Apostila Tecnologia MECANICA Seta

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TCNICO EM MECATRNICA

TECNOLOGIA MECNICA

Tecnologia Mecnica

ndiceFerro gusa................ ........................................................................................................................ Alto-forno........................................................................................................................................... Aos.................................................................................................................................................. Conversores ..................................................................................................................................... Fornos eltricos................................................................................................................................. Forno a arco...................................................................................................................................... Forno de induo............................................................................................................................. Ao comum........................................................................................................................................ Aos ligados...................................................................................................................................... Sistema de classificao dos aos..................................................................................................... Tratamentos trmicos......................................................................................................................... Tipos de Ferro fundido....................................................................................................................... Alumnio ............................................................................................................................................ Cobre ................................................................................................................................................ Processos de conformao mecnica........................................................................................... Laminao ........................................................................................................................................ Laminadores...................................................................................................................................... Forjamento ....................................................................................................................................... Forjamento em Matriz Aberta............................................................................................................ Forjamento em Matriz Fechada......................................................................................................... Trefilao .......................................................................................................................................... Extruso ........................................................................................................................................... Estampagem.... ................................................................................................................................ Roscas................................................................................................................................................ Parafusos........................................................................................................................................... Porcas e arruelas.............................................................................................................................. Anis elsticos................................................................................................................................... Chavetas ........................................................................................................................................... Elementos de transmisso................................................................................................................. Polias e correias................................................................................................................................. Correntes ........................................................................................................................................... Engrenagens ..................................................................................................................................... Rolamentos ....................................................................................................................................... Tabelas .............................................................................................................................................. 2 2 4 4 5 5 5 6 7 9 10 13 15 17 18 18 19 20 20 20 22 23 24 27 27 28 33 34 37 37 40 42 45 50

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Ferro GusaFerro o metal mais utilizado pelo homem. A abundncia dos minerais, o custo relativamente baixo de produo e as mltiplas propriedades fsico-qumicas que podem ser obtidas com adio de outros elementos de liga so fatores que do ao metal uma extensa variedade de aplicaes. Alguns metais (cobre, por exemplo) podem ser empregados no estado quimicamente quase puro. Entretanto, isso no ocorre com o ferro. No uso prtico, est sempre ligado ao carbono e a outros elementos e, assim, no mbito da cincia dos materiais e tambm na linguagem do dia-a-dia, a palavra ferro pode ser entendida como uma liga dos elementos qumicos ferro, carbono e outros. Os itens a seguir do algumas definies bsicas. Ao: denominao genrica para ligas de ferro-carbono com teores de carbono de 0,008 a 2,11%, contendo outros elementos residuais do processo de produo e podendo conter outros propositalmente adicionados (elementos de liga). Ao-carbono: ao sem adio de elementos de liga. Ao-liga: ao com adio de elementos de liga. Ferro fundido: designao genrica para ligas de ferro-carbono com teores de carbono acima de 2,11%. Alto-forno Um alto-forno pode ter at 35 metros de altura. Fica dentro de um complexo industrial chamado usina siderrgica e o principal equipamento utilizado na metalurgia do ferro. Sua produtividade diria gira em torno de 8.000 toneladas. O alto-forno construdo de tijolos e envolvido por uma carcaa protetora de ao. Todas as suas partes internas, sujeitas a altas temperaturas, so revestidas com tijolos chamados refratrios porque suportam essas temperaturas sem derreter. Trs zonas fundamentais caracterizam o alto-forno: o fundo chamado cadinho; a segunda seo chamada rampa; e a seo superior chamada cuba. O cadinho o lugar onde o gusa lquido depositado. A escria (conjunto de impurezas que devem ser separadas do gusa), que se forma durante o processo, flutua sobre o ferro que mais pesado. No cadinho h dois furos: o furo de corrida, aberto de tempos em tempos para que o ferro lquido escoe, e o furo para o escoamento da escria. Como a escria flutua, o furo para seu escoamento fica acima do furo de corrida. Assim, sobra espao para que uma quantidade razovel de ferro seja acumulada entre as corridas. Na rampa, acontecem a combusto e a fuso. Para facilitar esses processos, entre o cadinho e a rampa ficam as ventaneiras, que so furos distribudos uniformemente por onde o ar praquecido soprado sob presso. 2

Tecnologia Mecnica A cuba ocupa mais ou menos dois teros da altura total do alto-forno. nela que colocada, alternadamente e em camadas sucessivas, a carga, composta de minrio de ferro, carvo e os fundentes (cal, calcrio). Quando o minrio de ferro, o coque e os fundentes so introduzidos na parte superior (goela) da rampa, algumas coisas acontecem: os xidos de ferro sofrem reduo, ou seja, o oxignio eliminado do minrio de ferro; a ganga se funde, isto , as impurezas do minrio se derretem; gusa se funde, quer dizer, o ferro de primeira fuso se derrete; ferro sofre carbonetao, quer dizer, o carbono incorporado ao ferro lquido; certos elementos da ganga so parcialmente reduzidos, ou seja, algumas impurezas so incorporadas ao gusa. Tudo isso no nenhuma mgica. So, apenas, as reaes qumicas provocadas pelas altas temperaturas obtidas l dentro do forno que trabalham com o princpio da contra-corrente. Isso quer dizer que enquanto os gases redutores, resultantes da combusto sobe, a carga slida vai descendo.

A reduo dos xidos de ferro acontece medida que o minrio, o agente redutor (coque ou carvo vegetal) e os fundentes (calcrio ou dolomita) descem em contra-corrente, em relao 3

Tecnologia Mecnica aos gases. Esses so o resultado da queima do coque (basicamente, carbono) com o oxignio do ar quente (em torno de 1.000C) soprado pelas ventaneiras, e que escapam da zona de combusto, principalmente para cima, e queimam os pedaos de coque que esto na abbada (ou parte superior) da zona de combusto. A escria uma espcie de massa vtrea formada pela reao dos fundentes com algumas impurezas existentes no minrio. Ela pode ser aproveitada para a fabricao de fertilizantes ou de cimentos para isolantes trmicos.Conforme o coque vai se queimando, a carga vai descendo para ocupar os espaos vazios. Esse movimento de descida vai se espalhando lateralmente pela carga, at atingir toda a largura da cuba. As reaes de reduo, carbonetao e fuso que ns descrevemos anteriormente geram dois produtos lquidos: a escria e o ferro-gusa, que so empurrados para os lados, pelos gases que esto subindo e escorrem para o cadinho, de onde saem pelo furo de corrida (gusa) e pelo furo da escria. Ao sair do alto-forno, o gusa (com teor de carbono entre 3,0 e 4,5%) pode seguir um, entre dois caminhos: pode ir para a fundio, para ser usado na fabricao de peas de ferro fundido, ou pode ir para a aciaria, onde pode ser misturado com sucata de ao ou, eventualmente, com outros metais, para se transformar em ao, ou seja, uma liga ferrosa com um teor de carbono de menos de 2,11%.

AosOs aos so obtidos a partir do gusa . Para transformar o gusa em ao, necessrio que ele passe por um processo de oxidao - combinao do ferro e das impurezas com o oxignio at que a concentrao de carbono e das impurezas se reduza a valores desejados. Os fornos que usam esse princpio, ou seja, a injeo de ar ou oxignio diretamente no gusa lquido, so chamados conversores e so de vrios tipos. Os mais conhecidos so: Conversor Bessemer Conversor Thomas Conversor LD (Linz Donawitz) Conversores O conversor Bessemer constitudo por uma carcaa de chapas de ao, soldadas e rebitadas. Essa carcaa revestida, internamente, com uma grossa camada de material refratrio.Seu fundo substituvel e cheio de orifcios por onde entra o ar sob presso. montado sobre eixos que permitem coloc-lo na posio horizontal, para a carga do gusa e descarga do ao, e na posio vertical para a produo do ao. A alta temperatura alcanada e mantida, devido s reaes qumicas que acontecem quando o oxignio do ar injetado entra em contato com o carbono do gusa lquido. Nesse processo, h a combinao do oxignio com o ferro, formando o xido de ferro (FeO) que, por sua vez, se combina com o silcio (Si), o mangans (Mn) e o carbono (C), eliminando as impurezas sob a forma de escria e gs carbnico. 4

Tecnologia Mecnica O uso de conversores tem uma srie de vantagens: alta capacidade de produo, dimenses relativamente pequenas, simplicidade de operao e o fato de as altas temperaturas no serem geradas pela queima de combustvel, mas pelo calor que se desprende no processo de oxidao dos elementos que constituem a carga de gusa lquido. Por outro lado, as desvantagens so: impossibilidade de trabalhar com sucata, perda de metal por queima, dificuldade de controlar o processo com respeito quantidade de carbono, presena de considervel quantidade de xido de ferro e de gases, que devem ser removidos durante o vazamento. Dos conversores, saem aos usados na fabricao de chapas, tubos soldados, perfis laminados, arames. Fornos eltricos nos fornos eltricos que se transforma sucata em ao. Por esse processo, transforma-se energia eltrica em energia trmica, por meio da qual ocorre a fuso do gusa e da sucata, sob condies controladas de temperatura e de oxidao do metal lquido. um processo que permite, tambm, a adio de elementos de liga que melhoram as propriedades do ao e lhe do caractersticas excepcionais. Por causa disso, esse o melhor processo para a produo de aos de qualidade. Os fornos eltricos so basicamente de dois tipos: a arco eltrico e de induo. O forno a arco eltrico constitudo de uma carcaa de ao feita de chapas grossas soldadas ou rebitadas, de modo a formar um recipiente cilndrico com fundo abaulado. Essa carcaa revestida na parte inferior (chamada soleira) por materiais refratrios, de natureza bsica (dolomita ou magnesita) ou cida (slica), dependendo da carga que o forno vai processar. O restante do forno revestido com tijolos refratrios silicosos. Os eletrodos responsveis, juntamente com a carga metlica, pela formao do arco eltrico esto colocados na abbada (parte superior) do forno. A carga de um forno a arco constituda, basicamente, de sucata e fundente (cal). Nos fornos de revestimento cido, a carga deve ter mnimas quantidades de fsforo e enxofre. Nos fornos de revestimento bsico, a carga deve ter quantidades bem pequenas de silcio. Durante o processo, algumas reaes qumicas acontecem: a oxidao, na qual oxidam-se as impurezas e o carbono, a desoxidao, ou retirada dos xidos com a ajuda de agentes desoxidantes, e a dessulfurao, quando o enxofre retirado. um processo que permite o controle preciso das quantidades de carbono presentes no ao. O forno de induo, tambm processa sucata. O conjunto que compe esse forno formado de um gerador com motor de acionamento, uma bateria de condensadores e uma cmara de aquecimento. Essa cmara basculante e tem, na parte externa, a bobina de induo. O cadinho feito de massa refratria socada dentro dessa cmara, onde a sucata se funde por meio de calor produzido dentro da prpria carga. Para a produo do ao, liga-se o forno, e os pedaos de sucata que devem ser de boa qualidade vo sendo colocados dentro do forno, medida que a carga vai sendo fundida. 5

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Tipo forno

de

Combustvel

Tipo de carga

Capacidade de carga

Vantagens

Desvantagens Impossibilidade de controle do teor de carbono. Elevado teor de xido de ferro e nitrognio no ao. Gera poeira composta de xido de ferro, gases e escria. O gusa deve ter baixo teor de silcio e enxofre. Elevado teor de xido de ferro e nitrognio no ao. Gera poeira composta de xido de ferro, gases e escria. Gera poeira composta de xido de ferro, gases e escria.

Conversor Bessemer

Injeo de ar comprimido.

Gusa lquido.

10 a 40 ton.

Ciclo curto de processamento (10 a 20 minutos).

Conversor Thomas

Injeo de ar comprimido.

Gusa lquido, cal.

Em torno de 50 ton.

Alta capacidade de produo. Permite usar gusa com alto teor de fsforo. Mnima contaminao por nitrognio. Temperaturas mais altas. Rigoroso controle da composio qumica. Bom aproveitamento trmico. Fuso rpida. Excluso de gases. Alta eficincia.

Conversor LD

Injeo de oxignio puro sob alta presso.

Gusa lquido, cal. Sucata de ao + gusa, minrio de ferro, cal.

100 ton.

Forno a arco eltrico.

Calor gerado por arco eltrico.

40 a 70 ton.

Pequena capacidade dos fornos. Custo operacional.

Forno de induo

Calor gerado por corrente induzida dentro da prpria carga.

Sucata de ao.

Em torno de 8 ton.

Pequena capacidade dos fornos. Custo operacional.

Ao comum O ao mais comum que existe o ao-carbono, uma liga de ferro com pequenas quantidades de carbono (mximo 2,11%) e elementos residuais, ou seja, elementos que ficam no material metlico aps o processo de fabricao. Dentro do ao, o carbono, juntando-se com o ferro, forma um composto chamado carbeto de ferro (Fe3C), uma substncia muito dura. Isso d dureza ao ao, aumentando sua resistncia mecnica. Por outro lado, diminui sua ductilidade, sua resistncia ao choque e soldabilidade, e torna-o difcil de trabalhar por conformao mecnica. Esse tipo de ao constitui a mais importante categoria de materiais metlicos usada na construo de mquinas, equipamentos, estruturas, veculos e componentes dos mais diversos tipos, para os mais diferentes sistemas mecnicos.

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Aos ligados Os aos-liga ou aos especiais so obtidos mediante a adio e dosagem de certos elementos ao ao-carbono quando esse est sendo produzido. Os principais elementos que adicionam-se aos aos so os seguintes: alumnio (Al), mangans (Mn), nquel (Ni), cromo (Cr), molibdnio (Mo), Vandio (V), Silcio (Si), cobre (Cu), cobalto (Co) e tungstnio (W). Com a adio desses elementos, de forma isolada ou combinada em porcentagens variveis, fabrica-se uma enorme variedade de aos-liga, cada qual com suas caractersticas e aplicaes. Por exemplo, os aos normalmente utilizados para fabricar ferramentas de corte so conhecidos pelo nome de aos rpidos. Esses aos apresentam, em sua composio, porcentagens variveis de cromo, tungstnio, vandio, cobalto, mangans e molibdnio. Por sua vez, os aos inoxidveis apresentam de 12 a 17% de cromo em sua composio, alm de porcentagens 7

Tecnologia Mecnica variveis de silcio, mangans e nquel.De um modo geral, ao introduzir elementos de liga nos aos visa-se aos seguintes objetivos:alterar as propriedades mecnicas;aumentar a usinabilidade;aumentar a temperabilidade;conferir dureza a quente; umentar a capacidade de corte;conferir resistncia ao desgaste;conferir resistncia corroso;conferir resistncia oxidao (ao calor);modificar as caractersticas eltricas e magnticas. Na tabela, a seguir, so mostrados os efeitos dos elementos de liga mais comuns, que so incorporados nos aos especiais, considerando a influncia que eles exercem em algumas propriedades que os aos especiais devam apresentar.

Elementos de liga

Influncia na estrutura Refina o gro. Diminui a velocidade de transformao na estrutura do ao. Estabiliza os carbonetos. Ajuda a criar microestrutura dura por meio de tmpera. Diminui a velocidade de resfriamento. Forma carbonetos. Acelera o crescimento dos gros.

Influncias propriedades

nas

Aplicaes Ao para construo mecnica. Ao inoxidvel. Ao resistente a altas temperaturas.

Produtos

Nquel

Aumento da resistncia trao. Alta ductilidade.

Peas para automveis. Utenslios domsticos. Caixas para tratamento trmico.

Mangans

Aumento da resistncia mecnica e temperabilidade da pea. Resistncia ao choque. Aumento da resistncia corroso e oxidao. Aumento da resistncia a altas temperaturas. Alta dureza ao rubro. Aumento de resistncia trao. Aumento de temperabilidade. Maior resistncia mecnica. Maior tenacidade e temperabilidade. Resistncia fadiga abraso. Aumento da dureza. Aumento da resistncia a altas temperaturas. Aumento da dureza. Resistncia trao. Resistncia corroso e eroso. Aumento da resistncia oxidao em temperaturas elevadas. Melhora da temperabilidade e de resistncia trao.

Ao construo mecnica.

para

Peas para automveis e peas para uso geral em engenharia mecnica.

Cromo

Aos para construo mecnica. Aos-ferramenta. Aos inoxidveis. Aos-ferramenta. Ao cromo-nquel. Substituto do tungstnio em aos rpidos.

Produtos para a indstria qumica; talheres; vlvulas e peas para fornos. Ferramentas de corte.

Molibdnio

Influncia na estabilizao do carboneto.

Ferramentas de corte.

Vandio

Inibe o crescimento dos gros. Forma carbonetos. Forma carbonetos muito duros. Diminui a velocidade das transformaes. Inibe o crescimento dos gros. Forma carbonetos (fracamente).

Aos cromovandio.

Ferramentas de corte.

Tungstnio

Aos rpidos. Aos-ferramenta.

Ferramentas de corte.

Cobalto

Aos rpidos. Elemento de liga em aos magnticos. Aos com alto teor de carbono. Aos para fundio em areia.

Lminas de turbina de motores a jato.

Silcio

Auxilia na desoxidao. Auxilia na grafitizao. Aumenta a fluidez.

Peas fundidas.

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Tecnologia Mecnica Os ferros fundidos, os aos-carbono e os aos-liga podem ser identificados por processos qumicos (anlises qumicas) ou por meio da prova da centelha, que um processo fsico. Sistema de classificao dos aos Dada a grande variedade de tipos de ao, criaram-se sistemas para a sua classificao. A classificao mais generalizada a que considera a composio qumica dos aos e, entre os sistemas de classificao conhecidos, destacam-se o do American Iron and Steel Institute (AISI) (Institudo Americano de Ferro e Ao) e o da Society of Automotive de Engineers (SAE) (Sociedade Automotiva de Engenheiros), alm do sistema da Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT).A tabela a seguir mostra classificao dos aos, segundo os sistemas SAE e AISI. Ela deve ser consultada quando necessrio.Designao SAE 10 XX 11 XX 13 XX 23 XX 25 XX 31 XX 33 XX 40 XX 41 XX AISI C 10 XX C 11 XX 13 XX 23 XX 25 XX 31 XX E 33 XX 40 XX 41 XX de Mo aos-nquel-cromo-molibdnio com 1,82% de Ni; 0,50% ou 0,80% de Cr e 43 XX 46 XX 48 XX 50 XX 51 XX 511 XX 521 XX 61 XX 43 XX 0,25% de Mo 46 XX 48 XX 50 XX 51 XX E 511 XX E 521 XX 61 XX mnimo aos-nquel-cromo-molibdnio com 0,55% de Ni; 0,50% ou 0,65% de Cr e 86 XX 86 XX 0,20% de Mo aos-silcio-mangans com 0,65%, 0,82%, 0,85% ou 0,87% de Mn; 1,40% ou 92 XX 93 XX 98 XX XX B XX 92 XX 2% de Si; 0%; 0,17%; 0,32% ou 0,65% de Cr 93 XX 98 XX XX B XX aos-nquel-molibdnio com 3,25% de Ni; 1,20% de Cr e 0,12% de Mo aos-nquel-cromo-molibdnio com 1% de Ni; 1,20% de Cr e 0,12% de Mo aos-boro com 0,0005% de B no mnimo aos-nquel-cromo-molibdnio com 1,05% de Ni; 0,45% de Cr e 0,20% de Mo aos-nquel-molibdnio com 3,50% de Ni e 0,25% de Mo aos-cromo com 0,27%; 0,40% ou 0,50% de Cr aos-cromo com 0,80% a 1,05% de Cr aos de mdio cromo para rolamentos com 1,02% de Cr aos de alto cromo para rolamentos com 1,45% de Cr aos-cromo-vandio com 0,80% ou 0,95% de Cr e 0,10% ou 0,15% de V no aos ao carbono comuns aos de fcil usinagem com alto teor de enxofre aos ao mangans com 1,75% de Mn aos-nquel com 3,5% de Ni aos-nquel com 5% de Ni aos-nquel-cromo com 1,25% de Ni e 0,65% de Cr aos-nquel cromo com 3,5% de Ni e 1,57% de Cr aos-molibdnio com 0,25% de Mo aos-cromo-molibdnio com 0,50% ou 0,95% de Cr e 0,12%; 0,20% ou 0,25% Tipo de ao

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Tratamentos trmicosTratar termicamente um ao significa aquec-lo em velocidade adequada, mant-lo em temperatura por um tempo suficiente para que ocorram as transformaes e resfri-lo em um meio adequado de modo a adquirir as propriedades desejadas.O Tratamento Trmico uma das etapas finais de confeco de ferramentas. Normalmente erros anteriores ao Tratamento Trmico, se manifestam nesta etapa. Quebra precoce de uma ferramenta nem sempre est associada ao tratamento trmico. Esta, pode estar associada ao projeto, uso do material incorreto ou no - conforme, usinagem incorreta ou uso inadequado da ferramenta.Os tratamentos trmicos so divididos em duas classificaes: Tratamentos termo fisicos - So os tratamentos trmicos baseados em processos que envolvam o aquecimento de peas somente com calor, sem adio de elementos qumicos na superfcie do ao. Tratamentos termoqumicos - So os tratamentos trmicos baseados em processos que, alm de evolver calor, existe a adio de elementos qumicos na superfcie do ao. Tratamentos termo fsicos REVENIMENTO (ALVIO DE TENSES) Tratamento trmico que objetiva reduzir o nvel de tenses residuais, principalmente aps uma usinagem de grande retirada de massa e soldagem. Aplicado nos aos temperados, IMEDIATAMENTE APS A TMPERA, a temperaturas inferiores a crtica, resultando em modificao da estrutura obtida na tmpera. A alterao estrutural que se verifica no ao temperado conseqncia do revenido melhora a DUCTLIDADE, reduzindo os valores de dureza e resistncia a trao, ao mesmo tempo em que as tenses internas so aliviadas ou eliminadas. Dependendo da temperatura em que se processa o revenido, a modificao estrutural to intensa que determinados aos adquirem melhor condio de usinabilidade.

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Tecnologia Mecnica NORMALIZAO Tratamento trmico, atravs do qual determinados aos, aps a austenitizao, so resfriados ao ar. RECOZIMENTO Tratamento trmico que consiste no aquecimento temperatura crtica, permanncia durante tempo pr-determinado e resfriamento controlado.

Recozimento para recristalizao Tratamento trmico, atravs do qual o material recristaliza-se, resultando uma estrutura com novos gros, o tamanho de gro dessa estrutura pode ser maior ou menor que o original em funo do ciclo trmico e do grau de encruamento. Recozimento pleno Tratamento trmico no qual os aos aps austenitizao e homogeneizao qumica, so resfriados lentamente, normalmente dentro do forno, a microestrutra obtida est prevista no diagrama Fe-C. Recozimento para alvio de tenses Este tratamento tem o objetivo de eliminar concentraes de tenses oriundas de processos de usinagem, conformao, solda ou outros processos onde existam acmulo de tenses.

TMPERA E REVENIDO Tratamento trmico que tem como objetivo a obteno de uma microestrutura que proporcione propriedades de DUREZA e RESISTNCIA MECNICA elevadas. A pea a ser temperada aquecida temperatura de austenitizao e em seguida submetida a um resfriamento brusco, ocorrendo aumento de dureza. Durante o resfriamento, a queda de temperatura promove transformaes estruturais que acarretam o surgimento de tenses residuais internas. Sempre aps a tmpera, temos que realizar o revenimento, para a transformao da martensita em martensita revenida.

Tmpera por chama Aquecimento provm de chama direcionada pea, atravs de maarico ou outro instrumento, podendo assim ser parcialmente temperada. Tmpera por induo O aquecimento obtido por induo eltrica, seguida de um resfriamento brusco, normalmente em gua. Tmpera superficial Aquecimento somente da superfcie atravs de induo ou chama at a austenitizao, seguida de um resfriamento rpido. Tmpera total Aquecimento total da pea at temperatura de austenitizao seguida de resfriamento, em meio pr-determinado.

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Tratamentos termoqumicos NITRETAO Tratamento termoqumico de endurecimento superficial, baseado na introduo de nitrognio em sua superfcie. O processo se realiza, expondo a pea em uma atmosfera do forno rica em nitrognio. CARBONITRETAO Tratamento termoqumico, em que se promove o enriquecimento superficial simultneo com carbono e nitrognio. CEMENTAO Tratamento termoqumico de endurecimento superficial, baseado na introduo de carbono na superfcie. O processo realizado com a exposio do ao em uma atmosfera rica em carbono livre.

Cementao Gasosa O processo realizado em fornos com atmosfera controlada, onde o potencial de carbono est acima de 0,5%. Cementao Lquida O processo realizado em banhos lquidos, com sais fundidos (Banho de Sal). Cementao Slida (Em Caixa) O processo realizado em peas cobertas com material slido, rico em carbono.

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Ferro FundidoO ferro fundido obtido no forno cubil usando como matria -prima o ferro gusa e sucatas de ao e ferros fundidos (fofos). um forno vertical cilndrico revestido de tijolos refratrios e equipado com ventaneiras na parte inferior.A carga, que feita por uma abertura lateral, na parte superior e consiste de ferro gusa, sucatas de ferro fundido e ao, carvo coque e calcrio. Essas matrias-primas so depositadas em camadas alternadas. O metal fundido se rene no fundo do forno, de onde escoado pela bica a determinados intervalos de tempos. A escria previamente retirada por outro orifcio situado em um nvel mais alto. O fundo do forno cubil tambm pode ser removido para a limpeza e reparao da sola. Tipos de ferros fundidos Os ferros fundidos sao ligas de ferro e carbono com teores elevados de silcio e tambm sendo fabricados a partir do ferro-gusa. Neste caso, o carbono esta presente em teores situados entre 2 e 4,5%. O ferro fundido e o que chamamos de uma liga ternria. Isso quer dizer que ele e composto de trs elementos: ferro, carbono (2 a 4,5%) e silcio (1 a 3%). Existe ainda o ferro fundido ligado,ao qual outros elementos de liga so acrescentados para dar alguma propriedade especial a liga bsica. Dependendo da quantidade de cada elemento e da maneira como o material e resfriado ou tratado termicamente, o ferro fundido ser cinzento, branco, malevel ou nodular. O que determina a classificao em cinzento ou branco e a aparncia da fratura do material depois de seu resfriamento. Essa aparncia, por sua vez, e determinada pela forma como o carbono se apresenta depois que a massa metlica solidica. No ferro fundido cinzento, o carbono se apresenta sob a forma de grata, semelhante `a grate dos lpis comuns, em ocos ou laminas, que da a cor acinzentada ao material. Como o silcio favorece a decomposio da cementita em ferro e grata, esse tipo de liga ferrosa apresenta um teor maior de silcio (ate 2,8%). Outro fator que auxilia na formao da grata e o resfriamento lento. Os ferros fundidos cinzentos apresentam boa usinabilidade e grande capacidade de amortecer vibraes. So empregados nas industrias automobilstica, de equipamentos agrcolas e de maquinas e, na mecnica pesada, na fabricao de blocos e cabeotes de motor, suportes, barras e barramentos para maquinas industriais. 13

Tecnologia Mecnica O ferro fundido branco e formado no processo de solidicacao, quando no ocorre a formao da grata e todo o carbono ca na forma de carboneto de ferro (cementita). Da, sua cor clara. Para que isso acontea, tanto os teores de carbono quanto os de silcio devem ser baixos e a velocidade de resfriamento deve ser maior. Nos ferros fundidos brancos ligados, elementos como o cromo, o molibdnio e o vandio funcionam como estabilizados dos carbonetos, aumentando a dureza.Por causa da elevada dureza, os ferros fundidos brancos so frgeis, embora tenham uma grande resistncia `a compresso, ao desgaste e `a abraso. Essa resistncia e dureza se mantm mesmo em temperaturas elevadas. Por isso, esse tipo de material ferroso e empregado em equipamentos de manuseio de terra, minerao e moagem, rodas de vages e revestimentos de moinhos. O ferro fundido malevel e um material que rene as vantagens do ao e as do ferro fundido cinzento. Assim, ele tem, ao mesmo tempo, alta resistncia mecnica a alta uidez no estado lquido, o que permite a produo de pecas complexas e nas. O ferro fundido malevel e produzido a partir de um ferro fundido branco submetido a um tratamento trmico, por varias horas, que torna as pecas fabricadas com este material mais resistentes ao choque e `as deformaes. Dependendo das condies do tratamento trmico, o ferro pode apresentar o ncleo preto ou branco. O ferro fundido nodular, apresenta partculas arredondadas de grata. Isso e obtido com a adio de elementos, como o magnsio, na massa metlica ainda lquida. Com o auxlio de tratamentos trmicos adequados, esse material pode apresentar propriedades mecnicas, como a ductilidade, a tenacidade, a usinabilidade e as resistncias mecnica e `a corroso, melhores do que as de alguns aos-carbono. Devido ao menor custo de processamento, esta substituindo alguns tipos de aos e ferros fundidos maleveis na maioria de suas aplicaes. a tabela abaixo apresenta algumas informaes a respeito dos ferros fundidos.

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AlumnioO alumnio e um metal retirado de um minrio chamado bauxita, que existe em grande quanti dade na natureza. Na verdade, cerca de 8% da crosta terrestre so constitudos pelo alumnio. Isso o torna o metal mais abundante no nosso planeta. Quando comparamos sua historia com a do ferro ou do cobre, descobrimos que sua utilizao e muito recentemente. Ela s se tornou realidade com o desenvolvimento tecnolgico proporcionado pela Revoluo Industrial. Atualmente, seu volume de produo e maior do que o de todos os outros metais nao-ferrosos juntos. O processo de obteno do alumnio e constitudo por duas etapas: Obteno da alumina; Obteno do alumnio. Apos a obteno do minrio (bauxita), so retiradas impurezas da bauxita para que sobre somente a alumina. Para isso, a bauxita e triturada em moinho especifico e misturada com uma soluo de soda caustica no digestor. Dessa forma, a alumina e dissolvida, a slica contida na pasta e eliminada, mas as outras impurezas no. Ento, elas so separadas por processos de sedimentao e ltragem no decantador e no ltro .prensa respectivamente. A soluo resultante, chamada aluminato de sdio, e colocada em um precipitador e, nesse processo, obtm-se a alumina hidratada. Nesse ponto, a alumina hidratada pode seguir um entre dois caminhos: pode ser usada como esta ou ser levada para os calcinadores. No primeiro caso, ser matria-prima para produtos qumicos, como o sulfato de alumnio, usado no tratamento da gua e na industria de papel. Poder ser empregada, tambm, na produo de vidros, corantes e cremes dentais. O aluminato de sdio e matria-prima no s para a produo de alumnio, mas tambm de abrasivos, refratrio, isoladores trmicos, tintas e cermicos de alta tecnologia. Na seqncia do processo de produo do alumnio, o aluminato de sdio precisa perder a gua que se encontra quimicamente combinada em seu interior. Tal processo acontece nos calcinadores nos quais e aquecido a temperaturas entre 1000oC e 1300oC formando a alumina (Al2O3). Para se obter o alumnio e preciso retirar esse oxignio que esta dentro da alumina. Como essa ligao do oxignio com o alumnio e muito forte, e impossvel separ-lo utilizando os redutores conhecidos, como o carbono, por exemplo, que e usado na reduo do ferro. Esse foi o problema que impediu o uso desse metal ate pouco mais de cem anos atrs. E isso foi resolvido com a utilizao de fornos eletrolticos. O processo funciona da seguinte forma: a alumina e dissolvida dentro dos fornos eletrolticos em um banho qumico `a base de uoretos. Os fornos so ligados a um circuito eltrico, em serie, que fornece corrente contnua. No momento em que a corrente eltrica passa atravs do banho qumico, ocorre uma reao e o alumnio se separa da soluo e libera o oxignio. O alumnio lquido se deposita no fundo do forno e e aspirado a intervalos regulares por meio de sifes. Depois disso, ele ser resfriado sob a forma lingotes, barras ou tarugos para ser utilizado na

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Tecnologia Mecnica industria de transformao. O uxograma a seguir apresenta todo o processo citado anteriormente. O processo para obteno do alumnio e um processo caro. Para produzir 1kg de alumnio precisa-se de tanta eletricidade quanto para deixar 250 lmpadas de 100W acesas durante uma hora. Este fato explica porque e to interessante reciclar alumnio. Para reciclar sucata de alumnio, basta aquec-la ate a temperatura de fuso que e 660oC. O alumnio derretido e transformado em lingotes e vendidos `as industrias que o utilizam. O alumnio puro (aquele que possui 99% ou mais de alumnio), apesar de ter muitas qualidades desejveis, e realmente fraco e no responde aos tratamentos trmicos. A no ser onde a resistncia e secundaria recorre-se ao alumnio puro. Tais caractersticas o tornam indicado para a fabricao de laminados muito nos, embalagens, latinhas de bebidas, recipientes para a industria qumica, cabos e condutores eltricos. Para melhorar ou modicar as propriedades do alumnio, adicionam-se a ele um ou mais elementos qumicos formando suas ligas. Isso acontece depois que o alumnio puro e liquefeito sai do forno eletroltico e vai para o forno de espera onde o elemento e adicionado. Os principais elementos de liga adicionados ao alumnio so: cobre, mangans, silcio, magnsio,zinco e estanho. A tabela a seguir apresenta as caractersticas das principais ligas de alumnio.

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CobreInicialmente, por causa da cor e da possibilidade de trabalhar o metal a frio, o homem deve ter usado o cobre principalmente para fazer objetos de adorno; brincos, colares, pulseiras. Depois, percebendo as enormes possibilidades do material, passou a fabricar outros tipos de objetos: vasilhas, tacas, armas e ferramentas. No antigo Egito, por exemplo, cunhas e serras feitas de cobre foram usadas na construo das pirmides. E encontrado na natureza em estado nativo e combinado formando minrios que podem ser xidos ou sulfetos, conforme aparea associado ao oxignio ou ao enxofre. Os principais minrios de cobre calcosita (sulfeto de cobre) e calcopirita (sulfeto duplo de ferro e cobre), cuprita (oxido de cobre). O tratamento metalrgico consiste simplesmente na reduo do minrio. Esta reduo e feita em forno de cuba, onde reduz o minrio com combustvel e fundente. Quando se trata o minrio sulfurado, o processo consiste numa ustulacao (aquecimento do minrio sem fuso) que elimina o enxofre. Em seguida procede-se a reduo, obtendo-se o cobre bruto que posteriormente deve ser renado. O cobre e um metal nao-ferroso e no magntico que se funde a 1080oC e, depois da prata, e o melhor condutor de eletricidade e calor. E um metal ductil e malevel que pode ser laminado a frio ou a quente. Ao ser laminado a frio, estirado ou estampado, adquire um endurecimento supercial que aumenta sua resistncia, porem diminui sua maleabilidade. Isso o torna mais frgil, o que e corrigido com o tratamento trmico. Em contato com o ar seco e em temperatura ambiente, o cobre no sofre alteraes, isto e, no se oxida. Em contato com o ar mido, no entanto, ele se recobre de uma camada esverdeada popularmente conhecida por azinhave, ou zinabre (hidrocarbonato de cobre). O zinabre impede a oxidao do cobre, mas e prejudicial sade. Por isso, recomenda-se lavar as mos sempre que se manusear pecas de cobre. O cobre e um metal relativamente escasso. Ha somente 0,007% de cobre na crosta terrestre e, como vem sendo usado ha milhares de anos, seu custo e alto em relao a outros metais mais abundantes. Por isso, para muitas aplicaes o cobre vem sendo substitudo pelo alumnio. Por suas caractersticas, o cobre e usado nas seguintes aplicaes: componentes de radar, enrolamento de rotores para geradores e motores, trilhas de circuitos impressos, caldeiras, tachos,alambiques, tanques, cmaras de esterilizao, permutadores de calor, radiadores e juntas para industria automotiva, pecas para aparelhos de ar condicionado e refrigeradores, condutores para gs e guas pluviais, etc. Pode ser usado como elemento de liga, geralmente adicionado para aumentar a resistncia ` corroso. E o caso, por exemplo, do ao ao carbono: adiciona-se cobre ao ao quando se deseja melhorar sua resistncia a corroso. Em relao ao alumnio, a adio de cobre confere a essa liga maior resistncia mecnica.Para melhorar as suas propriedades podem ser adicionados elementos de ligas que lhe conferem caractersticas diferenciadas. As principais ligas de cobre so: bronze, lato e ligas de cobre-nquel. 17

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Processos de conformao mecnicaSo aqueles que alteram a geometria do material (forma) por deformao plstica, atravs de foras aplicadas da matria; por ferramentas na adequadas, que podem de variar controle desde das pequenas matrizes at grandes cilindros. As vantagens com este processo so muitas: bom aproveitamento rapidez execuo; possibilidade propriedades mecnicas; e possibilidade de grande preciso e tolerncia dimensional. importante observar, entretanto, que o ferramental e os equipamentos possuem um custo muito elevado, exigindo grandes produes para justificar o processo economicamente. Quando o processo de conformao da pea mecnica realizado com o material no estado slido, aplicando-se esforos que provocam tenses abaixo da tenso limite de resistncia desse material, definimos esse processo como sendo realizado por conformao plstica ou seja, o material metlico trabalhado dentro de sua regio plstica. A temperatura na qual o material da pea conformado, apresenta uma importncia elevada pois dependendo do seu valor, ocorrero mudanas metalrgicas que tornando o material mais dctil, facilitaro seu processamento, alm de melhorarem seu comportamento para uso posterior. Os processos amplamente usados em fabricao de peas metlicas e que se enquadram nesta definio so: Laminao Extruso Trefilao Forjamento Estampagem LAMINAO: conjunto de processos em que se faz o material passar atravs da abertura entre cilindros que giram (tipo massa de pastel), reduzindo a seo transversal; os produtos podem ser placas, chapas, barras de diferentes sees, trilhos, perfis diversos, anis e tubos.

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Tecnologia Mecnica Laminadores Um laminador consiste basicamente de cilindros (ou rolos), mancais, uma carcaa chamada de gaiola ou quadro para fixar estas partes, e um motor para fornecer potncia aos cilindros e controlar a velocidade de rotao. As foras envolvidas na laminao podem facilmente atingir milhares de toneladas, portanto necessria uma construo bastante rgida, alm de motores muito potentes para fornecer a potncia necessria. Dessa forma, o custo de uma moderna instalao de laminao da ordem de milhes de dlares e so consumidas muitas horas de projetos, uma vez que esses requisitos so multiplicados para as sucessivas cadeiras de laminao contnua (chamado de tandem mill). Os cilindros de laminao so de ao fundido ou forjado. Compoem-se de trs partes (ver figura abaixo): a mesa, onde se realiza a laminao, e pode ser lisa ou com canais; os pescoos, onde se encaixam os mancais; e os trevos ou garfos de acionamento. Os cilindros so aquecidos pelo material laminado a quente e de grande importncia um resfriamento adequado deles, usualmente atravs de jatos de gua.

FORJAMENTO Processo de conformao por esforos compressivos fazendo o material assumir o contorno da ferramenta conformadora, chamada matriz ou estampo. Moedas, parafusos, ncoras e virabrequins esto entre os produtos do forjamento. Forjamento o nome genrico de operaes de conformao mecnica efetuadas com esforo de compresso sobre um material dctil, de tal modo que ele tende a assumir o contorno ou perfil da ferramenta de trabalho. Na maioria das operaes de forjamento emprega-se um ferramental constitudo por um par de ferramentas de superfcie plana ou cncava, denominado matriz ou estampo. A maioria das operaes de forjamento executada a 19

Tecnologia Mecnica quente; contudo, uma grande variedade de peas pequenas, tais como parafusos, pinos, porcas, engrenagens, pinhes, etc., so produzidas por forjamento a frio. O forjamento o mais antigo processo de conformar metais, tendo suas origens no trabalho dos ferreiros de muitos sculos antes de Cristo. A substituio do brao do ferreiro ocorreu nas primeiras etapas da Revoluo Industrial. Atualmente existe um variado maquinrio de forjamento, capaz de produzir peas das mais variadas formas e tamanhos, desde alfinetes, pregos, parafusos e porcas, at rotores de turbinas e asas de avio. Forjamento em Matriz Aberta (Forjamento Livre) O material conformado entre matrizes

planas ou de formato simples, que normalmente no se tocam . usado geralmente para fabricar peas grandes, com forma relativamente simples (por exemplo, eixos de navios e de turbinas, ganchos, correntes, ncoras, alavancas, excntricos, ferramentas agrcolas, etc.) e em pequeno nmero; e tambm para pr-conformar peas que sero submetidas posteriormente a operaes complexas.

Forjamento em Matriz Fechada O material conformado entre duas metades de matriz que possuem, gravadas em baixo-relevo, impresses com o formato que se deseja fornecer pea (ver figura ao lado). A deformao ocorre sob alta presso em uma cavidade fechada ou semifechada, permitindo assim, obter-se peas com tolerncias dimensionais melhores do que no forjamento livre. Nos casos em que a deformao ocorre dentro de uma cavidade totalmente fechada, sem zona de escape, fundamental a preciso na quantidade fornecida de material: uma quantidade insuficiente implica falta de enchimento da cavidade e falha no volume da pea; um excesso de material causa sobrecarga no ferramental, com probabilidade de danos ao mesmo e ao maquinrio. Dada a dificuldade de dimensionar a quantidade exata fornecida de material, mais comum empregar um pequeno excesso. As matrizes so providas de uma zona oca especial para recolher o material excedente ao trmino do preenchimento da cavidade principal. O material excedente forma uma faixa estreita (rebarba) em torno da pea forjada. A rebarba exige uma operao posterior de corte (rebarbao) para remoo. 20

Tecnologia Mecnica Os equipamentos mais empregados incluem duas classes principais: (a) Martelos de forja, que deformam o metal atravs de rpidos golpes de resistncia mecnica a pontas de eixo, impacto na etc. superfcie do mesmo. Geram deformao irregular nas fibras superficiais, dando grande virabrequins,

(b) Prensas, que deformam o metal submetendo-o a uma compresso contnua com velocidade relativamente baixa. Todas as camadas da estrutura so atingidas, dando maior homogeneidade estrutura da pea.

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Tecnologia Mecnica TREFILAO O processo de trefilao ocorre pelo trao do produto atravs da matriz denominada fieira, sendo normalmente realizado a frio, com sucessivos passes que provocam pequenas redues de seo transversal. A fieira o dispositivo bsico da trefilao e compe todos os equipamentos trefiladores Material: os materiais dependem das exigncias do processo (dimenses, esforos) e do material a ser trefilado. Os mais utilizados so:Carbonetos sinterizados (sobretudo WC) widia, Metal duro,etc. (figura abaixo)Aos de alto C revestidos de Cr (cromagem dura)Aos especiais (Cr-Ni, Cr-Mo, Cr-W, etc.)Ferro fundido brancoCermicos (ps de xidos metlicos sinterizados)Diamante(p/ fios finos ou de ligas duras)

Tais caractersticas fazem com que esse processo seja indicado para a produo de fios, arames e fios-mquina de materiais como o ao, ligas de alumnio, cobre e materiais nobres. Outra aplicao do processo refere-se obteno de barras de diversos perfis com comprimentos limitados s dimenses das instalaes. Como caracterstica peculiar, tais barras apresentam elevada qualidade em termos de forma de sua seo transversal, de duas dimenses e acabamento superficial, garantida pela rigidez do equipamento utilizado e pelas caractersticas de construo das matrizes e da qualidade dos materiais nelas empregados.

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Tecnologia Mecnica EXTRUSO A extruso de peas metlicas um processo amplamente usado para a produo de perfis de diversos materiais como os aos, alumnio e suas ligas e o cobre e suas ligas. O tarugo do material a ser conformado colocado num recipiente e atravs da ao de um mbolo extrudado atravs da matriz que possui a forma e as dimenses do produto desejado. Este processo definido extruso direta, onde o sentido de avano do mbolo o mesmo da sada do produto e usado para a produo de perfis variados, normalmente realizado a quente (temperaturas efetuadas, comprimentos limitados. Na extruso inversa o sentido de avano do mbolo contrrio ao de sada do produto, sendo normalmente empregado para a obteno de tubos e recipientes de ligas de alumnio, realizado a frio ( temperatura ambiente) em prensas mecnicas de impacto, com a obteno de produtos com comprimentos limitados. A qualidade dos produtos obtidos nos diversos processos por extruso garantida pela rigidez alcanada nos conjuntos de dispositivos (mbolos, recipientes) e ferramentas (matrizes) bem como nos equipamentos utilizados (normalmente prensas hidrulicas). Os desvios observados em dimenses e forma dos produtos so causados pela contrao trmica ocorrida nos processos a quente e, em menor intensidade, pela recuperao elstica que ocorre aps a extruso a frio de ligas dcteis. elevadas) devido s grandes redues de seo transversal usando-se prensas hidrulicas horizontais com a obteno de produtos com

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Tecnologia Mecnica ESTAMPAGEM Por estampagem entende-se o processo de fabricao de peas, atravs do corte ou deformao de chapas em operao de prensagem a frio.

Emprega-se a estampagem de chapas para fabricar-se peas com paredes finas feitas de chapa ou fita de diversos metais e ligas. As operaes de estampagem podem ser resumidas em trs bsicas: corte, dobramento e embutimento ou repuxo.

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Tecnologia Mecnica A estampagem da chapa pode ser simples, quando se executa uma s operao, ou combinada. Com a ajuda da estampagem de chapas, fabricam-se peas de ao baixo carbono, aos inoxidveis, alumnio, cobre e de diferentes ligas no ferrosas. Devido s suas caractersticas este processo de fabricao apropriado, preferencialmente, para as grandes sries de peas, obtendo-se grandes vantagens, tais como: Alta produo; Reduzido custo por pea; Acabamento bom, no necessitando processamento posterior; Maior resistncia das peas devido conformao, que causa o encruamento no material Baixo custo de controle de qualidade devido uniformidade da produo e a facilidade para a deteco de desvios. Como principal desvantagem deste processo, podemos destacar o alto custo do ferramental, que s pode ser amortizado se a quantidade de peas a produzir for elevada.

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ROSCAS

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PARAFUSOSA uniao por elementos roscados permite a montagem e a desmontagem dos componentes quando necessario. Existe uma grande variedade de tipos de elementos roscados porem todos possuem uma parte comum que e a rosca. No caso do parafuso, por exemplo, o corpo pode ser cilndrico ou conico, totalmente roscado ou parcialmente roscado. A cabeca pode apresentar varios formatos; porem, h parafusos sem cabeca.

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PORCAS e ARRUELAS

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ANIS ELSTICOS

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CHAVETAS

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ELEMENTOS DE TRANSMISSOCorreias:

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Clculo de rotao

Calcular as rotaes para 1 e 2 estgios.

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Correntes

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ENGRENAGENS

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Clculo de Rotao

Calcular a rpm da engrenagem B,sabendo que A motora e gira a 260 rpm

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RolamentosTipos e finalidades Os rolamentos podem ser de diversos tipos: fixo de uma carreira de esferas, de contato angular de uma carreira de esferas, autocompensador de esferas, de rolo cilndrico, autocompensador de uma carreira de rolos, autocompensador de duas carreiras de rolos, de rolos cnicos, axial de esfera, axial autocompensador de rolos, de agulha e com proteo. Rolamento fixo de uma carreira de esferas o mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais e pequenas cargas axiais e apropriado para rotaes mais elevadas.Sua capacidade de ajustagem angular limitada. necessrio um perfeito alinhamento entre o eixo e os furos da caixa.

Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas Admite cargas axiais somente em um sentido e deve sempre ser montado contra outro rolamento que possa receber a carga axial no sentido contrrio.

Rolamento autocompensador de esferas um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esfrica no anel externo, o que lhe confere a propriedade de ajustagem angular, ou seja, de compensar possveis desalinhamentos ou flexes do eixo.

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Rolamento de rolo cilndrico apropriado para cargas radiais elevadas. Seus componentes so separveis, o que facilita a montagem e desmontagem.

Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos Seu emprego particularmente indicado para construes em que se exige uma grande capacidade para suportar carga radial e a compensao de falhas de alinhamento.

Rolamento autocompensador de duas carreiras de rolos um rolamento adequado aos mais pesados servios. Os rolos so de grande dimetro e comprimento.Devido ao alto grau de oscilao entre rolos e pistas, existe uma distribuio uniforme da carga.

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Rolamento de rolos cnicos Alm de cargas radiais, os rolamentos de rolos cnicos tambm suportam cargas axiais em um sentido.Os anis so separveis. O anel interno e o externo podem ser montados separadamente. Como s admitem cargas axiais em um sentido, torna-se necessrio montar os anis aos pares, um contra o outro.

Rolamento axial de esfera Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora simples e escora dupla) admitem elevadas cargas axiais, porm, no podem ser submetidos a cargas radiais. Para que as esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas, necessria a atuao permanente de uma carga axial mnima.

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Tecnologia Mecnica Rolamento axial autocompensador de rolos Possui grande capacidade de carga axial devido disposio inclinada dos rolos. Tambm pode suportar considerveis cargas radiais. A pista esfrica do anel da caixa confere ao rolamento a propriedade de alinhamento angular, compensando possveis desalinhamentos ou flexes do eixo.

Rolamento de agulha Possui uma seo transversal muito fina em comparao com os rolamentos de rolos comuns. utilizado especialmente quando o espao radial limitado.

Rolamentos com proteo So assim chamados os rolamentos que, em funo das caractersticas de trabalho, precisam ser protegidos ou vedados. A vedao feita por blindagem (placa). Existem vrios tipos. Os principais tipos de placas so:

As designaes Z e RS so colocadas direita do nmero que identifica os rolamentos. Quando acompanhados do nmero 2 indicam proteo de ambos os lados. 49

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