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Pontifcia Comisso Bblica

O POVO JUDEU E suas Sagradas Escrituras Na Bblia cristO POVO JUDEU E SUAS SAGRADAS ESCRITURAS NA BBLIA CRIST

NDICE APRESENTAO INTRODUO I. I. OS ESCRITOS SAGRADOS DO POVO FUNDAMENTAL DA BBLIA CRIST (2-18) JUDEU, PARTE

II. A. O Novo Testamento reconhece a autoridade das Sagradas Escrituras do povo judeu (3-5) 1. implcito reconhecimento da autoridade 2.Explcita recurso para a autoridade das Escrituras do povo judeu B.O Novo Testamento proclamado como as Escrituras do povo judeu (6-8) 1. Necessidade documprimento das Escrituras 2. conformidade com a Escritura 3. conformidade e Diferena C.Escrita e tradio oral do judasmo e do cristianismo (9-11) 1. Escritura e na Tradio do Velho Testamento e do Judasmo 2. escritura e tradio no cristianismo primitivo 3. Comparao entre as duas perspectivas D.mtodos judaica de exegese empregada no Novo Testamento (12-15) 1. judaica mtodos de exegese 2. Exegese de Qumran eo Novo Testamento 3. Mtodos no Novo Testamento rabnica 4. aluses ao Antigo Testamento significativa E.A extenso do cnon das Escrituras (16-18) 1. Situao no judasmo 2. Situao na Igreja Primitiva 3. Formao do cnone cristo II.QUESTES FUNDAMENTAIS dosescritos do povo judeu e sua recepo na f de Cristo (19-65) A.compreenso crist da relao entre o Antigo eo Novo Testamento (19-22) 1. Afirmao de uma relao de reciprocidade 2. Re-leitura do Antigo Testamento luz de Cristo 3. proofreading alegrico

4. Regresso ao sentido literal 5. Unidade de o plano de Deus ea noo de respeito 6. Perspectivas Actuais 7. Contribuio da leitura judaica da Bblia B. Temas Comuns fundamental (23-63) 1. Revelao de Deus 2. A pessoa humana: a grandeza ea misria 3. Deus libertador e salvador 4. A eleio de Israel 5. A aliana 6. A Lei 7. A orao e adorao, Jerusalm e do Templo 8. divina censuras e condenaes 9. 's Promises C. Concluso (64-65) 1. Continuidade 2. descontinuidade 3. Progress III. JUDEUS NO NOVO TESTAMENTO (1966-1983) Uma viso diferente no judasmo aps o exlio ou (66-69) 1. Os ltimos sculos aC 2. O terceiro sculo I dC na Palestina 3. O segundo tero do sculo 4. O ltimo tero do sculo B. Os judeus nos evangelhos e os Atos dos Apstolos (1970-1978) 1. Evangelho de Mateus 2. Evangelho de Marcos 3. Evangelho de Lucas e Atos 4. Evangelho de Joo 5. Concluso C.Os judeus em cartas de Paulo e outros escritos do Novo Testamento (79-83) 1. Os judeus em cartas de Paulo de autenticidade no contestada 2. Os judeus nas outras letras 3. Os judeus no Apocalipse IV.CONCLUSES (84-87) A.Concluso Geral B.Orientaes pastorais NOTAS APRESENTAO Na teologia dos Padres da Igreja, a questo da unidade interna s Bblia da Igreja, constituda do Velho e do Novo Testamento, foi um tema central. Isso no estava longe de ser problema meramente terico, voc pode sentir palpavelmente a jornada espiritual de um dos maiores mestres do cristianismo, Agostinho de Hipona. Agostinho tinha sido aos 19 anos, no ano 373, uma profunda primeira experincia de converso. Ler um livro sobre Ccero Hortnsio, agora perdido, tinha causado uma mudana profunda, que ele descreveu em retrospectiva: "A vs, Senhor, minhas oraes foram dirigidas voc. Comecei a levantar-se, voltaremos a falar. Como estava queimando, meu Deus, como

estava pegando fogo da terra para ti "(Conf. III 4,81). Para o Africano jovens, que quando criana tinha recebido o sal que fizeram dele um novio, ficou claro que um retorno a Deus tinha de ser um retorno a Cristo sem Cristo, ele no poderia realmente encontrar a Deus. Assim, Ccero foi para a Bblia. Mas ele sofreu uma terrvel decepo nos requisitos difceis da Lei do Antigo Testamento, na sua e por vezes cruel histrias complicadas, pode no reconhecer a sabedoria que ele queria abrir. Em sua pesquisa ele encontrou pessoas que proclamou um novo cristianismo espiritual, um cristo que desprezavam o Antigo Testamento como espiritual e no repugnante, o cristianismo com Cristo no precisa do testemunho dos profetas hebreus. Estas pessoas prometeram um cristianismo da razo pura e simples, um cristianismo em que Cristo foi o grande iluminador, levando os homens para o verdadeiro conhecimento de si mesmos. Foram os maniquesta 1. A grande promessa da maniquesta mostrou enganosa, mas que o problema no foi resolvido. Agostinho s foi capaz de se converter ao cristianismo da Igreja Catlica aps o encontro com Ambrsio, uma interpretao do Antigo Testamento era a B blia de Israel transparente luz de Cristo e assim fez a sabedoria visvel que ele procurava. Isto no s venceu Agustin desagrado externo no literria de forma satisfatria antiga traduo latina da Bblia, mas sobretudo interior rejeio a um livro que mais parecia um documento da histria da f de um povo em particular com todos os incidentes e erros, a voz da sabedoria que vem de Deus e para todos. Esta leitura da Bblia de Israel, suas estradas histricas que descobrir o caminho para Cristo e com ele a mesma transparncia para o Logos, a sabedoria eterna, no s foi fundamental na deciso de f de Agostinho, foi e essencial para deciso de f de toda a Igreja. Mas esta leitura verdade? Pode ser baseada e assumiu at hoje? Do ponto de vista da exegese histrico-crtica parece, pelo menos primeira vista, tudo fala contra ela. Assim, em 1920, o eminente telogo liberal Adolf von Harnack fez a seguinte tese: "rejeitar o Antigo Testamento, no segundo sculo (que se refere o Marcio) foi um grande erro para a Igreja condenou justamente, manter-se no sculo XVI foi um destino reforma que ainda no consegui remover, mas desde o sculo XIX, permanece no protestantismo como documento cannico de igual valor que o Novo Testamento, o resultado de paralisia religiosa e eclesistica 2. Harnack Ele est certo? primeira vista, parece que muitas coisas que falam por ele. Se a exegese de Ambrsio a Agostinho abriu o caminho para a Igreja e em sua orientao fundamental, naturalmente, muito varivel no "detalhes, tornou-se o fundamento da f na Bblia como a Palavra de Deus em duas partes, mas uma Pode-se objetar imediatamente: Ambrsio tinha aprendido na escola esta exegese de Orgenes, que pela primeira vez aplicado de modo consistente. Mas Orgenes, como ele diz, s a Bblia tinha se mudado para o mtodo alegrico de interpretao aplicados ao mundo grego escritos religiosos da antiguidade, principalmente Homero. Portanto, no apenas ter lugar uma helenizao da palavra bblica estranha sua natureza mais ntima, mas teria servido como um mtodo que em si no era credvel, porque no final se destina a preservar o sagrado que no era realmente nica testemunha de uma cultura incapaz de ser adaptado para o presente. Mas no assim to simples. Origens, ao invs de exegese homrica dos gregos, puderam contar com a interpretao do Antigo Testamento que haviam surgido em ambiente judaico, especialmente em Alexandria, Flon como um campeo, que procurou colocar disposio to original nem a Bblia de Israel gregos tinham muito tempo imaginando, alm de seus deuses, um Deus que poderia encontrar na Bblia. Alm disso, Orgenes aprendeu com os rabinos. Finalmente, os princpios cristos totalmente desenvolvido a sua prpria: a unidade

interna da Bblia como regra de interpretao, Cristo o ponto de referncia de todos os caminhos do Velho Testamento 3. Mas qualquer que seja a opinio sobre a exegese de Orgenes e Ambrose em seus detalhes, a sua justificao no era nem alegoria grega, nem Philo, nem os mtodos rabnicos. Seu verdadeiro fundamento, alm dos detalhes de sua interpretao, foi o prprio Novo Testamento. Jesus de Nazar tinha a pretenso de ser o verdadeiro herdeiro do Antigo Testamento (a "Escritura") e dar uma interpretao vlida, a interpretao no certamente o caminho para os mestres da lei, mas pela autoridade do mesmo autor: "Ele ensinava como quem tem autoridade (divina), no como os escribas" (Mc 1,22). A histria de Emas retomar novamente esta afirmao: "Comeando por Moiss e por todos os Profetas, explicou que em todas as escrituras a respeito dele" (Lucas 24:27). Os autores do Novo Testamento especificamente procurou fundamentar esta afirmao: Mateus muito estressada, mas no menos importante Paul, usou os mtodos rabnicos de interpretao e tentou mostrar que precisamente esta forma de interpretao desenvolvida pelos professores da lei levou a Cristo como a chave "Escrituras". Para os autores e fundadores do Novo Testamento, o Antigo Testamento simplesmente a "escrita" com apenas depois de algum tempo a Igreja foi capaz de criar gradualmente um cnon do Novo Testamento, que se elevou Sagrada Escritura, mas, enquanto e tinha assumido que a chave para interpretar a Bblia de Israel, a Bblia dos Apstolos e seus discpulos, que s ento foi chamado o Antigo Testamento. Nesse sentido, os Padres da Igreja, no criou nada de novo com a sua interpretao cristolgica do Antigo Testamento desenvolvidos e sistematizados apenas o que eles encontraram no prprio Novo Testamento. Esta sntese fundamental para a f crist tinha de ser questionvel no momento em que a conscincia histrica desenvolveu critrios de desempenho para que a exegese dos Padres tinha que aparecer como histricos e, portanto, no objetivamente insustentvel. Lutero, no contexto do humanismo e sua nova conscincia histrica, mas sobretudo no contexto de sua doutrina da justificao, desenvolveu uma nova frmula para as relaes recprocas das duas partes da Bblia crist, no na base da harmonia interna do Antigo e Novo Testamento, mas essencialmente anttese dialtica entre lei e Evangelho, tanto do ponto de vista da histria da salvao, do ponto de vista da existncia. Bultmann moderna expressou esta posio de princpio com a frmula que o Antigo Testamento se cumpre em Cristo, em seu fracasso. Mais radical a proposta citado por Harnack, certamente, que eu saiba, foi mal recebido por algum, mas era perfeitamente lgico com base numa interpretao dos textos do passado s pode ter a sensao de que cada autor quis, naquele momento da histria. Os autores dos sculos antes de Cristo falando em livros do Antigo Testamento so projetadas para se referir