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FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA- UNISAÚDE/ CENTRO DE ESTUDOS FIRVAL Elaine Cristina de Almeida Mariana Cembranelli Santana ASSOCIAÇÃO DA ACUPUNTURA SISTÊMICA E AURICULOTERAPIA NO TRATAMENTO DE CEFALÉIA TENSIONAL São José dos Campos 2011

ASSOCIAÇÃO DA ACUPUNTURA SISTÊMICA E AURICULOTERAPIA …firval.com.br/ftmateria/1339779103.pdf · 2014-02-13 · Auriculoterapia, se tenta desobstruir os canais colaterais, regulando

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  • FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA-

    UNISAÚDE/ CENTRO DE ESTUDOS FIRVAL

    Elaine Cristina de Almeida

    Mariana Cembranelli Santana

    ASSOCIAÇÃO DA ACUPUNTURA SISTÊMICA E

    AURICULOTERAPIA NO TRATAMENTO DE CEFALÉIA

    TENSIONAL

    São José dos Campos 2011

  • FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA-

    UNISAÚDE/ CENTRO DE ESTUDOS FIRVAL

    Elaine Cristina de Almeida

    Mariana Cembranelli Santana

    ASSOCIAÇÃO DA ACUPUNTURA SISTÊMICA E

    AURICILOTERAPIA NO TRATAMENTO DE CEFALÉIA

    TENSIONAL

    Monografia apresenta à

    Faculdade de Educação,

    Ciência e Tecnologia-

    UNISAÚDE/ CENTRO DE

    ESTUDOS FIRVAL- como

    Requisito a conclusão do

    Curso de Formação de

    Especialista em

    Acupuntura.

    Orientada pelo(a) Prof(a)

    Romana de Souza Franco

    São José dos Campos 2011

  • Almeida, Elaine Cristina; Santana, Mariana Cembranelli

    Associação da Acupuntura Sistêmica e Auriculoterapia no Tratamento da Cefaléia

    Tensional

    São José dos Campos 2011

    24p

    Registro n°.........

    Orientador Romana de Souza Franco

    Monografia (Graduação) Faculdade de Educação, Ciência e Tecnologia - Unisaúde/

    Centro de Estudos Firval - Curso de Formação de Especialista em Acupuntura.

    1- Cefaléia Tensional 2- Acupuntura 3- Auriculoterapia

  • FOLHA DE APROVAÇÃO

    A Monografia

    Associação da Acupuntura Sistêmica e Auriculoterapia no Tratamento de Cefaléia Tensional

    Elaborada por

    Elaine Cristina de Almeira e Mariana Cembranelli Santana

    Orientada por

    Romana de Souza Franco

    ( ) Aprovada ( ) Reprovada

    pelos membros da Banca Examinadora da Faculdade de Educação, Ciência e Tecnologia –

    Unisaude/ CEFirval, com conceito.......................

    São José dos Campos de......................... de 2011

    Nome:...........................................................................................

    Titulação:......................................................................................

    Assinatura....................................................................................

    Nome:...........................................................................................

    Titulação:......................................................................................

    Assinatura....................................................................................

  • Dedicamos essa Monografia primeiramente a Deus, e depois aos nossos Pais que sempre

    estiveram conosco em todos os momentos de nossas vidas, se não fosse por eles, hoje não

    estaríamos aqui Concluindo mais essa etapa.

  • Agradecemos primeiramente a Deus, aos nossos familiares que nos apoiaram nesses 2

    anos e meio de curso, aos nossos professores que passaram todos seus ensinamentos para

    nós alunos e a nossa Orientadora Romana.

  • RESUMO

    A cefaléia do tipo tensional consiste na variante mais comum de todos os tipos de

    cefaléias, afetando grande parte da população geral. Podemos dizer que a maiores causas da

    cefaléia esta acometendo os indivíduos hoje em dia com uma maior frequência se deve pelo

    stress, vida agitada, etc. A acupuntura junto com a auriculoterapia tem recebido grande

    destaque na mídia nas últimas décadas como uma modalidade terapêutica alternativa aos

    tratamentos convencionais. Muitas teorias têm sido elaboradas sobre os possíveis mecanismos

    fisiológicos com liberação de substâncias analgésicas e anti-inflamatórias. O presente trabalho

    consiste em uma revisão bibliográfica em acervo pessoal e virtual com o objetivo de mostrar a

    eficácia da associação da acupuntura sistêmica e da auriculoterapia no tratamento de cefaléia

    tensional. Concluímos através do nosso estudo, que não há uma diferença significativa de

    ambos os tratamentos sendo que o tratamento, tem um único resultado que é aliviar ou

    eliminar praticamente total as dores dos pacientes causada pela cefaléia tensional e ainda,

    unindo as duas terapias, sendo uma complemento a outra teremos um resultado muito mais

    rápido e eficaz para o paciente.

    Palavras Chaves: Cefaléia Tensional, Acupuntura e Auriculoterapia.

  • ABSTRACT

    The tension-type headache is the most common variant of all types of headaches,

    affecting much of the general population. We can say that the major causes of

    headache that affects individuals today with a higher frequency is due to the stress, hectic

    lifestyle, etc. Acupuncture along with auriculotherapy has received great media attention in

    recent decades as an alternative treatment modality to conventional treatments. Manytheories

    have been elaborated on the possible physiological mechanisms with release of analgesic and

    anti-inflammatory substances. This work consists of a literature review and virtual personal

    collection in order toshow the effectiveness of systemic acupuncture and auriculotherapy in

    the treatmentof tension headaches. We conclude from our study that there is a significant

    difference in both treatmentsand the treatment has a single result that is to alleviate or

    eliminate almost all of the pain caused by tension headache patients.

    Word-Key: Tension Headache, Acupuncture and Auriculotherapy

  • LISTAS DE ABREVIATURAS E SIGLAS

    CTT - Cefaléia do Tipo Tensional

    MTC - Medicina Tradicional Chinesa

  • SUMÁRIO

    1. Introdução ..............................................................................................................................1

    2. Revisão de Literatura..............................................................................................................4

    2.1 Cefaléia Tensional.............................................................................................................4

    2.2 Acupuntura.......................................................................................................................5

    2.3 Auriculoterapia................................................................................................................10

    2.3.1 Anatomia do Pavilhão Auricular............................................................................10

    2.3.2 Vascularização.......................................................................................................11

    2.3.3 Inervação................................................................................................................11

    2.3.4 Diagnostico............................................................................................................12

    2.4 Tratamentos....................................................................................................................12

    2.4.1 Pontos Sugestivos..................................................................................................13

    3. Objetivo.................................................................................................................................17

    4. Justificativa...........................................................................................................................18

    5. Discussão..............................................................................................................................19

    6. Conclusão..............................................................................................................................21

    7. Referências Bibliográficas....................................................................................................22

  • 1

    1. Introdução

    Atualmente uma das principais queixas entre as pessoas é a dor, e a cefaléia é

    umas das dores mais comuns relatadas pelos indivíduos. Isso ocorre devido às mudanças

    diárias da vida levando ao estresse, ansiedade, tensão entre outros motivos (RODRIGUES,

    2001).

    Segundo Guimarães et al. (2006), na população geral, durante o curso da vida, a

    prevalência de cefaléia é maior que 90%, representando o terceiro diagnóstico mais comum

    (10,3%) pelos neurologistas.

    Segundo Rodrigues (2001), a cefaléia é caracterizada por dor na cabeça, sendo

    esta classificada de diferentes maneiras, como: latejante, em pressão, pontadas, entre outras. A

    Cefaléia possui uma gama de etiologias e apresenta uma diversidade de variações incluindo

    enxaqueca, cefaléia em salvas, cefaléia cervicogênica, tendo sido portanto, constatadas pela

    medicina 150 formas de cefaléias em média.

    Uma das classificações mais comuns hoje em dia é a cefaléia do tipo tensional

    (CTT), considerada a “variante de cefaléia mais relatada de todas, que costuma ser bilateral e

    com predominância temporal, occipital ou frontal. Originando uma dor surda e constante,

    como plenitude, aperto (Oliveira, 2010).

    Na medicina chinesa a cefaléia tipo tensional poderia ser precipitada pelo aspecto

    emocional no qual concerne a alguns aspectos como a raiva, preocupação e o medo

    (RODRIGUES, 2001).

    Segundo Krymchantowski e Moreira (2000), a dor é um sinal de alerta e nos

    tempos de hoje as pessoas estão em busca de tratamentos alternativos, como a acupuntura,

    procurando fugir dos medicamentos alopáticos. Em seus estudos as pessoas mais acometidas

  • 2

    pela cefaléia tipo tensional (CTT) são aquelas que apresentam distúrbios emocionais como

    depressão, ansiedade ou nervosismo ou por distúrbio do sono como o sono interrompido e

    insônia, agravado com o uso de medicamentos abusivos sintomáticos sendo algumas vezes

    indicados por médicos inexperientes ou por desconhecimento dos leigos fazendo sua própria

    automedicação.

    Sendo relatada por vários pesquisadores a dor é como um alerta, vários estudos

    nos mostram que nos tempos de hoje as pessoas estão fugindo mais de remédios alopáticos e

    buscando mais tratamento alternativo para o alivio da dor e mantendo um melhor padrão de

    vida, sendo assim mais utilizada as técnicas de acupuntura que proporcionam resultados

    maravilhosos nos problemas funcionais e no alivio da dor (NOGIER; BOUCINHAS, 2006).

    Há alguns anos vêm surgindo estudos investigando a eficácia da acupuntura na

    cefaléia, alguns sugerem que a acupuntura poderia ser usada como tratamento único, alguns

    mostram superioridade para se usar a acupuntura e outros mostram como apenas tratamento

    alternativo (CARLSSON et. al, 1990).

    Segundo Oliveira (2010) a acupuntura, nos últimos anos, tem-se tornado um

    importante método no tratamento das cefaléias, em especial, cefaléia primária, sem causa

    conhecida, não somente pelo seu efeito analgésico, mas pelo potencial de cura, desde que o

    diagnóstico e tratamento estejam corretos. Nos últimos anos, surgiram vários estudos

    investigando a eficácia da acupuntura no tratamento da cefaléia.

    Segundo Rodrigues (2001) pela Medicina Tradicional Chinesa (MTC) a cefaléia

    tipo tensional poderia ser precipitada pelo aspecto emocional como a Raiva, Preocupação e o

    Medo, essa condições são algumas causas da cefaléia no inicio de seu quadro, e que após o

    tratamento de acupuntura, mostra que em muitos estudos tem uma melhora significativa relata

    o autor com comparação a outros tipos de tratamento.

  • 3

    Segundo Garcia (2006) A auriculoterapia constituiu uma parte importante da

    Medicina Tradicional Chinesa (MTC), sendo a atualidade um ramo na especialidade da

    acupuntura, que se encontra constituída, por sua vez, por um corpo teórico independentemente

    no tratamento e diagnostica das enfermidades.

    Para Faenello (2007) o uso da auriculoterapia é compatível com todas as demais

    formas de tratamento e não apresenta efeitos colaterais, desde que o diagnostico seja correto e

    os programas de tratamento sejam bem dimensionados.

    Segundo Souza (1994) relata que a técnica de auriculoterapia utilizado o pavilhão

    auricular e a acupuntura sistêmica exerce no sistema nervoso central um padrão de reflexo

    sendo assim promovendo o mesmo efeito.

    Segundo o resultado do estudo de Góis et al. (2003) mostra que o tratamento de

    auriculoteria teve uma melhora significativa dos avaliados, entre 6 pessoas avaliadas 1 não

    teve efeito nenhum usando apenas o pavilhão auricular

    Na presença de um estado patológico, a energia perversa penetra no corpo em

    certo canal e colateral ou órgão e na dependência de sua situação, assim será o reflexo

    sintomático da enfermidade. Por isso através da punção dos pontos de Acupuntura ou

    Auriculoterapia, se tenta desobstruir os canais colaterais, regulando o vazio e a plenitude,

    restabelecendo a atividade funcional de cada parte do corpo e fazendo conservar o equilíbrio

    dos opostos. Assim, sob este principio é concebido o tratamento das enfermidades, na

    Medicina Tradicional Chinesa (GARCIA, 2006).

  • 4

    2. Revisão de Literatura

    2.1 Cefaléia Tensional

    A ocorrência de dor, de qualquer localização e causa, sempre esteve presente na

    história da humanidade, é crescente em nossos dias. Possivelmente, esse fenômeno esteja

    relacionado a vários fatores, entre os quais estão as mudanças ambientais, novos hábitos de

    vida, maior longevidade e, inegavelmente, os avanços da biomedicina centrada na integridade

    física e fisiológica, propiciando sobrevida aos doentes portadores de patologias anteriormente

    fatais. A dor é um sinal de alerta, um aviso para prestar atenção em algo. É um evento

    subjetivo, e cada pessoa constrói o significado que tem para si, a partir de suas experiências

    dolorosas, físicas ou não (WINK; CARTANA, 2006).

    Atualmente, a cefaléia tem sido um dos sintomas que mais acometem os

    indivíduos. O estabelecimento de posturas errôneas e a sua manutenção combinada ao ritmo

    intenso diário, à ansiedade, à depressão ou até mesmo à outras patologias que geram

    contração excessiva da musculatura cervical que provocam dor, são considerados fatores

    etiológicos para a determinação deste tipo de cefaléia (HOFFMANN ; TEODOROSKI, 2005).

    Um dos assuntos mais controversos em cefaléia primárias é a assim chamada

    cefaléia do tipo tensional. Esse termo não é muito adequado, visto ser por demais abrangente.

    Poderia englobar cefaléias provindas de numerosas causas. Contudo, na opinião dos autores,

    ao utilizarmos esse termo, queremos na verdade nos referir a uma forma muito grave de

    cefaléia, que poderia evoluir a partir de cefaléias intermitentes ou migrâneas, para uma forma

    mais diária e duradoura, englobando o conceito de cefaléia tipo tensional (RODRIGUES,

    2001).

    Segundo Rodrigues (2001), o pico de sua prevalência é na quarta década de vida,

    com maior incidência geral entre os 20 e os 50 anos de idade.

  • 5

    Araújo e Almeida (2009) relatam em seu estudo que as cefaléias acometem mais

    de 90% da população durante algum período de sua vida.

    2.2 Acupuntura

    As origens da acupuntura perdem-se na Pré historia. De fato agulhas de pedras e

    espinhas de peixes foram utilizadas na china durante a Idade da Pedra (cerca de 3.000 anos

    A.C.) e tem suas raízes na mitologia do pensamento taoista e da China antiga (SILVADORIA,

    2010).

    Posteriormente descobriu-se que, através da estimulação de pontos específicos, a

    técnica poderia também ser utilizada para tratamentos de patologias, desequilíbrios e

    desarmonia do corpo humano (BARCALA, 2008).

    O texto mais antigo que se tem noticia é o Clássico da Medicina Interna do

    Imperado Amarelo, texto clássico e fundamenta da Medicina Tradicional Chinesa, que

    descreve aspectos anatômicos, fisiológicos, diagnósticos e terapêuticos das moléstias.

    Provavelmente ele foi implantado ao longo de vários séculos, até sua versão definitiva por

    volta do século I A.C (SILVADORIA, 2010).

    O Primeiro livro trata da acupuntura é o Nei Ching, surgiu no terceiro século antes

    de Cristo, chamado também de A Bíblia da Acupuntura. È atribuído ao lendário Imperador

    Huang-Ti, tambem chamado de Imperador amarelo e o Medico da corte Qi Pó

    (SILVADORIA, 2010).

    Segundo Oliveira (2010), os primeiros relatos de tradição oral a respeito da

    Medicina Tradicional Chinesa remontam a século VI A.C., na figura de um médico de nome

    Yi He, que atribuía a doença como resultado de interações entre os fatores climáticos (frio,

    calor, chuva, sol, umidade, secura) yin e yang, considerados como duas forças que

    compunham o Universo: uma representando a luz e outra representando a escuridão, ou

    masculino e feminino.

  • 6

    É necessário compreender que a Medicina Tradicional Chinesa foi fortemente

    influenciada pela filosofia confuciana, associada às observações que se faziam sobre os

    fenômenos da natureza, como as marés, a alternância de dia e noite. Exemplo disso é que os

    antigos chineses aceitavam que o corpo humano era o Universo em miniatura. Dessa forma, o

    que ocorria na natureza, necessariamente, teria reproduzido esse mesmo fenômeno no corpo

    humano. Através desse raciocínio, deduziram que o sangue deveria circular nas artérias e

    veias no corpo da mesma forma que as marés, em ciclos de idas e vindas e aceitaram que o

    coração seria o propulsor principal que circularia o sangue (OLIVEIRA, 2010).

    A Medicina Chinesa é um vasto de conhecimento de origem e de concepção

    filosófica abrangendo vários setores ligados a saúde e a doença. Suas concepções são voltadas

    muito mais ao estudo, dos fatores causadores da doença, a sua maneira de tratar conforme os

    estágios da evolução do processo de adoecer e principalmente aos estudos das formas de

    prevenção na qual reside toda a essência da filosofia e da medicina chinesa. A acupuntura foi

    idealizada dentro do contexto global da filosofia de TAO e dos concepções filosóficas e

    fisiológicas que nortearam a medicina chinesa. A concepção dos canais de energia e dos

    pontos de acupuntura, o diagnostico e o tratamento baseia-se nos preceitos do Yang e do Yin

    dos cincos movimentos da energia (Qi) e do sangue (Xue) (YAMAMURA, 1995).

    A Medicina Tradicional Chinesa, que foi fortemente influenciada pela filosofia

    confuciana, que cultuava os antepassados, o passado e a manutenção do status que,

    juntamente com o comportamento dos antigos médicos chineses, que faziam questão de

    manter as fórmulas magistrais como segredos de família a serem passados somente aos

    membros da mesma família e a não comunicação de experiências pessoais à beira do leito

    para os colegas, fizeram a Medicina Tradicional Chinesa ficar parada no tempo. A ponto de,

    no século XVIII e XIX, em contato com as potências ocidentais expansionistas e sua

    tecnologia em todos os campos, as autoridades políticas chinesas (primeiro, o governo

  • 7

    imperial e, posteriormente, o governo republicano) decidiram fechar as escolas médicas que

    ensinavam a Medicina Tradicional Chinesa e fundar novas escolas médicas que ensinassem

    Medicina Ocidental. A acupuntura só voltaria a ser destaque graças à visita do Presidente

    Nixon à China em 1972, quando precisou de cuidados médicos, foi tratado com acupuntura

    (OLIVEIRA,2010).

    No entanto, com a difusão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) no ocidente,

    muitos pesquisadores começaram a questionar sobre a participação de estruturas orgânicas no

    mecanismo de ação da acupuntura, e o desenvolvimento de pesquisas nessa área,

    principalmente nas últimas décadas, evidenciou estreita relação entre os efeitos da acupuntura

    e o sistema nervoso central e o periférico, bem como vários tipos de neuro-hormônios

    (BRANCO et al. 2005).

    Segundo Silvadoria (2010), a medicina praticada pelos chineses já chegava ao

    Ocidente em meados de 1255, com a viagem a terra dos Mongóis. Tempos depois o primeiro

    interesse da comunidade medica no ocidente pela acupuntura surgiu após a noticia de que o

    jornalista americano James Reston foi tratado com acupuntura, do que na China a Acupuntura

    era usada como analgésicas em cirurgias. Varias clinicas de dor crônica passaram a usa-la

    como terapia e, com o despertar do movimento alternativo, mais e mais médicos passaram a

    se interessar pela a acupuntura.

    Hoje a acupuntura tem recebido grande destaque na mídia nas últimas décadas

    como uma modalidade terapêutica alternativa aos tratamentos convencionais. Muitas teorias

    tem sido elaboradas sobre os possíveis mecanismos fisiológicos com liberação de substâncias

    analgésicas e anti - inflamatórias (CHRIST, 2005).

    A palavra “acupuntura” origina-se do latim, a partir de acus (agulha) e punctura

    (puncionar). A Acupuntura refere-se, portanto, à inserção de agulhas através da pele, nos

  • 8

    tecidos subjacentes, em diferentes profundidades e em pontos estratégicos do corpo, para

    produzir o efeito terapêutico desejado (OLIVEIRA, 2010).

    Uma das explicações, de acordo com Oliveira (2010) é que acupuntura agiria

    como um estímulo nociceptivo, estimulando a fibra A delta, cujos impulsos trafegam mais

    velozmente do que os estímulos de dor carregados pelas fibras C não mielinizadas e, através

    de conexões neuronais dentro do mesencéfalo, geraria um impulso inibitório descendente,

    gerando analgésica. Isso, em parte, explicaria por que uma agulha espetada em um local longe

    do sítio de dor poderia levar à analgésica do mesmo.

    A terapia por acupuntura tem como meta regular a atividade funcional do Qi do

    sangue do Jing Luo, em vista da patologia de tal meridiano ou de tal víscera, determinando o

    ponto a ser inserido, próximo do lugar afetado ou um ponto afastado, situado no trajeto do

    meridiano (AUTEROCH; NAVAILH, 1992).

    O conceito de Qi é absolutamente central ao âmago do pensamento medico

    chinês. A natureza mutante do Qi, entre uma substancia material e uma força etérea e sutil, é

    central a visão medica chinesa de corpo e mente como uma unidade integrada. A variedade

    infinita de fenômenos no universo resulta da união e dispersão de Qi para formar fenômenos

    de vários graus de materialização. Tal idéia de agregação e dispersão de Qi foi discutida por

    muitos filósofos chineses de todas as épocas. O Qi é a base das infinitas manifestações da vida

    do universo, inclusive minerais, vegetais e animais (incluindo os seres humanos)

    (MACIOCIA, 2007).

    A essência dos alimentos ou Qi, derivado dos alimentos e das bebidas, é

    transformada e Xue no tórax pela ação do coração (Xim) e o pulmão (Fei). O aspecto yin do

    Jing, armazenado nos rins (Shen) produz a medula óssea que produz o sangue (Xue). Alem

    disso, o aspecto yang do Jing ou yang Qi, ativa as transformações executadas pelo coração

  • 9

    (Xim) e o pulmão (Fei) no aquecedor superior e baço/ pâncreas (Pi) e pelo estomago (Wei) no

    aquecedor médio (FAENELLO, 2007).

    O Jing é a essência energética que promove a formação, desenvolvimento,

    manutenção e recuperação do individuo. O Jing de origem Pré- celestial é formado pela

    energia que recebemos de nossos pais, ele orienta a formação do individuo, oferecendo as

    diretrizes energéticas que irão formar e desenvolver o novo ser. O Jing Pos- celestial, que se

    forma após o nascimento pela capitação da energia do céu (ar) e da terra (alimentos), é

    responsável pelo desenvolvimento da criança até a fase adulta e também por sua manutenção

    e recuperação, pode sofrer a ação do meio interno ou externo, causando o desequilíbrio

    energético, e manifestar como inúmeras doenças. È notório que esse Jing pode ser recuperado

    ao longo da vida por correções nos hábitos, na alimentação e pela ação da acupuntura

    acompanhada por ervas especificas para cada caso (FILHO, 2009).

    A acupuntura é a manipulação direta e o equilíbrio do fluxo Qi do paciente e por

    causa disso, pode ter efeitos mais profundos sobre o conjunto corpo-mente. A acupuntura toca

    o Qi do paciente de forma sutil. Ela pode liberar o fluxo de Qi no nível mental-emocional de

    modo muito mais direto que a medicina interna (FLAWS, 1993).

    Flaws (1993) relata em seu livro que a acupuntura é muito utilizada para

    tratamentos de cefaléia onde a inserção das agulhas pode imediatamente desestagnar o Qi e o

    sangue congestionados, aliviando assim a pressão.

    Por toda a comprovação da eficácia relatada por médicos e pacientes, a

    acupuntura, nos últimos anos, tem-se tornado um importante método no tratamento das

    cefaléias, em especial, cefaléia primária, sem causa conhecida, não somente pelo seu efeito

    analgésico, mas pelo potencial de cura, desde que o diagnóstico e tratamento estejam corretos.

    Nos últimos anos, surgiram vários estudos investigando a eficácia da acupuntura no

    tratamento da cefaléia (OLIVEIRA, 2010).

  • 10

    2.3 Auriculoterapia

    A auriculoterapia é um método de tratamento que compõem a Medicina

    Tradicional Chinesa (MTC). Essa técnica de tratamento trata disfunções no organismo e de

    resposta, obtém a recuperação global da saúde, ou a prevenções das doenças, através da

    normalização e harmonização das funções do Zung/fu (órgãos e vencerás), de regulação e

    controle, de modulação de imunidade e de promoção de analgésica. Promove homeostase

    psicossomáticas e a regulação energética dos meridianos, usando como base o reflexo que a

    auriculoterapia exerce sobre o sistema nervoso central, correspondendo a todos os órgãos e

    função do corpo. Ultilizam-se assim, estímulos em determinadas regiões anatomicamente

    definidas em pontos reflexos na orelha externa, também chamada de pavilhão auricular

    (FAENELLO, 2007).

    O Povo Chinês foi, provavelmente, o primeiro a esboçar a estreita relação

    existente entre o pavilhão auricular, os canais e colaterais, os Zang Fu e o resto do organismo,

    alem de legar as bases teóricas para o diagnostico e tratamento, através do pavilhão auricular

    (GARCIA, 2006).

    2.3.1 Anatomia do pavilhão auricular

    O pavilhão auricular é formado por uma estrutura de tecido fibrocartilaginoso,

    sustentado por ligamentos, tecido adiposo e músculos. A parte inferior do pavilhão, é rica em

    nervos, vasos sangüíneos e linfáticos, e o lóbulo, em sua maior parte, é constituído por tecido

    adiposo e conjuntivo. Sua morfotipologia caracteriza-se pelo formato ovóide e côncavo, com

    sua parte superior mais larga que a inferior e um relevo que alterna proeminências e

    depressões (BOHRER, 2005).

    As proeminências presentes no pavilhão da orelha são formadas por: Helix; Raiz

    do helix; Tubérculo auricular; Anti- helix; Fossa triangular; Fossa escafóide; Trago; Incisura

  • 11

    superior do trago; Antítrago; Incisura do intertrago; Lóbulo da orelha; Concha; Orifício do

    conduto auditivo externo (GARCIA, 2006).

    As proeminências presentes no pavilhão posterior da orelha são formadas por

    quatros eminências, quatro sulcos e três fases:

    - As quatro eminências são:

    Eminência posterior da fossa escafóide; Eminência posterior da fossa triangular;

    Eminência posterior da concha cava; Eminência posterior da concha cimba.

    - Os quatro sulcos são:

    Sulco posterior do anti-hélix; Sulco da cruz inferior do anti-hélix; Sulco da raiz da

    hélix; Sulco do antítrago.

    - As três fases são:

    Fase dorsal do helix; Face dorsal do lóbulo; Face que se localiza entre a parte

    dorsal da fossa escafóide e o dorso do lóbulo (GARCIA, 2006).

    2.3.2 Vascularização

    A irrigação da orelha é feita pela artéria temporal superficial e a artéria auricular

    posterior. Ambas são ramos da carótida externa. O retorno circulatório é feito através da veia

    temporal superficial e veia auricular posterior (BOHRER, 2005).

    2.3.3 Inervação

    O pavilhão auditivo possui inervação abundante e podemos dividí-los de acordo

    com sua origem em nervos espinais, cerebrais e simpáticos. Os espinais incluem os nervos

    auricular maior e o occipital menor. Já os cerebrais incluem o nervo aurículo-temporal e o

    ramo auricular do vago. E os ramos simpáticos que inervam a orelha, procedem das fibras que

    acompanham as artérias cervicais (RIALTO, 2005).

  • 12

    2.3.4 Diagnostico

    Segundo Garcia (2006) a alteração orgânica, desde a fase do desequilíbrio

    energético, até a lesional orgânica, passando pela funcional, se observa na orelha pelas

    seguintes manifestações zonais: Baixa resistência à corrente elétrica; Dor à palpação; Maior

    afluência de sangue; Mudança na coloração; Presença de erupções

    O diagnóstico pode ser feito através dos seguintes métodos:

    - detecção elétrica: pontos reativos apresentam diminuição da resistência elétrica;

    - detecção sensitiva: todo ponto reativo é um ponto de plenitude = dor;

    - detecção visual: a plenitude de energia produz aumento da vascularização local.

    2.4 Tratamentos

    Nos últimos anos, a técnica de acupuntura também tem se tornado um método

    importante no tratamento das cefaléias, principalmente nos casos de cefaléia primária, sem

    causa conhecida. A razão não está apenas em seu efeito analgésico, mas também em seu

    potencial de cura, desde que o tratamento e o diagnostico sejam feitos de forma correta. Nos

    últimos anos, surgiram vários estudos investigando a eficácia da acupuntura no tratamento da

    cefaléia. Tais estudos sugerem que a acupuntura poderia ser usada como terapêutica eficaz no

    tratamento desta patologia quando os outros métodos de tratamentos falham (ARAUJO;

    ALMEIDA, 2009).

    Segundo Araújo e Almeida (2009) O diagnóstico da cefaléia é baseado na história

    clínica, na presença e no tipo de sintoma, no seu tempo de duração, na sua freqüência, no

    histórico familiar, nos fatores desencadeantes conhecidos, na análise de exames

    complementares.

    Segundo Rodrigues (2001) a Cefaléia tipo tensional poderia ser Precipitada pela

    Medicina Tradicional Chinesa pelo aspecto emocional no que concerne a alguns aspectos, a

    saber:

  • 13

    Raiva: Ascensão do Yang do fígado, ascensão do Fogo do fígado, causaria

    cefaléia na região do meridiano da Vesícula biliar.

    Preocupação: Cria nódulo no Qi, em particular no Qi do pulmão e coração.

    Freqüentemente uma causa indireta de cefaléia, uma vez que a deficiência de Qi do pulmão

    pode permitir a ascensão do Yang do fígado.

    Medo: Um estágio crônico de ansiedade e medo prejudica os rins e causa dores de

    cabeça tanto diretamente pela deficiência do Rim, como indiretamente, quando a deficiência

    do Rim provoca a ascensão do Yang do Fígado.

    Garcia (2006) descreve em seu livro o método para o diagnostico utilizado em

    auriculoterapia para a realização do tratamento, onde se observa na orelha pelas seguintes

    manifestações zonais: Baixa resistência à corrente elétrica; Dor à palpação; Maior afluência

    de sangue; Mudança na coloração; Presença de erupções

    O diagnóstico pode ser feito através dos seguintes métodos:

    - detecção elétrica: pontos reativos apresentam diminuição da resistência elétrica;

    - detecção sensitiva: todo ponto reativo é um ponto de plenitude = dor;

    - detecção visual: a plenitude de energia produz aumento da vascularização local.

    Utilizando esse método de avaliação podemos diagnosticar a cefaléia através dos

    pontos auriculares e assim desenvolver uma combinação de pontos para a realização do

    tratamento.

    2.4.1 Pontos sugestivos

    Segundo Yamamura (1995) sugere em seu livro como tratamento para acupuntura

    sistemica os pontos: VG 16, VG23, VB 14, VB20, IG4, B10, P7, F2 e F3.

    Já Wen (2006) sugere como tratamento os pontos: Xuanlu (VB5);

    Hanyan (VB4).

    Rodrigues (2001) sugere em seu estudo alguns pontos de acupuntura:

  • 14

    GB 20 –Fengchí – Piscina do Vento – Ponto de comunicação com o Yangwei

    Mai.Localiza-se abaixo da borda occipital, na depressão da inserção dos músculos trapézio e

    esternocleidomastóideo, na altura de Fengfu ( GV 16). Faz-se o agulhamento deste ponto

    transversal, oblíquo ou perpendicular, 0.5 a 1.2 Tsuns de profundidade. Evita-se o

    agulhamento oblíquo profundo devido à medula.

    LI 4 – Hégu – Encontro dos vales – Ponto Yuan ( fonte)- Localiza-se no dorso da

    mão, entre os ossos do primeiro e segundo metacarpos, no ponto médio do lado radial do

    segundo osso do metacarpo (ou na elevação do músculo interósseo, ao se aduzir o polegar) –

    Agulhamento perpendicular, 0.5 a 1.0 Tsun de profundidade.

    LR 3 - Taichong- Grande caminho- Ponto Shu (córrego) e ponto Yuan (fonte),

    pertence ao elemento Terra- Localiza-se no dorso do pé, na depressão proximal entre o

    primeiro e segundo ossos do metatarso. Agulhamento perpendicular ou oblíquo, 0.3 a 0.8 tsun

    de profundidade.

    GB14 – Yangbái – Brilho do Yang – Ponto de comunicação com o Yangwei Mai.

    Localiza-se 1 Tsun acima da sobrancelha, diretamente acima da pupila, faze-se o agulhamento

    transversal 0.3 a 0.8 Tsun de profundidade.

    GB 8 – Shuàigu – Vale do Comando – Ponto de comunicação com o meridiano da

    bexiga – Localiza-se diretamente acima do ápice da orelha,1.5 tsuns de profundidade acima

    da linha do cabelo, acima do Jiaosun (TE 20). Agulhamento transversal 0.3 a 0.8 Tsun de

    profundidade.

    GB 21 - Jianjing- Poço do Ombro – Ponto de comunicação com os meridianos do

    Sanjiao e Yangqei Mai. Localiza-se no ponto médio entre Dazhui ( GV 14) e o acrômio do

    ombro, diretamente acima na linha do mamilo. Agulhamento perpendicular,0.5 a 0.8 tsun de

    profundidade, evitando o agulhamento profundo devido ao ápice do pulmão.

  • 15

    BL 2 – Cuanzhu- Bambuzal – Localiza-se na extremidade medial da sobrancelha.

    Agulhamento perpendicular ou transverso, 0.3 a 0.8 Tsun de profundidade.

    BL 10 – Tianzhú- Pilar do céu – Localiza-se na nuca,na depressão da borda lateral

    do músculo trapézio, 1.3 tsuns lateral a linha média posterior, 0.5 Tsun acima da linha

    posterior do cabelo. Agulhamento perpendicular ou oblíquo, 0.3 a 0.5 tsun de profundidade.

    BL 60 – Kunlún – Montanhas Kunlún- Ponto Jing , pertence ao elemento fogo.

    Localiza-se na depressão entre o tendão do calcâneo e o ponto mais alto do maléolo lateral do

    tornozelo- Agulhamento perpendicular, 0.5 a 1.0 Tsun de profundidade.

    LU 7 – Liéque - Fora do alinhamento – Ponto Luo , de comunicação com o Ren

    Mai- Localiza-se na fissura do processo estilóide do rádio, 1.5 Tsuns proximal à prega do

    punho. Agulhamento oblíquo, 0.5 a 1.0 Tsun de profundidade.

    TE 5 – Wàiguan – Ponto Externo – Ponto Luo de comunicação com o Yangwei

    Mai - Localiza-se na face dorsal do antebraço, na linha que liga o Tángchi (TE 4) à ponta do

    olecrano, 2 tsuns proximal à prega do punho, entre os ossos radio e ulna. Agulhamento

    perpendicular , 0.5 a 1.0 Tsun de profundidade.

    ST 8 - Toúwéi- Suporte da Cabeça – Ponto de comunicação com os meridianos da

    Vesícula Biliar e Yangwei – Localiza-se na entrada do cabelo, 0.5 Tsun acima da linha

    anterior do cabelo, 4.5 Tsuns lateral à linha média central. Agulhamento anteroposterior, 0.5 a

    1.0 tsun de profundidade.

    ST 36 - Zúsanli – Tres milhas a pé – Ponto Ho ( mar), pertencente ao elemento

    Terra. Localiza-se na face antero-lateral da perna, 3 tsuns abaixo de Dúbi ( ST 35) e a largura

    do dedo médio lateral à borda anterior da tíbia, com o joelho fletido, perpendicular ao plano

    de fundo. Agulhamento perpendicular ou oblíquo 0. a 2.0 tsun de profundidade.

    ST 44 - Néiting - Vestibulo Interno – Ponto Ying (nascente) – Localiza-se no

    dorso.

  • 16

    Garcia (2006) indica como tratamento os pontos para auriculoterapia: Ápice-

    Sangria; Shenmen; Simpático; Subcortex; Estomago; Fronte; Vesícula Biliar; Ouvido externo;

    Bexiga; Fígado; Vertex; Temporal; Occipital

    Vieira (2010) utiliza em seus tratamentos o seguinte protocolo: VG23; Taiyang;

    E8; VB20; VG20; CS6; IG4 e P7

    Já Souza (2007) indica o uso da Auriculoterapia junto com a Acupuntura

    Sistêmica, defendendo a tese que uma terapia complementa a outra. Os pontos indicados para

    o tratamento de cefaléia tensional para auriculoterapia são: Shenmen- tonifica; Simpático-

    tonifica; Rim- tonifica; Subcortex- tonifica; Suprarenal- seda; Encefalo- seda. Os pontos

    sistêmicos indicados para o tratamento são: TA 10, 23- E 8- VB 4, 5, 6, 8, 37.

  • 17

    3. Objetivo

    Mostrar em nosso trabalho através de estudos científicos realizados em

    monografias, artigos de revistas cientificas e livros, a associação das técnicas de acupuntura

    sistêmica e acupuntura auricular no tratamento da cefaléia do tipo tensional.

  • 18

    4. Justificativa

    Através de estudos bibliográficos foram mostrados que milhões de pessoas se

    queixam de cefaléia causada por tensão, e a causa vem do ritmo intenso diário combinado

    com a ansiedade, a depressão, posturas errôneas e outras patologias. A cada dia vem

    aumentando a queixa da dor, assim como, o uso dos medicamentos alopáticos,

    (HOFFMANN; TEODOROSK, 2005).

    Araujo e Almeida (2009) diz que a cefaléia acometem mais de 90% da população,

    com maior incidência em pessoas com idade entre 20 e 50 anos

    O uso da acupuntura sistêmica e acupuntura auricular é uma técnica de

    tratamento, que vem melhorando a percepção subjetiva da qualidade de vida principalmente

    no caso de cefaléia tensional (RODRIGUES, 2001).

    Segundo Araújo e Almeida (2009) a razão não esta apenas em seu efeito

    analgésico mas também em seu potencial de cura.

    Com base nestes dados coletados, surgiu a necessidade de se pesquisar com maior

    profundidade o efeito destas técnicas.

  • 19

    5. Discussão

    Como já foi citado anteriormente, nas últimas décadas houve um aumento no

    interesse pela MTC, tanto nos meios científicos quanto na população em geral. Isso se deve,

    em parte, aos resultados de estudos sobre resultados clínicos dessa abordagem para diversas

    doenças, mas também devido às impossibilidades, e mesmo descontentamentos para com a

    medicina ocidental, caracterizada por um atendimento pouco individualizado e altamente

    fragmentado em diversas especialidades (OLIVEIRA, 2001).

    A acupuntura, nos últimos anos, tem-se tornado um importante método no

    tratamento das cefaléias, em especial, cefaléia primária, sem causa conhecida, não somente

    pelo seu efeito analgésico, mas pelo potencial de cura, desde que o diagnóstico e tratamento

    estejam corretos (OLIVEIRA, 2001).

    Nas últimas décadas a auriculoterapia tem sido aplicada com êxito no tratamento

    de algias e em procedimentos de anestesia profunda (SOUZA, 1994).

    Segundo Magalhães e Rocha (2007), a acupuntura pode promover a diminuição

    drástica dos sintomas álgicos nos casos de dores crônicas, promovendo o restabelecimento

    precoce das atividades. Este mesmo autor ainda enfatiza, “a eficácia do tratamento analgésico

    da acupuntura se deve a liberação de opióides endógenos”.

    Rodrigues (2001) relata em seu artigo que nos últimos anos têm surgido muitos

    estudos investigando a eficácia da acupuntura na cefaléia. Alguns destes estudos sugerem que

    a acupuntura poderia ser usada em larga escala como tratamento único, outros não mostram

    superioridade para se usar a acupuntura e outros mostram a acupuntura como alternativa de

    tratamento, ou seja, como uma arma a ser usada quando na falência de outros tratamentos.

    Chiquetti (2004), afirma que a auriculoterapia assim como as fibras nervosas que

    estão nos tecidos quando são estimuladas, libera opióides endógenos, beta –endorfinas e

  • 20

    citocinas, que são importantes no controle da dor, da regulação da temperatura corporal e da

    pressão arterial. Em alguns casos pode-se pensar em aumentar a quantidade de sessões de

    auriculoterapia ou associar outras técnicas de tratamento à terapia auricular, como talvez a

    acupuntura sistêmica, ou até mesmo a associação com fármacos.

    Vieira (2010) concluiu em seu trabalho que a acupuntura produz efeitos aceitáveis

    nos casos de cefaléia, onde também ele conclui que o efeito da acupuntura para cefaléia

    depende das causas etiológicas e ele termina dizendo que Em alguns casos quando a terapia

    não surte o efeito ideal, é indispensável combiná-las com dois métodos diferentes como a

    acupuntura sistêmica e a auriculoterapia, podendo ter um resultado muito mais eficaz.

  • 21

    6. Conclusão

    Concluímos com base em pesquisas cientificas que nos últimos anos teve um

    aumento significativo de pessoas sofrendo por causa de cefaléia tensional e conseqüentemente

    o aumento do uso de medicamentos alopáticos que ocasionam uma melhora momentânea,

    porém o uso desses medicamentos a longo prazo podem causar outros tipos de patologia.

    Sendo assim as técnicas em medicina tradicional chinesa como a acupuntura e a

    auriculoterapia, apresentam um tratamento com mais probabilidade de melhoras e sem

    reações diversas.

    Podemos observar em estudos científicos que as técnicas de acupuntura sistêmica

    e acupuntura auricular, bem como as associação dessas técnicas são eficazes para o

    tratamento de cefaléia primaria, onde juntas podem complementar aumentando a eficácia de

    seu resultado.

  • 22

    7. Referências Bibliográficas

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