumentos e ferramentas eficazes para o adequado de