atividades automotivas

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S RIE G ESTO E P LANEJAMENTO AMBIENTAL

Controle da poluio hdrica gerada pelas atividades automotivas

Verso provisria

PRESIDNCIA DA REPBLICA

Luiz Incio Lula da SilvaJos Alencar Gomes da Silva Vice-Presidente MINISTRIO DA CINCIA E TECNOLOGIA Srgio Machado Rezende Ministro da Cincia e Tecnologia Luiz Antonio Rodrigues Elias Secretrio-Executivo Jos Edil Benedito Subsecretrio de Coordenao das Unidades de Pesquisa CETEM CENTRO DE TECNOLOGIA MINERAL Jos Farias de Oliveira Diretor Carlos Csar Peiter Coordenador de Apoio Tecnolgico Micro e Pequena Empresa Arnaldo Alcover Neto Coordenador de Anlises Minerais Silvia Cristina Alves Frana Coordenador de Processos Minerais Cosme Antnio de Moraes Regly Coordenador de Administrao Ronaldo Luiz Correa dos Santos Coordenador de Processos Metalrgicos e Ambientais Andra Camardella de Lima Rizzo Coordenador de Planejamento, Acompanhamento e Avaliao

S RIE G ESTO E P LANEJAMENTO AMBIENTALISSN 1808-0863 SGPA - 12 ISBN 978-85-61121-XX-XX

Controle da poluio hdrica gerada pelas atividades automotivas

Marcelo Bernardes Secron Engenheiro Civil-Sanitarista, M.Sc.

Gandhi Giordano Engenheiro Qumico, D.Sc.

Olavo Barbosa Filho Engenheiro Qumico, D.Sc.

CETEM/MCT

2010

Verso provisria

S RIE G ESTO

E

P LANEJAMENTO AMBIENTAL

Paulo Srgio Moreira Soares Editor Roberto de Barros Emery Trindade Subeditor CONSELHO EDITORIAL Ronaldo Luiz Correa dos Santos (CETEM), Maria Dionsia C. dos Santos (CEMTE), Olavo Barbosa Filho (PUC-RJ), Afonso Rodrigues Aquino (USP).A Srie Gesto e Planejamento Ambiental tem como objetivo principal difundir trabalhos realizados no CETEM, ou em parceria com colaboradores externos, assim como trabalhos independentes considerados relevantes na rea de gesto e planejamento ambiental e temas correlatos. O contedo desse trabalho de responsabilidade exclusiva do(s) autor(es). Thatyana Pimentel Rodrigo de Freitas Coordenao Editorial Vera Lcia Esprito Santo Souza Programao Visual Rosely Pereira Romualdo Editorao EletrnicaAplicao de Resduos de Mrmore na Indstria Polimrica / Larissa Ribeiro de Souza [et al.]. __Rio de Janeiro: CETEM/MCT, 2009. 36p. (Srie Tecnologia Ambiental, 52) 1. Rochas Ornamentais. 2. Resduos slidos. I. Centro de Tecnologia Mineral. II.Souza, Larissa Ribeiro. III. Ribeiro, Roberto C. C. IV. Carrisso, Regina C. Casseres. V. Silva, Luciana Portal. VI. Pacheco, Elen B. A. Vasques. VII. Visconte, Leila Lea Y. VIII. Srie. CDD 553

SUMRIORESUMO _____________________________________________ 7 ABSTRACT ___________________________________________ 8 1 | APLICAO E OBJETIVOS ___________________________ 9 2 | INTRODUO _____________________________________ 10 2.1 | Histrico ______________________________________ 10 2.2 | Caractersticas Gerais___________________________ 12 2.2.1 | leos e Graxas _______________________________ 14 2.2.2 | Produtos Coadjuvantes ________________________ 15 2.2.3 | Prtculas e Slidos ___________________________ 17 2.2.4 | Sistemas Separadores gua e leo ______________ 17 2.2.5 | Os Impactos Ambientais de leos, Produtos Coadjuvantes e Slidos ________________________________ 28 2.2.6 | Tecnologias Complementares para Remoo e Gesto de leos e Graxas e Produtos Coadjuvantes para as atividades automotivas _______________________ 36 3 | ASPECTOS LEGAIS_________________________________ 46 3.1 | Limites de Lanamento para o leo _______________ 48 3.2 | Limites de Lanamento para os Surfactantes _______ 49 3.2.1 | Outros Diplomas Legais de Importncia Ambiental em Relao aos Detergentes ______________________ 50 3.3 | Limites de Lanamento para a DQO _______________ 50 3.4 | Limites de Lanamento para Slidos em Suspenso e Materiais Sedimentveis _______________________ 52 3.5 | Limites de Lanamento para o pH _________________ 53

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4 | METODOLOGIA EMPREGADA ________________________ 54 5 | ATIVIDADES E ETAPAS DE CAMPO DESENVOLVIDAS ___ 55 6 | RESULTADOS E DISCUSSO ________________________ 56 7 | CONCLUSES E RECOMENDAES __________________ 63 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS _______________________ 67

RESUMOO presente estudo avaliou treze atividades automotivas na regio metropolitana do Rio de Janeiro, atravs de um protocolo de monitoramento proposto, envolvendo os parmetros: Surfactantes, DQO, leos e graxas, RNFT, material sedimentvel e pH, constatando que no so apenas os slidos e os leos e graxas que so gerados no efluente lquido das atividades automotivas. Os inmeros produtos de limpeza, solventes e combustveis empregados, aplicados em lavagem de veculos e limpeza de peas, denominados produtos coadjuvantes, no so tratados pelo(s) Separador (es) gua e leo (SAO). Estes possuem caractersticas de emulsificao do leo presente no efluente automotivo, reduzindo a eficincia de reteno nos SAO, alm de possuir um potencial poluidor em funo da presena de carga orgnica e compostos refratrios. Palavras-chave Separadores gua e leo, efluentes automotivos, produtos coadjuvantes, emulsificao do leo, atividades automotivas

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ABSTRACTThis study assessed thirteen different automotive activities in Rio de Janeiro metropolitan area, using a monitoring protocol, involving the following parameters: MBAS, COD, oils and greases, suspended solids, settable solids and pH. This demonstrated that solids and oils and greases were not the only pollutants generated in wastewater from automotive activities. Various types of cleansing products, solvents and fuels employed in these activities, considered accessory products, cannot be treated by a simple OWS, and are able to emulsify the oil present in wastewater from automotive activities, reducing the efficiency of the OWS. They also have pollution potential due to the presence of organic matter and nonbiodegradable compounds. Key-Words Oil-water separators, automotive effluents, accessory products, oil emulsification, automotive activities.

Controle da poluio hdrica gerada pelas atividades...

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1 | APLICAO E OBJETIVOSAs atividades automotivas encerram os estabelecimentos dos setores de comrcio e prestao de servio que lidam com veculos automotivos de uma forma geral, sejam estes de caractersticas leves, como motos, carros de passeio e vans, ou de caractersticas pesadas, como caminhonetes, nibus e caminhes. Nestas atividades so realizadas operaes de manuteno, reparo de peas, lavagem, lubrificao, troca de fluidos, abastecimento e estacionamento, onde so gerados efluentes lquidos provenientes das operaes supracitadas. Este estudo tem como objetivo a avaliao de sistemas separadores gua e leo, utilizados em atividades automotivas, visando a consolidao de dados e procedimentos para auxiliar os estabelecimentos do ramo automotivo, os rgos de meio ambiente, corporativos e normativos nos processos de normalizao, avaliao, controle, gesto e licenciamento ambiental, no tocante aos aspectos de poluio hdrica acarretados pelos efluentes lquidos produzidos nas atividades automotivas.

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Secron, M. B. et alii

2 | INTRODUO 2.1 | HistricoA poluio, no sentido mais amplo, pode ser entendida como qualquer modificao de caractersticas de um ambiente de modo a torn-lo imprprio s formas de vida que ele normalmente abriga (BRANCO, 1972). A partir dos anos 50, quando a sociedade alcanou grandes progressos no campo industrial, apareceu o problema da poluio. O mundo percebeu que precisava de uma salvaguarda para o meio ambiente, interagindo nas atividades produtivas de maneira a controlar a poluio gerada (MARTINI JNIOR e GUSMO, 2003). Para gerenciar essa situao, comearam a surgir, primeiramente nos pases industrializados, legislaes e rgos governamentais que passaram a cuidar de assuntos relacionados ao meio ambiente, e, dentro dessas aes, a regulamentao de padres ambientais para as atividades industriais e de servios em geral. No Brasil, o grande marco da insero das questes ambientais ocorreu em 1981 com a entrada em vigor da Lei 6.938, que instituiu a poltica nacional de meio ambiente. No escopo dessa lei, foi criado o SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente), que estabeleceu a hierarquia e a funo dos rgos ambientais no pas. Dentre esses rgos, destaca-se, por exemplo, o CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente) e o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente). Durante cinco anos na atuao como engenheiro sanitarista da SEMAPE (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Projetos Especiais do Municpio de Duque de Caxias-RJ), rgo este

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classificado dentro da esfera do SISNAMA como rgo local, foram fiscalizadas dezenas de atividades automotivas, tais como: oficinas mecnicas, empresas de nibus, transportadoras de carga, postos de gasolina, lava-jatos, concessionrias e demais empresas que lidam com leos lubrificantes e combustveis. Em todas essas atividades, foram vistoriadas vrias unidades separadoras gua e leo, dispositivo de controle de poluio largamente utilizado nesses estabelecimentos. De um modo geral, constatou-se que as atividades automotivas no destinavam apenas os poluentes oleosos para os separadores gua e leo, mas tambm outros poluentes presentes nas guas residurias provenientes das operaes de lavagem de carroceria, motor, piso, limpeza de peas e outros similares. Essas guas residurias, por possurem, alm do leo, os slidos, detergentes, desengraxantes, desengordurantes, solventes, combustveis e afins (aps passarem pelos respectivos sistemas separadores gua e leo instalados nas atividades automotivas), em muitos casos, no apresentavam, por intermdio de inspees visuais, um aspecto satisfatrio de tratamento que pudesse ser creditado apenas aos sistemas separadores gua e leo um tratamento eficiente para o efluente gerado nas atividades automotivas. A suspeita era ntida em relao presena de uma carga poluidora significativa no efluente, que foi verificada, ainda ne