APOSTILA DE PRÁTICA JURIDICA II ATIVIDADE CASO CONCRETO E ...· APOSTILA DE PRÁTICA JURIDICA II

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    PRTICA JURDICA II Atividade Prtica - Caso Concreto e Atividade Simulada

    Professora: Ana Maria Duarte

    PONTIFCIA UNIVERSIDADE CATLICA DE GOIS

    PR-REITORIA DE GRADUAO

    ESCOLA DE DIREITO E RELAES INTERNACIONAIS

    COORDENAO DO CURSO DE DIREITO

    NCLEO DE PRTICA JURDICA

    APOSTILA DE PRTICA JURIDICA II

    ATIVIDADE CASO CONCRETO E ATIVIDADE SIMULADA

    Resumo: Material didtico

    2017/2

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    PRTICA JURDICA II Atividade Prtica - Caso Concreto e Atividade Simulada

    Professora: Ana Maria Duarte

    APRESENTAO

    O singelo material didtico apresentado tem por objetivo propiciar o aluno

    de Prtica Jurdica II Atividade caso concreto, o conhecimento prtico na

    elaborao de peas prticas e recursos criminais, utilizando metodologias

    adequadas prtica jurdica em harmonia com o direito atravs de um processo

    didtico-metodolgico atualizado e adequadas discusso e reflexo sobre a

    prtica jurdica no contexto social.

    Desenvolver atravs dos casos prticos concretos e simulados

    apresentados, peas referentes aos procedimentos inerentes aos casos

    previstos no contedo programtico das atividades da prtica II, como parte

    integrante do processo ensino aprendizagem a finalidade e objetivos nos

    estudos e pesquisas realizados no campo de estgio (interno e externo), no

    sentido de estimular e incentivar a compreenso da prtica pelo aluno,

    capacitando-o e habilitando-o a exercitar o Direito, nas diversas reas,

    subsidiando sua atuao profissional, considerando o aspecto tico e moral e o

    compromisso perante a comunidade na qual estar inserido.

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    PRTICA JURDICA II Atividade Prtica - Caso Concreto e Atividade Simulada

    Professora: Ana Maria Duarte

    CONTEDO PROGRAMTICO DA PRTICA JURDICA II

    1. - ATIVIDADE CASO CONCRETO

    1. ACOMPANHAMENTO DO CASO CONCRETO DESDE A NOTITIA

    CRIMINIS AT O TRNSITO EM JULGADO

    1.1. Elaborao de peas de processos patrocinados pelo NPJ, sob a

    superviso e orientao do professor.

    2. ANDAMENTO DA AO

    2.1. Acompanhamento do andamento da ao, pelo discente, sob a orientao

    do Professor.

    3. ANLISE DE AUTOS FINDOS

    2.- ATIVIDADE CASO SIMULADO

    RECURSOS CRIMINAIS

    1. - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (art. 581 a 582 do CPP):

    a)- interposio;

    b)- Razes;

    c)- contrarrazes.

    2. APELAO (art. 593 do CPP)

    a)- interposio;

    b)- Razes;

    c)- contrarrazes.

    3. EMBARGOS (art. 619 e 620 do CPP)

    6.1 De Declarao

    6.2 Embargos Infringentes e de Nulidade.

    6.3 Embarguinhos (art. 382 do CPP), quando interposto de decises proferidas

    por juiz de primeiro grau.

    4. - CORREIO PARCIAL (RECURSO REGIMENTAL)

    5. - RECURSO ESPECIAL/EXTRAOORDINRIO

    6. - AGRAVO EM EXECUO (art. 197 da LEP)

    ACES AUTNOMAS

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    PRTICA JURDICA II Atividade Prtica - Caso Concreto e Atividade Simulada

    Professora: Ana Maria Duarte

    1. HABEAS CORPUS

    1.1 Preventivo/ liberatrio

    1.2 Ordinrio/Recursal

    2. - REVISO CRIMINAL (art. 621 e 631 CPP)

    3. MANDADO DE SEGURANA CRIMINAL

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    PRTICA JURDICA II Atividade Prtica - Caso Concreto e Atividade Simulada

    Professora: Ana Maria Duarte

    Orientaes importantes para realizao de peas prticas (Peties)

    Noes: De acordo com (ISHIDA, 2011, p.2) um dos requisitos para se elaborar

    uma redao forense a escrita com clareza, utilizando frases curtas, para que o

    leitor da petio ou texto tenha uma compreenso mais rpida, bem como utilizar

    uma letra adequada na apresentao grfica do texto. Deve-se ter coerncia e

    harmonia, ou seja, o que pedido deve ter coerncia com a prova mencionada.

    Pois segundo o CPP (art. 295, pargrafo nico, II), a petio inicial inepta

    quando da narrao do fato no decorrer logicamente a concluso. Deve ainda,

    ser concisa, direta e objetiva em um texto com argumentos suficientes para

    embasar o seu argumento.

    Em regra a maioria das peties compe-se de cinco partes (de acordo

    com as particularidades de cada pea em seu modelo especfico). Vejamos:

    1. Endereamento indicao da pessoa ou rgo ao qual se dirige a pea,

    ou seja, a pessoa ou rgo competente para apreciar aquele pedido, que em sua

    maioria endereada ao juiz de direito, ao Tribunal ou ao Delegado de Polcia. O

    endereamento dever ser impessoal.

    2 Introduo deve conter as informaes necessrias sobre as partes, o

    processo e a petio oferecida. Assim, via de regra, devero constar da

    introduo:

    a)- nome da parte peticionaria;

    b)- qualificao da parte peticionaria (se no estiver j qualificada no

    processo);

    c)- nmero do processo;

    d)- nome da parte contrria;

    e)- meno ao advogado (inscrio do nmero da OAB e a seo em que

    inscrito, bem como o local onde pode ser encontrado);

    f)- nome da pea que se est oferecendo;

    g)- fundamento legal (artigo da Lei) no qual se embasa a pea.

    3) Narrao dos fatos consiste na exposio dos fatos, com todas as

    circunstancias, constante do caso apresentado, sem contudo, inventar dados;

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    PRTICA JURDICA II Atividade Prtica - Caso Concreto e Atividade Simulada

    Professora: Ana Maria Duarte

    4) exposio do direito o ponto mais importante da petio, onde deve

    ser desenvolvida a argumentao consistente em trs partes:

    a)- premissa maior: o ponto de partida, algo que no poder ser

    refutado. Na argumentao jurdica a premissa maior geralmente uma fonte do

    direito (artigo da lei, smula, entendimento jurisprudencial ou doutrinrio).

    b)- premissa menor: a situao concreta apresentada pelo problema,

    dever, portanto, demonstrar que aquela situao concreta se subsume

    perfeitamente ao direito apresentado na premissa maior;

    c)- concluso: a constatao de que o direito exposto na premissa

    maior, aplica-se a situao concreta exposta na premissa menor.

    Obs.: aps a concluso, pode e deve reforar a tese ou teses, trazendo

    entendimento doutrinrio e jurisprudencial pertinentes. Porm, no existe

    obrigatoriedade, uma vez que os argumentos das teses j foram apresentados,

    mas por ser pea acadmica, dever expor tal entendimento.

    5) Pedido nele devem constar todos os requerimentos prprios daquela

    petio.

    ORIENTAES SOBRE PEAS ESPECFICAS

    Resposta a Acusao, Art. 396 e 396-A CPP (antiga - Defesa Prvia)

    Conceito - pea escrita da defesa (defesa tcnica produzida por profissional

    do direito antiga defesa prvia), nesse momento que se dar incio ao

    processo realizado em contraditrio, com a abertura para a ampla defesa, no

    prazo de 10 dias. E segundo o que dispe o art. 394, 4, c/c art. 396, caput, e

    art. 396-A, 2, em todos os procedimentos penais de primeiro grau

    obrigatria, caso o acusado no apresente por defensor constitudo deve o juiz

    nomear lhe defensor para apresent-la.

    Nomenclatura: Defesa Preliminar ou como o Cdigo de processo Penal

    menciona Resposta a Acusao (art. 396-A, CPP);

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    PRTICA JURDICA II Atividade Prtica - Caso Concreto e Atividade Simulada

    Professora: Ana Maria Duarte

    Nulidade a no apresentao da resposta, a jurisprudncia dir ser caso de

    nulidade absoluta, vez que ato formal do processo que garante o exerccio

    constitucional do contraditrio.

    Carter - ato processual conferindo defesa. Trata-se de verdadeiro nus

    processual, sendo o primeiro ato processual do acusado em que expe sua

    defesa sobre os fatos imputados na inicial (denncia ou Queixa-Crime). Possui

    natureza jurdica de uma verdadeira contestao, vez que na resposta a

    acusao que o acusado poder arguir preliminares e alegar tudo o que

    interessa a sua defesa, bem como especificar as provas pretendidas

    especialmente a indicao de assistente tcnico para esclarecimento da prova

    pericial (art. 159, 5 CPP), oferecer documentos e justificaes, arrolar

    testemunhas sob pena de precluso, segundo dispe o art. 396-A, do CPP.

    Legitimidade Ativa ru ou defensor.

    Prazo o prazo de 10 dias, segundo dispe o art. 396 CPP, e nos casos do

    pargrafo nico do citado artigo, quando a citao for por edital, o prazo para a

    defesa s comear a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou

    do defensor constitudo. Do mesmo modo dever o juiz conceder o mesmo

    prazo de 10 dias ao defensor nomeado quando o acusado validamente citado

    deixar de apresentar resposta ( 2 do art. 396-ACPP) salvo defensor pblico,

    ou integrante da chamada assistncia judiciria, mantida pelo poder pblico,

    que a Lei 1.060/50, em seu artigo 5, 5, tem prazo em dobro. como de

    resto, todos os demais prazos sero contados em dobro.

    Incio do Prazo o prazo para apresentao da resposta a acusao comea

    a contar da citao do acusado de acordo com a Smula 710 do STF; se a

    citao for por edital, o prazo de dez dias ser contado a partir do dia em que o

    acusado comparecer pessoalmente ou nomear defensor.

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    Professora: Ana Maria Duarte

    De acordo com o art. 366 CPP, se o acusado, citado por edital, no

    comparecer nem constituir advogado, ficaro suspensos o processo e o prazo

    prescricional, podendo o juiz determinar a produo antecipada das provas

    consideradas urgentes e, se for o caso, decretar priso preventiva, no