Apostilha de Flauta Transversal - Ccb

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Text of Apostilha de Flauta Transversal - Ccb

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Pesquisa: Eleandro de Lima Lima.eleandro@gmail.com

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SUMRIO INTRODUO.......................................................................................................................................Pag.3 A HISTRIA DA FLAUTA ..................................................................................................................Pag.4 TIPOS DE FLAUTAS ...........................................................................................................................Pag.5 O INCIO NA MSICA .........................................................................................................................Pag.6 RESPIRAO........................................................................................................................................Pag.6 O INCIO NA FLAUTA ......................................................................................................................Pag.10 DICAS PARA TIRAR MAIOR PROVEITO NAS AULAS PRTICAS DE FLAUTA.................Pag.10 TIRANDO OS PRIMEIROS SONS COM O BOCAL.......................................................................Pag.12 MONTAGEM DA FLAUTA ..............................................................................................................Pag.16 POSIO CORRETA PARA SE TOCAR.........................................................................................Pag.17 A ARTICULAO E OS DIFERENTES GOLPES DE LINGUA....................................................Pag.22 O DUPLO GOLPE DE LINGUA .......................................................................................................Pag.22 ESTUDOS PARA SONORIDADE ....................................................................................................Pag.23 ESTUDO DAS ESCALAS ..................................................................................................................Pag.26 TABELA DE DIGITAO PARA FLAUTA ...................................................................................Pag.29 MANUTENO E CUIDADOS COM A FLAUTA TRANSVERSAL........................................... Pag.33 CRONOGRAMA DE ESTUDOS PARA OFICIALIZAO CCB...................................................Pag.37 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................Pag.38

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INTRODUO Este caderno tem como objetivo complementar informaes de extrema relevncia aos estudos da flauta transversal. A flauta transversal um instrumento que o aluno iniciante encontra muita dificuldade em relao embocadura, por se tratar de um instrumento de embocadura livre, por isso, muito importante que o aluno tenha uma iniciao correta de sua embocadura. Outro assunto tambm muito importante a respirao, que precisa ser trabalhada de forma correta para que assim, o aluno possa fazer as frases musicais corretamente, sem ficar cortando as frases a toda hora para respirar. Este caderno aborda tambm assuntos como escalas maiores e exerccios de sonoridade para o aluno ter uma boa embocadura com volume e afinao. As escalas maiores e tambm a escala cromtica so aqui abordadas, no qual o aluno dever estud-las com varias articulaes diferentes. A postura para tocar flauta tambm comentada neste caderno, pois preciso que o aluno tenha conscincia de sua importncia desde o princpio para adquirir o hbito da boa postura. Todas essas informaes foram retiradas dos principais mtodos musicais para flauta, que so hoje usados em conservatrios e escolas de msica. Lembrando ao caro aluno que para ter uma boa formao musical dever tambm se dedicar ao estudo do BONA musical e teoria musical, pois sem uma base forte da parte terica certamente o aluno encontrar maiores dificuldades de leitura musical. Juntando todas as informaes deste caderno, o estudo dos mtodos musicais e a ajuda de seu instrutor tenho certeza que voc caro aluno, ser um grande flautista.

ELEANDRO DE LIMA INSTRUTOR CCB BAIRRO NOVO A CURITIBA 5 DE JANEIRO DE 2009

PARA SE TORNAR UM BOM MSICO NECESSRIO UM POUCO DE TALENTO E INSPIRAO, MUITO ESTUDO E PERSEVERANA, HUMILDADE PARA RECONHECER AS SUAS DEFICINCIAS E MUITO ESFORO PARA VENC-LAS".

4 A HISTRIA DA FLAUTA

A flauta um dos instrumentos de sopro mais antigos e um dos primeiros instrumentos musicais inventado pelo homem. Os historiadores da antiguidade atribuam suas origens obra do acaso ou a personagens da mitologia. A cincia, porm, calcula que tenha surgido h mais de 20.000 anos, a julgar pela anlise de alguns exemplares encontrados, feitos de osso. Provavelmente a flauta foi inventada, paralelamente, por povos distantes, sem nenhum contato entre si, podendo ser comprovado atravs das flautas de bambu ou de argila achadas mo Peru de formas e de sonoridades semelhantes s utilizadas pelos gregos e egpcios. Uma das verses mais aceitas sobre a sua origem a de que o homem primitivo, quando vagava pelos bosques na nsia de imitar os sons dos pssaros, teria aprendido a assobiar. Posteriormente, ouvindo o som produzido pelo vento nos canaviais, tomou um pedao de cana e levando-o aos lbios conseguiu imitar sons semelhantes ao assobio, porm mais fortes. A partir desta descoberta, o homem aperfeioou a flauta de bambu, modificando no s as suas formas, mas tambm a qualidade dos materiais empregados na sua construo. At a primeira metade do sculo XVII, as flautas no possuam nenhum mecanismo. Eram providas apenas de orifcios, e supe-se que a primeira chave(R#) tenha surgido por volta de 1660. At os princpios do sculo XIX verificaram-se poucos progressos. As flautas continuavam com pouca sonoridade e com muitos problemas de afinao, apesar de novas chaves terem sido acrescentadas ao seu mecanismo. Somente por volta de 1840, ela tornou-se realmente, um instrumento quase perfeito, semelhante ao utilizado hoje em dia graas a um mecanismo revolucionrio inventado por Theobald Boehm, flautista, compositor e fabricante de flautas. Esse novo mecanismo, conhecido como sistema Boehm aumentou a extenso da flauta, facilitou o dedilhado, permitindo a execuo de obras de virtuosidade at ento impraticveis com as flautas antigas.

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TIPOS DE FLAUTAS Flautin ou Piccolo

Flauta em D

Flauta contralto em SOL

Flauta Baixo em D

Existe tambm flautas em MIb e flautas Sub-Contrabaixo porm pouco usadas.

6 O INICIO NA MSICA Quando aparece em ns o desejo de estudar Flauta a primeira imagem que vem em nossa cabea a de ns tocando uma flauta com aquele som maravilhoso que agrada a todos que ouvem, porm, muitos no lembram que para isto acontecer preciso muito estudo e dedicao. Pois no apenas pegar o instrumento e sair tocando, preciso que o aluno estude tambm outros assuntos relacionados parte musical. So eles: ABC Musical Introduo teoria Musical BONA Mtodo de Diviso Musical Clave de Sol e de F Teoria Musical Estudar msica exige responsabilidades, no devemos estudar msica porque nossos pais ou nossos avs querem que estudemos. Devemos adquirir gosto pela msica, pelos estudos musicais, sempre dispondo de algum tempo do nosso dia para a prtica musical, pois praticando que conseguimos nos desenvolver musicalmente.

RESPIRAO O simples fato de soprar no significa produzir som. Para que a emisso seja correta, com fluidez e perfeio necessrias boa execuo de uma obra, indispensvel, alm do domnio da tcnica da embocadura um perfeito conhecimento da respirao. A respirao mais recomendada para os instrumentistas de sopro a diafragmtica. Ela permite a execuo de longas frases, o aumento da amplitude do som e a emisso afinada das notas em pianssimo na regio aguda, porque graas a ela os pulmes podem desenvolver toda a sua capacidade e o diafragma pode impulsionar de maneira mais controlada a coluna de ar. Se observarmos algum deitado em decbito dorsal, notaremos que a sua respirao naturalmente diafragmtica. Inspirao: A) Inspirao em trs fases. De p ou sentado, com o busto e a cabea erguidos, exalar todo o ar que puder, contraindo o diafragma, como se este fosse um fole. Imaginar que os pulmes esto divididos em trs partes: base, parte mdia e parte superior. Inspirar lentamente pelo nariz sem levantar os ombros, enchendo

primeiramente a base. Deter a inspirao por alguns segundos e continuar enchendo a parte mdia. Deter novamente a inspirao e encher finalmente a parte superior at esgotar a capacidade pulmonar. Repetir este exerccio vrias vezes, at conscientizar o seu mecanismo.

7 B) Inspirao numa s fase. Inspirar lentamente pelo nariz, enchendo primeiramente a base, em seguida a parte mdia e finalmente a parte superior, at esgotar a capacidade pulmonar. Expirao: Exalar lentamente pela boca contraindo o diafragma e os msculos intercostais. medida que o ar vai sendo expulso, estes voltam posio de repouso, empurrando a coluna de ar. Para melhor compreenso desse mecanismo comparar o trax a um cilindro aberto o diafragma seria representado por um pisto que se desloca de baixo para cima dentro desse cilindro, (fig.01). FIG.01

. . . . . . . FIM DA EXPIRAO ______ POSIO DE REPOUSO _ _ _ _ FIM DA EXPIRAO

8 Outro exemplo seria comparar o trabalho do diafragma com os movimentos de um fole, (fig.02 e 03).

. . . . . . . FIM DA EXPIRAO ______ POSIO DE REPOUSO _ _ _ _ FIM DA EZPIRAO

aconselhado ao aluno, antes de pegar o instrumento, praticar estes exerccios durante alguns minutos num local bem arejado.

Exerccios respiratrios sem o instrumento. Estes exerccios tm como objetivo aumentar a capacidade pulmonar. Por esta razo, indispensvel pratic-los regularmente. Exerccio 1: Este exerccio deve ser feito inicialmente deitado em decbito dorsal, a fim de melhor sentir e controlar os movimentos do diafragma conveniente colocar um livro pesado sobre o ventre.

9 Uma vez compreendido o mecanismo do exerccio, prossegui-lo de p da seguinte maneira: A) Colocar a palma da