BRASIL PRIMEIRO REINADO - 114560001.s3-sa-east 114560001.s3-sa-east-1. Primeiro Reinado (1822-1831)

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  • BRASIL – PRIMEIRO REINADO

  • PRIMEIRO REINADO

     1822: D. Pedro realiza a

    independência do Brasil em 7 de

    setembro de 1822.

     D. Pedro passa de príncipe regente

    a imperador e seu período de

    governo ficou conhecido como

    Primeiro Reinado (1822-1831).

     Foi um período bastante agitado,

    marcado pela crescente

    impopularidade do Imperador.

  • CARACTERÍSTICAS GERAIS

     Independência feita pelas Classes Dominantes (Aristocracia Rural)

     Independência feita por um líder metropolitano

     Mantém-se a Estrutura de Propriedade e do Escravismo

     Povo longe da estrutura política

     Economia dependente e voltada para um Mercado Externo

     Mantém-se a Monarquia

  • O RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA

     Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecê-la, em 1824,

    em virtude da Doutrina Monroe (A América para os americanos).

     Sob pressão inglesa, Portugal concordou com essa emancipação

    completa em 1825, recebendo 2 milhões de libras esterlinas e o título

    de imperador honorário e perpétuo do Brasil, concedido a D. João VI.

     A Inglaterra reconheceu a independência do Brasil em 1826,

    mediante a renovação por mais 15 anos dos tratados de 1810 e

    compromisso de extensão do tráfico negreiro.

  • ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO

     Imediatamente após a proclamação da independência

    política, manifestaram-se graves divergências

    ideológicas entre brasileiros, divididos sempre entre

    “radicais” e “conservadores”. Essa divisão se

    aprofundou a tal ponto que permitiu aos portugueses

    exercerem seu poder, pondo em risco a soberania

    recém-proclamada ao país.

  • POLÍTICA INTERNA

    Rebeliões contra Independência

    Resistência a Independência:

     Bahia, Piauí, Maranhão,

    Grão-Pará e Cisplatina

    X

    Ação do Governo:

     Estrangeiros + milícias (civis)

    + Populares

     Mercenários Ingleses

     Lorde Cochrane e John Grenfell

  • ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

     A Assembleia Constituinte, convocada em 3 de junho de 1822,

    instalou-se em 3 de maio do ano seguinte. Desde o início, os

    constituintes chocaram-se com as tendências absolutistas de D. Pedro

    I.

     Na composição da Assembleia predominavam os proprietários rurais,

    além de altos dignitários da Igreja e juristas.

     O anteprojeto da Constituição elaborada por Antônio Carlos estava

    sendo discutido quando D. Pedro I ordenou o cerco do prédio da

    Assembleia, reunida em sessão permanente (Noite da Agonia),

    acabando por dissolvê-la em 12/11/1823.

  • Constituinte de 1823

    • Inicia os trabalhos a 17 de abril e é fechada por ato autoritário do Imperador a 12 de novembro;

    • O anti-projeto constitucional foi considerado muito liberal pelo monarca;

    • O projeto constituinte é conhecido com “Constituição da Mandioca”

  • Constituição de 1824

    • A Constituição de 1824 era, na realidade, uma simplificação da

    “Constituição da Mandioca” de Antônio Carlos, mantendo-se fiel às

    mesmas inspirações e princípios do pensamento político da

    aristocracia nativa.

    • Outorgada em 25 de março;

    • 4 poderes: executivo, legislativo, judiciário e Moderador;

    • Catolicismo apostólico romano: religião oficial do Império;

    • Voto censitário;

    • Regime do Padroado;

    • Regime do Beneplácito;

  • 4 Poderes

  • Voto censitário • 100 mil-réis a 199 mil-réis: cidadão passivo,

    não votava nem era votado;

    • 200 mil-réis a 399 mil-réis: cidadão ativo, eleitor de paróquia (ou de 1º grau), votava mas não era votado;

    • 400 mil-réis a 799 mil-réis: cidadão ativo, eleitor de província (ou de 2º grau), votava e era votado para deputado;

    • 800 mil-réis ou mais: cidadão ativo, eleitor de província (ou de 2º grau), votava e era votado para senador.

  • Padroado (União Igreja-Estado)

    • Somente os católicos poderiam assumir cargos públicos;

    • Somente os templos católicos poderiam ser públicos;

    • Porém, formalmente, havia liberdade religiosa;

    • O monarca era o chefe da Igreja Católica brasileira e não o Papa.

  • Beneplácito

    • O imperador sagrava os bispos;

    • O imperador poderia conceder títulos de nobreza;

    • A Assembleia Nacional não tinha autoridade para concessão de títulos (poderia, no máximo, sugerir) e o monarca não necessitaria de sua autorização para concedê-los.

  • CONSTITUIÇÃO DE FORMA GERAL

     Constituição de 1824:

     O Brasil era uma Monarquia Constitucional.

     Divisão de poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador.

     Rio de Janeiro: capital administrativa do governo central.

     Voto somente para homens maiores de 25 anos e que tivessem uma

    renda mínima de 100 mil réis.

     A escravidão continuava a existir.

     Teoricamente o poder era dividido, mas na prática o Imperador interferia

    nos demais poderes.

     D.Pedro I exercia diretamente o Poder Executivo, controlando a

    administração pública.

     O Senado controlava o Poder Legislativo – os membros do senado

    tinham cargos vitalícios e eram indicados pelo Imperador.

     Deputados tinham um mandato de quatro anos.

  • CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR  A concentração do poder nas mãos do Imperador provocou

    descontentamentos e a realização de rebeliões.

     A principal delas foi a Confederação do Equador que teve início em

    Pernambuco, em 1824, e se estendeu a outras províncias.

     Pernambuco continuava sendo importante reduto do “liberalismo

    radical” alimentado de um lado pela propaganda política de veteranos

    de 1817, como Frei Caneca e Cipriano Barata, e, por outro lado, pela

    situação de quase total estagnação da economia primário-exportadora

    do Nordeste.

     Era grande a desconfiança dos pernambucanos em relação ao governo

    de D. Pedro I, plenamente confirmada pelas decisões autoritárias da

    dissolução da Constituinte e da outorga da Constituição.

  • CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR

     Fazendeiros: queriam a convocação de uma nova

    Assembleia Constituinte que garantisse maior autonomia

    administrativa as províncias. Reivindicavam uma política

    econômica que garantisse a recuperação da produção

    açucareira.

     Homens livres pobres: combatiam o problema da fome;

    lutavam por reformas sociais; defendiam o fim da

    escravidão.

     Esse movimento foi duramente combatido pelas tropas do

    governo central.

     O movimento foi continuação da

    revolução pernambucana de 1817.

  • Confederação do Equador

    Características principais:

    • Republicanismo;

    • Separatismo;

    • Ideais liberais-iluministas;

    • Líderes eram grandes senhores-de-engenho com participação da classe-média intelectual de Olinda e Recife (clérigos, jornalistas etc).

    • Repressão violenta comandada por Grenfell.

  • Frei Caneca, um dos líderes da Confederação do Equador,

    fuzilado pela repressão ordenada por D. Pedro I, já havia se

    envolvido na Revolução Pernambucana de 1817.

  • DEPENDÊNCIA ECONÔMICA

     Dependência econômica em relação a Inglaterra: durante o

    período regencial foram assinados tratados que davam

    vantagens aos produtos ingleses que entravam no Brasil.

     D. Pedro I contraiu empréstimos com a Inglaterra

    endividando o país. Essa situação ocasionou inúmeros

    protestos.

     A recorrência a empréstimos externos e a emissões

    constantes de moeda geraram um endividamento crônico.

    O Banco do Brasil chegou a falir e o país vivia uma alta

    inflacionária.

  • GUERRA NA PROVÍNCIA DA CISPLATINA

     Em 1825, alguns líderes separatistas, comandados por Frutuoso Rivera e

    ganhando a adesão de Lavalleja, proclamaram a independência da

    Província Cisplatina. A Argentina resolveu incorporar a região, o que

    levou o Brasil a declarar-lhe guerra.

     Em 1828, deu-se a intervenção diplomática da Inglaterra; Brasil e

    Argentina desistiram da Província Cisplatina, que formou uma nação

    independente e republicana: o Uruguai.

  • Guerra da Cisplatina 1825-1828

    • Brasil e Argentina disputam o território que iniciou uma guerra pela autonomia;

    • Guerra impopular que D. Pedro I insistiu em lutar: milhares de mortos de brasileiros de Santa Catarina e Rio Grande do Sul;

    • A região consegue sua independência e