Bibliografia: Avaliações - Vetust-Up .Universidade Federal de Minas Gerais Curso: Direito Disciplina:

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Universidade Federal de Minas Gerais Curso: Direito Disciplina: Instituies de Direito Romano Professor: Marcelo Giacomini (marcelogiacomini@gmail.com)

Bibliografia: IGLESIAS, Juan. Direito Romano. Editora RT. (mais aprofundado)

JUNIOR, Jos Cretela. Curso de Direito Romano. Editora Forense. (mais conciso)

Avaliaes: 18/04/13 1 Prova. Valor: 30 pontos.

27/06/13 Prova Final. Valor: 30 pontos.

04/07/13 Trabalho sobre o filme gora. Valor: 40 pontos.

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Direito das pessoas (ius personarum)

1. Aspectos gerais do direito personalidade e da capacidade jurdica

Os sujeitos de direito so as pessoas, tanto fsicas quanto jurdicas, que atuam no mundo do direito. Na

ordem jurdica, pessoa todo sujeito de direitos e obrigaes. No Direito Romano, no se atribui paridade

jurdica a todos os seres humanos. O escravo, por exemplo, era um ser, mas no um homem no sistema

jurdico romano. Equipara-se a coisa, sendo, portanto, excludo da relao jurdica. Alm da distino entre

ser e homem, o Direito Romano tambm distinguia homem e pessoa. S era considerado pessoa o homem

que apresentasse determinados requisitos.

2. Critrios ou condies necessrias para ser pessoa de direito

Para que um homem pudesse ser pessoa, era preciso preencher duas condies: a natural, que o

nascimento perfeito (com vida, ter forma humana e apresentar viabilidade fetal), e a civil, que era o status

criado pela doutrina romana. Os elementos do status civilis eram:

2.1. Status libertatis

No ser escravo. A condio de escravo obtida por meio do nascimento (filhos de escravas) ou por fatos

posteriores a ele (cativeiro, desero, incensus, insolvncia, priso em flagrante). Mesmo sendo equiparados

a coisas, os escravos tem a capacidade de realizar alguns negcios, desde que com a finalidade de aumentar

o patrimnio de seu senhor. O escravo podia tornar-se livre por meio da manumisso, recebendo o nome de

liberto em relao ao senhor e libertino em relao s outras pessoas. A manumisso podia ser feita de

forma solene (pelo censo, vindicta ou testamento) ou no solene (diante de amigos, depois da ceia ou por

uma carta dirigida ao escravo). Obs.: os chamados ingnuos se opunham aos escravos, representando

aqueles que nasceram e continuaram livres. Eles tinham direitos exclusivos, como o direito de usar anel de

ouro. Obs. 2: O instituto da escravido no deve ser confundido com as pessoas in mancipio1, que so semi-

livres, mas conservam o status civitatis e o status libertatis.

2.2. Status civitatis

Ter o direito de sufrgio. Quanto ao status civitatis, os habitantes podem ser divididos em romanos e no-

romanos, e estes em latinos (veteres, colonarii e juniani) e peregrinos (ordinrios e deditcios). O status

civitatis pode ser adquirido pelo nascimento (filho de me romana) ou por fatos posteriores ao nascimento

(latini veteris, que a transferncia de domiclio para Roma; por lei; por prestao do servio militar, por

denncia e por concesso graciosa). Escravos, mulheres e crianas, por exemplo, no tm status civitatis.

Com o edito de Caracala, o direito de cidade foi concedido a todos os habitantes do imprio, exceto pelos

peregrinos deditcios.

1 Mancipium o poder exercido por um homem livre sobre outro homem livre.

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2.3. Status familiae

Para ter ptrio poder, era necessrio que o homem no tivesse outro ascendente homem. O ptrio poder

era um requisito fundamental para o exerccio da capacidade jurdica. O homem que no est sujeito ao

ptrio poder e o exerce por si mesmo chamado sui iuris. Aquele que est sujeito ao ptrio poder

denominado alieni iuris.

Era possvel que uma pessoa mudasse de estado, o que era chamado de capitis deminutio. A capitis

deminutio mxima atinge a liberdade, e a mudana na qual o homem passa de livre a escravo. A mdia

atinge a civitas, alterando o status civitatis (ex.: cidado romano que perde a cidadania, tornando-se

peregrino). Por fim, a capitis deminutio mnima pode acontecer de trs formas. Pode ser no mesmo nvel (de

alieni iuris em uma famlia para alieni iuris em outra famlia), para pior (de sui iuris para alieni iuris), ou at

mesmo para melhor (de alieni iuris para sui iuris, com a emancipao).

3. Pessoa jurdica do Direito Romano

Para o Direito Romano, persona to somente o homem. Porm, com o avano da civilizao e do direito,

exigiu-se um alargamento dessa concepo. As fundaes e corporaes formavam, ento, as pessoas

morais ou jurdicas. Elas se diferenciavam por sua estrutura, e no pela finalidade perseguida. As

corporaes eram conjuntos de pessoas fsicas com personalidades diferentes de seus membros. As

fundaes, por outro lado, eram conjuntos de bens dirigidos a determinado fim.

Direito de Famlia

1. Conceito de famlia

A famlia em Roma era o complexo de pessoas colocadas sob a patria potestas de um chefe, o paterfamilias.

A patria potestas no se extingue pelo casamento dos filhos, que, tenham a idade que tiverem, sejam

casados ou no, continuam a pertencer famlia do chefe.

1.1. Poderes do paterfamilias

O paterfamilias tem o dominium in domos, que tem aspecto religioso ( sacerdote), econmico ( dirigente)

e jurdico-poltico ( magistrado). Na famlia romana, tudo converge para o paterfamilias, do qual irradiam

poderes em vrias direes: sobre os membros da famlia (patria potestas), sobre a mulher (manus), sobre

as pessoa in mancipio (mancipium), sobre os escravos (dominica potestas) e sobre os bens que lhe

pertencem (dominium).

1.2. Extino do paterfamilias

Com a morte do paterfamilias, as pessoas colocadas imediatamente sob sua potestas tornam-se sui iuris e os

homens, agora patres, formam novas famlias.

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2. Modos de entrar

3. O matrimnio (justas npcias)

3.1. Conceito

o casamento legtimo, contrado de acordo com o direito civil. Os romanos praticavam a monogamia.

3.2. Tipos

a) Confarreatio: caracterizado pelo controle do paterfamilias sobre a mulher (cum manu). A mulher que casa

com um alieni iuris fica sob o poder do sui iuris de seu marido.

b) Comptio: era como um matrimnio livre, sem controle de paterfamilia (sine manu) o que parecia um

pouco contraditrio para Roma na poca. A mulher continuava sob a manus do pater da famlia de que

provm.

3.3. Requisitos

a) Maioridade: 14 anos para o homem e 12 para a mulher.

b) Status libertatis: homens livres no poderiam se casar com escravos.

c) Status civitatis

3.4. Impedimentos

3.5. Dissoluo

a) Morte

b) Superveniente escravido. Ex.: escravizao por dvida ou captura.

c) Divrcio: perda do affectio maritalis.

3.6. Esponsais

3.7. Concubinato

uma unio de natureza inferior que no nivela, socialmente, a mulher ao marido e que no subordina os

filhos patria potestas do pai.

4. Tutela e Curatela Fecham o ciclo de proteo famlia dizendo respeito a dois critrios principais: fsico biolgico e social

comportamental. As principais pessoas tuteladas eram os impberes (aqueles que no tinham idade

suficiente para casar) e mulheres, que seriam tuteladas pelo resto da vida. So institutos que primam a

representao de pessoas que so capazes de direito mas incapazes de fato.

4.1. Tipos de tutela

a) Testamentria: declarao expressa do paterfamilias de quem exerce a tutela.

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b) Legtima: o sucessor presuntivo do paterfamilias exerce a tutela (o herdeiro legtimo se tornaria tutor).

c) Dativa: o preto escolhia o tutor, normalmente algum membro da famlia.

4.2. Curatela

Recai sobre pessoas que no conseguem gerir ou administrar o prprio patrimnio. exercida com grau

menos complementar que a tutela. A curatela exercida em reao a coisas, ao patrimnio propriamente

dito. A funo do curador era gerir e administrar o patrimnio da(s) pessoa(s). Procurava abranger trs tipos

de pessoas, principalmente:

a) Furiosus: em Roma, o louco tinha dimenso mais folclrica, quase mtica. O diagnstico no era to

categrico como hoje. A curatela podia passar por momentos de suspenso, quando o sujeito estivesse em

momentos de retomada de conscincia (j que a loucura no era vista como um mal psicolgico).

b) Mente captus: indivduo sem desenvolvimento intelectvel suficiente para exerccio da vida social. Era

excludo em cativeiro fsico.

c) Prdigos: aquele que pe em risco o patrimnio.

Obs.: A extino da curatela no era definitiva, poderia ressurgir a qualquer momento no caso do furiosus e

do prdigo.

Direitos reais em Roma 1. Coisas

difcil falar num conceito nico de coisa no Direito Romano, dado que vigorou por tanto tempo. Pode-se

dizer, ento, que no sistema de Gaio e Justiniano, res abrangia todas as relaes patrimoniais, sendo o

vocabulrio entendido de forma ampla. Juridicamente, coisa