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REVISTA EPISTEME TRANSVERSALIS – V. 4, N.2, 2013 BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS E A LESÃO MEDULAR Guilherme Raymundo Costa 1 RESUMO Pessoas com Deficiências (PCD) necessitam para um desenvolvimento psicofísico normal, de movimentação. Considerando tal pressuposto, acreditamos poder inferir, mediante observação da literatura, a contribuição da atividade física no contexto pertinente ao crescimento e desenvolvimento humano, isso tem repercussão direta na vida de PCD envolvidos em programas de atividade física com frequencia regular. Assim, apresenta-se aqui, a estruturação de um estudo buscando identificar alterações físicas e sociais em PCD baseadas em resultados obtidos através da aplicação de um questionário em atletas do sexo feminino e masculino praticantes de basquetebol em cadeira de rodas com regularidade semanal. O estudo apontou que o profissional de Fisioterapia tornou-se fundamental na vida das pessoas com deficiência participando diretamente das modificações biológicas que caracterizam a transformação ocorrida no organismo e possibilitando o direcionamento correto das atividades físicas, em parceria com o profissional da educação física. Palavras-chave: Pessoa com deficiência, basquetebol em cadeira de rodas e atividades físicas. ABSTRACT People with Disabilities need to develop a psychophysical normal handling. Given this assumption, we can infer through observation of the literature, the contribution of physical activity in the context relevant to human growth and development, this has direct impact on the lives of PWD involved in physical activity programs with regular frequency. So, here, the structuring of a study seeking to identify changes in physical and social PWD based on results obtained by applying a questionnaire in female athletes and male basketball players in wheelchair with weekly basis. Professional Physiotherapy has become central in the lives of people with disabilities directly participating in the biological changes that characterize the transformation in the body and enabling the correct direction in partnership with the professional physical education physical activity. Keywords: People with disabilities, Wheelchair basketball and physical activity. 1 Professor de Educação Física, Fisioterapeuta e Coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Geraldo Di Biase

basquetebol em cadeira de rodas e a lesão medular

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  • REVISTA EPISTEME TRANSVERSALIS V. 4, N.2, 2013

    BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS E A LESO MEDULAR

    Guilherme Raymundo Costa1

    RESUMO

    Pessoas com Deficincias (PCD) necessitam para um desenvolvimento psicofsico normal, de movimentao. Considerando tal pressuposto, acreditamos poder inferir, mediante observao da literatura, a contribuio da atividade fsica no contexto pertinente ao crescimento e desenvolvimento humano, isso tem repercusso direta na vida de PCD envolvidos em programas de atividade fsica com frequencia regular. Assim, apresenta-se aqui, a estruturao de um estudo buscando identificar alteraes fsicas e sociais em PCD baseadas em resultados obtidos atravs da aplicao de um questionrio em atletas do sexo feminino e masculino praticantes de basquetebol em cadeira de rodas com regularidade semanal. O estudo apontou que o profissional de Fisioterapia tornou-se fundamental na vida das pessoas com deficincia participando diretamente das modificaes biolgicas que caracterizam a transformao ocorrida no organismo e possibilitando o direcionamento correto das atividades fsicas, em parceria com o profissional da educao fsica.

    Palavras-chave: Pessoa com deficincia, basquetebol em cadeira de rodas e atividades fsicas.

    ABSTRACT

    People with Disabilities need to develop a psychophysical normal handling. Given this assumption, we can infer through observation of the literature, the contribution of physical activity in the context relevant to human growth and development, this has direct impact on the lives of PWD involved in physical activity programs with regular frequency. So, here, the structuring of a study seeking to identify changes in physical and social PWD based on results obtained by applying a questionnaire in female athletes and male basketball players in wheelchair with weekly basis. Professional Physiotherapy has become central in the lives of people with disabilities directly participating in the biological changes that characterize the transformation in the body and enabling the correct direction in partnership with the professional physical education physical activity.

    Keywords: People with disabilities, Wheelchair basketball and physical activity.

    1 Professor de Educao Fsica, Fisioterapeuta e Coordenador do curso de Educao Fsica do Centro Universitrio Geraldo Di Biase

  • 1 INTRODUO

    A efetivao de programas elaborados para tratamento de pessoas portadoras de leso medular

    (PPLM), demanda conhecimento mdico bsico e capaz de compreender aspectos vinculados

    fisiopatologia, diagnose e teraputica de cada caso. A leso medular traumtica ocorre quando

    um evento traumtico, como o associado a acidentes automobilsticos ou motociclsticos,

    mergulho, agresso com arma de fogo ou queda resulta em leso das estruturas medulares

    interrompendo a passagem de estmulos nervosos atravs da medula. A leso pode ser completa

    ou imcompleta. A leso completa quando no existe movimento voluntrio abaixo do nivel da

    leso e imcompleta quando h algum movimento voluntrio ou sensao abaix do nvel da

    leso. A medula pode tambm ser lesada por doena (causas no traumticas), como por

    exemplo, hemorragias, tumores e infeces virais. (SARAH)

    O estudo aqui apresentado tem como tema o desporto para pessoas com Deficincia (PCD). A

    questo investigada refere-se verificao dos benefcios promovidos pela atividade fsica

    sistemtica para indivduos comprometidos com leso medular, no contexto de sua reabilitao.

    As hipteses perspectivadas no trabalho so: A as PPLM e participantes de um programa de

    desporto adaptado, negam perceber algum tipo de melhoria em sua vida, em sua reabilitao

    funcional ou em qualquer outro aspecto ligado sua qualidade de vida, e B as PPLM e

    participantes de um programa de desporto adaptado, afirmam perceberem melhoras em vrios

    aspectos vinculados qualidade de vida.

    O objetivo do trabalho , traar um perfil do quanto o envolvimento em programas de atividade

    fsica com regularidade semanal, podem ser comprovados, a partir depoimento de pessoas

    acometidas por tal leso e que so participantes de um programa desportivo regular. Outro

    aspecto pleiteado pelo estudo disponibilizar material bibliogrfico para profissionais

    interessados no assunto em especial no tocante ao contexto de reabilitao de patologias como no

    presente caso.

  • O significado de estudos nessa rea poderia ser evidente pelo simples fato de que, s Instituies

    de Ensino Superior (IES) cabe a estruturao de programas e projetos direcionados ao

    atendimento da comunidade, sobretudo no tocante extenso, quando a academia efetiva sua

    ao na comunidade para alm dos limites de seus muros. Importa citar aqui a necessria

    qualidade com que o processo deve ser conduzido, pois como comprovado na fala de Antnio

    Raimundo dos Santos: Pesquisar o exerccio intencional da atividade intelectual, visando

    melhorar as condies prticas da existncia. (SANTOS, 2002, p. 17) Outra abordagem que vale

    conferir por corroborar o direcionamento neste estudo, apresentada por Sue Combs abordando a

    prtica de atividade fsica para PCD:

    Os programas para essas pessoas incluem uma grande variedade de atividades baseadas na escola e na comunidade, e que atendem pessoas de vrias idades que necessitam de cuidados especiais para obter resultados mais favorveis ao aprendizado e/ou no desempenho. Esto includos entre esses programas os de educao fsica adaptada, e os de ligas de basquetebol em cadeira de roda e eventos com as Paraolimpadas e as Olimpadas Especiais. (COMBS, 2003, p. 685).

    Ainda sobre o valor de trabalhos direcionados ao atendimento a PCD, muitas poderiam ser as

    menes apresentadas aqui. Apenas como exemplo, bastaria lembrar a questo da incluso social j

    to abordada em discusses anteriores que denunciam sobre a excluso experimentada por

    indivduos portadores de patologias que acometem sua estrutura sensrio-motora.

    Dentre os aspectos limitantes do trabalho, est o reduzido nmero de voluntrios participantes, o

    que reduz o N amostral podendo comprometer a representatividade das informaes coletadas.

    Outro ponto foi a dificuldade em reunir todos eles numa nica sesso/aula para aplicao do

    instrumento o que prolongou o processo de coleta de dados.

    2 METODOLOGIA

    A populao participante no estudo foram pessoas portadoras de leso medular (PPLM),

    cadeirantes e participantes de um programa desportivo na modalidade de basquetebol, elaborado

    e desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Volta Redonda (SMEL). O

    programa conta com um profissional de Educao Fsica responsvel pela superviso das

  • aulas/sesses. As aulas so ministradas com regularidade de duas sesses semanais (Segunda

    19:00-21:30h e Quarta 19:00- 21:30h), contando com a participao de vinte e cinco pessoas. A

    amostra foi composta por vinte e cinco indivduos cadeirantes, sendo 20 e 5 do sexo masculino e

    feminino respectivamente. O tempo mdio de acometimento da leso entre os participantes foi de

    vinte anos. Vinte e quatro participantes so residentes no municpio de Volta Redonda e apenas

    um participante reside no municpio de Barra Mansa. A faixa etria do grupo foi entre onze a

    quarenta e dois anos.

    O instrumento aplicado no grupo foi um questionrio (vide anexos), composto por sete questes

    sendo seis fechadas, uma abertas, alm da parte introdutria do instrumento para identificao

    dos dados referentes idade, gnero, tempo de leso e ocupao do avaliado.

    O prprio autor do estudo assumiu a aplicao do instrumento, entregando um modelo em branco

    do questionrio a cada avaliado e, em seguida esperava a respectiva leitura a resposta do

    participante. Cada participante gastou em mdia dez minutos para ler e responder a todas as

    questes.

    O tipo de pesquisa aqui adotado foi o estudo de caso seguindo a abordagem emprico-analtica

    (FARIA JNIOR, 1992)

    3 HISTORICO DO BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS

    Aps a Segunda Guerra Mundial, veteranos de guerra foram recebidos como heris dando novo

    enfoque para a pessoa portadora de leso medular. Fato que no acontecia anteriormente em que

    o portador de deficincia era considerado um fardo para a sociedade. Decorrente desta nova

    situao foram criados centros de reabilitao nos quais o esporte e atividade fsica faziam parte

    da recuperao. Em 1944 foi inaugurado o Centro Nacional De Lesados Medulares em Stoke

    Mandeville (EUA), construdo durante a Segunda Guerra Mundial para atender lesados

    medulares. O neurocirurgio, Sir Ludwig Guttman, introduziu o esporte para portadores de

    deficincia como medida teraputica na reabilitao das pessoas portadoras de leso medular. Em

    1948, ocorreu a primeira competio oficial tendo como modalidades Arco e Flecha ("Archery")

  • e Plo em Cadeira de Rodas - Jogos de Stoke Mandeville para Paralisados. Em seguida foi criada

    a Federao Internacional de Esportes em Cadeira de Rodas de Stoke Mandeville (ISMSF). Nos

    Estados Unidos, a primeira modalidade esportiva desenvolvida foi o Basquetebol em Cadeira de

    Rodas (BCR). A modalidade tomou parte da primeira Paraolimpada. Em 1960 disputaram-se as

    primeiras Paraolimpdas na cidade de Roma. No Brasil, o esporte adaptado foi introduzido logo

    aps o surto de poliomielite ocorrida na dcada de 50. A partir desta poca desenvolveu-se e

    novas modalidades surgem a cada ano pela grande aceitao dos portadores de deficincia. No

    Brasil existem entidades nacionais e estaduais que coordenam, promovem e fomentam os eventos

    nacionais e internacionais. O desenvolvimento do esporte adaptado nas ltimas dcadas pode ser

    justificado pelos inmeros benefcios adquirido pela sua prtica. (CBBC)

    3.2 MANEJO EM CADEIRA DE RODAS

    O manejo de cadeira de rodas, tem como objetivo principal, dotar o seu usurio de habilidades e

    destrezas necessrias quer seja para as suas atividades de vida diria quer seja para as atividades

    esportivas ou recreativas, j que a cadeira de rodas se torna uma extenso do seu prprio corpo,

    sendo ento indispensvel para o deficiente, aprender as tcnicas e domnio da cadeira de rodas,

    buscando um perfeito entrosamento e integrao com suas "pernas", bem como adquirir maior

    confiana propiciando assim facilidade na aprendizagem de habilidades tcnicas de modalidades

    esportivas.

    Podemos distinguir duas formas de tcnicas de manejo de cadeira de rodas: a primeira, diz

    respeito adaptao do recm lesado sua nova condio, aprendendo a utilizar a cadeira para as

    suas atividades cotidianas tais como: subir e descer pequenos degraus e rampas, realizar a

    transferncia da cadeira para a cama, carro, vaso sanitrio, poltronas, entre outros.

    A segunda forma, diz respeito a utilizao da cadeira de rodas para as atividades esportivas ou

    recreativas, o que requer, naturalmente, uma maior habilidade e agilidade, auxiliando

    posteriormente a execuo dos fundamentos tcnicos e tticos especficos do esporte.

  • 3.3 - ELEMENTOS BSICOS DE UMA CADEIRA DE RODAS

    3.3.1 - A cadeira de rodas constituda de:

    3.3.1.1 - Estrutura tubular:

    Designada como quadro ou "freme" (ingls), geralmente desenvolvida de acordo com o usurio,

    levando-se em conta o bitipo, seqela de deficincia e posio de jogo que mais se encaixa com

    o jogador.

    3.3.1.2 - Rodas traseiras:

    Composta por pneus, aros, raios, cubos e aro de propulso. Variam de tamanho, de 24 a 26

    polegadas, de acordo com o usurio. So fixadas na cadeira atravs de eixos removveis,

    popularmente conhecido como "eixo quick release".

    3.3.1.3 - Rodas dianteiras:

    Fabricadas com poliuretano, material resistente e macio, que facilita o deslize. Geralmente,

    possuem 3 ou 5 polegadas de dimetro. So fixadas em garfos, com sistema giratrio que permite

    o direcionamento da cadeira.

    3.3.1.4 - Pedal:

    Apropriado ao posicionamento dos ps, geralmente regulvel.

    3.3.1.5 - Protetor lateral (pea bilateral):

    Sua funo favorecer o equilbrio do quadril e proteger o toque da roda com as pernas do

    atleta.

    3.3.1.6 - Aro ou volante propulsor:

    Utilizado para dar a propulso cadeira, facilitando o toque e a empunhadura e proporcionando

    maior agilidade cadeira.

  • 3.3.1.7 - Protetor de raio:

    Tem como objetivo proteger os raios da roda, bem como os dedos dos atletas no decorrer do

    jogo.

    4. DOMNIO DO CORPO E DA CADEIRA DE RODAS

    Consideraes Tcnicas

    Este um fundamento importante porque o aluno portador de deficincia fsica dever ter que

    executar determinados movimentos como propulso da cadeira para frente, propulso da cadeira

    para trs, giros, entre outros, necessitando de um bom desempenho no manejo da cadeira de rodas

    para desenvolver as habilidades exigidas pela modalidade. Dessa forma, faz-se necessrio o

    aprendizado de algumas tcnicas.

    a) Tcnica de proteo para frente,

    b) Propulso da cadeira de rodas,

    c) Frenagem da cadeira de rodas,

    d) Mudana de direo,

    e) Largadas e partidas,

    f) Empinar a cadeira,

    4.1 TECNICA DE PROTEO PARA QUEDA

    Esta tcnica se constitui na aprendizagem da proteo da queda da cadeira de rodas. O atleta

    dever se desequilibrar para trs com um dos braos estendidos por trs do encosto da cadeira e o

    mais prximo possvel desta, enquanto o outro brao sustenta a cadeira de rodas, evitando que ela

    se deslize para frente, segurando o aro de propulso ou o aro e o pneu ao mesmo tempo. Em

    seguida, se as condies de jogo exigirem que o usurio retorne a posio sentada, ele poder

    faz-lo, bastando para isso que, atravs de uma ao conjunta do empurro do brao contra o solo

  • e o puxo do aro propulsor para trs, jogue seu corpo para cima e para frente. medida que o

    atleta adquire segurana e confiana na execuo dos movimentos com a cadeira de rodas, vai-se

    diminuindo, gradativamente, a espessura do colcho at dispensar o seu uso como proteo.

    Na aprendizagem dessa tcnica, pode-se destacar alguns erros frequentes na execuo do

    movimento, que devem ser evitados:

    - colocao do brao de proteo afastado do encosto da cadeira, dificultando com isso o

    seu equilbrio;

    - flexo do brao de proteo no momento da queda, retirando dessa forma a sua fora

    para a sustentao do corpo;

    - no segurar com o outro brao o aro propulsor da cadeira ou o aro e o pneu ao mesmo

    tempo, evitando que a mesma se desliza para frente.

    4.2 PROPULSO DA CADEIRA DE RODAS PARA FRENTE

    Propulso da cadeira de rodas para frente, podem-se utilizar duas formas de empunhadura para o

    toque.

    - Utilizao somente da empunhadura no aro de propulso;

    - O toque utilizando o aro e parte do pneu ao mesmo tempo. Esse toque mais usual

    principalmente no momento das frenagens e mudanas rpidas de direo.

    O toque para a propulso propriamente dita, deve se iniciar na altura da linha do quadril, ou seja,

    na parte superior do aro da cadeira de rodas. O atleta inicia o toque com as mos simultneas e,

    paralelamente, promovendo uma propulso para frente e para baixo, em movimentos contnuos,

    at a extenso total dos braos. O trmino desse movimento se d com a palma das mos do atleta

    voltadas para baixo, havendo descontrao total dos braos.

    Nesse movimento, podem-se destacar, tambm, alguns erros bastante frequentes em iniciantes:

  • - No aproveitar o deslize da cadeira aps a propulso, provocando, dessa maneira, uma

    pequena frenagem todas as vezes que nela tocar;

    - No executar o toque com as mos paralelas e simultneas, imprimindo, na maioria das

    vezes, maior fora de um lado do que do outro, provocando dessa maneira uma mudana de

    direo da cadeira;

    - No iniciar e no terminar o toque na cadeira, na altura recomendada, provocando assim

    um nmero exgerado de toques e, consequentemente, maior gasto de energia;

    - Movimentar o troco durante o toque.

    4.3 PROPULSO DA CADEIRA DE RODAS PARA TRS

    A tcnica de propulso da cadeira de rodas para trs deve seguir os mesmos princpios utilizados

    na propulso para frente, naturalmente, no sentido contrrio.

    Nesse movimento, o atleta deve tomar cuidado no momento de para ou frear a cadeira, pois, se o

    fizer com as mos no alto do aro de propulso, provocar o empinamento da cadeira e,

    fatalmente, ocorrer uma queda para trs. necessrio tambm observar a simetria do

    movimento para que a cadeira no se desloque em ziguezague.

    Dessa forma, a frenagem da cadeira dever tambm seguir os mesmos princpios da tcnica do

    movimento para frente, porm, com as mos colocadas frente do aro de propulso.

    4.4 FRENAGEM DA CADEIRA DE RODAS

    As paradas ou frenagens da cadeira de rodas outra tcnica que o atleta deve dominar uma vez

    que esse o fundamento responsvel para auxiliar nos giros e fintas.

  • Para provocar a parada da cadeira de rodas, o atleta deve inclinar, quando possvel, o tronco para

    trs, pressionando com as mos simultneas, de forma firme e gradativa o aro de propulso

    frente da linha do quadril.

    Outra forma de frenagem da cadeira de rodas causada pela necessidade de uma parada brusca.

    Nessa situao o atleta deve proceder a parada da cadeira de maneira usual, porm, a diferena

    est no ato de englobar, com as mos, o aro de propulso e o pneu ao mesmo tempo, para que a

    cadeira no deslize ou derrape, piso muito liso.

    4.5 MUDANA DE DIREO

    Outro fundamento essencial na tcnica do manejo da cadeira de rodas para o basquetebol, a

    mudana de direo, pois, no possvel utilizar o deslocamento lateral. A mudana de direo,

    tambm responsvel pelas fintas utilizadas no decorrer do jogo.

    As mudanas de direo consistem em giros de 90, 180 e 360 para a direita, e/ou para

    esquerda.

    O atleta dever pressionar, de forma crescente, o aro de propulso do lado para o qual deseja

    realizar o giro, inclinando ligeiramente o tronco para trs e para o lado do giro. Nos giros de 180

    e 360, alm da presso no aro, pode tambm ser necessria uma puxada rpida do aro para trs,

    obrigando a cadeira a girar mais rapidamente sobre o seu eixo.

    4.6 EMPRINAR A CADEIRA

    O ato de empinar a cadeira de rodas em um jogo de basquete em cadeira de rodas, no pode ser

    utilizado, porm com certeza, de grande utilidade para a aquisio de coordenao, de domnio

    da cadeira e, acima de tudo, para o equilbrio do atleta na cadeira, subir e descer pequenos

    degraus e rampas.

    O movimento de empinar a cadeira de rodas consiste em domin-la e equilibrar-se nas duas rodas

    traseiras da cadeira de rodas, seguindo os seguintes passos:

    a) o quadril deve estar o mais atrs possvel no assento da cadeira;

  • b) o tronco ligeiramente inclinado para frente;

    c) as duas mos devem se posicionar frente do aro de propulso, tocando ligeiramente

    para trs, estabilizando a cadeira e equilibrando-se.

    Todos os fundamentos da tcnica de manejo de cadeira de rodas aqui apresentados, devero ser

    desenvolvidos como forma de pr-requisito para o treinamento de atividades de vida diria e de

    modalidades esportivas. Os mais variados tipos de exerccios e formas de treinamento podero

    ser adaptados, como tambm desenvolvidos atravs de atividades recreativas.

    5 ANLISE DOS RESULTADOS

    GRAFICO 1

    Depois que comecei a praticar o basquetebol, minha capacidade funcional melhorou muito.

    Questo nmero 01(um) do questionrio

    Respondidos N = 25

    20

    5

    3

    2 Discordo Plenamente

    Discordo

    Concordo

    Concordo Plenamente

    GRAFICO 2

    Porque voc escolheu o basquetebol em cadeira de rodas?

    Questo nmero 02 (dois) do questionrio

    Respondidos N = 25

  • 18

    1613

    12

    Fazer um tipo de atividade fsicaMelhorar a auto estimaMostrar para a sociedade que possoSe distrair

    GRAFICO 3

    Com qual freqncia voc praticava atividade fsica antes do basquetebol em cadeira de

    rodas?

    Questo nmero 03 (trs) do questionrio

    Respondidos N = 25

    1

    4

    1

    1

    18

    04 vezes por semana03 vezes por semana02 vezes por semana01 vez por semanaNo praticava atividade fsica

    GRAFICO 4

    Qual era, antes da pratica de basquetebol em cadeira de rodas, sua freqncia em idas ao

    medico?

    Questo nmero 04 (quatro) do questionrio

    Respondidos N = 25

  • 2

    3

    20

    0

    nenhuma vez

    03 vezes por ms

    02 vezes por ms

    01 vez por ms

    GRAFICO 5

    Aps o inicio dos treinos de basquetebol em cadeira de rodas, esta freqncia:

    Questo nmero 05 (cinco) do questionrio

    Respondidos N = 25

    1

    23

    1

    Permaneceu a Mesma

    Diminuiu

    Aumentou

    GRAFICO 6

    Marque a seguir o grau de melhora da sua capacidade para atividades da vida diria, aps

    sua participao nos treinos de basquetebol:

    Questo nmero 06 (Seis) do questionrio

    Respondidos N = 25

  • 1

    2

    17

    5

    0

    No percebi melhora na minha capacidadeMe sinto at 100% melhorMe sinto at 75% melhorMe sinto at 50 % melhorMe sinto at 25%melhor

    GRAFICO 7

    Marque a seguir 03 aspectos que mais foi percebido e que atingiu o maior grau de

    desenvolvimento ou melhoria, aps sua participao nos treinos de basquetebol:

    Questo nmero 07 (Sete) do questionrio

    Respondidos N = 25

    25

    2

    5

    12

    10

    8

    3

    15Menos visitas ao mdicoRelacionamento com amigosRelacionamento com a FamliaVida SexualAlimentaoSonoDisposio para o trabalhoDisposio para a vida

  • ANEXO

    QUESTIONRIO

    Solicito sua gentileza respondendo s seguintes questes, o que muito contribui para

    a realizao do mesmo. Cabe citar que sua identidade no ser divulgada.

    IDENTIFICAO

    Idade:_____________ Masc ( ) Fem ( )

    Ocupao:________________________

    Tempo da leso:___________________

    1- Depois que comecei a praticar basquetebol, minha capacidade funcional melhorou muito.

    a) Concordo plenamente

    b) Concordo

    c) Discordo

    d) Discordo plenamente

    2- Porque voc escolheu o basquete de cadeira de rodas?

    3- Com qual freqncia voc praticava atividade fsica antes da prtica do basquetebol em

    cadeira de rodas ?

    a) 04(quatro) vezes por semana

    b) 03(trs) vezes por semana

    c) 02(duas) vezes por semana

    d) 01(uma) vez por semana

    e) no praticava atividade fsica

    4- Qual era, antes da pratica de basquetebol em cadeira de rodas, sua freqncia em idas ao

    medico?

    a) 3 (trs) vezes por ms

    b) 2 (duas) vezes por ms

    c) 1(uma) vez por ms

    d) nenhuma vez por ms

    5- Aps o inicio dos treinos de basquetebol em cadeira de rodas, esta freqncia:

    a) aumentou

    b) diminuiu

    c) permaneceu a mesma

  • 6- Marque a seguir o grau de melhora da sua capacidade para atividades da vida diria, aps sua

    participao nos treinos de basquetebol:

    a) Me sinto at 25% melhor.

    b) Me sinto at 50% melhor .

    c) Me sinto at 75% melhor.

    d) Me sinto at 100% melhor.

    e) No percebi melhora em minha capacidade.

    7- Marque a seguir 03 aspectos que mais foi percebido e que atingiu o maior grau de

    desenvolvimento ou melhoria, aps sua participao nos treinos de basquetebol:

    ( )Disposio para a vida

    ( )Disposio para o trabalho

    ( )Sono

    ( )Alimentao

    ( )Vida sexual

    ( )Relacionamento com a famlia

    ( )Relacionamento com amigos e colegas de trabalho

    ( )Menor uso de medicamentos

    ( )Menos numero de visitas ao mdico

    ( )Maior participao em outras atividades .Quais: ___________________

    ( )Outra(s): __________________________________________________

    REFERNCIAS

    SANTOS, Antnio Raimundo. Metodologia Cientfica: a construo do conhecimento. 5.

    ed.Rio de Janeiro: DP &A, 2002

    COMBS, Sue. Avaliao para populaes com necessidades especiais. In TRITSCHLER,

    Kathleen. Medida e avaliao em Educao Fsica e Esportes - de barrow & macgee. 5. ed.

    Barueri. /So Paulo: Manole, 2003.

  • FARIA JNIOR, Alfredo Gomes. Pesquisa em educao fsica: enfoques e paradigmas. In:

    FARIA JNIOR, Alfredo Gomes de e FARINATTI, Paulo de Tarso Veras. Pesquisa e

    produo do conhecimento em educao fsica: Livro do ano 1991- Sociedade Brasileira

    para o Desenvolvimento da Educao Fsica SBDEF. Rio de Janeiro: Ao Livro Tcnico,

    1992.

    CBBC Confederao Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas. Disponvel em: <

    www.cbbc.org.br> Acesso em: 15 set. 2012.

    SARAH Rede de Hospitais de Reabilitao Disponvel em: < www.sarah.br >. Acesso em:

    15 set. 2012