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Assistência Técnica - um direito de todos

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  • 5/13/2018 Assistncia Tcnica - um direito de todos

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    A ,ASSISTENCIA TECNICA:S!!~ DIREI aaETODOS!

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    o ato de morar e 0 ato fundamental da vida humana.

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    Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia deMinas Gerais. CREA-MG.

    Assistencia tecnica: direito de todos! 0 ato de morar e 0 atofundamental d a v id a humana. / CREA-MG. - Be10Horizonte:CREA-MG,2009.

    31p.

    1. Titulo 1.Engenharia piblica 2. MoradiaCDU: 624:364-142

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    O~to de morar e 0ato fundamental da vida humana.E no ato de morar que a cidade adquire sentido e abrigaos hom ens e as m ulheres que constroem , cotid ianam ente, 0vigor e 0burburinho da vida urbana 0 direito a moradia eurn direito basi co de todo cidadao: todos tern direito aviver em lugares seguros, confortaveis e belos.

    C om mora dia digna, o s in ve stim en to s p ub lie os em sa id e,educac; ao ,mob il idade u rbana e s egu ranca s ao po tenci al izados.A habitacao, por tudo isso, precisa ser parte central detodo planejamento e de toda acao sobre a cidade. E sua

    _'""'"' .... . "~ . -.... qualidade s6 pode ser garantida pela assistencia tecnica~ competente.Im pla nta re g erirp olitic as p ub lic as n o B ra sil e uma ta re fa

    de grandes proporcoes, em urn territ6rio extenso, com plexo edes ig ua1. Ex ig e mu ito s b ra ce s e mu ita s c ab ec as , p ois a a ss is t:e nc iatecnica e multid iscip lin ar, aliad a ao tra balh o tecn ic o so cial e a

    ~ /t\assisrencia jurid ica. Esta carti1ha tr ata dos a sp ec to s d a a ss is t:e nc ia1 " . 1 ~y . . . / " _ . te cn ic a em a rq uite tu ra , u rb an ism o e e ng en ha ria , e c on vid a to do s,; ~ - j prefei tos , profiss ionais, ddadaos, gest ores publ icos , i ns ti tu icoes de~ 1nsi no ,a ssoc ia~een tidadespa raodeba te .

    'P I I i 0 S.istema Unico d~ Saiide le~o~ ~uinze anospara ser implantado, depois de uma historia de lutas demais de urn seculo, Agora e a vez da habitacao, Ao

    \ trlabalho!

    . ~A;yt itv A . - W;~: A;ytitv A . - ciA~e

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    F ruto de uma longa luta dos profissionais daarquitetura e da engenharia e do SistemaCONFEA/CREA,a lei 11.888/2008, que asseguraas familias de baixa renda assistencia tecnica publica egratuita para 0 projeto e a construcao de habitacao deinteresse social, foi promulgada emdezembro de 2008.Na prattca, a lei significa a criacao de um sistema definanciamento publico para a remuneracao do trabalhode arquitetos, urbanistas e engenheiros envolvidos noprojeto e nas obras da habitacao para a populacao debaixa renda, e 0grande desafio agora e implementa-la defato. Sera necessario 0 empenho tanto dos nossosprofissionais, como a vontade politica dos governantesresponsaveis por viabilizar recurs os financeiros efornecer os instrumentos legais para que a lei possaexistir de fato.Essa cartilha e uma contribuicao do Crea-MGnosentido de levar a populacao, aos gestores publicos e aosprofissionais do Sistema Confea/Crea as informacoesnecessarias para que todos possam conhecer a lei eparticipar de sua efetiva implantacao, Acartilha divulgatambern a importancia da assistencia tecnica comoinstrumento de inclusao social.

    GilsonQueirozPresidente do CREA-MG

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    A assistencia tecnica como uma atividade de/\..aproxima~ao dos profissionais e da populacao queconstr6i sua casa e bandeira antiga da Arquitetura, doUrbanismo e da Engenharia brasileiras.

    Democratizar e universalizar 0acesso de todo cidadaoaos services de Arquitetura, Urbanismo e Engenhariasignifica aproximar 0 conhecimento tecnico e 0 saberpopular, construindo a tmportancia social da atuacaoprofissional junto a populacao brasileira.Acartilha do GTHabitacao do CREAMGobre a lei11888/2008 - a Lei da Assistencia Tecnica - e resultadopalpavel do esforco das entidades na consolidacao dessaideia, E uma contribuicao importante para orientarmunicipios e cidadaos sobre a Assistencia Tecnica comopolitica publica, garantindo 0 atendimento publico egratuito as famflias de baixa renda.A assistencia tecnica e ponto fundamental noexercicio tecnico, politico e social dos profissionaisarquitetos, urbanistas e engenheiros e contribui para aconsolidacao do direito de toda a populacao a moradiadigna.

    t ; , . . . . b i , fM N , f 1 7 4T t

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    Uma pequena historia de uma grande luta

    AProximar os profissionais da populacao queconstroi sua casa e uma luta antiga. Em1976, enfrentando 0 desafio de criar urnprograma que garantisse as pessoascarentes acesso ao projeto arquitetonico de suasmoradias, 0Sindicato de Arquitetos e 0CREAdo RioGrande do SuI implantaram, na cidade de PortoAlegre, 0ATME:Programa de Assistencia Tecnica aoProjeto e Construcao da Moradia Economica, Maisde trinta anos depois, e com muitas experiencias emtodo 0Brasil, a questao central do programa ainda eurn desafio: como viabilizar 0 trabalho dosprofissionais para atender a populacao de baixarenda?Nos anos 80, em Sao Paulo, teve inicio umaexpressiva e inedita experiencia de assistenciatecnica coletiva: grupos do Movimento dos SemCasa, assessorados por equipes tecriicas,executaram, em regime de autogestao, projetos eobras de conjuntos habitacionais. A experienciamultiplicou-se em outros lugares, comfinanciamentos do governo federal, estaduais eprefeituras. Em Minas, Ipatinga e Belo Horizonteforam pioneiras.Novamente em Porto Alegre, em 1999, 0idealizador do ATME, arquiteto Clovis Ilgenfritz,eleito vereador, aprovou a Lei ComplementarMunicipal nQ428, assegurando assistencia tecnicaas pessoas sem condicoes de contratar profissionaispara projetar e executar sua propria habitacao,Nascia, assim, na legislacao municipal brasileira, atese de que os services de arquitetura e engenhariadeveriam ser direito do cidadao e dever do Estado.

    No mesmo ano, Campo Grande, no Mato Grosso doSuI, adotou, por Decreto Municipal, 0 ProgramaConstruindo Legal, realizando assistencia tecnica eregularizacao de imoveis,Muitas cidades fizeram leissemelhantes, antecipando-se a leismaiores, mas nem todas conseguiram,na pratica, implantar a assistenciatecnica. Em 2002, Sao Pauloaprovou a Lei nQ 13.433, que"dispoe sobre 0 Service deAssessoria Tecnica emHabitacao de InteresseSocial, autoriza 0Executivo a celebrarconvenios e termos deparceria e da outrasprovidencias", de auto riado vereador arquitetoNabil Bonduki. Nessemesmo ano, Vitoria,no Espirito Santo,estabeleceu, atravesda Lei Municipal nQ5.823, diretrizes enormas da PoliticaMunicipal deHab iaca o e criou,dentre outras coisas, 0Service de Assistencia Tecnica em Habitacao deInteresse Social. Em BeloHorizonte, Minas Gerais, aLei Municipal nQ 8.758, de autoria do vereadorengenheiro Jose Tardsio Caixeta, instituiu, em 2004,

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    o Service de Arquitetura e Engenharia Publicas, queprornovera assistencia tecnica e juridica aelaboracao de projeto e construcao de edificacao noMunicipio, visando, entre outras coisas,disponibilizar service de arquitetura e engenharia aparcela da populacao que nao consiga acessa-lo porconta propria, por des conhecimento ou por

    incapacidade financeira.. No ambito federal, como

    resultado de uma emendaI ' popular, a Constituicao

    Cidada de 1988, incluiu,pela primeira vez, urncapitulo sobre politica

    urbana, tratando dosinstrumentos dereforma urbana e dafu nca o social dapropriedade. Em2000, a moradia foiin c l u f d a comodireitoconstitucional docidadao, Em 2001,depois de onze anos

    tramitando noCongresso, a Lei nQ

    10.257, conhecida comoEstatuto da Cidade, foiaprovada. 0 Estatuto

    regulamentou os artigos 182 e 183 daConstituicao Federal, e, no seu artigo 40, inciso Y,letra r, criou 0 instrumento da assistencia tecnica ejuridica gratuita para as comunidades e grupossociais menos favorecidos.o tema da assistencia tecnica ganhou corpo

    no pais e as escolas de arquitetura promoveramexperiencias diversas atraves de Programas deExtensao Universitaria, muitas delas incluindo emseus curriculos questoes relacionadas ao perfil doprofissional comprometido com 0 direito a cidade ea habitacao.

    A proposta do EMAU, Escritorio Modelo deArquitetura e Urbanismo, desenhado pela FENEA,Federacao Nacional de Estudantes de Arquitetura eUrbanismo, espalhou-se pelo pais bus cando modosde prestar assistencia tecnica a populacao, Em 2004,o X Encontro Universitario Latinoamericano deCatedras de Vivenda, ULACAY,aconteceu em Pelotas,Rio Grande do SuI, com 0 tema A Universidade e aHabitacao de Interesse Social, interdisciplinaridadee Insercao Sistematica nos Currfculos,

    Tambern nos Conselhos Regionais deEngenharia, Arquitetura e Agronomia a assistenciatecnica assumiu form as variadas, sob 0 nome deArquitetura e Engenharia Publicas,o ana de 2005 foi urn ana de intensos debatese proposicoes sobre 0 assunto: em janeiro, no VForum Social Mundial, em Porto Alegre, aconteceu 0III Encontro Mundial dos Arquitetos Solidarios e aOficina sobre Universalizacao da Assistencia Tecnica- Arquitetura e Engenharia; em maio, aUniversidade de Salvador realizou 0 EncontroLatino Americano de Escritorios Publicos deArquitetura, organizando 0 embriao de urn cadastronacional das entidades, universidades e escritoriospiiblicos atuantes na assistencia tecnica, listandomais de 70 em todo 0 Brasil; em setembro, BeloHorizonte realizou 0 Serninario Estadual Direito aArquitetura e a Assistencia Tecnica: para co

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