Bases da epistemologia contemporânea

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    18-Jun-2015

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epistemologia contempornea, badiou, deleuze, foucault, denise coutinho, CONES.

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<p>BASES DA EPISTEMOLOGIA CONTEMPORNEA: Badiou, Deleuze, Foucault</p> <p>denise coutinho instituto de psicologia programa de ps-graduao em artes cnicas universidade federal da bahia denisecoutinho1@gmail.com</p> <p>questo epistemolgica: pode-se fazer da inveno de modelos a atividade da cincia?</p> <p>o conhecimento cientfico pode ser apresentado como conhecimento por modelos?</p> <p>CATEGORIAdenota objetos inexistentes, onde se combinam o trabalho do CONCEITO e a repetio de NOES.</p> <p>noes: unidades do discursoideolgico</p> <p>categorias: do discurso filosfico conceitos: do discurso cientfico</p> <p>MODELO:CATEGORIA filosfica NOO descritiva da atividade cientfica CONCEITO da lgica matemtica</p> <p>LVI-STRAUSS: MODELOS so construdos segundo a realidade emprica de tal maneira que seu funcionamento possa dar conta [descrever e explicar] de todos os fatos observados.</p> <p>PO SI TI VIS MO</p> <p>oposio institucional: etngrafo do campo (Emprico) X etngrafo da cidade (Terico) oposio especulativa: Natureza - opacidade contnua do que acontece X Cultura- bricolagem das diferenas enumerveis</p> <p>Texto Texto</p> <p>DELEUZE (1925-1995)</p> <p>A filosofia a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos. Criar conceitos sempre novos o objeto da filosofia. [H] outros modos de ideao que no tm de passar por conceitos, como o pensamento cientfico.</p> <p>Definio da filosofia: conhecimento por puros conceitos.</p> <p>O filsofo o amigo do conceito, ele conceito em potncia.Para falar a verdade, as cincias, as artes, as filosofias so igualmente criadoras, mesmo se compete apenas filosofia criar conceitos no sentido estrito.</p> <p>Um conceito tem sempre a verdade que lhe advm em funo das condies de sua criao. a filosofia tira conceitos, ( idias abstratas ou gerais) enquanto a cincia tira prospectos (proposiesjuzos) e a arte tira perceptos e afetos (percepes e sentimentos).</p> <p>O conceito no se refere ao vivido, mas consiste em erigir um acontecimento que sobrevoe todo o vivido. Cada conceito corta o acontecimento, o recorta a sua maneira. O conceito pertence filosofia e s a ela pertence.</p> <p>MICHEL FOUCAULT (1925-1995)</p> <p>Nesse limiar [da modernidade], aparece pela primeira vez esta estranha figura do saber que se chama homem e que abriu um espao prprio s cincias humanas.</p> <p>Perodos da histria caracterizados pela existncia de certo nmero de condies de verdade que enquadram o que possvel e aceitvel, como no discurso cientfico.</p> <p>Las meninas [Velsquez]: representao da representao clssica.</p> <p>A Epistm do sculo XVIAt o fim do sc. XVI, a semelhana desempenhou um papel construtor no saber da cultura ocidental. Similitude, atravs de quatro figuras: convenincia; emulao; analogia; simpatia/antipatia.Atravs dese jogo, o mundo permanece idntico. O mesmo persiste trancafiado sobre si. E, no entanto, o sistema no fechado.</p> <p>Terminam os jogos antigos da semelhana e dos signos. Seu ser inteiro s linguagem.</p> <p>Dom Quixote desenha o negativo do mundo do Renascimento; a escrita cessou de ser a prosa do mundo. O sc. XVII marca o desaparecimento das velhas crenas supersticiosas ou mgicas e a entrada, enfim, da natureza na ordem cientfica.Subsistituio da analogia pela anlise.</p> <p>epistm moderna:Triedro dos saberes Cincias matemticas e fsicas Cincias empricas(da linguagem, da vida e da produo de riquezas) Reflexo filosfica O retraimento da mthsis, e no o avano, permitiu ao homem constituir-se como objeto do saber.</p> <p>O recurso s matemticas sempre foi a maneira mais simples de emprestar ao saber positivo sobre o homem um estilo, uma forma, uma justificao cientfica.</p> <p>Sc. XIX: as cincias humanasToma por objeto o homem no que ele tem de emprico. Ser humano como objeto da cincia. Objeto das cincias humanas: esse ser que, no interior da linguagem pela qual est cercado, se representa, ao falar, o sentido das palavras ou das proposies que enuncia e se d, finalmente, a representao da prpria linguagem.</p> <p>Psicanlise e etnologia ocupam um lugar privilegiadoPerptuo princpio de inquietude, questionamentos, crtica e contestao dquilo que pde parecer adquirido. por isso que nada mais estranho psicanlise que alguma coisa como a teoria geral do homem ou uma antropologia.</p> <p>A psicanlise e a etnologia dissolvem o homemPsicanlise e etnologia no so cincias humanas, mas percorrem o domnio inteiro destas. Em relao s cincias humanas, a psicanlise e a etnologia so antes contra-cincias, o que no quer dizer que sejam menos racionais ou objetivas que as outras, mas elas se assumem no contrafluxo, reconduzem-nas a seu suporte epistemolgico e no cessam de desfazer esse homem que, nas cincias humanas, faz e refaz sua positividade.</p> <p>REFERNCIAS BIBLIOGRFICASBADIOU, Alain. Sobre o conceito de modelo: introduo a uma epistemologia materialista das matemticas. Trad. Fernando Bello Pinheiro. 2. ed. Lisboa: Editorial Estampa, 1972. BADIOU, Alain. El concepto de modelo: introducin a una epistemologa materialista de las matemticas. Trad. Vera Waksman. (nueva edicin aumentada con prefacio indito). Buenos Aires: La bestia equiltera, 2009. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Flix. O que a filosofia. Trad. Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muoz. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992. FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das cincias humanas. Trad. Salma Tannus Muchail. 9. ed. So Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>