Brizz Briseira - Saga Da Lua Cheia - 01 - O Último Conto (Rev. RS & RTS)

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Brizz Briseira - Saga Da Lua Cheia - 01 - O Último Conto (Rev. RS & RTS)

Text of Brizz Briseira - Saga Da Lua Cheia - 01 - O Último Conto (Rev. RS & RTS)

SAGA DA LUA CHEIA

LIVRO I

O ltimo Conto

BRIZZ BRISEIRA

Equipe de reviso: Mrcia Oliveira, Rosilene Xavier, Iluska Bencio, Cildinha May, Ady Miranda, Jaqueline Maia, Leila Fernanda.Reviso Final: Mrcia Oliveira e Serenah.Formatao: Lvia Marina

minha me e irm,

Minhas maiores amigas e cmplices.

ARGUMENTO

Os sonhos podem se tornar realidade? Que alegria! Mas, e se forem pesadelos? Vanessa escreve todas as noites seus pesadelos, relacionados com um homem lobo. Jamais imaginou que na verdade Marcus, o Homem lobo, existisse. Sua chegada desencadeia uma srie de terrveis desgraas na vida de nossa protagonista e agora ela tem que enfrent-las com a ajuda de quem poderia mat-la de um momento para o outro.

CAPTULO 01 - UMA ESCRITORA DE CONTOS Quando as notas do corao param, o universo d um silncio cano que se perdeu. Abro os olhos lentamente, ainda posso sentir o sabor do sangue em minha boca e o aroma impregnado por todo meu corpo. " uma delcia". Ao recordar os gritos que deu quando comecei a destroar sua carne lentamente e a maneira como seus olhos se arregalaram pela surpresa quando viu o seu final. Inocncia e virgindade, duas palavras que nunca encontrarei em um corpo. Infelizmente esta era virgem, e o prazer de assassinar se incrementa quando vejo os rastros do que foi uma bela garota e do que agora . Esto a atirados clamando por uma vingana que nunca chegar.

O que mais gosto em minhas vtimas? Quando fogem, claro. Adoro persegu-las enquanto correm por suas vidas e no se do conta de que impossvel escapar. No h sada, e mesmo assim acreditam poder viver. Quando tomo seu corao em minhas garras, vejo como toca sua ltima nota, a audincia aplaude e fao uma reverncia por to grande atuao. Este sou eu, meu nome Marcus. E sou um Homem Lobo. Espere-me que logo voc e eu nos conheceremos e faremos msica para o universo...

Vanessa deu um grande suspiro ao terminar de escrever seu conto de terror. Seu editor tinha falado com ela h trs dias e advertido que ela tinha que entregar o terceiro rascunho da histria para as correes que se fariam logo. Tinha 17 anos e j era uma escritora. Jovem, seu primeiro livro era um conto chamado "Marcus o Homem Lobo", e foi to popular entre os jovens de sua cidade que a editora se interessou e decidiu coloc-lo venda. Era um livro ttrico, a respeito desse assassino sanguinrio e ela o detestava, mas por estranho que parea, no podia deixar de escrever a respeito dele. Desde que se lembrava, tinha sonhado ou melhor dizendo, tinha pesadelos com esse monstro e para que superasse, o psiclogo de sua me lhe disse que podia escrever a respeito de seus pesadelos e assim desapareceriam. GRANDE ENGANO. Nunca desapareceram e a cada vez eram mais vvidos, assim optou por escrever como se fossem pequenos contos de terror, mas todos com um protagonista, Marcus o homem lobo.

Porqu raios o nomeei Marcus? Vanessa enrugou o cenho quando olhou os ltimos pargrafos V, tenho imaginao de uma menina de sete anos Seguia encurvada em seu pequeno escritrio. Levantou-se lentamente, enquanto voltava a ler o rascunho e caminhou em crculos at que se deitou em sua cama, esparramando todas as folhas ao seu redor. Maldita histria de bobeiras! Maldita editora! E MALDITO HOMEM DE MEUS PESADELOS, ME DEIXE EM PAZ!

Vanessa, ESTOU TE OUVINDO AMALDIOAR AT A ESQUINA! Ser melhor que controle sua boca! Gritou sua me do primeiro piso.

Sim MA, j ouvi! E fechou a porta de uma cacetada. Isso me acontece por andar escrevendo antes da comida, todo mundo est de mau humor Disse enquanto se deitava de novo em sua cama e contemplava todas as folhas pulverizadas como chuva de letras.

Certamente estava chateada nesse dia em especial. Amanh faria dezoito anos e tinha um mundo de tarefas por terminar, no s da escola, mas tambm do seu "trabalho", se poderia dizer assim. Realmente no ia fazer um aniversrio fabuloso, nem tampouco interessante. A escola no era complicada, mas era muito tediosa s vezes. A no ser por seus amigos que a faziam rir, todos os dias ela seria como um zumbi submetida ao jugo escolar.

Com seus pensamentos, lembrou do rosto de seu melhor amigo. Esteban com certeza estaria quebrando a cabea, estudando em casa pra passar e as sardas em seu nariz se enrugariam por tanta concentrao a cada vez que se enroscasse no cabelo ruivo ou de "cenoura" como dizia Bety, era certo que estava a ponto de jogar tudo para o alto e ficar jogando Nintendo. Este pensamento foi suficiente para tirar um sorriso dos lbios de Vanessa, porque s em pensar que amanh ambos estariam pedindo cola da Bety, lhe prometendo que estudariam mais e que seriam bons meninos, era algo que valia a pena desfrutar. Sua pobre amiga sempre olhava-os com reprovao, mas terminava dando cola a ambos do que no sabiam.

Vanessa parou, voltou para o seu escritrio e a contra gosto tirou seus cadernos de sua mochila negra e comeou a estudar seno desta vez Bety no iria engolir seus juramentos.

Outra vez estava sonhando. Definitivamente era um sonho, porque nunca em sua vida poria um p em um cemitrio e ainda mais noite. O ar gelado queimava o rosto e os dedos de seus ps e as mos se encontravam rgidas. Claro que isso no era o pior da situao, mas sim ao perceber que usava um vestido branco que ondulava brandamente com o ar "Por que no estou logo nua, vestido estpido? Pensou. O que a irritava era que no podia despertar, porque ele tinha que aparecer para que ela terminasse gritando em seu quarto a cada noite "Por que no me assassina de uma vez? Tenho sono" Repetiu de novo em sua mente. Era claro que desta vez estava demorando "Nunca demora" Disse a si mesma. Caminhou alguns passos lentamente entre as lpides e os montes de terra que se encontravam em frente a estas. Para ela, este tipo de ambiente j no era desconhecido, no lhe temia depois de v-lo por tantos anos, tantas noites.

Crack!

Vanessa parou subitamente quando passava por uma lpide com a figura de um anjo. Faziam s uns segundos que tinha escutado como se quebravam uns galhos no cho, como se algum os tivesse pisado. Isto era suficiente! J no a intimidaria e gritaria que havia chegado ao seu limite. Voltou-se rapidamente, mas j no havia nada, as tumbas estavam to silenciosas e solenes... Era como se ele no estivesse disposto a aparecer. Isso a enfureceu e a tirou do srio.

Muito bem monstro estpido! Gritou para o nada A no ser que v aparecer tenho algo a lhe dizer! Suas bochechas se estavam esquentando pela ira que a embargava, j no sentia frio, era calor, calor de ira Esta ser a ultima vez! Ouve-me! Agitou seus braos ltima!

Adeus pesadelos! Sua voz no pde soar mais cheia de desprezo Adeus.

Vanessa quase saltou do susto de sentir seu flego na nuca. Ao se virar o viu, ele estava parado, mas era estranho, tinha outra apresentao. Sempre tinha sonhado com ele e tudo que podia ver era um monstro sedento com os olhos injetados de sangue que o fazia atemorizante. Mas desta vez havia uma enorme mudana, o homem lobo parecia diferente e seus olhos tinham mudado! Eram de um verde arrebatador, seu rosto j no estava contrado pela necessidade de assassinar, mas sim por um sorriso cheio de paz que lhe transmitia certa simpatia. Mas mesmo com todos estes sinais, no baixou a guarda. Ahhh... Falei que j..... Maldita seja, estava titubeando frente a ele "Deve deixar de amaldioar" Disse-se enquanto ordenava a ltima frase J no tenho medo!

Excelente! Disse o assassino sorrindo mais Logo faremos msica juntos E lentamente se aproximou de seus lbios e sussurrou junto a eles Muito em breve.

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

O grito que deu sentiu correr do fundo de seu estmago e surgir em sua garganta em um minuto. Isso foi suficiente para despert-la e deix-la aturdida por um momento. Enquanto reconhecia seu quarto e acendia o abajour, notou tinha escurecido muito rpido.

Lpis e papel, lpis e papel Comeou a procurar sem poder encontrar na escrivaninha Maldita seja! Nunca terei algo mo Parou rapidamente, nervosa pelo que acabava de ocorrer. Com as pernas tremendo, sentou-se em seu escritrio e encontrou o que procurava. Tinha que escrever o que tinha sonhado, mas em vez de comear a escrever as letras no papel, tocou-se no rosto desesperadamente e ento saram palavras de seus lbios com grande sinceridade, a qual no tinha tido em anos e sentindo-se como uma garotinha de sete anos sussurrou Tenho medo!

Escreveu toda a noite, no parou para comer ou tomar gua e agora tinha muita sede, mas no podia separar o lpis do papel; sabia que se no terminasse, no poderia dormir em paz. Ao terminar os ltimos detalhes do pesadelo, ou seria sonho? "O que seja" Saiu do escritrio e procurou nas gavetas de seu closet branco, o seu computador porttil. Seu editor tinha sugerido que escrevesse tudo mo e logo passasse para o computador para assegurar de no perder a informao. A Vane, isso no incomodava, mas tinha que pr uma contra-senha em seus arquivos para que ningum visse o que estava escrevendo. que nem seus amigos sabiam que era ela a que escrevia sobre o Homem lobo mais famoso do momento. Encarregou-se de que a editora ocultasse seu nome sob as iniciais V&M, e para ser exata at o momento ningum havia descoberto seu segredo e esperava que seguisse assim, porque no encontrava a forma de dizer a seus amigos: Ouam meninos, adivinhem, sou eu a sdica que escreve os contos do Marcus" No, definitivamente nunca diria a eles.

Bem, terminei Deu um bocejo e desligou a mquina, deu uns tropees e a guardou em sua mochila, amanh teria que lev-la escola. Lentamente dormiu e para seu grato alvio, no sonhou com o Marcus outra vez. Bom, antes de fechar seus olhos