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ATUALIDADES Apresentação Nos últimos anos, as principais instituições responsáveis pela organização de concursos públicos no Brasil, como o Cespe/UnB, a Esaf, o NCE/UFRJ, Cesgranrio, entre outras, vêm mudando a proposta básica de seus trabalhos, principalmente na forma de elaboração das provas e nos programas (conteúdos) a serem exigidos dos candidatos. Entre as mudanças, uma muito interessante é quanto à exigência de um servidor público-cidadão, e, para que isso ocorra, incluíram um conteúdo, normalmente denominado de atualidades, na área de conhecimentos gerais. É óbvio que um servidor público consciente de sua cidadania possui um maior compromisso político e social, com a conseqüente melhor prestação de seus serviços à sociedade, na qual a qualidade de seu trabalho passa a se destacar não em detrimento, mas se somando ao bom atendimento à população. Outro fator importante para o conteúdo de atualidades a ser explorado nas provas de concurso público é que ele se transforma no principal instrumento na proposta de um conteúdo interdisciplinar e contextualizado. Portanto, é muito útil para se utilizado em conjunto com a maioria dos demais assuntos a serem questionados, como informática, língua portuguesa, meio ambiente, direito, etc. Normalmente, a maioria dos candidatos a concursos, quanto ao conteúdo de atualidades, comete falhas em sua preparação para as provas ao menosprezarem a importância do conteúdo de atualidades no resultado final das provas, fazendo o seguinte discurso: para o conteúdo de atualidades, basta ler revistas e jornais e pronto, estou preparado. É óbvio que ficar sabendo dos acontecimentos e transformações, que um mundo cada vez mais globalizado está produzindo, é importante, mas não são muito proveitosas essas informações sem o acompanhamento de um contexto histórico, pelo menos dos fatos mais importantes das últimas décadas. Isso porque a realidade dialética, quanto a causas e efeitos, nos mostra que o momento atual resulta de fatos importantes do passado, principalmente do pós-Segunda Guerra e, sem essas informações, fica difícil ordenar os acontecimentos atuais e, mais complicado ainda, projetar possibilidades viáveis de resultados na forma de organização e funcionamento das sociedades num futuro próximo. Portanto, esse conteúdo tem como maior objetivo auxiliar as pessoas interessadas na compreensão do necessário quanto aos assuntos e das formas de cobrança do conteúdo de atualidades como vêm ocorrendo nos concursos públicos no país. Boa sorte

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  • 1. ATUALIDADES Apresentao Nos ltimos anos, as principais instituies responsveis pela organizao de concursos pblicos no Brasil, como o Cespe/UnB, a Esaf, o NCE/UFRJ, Cesgranrio, entre outras, vm mudando a proposta bsica de seus trabalhos, principalmente na forma de elaborao das provas e nos programas (contedos) a serem exigidos dos candidatos. Entre as mudanas, uma muito interessante quanto exigncia de um servidor pblico-cidado, e, para que isso ocorra, incluram um contedo, normalmente denominado de atualidades, na rea de conhecimentos gerais. bvio que um servidor pblico consciente de sua cidadania possui um maior compromisso poltico e social, com a conseqente melhor prestao de seus servios sociedade, na qual a qualidade de seu trabalho passa a se destacar no em detrimento, mas se somando ao bom atendimento populao. Outro fator importante para o contedo de atualidades a ser explorado nas provas de concurso pblico que ele se transforma no principal instrumento na proposta de um contedo interdisciplinar e contextualizado. Portanto, muito til para se utilizado em conjunto com a maioria dos demais assuntos a serem questionados, como informtica, lngua portuguesa, meio ambiente, direito, etc. Normalmente, a maioria dos candidatos a concursos, quanto ao contedo de atualidades, comete falhas em sua preparao para as provas ao menosprezarem a importncia do contedo de atualidades no resultado final das provas, fazendo o seguinte discurso: para o contedo de atualidades, basta ler revistas e jornais e pronto, estou preparado. bvio que ficar sabendo dos acontecimentos e transformaes, que um mundo cada vez mais globalizado est produzindo, importante, mas no so muito proveitosas essas informaes sem o acompanhamento de um contexto histrico, pelo menos dos fatos mais importantes das ltimas dcadas. Isso porque a realidade dialtica, quanto a causas e efeitos, nos mostra que o momento atual resulta de fatos importantes do passado, principalmente do ps-Segunda Guerra e, sem essas informaes, fica difcil ordenar os acontecimentos atuais e, mais complicado ainda, projetar possibilidades viveis de resultados na forma de organizao e funcionamento das sociedades num futuro prximo. Portanto, esse contedo tem como maior objetivo auxiliar as pessoas interessadas na compreenso do necessrio quanto aos assuntos e das formas de cobrana do contedo de atualidades como vm ocorrendo nos concursos pblicos no pas. Boa sorte

2. O Mundo em Transformao ATUALIDADES ECONMICAS, POLTICAS E SOCIAIS Os acontecimentos do dia 11 de setembro de 2001, que culminaram com a destruio do World Trade Center em Nova Iorque e com a parte oeste do prdio do Pentgono em Washington/DC nos EUA, no podem ser encarados como um fato isolado, que aps algum tempo ser esquecido e substitudo por novos fatos. Na realidade, este acontecimento precedido de momentos tambm importantes, mas em me nor escala de importncia global. O 11 de setembro tambm antecede mudanas nos acontecimentos, que nos prximos anos, devero alterar de forma significativa o comportamento dos EUA, a nao mais poderosa do planeta, modificando suas relaes com os demais pases e interferindo no modo de vida dos cidados de todo o mundo. Tambm no pode ser analisado somente de acordo com uma varivel ou um ato terrorista e, sim, de acordo com as variveis - econmicas, polticas, sociais, geoestratgicas, ambientais e culturais. Enfim, o dia 11 de setembro de 2001, como fato histrico e no cronolgico, indica o primeiro dia do sculo 21, s que este dia no terminou, pois ter desdobramentos e, certo, que os EUA iria responder agresso sofrida, basta lembrar que o governo norte - americano rapidamente mudou o critrio de interpretao ao ato sofrido, classificando o 11 de setembro no mais como ato terrorista e, sim, como ato de guerra, pois assim, poderia responder ao ataque, inclusive com o apoio da ONU. Como veio a ocorrer, ao atacar a teocracia dos talebans no Afeganisto em 2002, e a guerra contra o Iraque em 2003. FATOS QUE PRECEDERAM O DIA 11 DE SETEMBRO DE 2001 A Poltica Externa dos EUA Com o retorno dos republicanos ao poder, o pas mais poderoso do mundo passa a se comportar de forma mais impositiva em relao aos seus principais parceiros e, principalmente, quanto aos pases do sul. George W. Bush defendeu em campanha: governar de costas para o mundo e de frente para os EUA. Numa posi o clara de recrudescimento nas relaes externas.Recentemente, em entrevista, George W. Bush se auto-denominou como o presidente 3. da guerra. O governo republicano de George W. Bush Em janeiro de 2001 os EUA no participam oficialmente do Frum Econmic o Mundial em Davos, na Sua, comprovando a proposta de campanha de governar de costas para o mundo e de frente para os EUA. Os EUA retomam o desenvolvimento tecnolgico com objetivo estratgico militar acelerando o projeto Guerra nas Estrelas (Star War), gerando protestos mundiais quanto aos riscos de provocar nova corrida armamentista, pois outros pases sero obrigados a desenvolver seus projetos armamentistas. Protestos estes vindos principalmente da China Popular e da Rssia, que mesmo sendo parceiros dos EUA, podem avanar em seus projetos de defesa espacial. Os EUA avanam nas pesquisas e na reconstruo de laboratrios e centros de pesquisas no interior do pas para desenvolver novas armas qumicas e biolgicas, rompendo os acordos internacionais do ps - segunda Guerra. Ao mesmo tempo que identifica o eixo do mal formado pela Coria do Norte, Iraque e Ir e, mais recentemente classificou Cuba, Venezuela e Brasil como eixo do mal da Amrica Latina. O presidente norte - americano torna pblico que vai conseguir autorizao ou o ajuste rpido (fast track) do Congresso de seu pas para implantar a Alca rea de Livre Comrcio das Amricas. Com o 11 de setembro, o Congresso dos EUA aprovam o TAP Permisso para Acordos Comerciais, mesmo no tendo a maioria de republicanos. Passa a reduzir rapidamente os impostos e os juros internos, demonstrando que sua economia est entrando em recesso, provocando elevado dficit fiscal e comercial. Em julho de 2003 os EUA reduzem os juros internos para 1% ao ano, so os juros internos mais baixos desde 1958. Em 2004, voltou a elevar os juros internos para 2% ao ano, num claro aviso aos pases perifricos como o Brasil, que vai retornar a poltica de atrao dos 4. investimentos externos para financiar seu dficit. Em reunio (2001) do Grupo dos Sete (G-7) mais a Rssia (G-8), em Gnova, os discursos do governo norte - americano so de imposio e no de propostas a serem discutidas. Os EUA afirmam publicamente que, apesar das mudanas feitas na Reunio sobre Clima mundial, no vai assinar o Protocolo de Kyoto (1997), deciso tomada ao trmino da 3 Reunio sobre Clima, na Alemanha, em 2001. Abandona, em solidariedade a Israel, a 3 Reunio sobre Racismo, Xenofobismo e Outras Formas de Segregao, ocorrida entre os dias 31 de agosto e 7 de setembro de 2001- portanto vspera do 11 de setembro - em Durban na frica do Sul, por no aceitar discutir o sionismo como forma de segregao, nem discutir sobre a questo do povo palestino, principalmente quanto necessidade de implantao de um Estado Palestino, que desde o final do ano de 2000 est vivendo uma nova Intifada (revolta) ou Guerra das Pedras. A Intifada atual foi provocada pelo passeio que Ariel Sharon, lder do Likud partido ortodoxo judeu - fez na regio do antigo Templo Sagrado Judeu, atual rea onde existe a Praa das Mesquitas, em Jerusalm, local da terceira mesquita mais importante para os povos islmicos, a Mesquita de AlQsar. bvio que o passeio de Ariel Sharon foi acompanhado de 3.000 seguranas judeus e que tinha a inteno de provocar uma reao dos povos islmicos, principalmente dos palestinos, no prprio territrio do Estado de Israel e nas regies da Faixa de Gaza e Cisjordnia, seu objetivo maior era o de atrair os votos dos eleitores de Israel para seu partido conservador, o LIKUD, termina conquistando a maioria no Parlamento Israelense, sendo indicado para primeiro - ministro. FATOS QUE PRECEDERAM O DIA 11 DE SETEMBRO DE 2001 O atentado com caminho-bomba no World Trade Center, em 1993, que de acordo com a imprensa, em seis anos, fez desaparecer cerca de 90% das empresas multinacionais que possuam escritrios centrais naquele local. Os atentados nas Embaixadas Americana no Qunia e na Tanznia, (frica, 1999). 5. J colocados como atentados de responsabilidade da Al-Qaeda, com o comando do milionrio saudita Osama Bin Laden. A exploso no navio torpedeiro dos EUA na regio do Golfo de den, no Estreito de Bab ElMandeb, rota petrolfera, entre a Somlia (Chifre Sul da frica) e a Arbia Saudita, atentado praticado por dois homens bombas. A Poltica Externa Dos Eua No Ps - Segunda Guerra Fase crtica com avanos rpidos no confronto ideolgico entre os EUA e a URSS. Denominada de Guerra Fria ou corrida armamentista. Nos EUA temos o Maccartismo ou perodo de caa s bruxas. O desenvolvimento do poder de destruio em massa combinado com a presso psicolgica interna no pas tornam-se os principais instrumentos de imposio para sufocar a oposio nos EUA e pressionar os pases quanto ao terror mundial e os riscos quanto a uma nova guerra mundial, que acaba gerando uma neurose nuclear. A Guerra na Coria Com a derrota do imprio japons na Segunda Guerra Mundial, os territrios antes ocupados militarmente por esta potncia passam a ser disputados pelos novos mandatrios mundiais, entre eles a Pennsula da Coria, pois logo aps a vitria da Revoluo Chinesa e com o apoio da URSS a China Popular invade a parte norte da pennsula em apoio aos grupos socialistas da regio. Em contrapartida, os EUA passam a apoiar os coreanos na parte sul do territrio, resultando numa guerra que durou de 1948 a 1953 e a diviso pelo paralelo 37 criando a Coria do Norte socialista, e a Coria do Sul capitalista, hoje um Tigre Asitico. 6. A Coria do Norte permanece socialista, formando uma gerontocracia, e hoje ameaa o mundo ao tentar desenvolver pesquisas para produzir armas nucleares. A Guerra no Vietn classificada como um dos pases que formam o eixo do mal. A grande derrota militar dos EUA, no perodo da Guerra Fria, provocou certo enfraquecimento de um de seus cones de sustentao, pois o nacionalismo anglo-saxnico, protestante, conservador, no consegue convencer a opinio pblica nacional, quanto aos elevados gastos, os anos de guerra e s mortes de milhares de jovens brancos americanos, bem como o uso de armas de extermnio em massa nesta guerra, como o mapalm ou fogo qumico, o agente laranja, um desfolhante qumico e o agente azul que, de acordo com as autoridades norte-americ anas eliminava as plantaes de arroz, produto bsico no regime alimentar da populao vietnamita. A sociedade norte-americana passa a questionar a poltica externa de seu governo. A pergunta : o que o Vietn representa como ameaa para o mundo? Em conseqncia da guerra do Vietn, que eleva a oferta e uma rpida desvalorizao do dlar no mercado internacional, o governo dos Estados Unidos abandona o cmbio dlar/ouro - fixo, adotado desde a Conferncia de Bretton Woods em 1944 e passa a usar o sistema de cmbio flutuante, desregulamentando todo o comrcio mundial. E desde ento seu banco central (FED) no assume mais a paridade dlar ao ouro ao mesmo tempo em que se aproxima cada vez mais da Repblica Popular da China adotando a famosa Doutrina Nixon. Com a prtica da poltica de dupla diplomacia, onde no interessa o tipo de parceiro, e ,sim, a derrota do inimigo, isto , o principal a derrota da URSS. A sociedade americana sofre alteraes em sua base de organizao, principalmente quanto aos valores e formas de comportamento nacionalista, o nacionalismo anglo-saxnico perde fora competindo com outras formas de comportamento tambm nacionalistas, mas que acabam dividindo a opinio pblica do pas, provocando uma maior heterogeneidade de valores e mudanas no comportamento de sua sociedade como: 7. nacionalismo regionalizado o californiano, o texano, o nova-iorquino, etc.; nacionalismo coorporativo a defesa dos interesses econmicos em grupos organizados de interesse comum; nacionalismo hifenado ou tnico o crescimento mais rpido da populao no-branca, gera uma forma de nacionalismo tnico afro- americano, asitico-americano, hispnico norte - americano, etc. O poder poltico e econmico anglo-saxnico que sustentava as oligarquias no poder havia perdido uma de suas bases de sustentao, o nacionalismo, com isto diminuiu o apoio interno na sustentao de novos conflitos contra o inimigo externo. O inimigo externo, a URSS, est desaparecendo rapidamente, pois quando a URSS invade o Afeganisto e passa a sofrer com os atos de guerrilha praticados por grupos afegos financiados pelos EUA, numa guerra que vai de 1978 a 1988, a partir de 1984, quando a URSS inicia o processo da Perestroika (restaurao econmica) e a Glasnost (transparncia poltica), que dura at 1991. A Guerra no Golfo em 1991 Operao Tempestade no Deserto, nome oficial da guerra para os EUA, comandada por Colin Power, ou guerra pr-datada ou guerra vdeo game devido s transmisses ao vivo dos confrontos entre a fora de coalizo, na poca formada principalmente por EUA, Reino Unido, Canad e Austrlia contra o Exrcito Iraquiano. a grande oportunidade depois da guerra do Vietn de os EUA recuperarem o apoio da opinio pblica de seu pas. Quando o Iraque invade militarmente o territrio do Kwait ao mesmo em tempo que bombardeia o territrio do Estado de Israel, a grande oportunidade de o poder blico norte-americano recuperar o apoio da opinio pblica dos EUA. Em 1991 a URSS estava em ritmo acelerado de desmembramento, tanto que declarada extinta oficialmente em 25 de dezembro. Portanto, era preciso mostrar ao mundo que uma grande potncia (os E.U.A) havia sobrevivido ao desgaste da corrida armamentista 8. das ltimas dcadas. importante lembrar que a estratgia iraquiana de lanar msseis atingindo o territrio de Israel tinha como objetivo provocar uma resposta do pas, com isto, o Iraque queria envolver todos os pases islmicos na guerra, inclusive com o apoio da OLP Organizao para a Libertao da Palestina e da Jordnia. Mas os EUA forneceram dinheiro e os antimsseis patriotas para que Israel suportasse os ataques e no respondesse militarmente aos ataques do Iraque. As estratgias e o elevado poder blico, inclusive com armas de ltima gerao utilizadas na guerra do Golfo tinham endereo certo: Mostrar a supremacia blica dos EUA para o mundo. Convencer a sociedade norte- americana de que era possvel ser rpido, gastar pouco e provocar elevada destruio do inimigo externo. NOTAS Dados oficiais dos EUA mostram que morreram 100 soldados aliados e 500.000 iraquianos nesta guerra. Observe-se que na guerra do Golfo atual (2003) o comportamento dos EUA semelhante ao da guerra de 1991, declarando o trmino da guerra o mais rpido possvel. Lamentavelmente, o nmero de perdas de soldados norte- americanos e britnicos em combate aps a declarao oficial do trmino da guerra pelo presidente George W. Bush j superior ao nmero de mortos no perodo de confronto declarado. O mesmo fato vem ocorrendo na guerra contra o terrorismo internacional praticada no Afeganisto, onde os Taliban continuam provocando baixas na Fora norte-americana. 9. Fora norte-americana. Atualmente, cerca de 250.000 soldados e familiares, dos EUA, Reino Unido, Austrlia e Canad, que participaram da guerra do Golfo em 1991 sofrem seqelas violentas em razo dos medicamentos que tomaram para evitar as armas qumicas e biolgicas que poderiam ser usadas pelo Iraque naquela poca. importante lembrar que este desgaste ps guerra provocou a no reeleio - de George Bush, que foi derrotado por Bill Clinton. O bombardeio areo praticado pela Otan Organizao do Tratado do Atlntico Norte, na Iugoslvia (atual Srvia- Montenegro) veio a comprovar esta supremacia blica. a primeira vez que a Otan usa seu poder blico contra um Estado- nao. Com a independncia das repblicas da Eslovnia, Crocia, Bsnia - Herzegovina, Macednia e a autonomia da regio de Kosovo. Em 2003 o nome Iugoslvia desaparece, sendo transformada em Srvia e Montenegro, um novo nome para o que restou da grande Iugoslvia do perodo de Jozip Tito. interessante observar que as repblicas da Srvia e Montenegro formam um pas, mas com dois parlamentos e duas moedas, portanto, caminhando no sentido contrrio do projeto da Unio Europia. A partir desta situao, os EUA passam a defender o modo de vida norte-americano como o modelo ideal para o mundo, calcado numa espcie de fundamentalismo tecnolgico e econmico, pois ao defender a 10. econmico, pois ao defender a poltica da dupla diplomacia, o dlar como poder econmico para os amigos e do poder blico tecnolgico para os inimigos, acaba substituindo o inimigo externo, a ex-URSS com seu socialismo real, pelo fundamentalismo dito religioso do mundo islmico. Osama Bin Laden e as organizaes radicais islmicas mais famosas, como o Hamas nos acampamentos palestinos, a Jihad Islmica sediada no Egito, o Hezbollah e o Amal no Lbano, so grupos que foram parceiros dos EUA na guerra contra a Unio Sovitica (1979/1988), no Afeganisto, agora so transformados em inimigos do mundo ocidental, pela forma de organizao e funcionamento de suas sociedades, passam a ser considerados obstculos para os avanos da globalizao, portanto, inimigos do capitalismo neoliberal e dos EUA. Em outubro de 2004, Yasser Arafat, lder do AlFatha - grupo palestino criado em 1959, lder da OLP desde a dcada de 60 do sculo passado, apresenta debilidade fsica devido a idade j avanada e ao enclausuramento imposto por Israel, em Hamala, Centro da Autoridade Nacional Palestina, na Cisjordnia, sendo levado para a Frana para tratamento. Em 1 de novembro, pela primeira vez o Comando Central da Autoridade Palestina (ANP) tem uma reunio sem a presena de Yasser Arafat. Em outubro de 2004, o Parlamento de Israel aprova a proposta de retirar as Colnias judaicas legais e ilegais na Regio da Faixa de Gaza, a partir de 2005. O Estado de Israel insiste em implantar seu Plano Unilateral para implantao do Estado Palestino, mas no admite que este crie sua prpria fora armada. O Plano Unilateral de Israel, comandado pelo Premier Ariel Sharon tem o apoio do Governo dos EUA. bom lembrar que George W. Bush o primeiro presidente dos EUA a discordar do Plano da ONU, apoiando para que Israel ocupe a rea 11. que vai alm da Poligonal definida em 1947 na Cisjordnia. O Tribunal Internacional de Justia de Haia condenou a construo do Muro da Vergonha que Israel insiste em continuar construindo para controlar o deslocamento do povo Palestino em relao ao estado de Israel, dificultando, dessa forma, o livre trnsito do povo palestino nessa regio. Continua a Intifada (Revolta ou Guerra das Pedras) iniciada em setembro de 2000, na qual cerca de 5.000 pessoas j morreram, sendo a maioria dos palestinos. O Sionismo O sionismo teve seu incio de forma organizada, no final do sculo XIX na Europa, onde o fortalecimento econmico-financeiro da comunidade judaica havia conquistado uma grande capacidade de influncia nas decises dos imprios europeus, principalmente no imprio britnico, o mais poderoso na poca. Sionismo significa o direito de o povo judeu retornar para os lugares sagrados na regio da Palestina, no Oriente Mdio, onde haviam fundado a cidade de Jerusalm e nela construdo o Grande Templo de Salomo, onde ficava a Arca Sagrada com os dez mandamentos, de onde foram expulsos nos anos 68/70 d.C. pelo Imprio Romano, sionismo representa, tambm, o direito de o povo judeu, ser judeu em qualquer lugar que tenha nascido e/ou viva no mundo. Ao expulsar o povo judeu da Palestina, os romanos 68 d.C. destruram o templo sagrado, restando somente o muro das lamentaes. Sculos depois, os islmicos construram nesta rea a Praa das Mesquitas, onde Maom veio a morrer. nesta Praa das Mesquitas que est localizada a Mesquita de AlQsar, a terceira mesquita mais importante para o mundo islmico, somente superada em importncia pelas mesquitas de Meca e Medina a terra do profeta. Avanos do Sionismo 1)No incio do sculo XX, os judeus, que j controlavam a economia dos imprios europeus, passaram a comprar propriedades rurais na Palestina, financiando para que grupos de famlias judias da Europa Oriental (Polnia, ustria, Rssia, etc.), que eram perseguidos pelos governos e sociedades, fossem deslocados para estas fazendas na Palestina, surgindo deste projeto os primeiros kibutzins, ou propriedades coletivas, os heris da criao do Estado de 12. Israel, como Ben Guryon, Golda Meir, etc. 2)Em 1917 ocorre a Resoluo Balfor, onde um diplomata britnico defende o direito de o povo judeu criar um Estado prprio na Palestina, pois o Imprio Turco-Otomano estava sendo derrotado pelos ingleses que estavam comeando a dominar o Oriente Mdio. 3)Em 1922 a Liga das Naes Europias, liderada pelo Imprio Britnico, vota a favor da criao de um Estado judeu na Palestina, pois nesta regio j existia um protetorado britnico, portanto, controlada por um Imprio Ocidental. 4)1939/1945 Segunda Guerra Mundial Ocorre o holocausto, em que nove milhes de pessoas so mortas nos campos de concentrao e deste total quase 6 milhes so judeus, juntamente com milhes de pessoas de outras minorias tnicas ou religiosas ou em dispora como os ciganos, testemunhas de Jeov, os islmicos, etc. Quando estes fatos so revelados para o mundo no ps- Segunda Guerra, a mudana do eixo de poder mundial est se deslocando para a grande guia ou nova Roma na Amrica do Norte, os EUA vos substituindo os Imprios Europeus no comando mundial. Nem a superpotncia que emergia nem os judeus podiam perder esta oportunidade histrica, reivindicando seus direitos de criao e implantao de um Estado judeu na Palestina. 5)1947 Resoluo da ONU, no qual Oswaldo Aranha, diplomata brasileiro e primeiro primeiro secretrio geral, presidente da Organizao das Naes Unidas declara o seu voto de minerva, com a seguinte posio: - trmino do protetorado britnico na Palestina; - criao do Estado de Israel, com um pouco mais da metade do territrio; - criao do Estado Palestino dividido em duas reas; uma em contato com o mar Mediterrneo, a regio da Faixa de Gaza (Egito) e outra na regio da Cisjordnia (Jordnia), exceto as regies neutras como Jerusalm. Portanto o Estado Palestino desde quando foi criado, era dividido pelo Estado de Israel, que teria o controle geoestratgico da regio; - criao das zonas neutras, principalmente da cidade de Jerusalm, que ficaria sob administrao internacional da ONU. 13. 6)1948 Com a sada dos britnicos, os judeus declaram que esto implantando seu Estado, de acordo com a Resoluo da ONU. O mundo rabe, islmico de forma geral, no aceita a forma de criao do Estado Palestino, a RAU Liga rabe Unida, faz a primeira guerra Egito, Sria, Jordnia e Arbia Saudita contra Israel, os rabes so derrotados, ficando bem claro que ao lado do Estado de Israel temos toda a fora do poder econmico e blico dos pases ocidentais, principalmente dos EUA e Inglaterra. Nota Com a incio da implantao do estado de Israel em 1948, acaba a dispora do povo judeu, ao mesmo tempo em que comea a dispora do povo palestino. 7)1956 Com medo de que o governo terceiro- mundista do Egito, sob o comando de Gamal Abdel Nasser, que tinha o apoio sovitico, bloqueasse o Canal de Suez, os ingleses e franceses apiam Israel que invade a Pennsula do Sinai. Posteriormente, os EUA e a URSS determinam o fim da guerra, demonstrando para o mundo a nova relao de poder. 8)1967 A Guerra dos Seis Dias. Em menos de duas dcadas de implantao, o Estado de Israel passa para a fase de expanso, ocupando militarmente os territrios sagrados nos pases islmicos, como o Sinai (Egito) com o porto e a Pennsula de AqAba, conquistando sada pelo Mar Vermelho, a Cisjordnia, com as cidades sagradas e o Mar Morto, as Colinas de Golan (Sria), sendo que esta ltima, por ser estratgica, at hoje no foi devolvida. Notas a) 1982 Israel invade o sul do Lbano, criando uma rea militar tampo, expulsando a OLP Organizao para a Libertao da Palestina, posteriormente substituda naquele territrio pelo Hezbollah, organizao financiada pela Sria. b) deste perodo que surge o dio que os povos islmicos, principalmente os palestinos, possuem pelo lder judeu Ariel Sharon, pois, nesta poca, ele era o comandante militar que coordenou o processo de ocupao do sul do Lbano, alegam que Ariel Sharon permitiu que as milcias crists libanesas, aliadas dos judeus, invadissem os campos de concentrao nesta regio e praticassem um 14. os campos de concentrao nesta regio e praticassem um genocdio contra o povo palestino, provocando os massacres de Sabra e Shatila. Israel s abandonou a rea em dezembro de 2000, a sada vergonhosa, como a identificam os judeus ortodoxos. 9)1973 A guerra do Yom Kippur, o dia do perdo para o povo judeu. Os rabes tentam reconquistar os lugares dominados por Israel na Guerra dos Seis Dias, mas so derrotados. Notas a) No mera coincidncia, nesse mesmo ano ocorrer a primeira crise do petrleo. b) correto afirmar que esta foi a ltima guerra oficial entre islmicos e judeus, mas que os conflitos no mudaram, pois a importncia da OPEP Organizao dos Pases Exportadores de Petrleo e os petrodlares, alteram o equilbrio de poder no Oriente Mdio. c) A regio da Palestina perde importncia para outra rea no Oriente Mdio, o Golfo Prsico, cercado totalmente por pases islmicos e com a maior reserva mundial conhecida de petrleo . A Questo Palestina Com o incio da dispora em 1948, o povo palestino rabe, islmico e sunita, passa a confrontar o organizados desde a dcada de 50 surge Yasser Arafat, criando a AlFatha, que logo domina a OLP O no reconhecer a existncia do Estado de Israel nem o direito de o povo judeu viver na regio da Pale Na dcada de 70 o mundo rabe passa a utilizar o petrleo como forma de presso poltica e econm petrleo consumido diariamente no planeta. Em 1979 um novo golpe para a economia internacional, pois a revoluo islmica no Ir acaba prov que foi colocada no poder em 1953, graas a um golpe de estado fomentado pela Cia norte-american com a implantao de valores ocidentais, que entram em choque com uma sociedade fundamentalis 15. que atende ao comando dos Aiatols. Com a revoluo em 1979 no Ir os lderes religiosos imp principalmente aos EUA. Nota Surge um ponto divisor arabismo e o pan-islamism ltimo muito mais abrang do que o primeiro, envolvendo todo o mu enquanto o pan-arabism unio do mundo rabe, qu somente a 20% da popu atual. Em 1986, percebendo as mudanas mundiais, a OLP, liderada por Yasser Arafat, inicia uma nova estr do mundo, quanto s precrias condies de vida do povo palestino nos acampamentos controlados p grupos paramilitares no confronto fora militar de Israel. Intifada Na revolta ou Guerra das Pedras os lderes dos grupos organizados palestinos convocam pedras e palavras de ordem, enfrentam os soldados do Exrcito de Israel. Como o confronto entre do lado palestino maior, mas serve para chamar a ateno do mundo para a questo palestina. Portanto, a intifada no uma guerra comum, onde se enfrentam exrcitos organizados, podendo ter de seus lderes. Desde o incio da atual intifada (200) at hoje, foram cerca de 5000 pessoas, principalmente palestin No ano de 2003, morreram 55000 brasileiros de forma violenta, destes cerca de 40.000 devido ao us A INTIFADA ATUAL (setembro de 2000 Seu incio foi provocado por Ariel Sharon, lder do Likud, partido conservador de Israel, que passeia Jerusalm, provocando, assim, os povos islmicos, ao mesmo tempo em que conquistava os voto primeiro- ministro de Israel. O B S E R V A O interessante lembrar que Ariel S pela Praa das Mesquitas em Je justifica sua atitude alegando que os lugares sagrados onde existia o G com a Arca Sagrada e os dez templo este construdo pelos judeu pelos romanos no primeiro sculo da certo que a atual intifada no pode mais ser encarada pela imprensa com aquele aspecto de revolt para reagirem contra o Exrcito de Israel, com milcias, msseis e, principalmente, homens e mulhe populao civil do Estado de Israel, fato raro nas intifadas anteriores. 16. Esta autorizao traz problemas para o mundo, inclusive para a Amrica Latina. Basta lembrar d Republicano Irlands apia as FARC - Foras Armadas Revolucionrias da Colmbia, o ressurg fronteira - Brasil, Argentina e Paraguai - em Foz do Iguau, a imprensa dos EUA procura formar a op para os grupos fundamentalistas Islmicos. A guerra no Afeganisto o primeiro momento srio do ps - 11 de setembro de 2001. Pela prim envolvendo dois ou mais Estados Naes e, sim, o Estado - Nao mais poderoso do planeta Afeganisto, mas contra o terrorismo internacional, alegando que o governo teocrtico formado seguidores da AlQaeda. A guerra no Afeganisto no acabou, mas so criadas as condies para mais um conflito contra o I Bustani do comando da Opaq - ONU - Organizao para Proscrio de Armas Qumicas, ao mesm destruio em massa. Dessa vez, o objetivo maior na guerra do Golfo era derrubar o governo sunita d Em julho de 2003 a Organizao do Trabalho (OIT), julgou a fo diplomata brasileiro Maurcio retirado da presidncia da Opaq. O processo o inocentou e, inclusive lhe fosse paga uma indenizao 70.000 dlares. Enquanto presidente da Opaq Maurcio Bustani conseguiu reduzir o nmero de depsitos de armas mundo. Hoje ele embaixador Reino Unido, est sendo cogitado o Prmio Nobel da Paz, pois se o I entrado para a Opaq ficaria difcil justificar, a guerra, pois o I membro da Opaq estaria sujeito normas internacionais de controle extermnio em massa, inclusiv permitir a visita de inspetores i sem prvio aviso ao pas. Maurcio sua indenizao para entidades be Brasil. Com a vitria no Iraque, os EUA aproveitam para pressionar a Sria quanto ao apoio dado a reordenamento geopoltico no Oriente Mdio, preciso reduzir a atuao destes grupos como o Ha 17. Israel para implantao do Estado Palestino. O projeto mapa de rota ou mapa da paz ou mapa do ca firmar um tratado de paz rabe - Judeu que permita a implantao de um Estado palestino definitivo O B S E R V A O Em 25/05/2003, o Parlamento de Isr 12 votos a favor, sete contra e quat o projeto mapa de rota proposto Unio Europia, Rssia e ONU). O Fundamentalismo Islmico Em 622 d.C., quando o grande profeta do Isl recebe as mensagens de Al, atravs do Arcanjo Gab que prejudicava a unio dos povos rabes era a prtica do politesmo. O Islamismo tem muito dos princpios tanto judaicos como cristos. bvio, os valores que interes crescimento poltico, econmico e militar desta civilizao. Em 632 d.C., com a morte de Maom, o Isl sofre a sua primeira diviso sria, criando a figura d radicais no comportamento terrestre, pois suas reaes dependem muito da ao que venham a sofre Por ter apoiado o Iraque de Saddam Hussein na Guerra do Golfo, Yasser Arafat e a OLP perdem o ap a proteger e financiar novos grupos paramilitares que estejam dispostos a enfrentar o Estado de Isr Islmica, o Hezbollah, etc. 18. Nota Devemos tomar cuidado com a imprensa ocidental pois como normalmente colocado, estes grupos so formados somente por homens e mulheres bombas e que praticam exclusivamente atos terroristas. Um bom exemplo disto o Hamas, grupo organizado nos acampamentos palestinos, que inicialmente foi sustentado por Israel para fazer oposio OLP que na poca confrontava o Estado de Israel. Na dcada de 80 a OLP muda seu comportamento tornando-se negociadora e poltica, Israel pra de apoiar o Hamas, que passou para o controle iraniano. Hoje, mais de 90% dos seguidores do Hamas trabalham na rea social, como educao, sade, alimentao e habitao dos palestinos, nos acampamentos e, menos de 10% que fazem parte do Hamas militar. Mas so estes ltimos que se destacam na imprensa mundial. O ORIENTE MDIO NA DCADA DE 1993 A OLP reconhece a existncia do Estado de Israel e o direito de o povo judeu, tambm reconhecimento mtuo, que acabou resultando no Tratado de Oslo I. 1994 Israel devolve para autogesto do povo palestino a cidade de Jeric (na Cisjo rdnia) e a cid primeira etapa de devoluo de territrios aos Palestinos e que futuras devolues resultariam na imp 1995 O lder trabalhista no poder em Israel, Isaac Rabin assassinado por um jovem judeu liga vitria dos conservadores, que, representados por Benjamin Netanyahu, dificulta o processo de paz, a seria implantado o Estado palestino, hoje ocupado militarmente pelo Exrcito de Israel, ao mesmo tem Para administrar as reas devolvidas por Israel, os grupos palestinos, liderados pela OLP criam um social e de segurana com as milcias, sem eleies, o Governo de Israel no permite que seja criado 19. ANP - Autoridade Nacional Palestina comandada por Yasser Arafat, uma espcie de executivo provisrio. CNP - Conselho Nacional Palestino formado por representantes dos principais grupos palestinos, de acordo com a sua representatividade na populao, portanto, com a maioria da OLP Organizao para a Libertao da Palestina, liderada por Yasser Arafat. Em 2003 e criado o cargo de primeiro ministro palestino com o objetivo de afastar Yasser Arafat das negociaes de Paz de Acordo com o Plano dos Quatro. 20. Nota Em 1995, o CNP Conselho Nacional Palestino- reconhece a existncia do Estado de Israel e o direito do povo judeu tambm viver na regio da Palestina. Isto j havia sido reconhecido em 1993 pela OLP. Em 2003 o Plano dos Quatro provoca nova expectativa de paz para a regio do Oriente Mdio, com a proposta de implantao do Estado palestino definitivo at 2005. Em 2002 o Conselho de Segurana da ONU aprova o plano dos quatro, isto , um plano de paz para a regio Palestina, inclusive com a proposta de implantao do Estado palestino. Este plano foi elaborado em comum acordo entre os EUA, Unio Europia, Rssia e ONU, e foi aprovado por unanimidade no Conselho de Segurana, pois dos 15 pases que formam o Conselho de Segurana da ONU, somente a Sria se absteve de votar, os 14 pases restantes votaram a favor da proposta de implantao de um Estado palestino. Em outubro de 2003, com os atentados provocados pelos homens e mulheres - bombas palestinos, Israel toma a deciso de atacar o sul da Sria alegando que nesta rea os palestinos esto se organizando militarmente. Como a Sria est ocupando uma das cadeiras provisrias do Conselho de Segurana da ONU, solicitou uma reunio de emergncia do Conselho com a justificativa de que sofrera um ato de guerra por parte de Israel. Mais uma vez as autoridades americanas saram em defesa de Israel, George W. Bush declarou que Israel tem o direito de reagir contra qualquer ataque que venha a sofrer de seus inimigos no Oriente Mdio. Como os EUA ocupam uma das cadeiras permanentes no Conselho de Segurana da ONU, com poder de veto, certo que a ONU no poder tomar medidas que forcem Israel a mudar seu comportamento blico com os pases distintos, a falta de apoio do Conselho de Segurana acabou inviabilizando a proposta da Sria. O Plano dos Quatro (rota ou caminho) fica cada vez mais distante como soluo para a regio da Palestina. 21. Formao Dos Megablocos E Blo Supranacionais 22. 1. Internacionalizao desde o momento em que o ser humano comeou a se organizar em avanar. Houve momentos de avanos como o perodo dos imprios absolutistas e, finalmente, com a forma sustentarem, estes Estados, foram obrigados a aumentar suas relaes com outras sociedades orga expressos nas trocas de valores culturais, sociais, bens e servios, diplomticos e, principalmente pel base do sistema produtivo, normalmente resultando num aumento do comrcio internacional. 2. Transnacionalizao fenmeno percebido a partir dos anos 1960. As filiais das empresas de produo, produtividade e competitividade no comrcio mundial. O processo de transnacionalizao da produo acabou provocando e tambm a transnacionaliza especulativo) atingem dimenses superiores inverso estrangeira direta no comrcio internacional. De acordo com definio internacional, a diferena entre as empresas multinacionais e as mais recen da formao de trustes ou fuses, as anteriores sobreviviam na forma de cartelizao. Outra difer produzir totalmente. Portanto, est ocorrendo uma transferncia muito rpida da produo para os p financeiro internacional e os plos de avanos tecnolgicos permanecem nos pases centrais. Exe dominavam a produo e comercializao de cervejas e refrigerantes no Brasil, a Brama e a Antrtic pois os produtos importados ficaram competitivos para o mercado consumidor interno, acabando com cartis decidiram pela formao de um truste ou fuso, extinguindo as empresas de estrutura obso aes de empresas congneres na Argentina, 36% da Quilmes, 80% da Cervejaria do Sul no Equado parte de sua produo para pases vizinhos do Brasil, desde que seja mais vantajoso quanto aos cust 23. 3. Globalizao fenmeno que engloba tanto a internacionalizao como a transnacionaliza exemplo, a uniformizao comportamental provocada pela massificao dos sistemas de comu Uma sociedade se globaliza na prop sua capacidade de consumo, atravs de imagens e informae pelos meios de comunicao, como que a globalizao apresenta para no so some nte produtos, mas, sim ao mercado, democracia, educa sexualidade, ao trabalho, ao lazer et Um fator importante, responsvel pe globalizao foi o esgotamento Segunda Guerra, denominada de corrida armamentista bipolar, qu recuperao econmica e o crescime que atualmente formam os bloc supranacionais, como o Nafta, U Mercosul, etc. Os avanos da nanotecnologia provoca mudanas na base do sistema produtivo, onde a produo forma de produo mais flexvel ou toyotista, onde os novos instrumentos como a informtica, a rob cincias estratgicas, com o crescimento da nanotecnologia e a biotecnologia, acabam provocando tr humano. Os resultados da nova tecnologia provocando aumento na produo, produtividade, diversid em que a maior eficincia tecnolgica fora um processo de reciclagem da mo-de-obra, provoca inst do comportamento xenofobista. XENOFOBISMO Desconfiana, temor o pessoas estranhas ao que as ajuza, ou pelo ou vem de fora do pas Toda esta situao acaba gerando crise de modernidade, onde as sociedades mais avanadas ati comando o que significa poder, como a tecnologia de ponta e o sistema financeiro internacional, ao perdem valor estratgico, transferindo estas atividades para os pases perifricos. Por ser um processo mais complexo, seus resultados so mais complexos ainda, provocando e at fo na forma de funcionamento das sociedades, como: Formao dos megablocos e blocos supranacionais. Retorno do pensamento liberal, sob roupagem, na manuteno do coma Teoria do estado mnimo. Nova Diviso Internacional do Traba a transnacionalizao . Que provoc fortalecimento do ultranacionalismo fundamentalismos religiosos e etno como forma de reao s mudana 24. O Neoliberalismo A teoria do Estado mnimo defendida pelo pensamento neoliberal corresponde defesa dos pases como o FMI, o Bird, e suas empresas, capital e o controle que possuem sobre o conhecimento cientf agente econmico, obrigando-os a implantar reformas estruturais, como privatizar as estatais estr monetria e cambial, facilitando a entrada das empresas e do capital estrangeiro, forando os pases Os representantes dos pases centrais defendem a idia de que os governos dos pases pobres devem preferncia que o Estado cuide somente do ensino fundamental, o restante deve ser privatizado. Es Davos, na Sua em janeiro de 2001 para onde os EUA no enviaram representantes oficiais, de internacionais, ao mesmo tempo em que ocorria o histrico primeiro Frum Social Mundial, em Po frum depredaram uma lanchonete, bem como invadiram uma fazenda no Paran que estava plantan O Novo Papel Das Organizaes Intern BIRD Banco Internacional de Reconstruo e 1980 O Plano de Reformas Estruturais. Para facilitar a liberao de recursos para o Terceiro Mundo, basta que os pases tomem as segui - Implantem as reformas previdenciria, tributria, fiscal, oramentria, poltico-partidria, judiciri - Avancem no processo de privatizaes. 1983 Plano de Reformas Setoriais ou Estratgicas. - Liberalizar a agricultura, como a forma de cultivo da soja no Centro-Oeste do Brasil. - Privatizar ou terceirizar os servios como tratamento de gua, esgoto, coleta e tratamento de lixo, e - Privatizar setores estratgicos, como o setor energtico (comunicaes), bancrio, de transportes, s O Fundo Monetrio Internacional (FMI) assume a responsabilidade de acompanhar, fiscalizar e exigir elabora o plano econmico neoliberal, que respeitando a situao poltica, econmica, cultural e so pases perifricos a abrir ou internacionalizar sua economia, como o Plano Real no Brasil e o Plano Ca 1989 assinado nos EUA o Manifesto ou Consenso de Washington numa tentativa de legitimao do Anlise Geopoltica Como os pases perifricos eram na maioria governados de forma autoritria sob controle da elite m foram teis enquanto a prioridade maior dos pases centrais capitalistas era conter os avanos dos interesse comercial e econmico, a manuteno dos militares no poder poderia prejudicar a implant A nova tecnologia resulta numa transferncia de atividades produtivas para o Terceiro Mundo, altera Internacional do Trabalho, isto , o papel representado por cada pas no processo de reordenamento 25. A tecnologia de ponta resulta em novas mquinas e nova forma de produo, tendo como conse processo de globalizao, de movimentos tnicos separatistas e o nacionalismo exacerbado. cada vez mais difcil analis sedimentada a realidade econmica fcil perceber como as situaes p so resultados diretos da realidade poder de manipulao do cap internacional. possvel distinguir como a implant neoliberais alteram a forma de func sociedades, principalmente na e valores coletivos e avanos do indiv contrapartida, o mundo se surpre mais com os discursos de cun autoridades nacionais e internacio necessidade de investir na soluo que afetam as populaes do Te como a fome, a tuberculose, a Ai analfabetismo, o excedente po guerras tribais, de interesse econ empresas multinacionais, como a diamantes na frica. O processo tambm est atingindo parcela s populaes dos pases ricos, tanto n na Amrica do Norte. O Terceiro Mundo, incluindo o Brasil s idias neoliberais, de forma m elites nacionais embarcaram n implantaram seus planos econ preocupaes quanto ca absoro dessas mudanas por suas Um bom exemplo dessa realidade foi o Encontro do Grupo dos Oito (G-8), em julho de 2001, em G Rssia, priorizam, em suas discusses, uma pauta onde a maioria dos itens de cunho social, devido perdo de 50% da divida externa dos vinte pases mais pobres e, na criao de um fundo de trs bilh O processo de globalizao nos pases do Sul ou perifricos Como sistema socioeconmico, o capitalismo passa por ciclos de crescimento, intercalado por fas conseqncia direta dos momentos onde ocorre avano tecnolgico, que vo refletir em novas fo novos fatores que mudam a importncia de cada pas ou bloco de pases, quanto ao comando e ao gr 26. O processo de globalizao fortaleceu mais ainda os processos anteriores, aumentando a dinmica de internacionalizao e a transnacionalizao em nveis jamais esperados pelos especialistas. Os pases centrais entram na fase ps- urbano/industrial, isto , detm o controle sob a nova tecnologia e o sistema financeiro, enquanto a maioria das fbricas, principalmente aquelas que exigem elevado uso de matria-prima, recursos energticos e que no necessitam de mo-de-obra muito qualificada e degradam o meio ambiente, so transferidas para os pases perifricos. Est caracterizado o modelo atual, onde deve ser desconcentrado, com distribuio das atividade Terceiro Mundo, das atividades mais antigas, enquanto fica mantida a concentrao do high tech e e centros de pesquisas, com pessoal altamente qualificado e os centros financeiros, ficam concentr fbricas de automotores, eletroeletrnicos, brinquedos, siderurgia, qumica pesada, etc., so rapid pobres. NOTA Um bom exemplo desta situao o que est acontecendo na China Popular: com a abertura econmica localizada nas Zonas Econmicas Especiais, em seu litoral, o pas que mais cresce economicamente nas duas ltimas dcadas do sculo XX e incio do sculo XXI, mas sua luta maior quanto transferncia de tecnologia de ponta e o controle do capital externo. Para superar esta situao, o pas pratica a pirataria tecnolgica, onde mais de 90% dos softwares utilizados no pas so cpias ilegais, gerando prejuzo de bilhes de dlares para as multinacionais. O Brasil, a exemplo dos demais pases latino-americanos, est lutando para assumir este novo papel nas relaes internacionais, mas esta nova forma de dependncia exige mudanas internas estruturais, tanto econmicas como financeiras que vo refletir na realidade poltica, social e cultural de sua populao. 27. O mundo est cada vez menor graas ao sistema de comunic ao em massa que quantifica, podendo informaes para as sociedades, permitindo um acompanhamento mais prximo das atividades do E prprio Estado est diminuindo seu poder de comando direto nas atividades econmicas e financeiras Portanto, no podemos dizer que houve um aumento no ndice de corrupo, ou de incompetncia a das autoridades e mau uso dos recursos pblicos; o que aumentou foi a transparncia das informa sociedade. J foi o tempo do empreguismo, das propinas, dos elefantes brancos, onde tudo ficava civil, isto , o Estado concentrador de poder no permitia que as informaes chegassem ao conhec as autoridades se conscientizem de que no esto mais acima do bem e do mal. Enquanto est ocorr Mundo vai vivendo com o acmulo de crises econmicas, financeiras e de escndalos polticos. Processo Histrico A segunda metade do sculo XIX e a primeira metade do sculo XX so momentos histricos que po vrios fatores que provocam transformaes no comportamento das sociedades organizadas. Uma fo momento como uma etapa da histria da humanidade de uma dinmica de transformaes cada vez trmino das revolues burguesas e o incio das revolues socialistas (Rssia em 1917); o crescimen os EUA, o Japo e a Rssia, em concorrncia com os imprios europeus, os resultados so os ava produo, a produtividade e a diversidade industrial, acelerando a capacidade de consumo e el naturais, seguidos de uma degradao ambiental superior a homeostase, isto , superior capa planeta, formando novos mercados consumidores nos pases do sul, com expanso e posterior modificando de forma drstica a forma de produo que era de subsistncia nos povos dos novo produo no estilo plantation e, com conseqncias imediatas na realidade sociocultural e econmica da sia Tropical. A disputa pela hegemonia mundial provoca a Primeira Guerra, a primeira revoluo socialista vitoriosa na Rssia, seguida da crise de superproduo do sistema capitalista em 1929 e chega ao auge com a Segunda Guerra Mundial. Terminando, assim, com a fase do capitalismo industrial ou selvagem, e iniciando o que hoje classificamos de capitalismo monopolista ou financeiro. Estas mudanas alteram as relaes internacionais de forma radical em seu eixo de comando, onde imprios europeus, e nas formas como estas relaes vo acontecer no ps-Segunda Guerra. Em resumo, para substituir os antigos mandatrios internacionais, a superpotncia capitalista que sur precisam criar novas estruturas econmicas, polticas, financeiras, trabalhistas e militares que atend os poderes dos antigos donos do planeta, os imprios europeus. Os EUA precisavam de novas formas de parceria como tambm de novas entidades internaciona tornassem os princpios da Doutrina Monroe (o comando da Amrica), para a Doutrina Truman, isto, ocorreu a Conferncia de Bretton Woods nas proximidades da cidade de Washington DC. Po o pontap inicial para que, nas prximas dcadas fossem surgindo novas organizaes mundia superpotncia norte-americana. 28. Conferncia de Bretton Woods (1944) Reunio entre quarenta e quatro cujo objetivo principal era restab internacional, de acordo com a n do ps-Segunda Guerra Mundial Havia a necessidade de se defin relaes econmicas e comercia quatro pontos. a) A criao do Banco Mundial e do Fundo Monetrio Internacional. b) A criao de taxas de cmbio fixas, mas ajustveis em relao nova moeda mundial, oscilan no mximo, 1,25% ou menos 1,25% em relao ao dlar norte-americano. c) O FMI funcionaria como uma poltica de seguro, auxiliando na capacidade de liquidez dos pas taxas cambiais. d) A criao de um cdigo de ao, onde todos os pases membros, ao superarem a crise cambia das primeiras dcadas do sculo XX, retornariam para um sistema de pagamentos multilaterais ba Criao do Banco Mundial uma instituio de desenvolvimento. Nas prximas dcadas o Banco Mundial ser dividido em acordo com objetivos especficos. 1) CFI Corporao Financeira Internacional. Entidade que arrecada recursos do mercado de capitais, para financiar investimentos particu investem no Terceiro Mundo. 2) ADI criada em 1960, a Associao de Desenvolvimento Internacional utiliza recursos do financiar a juros muito baixos e em longo prazo os pases mais perifricos ou at os pases periferia, apresentam grandes bolses de pobreza absoluta de acordo com os critrios de IDH elaborados pela Organizao das Naes Unidas a partir de 1991. A ltima reunio do G-8 Grupo dos Sete Pases mais ricos e da Rssia, em julho de 2001, na resultando no perdo de parte da dvida das vinte naes mais pobres do mundo. Grande pa emprstimos feitos pela ADI. Um bom exemplo do uso deste recurso o projeto IDH 14 no perodo FHC, desenvolvido no Brasil 29. misria que atinge as 14 reas mais pobres em nosso pas. Estes recursos correspondem s dvidas que deveriam ser perdoadas no ano 2000, de acordo entidades e personalidades mundiais, que defendiam suas idias com o ano do Jubileu de Ouro principalmente quanto s formas como estes recursos foram utilizados pelos pases pobres, in sociedades mais pobres do mundo. 3) Agim Agncia de Garantia aos Investimentos Multilaterais, rgo do Banco Mundial que pro no econmicas que possam prejudicar as empresas que investem nos pases subdesenvolvidos. filial num pas pobre, e ocorre um golpe de Estado, e a sua filial nacionalizada, a Agim cobre os 4) Criao do Bird Banco Internacional para Reconstruo e Desenvolvimento lida direta subdesenvolvidos, facilitando sua credibilidade no mercado financeiro internacional e fazend Financeiro Internacional e as necessidades de recursos desses pases, oferecendo assessoria t equipes ou misses, como so chamadas. Portanto, o Bird recorre ao Mercado Financeiro Internacional, fazendo emprstimos a juros de me juros mais altos para os pases do Terceiro Mundo. Quando o Bird toma tal atitude, o pas favorec Mercado Financeiro Internacional e, alm dos emprstimos diretos do Bird, pode recorrer aos conseguir mais dinheiro. Os lucros obtidos por essas transaes so altssimos e, na maioria das vezes, so repassa mantenedores deste rgo. O Bird nunca deixou de cumprir seus compromissos com as entidades financeiras internacionais, p que possui s o que o Terceiro Mundo deve e paga em servios e juros da dvida externa por compromissos com estas entidades e ainda sobra muito. Sua lucratividade para os pases centrai internacional AAA, isto , possui total confiana ao fazer pedidos de emprstimos no mercado in A ltima informao sobre os trabalhos do BIRD, corresponde a um levantamento mundial so pases pobres. O interessante desta pesquisa que o Bird comea a defender a idia de retrocess voltar a priorizar as atividades primrias como agricultura, pecuria e extrativismo, na for desestimular ou at desmontar sua modernizao industrial. A justificativa para tal comportam competitiva desses pases no comrcio mundial. Conseqncias imediatas: -Plano Marshall para a Europa. -Plano Colombo para a sia. -Criao do cordo sanitrio para os novo pases, de independncia concedida, que surgem no Terceiro Mundo, principalmente na sia Tropica frica e Amrica Latina, ou pases que j existiam e que adquirem importncia na realidade da Guerr Fria, no ps-Segunda Guerra, como o Brasil n Amrica do Sul. Criao do FMI Fundo Monetrio Internacional 30. De acordo com sua criao, o FMI tem como funo manter a estabilidade do sistema monetrio e pagamento dos pases- membros. - uma instituio monetria. -Extino do lastro ouro e implantao do cmbio dlar-ouro/fixo, onde 31,1 gramas de ouro (1 o americanos, o FED Federal Reserv Board, o Banco Central dos EUA, garantiria a paridade. Com economia mundial. Ao mesmo tempo em que os EUA adotam o cmbio fixo, obriga adoo pelos pases, do cm moedas deveriam oscilar numa banda cambial, onde seu valor no poderia exceder a mais que 1, de 2,5%) do valor do dlar no mercado internacional. Esta medida foi mais poltica do que econ Woods, mais especificamente, o FED Banco Central Norte-Americano, no levou em conside pases no mundo, principalmente as polticas inflacionrias. O B S E R V A O O principal papel do FMI era o de socorrer os pases- membros, principalmente na manuteno do cmbio e na correo das balanas de pagamentos, na dcada de 70, os EUA abandonam o cmbio fixo e adotam o cmbio flutuante. O motivo mais srio para esta mudana foi a emisso muito elevada de dlares necessrios para sustentar a guerra do Vietn, que provocou uma desvalorizao muito rpida da moeda no mercado internacional. Os EUA mudam o seu sistema cambial, pois seria um desastre econmico se o FED (banco central), continuasse mantendo a paridade dlar ouro. quase certo que boa parte de suas reservas deste metal seria trocada pelo excesso de dlares que existia no mercado externo. Ao adotar o cmbio flutuante, os EUA provocaram uma significativa desregulamentao no co cmbio, mas no apresentou solues para o cmbio fixoflexvel com banda cambial, que ha Conferncia de Bretton Woods. Em 1976, na Conferncia do FMI na Jamaica, os pases mais importantes no comrcio mundial compensar a desregulamentao no comrcio internacional, adotaram o DES Direito Espec calculada pela mdia ponderada das 16 moedas mais usadas no comrcio. Com isto, consegu comrcio mundial. Com a mudana cambial, o FMI perdeu boa parte de sua importncia; portanto, podemos dizer qu Bretton Woods, a nica atividade que lhe sobra dar assistncia aos dficits na balana de pa polticas econmicas nacionais e monitorando as taxas cambiais dos pases devedores. Sua princip crise econmica atravs dos SDRs (Special Drawing Rights), isto , descontos especiais de saqu pelo FMI, cujo valor corresponde ao movimento das taxas cambiais das cinco moedas mais impor Yene, Marco, Franco e a Libra Esterlina. Com a implantao do Banco Central Europeu e a adoo do Euro por onze pases-membros da Un de 1999, o DES Desconto Especial de Saque passou a ter como critrios o Dlar, o Yene, a Lib so quatro moedas. Se ocorrer a efetivao do Euro, sendo adotado pelos quinze pases- membr critrios para estipular o valor do DES, podem mudar novamente. At hoje (2003) o Reino Unido, Euro. 31. Portanto, com a adoo do Euro pela Grcia em 01/01/2002, 12 pases da Unio Europia adotara CRIAO DO GATT Conferncia de Havana, 1948 Acordo Geral de Tarifas e Comrcio, atual OMC Organizao Mundial do Comrcio (Reunio de Montevidu, 19 importante salientar que no ps 2 guerra, a idia era criar a OIC Organizao Internacional maioria dos pases perifricos no concordaram, a soluo mais prtica foi a criao do GATT. Por era oficial, isto , no teve a concordncia da maioria dos pases. Em 1995, em conseqncia da rodada do Uruguai (1985), o GATT foi substituda por uma organiz do comrcio mundial, a OMC. importante observar que a OMC foi reconhecida pela maioria aprovado o seu regulamento para o comrcio mundial. Criao da ONU Organizao das Naes Unidas, na Conferncia de So Francisco -1945. O B S E R V A O * Precedida pela Conferncia de Yalta e um pouco antes da Conferncia de Potsdan, que vieram a redefinir o papel da Europa na nova realidade mundial. Criao da Otan, 1949 Organizao do Tratado do Atlntico Norte (militar). Para atender aos interesses dos EUA, so criadas gradativamente organizaes que sob comportamento do mundo capitalista no confronto com o imprio sovitico e seus pase bipolarizao ou ordem mundial e todas as suas caractersticas, como: expanso dos monop caracterizando a formao de trustes, cartis, holdings e a prtica do dumping; trmino do libera corrida armamentista e espacial; desenvolvimento de armas qumicas, biolgicas e nucleares de a tecnologias atuais como a biotecnologia, nanotecnologia, resultando nos produtos transgnic avanos na clonagem. 32. A dcada de 80 considerada a dcada perdida. O esgotamento do sistema implantado aps a Segunda Guerra Mundial bem ntido, pois, tanto os EUA como a URSS tinham capacidade de destruir vrias vezes seu inimigo, mas sabiam que se algum tomasse esta atitude estaria destruindo a si prprio. No existe mais a vantagem militar da primeira iniciativa. nesta situao que se percebe as intransigncias dos EUA, quanto a continuar com o projeto Guerra nas Estrelas e a no-assinatura do Tratado de Kioto, mesmo com suas mudanas, na reunio do G-8, em Gnova 2001. O mundo teria que mudar, pois as superpotncias e seus parceiros estavam gastando trilhes de situao que poderia atingir um ponto irreversvel, como a Terceira Guerra Mundial. O primeiro g prova que um ano de gastos militares significava, no mnimo, 25 anos sem fome em todo o pl maioria das tecnologias desenvolvidas eram consideradas estratgicas; sendo assim, no eram tra populao no tinha acesso aos novos conhecimentos nem aos produtos que poderiam ser desenv Esta situao acelerada com a implantao de reformas polticas e econmicas na URSS (gla dficit pblico e oramentrio norte-americano em conjunto com o dficit da balana com questionamento para os donos do mundo: o que fazer com a grande soma de recursos que eram nas atividades geoestratgicas? O que aconteceria com as inovaes tecnolgicas das ltimas dc a populao do planeta seriam capazes de absorver, de forma to rpida, tudo isto? Para que isto ocorresse, era necessrio, no mnimo, mudar a estrutura formada no ps-Seg internacionais, como: o trmino da bipolarizao e o incio da multipolarizao acompanhada do c retorno dos movimentos migratrios mundiais, das crises especulativas com o seu efeito domin neoliberais, da redemocratizao do Terceiro Mundo, do desemprego estrutural com o retorno do conflitos tnicos, principalmente nos pases que apresentavam melhor qualidade de vida. As nov mo-de-obra, pois os resultados da nanotecnologia, principalmente com o uso da robtica, mudanas na base do sistema de produo, rompendo com o fordismo e avanando no toy estrutural, e maior produo, produtividade, diversidade, queda no custo final, portanto maio maquinofatureiros. Enfim, a terceira revoluo tecnolgica, onde a biotecnologia, a robtica, a automao e a nanote de produo, localizao e consumo dos produtos industrializados, sem se preocupar com o lu sistemas de comunicaes e transportes facilitam a integrao planetria de forma muito rpida. 33. Com a globalizao, o poder blico e geoestratgico caem para o segundo plano. Hoje, pas-potncia definido pela capacidade tecnolgic a, de planejamento, produo, produtividade e competitividade no mercado global. E no basta para o indivduo a especializao; necessrio que ele seja qualificado, capaz de assimilar novos conhecimentos e tcnicas para se manter na rea produtiva e manter o seu emprego. Nestes pontos, os EUA no so mais hegemnicos, pois a Europa unificada e o crescimento do Jap perifricos foram um processo, no mnimo, antagnico. A tendncia de globalizao acaba foran caracterizando uma indita regionalizao, dentro do processo global. Est sendo formado o novo mundiais. Os Megablocos ou Blocos Econmicos Supranacionais 1) UNIO OU COMUNIDADE EUROPIA UE OU CE Processo Histrico A Unio Europia o mais antigo e o melho existentes na globalizao. Sua formao r Europa Ocidental, no ps-Segunda Guerra, Unidos, que atravs do Plano Marshall deu tendncia expansionista sovitica neste con A base de tudo se deu em 1944, quando foi criado o BENELUX Unio Econmica entre a Blgica, tratado de Paris, foi criada a Ceca Comunidade Europia do Carvo e do Ao, incluindo ao Ben Frana e a Itlia, surgindo o Grupo dos 6. Esta unio fica mais fortalecida com a formao do G MCE Mercado Comum Europeu ou CEE Comunidade Econmica Europia, e a Euratom Eur organizao tinha como objetivo desenvolver tecnologia para implantar usinas termonuclea importaes de petrleo e de carvo mineral pelos pases europeus. Em 1959/60 foi criada e implantada a Aelc ou Efta Associao Europia de Livre Comrcio, u escandinavos, e bvio, para competir com o Mercado Comum Europeu. Desde a criao do Grupo de Roma, o objetivo deste bloco era chegar ao mximo de integrao e para o futuro o livre trnsito de pessoas, produtos, tecnologia e capital entre os pases- membros central e a uma moeda nica, com a viso de criar no futuro uma estrutura nos modelos de um princpios quanto idia da Casa Comum Europia. Nas dcadas de 60 e 70, outros membros so incorporados ao MCE, mas a geopoltica mundia (EUA x URSS), impede um maior avano em sua organizao. Nas dcadas de 80/90, as mudanas internacionais, principalmente com a reduo dos risco 34. superpotncias, abrem espao para que propostas mais ousadas sejam retomadas pelos pases eu a) 1986 - o Ato nico Europeu Proposta de transformao do MCE ou CEE em U.E. ou CE Comunidade Europia. * criao de um Banco Central (1/1999); * fortalecimento do Parlamento Europeu (proporcional populao e ao poder econmico/tecnol Criao de uma moeda bancria, o ECU European Currient Unit unidade monetria europia moeda nica da Europa; * criao da OSCE Organizao de Segurana da Comunidade Europia, que substituiria a Otan, continente. Proposta de unificao das leis trabalhistas. Eliminao das fronteiras econmicas, respeitando o espao, o regime e as caractersticas poltico membro. O sonho de unificao do sistema educacional, com o mesmo contedo para todos os pases, por b) 1991 Assinatura do Tratado de Maastricht Ocorre a ratificao dos principais tpicos do Ato nico Europeu. Os pases mais pobres Portugal, Espanha, Grcia, e Repblica da Irlanda (catlica) alegam qu processo de converso das moedas nacionais para a moeda nica iria prejudic-los. Alm do lado smbolo de nacionalidade ou identidade cultural e histrica. A soluo foi tomar medidas corretivas antes da implantao da Unio Europia, criando em 1992 c) 1992 Assinatura do Tratado do Porto. Principais medidas. Unio entre o MCE (CEE) e a Aelc (Efta) criando o EEE Espao Econmico Europeu. Os pases mais ricos priorizam seus investimentos na recuperao dos pases- membros mais pobr pases atlnticos ou mediterrneos, como Portugal, Espanha, Grcia, centro-sul da Itlia, o famos Irlanda, a Irlanda catlica no arquiplago das ilhas britnicas. 35. Nota O Tratado do Porto impe a todos os pases- membros que o dficit pblico no pode ultrapassar 3,5% ao ano a partir de 1997. A inflao de todos os pases- membros deve ficar no mximo 1,5% acima dos trs pases- membros com menor inflao, no ano posterior avaliao. As taxas cambiais devem flutuar, no prazo mnimo de dois anos, dentro das bandas definidas pelo sistema monetrio europeu. A dvida pblica no pode exceder a 60% do PIB. Estava avanando o pensamento neoliberal, com o exemplo da Dama de Ferro Britnica, com a influncia do Estado na economia, diminuindo o welfare state isto , o estado do bem-estar so de vida das populaes e ressurgindo o etno/xenofobismo, com a criao de grupos radicais na reconquistar o poder em alguns pases- membros. Veja os exemplos atuais na ustria, Alemanha e d) 01/01/1993 Incio de implantao do Tratado de Maastricht. * Livre trnsito de pessoas, mercadorias, capital e tecnologia entre os pases- membros. Resumindo: abertura interna e aumento do protecionismo. a globalizao com regionalizao se Como so medidas que alteram as estruturas de funcionamento das sociedades envolvidas, nece seus resultados e se possvel corrigir as possveis distores que venham a surgir. O melhor exemplo desta situao foi o elevado processo de migrao das regies perifricas em d uma super-oferta de mo-de-obra, menos qualificada, no mesmo momento em que os pases cen urbano/industrial, onde as novas formas de produo, resultante da 3 RTC, com as novas mquin enquanto a transferncia da 2 RTC para as periferias estavam percorrendo caminho inverso, este acabaram gerando o recrudescimento dos grupos radicais na Europa, a violncia, com assassinato organizaes ilegais da Europa Oriental aproveitaram para avanar em direo ao mundo capitalis forando alguns pases como a Alemanha, Blgica, Frana, etc., para que tomassem o caminho co Maastricht, fechando suas fronteiras por algum perodo para o livre trnsito dos indivduos da Uni 1996 Tratado de Amsterd os pases da Unio Europia concordaram em preparar as condi remanescentes do ex-bloco socialista, conforme forem superando a fase de transio; eles sero a 1998 A Repblica Tcheca, a Polnia, a Finlndia e a Eslovnia solicitam suas entradas aceito, mas elas precisam, para serem aceitos como membros efetivos, tomar medidas internas, p controle do Estado em suas economias, lembranas do perodo socialista. e) 01/01/1999 Implantao parcial do Euro moeda nica. * 11 pases adotam o Euro, portanto, ainda uma moeda provisria e no existe a sua emisso, s * Dos 15 pases que formam a Unio Europia, a Sucia, Dinamarca, Reino Unido e Grcia no ad 36. f) Dez/2000 Os 15 pases da Unio Europia discutem a incluso de mais 15 pases na remanescentes do ex-bloco socialista (Leste Europeu). Esta incluso dever ocorrer de acordo implantadas pelos pases do leste, quanto mais rpido eliminarem o alto poder do Estado em sua sero includos na Unio Europia. A Unio Europia pretende concluir este processo at o ano de g) 01/01/2002 Adoo do Euro como moeda supranacional . Com converso at 06/ Concluso do Tratado de Maastricht quanto s propostas aprovadas em 1991, com funcionamen globalizao. O Euro passa a circular como dinheiro na forma de notas e moedas para todos os pases- membros Andorra, Vaticano, San Marino e Mnaco, exceto para o Reino Unido, a Dinamarca e a Sucia. O bloco passa a funcionar em uma unio poltica e monetria. * a Unio Europia presidida por um dos pases membros, numa periodicidade semestral, de aco h) Junho de 2003 Reunio de Salnica, na Grcia Trmino da presidncia semestral sob o comando da Grcia. decidido pela incluso de mais 10 pases, principalmente os pases do leste europeu ou do ex-bl apresentado o esboo da constituio dos Estados Unidos da Europa. i) 1 de julho de 2003 o Governo italiano, assume a presidncia da Unio Europia ser u pois surgir uma nova forma de administrao devido proposta futura de eleio do Presidente d O primeiro ministro da Itlia Slvio Berlusconi, empresrio de grande poder econmico, mas que de avano da Unio Europia, portanto, no a pessoa mais indicada para o momento de mudan O B S E R V A O Na reunio de Salnica decidido que em 1 de maro de 2004, aps plebiscitos, os 10 novos pases sero includos na Unio Europia, e que ser apresentada a Constituio dos EUE bem como as normas e data para eleio do primeiro Presidente dos Estados Unidos da Europa. j) Em 31 de dezembro de 2003 termina a presidncia desastrosa da Itlia na Unio Europia d megaempresrio Silvio Berlusconi. l) Em 1 de janeiro de 2004 a Irlanda assume a presidncia da Unio Europia com as segu semestre de 2004: Reaproximar a Unio Europia dos Estados Unidos da Amrica, tentando amenizar os choques rec EUA contra o Iraque e a rpida valorizao do Euro em relao ao dlar. Organizar o melhor possvel a incluso dos novos pases na organizao em 1 de maio para redu 37. Aprovar a constituio do estado supranacional. Trabalhar as normas eleitorais quanto eleio do presidente dos EUE, com futura indicao do p m) Em 1 de maio de 2004, os 10 novos membros so includos na Unio Europia, com restries cotas para o comrcio e para a migrao em direo aos pases centrais. Dos 10 novos pases, 8 so originrios do Ex. Bloco Socialista, sendo que a Polnia corresp pases. Letnia, Estnia, Litunia, Polnia, Eslovnia, Repblica Tcheca, Eslovquia, Crocia, Malta Observao: No esquea Os pases satlites como Mnaco, San Marino, Andorra e Vaticano j adotaram o Euro. O Reino Unido (Inglaterra), Dinamarca e Sucia que j faziam parte da EU e os 10 novos m n) Em outubro/2004 O Parlamento Europeu aprova a incluso da Turquia que dever ser conclu o) Em outubro/2004 Os governantes de 25 pases, reunidos em Roma, em homenagem ao trata ao bloco econmico, aprovam a constituio europia que dever ser discutida no Parlamento Eur p) Em 1 de maro de 2004, coincidindo com o atentado em Madri, a Unio Europia declara que medidas propostas pelo Protocolo de Kyoto. 2) Megabloco do Pacfico ou do Iene Este megabloco considerado informal, pois sua formao resulta da expanso econmica das ilhas- mes do arquiplago japons, que nas ltimas dcadas foi transferindo capital, tecnologia e indstrias para os pases perifricos ao seu territrio. Portanto, no existe uma organizao formal; so os poderes econmico e tecnolgico do Japo que determinam o seu comportamento. Tambm no possvel dizer o nmero de pases- membros devido informalidade. E, ao contrrio dos demais blocos econmicos, no impede que sejam formados blocos menores e formais em seu interior. Os principais blocos formais ou reas de livre comrcio no interior do bloco do Pacfico so a Asean Associao das Naes do Sudeste Asitico e Asean foi utilizada como base para a formao da Apec- rea de Cooperao Econmica sia-Pacifico. O CER ex Nafta rea de Comrcio Restrito entre a Austrlia e a Nova Zelndia e um bloco que deveria ter incio em 2003, mas que no avanou devido a conflitos entre seus principais membros, principalmente na Regio de Caxemira, a Saarc ou Alcam rea de Livre Comrcio da sia Meridional, formada pela ndia, Paquisto, Bangladesh e Sri Lanka. 38. Formao do Bloco do Pacfico: a) Japo desenvolvido; nico pas central e, portanto, do norte. b) Tigres Asiticos tradicionais Coria do Sul, Formosa, Hong- Kong e Singapura, a partir da dcada de 70. c) Novos Tigres Asiticos (dcadas 80) Indonsia, Filipinas, Tailndia, Malsia, etc. c) Litoral da China (dcadas 80/90) Implantao das ZEEs Zonas Econmicas Especiais, no litoral da China Socialista. d) Austrlia e Nova Zelndia na Oceania. Para melhor compreenso da evoluo deste megabloco necessrio interagir os resultados das mudanas na sociedade japonesa e a realidade mundial do ps-Segunda Guerra. Pr-requisitos histricos: At a primeira metade do sculo XIX, o Japo apresentava uma elevada descentralizao de poder, onde a lei das espadas ou dos samurais que definiam o espao de comando de cada famlia tradicional os famosos Xogunatos. Na realidade, a sociedade japonesa j percebia, devido aos ataques e saques em seu litoral, que ou mudava seu sistema de governo ou continuaria sofrendo as ameaas dos imprios ocidentais, expansionistas e militarizados da poca, inclusive da frota naval norte-americana. Na segunda metade do sculo XIX, a formao da era ou Dinastia Meiji, transforma completamente o quadro geopoltico da sociedade japonesa, formando um imprio absolutista, tambm expansionista e militarizado, a exemplo dos dominadores ocidentais, que passa a estender seus domnios econmicos e militares por vasta rea do Continente Asitico. Com a derrota na Segunda Guerra, o Japo obrigado a se ocidentalizar, provocando significativas mudanas na forma de organizao de sua sociedade. 1. Fica sob o controle militar norte-americano entre 1945 e 1950. 2. Passa a funcionar como Monarquia Parlamentarista. 3. No pode ter Foras Armadas e s pode gastar 1% de seu PIB na organizao de uma fora de segurana. 4. Fica sob a proteo do guarda-chuva nuclear dos EUA. 5. Os Zaibatsus monoplios econmicos controlados pelas famlias tradicionais japonesas so colocados na ilegalidade. Os riscos provocados pela tendncia expansionista Sino-Sovitica na regio e a guerra na pennsula da Coria acabam forando os EUA e o Mundo Ocidental a ajudar na recuperao da economia do Japo; surge o Plano Colombo, com as mesmas caractersticas que o Plano Marshall para o continente europeu, mas no com a mesma grandeza de recursos. 39. Dcada de 60 o milagre japons Medidas que foram tomadas: 1. Adoo do Neomalthusianismo. 2. Subvalorizao do Iene. 3. Poupana interna. 4. Utilizao da mo-de-obra abundante, barata, tcnica, perfeccionista e coletivista. 5. Intensa espionagem industrial, desenvolvendo a poltica do copiar para aperfeioar e, se possvel, miniaturizar os produtos industriais ocidentais, com o objetivo de reduzir os custos. 6. Retorno do Zaibatsus com os monoplios de famlias tradicionais ou conglomerados econmicos. 7. Reforma agrria. Ao tomar essas medidas, o Japo recupera toda a forma fordista de produo e, como seus produtos ficam altamente competitivos no mercado internacional, passa a acumular um supervit na balana comercial, enquanto os demais pases desenvolvidos esto aumentando seus dficits. Para desenvolvermos melhor estas idias, considere esse momento como o perodo de reconstruo da Segunda Revoluo Tcnico- Cientfica (2 RTC), o fordismo. Dcada de 70 fase da expanso econmica para sua periferia As crises do petrleo, 1973/1979, e outros fatores externos como a mudana de cmbio dos EUA, e a guerra do Vietn, afetaram de forma significativa a capacidade produtiva do Japo, pois mais de 95% de seu consumo de petrleo era importado de pases- membros da Opep, principalmente do Golfo Prsico, reduzindo sua competitividade no mercado externo e, conseqentemente, seu supervit comercial. Com isso, o Japo o primeiro pas a iniciar a implantao da Terceira Revoluo Tcnico-Cientfica (3 RTC), ao mesmo tempo em que transferia a Segunda Revoluo para a sua periferia. Substituindo os investimentos ocidentais que nas dcadas de 50 e 60 foram aplicados na sia, alguns pases que faziam parte do cordo sanitrio so transformados nos Tigres Asiticos ou pequenos drages, como a Coria do Sul, Singapura, Taiwan ou Formosa e o protetorado britnico da ilha de Hong Kong. Sendo que este ltimo foi devolvido para a China popular em 1997. 40. interessante observar que ao iniciar a Terceira Revoluo Tecnolgica, o Japo no muda somente as tcnicas de produo, devido ao uso da robtica, da informtica e da automao, mas muda tambm o sistema de produo, passando do fordismo para o toyotismo, isto , conceitos bsicos como flexibilidade, informao e qualidade rompem com a estrutura fordista de produo capitalista, a rigidez do sistema de produo capitalista ocidental nos EUA e Europa no suporta as renovaes high tec, perdendo rapidamente a capacidade produtiva e a competitividade em relao aos produtos japoneses e perifricos do Japo. Acabou a fase de produo com elevado estoque de matrias-primas, energia, quantidade e especializao do trabalhador; tudo deve funcionar de acordo com as necessidades do mercado, produo, qualidade, administrao e qualificao da mo-de-obra, que so requisitos integrados e fundamentais para manter a competitividade no comrcio mundial. Os Tigres Asiticos se transformaram em verdadeiras plataformas ou corredores de exportao, controlados pelo capital e pelas empresas japonesas. So os famosos NICs novos cintures industriais ou NIPs novos pases industriais. Est sendo criada a estrutura inicial do megabloco que ir surgir no continente asitico. Dcada de 80 os avanos do megabloco Os Tigres Asiticos transferem parte da 2 RTC para a sua periferia e recebem nova remessa de indstrias com transferncia tecnolgica do pas central (Japo). Esto sendo criados os Novos Tigres Asiticos, como a Tailndia, Malsia, Indonsia, Filipinas, Vietn, etc., tambm denominados de NIPs ou NICs; na lngua inglesa so chamados de pases de recente (newly) industrializao. 41. A Abertura Econmica Localizada na China Popular Nessa mesma dcada, a Repblica Popular da China comea a colocar em prtica as suas propostas j defendidas na dcada anterior, de socialismo de mercado ou um pas com dois sistemas, isto , uma abertura econmica localizada onde o Estado permanece com poder centralizado, mas alia-se ao capital internacional para explorar os recursos naturais e principalmente a mo-de-obra barata, obediente e em excesso, que recebe centavos de dlares por hora trabalhada, alm do total cerceamento a liberdades trabalhistas e sociais. O interior do pas permanece sob controle total do Estado. No litoral so criadas as Zonas Econmicas Especiais (ZEEs), onde leis especiais favorecem a atrao dos investimentos externos e o boom no crescimento econmico. Na formao das empresas do tipo joint ventures, isto , uma unio do capital externo e as mais de 120000 estatais chinesas. Principais conseqncias da abertura econmica chinesa 1. Supera o Brasil como o pas mais industrializado do Sul (subdesenvolvidos). 2. Aproximadamente 50% dos recursos anuais investidos no Terceiro Mundo vo para as ZEEs, no litoral da China. 3. Passa a receber investimentos de bilhes de dlares provenientes dos gigantes econmicos, isto , dos chineses que vivem em dispora. 4. Abertura das bolsas de valor em Beijing e em Xangai. 5. Seu supervit comercial, principalmente com os EUA, de bilhes de dlares ao ano, se tornando a terceira populao em poder de compra, s superada pela populao dos EUA e do Japo. Isto no quer dizer que tenha melhorado muito a qualidade de vida de seus 1,3 de bilho de pessoas. 6. Milhares de suas empresas pertencem ao Estado, provocando concorrncia desleal, com elevado ndice de pirataria industrial e tecnolgica, com prejuzos de bilhes de dlares/ano para as transnacionais. Cerca de 97% dos softwares so piratas. 7. considerado o pas que mais desrespeita os direitos humanos, quanto s mulheres, crianas e idosos. 8. uma potncia militar que ainda faz testes nucleares. 9. Mais de 95% das execues/ano no mundo, dois teros de 42. seu Cdigo Penal prev a pena de morte, inclusive para a emisso de cheque sem fundo. 10.De acordo com a OMC, cerca de 75% dos brinquedos fabricados no mundo so produzidos pela China Popular. NOTA Em 1997, a China Popular inicia negociaes com os EUA para entrar na Organizao Mundial do Comrcio (OMC); no incio de 2001 foi aceito o seu pedido, mas sua entrada como membro est condicionada a exigncias quanto a questes econmicas como a espionagem industrial e a pirataria, onde mais de 90% dos CDs com msicas, jogos eletrnicos e a maior parte dos software so produtos copiados das empresas multinacionais, gerando prejuzo de bilhes de dlares para estas empresas. Alm das questes dos direitos humanos, como execues das penas de morte, os tratamentos dados s minorias tnicas, s mulheres, crianas e velhos, combinados com as questes militares como os testes nucleares ainda praticados pelo governo do pas. Atualmente, a grande discusso entre os pases e autoridades da OMC, quanto ao seguinte aspecto: se a Repblica Popular da China for aceita como membro da OMC, essa entidade pode rasgar os seus estatutos. Outros defendem que, ruim com ela na OMC, pior sem ela, pois a pirataria industrial e comercial continuaria dando altos prejuzos para as empresas transnacionais no sistema globalizado. Em dezembro de 2001, na 3 Reunio da OMC em Katar, no Golfo Prsico, a China aceita como membro da OMC, permanecendo socialista e com algumas concesses como a manuteno dos subsdios agrcolas para manter os 70% de sua populao na rea rural. Atualme nte a gripe do frango prejudicou a economia dos pases asiticos da mesma forma que a pneumonia asitica. O Brasil um dos pases que mais tira vantagens desta situao com um aumento nas exportaes de seus produtos e subprodutos primrios. Em novembro de 2004, sete representaes oficiais de pases asiticos e da Unio Europia China, Vietn, Coria do Sul, Alemanha, etc. vieram ao Brasil. A China Popular o 3 pas com maior comrcio com o Brasil; s superada pelos EUA e Argentina. 43. Com esta visita, o Brasil assinou o acordo bilateral com os seguintes resultados: - o Brasil reconhece que a China pratica economia de mercado e que a OMC a instncia para resolver as questes quanto a prtica de dumping, concorrncia desleal, principalmente quanto a pirataria tecnolgica, subsdios ou protecionismo praticado pelas partes envolvidas; - a China se comprometeu em investir cerca de 2 bilhes de dlares em infra-estrutura para facilitar o escoamento e a produo agropecuria e mineral brasileira. Inclusive com a proposta de alugar propriedades rurais para aumentar a produo e o agronegcio. Ateno: Nessas visitas ao Brasil, os pases aproveitam para discutir a reestruturao do Conselho de Segurana da ONU, assunto que interessa ao Brasil, ndia, Japo e Alemanha, que reivindicam o direito a uma cadeira permanente nesse conselho. Essa situao discutida pela ONU ser decidida em setembro de 2005. Sua soluo requer a aprovao de 2/3 da plenria da ONU, hoje com 191 membros. Dcada de 90 as crises econmicas com queda na produo O Japo entra em recesso econmica, pois os grandes mercados consumidores esto criando suas prprias estruturas na Terceira Revoluo Tecnolgica; os mercados europeu e norte- americano esto fortalecendo suas barreiras protecionistas quanto s importaes, reduzindo rapidamente o supervit comercial japons. Com isso, o pas obrigado a aumentar a capacidade de consumo interno, melhorando os salrios, reduzindo a jornada de trabalho e elevando o poder aquisitivo de sua sociedade, ao mesmo tempo em que avana mais ainda na renovao tecnolgica do sistema de produo, entrando na fase tpica atual dos pases mais desenvolvidos, que de contrao das tecnologias de ponta e descontrao das atividades mais antigas para a sua periferia. Portanto, o Japo est entrando na fase ps-urbano-industrial. Em 1996/97, os pases asiticos entram em profunda crise econmica devido fuga dos investimentos especulativos, o chamado efeito saqu est terminando a bolha especulativa, que tanto favoreceu ao crescimento asitico na dcada de 80. A Austrlia e a Nova Zelndia so includas no Megabloco Asitico 44. partir deste momento, o mais correto dizer bloco do Pacfico e no asitico, pois h uma expanso do bloco em direo Oceania. Por ser informal, o Megabloco da sia no impede que pases em seu interior se organizem em blocos supranacionais de acordo com suas identidades ou necessidades. Asean Associao das Naes do Sudeste Asitico. Criada em 1967, Indonsia, Malsia, Filipinas, Singapura e Tailndia, com previso de implantar uma rea de livre comrcio at 2003. So pases de organizao social bastante rgida, considerados cpias no perfeitas do modelo japons, pois sofreram processo de industrializao sem tecnologia, com alta dependncia externa; suas economias so controladas pelos gigantes econmicos, isto , os chineses tnicos j a poltica e o poder de estado so controlados por elites tradicionais. O CER Acordo Comercial de Relaes Econmicas mais Estreitas, substituiu o NAFTA criado na dcada de 60, funcionando como rea de livre comrcio entre a Austrlia e a Nova Zelndia. Saarc Associao do Sul Asitico para a Cooperao Regional, criada em 1993, funciona como rea de livre comrcio entre Buto, ndia, Maldivas, Nepal, Paquisto e Sri Lanka. APEC sia Pacfico Cooperao Econmica obedece a duas etapas: unio dos pases industrializados at 2010 e dos pases no industrializados at 2020. Essa organizao tem como proposta bsica estruturar as relaes econmicas e comerciais entre os pases do Pacfico, para aumentar a competitividade com a rea do Atlntico Norte, rea secular de maior intensidade comercial e econmica do planeta. De acordo com a proposta, deve fazer parte da Apec todo o Megabloco Informal da sia, mais o Nafta rea de Livre Comrcio da Amrica do Norte e mais o Chile e Peru. Em novembro de 2004 - a ltima reunio da Apec aconteceu no Chile. 3) MEGABLOCO AMERICANO Com as mudanas ocorridas na dcada de 80, os EUA precisam refazer sua geoestratgia de dominao mundial, pois o poder blico no se traduz mais no nico fator de supremacia, e os megablocos da Europa e da sia esto atuando a pleno vapor na defesa e implantao da nova ordem mundial. a etapa capitalista da globalizao e da 3 Revoluo Industrial, a famosa Revoluo Tecnolgica. 45. NOTA O Presidente Reagan inicia o processo ao criar o superdlar, mudando a poltica econmica interna e favorecendo a entrada de produtos externos, acelerando a capacidade de consumo da sociedade norte-americana; a fase do reaganomics. No final da dcada de 80 e incio da de 90, o Presidente George Bush passa a defender a iniciativa para as Amricas, com a proposta de uma rea de livre comrcio para todos os pases da Amrica, exceo de Cuba, que permaneceria sofrendo o boicote mundial, decretado pela ONU em em 1962, devido a crise dos msseis; a proposta de criao da Alca Acordo de Livre Comrcio das Amricas. Na dcada de 90 ocorre o declnio como importncia na produo industrial do Cinturo das Manufaturas, o grande smb olo da Segunda Revoluo, de caractersticas Fordista, localizado s margens dos grandes lagos e nordeste dos EUA; com suas megalpoles, cidades industriais e a estrutura fordista de produo passa a ser chamado de cinturo cinzento ou cinturo das neves (rust/frost belt). Como caractersticas de decadncia, o declnio da produo nesta rea expulsa milhes de trabalhadores para novas regies do territrio norte-americano. H um declnio na produo industrial, mas no podemos esquecer que nessa rea que encontramos a maior concentrao de escritrios centrais das grandes empresas norte-americanas, bem como a maior concentrao de financeiras e a maior bolsa de valores do mundo. Ao mesmo tempo em que assistimos ao crescimento vertiginoso do smbolo da Terceira Revoluo Tecnolgica, o denominado Cinturo do Solcom, o desenvolvimento do vale do silcio na Califrnia, mais as regies do Golfo do Texas, pennsula da Flrida e o noroeste, surge um novo plo tecnolgico, com elevado crescimento socioeconmico e populacional nas cidades de Los Angeles, 46. Nova Orleans e Miami, que substituem o antigo plo econmico do nordeste ou cinturo das manufaturas, smbolo da segunda revoluo tcnico-cientfica, com as cidades de Chicago, Pittsburgo, Detrid, Cleveland e at Nova York, passa a ser denominado cinturo cinzento, das neves ou decadncia, com expulso de milhes de trabalhadores que foram substitudos pelos resultados da nanotecnologia. Nas atividades industriais mais antigas comea a substituio da forma de produo pelas novas mquinas, gerando excedente de mo-de-obra, enquanto nas atividades da terceira revoluo, h carncia de trabalhadores qualificados, forando a necessidade de se recrutar mo-de-obra qualificada em todo o mundo, para atender sua carncia na rea de pesquisas e desenvolvimento de novas tcnicas e produtos na rea de tecnologia de ponta, nos pases desenvolvidos. No restam dvidas. O pas que mais reduziu a taxa de desemprego, diminuiu a violncia de uma forma geral e elevou a capacidade de consumo de sua sociedade a nveis nunca imaginados foram os EUA, na dcada de 90. Como exemplo, podemos afirmar que na segunda metade da ltima dcada, os EUA cresceram uma economia brasileira a cada dois anos. Fica claro que entraria em queda de produo a partir do momento que reduzisse os juros internos e isto j comeou a acontecer com a posse do novo presidente, no incio de 2001. NOTA Na verdade, o governo americano est defendendo o retorno da Doutrina Monroe e o abandono das doutrinas Truman e Nixon, aumentando seu domnio sobre o continente e tentando bloquear a invaso dos produtos europeus e asiticos. Mas, em hiptese nenhuma, admite avanar alm do livre comrcio com os seus parceiros americanos, pois no admite reduzir as suas barreiras alfandegrias e nem discute quanto ao poder de interferncia da Lei Super 301, que protege as suas multinacionais no mundo. Como o congresso norte-americano no autoriza o ajuste rpido at 2002(fast track) para a Alca e os pases latino-americanos 47. mais importantes, entre eles o Brasil, contestam o contedo da proposta por no incluir questes sociais e somente econmicas; os EUA elaboram um projeto alternativo, criando o Nafta rea de livre comrcio da amrica do norte, unindo-se com o Canad e o Mxico, o Nafta pode ser classificado como megabloco pela sua grandeza econmica, populacional e territorial, alm de envolver dois pases do norte e um do sul. a) 1992 O Congresso norte-americano autoriza o fast track, isto , o ajuste rpido, permitindo a criao da Nafta. b) 01/01/1994 Incio de implantao do Nafta De imediato, 50% dos produtos passam a ser negociados livremente, fazendo com que o Mxico acreditasse que estava abrindo as portas do primeiro mundo, para logo depois descobrir que estava enganado ao sofrer a Revolta de Chiapas, com o surgimento do Movimento Zapatista de Libertao Nacional, provocando convulso interna e rpida fuga do capital voltil, resultando no famoso efeito tequila, o pas entra em estado de falncia, recebendo ajuda internacional de 51 bilhes de dlares, aumentando sua vulnerabilidade econmica. Alca Acordo de Livre Comrcio das Amrica A proposta norte-americana de iniciar a sua implantao a partir de 2003, lembrando que o Congresso norte- americano reluta em autorizar o fast track e, caso a Alca seja implantada a partir de 2003, ir prejudicar a concluso do Mercosul. Com isso, o Brasil procura aliados na tentativa de manter a implantao da Alca a partir de 2005, pois acredita que o Mercosul estaria mais fortalecido. A proposta da Alca de criar uma rea de livre comrcio para toda a Amrica, exceto para Cuba, por isso bom no confundir com a idia de mercado comum, pois zona de livre comrcio no permite o livre trnsito de pessoas, capital, tecnologia e mercadorias e nem prope a unificao de tarifas e impostos entre os pases-membros, mas, to somente uma lista de produtos que podem ser negociados com tarifa zero. Em 15 de fevereiro de 2003 os 34 pases que compem a Alca apresentam suas listas para incio da rea de livre comrcio, esta lista diferente das listas das outras reas de livre comrcio, pois os EUA exigem e os pases apresentam uma lista dos produtos que no podem ser negociados com tarifa zero, ao mesmo tempo em que os EUA no admitem discutir o elevado ndice de protecionismo e subsdios que pratica para proteger sua produo interna, alegando que aps iniciar a Alca os pases que se sentirem prejudicados podem recorrer OMC. Em 1994, a Primeira Cpula das Amricas, reunida em Miami, EUA, definiu como meta o ano de 2005 para o aumento da integrao, por meio da Alca rea de Livre Comrcio das Amricas. Em maro de 1996, na reunio de San Jos da Costa Rica, os 48. pases latino-americanos conseguem separar o setor agrcola de atividades como o ao e a indstria de automotores; uma vitria do Mercosul, contrariando os interesses dos EUA e