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Avaliação de Ciclo de Vida - Embrapa ... um sistema de produto ao longo do seu ciclo de vida” (ABNT NBR ISO 14040: 2009) Definições “Processo para avaliar as cargas ambientais

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  • Avaliação de Ciclo de Vida Marília I. S. Folegatti Matsuura

    Embrapa Meio Ambiente

    Workshop Mudanças climáticas e ACV 23 de agosto de 2012

  • Definições Ciclo de vida: “estágios consecutivos e encadeados de um sistema de produto, desde a aquisição da matéria-prima ou de sua geração a partir de recursos naturais até a disposição final” (ABNT NBR ISO 14040: 2009)

    Avaliação de ciclo de vida: “compilação e avaliação das entradas, saídas e dos impactos ambientais potenciais de um sistema de produto ao longo do seu ciclo de vida” (ABNT NBR ISO 14040: 2009)

  • Definições “Processo para avaliar as cargas ambientais associadas a um produto, processo ou atividade pela identificação e quantificação da energia e materiais usados e resíduos liberados para o meio ambiente; para avaliar o impacto dessas cargas ambientais; e para identificar e avaliar oportunidades de promover melhorias ambientais” (Society for Environmental Toxicology and Chemistry - SETAC)

  • Conceito “A avaliação de ciclo de vida abrange o completo ciclo de vida do produto, processo ou atividade, incluindo a extração e processamento de matérias-primas; processamento; transporte e distribuição; uso, reuso, reciclagem; e disposição final” (SETAC)

    “O principal foco da ACV é determinar os impactos ambientais do sistema em estudo nas áreas de bem-estar ecológico, saúde humana e depleção de recursos” (TANSEY & WORSLEY, 1995)

  • Fonte: Siegenthaler, 2008.

    “Do berço ao túmulo”

  • ACV e outras técnicas “A Avaliação de Ciclo de Vida é uma, entre várias técnicas de gestão ambiental como, por exemplo, a avaliação de risco, a avaliação de desempenho ambiental, a auditoria ambiental e a avaliação de impacto ambiental” (ABNT NBR ISO 14040: 2009)

    “É uma ferramenta que apoia tomadas de decisão no contexto ambiental. Não substitui outras ferramentas, mas fornece informações adicionais para uma aplicação específica” (UNEP, 1996)

    UNEP. Life Cycle Assessment: what it is and how to do it. Paris: UNEP, 1996

  • • O objeto da ACV é a consequência ambiental de um produto ou da função que um produto é projetado para desempenhar

    • Oferece dados objetivos independentes de ideologias • Usa uma abordagem científica na qual a quantificação

    de efeitos desempenha um papel dominante • É mais complexa que outras ferramentas, por promover

    uma avaliação “cradle to the grave”, que considera os efeitos ambientais de todos os aspectos do produto estudado (UNEP, 1996)

    ACV e outras técnicas

  • • A ACV é uma ferramenta integrativa. Assim, evita:  a transferência de um problema de um estágio do ciclo

    de vida para outro  a transferência de um tipo de problema para outro  a transferência de um problema de um local para outro

    • Não evidencia, entretanto, a transferência de um problema de um produto para outro (UNEP, 1996)

    ACV e outras técnicas

  • “Integração de todos os problemas ambientais produzidos durante todo o ciclo de vida de um produto ou função, onde

    quer que ocorram ” (UNEP 1996)

  • Aplicações da ACV • Comunicação sobre aspectos ambientais de produtos • Melhoria de produtos e processos • Design de produtos e processos • Desenvolvimento de estratégias de negócios • Definição de critérios de rotulagem ambiental • Desenvolvimento de políticas de produtos • Desenvolvimento de estratégias políticas • Decisão de compra • Desenvolvimento de estilos de vida

  • Traduções ABNT NBR ISO 14040:2009 ABNT NBR ISO 14044:2009

    Referencial normativo

  • Outras metodologias

    CONSOLI, F. (Ed.). Guidelines for life-cycle assessment: a code of practice. Pensacola: SETAC, 1993

    UNEP. Life Cycle Assessment: what it is and how to do it. Paris: UNEP, 1996

  • Fases da ACV

    ABNT NBR ISO 14040: 2009

  • Objetivo: Avaliar o desempenho ambiental do biodiesel de pinhão-manso produzido no Brasil, destinado ao transporte rodoviário de carga.

    Justificativa: Oferecer subsídios para a adequação de padrões tecnológicos e operativos, indicando demandas para o desenvolvimento dos sistemas de produção de grãos e dos processos industriais de extração de óleo de pinhão-manso, considerando a variável ambiental.

    Público-alvo: Pesquisadores, extensionistas e demais atores da cadeia produtiva do biodiesel de pinhão-manso no Brasil.

    Objetivo e Escopo – ACV biodiesel de pinhão-manso

  • Sistema de produto: Compreende a mistura B5 entre éster etílico de pinhão-manso e diesel de petróleo.

    Função: Transportar carga por modal rodoviário, em veículo movido a biodiesel B5 de pinhão-manso.

    Unidade funcional (UF): Transportar 1,0 t de carga ao longo de 1000 km por modal rodoviário, em veículo movido a biodiesel B5 de pinhão-manso.

    Fluxo de Referência: 10,78 kg de biodiesel B5 de pinhão-manso.

    Fronteiras: abordagem cradle-to-grave.

    Objetivo e Escopo – ACV biodiesel de pinhão-manso

  • Fronteiras do sistema:

  • Método de AICV: CML, baseline 2000.

    Categorias de impacto: Depleção Abiótica; Acidificação; Eutrofização; Potencial de Aquecimento Global; Toxicidade Humana; Ecotoxicidade Terrestre.

    Cobertura temporal: 2006 a 2010.

    Cobertura geográfica: regiões produtoras brasileiras.

    Cobertura tecnológica: para a produção de grãos de pinhão- manso optou-se por um modelo que compreendeu os sistemas manual e mecanizado praticados no Cerrado brasileiro, para pequena e média escalas de produção.

    Objetivo e Escopo – ACV biodiesel de pinhão-manso

  • Cobertura tecnológica: na etapa de extração de óleo, foram considerados os processos mecânico e misto.

    O processo mecânico foi modelado a partir de uma planta de pequena escala (400 kg de grãos secos/h). As etapas de processamento incluem: aquecimento dos grãos, em unidade movida a GLP; extração por prensagem contínua, em extratora radial tubular; e filtragem em filtro-prensa de placas.

    O processo misto foi retratado por uma unidade de médio porte (5000 kg grãos/h) e compreende a extração mecânica, em extratora tipo “expeller”, seguida de extração química, com hexano.

    Objetivo e Escopo – ACV biodiesel de pinhão-manso

  • Completude: foram incluídos no ICV apenas aspectos ambientais cujos dados pudessem ser validados por mecanismos de aferição ou confrontados com informações da literatura científica ou de especialistas.

    Para as etapas industriais do ciclo de vida, a infraestrutura das usinas de produção de óleo de pinhão-manso, etanol e biodiesel foi incluída nos inventários.

    O conjunto de dados é considerado representativo, consistente e reproduzível para o padrão atual de desenvolvimento da cadeia produtiva do biodiesel de pinhão-manso no Brasil.

    Objetivo e Escopo – ACV biodiesel de pinhão-manso

  • Quanto ao tipo e à fonte de obtenção de dados, as entradas de insumos agrícolas na produção de grãos de pinhão-manso foram modeladas a partir de dados secundários coletados em fontes bibliográficas adequadas e atuais (SILVA, 2006; DIAS et al., 2007), bem como por meio de consulta a especialistas (LAVIOLA, 2009). Dados referentes ao consumo de recursos naturais; à produção de insumos agrícolas; à extração e refino de petróleo para obtenção de petrodiesel; e à geração e transporte de energia elétrica advêm da Base de Dados Internacional Ecoinvent (versão 2.2), com adaptações para as condições nacionais. Já os dados de emissões, foram estimados com base em modelos disponíveis em literatura científica (HAUSCHILD, 2000; CANALS, 2003; PARAÍBA et al. 2003; PARAÍBA & MIRANDA, 2003; IPCC, 2006; NEMECEK & KÄGI, 2007; SCHMIDT, 2007).

    Objetivo e Escopo – ACV biodiesel de pinhão-manso

  • Nas etapas industriais e de uso do biocombustível, as correntes de entrada e saída foram determinadas a partir de parâmetros técnicos obtidos junto a fornecedores de equipamentos e especialistas (FERRARI, 2009; ANTONIASSI, 2011) e à literatura especializada (POETSH, 2006; SARTORI, 2007; SCHMIDT, 2007; TAPANES, 2008; TRINIDAD et al., 2009; WHITAKER, 2009; 2010). Os inventários da produção e transporte de cana-de-açúcar e da produção de etanol para as condições brasileiras foram gerados por Kulay et al. (2011). Alocação: a glicerina foi considerada como coproduto do processo de transesterificação. Adotou-se, como critério de alocação de cargas ambientais, o Poder Calorífico Inferior (PCI), que para o éster etílico de pinhão-manso foi de 38,43 GJ/t, e para a glicerina, de 15,84 GJ/t.

    Objetivo e Escopo – ACV biodiesel de pinhão-manso

  • Premissas (quanto à produção de grãos de pinhão-manso): a) A densidade da cultura de pinhão-manso é de 1250 plantas/ha; b) A longevidade produtiva da cultura é de 20 anos; c) A produtividade média anual é de 1700 kg de grãos secos/ha; d) Sistemas de produção de grãos de pinhão-manso sem irrigação; e) As distâncias entre os entrepostos comerciais e as fazendas são de

    70 km e de 100 km para os sistemas manual e mecanizado, respectivamente.

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