apostila concurso aeronáutica

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apostila concurso aeronáutica

Text of apostila concurso aeronáutica

  • Vrios autores

    Snteses pedaggicas e legislao

    Compndio de snteses pedaggicas para

    concursos pblicos de professores

    Tessa manufatura de livros e e-books

    Velhos conceitos que inovam

    Pestalozzi

    Acesse e conhea

    http://tessaeditora.blogspot.com

    Catalogao

    Snteses pedaggicas e legislao. Vrios autores. Cravinhos:

    Tessa,2011

    Material de divulgao, distribuio gratuita.

  • DEVIDA EXPLICAO.

    Esse material consiste em vrias snteses de obras pedaggicas

    que eu venho acumulando e compartilhando com companheiros de

    profisso. Nele tambm esto contidas algumas leis que sempre so

    solicitadas em concursos pblicos para professores.

    No detenho, de forma alguma, direitos autorais sobre esses

    escritos. Por isso a distribuio totalmente gratuita. Para a execuo

    desse compndio, como resolvi chamar, eu diagramei, adaptei e reuni

    vrios materiais que estavam dispersos, os quais eu havia conseguido

    gratuitamente em vrios sites e blogs que os disponibilizaram na rede

    e tentei fazer com que as letras e a distribuio fossem adequados

    para leitura online. Ou seja, meu trabalho foi juntar tudo no intuito

    de facilitar a leitura. Uma inteno antiga que se concretizou. Creio

    que dessa forma quando formos estudar no precisaremos abrir vrios

    documentos.

    Toda sugesto e acrscimo sero bem-vindos. De minha autoria

    aqui tem apenas uma sntese. Conforme eu consigo novos materiais

    ou fao novas snteses acrescento e torno a disponibilizar na rede.

    Boa parte do que aqui est foi conseguido via APEOESP

    (Sindicato dos Professores do Estado de So Paulo), o qual

    disponibiliza muitos materiais em seu site para ser baixado. Dentro

    do possvel eu cito o nome do autor e a fonte de onde eu tirei o

    material, porm alguns no tinham nomes, outros foram enviados

    para mim por e-mail. Diante disso, se algum escrito no estiver

    creditado comunique-me que eu dou o crdito ao autor.

  • Se algum material aqui tiver protegido por direitos autorais me

    comunique que eu o retiro. Reafirmo que minha inteno

    compartilhar materiais que eu recebi e compilei. A nica coisa que

    aqui pode me dar algum retorno a divulgao do meu site/blog

    Tessa manufatura de livros e e-books. No qual eu tambm

    disponibilizo muita coisa e tento, at agora sem resultados, vender

    alguns livros que eu insisto em escrever.

    Com altas consideraes, Alexandre de Freitas.

    Contatos:

    altasvirtudes@bol.com.br

    a-freitas1972@hotmail.com

  • NDICE

    Histria das ideias pedaggicas no Brasil, Demerval Saviani................5

    Metforas nova para reencantar a educao, Hugo Assmann..............19

    O construtivismo em sala de aula, Csar Coll.......................................27

    Formao docente e profissional para a mudana e a incerteza, Francisco Imbern..................................................................................39

    Ler e escrever na escola: o real , o possvel, o necessrio. Dlia Lerner.......................................................................................................46

    Formao social da mente, Vygotski.....................................................65

    Bullyng e Desrespeito: como acabar com essa cultura na escola, Marie N. Beaudoin e Maureen Taylor..............................................................69

    Estratgia de leitura. Isabel Sol.............................................................75

    Aprender contedos e desenvolver capacidades; Csar Coll, Elena Martins e colaboradores.........................................................................89

    O ensino na sociedade de conhecimento, Andy Hargreaver...............95

    Avaliar para promover: setas do caminho, Jussara Hoffmann...........109

    10 novas competncias para ensinar, Philippe Perrenoud...................171

    Para onde vai a educao, Jean Peaget.................................................192

    Incluso escolar o que ? Por qu? como fazer? Cotidiano escolar, Maria Tereza Egler Mantoan.................................................................197

    Artigo 5 da Constituio......................................................................200

    Resoluo n 4 de 13 de julho de 2010. Define diretrizes curriculares nacionais gerais para educao bsica..................................................213

    Resuluo n 4 de 2 de outubro de 2009. Institui diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado na educao bsica modalidade especial..................................................257

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    SNTESES PEDAGGICAS

    Histria das ideias pedaggicas no Brasil

    Demerval Saviani

    Sntese elaborada pelo Prof. Alexandre de Freitas, graduado em Geografia pela Faculdade Dom

    Bosco de Monte Aprazvel e especialista em Cidadania e Cultura pela Unicamp. Professor de

    Geografia efetivo no estado de So Paulo.

    SAVIANI, Demerval. Histria das idias pedaggicas no Brasil. 3ed.

    Campinas: Autores Associados, 2010 (Coleo memria da educao)

    Histrias das idias pedaggicas no Brasil de Demerval Saviani,

    em suas 474 pginas, trata-se de uma viso de conjunto das idias

    pedaggicas neste pas desde o descobrimento no sculo XVI at o

    incio do sculo XXI. O livro foi estruturado em quatro perodos

    subdivididos em fases. Primeiro perodo (1549-1759) monoplio da

    vertente religiosa da pedagogia tradicional. Segundo perodo (1759-

    1932) coexistncia entre as vertentes religiosa e leiga. Terceiro perodo

    (1932-1969) predomnio da pedagogia nova. Quarto perodo (1969-

    2011) concepo pedaggica produtivista.

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    Primeiro perodo (1549-1759).

    Nesta parte o autor destaca que com a chegado dos

    portugueses no Brasil houve uma desestruturao de uma sociedade

    indgena a qual no dispunha de instituies educacionais especficas

    e organizadas para tal fim. O que havia at ento era: a fora da

    tradio, a fora da ao e a fora do exemplo. Que caracterizava a

    aprendizagem dos povos que viviam no Brasil.

    Para que os portugueses pudessem governar houve, ento, a

    implantao de uma prtica educativa que visava o domnio do

    territrio brasileiro. Nessa fase o grande destaque se d com a

    educao promovida pelas ordens religiosas no Brasil.

    Os jesutas foram os principais responsveis pela educao

    neste perodo. Mas antes deles atuaram os franciscanos e os

    beneditinos. Manoel da Nbrega foi a responsvel pela elaborao do

    primeiro plano de instruo que consistia em trs aspectos: a filosofia

    da educao, a teoria da educao e os procedimentos de ensino para

    a realizao do trabalho educacional. E o padre Anchieta foi o

    responsvel as idias educacionais em idias pedaggicas adaptando

    os mtodos para atingir a finalidade, colaborou para isso o grande

    domnio que o jesuta tinha do idioma local e dos idiomas europeus,

    em especial o portugus e o espanhol.

    O mtodo (modo) que se destacou neste primeiro perodo foi o

    Ratio Studiorum, que pode ser considerado um plano de estudos da

    Cia. de Jesus, o qual apresentava um cdigo com 467 regras

    distribudas desde regras para o reitor at regras para bedel. Sobre o

    Ratio Studiorum pode-se considerar suas origens remontam a

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    formao da Cia. de Jesus elaborada por Incio de Loyola que

    entraram em vigor em 1552. O carter do plano contido neste mtodo

    era universalista e elitista. Pois era adotado por todos os jesutas e

    destinado aos filhos dos colonos e excluindo os indgenas.

    No geral, a educao dos jesutas estava mais ligada Idade

    Mdia do que a modernidade, defendiam a igreja catlica da reforma

    protestante para isso apoiavam-se na herana clssico-medieval. De

    todo modo, incorporaram elementos prprios da poca de

    caractersticas renascentistas com destaque para a questo do livre-

    arbtrio.

    Da o fervor missionrio, de carter militante e combatente que moveu

    os inacianos levando-os a considerar a cruz e a espada como faces de

    uma mesma moeda. Para isso, certamente contribuiu a experincia

    prvia e a mentalidade militar do fundador da Companhia de Jesus,

    Incio de Loyola. (p. 59)

    Segundo perodo (1759-1932).

    Os jesutas acumularam um grande patrimnio em prdios e

    instalaes em todo territrio brasileiro, latifndios etc. Esse quadro,

    dentre outros fatores, fez com que o os jesutas se indispusessem com

    a coroa. Agora a educao passa para o controle do Marqus de

    Pombal.

    O Marqus de Pombal pretende modernizar o Estado portugus

    com a implantao dos ideais iluministas com base no nas

    concepes do Sculo das Luzes. Pombal promove a reforma dos

    estudo menores, correspondente ao ensino primrio e secundrio e

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    dos estudos maiores, que corresponde aos estudos superiores. Neste

    ltimo destaca-se as mudanas na Universidade de Coimbra.

    Toda reforma promovida pelo Marqus de Pombal estava centrada

    com o desenvolvimento da sociedade portuguesa nos moldes do

    capitalismo e com referncia em pases como a Inglaterra.

    Essas mudanas atingiram o Brasil a princpio com concurso

    para cadeiras de latim e retrica e dos primeiros professores rgios em

    Pernambuco. As aulas rgias foram estabelecidas sob precria

    condies salrios de professores reduzidos e falta de pagamento.

    O funcionamento dessas aulas no impediu que funcionassem

    colgios de ordens religios