As exigências de deus spurgeon

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  • 1. AASS EEXXIIGGNNCCIIAASS DDEE DDEEUUSSCharles Haddon SpurgeonDigitalizao: Levita DigitalA cpia impressa deste livro, no contm os dadossobre edio, capa e ano de lanamento.Lanamento:www.ebooksgospel.com.br

2. AS EXIGNCIAS DE DEUSC. H. Spurgeon"Sabei que o Senhor Deus: foi ele, e no ns, quenos fez povo seu e ovelhas do seu pasto. Entrai pelasportas dele com louvor, e em seus trios com hinos;louvai-o e bendizei o seu nome. Porque o Senhor bom, eeterna a sua misericrdia; e a sua verdade estende-se degerao a gerao." - Salmos 100:3-5E um truque de satans tirar nossas mentes dasquestes mais importantes e essenciais, distraindo-noscom a sugesto de consideraes triviais. Quando asmelhores bnos esto solicitando que as aceitemos, eletrar s nossas mentes as coisas mais insignificantes.Quando Jesus pregava, o diabo tentava distrair a atenohumana atravs de debates sobre dizimar a hortel, oendro e o cominho, alargar as franjas dos vestidos, usarfilactrios, coar mosquitos, e no sei o que mais. Satansempregou esse mtodo junto ao poo de Jac. Quando onosso Senhor falou com a mulher sobre a gua viva, e asalvao de sua alma, o maligno a impeliu a perguntarsobre Gerizim e Sio: "Nossos pais adoraram neste monte,e vs dizeis que em Jerusalm o lugar onde se deveorar".Satans ainda opera com essa mesma astcia.Conhecendo as sutilezas do inimigo, nossaresponsabilidade super-lo, deixando de lado as questestriviais e concentrando-nos nas verdades fundamentais, as 3. pedras principais da f, as realidades da vida eterna, avitalidade da santidade; e essas nos levam a Deus e aCristo, longe da sombra de cerimnias e das nuvens devs especulaes, na direo da rocha eterna e das colinaseternas cujos topos so, aos olhos da f, resplandecidoscom a aurora. Corramos para l, afastemo-nos dasvaidades terrenas, e que o sopro do Esprito nos apresseem direo s realidades do cu, para que demos s coisasessenciais a ateno que lhes devida.Para o que, ento, fomos criados? No conheomelhor resposta do que a do Pequeno Catecismo: "O fimprincipal do homem glorificar a Deus, e goz-10 parasempre" (deleitar-se com Ele). H grande quantidade deteologia e filosofia nessa simples resposta, que nossosvelhos sbios tm colocado na boca de crianas. Se ohomem tivesse permanecido como Deus o fez, teria sidoseu grande prazer glorificar a Deus; fazer a vontade deDeus seria to natural para ns quanto respirar, se notivssemos cado da perfeio original. As criaturas quepermanecem como Deus as fez obedecem Sua vontade -inconscientemente, eu diria, mas onde h conscincia umsupremo prazer acrescentado, o qual torna a conscinciae a boa vontade em maiores bnos.Vejam os planetas - eles no so teimosos; aocontrrio, giram alegremente nas suas trajetriaspredestinadas, porque Deus os ordena a manterem-se nosseus cursos estabelecidos. Olhem as estrelas vigilantes:no fecham seus olhos brilhantes, porm sorriem sobrens de era em era; aquelas sentinelas do cu noextinguem suas luzes, mas continuam brilhando 4. ininterruptamente, porque Deus disse: "Haja luz", e delasa luz h de vir. No ouvimos falar de rebelio entre oscorpos celestes ou de revolta contra a lei que os mantmnos seus cursos celestiais.E onde h inteligncia, contanto que a intelignciapermanea conforme Deus a tem feito, no h revoltacontra a Sua vontade. O poderoso anjo conta como honravoar igual a um relmpago ordem do Eterno. Norebaixa a sua dignidade, no diminui o seu prazer,cumprir as ordens do Altssimo, respondendo voz deSua palavra. Se fssemos hoje aquilo que deveramos ser,seria nosso prazer amar, servir e adorar a nosso Deus, eno necessitaramos de pastores para mover-nos nossaobrigao prazerosa ou para lembrar-nos dasreivindicaes de Jeov. At mesmo a augusta linguagemdo nosso texto no seria necessria para nos exortar aadorar, a nos curvar e a saber que Jeov Deus. Ele nostem feito, e no ns mesmos, portanto devemos exibir essaverdade em toda partcula do nosso ser. Devido as coisasserem como so, no entanto, precisamos ser chamados devolta ao dever e impelidos obedincia, e agora, com aajuda do bom Esprito de Deus, submeteremos nossoscoraes a tal chamado. 5. INO QUE SE BASEIAM ASEXIGNCIAS DE DEUS?1. Sua deidadeAs exigncias (reivindicaes) de Deus baseiam-se,primeiramente, na Sua deidade. "Sabei que o Senhor Deus." Como Matthew Henry disse to apropriadamente,a ignorncia no gera a devoo, porm a ignorncia geraa superstio. O verdadeiro conhecimento gera e fazcrescer a piedade. Realmente conhecer a deidade de Deuse entender o que significa dizer que Ele Deus, terimprimido sobre nossa alma o mais forte argumento paraa obedincia e o louvor.A deidade deu autoridade primeira lei que foidecretada quando Deus proibiu ao homem tocar no frutode certa rvore. Por que Ado no podia colher o fruto?Simples e unicamente porque Deus o proibiu de faz-lo.Se Deus tivesse permitido, teria sido lcito; todavia aproibio de Deus fez com que fosse pecado comer ofruto. Deus no deu nenhuma razo para Ado ao dizer:"porque no dia em que dela comeres, certamentemorrers". Seu mandamento, desde que Ele era Deus, eraa suprema razo, e ter duvidado de Seu direito dedecretar a lei teria sido em si plena rebelio. Deus deveriater sido obedecido simplesmente porque Ele era Deus. Eraum caso onde a introduo de um argumento teriaimplicado indisposio da parte do homem paraobedecer. Ado no poderia desejar mais do que saberque tal e tal coisa era a vontade de Deus. Essa mesmaverdade da deidade a base autoritria da lei moral dos 6. dez mandamentos. Do Sinai, no houve outrareivindicao para obedincia seno esta: "Eu sou oSenhor teu Deus que te tirei da terra do Egito, da casa daservido". Nessa palavra, "Deus", compreendem-se asrazes mais altas, mais importantes e mais justas para ohomem render-se totalmente ao servio divino. Visto queo Senhor Deus deveramos servir-Lhe com alegria, eapresentar-nos a Ele com canto.Foi nessa questo que Deus testou Fara, e Farapode ser visto como uma espcie de representante detodos os inimigos do Senhor. "Assim diz o Senhor Deus deIsrael: deixa ir meu povo." No foi dada nenhuma razo,nenhum argumento, mas simplesmente isto: "Assim diz oSenhor"; ao qual Fara, entendendo perfeitamente ofundamento sobre o qual Deus estava agindo, respondeu:"Quem o Senhor, cuja voz eu ouvirei?". Entoenfrentaram-se um ao outro, Jeov dizendo: "Assim diz oSenhor Deus de Israel: deixa ir meu povo", e Fararespondendo: "No conheo o Senhor, nem to poucodeixarei ir Israel". Sabem como terminou essa refrega.Aquele cntico de Israel ao lado do Mar Vermelho,quando o Senhor dos Exrcitos triunfou gloriosamente, foiuma profecia da vitria que certamente ser de Deus emtodos os conflitos com Suas criaturas, nos quais Seu eternopoder e Sua deidade so assediados.O argumento derivado da deidade no tem sidousado somente com rebeldes arrogantes mas tambm comquestionadores e argu-mentadores. Observem como falaPaulo. Ele confronta a penosa questo da predestinao,questo que nenhum de ns jamais compreender, 7. questo sobre a qual melhor acreditar do que argir, eele topa com isto: "Se tudo acontece como Deus ordena"por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem resiste sua vontade?" O apstolo responde simplesmente: "Mas, homem, quem s tu, que a Deus replicas?". No podehaver rplica contra Deus. Se da Sua vontade, ento queassim seja. E certo, bom porque assim Ele decreta. Ele Deus? Submetam-se. Se no houvesse nenhum outroargumento, nenhuma outra razo, deixem que a deidadeos convena.Ateus, em perodos de tempestade e tumulto, tmencontrado pouca ajuda na sua filosofia; como Fara,estiveram prontos a clamar: "Rogai ao Senhor". Noentanto, a oscilao da terra, ou o cu em chamas, quesignifica isso? O toque de Seu dedo e o relance de Seuolho fariam muito mais. Ele toca as colinas, e elas entramem chamas, mas quanto a Ele mesmo, quem poderentend-10? Adoremos Sua majestade irresistvel, ecurvemo-nos diante dEle, pois o Senhor Deus.2. Somos criao SuaEssa a prxima razo pelas exigncias do Senhor."Foi ele, e no ns, que nos fez." Somos todos o fruto dopoder divino. Esse um fato do qual somos informadospor revelao, todavia tambm um fato com o qualconcorda todo instinto de nossa natureza. Nunca viramuma criana espantar-se ao ouvir pela primeira vez queDeus a fez, pois naquela pequena mente existe um instintoque aceita essa declarao. A teoria de que no somoscriados, mas que somos meros desenvolvimentos domaterialismo, mostra claramente todos os sinais de fico 8. infundada. Certas declaraes so chamadas de axiomas,porque so verdades indiscutveis, porm esse umaxioma reverso, pois uma mentira evidente. No, nonos tornamos como somos por acaso ou pordesenvolvimento. Deus nos fez. Essa crena a maneiramais fcil de escapar de todas as dificuldades, e almdisso, verdade, e tudo dentro de ns nos diz o mesmo.Uma vez que o Senhor nos fez, Ele tem direito a ns.O direito de propriedade que Deus tem no homem provada alm de qualquer argumentao por ns sermosSuas criaturas. O oleiro tem o direito de fazer o vaso parao fim que ele quiser, entretanto ele no tem direito toabsoluto sobre seu barro como Deus tem sobre ns,porque o oleiro no faz o barro; ele faz o vaso do barro,mas o barro j existia no comeo. O Senhor, no nosso caso,tem feito o barro do qual nos tem formado, e portantoestamos totalmente a Seu dispor, e devemos servir-Lhe detodo o nosso corao. Ora, homem, se algum cria umacoisa, ele espera us-la. Se ele cria um instrumento para asua profisso, ele pretende us-lo assim como quiser; e seesse instrumento nunca se dobrasse de acordo com a suavontade, ou fosse til ao seu propsito, ele o descartariarapidamente. assim mesmo com voc. O Senhor que ofez tem direito ao seu servio e sua obedincia. Ser quevoc no reconhecer Seu direito?Considerem o que Ele nos fez. Somos criaturas nadainsignificantes! Quem, seno Deus, poderia fazer umhomem? Rafael pega o lpis na mo e com o toque demestre cria sobre a tela as formas mais magnficas; e oescultor com seu cinzel e seu buril desenvolve beleza 9. extraordi