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Atendimento a desencarnados Verso - a Desencarnados (Leda Marques Bighetti).pdf · PDF fileSe a realidade espiritual te busca, ... sem ferir ou agredir, ... Chamá-lo de irmão? De

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Atendimento a desencarnados

Verso Como atender ao Esprito que trazido a uma sesso medinica detido em

conflitos, que lhe so presentes, reais?

Cumpriment-lo? Desejar-lhe bom dia, boa noite? Cham- lo de irmo? Esclarecer

que j morreu"? Informar que est em um Centro Espirita? E se ele for de outra

crena? Se pedir o padre ou pastor? Como agir face ao Esprito que no consegue

ou no quer falar? A me desesperada, a filha em aflio, o suicida, o degolado, o

paciente terminal preso ainda s dores de seu leito hospitalar? H frmulas a

serem seguidas?

Estamos preparados? Como fazer frente a esses desafios? Como a proposta

esprita contida em O Livro dos Mdiuns orienta?

Situaes muitos prximas das aqui relatadas so possveis de acontecer no dia a

dia, o que faz deste livro, importante instrumento de orientao tambm para uso

no trato com encarnados.

Sem ditar regras, pois estas no existem, os casos verdicos aqui enfeixados,

constituem-se como material de estudo, no qual, cada um, antes de mais nada, ver

no engano do outro, ensinamentos para a prpria vida.

ISBN978-85-60862-06-1

(...) Se algum, caiu na morte do mal, diante de ti, ajuda-o a refazer-se para o bem; entretanto, alm disso, preciso tambm, desat-lo de qualquer constrangimento e deix- lo ir. (1) (...) Recorda que todas as criaturas trazem consigo as imperfeies e fraquezas que lhe so peculiares, tanto quanto ainda desajustados, trazemos tambm as nossas". (I) (...) Se a realidade espiritual te busca, ofertando-te servio no levantamento das boas obras, no te detenhas apresentando deformidades e frustraes. No clima da Boa Nova, todos ns encontramos recursos de cura e reabilitao, reerguimento e consolo. Para isso, basta sejamos sinceros, diante da nossa prpria necessidade de corrigenda, com o espirito espontaneamente consagrado ao privilgio de trabalhar e servir". (1) Aos Desencarnados ...............................

Esclarecimentos ..................................... j |

91

Transcrio ........................................... ai

Ouvir. .................................................... 25

Prefcio da Terceira Edio ........... 31

Referenciando a Capa........................ 32

Jesus Doutrinador. ............................ 33

As Comunicaes Espritas .............. 39

Fatos - Histrias - Estudos ............. 50

Comunicao Medinica entre Encarnados 377

Caractersticas que diferenciam as

Comunicaes Medinicas .............. 386

Comunicaes de Encarnados em

Sesso Medinica ............................. 398

Consideraes ................................... 411

Bibliografia 415Aars desencarnados

Atendimento A DosMfflgte

1 1- XAVIER,Francisco C., pelo Espirito. Emmanuel, Palvras de Vida Eterna, 8a.ed.

Uberaba; CEC,1986.p.75-61-127

ATENDIMENTOA

DESENCARNADOS Realidade

aps a morte em histrias e

estudos

Aos Desencarnados No primeiro momento deste volume conste, com carinho, agradecimento e tributo

ao mrito a cada Esprito que permitiu psse seu drama relatado. Funcionando

como num laboratrio, forneceram aos atendentes para, no estudo e anlise dos

conflitos, refletirem sobre as vrias e inmeras fornas possveis do atendimento

que, sem ferir ou agredir, levam o necessitado a identificar, sentir, ver a ajuda na

qual est mergulhado, sem conseguir perceb-la, detalhes que possibilitaro sair

do momento em que se detm, retomando prpria vida sob passos de libertao.

A todos, histria de cada um, o respeito agradecido, no desejo sincero de que

estejam muito bem.

Nota: Normalmente as expresses usadas pelos Espritos so coloquiais, exemplo:

no quero te ver, deixa eu ver, igual a eu, etc. Na transposio em texto

manteve-se a forma coloquial coneta, sem alterao do sentido: no quero

conhec- la; deixe-me ver, igual a mim.

Esclarecimentos Antes de prosseguir, explicar que usamos no ttulo o termo "morte para referenciar Espritos que se julgam ou no mortos e portanto, no desencarnados. As histrias so reais, no existindo na redao retoques, abrandamentos, fantasias ou acrscimos. 0 grupo medinico, mdiuns e atendentes so annimos, tanto quanto o so os Espritos manifestantes. No h identificaes reveladoras, mas manteve-se o anonimato que a tudo e a todos deve proteger, destacando-se nas lies vivas o respeito dor alheia, que pede discrio e sigilo. Muitos dos enredos e dramas foram passados pelos atendentes ou destacaram-se nas avaliaes nas quais, aps o trabalho, discutia-se procurando a melhor forma de se ater, de encaminhar. Apesar disso, no h nomes nestes livros e o meu figura porque algum precisa

assin-los. Participei, praticamente, de todos os fatos. Coube-me dar a forma didtica a um encadeamento que, fugindo do meu mrito, encadeou-se do simples ao complexo, detalhe que s o percebi depois do trabalho pronto. A experincia foi bela, envolvente, por isso aos Benfeitores Espirituais, Espritos manifestantes, mdiuns, atendentes, aos grupos medinicos enfim, o carinho e a felicidade de participarmos juntos em nome de Jesus, ser til a alguns irmos atormentados. Este livro no constava dos planos da Srie Didtico- Pedaggica O Centro Esprita. No transcorrer das atividades, especialmente quando da instalao da Desobsesso e no trato com os companheiros da Educao Medinica, notou-se a dificuldade do doutrinador, atendente, atingir a necessidade do Esprito, muitas vezes mesmo nem a percebendo. As dvidas, os questionamentos se enfeixavam. Como cumprimentar o Esprito que trazido? Desejar-lhe bom dia, boa noite? Cham-lo de irmo? De senhor, de voc? Devemos esclarecer que estamos num Centro Esprita? E se for de outra crena? Como receber tal informao? Diante de um quadro de aflio, basta dizer que olhe ao redor, que h pessoas

ajudando? Ser que o Esprito, por si s, consegue acalmar-se e observar?

Como agir quando o Esprito no quer ou no consegue falar? Quando pede um

padre ou um pastor?

E quando ameaa com castigos e perseguies que seus amigos movero contra o

atendente e sua famlia? E a me desesperada ou filhos aflitos alheios a qualquer

argumentao? O suicida em desespero? O degolado? O enforcado? O doente no

hospital em tratamentos dolorosos, em processos terminais, nas aflies do

desencarne? Deve-se revelar que est morto? ou morrendo?

Sero casos e casos, inusitados, diferentes, prprios do estgio de cada um, de

forma que jamais encontraremos duas situaes idnticas, iguais. Por isso no

existe uma regra fixa, uma receita, digamos assim.

A abordagem h que ser fraterna, afetuosa, compreensiva, altamente paciente,

envolta em carinho e respeito to intenso, a ponto de, pela sinceridade emanada,

despertar a confiana do Espirito em conflito, abrindo tal proceder, clima que

possibilite dilogo capaz de lev-lo a descobrir-se avaliando seu drama, suas

razes e necessidades.

Essa tcnica de no ressaltar o engano em que se detm, de mostrar caminhos,

visa, atravs de pequenas perguntas, levar o Esprito a voltar-se para o prprio

ntimo, empreender anlise de seu proceder, do estado, do momento em que se

detm e, por si, compreender qual a atitude lhe ser, da por diante, mais

interessante. Auxiliado pelos Espritos amigos, elaborar sua nova etapa evolutiva,

estimulando virtudes ainda incipientes, esforando-se para devotar- se aos rumos

de seu novo projeto de vida.

Exterioriza-se nessa tcnica, sensibilidade humana, respeito, sobretudo ao

momento evolutivo de cada um.

Alm dessa orientao esprita, h necessidade, sim, de certo preparo psicolgico

embasado, por exemplo, em reflexes contidas no Relaes Fraternas-Caminhos

para o Atendimento Fratemo(2) que passam noes bsicas, mas necessrias para

entender o outro. Alie-se bom-senso, carinho, firmeza, sinceridade no que se

refere, isto , envolvimento com o caso, como sendo aquele o mais importante e

significativo.

Esses detalhes, alis, no so desejveis apenas na hora ou quando se vai tratar

com desencarnados, mas por processo de vida nas relaes entre encarnados, a

comear pelo lar de cada um, treino primeiro para as relaes com o outro, sejam

eles encarnados ou no.

Os casos, as histrias que aqui encontraremos, so situaes de vida, verdicas.

Quando iniciamos este trabalho, a equipe espiritual dirigente foi posta a par do

objetivo e aquele Esprito que no desejasse ver sua experincia divulgada, ao

manifestar sua recusa, seria totalmente respeitado, como realmente aconteceu.

As formas de atendimento abordadas no se constituem como regras ou modelos.

J vimos que no existem. material de estudo no qual cada um ver, antes de

mais nada, no engano do outro, ensinamentos para a vida pessoal. Depois viro

enfoques possveis que no agridem, no violam a liberdade do Esprito

prendendo-o ao Centro.

Por ltimo, se tivssemos dvida sobre imortalidade do Esprito, da

comunicabilidade, como justificar tantos enredos, tantas tramas, situaes to

dspares, to diferentes e, ao mesmo tempo, dentro de uma s necessidade?

Entendendo a importncia de bem receber e atender os desencarnados

destacou-se, para todos, nas avaliaes, a benfica influncia da Doutrina Esprita

mantendo aberto, tanto no espao como no planeta, meios para renovaes,

sempre havendo encarnados e desencarnados esclarecidos prontos par

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