Assédio Moral e Assédio Sexual na Aprendizagem ?dio-Moral-e-Assédio... · CONTRATO DE TRABALHO a)…

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  • Assdio Moral e

    Assdio Sexual na

    Aprendizagem

    Profissional

    Matheus Florencio Rodrigues

    Assessor Jurdico do INAMARE

    www.inamare.org.br

    Fone: (44) 3026-4233

    Juliana Patricia Sato

    Assessora Jurdica do MPT

    http://www.inamare.org.br/

  • Segundo o dicionrio Houaiss, "assdio" :

    "Insistncia impertinente, perseguio,

    sugesto ou pretenso constantes em

    relao a algum"

    E "assediar" :

    "Perseguir com propostas; sugerir com

    insistncia; ser importuno ao tentar obter

    algo; molestar"

    ASSDIO

  • ASSDIO MORAL

  • CONCEITO:

    ...o assdio moral caracterizado pelas

    condutas abusivas praticadas pelo

    empregador direta ou indiretamente,

    sob o plano vertical ou horizontal, ao

    empregado, que afetem seu estado

    psicolgico. Normalmente, refere-se a

    um costume ou prtica reiterada do

    empregador.

    (CASSAR, Vlia Bomfim. Direito do Trabalho, 8 ed. Mtodo, So

    Paulo: 2013. p. 918).

    ASSDIO MORAL

  • O assdio moral, pode ser exemplificado nas seguintes situaes:

    Repetir a mesma ordem para realizar tarefas simples,

    centenas de vezes, at desestabilizar emocionalmente o(a)

    subordinado(a)

    Sobrecarregar de tarefas ou impedir a continuidade do

    trabalho, negando informaes

    Desmoralizar publicamente

    Rir, a distncia e em pequeno grupo, direcionando os risos ao

    trabalhador

    Ignorar a presena do(a) trabalhador(a)

    Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do

    trabalhador

    Divulgar boatos sobre a moral do trabalhador

    Fonte: Cartilha Assdio Moral e Sexual no Trabalho- MTE, 2013.

  • TRT-PR-03-05-2013 CONDUTA DESIDIOSA DO RECLAMANTE. PRTICA DE

    ASSDIO MORAL POR PARTE DA EMPREGADORA INJUSTIFICVEL. CONDUTA

    QUE EXCEDE O PODER DIRETIVO. O Reclamante no tinha apreo pelo emprego;

    faltava reiteradamente, ora apresentando atestado, ora nada justificando; apresentava

    baixa produtividade, no atingindo as metas razoveis impostas - porque "facilmente"

    atingidas pelos demais, mesmo com as mudanas de carteira. Assim, lgico que a

    Reclamada estava descontente com a conduta desleixada do Reclamante e com a sua

    baixa produtividade, sendo-lhe conveniente que "pedisse a conta", pois as faltas ao

    emprego, alm de lhe desagradarem, acabavam por sobrecarregar as demais equipes.

    Entretanto, a Reclamada, dentro do poder diretivo que possua, poderia adverti-lo,

    suspend-lo ou rescindir o contrato por injusta ou justa causa (observando-se,

    quando a esta, os pressupostos doutrinrios). No poderia, porm, em hiptese

    alguma, destrat-lo, isol-lo, constrang-lo e exp-lo ao ridculo perante os

    demais. As condutas narradas pelas testemunhas trazidas a convite do Reclamante,

    so graves (questionando, como visto, inclusive a orientao sexual do Reclamante) e

    pela sua reiterao, amoldam-se, perfeitamente, definio de assdio moral proposta

    pela doutrina, a saber: uma conduta abusiva praticada pelo empregador ou superior

    hierrquico do empregado, de natureza psicolgica, que atenta contra a dignidade

    psquica do indivduo, de forma reiterada. Tal conduta abusiva do empregador ou de

    superior hierrquico se d atravs da repetio diria, por longo tempo, de gestos,

    atos, palavras, comentrios e crticas hostis e depreciativas a um empregado

    especfico, expondo-o a uma situao vexatria, incmoda e humilhante, incompatvel

    com a tica e com o respeito dignidade da pessoa humana. No se confundem, por

    isso, com o "mero dissabor" ou desentendimento. Recurso da Reclamada a que se

    nega provimento. (TRT-PR-17969-2012-084-09-00-6-ACO-15767-2013 - 7A. TURMA, Relator: UBIRAJARA CARLOS MENDES, Publicado no DEJT em 03-05-2013)

  • No caracteriza assdio moral:

    Situao eventual de humilhao, comentrio depreciativo ou constrangimento;

    Cobranas inerentes atividade, crticas construtivas, avaliaes do trabalho realizadas de forma no vexatria

    Ms condies de trabalho na empresa, por si s.

  • ASSDIO SEXUAL

  • ASSDIO SEXUAL

    CONCEITO:

    ...toda conduta de natureza sexual no

    desejada que, embora repelida pelo

    destinatrio, continuamente reiterada,

    cerceando-lhe a liberdade sexual. (PAMPLONA FILHO, Rodolfo in CASSAR, Vlia Bomfim. Op cit, p.

    920)

    *obs.: No se trata de paquera, namoro, um convite

    para sair efetuado entre colegas de trabalho ou entre

    patro e empregado. Essas condutas, por si s, no

    ensejam o assdio.

  • EXEMPLO DE ASSDIO SEXUAL

    TRT-PR-01-02-2005 DANO MORAL. CONFIGURAO. ASSDIO SEXUAL E OFENSA. Comete dano moral e sujeita-se indenizao, o empregador que tolera que prepostos seus cometam pessoa da empregada assdio sexual e ofensa. A autora foi vtima da lascvia de superior hierrquico, que se utilizava de linguagem chula e imprpria. Alm disso, sendo a reclamante portadora de leucemia e submetida a julgamento moral negativo sobre a sua personalidade extrovertida, foi associada indevidamente a uma personagem de novela televisiva (prostituta), atribuindo-se-lhe o apelido de Capitu cancerosa. A omisso do empregador em reprimir esses eventos implica sua responsabilizao. (TRT-PR-07654-2002-015-09-00-4-ACO-02449-2005, Relator: CELIO HORST WALDRAFF, Publicado no DJPR em 01-02-2005)

  • CONSEQUNCIAS DO ASSDIO NO CONTRATO DE TRABALHO

    a) Resciso indireta O empregado vtima do assdio poder pleitear a ocorrncia da resciso

    indireta na Justia do Trabalho.

    b) Dano moral Poder o empregado pleitear indenizao pecuniria pelo assdio sofrido

    na empresa.

    c) Responsabilizao criminal no caso de assdio sexual (art. 216-A, CP) ART. 216-A, Cdigo Penal, introduzido pela Lei n. 10.224/2001:

    "Constranger algum com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condio de superior hierrquico ou ascendncia inerentes ao exerccio de emprego, cargo ou funo." Pena deteno, de 1 (um) a 2 (dois) anos.

    Pargrafo nico. (VETADO) (Includo pela Lei n 10.224, de 15 de 2001) 2o A pena aumentada em at um tero se a vtima menor de 18

    (dezoito) anos.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/2001/Mv424-01.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/Mensagem_Veto/2001/Mv424-01.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10224.htm

  • d) Demisso por justa causa (caso de assdio praticado por empregado) A Consolidao das Leis do Trabalho autoriza o empregador a demitir por

    justa causa o empregado que cometer falta grave, a exemplo dos comportamentos faltosos listados no seu art. 482, podendo o assdio sexual ou moral cometido no ambiente de trabalho ser considerado uma dessas hipteses.

    e) Ressarcimento dos valores gastos em indenizao pela empresa TRT-PR-30-05-2008 DESCONTO EFETUADO NA RESCISO. DANO CAUSADO PELO

    EMPREGADO CONSISTENTE EM CONDENAO JUDICIAL POR ATO ILCITO (ASSDIO SEXUAL POR INTIMIDAO). Fatos apurados durante a instruo processual em ao de indenizao demonstraram que o Autor praticou atos corporificadores de assdio sexual, fato que determinou a condenao da Reclamada ao pagamento de indenizao na importncia de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Havendo previso no contrato de trabalho de possibilidade de efetuar descontos no salrio em decorrncia de preJuizos causados pelo empregado e demonstrado que o Autor, deliberadamente, praticou ato danoso, deve arcar com o pagamento do "quantum" que resultou de sua prtica ilcita (art. 462, 1, da CLT). Reiteradamente as Cortes Trabalhistas vm se deparando com aes de danos morais onde os empregadores so alertados quanto necessidade de medidas rigorosas para coibir atitudes dessa espcie, como, alis, ficou assentado na sentena da AIND 00031/2006. Portanto, invivel, diante de ato recomendado pelo Judicirio, dizer que este foi abusivo. Recurso do Reclamante a que se nega provimento, mantendo-se a r. sentena que declarou lcito o desconto, na resciso, do valor a que foi condenada a R na ao de indenizao. (TRT-PR-01322-2007-094-09-00-2-ACO-17751-2008 - 1A. TURMA, Relator: UBIRAJARA CARLOS MENDES, Publicado no DJPR em 30-05-2008).

  • ASSDIO MORAL DANO MORAL

    O assdio moral no deve ser confundido com o

    dano moral.

    A indenizao em dano moral o dever de

    indenizar o dano causado a direitos personalssimos de

    o