ASSÉDIO MORAL E SEXUAL nas Relações de Trabalho Assédio Processual na Justiça do Trabalho

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ASSDIO MORAL E SEXUAL nas Relaes de Trabalho Assdio Processual na Justia do Trabalho. Jos Affonso Dallegrave Neto LFG - NTC 22/abril/2012. Conceito legal de ASSDIO SEXUAL - Art. 216-A, do Cdigo Penal: - PowerPoint PPT Presentation

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  • ASSDIO MORAL E SEXUALnas Relaes de TrabalhoAssdio Processual na Justia do TrabalhoJos Affonso Dallegrave Neto

    LFG - NTC 22/abril/2012

  • Conceito legal de ASSDIO SEXUAL

    - Art. 216-A, do Cdigo Penal:

    Constranger algum com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condio de superior hierrquico ou ascendncia inerentes ao exerccio de emprego, cargo, ou funo.

    Pena: deteno de 1 a 2 anos.

  • REQUISITOS:

    constrangimento de agente favorecido pela ascendncia;

    b) resistncia da vtima;

    c) ao dolosa e reiterada que visa vantagem sexual.

    Observaes:

    Agente: empregador ou superior hierrquico;

    - Agente e vtima: podem ser do sexo masc ou femin, hetero ou homossexual.

  • Demonstrada a conduta de conotao sexual no desejada, praticada pelo chefe, de forma repetida, acarretando conseqncias prejudiciais ao ambiente de trabalho da obreira e atentando contra a sua integridade fsica, psicolgica e, sobretudo, a sua dignidade, resta caracterizado o assdio sexual, sendo devida a correspondente indenizao por danos morais. (TRT, 17. Regio, RO 1118/97, Ac. 02/07/98, Rel. Carlos Rizk)

  • A caracterizao do assdio sexual no mbito das relaes de trabalho passa pela verificao de comportamento do empregador ou de prepostos, que abusando da autoridade inerente funo ou condio, pressiona o empregado com fins de obteno ilcita de favores. Mas galanteios ou simples comentrios de admirao, ainda que imprprios, se exercidos sem qualquer tipo de presso, promessa ou vantagem, no configuram o assdio para efeitos de sancionamento civil. (TRT, 3 Reg. 4. T., RO 1533/200, Rel. Lucide DAjuda Lyra de Almeida, DJMG: 20-04-202, pg. 13)

  • DECISO CURIOSA

    Faz-se necessrio que a abordagem do assediador seja mal recebida, e que a vtima demonstre de modo inequvoco seu repdio aos atos indesejados (..)

    O teor das pieguices das mensagens no demonstram a existncia do assdio sexual.

    Veja-se o teor:

    (VT de Contagem, MG)

  • Ol Rainha. Bom DiaAt estou com saudades de voc taAh esses doces so para voc e seu filho tVoc muito especial, por isso te adoro tanto Gostaria de ter mais tempo para ficar perto de voc. Mais sabe como no .

    Beijos e fica com Deus.

    Ah se no for sair noite me faa companhia.

    Vamos comer uma pizza

  • Oi Nega Bom dia

    Eu continuo apaixonado p/ beijar essa boca deliciosa.Voc 1 mulher muito especial por isso quero tanto.Pense com carinhoSeria uma enorme alegria p/ mim uma mulher maravilhosa ao meu lado.

    Ti quero. Deliciosa. Beijos. Fica com DeusObrigado pela companhia ontem. Adorei muito.

  • "Bom dia 'Nega'Estou com saudades. 1000 beijos em sua boca macia que eu sou apaixonado. Adorei o bilhete. Nossa estamos progredindo nasnegociaes, meu corao est vazio precisando de uma dona baixinha e folgada como voc.... Brincadeira t. Doces p/ um doce de pessoa. Beijos."Sentena:O Ru, apesar de empregador domstico, tentou declarar seu romantismo reclamante, sem usar termos ofensivos ou que demonstrasse sua superioridade na relao de emprego, e entrou pelo cano. [...]Quo felizes sero as mulheres quando na terra s existirem homens romnticos. [...]

    (1 VT de Contagem-MG; RTOrd-01674-2007-131-03-00-7. Juiz: Manoel Barbosa da Silva. Pub: 05/12/08) *No houve RO

  • Espcies de Assdio Sexual:

    a) por chantagem positivado no art. 216-A, do Cdigo Penal;

    b) ambiental constitui forma de intimidao difusa que implica distrbio ao ambiente de trabalho, sendo irrelevante o elemento poder (hierrquico) R. Pamplona

    O assdio sexual por intimidao, conhecido, ainda, como assdio ambiental, caracteriza-se (...) por criar uma situao ofensiva, hostil, de intimidao ou abuso no trabalho. Situa-se nesta hiptese a conduta do empregador que, alm de simular a prtica de relaes sexuais com sua namorada no local de trabalho, utiliza o banheiro ali encontrado, para se exibir s empregadas, chegando, ainda, ao extremo de tentar tocar-lhe o corpo. (TRT 3 R.; RO 115/2009-054-03-00.6; 7. T.; Rel. Alice M.de Barros; DJEMG 04/08/2009)

  • III CONCEITO DE ASSDIO MORAL:

    (Mrcia Novaes Guedes)To mob cercar; agredir; emboscarBullying nas escolas

    - mobbing (ou bullying) significa todos aqueles atos e comportamentos provindos do patro, do superior hierrquico ou dos colegas, que traduzem uma atitude de contnua e ostensiva perseguio que possa acarretar danos relevantes de ordem fsica, psquica e moral da vtima. (*) Terror psicolgico no trabalho. LTr, 2003, p. 33.

  • Nomenclatura:

    O termo assdio moral foi utilizado pela primeira vez pelos psiclogos e no faz muito tempo que entrou para o mundo jurdico. O que se denomina assdio moral, tambm conhecido como mobbing (Itlia, Alemanha e Escandinvia), harclement moral (Frana), acoso moral (Espanha), terror psicolgico ou assdio moral entre ns, alm de outras denominaes, so, a rigor, atentados contra a dignidade humana. (...)(TRT 3 R. RO 01292.2003.057.03.00.3 2 T. Rel Alice Monteiro de Barros DJMG 11.08.2004, p. 13).

  • Tipologia:

    Assdio vertical - a violncia parte do chefe ou superior, que tem em mira seu subordinado.

    Assdio horizontal - ocorre dentro da mesma escala hierrquica, entre colegas de trabalho, motivados pela competio; (*) pode ocorrer individualmente ou de forma coletiva, quando todos os demais colegas retaliam a vtima.

    Assdio ascendente - a violncia praticada pelo empregado ou grupo de empregados contra um chefe, visando destron-lo do cargo.

  • Requisitos:

    A) abuso de poder (art. 187,CC);

    B) manipulao insistente e perversa;

    C) discriminao negativa;Cludio Couce de Menezes:

    aquele que assedia busca desestabilizar a vtima. Por isso, o processo continuado e de regra sutil, pois a agresso aberta desmascara a estratgia insidiosa de expor a vtima a situaes incmodas e humilhantes.

  • Formas recorrentes de mobbing:

    a) desprezo ou isolamento da vtima no ambiente do trabalho;

    b) cumprimento rigoroso do trabalho para abalar a vtima;

    c) referncias negativas, indiretas e continuadas, pessoa da vtima;

  • Perfil do assediador:

    - pessoa perversa que s consegue existir e ter uma boa auto-estima humilhando e controlando os outros.

    O que mais me impressiona nos fracos, que eles precisam de humilhar os outros, para se sentirem fortes... - Ghandi

    - busca massacrar algum mais fraco, cujo medo gera conduta de obedincia, no s da vtima, mas de outros empregados que se encontram ao seu lado. (Alice M. de Barros)

  • Marcia Guedes identifica os tipos de agressores:

    instigador; casual; colrico; megalmano; frustrado; crtico; sdico; puxa-saco; tirano; aterrorizado; invejoso; carreirista; pusilnime.

  • Perfil da vtima:

    Geralmente so empregados com um senso de responsabilidade quase patolgico, ingnuos no sentido de que acreditam nos outros e naquilo que fazem; pessoas humildes e bem-educadas. - Marcia Guedes afirma que muitas vezes a vtima no negligente nem desidiosa, mas, ao contrrio, possui qualidades, sendo este o motivo de ser escolhida pelo agressor.

  • A tortura psicolgica, destinada a golpear a auto-estima do empregado, visando forar sua demisso ou apressar a sua dispensa atravs de mtodos em que resultem em sobrecarregar o empregado de tarefas inteis, sonegar-lhe informaes e fingir que no o v, resultam em assdio moral, cujo efeito o direito indenizao por dano moral, porque ultrapassada o mbito profissional, eis que minam a sade fsica e mental da vtima e corri a sua auto-estima.

    (TRT, 17a. R., RO 1315/2000.00.17.00-1, Rel. Sonia das Dores Dionsia)

  • - OBSERVAES:

    Tanto o assdio sexual quanto o moral s so admitidos:

    de forma dolosa; (inteno + resultado + ao)

    b) pelo comportamento reiterado do agente e pela postura indesejada da vtima.

  • DISTINO: AS: o agente perturba a vtima pela chantagem, visando vantagens sexuais;

    AM: o agente perturba a vtima pelo psicoterror, visando a eliminao da vtima do mundo do trabalho;

    comum que o AM seja uma consequencia pela resistncia da vtima ao AS;

    AS: o agente sempre um superior hierrquico da vtima;

    AM: a vtima poder ser o prprio chefe e o agente um grupo de subalternos.

  • Assdio moral organizacional

    conjunto de condutas abusivas, ostensivas e continuadas, em que o empregador objetiva a sujeio de um trabalhador, ou de um grupo de trabalhadores, s sua exorbitante poltica de produtividade. Adriane Reis de Araujo

    AM: objetiva discriminar e estigmatizar a vtima, visando a sua excluso do mundo do trabalho;

    AM Org: objetiva submeter o trabalhador, de forma abusiva, a rigorosa poltica de resultado;

    vdeo: aumento de produtividade

  • ASSDIO MORAL ORGANIZACIONAL CONFIGURADO. INDENIZAO. Comprovado nos autos que a reclamada, extrapolando o seu poder diretivo e organizacional, pressionava a autora a cumprir metas, usando de expedientes constrangedores, tem-se como configurado o assdio moral que autoriza a apenao da R ao pagamento da indenizao por danos morais. (TRT 3 R.; RO 1078/2008-023-03-00.4; 2. T.; Rel Maristela Iris; DJEMG 25/11/2009)

    - No PR, o Sindicato dos Metalrgicos acusou a Bosch de utilizao de AM para pressionar os empregados a aceitar reduo salarial em troca da manuteno do emprego. Fonte:www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/ - maro/2009

  • ASSDIO MORAL ORGANIZACIONAL.

    O procedimento de 'incentivo de vendas' adotado pela empresa, consistente em atribuir 'trofu tartaruga' ao vendedor com menor desempenho na semana, trouxe desequilbrio emocional aos vendedores,