Apostila Citologia 9º ano

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  • Apostila

    de

    Biologia

    9 Ano Prof. Lidiane Sampaio

  • Apostila de Biologia 9 ano

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    o ramo da Biologia que estuda a clula em todos os seus aspectos. O conhecimento da clula

    constitua base para o estudo de outras disciplinas, tendo ainda importncia porque os fenmenos

    fisiolgicos fundamentais dos organismos vivos ocorrem a nvel celular.

    No mundo de hoje, comum pensarmos em um pas como sendo uma poro de terra delimitada espacialmente das demais pela presena de uma fronteira. Vamos pensar no caso do Brasil. Estamos rodeados de mar em metade do nosso territrio e, na outra metade, fazemos fronteira terrestre com outros nove pases da America do Sul. Em suas fronteiras, todos os pases instalam uma alfndega, que uma repartio governamental de controle do movimento de entradas e sadas das pessoas e de mercadorias para o exterior ou deles provenientes. Com as clulas no diferente. Cada uma delas tem uma rea de fronteira, representada pela membrana plasmtica e, nesta rea, as clulas tambm possuem o seu posto alfandegrio, as protenas. Assim como nas aduanas das fronteiras entre os pases, essas protenas so as responsveis pelo reconhecimento de substncias vindas de dentro ou de fora da clula como, por exemplo, hormnios. O trabalho realizado por uma clula semelhante ao que acontece em uma fbrica, como a de televisores, por exemplo. Atravs de portes, d-se a entrada de diversos tipos de peas destinadas as linhas de montagem. Para a fabricao e a montagem dos aparelhos, so necessrios energia e operrios habilitados. preciso, ainda, um setor de embalagem para preparar a expedio do que produzido e uma diretoria para comandar todo o complexo fabril e manter o relacionamento com o mundo externo. Tudo dentro dos limites representados pelo muro da fbrica.

    A clula possui setores semelhantes aos de uma fbrica. Um limite celular, representado pela membrana plasmtica, separa o contedo da clula, o citoplasma, do meio externo. O citoplasma, constitudo por organides e hialoplasma (ou citosol), um material viscoso representa o setor produtivo. Um ncleo contendo o material gentico representa a diretoria da clula. a unidade fundamental dos seres vivos, ou a menor unidade capaz de manifestar as propriedades de um ser vivo; ela capaz de sintetizar seus componentes, de crescer e de multiplicar-se. Todos os seres vivos so compostos desta unidade fundamental, desde as mais simples estruturas unicelulares, as bactrias e os protozorios, at os mais complexos, como o ser humano e as plantas. Dentro do mesmo indivduo as clulas de diferentes tecidos so diferentes, no existindo clula tpica. Algumas diferenas entre clulas animais e vegetais so ressaltadas no aplicativo GBOL.

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    As estruturas sub-celulares (organelas) so comuns a muitos tipos de clulas. Essas organelas desenvolvem funes distintas, que, no total, produzem as caractersticas de vida associada com a clula. Na clula animal eucaritica existem trs componentes bsicos: membrana, citoplasma e ncleo. A existncia de um ncleo bem diferenciado a principal caracterstica da clula eucaritica. As seguintes organelas esto presentes nos organismos superiores:

    HISTRICO

    Em 1665 Robert Hooke, apresentou Real Sociedade de Londres os resultados de suas pesquisas sobre

    a estrutura da cortia (tecido vegetal morto, que forma a casca da rvore), observada ao microscpio,

    em finos cortes. O material se apresentava formado por pequenos compartimentos hexagonais,

    delimitados por paredes espessas, lembrando os favos de mel de abelhas. Cada compartimento foi

    chamado clula (pequena cavidade).

    UNIDADES DE MEDIDA

    A unidade habitualmente usada para medir dimenses celulares o micrmetro (m), que a milsima

    parte de um milmetro. Ao descrever as estruturas celulares usamos o nanmetro e o ngstron. O

    nanmetro (nm) a milsima parte do micrmetro e o ngstron () a dcima parte do nanmetro.

    Assim: 1 mm = 10.000.000 = 1.000.000 nm = 1.000 m

    TEORIA CELULAR

    Todos os organismos vivos so formados por clulas

    Tal generalizao estende-se desde os organismos mais simples, como bactrias e amebas, at os mais

    complexos, como um homem ou uma frondosa rvore. Os vrus so exceo, pois no apresentam

    estrutura celular.

    Todas as reaes metablicas de um organismo ocorrem em nvel celular

    Em qualquer organismo as reaes vitais, como a respirao e a produo de energia, sempre

    acontecem no interior das clulas.

    Estrutura da cortia vista em um

    microscpio

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    As clulas so portadoras de material gentico

    As clulas possuem DNA (cido desoxirribonuclico), por meio do qual, caractersticas especficas so

    transmitidas da clula-me clula-filha.

    Membrana celular

    Toda a clula, seja procarionte ou eucarionte, apresenta uma membrana que isola do meio exterior: a membrana plasmtica. A membrana plasmtica to fina (entre 6 a 9 nm) que os mais aperfeioados microscpios pticos no conseguiram torn-la visvel. Foi somente aps o desenvolvimento da microscopia eletrnica que a membrana plasmtica pode ser observada. Nas grandes ampliaes obtidas pelo microscpio eletrnico, cortes transversais da membrana aparecem como uma linha mais clara entre duas mais escuras, delimitando o contorno de cada clula.

    a. Estrutura A membrana plasmtica ou plasmalema uma pelcula delgada e elstica que envolve a clula. Formada por fosfolipdios e protenas (lipoprotica). O modelo terico, atualmente aceito para a estrutura da membrana o do mosaico fluido, proposto por Singer e Nicholson. De acordo com o modelo, a membrana apresenta um mosaico de molculas proticas que se movimentam em uma dupla camada fluida de lpides. Aos lipdios (substncias apolares) cabe a funo de manter a estrutura da membrana. J as protenas desempenham diferentes funes como: catalisadoras de reaes, receptores de membrana e agentes transportadores. b. Funes da Membrana 1. Regular as trocas de substncias entre a clulas e o meio, atravs de uma propriedade chamada permeabilidade seletiva. 2. Atuar nos mecanismos de reconhecimento celular, atravs de receptores especficos (glicolipdios e glicoprotenas) , molculas que reconhecem agentes do meio, como por exemplo, os hormnios.

    Constituio qumica da membrana plasmtica

    Estudos com membranas plasmticas isoladas revelam que seus componentes mais abundantes so fosfolipdios, colesterol e protenas. por isso que se costumam dizer que as membranas plasmticas tm constituio lipoprotica.

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    A organizao molecular da membrana plasmtica

    Uma vez identificados os fosfolipdios e as protenas como os principais componentes moleculares da membrana, os cientistas passaram a investigar como estas substncias estavam organizadas.

    O modelo do mosaico fludo

    A disposio das molculas na membrana plasmtica foi elucidada recentemente, sendo que os lipdios formam uma camada dupla e contnua, no meio da qual se encaixam molculas de protena. A dupla camada de fosfolipdios fluida, de consistncia oleosa, e as protenas mudam de posio continuamente, como se fossem peas de um mosaico. Esse modelo foi sugerido por dois pesquisadores, Singer e Nicholson, e recebeu o nome de Modelo Mosaico Fluido.

    Os fosfolipdios tm a funo de manter a estrutura da membrana e as protenas tm diversas funes. As membranas plasmticas de um eucaricitos contm quantidades particularmente grande de colesterol. As molculas de colesterol aumentam as propriedades da barreira da bicamada lipdica e devido a seus rgidos anis planos de esterides diminuem a mobilidade e torna a bicamada lipdica menos fluida.

    Transporte pela Membrana Plasmtica A capacidade de uma membrana de ser atravessada por algumas substncias e no por outras define sua permeabilidade. Em uma soluo, encontram-se o solvente (meio lquido dispersante) e o soluto (partcula dissolvida). Classificam-se as membranas, de acordo com a permeabilidade, em 4 tipos: a) Permevel: permite a passagem do solvente e do soluto; b) Impermevel: no permite a passagem do solvente nem do soluto; c) Semipermevel: permite a passagem do solvente, mas no do soluto; d) Seletivamente permevel: permite a passagem do solvente e de alguns tipos de soluto. Nessa ltima classificao se enquadra a membrana plasmtica. A passagem aleatria de partculas sempre ocorre de um local de maior concentrao para outro de concentrao menor (a favor do gradiente de concentrao). Isso se d at que a distribuio das partculas seja uniforme. A partir do momento em que o equilbrio for atingido, as trocas de substncias entre dois meios tornam-se proporcionais.

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    A passagem de substncias atravs das membranas celulares envolve vrios mecanismos, entre os quais podemos citar: Transporte passivo: Osmose Difuso simples Difuso facilitada Transporte ativo: Bomba de sdio e potssio Endocitose e exocitose: Fagocitos e Pinocitose

    Osmose

    A gua se movimenta livremente atravs da membrana, sempre do local de menor concentrao de soluto para o de maior concentrao. A presso com a qual a gua forada a atravessar a membrana conhecida por presso osmtica.

    Se um paramcio colocado em um meio hipotnico, absorve gua por osmose. O excesso de gua eliminado pelo aumento de freqncia dos batimentos do vacolo pulstil (ou contrtil). Protozorios marinhos no possuem vacolo pulstil, j que o meio externo hipertnico. A presso osmtica de uma soluo pode ser medida em um osmmetro. A soluo avaliada colocada em um tubo de vidro fechado com uma membrana semipermevel, introduzido em u