“CÂMARA PREJUDICA JUNTAS DO PS” .Entretanto os meandros políticos pa-recem andar em polvorosa

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Text of “CÂMARA PREJUDICA JUNTAS DO PS” .Entretanto os meandros políticos pa-recem andar em polvorosa

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22 de dezembro 2016Ano 10 N169 0,50 MensalDiretor Armindo MendesE-mail: geral@expressofelgueiras.pt

expressofelgueiras.com

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CMARA PREJUDICA JUNTAS DO PS Considera presidente de Torrados e Sousa

PAG. 8, 9 E 10

PS CRITICA CMARA POR GASTAR 100.000 EUROS NA ADESO A SERRALVES

TRINTA JOVENS ESTUDANTES RECEBEM BOLSAS DE VOLUNTARIADO DA CMARA

POLTICA ATUALIDADE

PAG. 7 PAG. 5

HOMENAGEADOS PRESIDENTES DE JUNTA ELEITOS EM DEMOCRACIA

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FELGUEIRENSE CRIOU O DOM MARCELO, BOLO DEDICADO AO PRESIDENTE

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22.DEZEMBRO.20162 expressofelgueiras.com

DESGASTE RPIDO! O PRESIDENTE DE JUNTA

HLDER QUINTELA SRGIO MARTINS

O tempo passa, e como diz o ditado at ao Natal salto de pardal, de Natal a janeiro salto de carneiro e de janeiro a fe-vereiro salto de outeiro O tempo passa e rapidamente, e no turbilho das cons-tantes solicitaes dirias as recordaes mais longnquas vo ficando arquivadas nas profundezas da nossa memria at que um evento faz com que as mesmas ga-nhem vida. E foi isso mesmo que aconte-ceu a muitos que tiveram oportunidade de marcar presena na sesso promovida pela Cmara Municipal de Felgueiras de home-nagem aos Presidentes de Junta eleitos des-de 1976. Esteve bem a autarquia ao no es-quecer os homens e as mulheres (2) que em 40 anos de democracia geriram os destinos das freguesias no concelho, e essa a nota mais relevante, se bem que no se pode dei-xar de relevar que se tratou, obviamente, de uma iniciativa de marketing pr-eleitoral, marcada por discursos absolutamente cin-zentos, e onde se justificava inspirao para sublinhar e elevar os feitos de 134 pessoas que assumiram com grande sacrifcio a tarefa de melhorar a qualidade de vida em 33 Freguesias (entretanto Felgueiras per-deu em 1998 uma - Santo Adrio de Vize-la - para o municpio de Vizela) e nas novas Unies de Freguesia. Mas que os autarcas e ex-autarcas de freguesia (ou familiares em sua representao) estavam felizes isso foi notrio e o mais importante.

Segundo anunciou o Dr. Incio Ribeiro sero tambm homenageados nos prxi-mos meses entre outros as personalidades que foram Presidente de Cmara, mas, ao contrrio do que seria expectvel, uma vez que se comemoram 40 anos de Poder Lo-cal democrtico (democraticamente eleito), no sero apenas homenageados Machado de Matos, Jlio Faria, Ftima Felgueiras, Antnio Pereira e Incio Ribeiro, mas os que ocuparam o cargo desde 1934 Isto estranho, e revelador no mnimo de algu-ma dificuldade da maioria do PSD/Felguei-ras em lidar com a histria do Poder Local em Felgueiras! Mas talvez advenha da fra-gilidade e oposio que Incio Ribeiro est a sentir. Sendo que a fragilidade que sente resultado da oposio e do adiamento a que votou o concelho.

J h muito que se ouve a populao e a oposio poltica contestar a falta de estratgia para a organizao e desenvol-vimento do concelho (sendo que o adia-

mento e protelamento de reviso do Plano Diretor Municipal o sinal maior dessa falta de estratgia), a falta de realizao de obras importantes e fundamentais para o concelho (Parques Urbanos, Parque Tec-nolgico, infraestruturas de comunicao, Cemitrio Municipal, Polidesportivos nas freguesias, etc.), a falta de agilidade/buro-cracia e dificuldade da relao dos munci-pes com a autarquia (i.e., com os servios municipais). S que se at agora ecoava que a Oposio que estava desorganizada, dividida, e que no reunia os seus rgos, nos ltimos tempos, fruto de um grupo de descontentes do PSD cujo principal rosto Eduardo Teixeira (uma das principais figu-ras do PSD/Felgueiras e um dos principais responsveis e obreiros da chegada deste ao poder autrquico) sabe-se que toda a

propaganda laranjinha tinha por objetivo desviar atenes da sua prpria casa, que est longe de estar pacificada, arrumada, afinada, sincronizada, o que no deixa de ser estranho para quem s est no poder h 7 anos! De facto para Incio Ribeiro ser Presidente de Cmara foi uma posio de desgaste rpido, quer interna (partido e executivo) quer externamente. Por isto at no se estranham os erros polticos mais recentes, sendo contudo de lamentar que acarretem custos s finanas da autarquia porque quem os paga so os muncipes, como exemplo a deciso de integrar o Conselho de Fundadores da Fundao de Serralves que implica transferir para esta instituio 100.000 euros (penalizam-se os muncipes com impostos e adia-se obra in-vocando razes financeiras), ou a continua-o/sistematizao de jobs for boys(basta analisar as contrataes e as avenas)...

H quem diga que Incio Ribeiro po-der ter vida difcil para aprovar em Co-misso Poltica a sua recandidatura (o que a acontecer contrariaria a estratgia po-ltica do PSD), contudo no acredito. Mas que para apaziguar nimos e sensibilida-des sero certamente negociados termos de candidatura parece ser cada vez mais claro virem a existir e, certamente a curto prazo.

Mas at l, os meus votos so que te-nham a oportunidade de viver um Natal pleno de felicidade, e que o Novo Ano seja melhor do que qualquer um dos que j fi-cou para trs na nossa histria como gente! Reencontramo-nos em 2017!

OPINIO

Celebrou-se no passado dia 12 de dezem-bro o 40 aniversrio do poder local, data em que se realizaram as primeiras eleies para as juntas de freguesia. A au-tarquia felgueirense decidiu homenagear os 134 presidentes de junta de freguesia eleitos entre 1976 e 2013, independente-mente da sua cor poltica passada ou re-cente.

Esta uma justssima homenagem aos homens e mulheres (apenas duas mulheres exerceram o cargo desde 1976) que sacrifi-cam a sua vida pessoal, o seu tempo, para ajudar os mais prximos. Os presidentes de junta e as suas equipas so a primeira linha de ao junto das populaes, aqueles que, com a sua deciso conseguem alterar a vida das pessoas no dia, na hora. Outros nveis do poder autrquico debatem-se frequen-temente com processos e procedimentos complexos em que uma deciso demora a chegar ao cidado, os presidentes de jun-ta resolvem. Felizmente h muitos e bons exemplos nos ltimos anos de jovens pre-sidentes de junta que fizeram a diferena. Sem dvida que Vitor Vasconcelos um exemplo de autarca, reconhecido no s pelos seus pares, mas tambm pela opo-sio. A dinmica, a forma feroz com que defende os interesses da freguesia, por vezes confundidos (e aproveitados) com o estar de relaes cortadas com outros, so de um valor para os seus fregueses de que nem todas as juntas podem se podem ga-bar. Em vez de ficar parado a queixar-se de tudo, toma a iniciativa, cria, inova, com o que tem e consegue mobilizar.

Felizmente no caso nico, temos vrios jovens presidentes de junta que con-

seguiram criar dinamismo e uma proximi-dade mais atual, atentos aos problemas e busca incessante de solues. Foi assim, atravs dos presidentes de junta, que o PSD conseguiu ir impondo a sua forma de estar junto dos muncipes e ganhar as eleies municipais em 2009 atravs de Incio Ri-beiro que reforou a sua maioria em 2013 para resultados nunca obtidos pelo PSD, num concelho em que o PS sempre venceu as eleies at 2009. Desde l nunca mais o PSD perdeu qualquer eleio no concelho mesmo que a nvel nacional o partido no o tenha conseguido.

E ser assim que se dever a continuar a apostar. Numa renovao das listas apro-veitando os jovens, conjugados com a ex-perincia dos menos jovens e experientes autarcas.

Entretanto os meandros polticos pa-recem andar em polvorosa. Ora hoje um nome apontado como candidato por um partido, depois por um movimento, depois por um conjunto de movimentos. Vo-se atirando nomes, testando reaes. Neste momento parece que o poder est muito apetecvel, seja por egos feridos, egos gi-gantes, egos do contra porque sim e egos solitrios. Mas, os egos sozinhos no che-gam l, tem que existir o guru da estratgia poltica a comandar, resguardado na escu-rido tal qual um marionetista, enquanto outros de sangue mais quente do a cara. Sempre assim foi e assim ser.

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22.DEZEMBRO.2016 3expressofelgueiras.com ATUALIDADE

FELGUEIRENSE CRIOU O DOM MARCELO, BOLO DEDICADO AO PRESIDENTE

Uma doceira de Felgueiras criou um bolo chama-do Dom Marcelo, com as cores da Bandeira Nacional e ingredientes de todos os distritos e ilhas, inspirado no Presidente da Repblica e na sua li-gao a Celorico de Basto.

Neste doce nico est representado todo um pas, toda uma nao, contou a empreendedora Cristina Pinto.

A doceira, de 46 anos, desempregada h dois, conta que o bolo tem 22 ingredientes, de todas as regies, a maneira que encontrou para homenagear Portugal e o mais alto magistrado da nao.

Cristina sempre gostou de fazer bolos, granjeando sucesso entre familiares e amigos. A ideia do Dom Marcelo surgiu quando, a convite de uma irm, par-ticipou numa feira em Celorico de Basto, localidade minhota onde Marcelo Rebelo de Sousa tem razes fa-miliares.

Ao observar o carinho e a admirao que as gentes daquela terra tm pelo seu conterrneo e atual chefe do Estado, sentimentos que julga ser comuns maioria dos portugueses, Cristina Pinto lembrou-se de imagi-

nar um doce que homenageasse Portugal, o Presidente e as suas origens.

Por isso, frisou, o bolo tem a forma de uma camlia, a flor que simboliza Celorico de Basto, onde existem de-zenas de jardins, alguns centenrios, com imponentes cameleiras que resplandecem na Primavera.

Durante cerca de dois meses, a doceira estudou por-menorizadamente os ingredientes culinrios que podia usar com a preocupao de traduzirem cada pedao do nosso pas, incluindo as regies autnomas.

Depois de acabado e dado a provar a algumas pes-soas, que logo aprovaram e pediram mais, partiu-se en-to para a promoo nas feiras, no passa a palavra e nas redes sociais. O su