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Centro Universitário de Brasília – UniCeub Curso de Fisioterapia Capacidade Funcional de Indivíduos com Lesão Medular que Praticam Atividade Física Joana Stein Garcia Annoni Maria da Glória Franca Menezes Brasília 2008

Capacidade Funcional de Indivíduos com Lesão Medular que

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  • Centro Universitrio de Braslia UniCeub Curso de Fisioterapia

    Capacidade Funcional de Indivduos com Leso Medular que Praticam Atividade Fsica

    Joana Stein Garcia Annoni Maria da Glria Franca Menezes

    Braslia 2008

  • Joana Stein Garcia Anonni

    Maria da Glria Franca Menezes

    Capacidade Funcional de Indivduos com Leso Medular que Praticam Atividade Fsica

    Artigo cientfico apresentado disciplina Monografia como requisito parcial

    Concluso do Curso de Fisioterapia no Centro Universitrio de Braslia UniCeub.

    Orientador: Prof. Mara Cludia Ribeiro.

    Braslia 2008

  • Capacidade Funcional de Indivduos com Leso Medular que Praticam Atividade

    Fsica

    Functional capacity of Individuals with Spinal Cord Injury that Practise Physical Activity

    Mara Cludia Ribeiro*, Joana Stein Garcia Anonni**, Maria da Glria Franca

    Menezes**

    *Professora titular do Centro Universitrio de Braslia (UniCeub) e da Universidade Catlica de Braslia (UCB), ** Graduandas de Fisioterapia do UniCeub.

    Centro Universitrio de Braslia SEPN 707/907, Campus do UniCeub, FACS

    70790 075, Braslia DF (61) 3340-1341 www.uniceub.br

    Mara Cludia Ribeiro AC 02, Lote 03, Apto 405,

    71810 200, Braslia-DF (61) 3399-8714

    [email protected]

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    RESUMO Objetivo: Analisar a capacidade funcional de indivduos que sofreram leso medular e que praticam atividade fsica. Materiais e mtodos: foi realizado um estudo transversal, com 12 indivduos, pertencentes a duas instituies de atividade fsica adaptada. A escala FIM foi aplicada na forma de entrevista. Resultados: a idade mdia dos participantes foi de 27,08 ( 7,06) anos e as atividades fsicas mais praticadas foram a natao e o basquete. A mdia da pontuao total da escala dos indivduos com leso cervical foi de 84.83 pontos, enquanto os indivduos com leso torcica ou lombar foi de 120,5 pontos. Concluso: a capacidade funcional dos indivduos com leso medular sofreu alteraes, principalmente nas leses cervicais. Palavras-chave: leso medular, capacidade funcional, atividade fsica, medida de independncia funcional (FIM)

    ABSTRACT Objective: To analyze the functional capacity of individuals who suffered spinal cord injury that practice physical activity. Measures: it was done a transversal study, with 12 individuals, belonging to two institutions of adapted physical activity. The FIM scale was applied as an interview. Results: the middle age of the participants was 27,08 ( 7,06) years and physical activities most practiced were swimming and basketball. The total score average of the scale among the individuals with cervical lesion was 84.83 points, while the individuals with thoracic or lumbar lesion were an average of 120,5 points. Conclusion: the functional capacity of the individuals with spinal cord injury suffered alterations, mainly in the cervical injuries. Keywords: cord spinal injury, functional capacity, physical activity, functional independence measure (FIM).

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    INTRODUO

    O encfalo e a medula formam o sistema nervoso central (SNC) e se desenvolvem a partir do tubo neural. A medula espinal se estende desde o forame magno do crnio at o nvel da primeira ou segunda vrtebra lombar [1]. uma coluna de fibras nervosas que saem ou que chegam ao encfalo, transmitindo e processando informaes e recebendo comandos do crebro [2, 3]. A raiz dorsal da medula transporta fibras sensoriais e a raiz ventral responsvel pelo transporte de fibras motoras. Estas chegam at os msculos e promovem a contrao muscular ou destina-se ao sistema nervoso autonmico, controlando atividades dos rgos internos. A medula ainda atua na coordenao de muitas atividades neurais subconscientes, como quando uma parte do corpo sofre um estmulo doloroso, a sua retirada reflexa alm do enrijecimento da perna quando a pessoa fica de p e movimentos grosseiros da marcha [2].

    A leso medular ocorre quando h um dano medula que pode ser resultante de

    traumas, tumores, doenas degenerativas e desmielinizantes, infeces e distrbios do suprimento sanguneo. As manifestaes clnicas vo depender da extenso e do local da leso, por isso so variadas [4].

    A tetraplegia ocorre quando a leso atinge os segmentos cervicais da medula e a

    funo motora e/ou sensorial nas extremidades superiores, inferiores e no tronco torna-se deficiente ou perdida. Enquanto que na paraplegia a coluna torcica, lombar ou os segmentos sacrais da medula sofrem dano e a funo apresenta-se deficiente no tronco e/ou nas extremidades inferiores [4].

    A leso medular pode ser completa ou incompleta. Quando a leso completa

    h ausncia total de funo sensorial e/ou motora no segmento sacral mais baixo (S4-S5). Nas leses incompletas esta funo est parcialmente preservada abaixo do nvel neurolgico e no segmento sacral mais baixo [4]. Logo aps o traumatismo completo da medula, o paciente entra em estado de choque espinhal, que se caracteriza por perda absoluta da sensibilidade, dos movimentos e do tnus nos msculos inervados pelos segmentos medulares situados abaixo da leso, alm da reteno urinria e fecal [5]. Tal estado pode durar algumas horas ou diversas semanas e, portanto, a leso no pode ser determinada at que o choque medular esteja resolvido [4]. Quando isso acontece, os movimentos reflexos reaparecem, porm de forma exagerada, e o sinal de Babinski est presente. Na seco completa, os movimentos voluntrios e a sensibilidade no so recuperados [5].

    Segundo a Associao de Assistncia a Criana Deficiente AACD apud

    Venturinni et al.,2007, o nmero de pessoas tetraplgicas ou paraplgicas por leso de medula espinhal vem aumentando significativamente nas ltimas dcadas e atualmente estima-se que de 30 a 40 pessoas/milho/ano sofrem leso, o que equivale no Brasil a aproximadamente 6000 novos casos por ano [6]. As leses medulares geram uma incapacidade de alto custo para o governo e acarretam importantes alteraes no estilo de vida do paciente [7].

    Observa-se que aps uma leso medular, muitas pessoas apresentam referenciais

    abalados, assim cada um tem uma reao diferente, considerando suas caractersticas

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    individuais. Dessa forma uma nova imagem precisa ser formada e para que ela o seja, o portador da leso medular precisa conhecer e aceitar sua nova realidade, aceitando suas limitaes [8]. Todo paciente com leso medular preocupa-se, a princpio, com a falta de movimento e em alcanar a independncia para locomover-se. O programa de reabilitao busca reintegrar esse indivduo sua famlia e comunidade, dentro das maiores capacidades fsicas e funcionais [9].

    Pela importncia deste processo de reintegrao, incluso social, reabilitao e

    promoo de uma melhor qualidade de vida, a prtica desportiva vem sendo incorporada pelas pessoas com deficincia [10].

    Segundo estudo de Health e Fentem apud Silva et al., 2005 fica evidente que a

    atividade fsica regular est associada ao aumento no status funcional e na qualidade de vida das pessoas com deficincia. Os autores salientam que a prtica de atividade fsica regular previne doenas, promove a sade e mantm a independncia funcional. O esporte tem papel fundamental na reabilitao: complementa e amplia as alternativas, estimula e desenvolve os aspectos fsicos, psicolgicos e sociais e favorece a independncia. As pessoas com leso medular que mantm uma atividade fsica regular vem benefcios no apenas em sua sade fsica e emocional, mas tambm percebem ganhos em sua funcionalidade geral [11].

    Neste contexto, o aprendizado de um novo repertrio de habilidades capazes de

    maximizar a independncia do indivduo frente s condies adversas resultantes da leso medular deveria ser o foco central do processo de reabilitao [12].

    A escala FIM (Functional Independence Measure) aparece atualmente como

    padro na literatura mundial, sendo utilizada em diferentes patologias e grupos etrios. recomendada pela American Spinal Injury Association (ASIA) para descrever o impacto da leso medular na funo do paciente. um indicador de incapacidade que mede a intensidade de assistncia dada por uma terceira pessoa ao paciente [13]. A independncia funcional, medida pela Escala FIM, avalia o impacto da leso medular sobre as atividades de vida diria e vem ganhando espao na preferncia das equipes de reabilitao [11,4].

    Este estudo teve por objetivo analisar a independncia funcional, de indivduos

    que sofreram leso medular e que praticam atividade fsica regular.

    MATERIAIS E MTODOS

    Inicialmente o projeto foi submetido apreciao do Comit de tica e Pesquisa

    (CEP) do Centro Universitrio de Braslia (UniCeub), tendo sido aprovado sobre o nmero CAAE 3019/08.

    Foi realizado um estudo transversal e descritivo. Atravs de coleta de dados de uma amostra composta por 12 indivduos com leso medular, no perodo de setembro e outubro de 2008. Desses, 07 indivduos eram do Centro de Treinamento de Educao Fsica Especial (CETEFE) e 05 da Federao de Basquetebol em cadeira de rodas do Distrito Federal (DF).

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    O responsvel de cada instituio assinou um termo de anuncia (APNDICE 1), autorizando a realizao da pesquisa em suas dependncias. Sendo esta isenta de qualquer responsabilidade perante este estudo.

    Foram includos no estudo indivduos com idade superior a 18 anos de ambos os sexos, que apresentaram diagnstico mdico de leso medular traumtica, que praticaram atividade fsica e que aceitaram participar voluntariamente do estudo.

    J como critrio de excluso determinou-se que seriam excludos aqueles que apresentaram alguma patologia ou alterao que possa comprometer a funcionalidade.

    A coleta de dados baseou-se na aplicao da escala FIM (ANEXO 1), por meio de entrevista, e de uma ficha de identificao pessoal (APNDICE 2). Antes da aplicao da escala os indivduos foram solicitados a assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (APNDICE 3).

    As pesquisadoras prepararam-se para a aplicao da FIM, estudando-a, seguindo

    as orientaes de Riberto et al. (2004), visto que no se trata de um instrumento auto-aplicado, e que exige treinamento para seu manuseio [14].

    A FIM se divide em 18 itens: 13 itens no escore motor e 5 itens no escore cognitivo. O escore motor se divide em: cuidados pessoais (alimentar-se, arrumar-se, banhar-se, vestir-se parte superior, vestir-se parte inferior, higiene ntima); controle esfincteriano (bexiga, intestino); transferncia (cama/cadeira/cadeira de rodas, vaso sanitrio, banheiro/chuveiro); locomoo (andar/cadeira de rodas, escadas). O escore cognitivo se divide em: comunicao (compreenso, expresso); interao social (interao social, soluo de problemas, memria). A escala de pontuao vai de sete para independncia completa, seis para independncia modificada, cinco para superviso e/ou preparao, quatro para contato mnimo ou realizar 75% ou mais da tarefa, trs para assistncia moderada ou que realize de 50-74% da tarefa, dois para assistncia mxima ou que realize 25-49% da tarefa, e um para dependncia total [15,16]. Dessa maneira totalizando um mnimo de 18 e um mximo de 126 pontos. Assim, quanto maior a pontuao, melhor a independncia.

    Os dados coletados foram analisados estatisticamente, utilizando o software Excel 2007. Os clculos de nota mxima, mnima, mdia, porcentagem e desvio padro foram utilizados na estatstica descritiva. RESULTADOS

    Como demonstra a tabela I, a amostra foi composta em sua maior parte por

    homens (75%), a mdia da idade dos participantes foi de 27,08 anos (variando de 20-43 anos) 7,06 anos. Em 4 indivduos a leso foi completa enquanto 8 tiveram leso incompleta. Quanto ao acometimento, a relao entre tetraplgicos e paraplgicos equivalente. O tempo de leso variou de 7 meses a 21 anos, com mdia de 8,34 ( 5,08 anos).

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    Tabela I Caractersticas da amostra A atividade fsica mais praticada foi a natao, seguida pelo basquete em cadeira

    de rodas e o tnis de mesa, a modalidade tiro com arco praticada por apenas um indivduo. Trs indivduos praticam duas modalidades diferentes. O tempo de prtica de atividade fsica variou muito entre os participantes, com o mnimo de 1 ms e o mximo de 12 anos, apresentando mdia de 1,90 ( 3,37) anos. A maioria realiza a atividade 3 vezes por semana, seguida de 2 e 5 vezes por semana (Tabela II).

    A tabela III apresenta a pontuao total da escala FIM (escore motor e escore

    cognitivo), a mdia de pontos dos indivduos com leso cervical foi de 84,83, ( 23,75), ao passo que os indivduos com leso torcica e lombar apresentaram mdia de 120,5 pontos, ( 2,42).

    Caractersticas Nmero % Sexo

    Feminino 3 25 Masculino 9 75

    Idade 20-29 anos 8 66,66 30-39 anos 3 25 > 39 anos 1 8,33

    Profisso Estudante 3 25 Professor 2 16,66 Outros 7 58,33

    Leso Completa 4 33,33

    Incompleta 8 66,66

    Tetraplgico 6 50 Paraplgico/ Parapartico 6 50

    Tempo de leso < 24 meses 1 8,33 24-48 meses 2 16,66 49-72 meses 2 16,66 73-96 meses 2 16,66 97-120 meses 2 16,66 > 121 meses 3 25

    Tratamento fisioteraputico Anteriormente 6 50

    Atualmente 6 50

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    Tabela II Atividade Fsica

    Tabela III Pontuao total da FIM

    J nas tabelas IV e V, nota-se que no que diz respeito aos cuidados pessoais,

    todos os indivduos com leso torcica e lombar obtiveram pontuao correspondente independncia completa. Enquanto que apenas 3 indivduos com leso cervical apresentaram pontuao mxima nos subitens alimentar-se, arrumar-se e vestir-se parte superior. No entanto, os subitens vestir-se parte inferior e higiene ntima foram os que apresentaram maior nmero de indivduos com dependncia completa. Quanto ao controle esfincteriano, os indivduos com leso torcica e lombar apresentaram independncia completa ou moderada nos subitens bexiga e intestino, j os indivduos com leso cervical apresentaram dependncia moderada no subitem intestino e dependncia moderada ou completa no subitem bexiga. Todos os indivduos com leso torcica e lombar apresentaram independncia completa para transferncia e metade dos indivduos com leso cervical apresentou dependncia completa. No item locomoo, tanto os indivduos com leso torcica e lombar quanto os com leso cervical, obtiveram, na sua maioria, pontuao correspondente independncia moderada, no subitem andar/cadeira de rodas. Contudo, o subitem escadas variou nos indivduos com leso torcica e lombar e em todos os indivduos com leso cervical correspondeu dependncia completa. Segundo as orientaes da escala FIM, todo cadeirante que utiliza apenas elevador classificado com escore 1 sendo assim dependente total. Como j era esperado, nos itens comunicao e cognio social todos os indivduos obtiveram nota mxima.

    Atividade Nmero % Modalidade

    Basquete 5 41,66 Natao 6 50

    Tnis de mesa 3 25 Tiro com arco 1 8,33

    Tempo < 12 meses 6 50 12-24 meses 4 33,33 25-36 meses 0 0 37-48 meses 1 8,33 > 48 meses 1 8,33

    Freqncia 1x/semana 1 8,33 2x/semana 3 25 3x/semana 5 41,66 5x/semana 3 25

    Nvel da Leso Mdia Mnimo Mximo Desvio Padro Cervical 84,83 53 112 23,75 Torcico e Lombar 120,5 117 123 2,42

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    Tabela IV Nmero e percentagem de indivduos com leso cervical nas classificaes da escala FIM

    Itens

    Independncia Completa

    Independncia Moderada

    Dependncia Moderada

    Dependncia Completa

    Cuidados Pessoais Alimentar-se 3 (50%) 0 2 (33,33%) 1 (16,66%) Arrumar-se 3 (50%) 1 (16,66%) 1 (16,66%) 1 (16,66%) Banhar-se 2 (33,33%) 1 (16,66%) 1 (16,66%) 2 (33,33%)

    Vestir-se parte superior 3(50%) 0 2 (33,33%) 1 (16,66%)

    Vestir-se parte inferior 1 (16,66%) 1 (16,66%) 0 4 (66,66%)

    Higiene ntima 2 (33,33%) 0 0 4 (66,66%) Controle Esfincteriano

    Bexiga 0 0 3 (50%) 3 (50%) Intestino 1 (16,66%) 2 (33,33%) 3 (50%) 0

    Transferncia Cama, cadeira,

    CDR* 0 1 (16,66%) 2 (33,33%) 3 (50%) Vaso sanitrio 0 1 (16,66%) 2 (33,33%) 3 (50%)

    Banheira, chuveiro 0 1 (16,66%) 2 (33,33%) 3 (50%)

    Locomoo Andar/ CDR* 0 4 (66,66%) 0 2 (33,33%)

    Escadas 0 0 0 6 (100%) Comunicao Compreenso 6 (100%) 0 0 0

    Expresso 6 (100%) 0 0 0 Cognio Social

    Interao Social 6 (100%) 0 0 0

    Soluo de Problemas 6 (100%) 0 0 0 Memria 6 (100%) 0 0 0

    * CDR: Cadeira de rodas

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    Tabela V Nmero e percentagem de indivduos com leso torcica e lombar nas classificaes da escala FIM

    Itens Independncia

    Completa Independncia

    Moderada Dependncia Moderada

    Dependncia Completa

    Cuidados Pessoais Alimentar-se 6 (100%) 0 0 0 Arrumar-se 6 (100%) 0 0 0 Banhar-se 6 (100%) 0 0 0

    Vestir-se parte superior 6 (100%) 0 0 0

    Vestir-se parte inferior 6 (100%) 0 0 0

    Higiene ntima 6 (100%) 0 0 0 Controle Esfincteriano

    Bexiga 2 (33,33%) 3 (50%) 1 (16,66%) 0 Intestino 2 (33,33%) 4 (66,66%) 0 0

    Transferncia Cama, cadeira,

    CDR* 6 (100%) 0 0 0 Vaso sanitrio 6 (100%) 0 0 0

    Banheira, chuveiro 6 (100%) 0 0 0

    Locomoo Andar/ CDR* 0 6 (100%) 0 0

    Escadas 1 (16,66%) 1 (16,66%) 2 (33,33%) 2 (33,33%) Comunicao Compreenso 6 (100%) 0 0 0

    Expresso 6 (100%) 0 0 0 Cognio Social

    Interao Social 6 (100%) 0 0 0

    Soluo de Problemas 6 (100%) 0 0 0 Memria 6 (100%) 0 0 0

    * CDR: Cadeira de Rodas

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    DISCUSSO A leso medular, por ser uma das sndromes que causam incapacidades muito

    graves, constitui um desafio reabilitao. Todavia, a atividade fsica contribui para uma evoluo mais rpida desse processo, promovendo aumento de fora muscular, coordenao e equilbrio, alm de melhorar as atividades de vida diria, facilitando sua incluso social [9,8].

    Silva et al (2005) aplicaram a escala FIM em 16 indivduos que sofreram leso

    medular traumtica completa, e ento dividiram em dois grupos, um experimental, que passou a praticar natao, durante 4 meses, duas vezes por semana, e um grupo controle. Aps esse perodo, a FIM foi novamente aplicada e os escores comparados. Em ambos os grupos houve mudanas, porm o grupo experimental apresentou uma melhora em sete atividades enquanto o grupo controle apresentou em apenas trs [11]. Esses benefcios tambm foram notados nos resultados dos questionrios aplicados em 10 alunos de natao com leso medular, sobre os aspectos fsicos, psicolgicos e sociais, em que 92% dos alunos concordaram com os benefcios fsicos, segundo Almeida & Tonello (2007) [17]. O comprometimento na capacidade funcional pode ter sido pequeno devido prtica de atividade fsica.

    Entretanto, esse resultado no unanimidade entre as pesquisas, quando a

    capacidade funcional analisada, como demonstrado no estudo de Labronici et al (2000), com deficientes fsicos, dentre eles 4 com leso medular, tambm praticantes de atividade fsica, que no apresentaram mudanas significativas no ndice de Barthel e Rivermead, outras escalas funcionais [18].

    Como o presente estudo se refere a indivduos que j praticavam atividade fsica

    e a escala de independncia funcional foi aplicada apenas uma vez, no se pode estabelecer comparaes a respeito de evoluo em atividades cotidianas. Apesar disso, quando a escala aplicada em indivduos que no praticam atividade fsica, como no estudo de Riberto et al (2005), nota-se que a alimentao a atividade de maior independncia, enquanto que higiene pessoal, banhar e vestir parte superior apresentam uma dependncia mnima. Estes achados no corroboram com o atual estudo, pois estas ltimas atividades ainda so executadas, em sua maior parte, com independncia funcional. Porm quando analisado o controle vesical e intestinal, os resultados so semelhantes aos dos indivduos com leso cervical, que apresentam dependncia completa ou moderada, ao passo que quando a leso torcica ou lombar h uma independncia total ou moderada [19].

    Quando comparado com o estudo de Beninato et al. (2004) com indivduos que

    sofreram leso cervical, no praticantes de atividade fsica, nas atividades alimentao, higiene pessoal, banho e vestir parte superior so mais dependentes. Contudo nas atividades vestir parte inferior, higiene ntima, transferncias e escadas no houve divergncia de resultados, tendo em vista que em ambos os estudos estas atividades apresentaram alguma forma de dependncia [20]. Quando se trata de transferncia ainda pode-se notar que a qualidade de vida afetada no s pela diminuio da independncia mas tambm por causar uma sobrecarga nos membros superiores, que so muito solicitados para essa tarefa, como demonstrado por Nyland et al (2000) [21].

  • 13

    Quanto mdia do escore total da FIM, possvel notar uma pequena discrepncia em relao ao estudo de Fisher et al (2005), que estudou a recuperao motora de indivduos que sofreram leso medular completa. No presente estudo, os indivduos tetraplgicos obtiveram como mdia 84,83 e os paraplgicos 120,5, enquanto que as mdias do estudo de Fisher et al foram 73 e 116,3, respectivamente [22]. Este fato pode ser justificado por na atual pesquisa terem sido avaliados tanto indivduos com leso completa, quanto incompleta.

    Pollard & Kennedy (2007) acompanharam um grupo com leso medular por um

    perodo de dez anos e em sua reviso no encontrou diferena significativa na independncia funcional quando comparado os resultados da escala FIM, no incio e na concluso desse estudo, porm no fazem referncia alguma prtica de atividade fsica [23].

    No atual estudo, a amostra foi relativamente reduzida, o que pode-se justificar

    pelo estudo de Tasienski et al (2000) que mostram que a razo para a prtica de esportes a melhora da qualidade de vida, mas que muitas vezes esses pacientes com leso medular no praticam atividade nenhuma por falta de acessibilidade a cadeira de rodas, tendo em vista que para esses indivduos conseguirem praticar algumas atividades fsicas, adaptaes so necessrias [24].

    No houve alterao significativa no escore cognitivo da FIM nos indivduos

    deste estudo. No ocasional, j que a cognio da maior parte dos pacientes com leso medular pode estar intacto aps a leso, como demonstrado no estudo de Chan & Chan (2005) [25].

    O estudo de Lawton et al (2006) verificou que a FIM no pode ser comparada

    em diferentes pases, para essa comparao preciso realizar ajustes culturais para uma melhor pontuao, ajustando assim a escala de acordo com a cultura local [26].

    Pode-se citar como algumas limitaes desse estudo: a pequena amostra; por

    tratar-se de um estudo transversal, portanto sem acompanhamento da amostra; e a aplicao da FIM como entrevista.

    A atividade fsica serviu como critrio para incluir os indivduos na pesquisa,

    todavia recomenda-se que mais estudos sejam realizados acompanhando as possveis mudanas que esta prtica pode trazer para a funcionalidade deste grupo.

    CONCLUSO A leso medular pode provocar alteraes na capacidade funcional. Com este estudo foi possvel detectar o comprometimento da independncia funcional em indivduos com leso cervical, torcica ou lombar que praticam atividade fsica. Entretanto os participantes com leso cervical apresentaram maior comprometimento.

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    AGRADECIMENTOS Ao responsvel pelo Centro de Treinamento de Educao Fsica Especial (CETEFE), Ulisses, e ao responsvel pela Federao de Basquetebol em Cadeira de Rodas- DF, Lincoln Fiza, por autorizarem a realizao da pesquisa em suas dependncias.

    A todos os voluntrios, em especial Lucimar Malaquias, por toda ateno, boa vontade e colaborao dadas s pesquisadoras, Christiano Cajazeiras e Leonardo Alves pelo incentivo e disposio em ajudar sempre que foi necessrio.

    orientadora Mara Cludia Ribeiro, por todos os ensinamentos que nos passou

    como professora e tambm para a realizao dessa pesquisa. Aos professores Luiz Guilherme, Alexandre Constantino e Denise Rabelo por

    enriquecerem esse estudo com materiais e sugestes.

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    REFERNCIAS

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    10- Gorla JI, Arajo PF, Calegari RA, Carminato RA, Silva AAC. A composio corporal em indivduos com leso medular praticantes de basquetebol em cadeira de rodas. Arq. cincias sade UNIPAR 2007; 11.

    11- Silva MCR, Oliveira RJ, Conceio MIG. Efeitos da natao sobre a independncia funcional de pacientes com leso medular. Rev Bras Med Esporte 2005; 11. Disponvel em : http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922005000400010&lang=pt

    12- Murta SG, Guimares SS. Enfrentamento leso medular traumtica. Estud. psicol. (Natal) 2007; 12. Disponvel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2007000100007&lang=pt

    13- Paolinelli CG, Gonzlez PH, Doniez MS, Donoso TD, Salinas VR. Rev. md. Chile 2001; 129. Disponvel em: http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-98872001000100004&lang=pt

  • 16

    14- Riberto M, Miyazaki MH, Juc SSH, Sakamoto H, Pinto PPN, Battistella LR. Validao da Verso Brasileira da Medida de independncia Funcional. Acta Fisiatr 2004; 11(2) 72-76

    15- Nilsson AL, Sunnerhagen KS, Grimby G. Scoring alternatives for FIM in neurological disorders applying Rasch analysis. Acta Neurol Scand 2005; 111: 264273

    16- Lugo LH, Salinas F, Garcia HI. Out-patient rehabilitation programme for spinal Cord injured patients: Evaluation of the results on motor FIM score. Disability and Rehabilitation, June 2007; 29(11-12): 873-881

    17- Almeida PA, Tonello MGM. Benefcios da natao para alunos com leso medular. Revista Digital - Buenos Aires 2007; 106. Disponvel em http://www.efdeportes.com/efd106/beneficios-da-natacao-para-alunos-com-lesao-medular.htm

    18- Labronici RHDD, Cunha MCB, Oliveira ASB, Gabbai AA. Esporte como fator de integrao do deficiente fsico na sociedade. Arq. Neuro-Psiquiatr. So Paulo, 2000; 4 (58) . Disponvel em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-282X2000000600017&script=sci_arttext&tlng=pt

    19- Riberto M, Pinto PPN, Sakamoto H, Battistella LR. Independncia Funcional de pacientes com leso medular. Acta Fisiatr 2005; 12(2) 61-66

    20- Beninato N, OKane KS, Sullivam PE. Relationship between motor FIM and muscle strength in lower cervical-level spinal cord injuries. Spinal Cord 2004; 42: 533-540

    21- Nyland J, Quigley P, Huang C, Lloyd J, Harrow J, Nelson A. Preserving transfer independence among individuals with spinal cord injury. Spinal Cord 2000; 38: 649-657

    22- Fisher CG, Nooman VK, Smith DE, Wing PC, Dvorak MF, Kwon B. Motor recovery, Functional Status, and Health-Related Quality of Life in Patients With Complete Spinal Cord Injuries. Spine 2005; 30 (19): 2200-2207

    23- Pollard C, Kennedy P. A longitudinal analysis of emotional impact, coping strategies asd post-traumatic psychological growth following spinal cord injury: A 10-year review. British Journal of Health Psychology 2007; 12: 347-362

    24-Tasiemski T, Bergstrom E, Savic G, Gardner BP. Sports, recreation and employment following spinal cord injury- a pilot study. Spinal Cord 2000; 38: 173-184

    25- Chan SCC, Chan APS. Rehabilitation outcomes following traumatic spinal cord

    injury in a tertiary spinal cord injury centre: a comparasion with an international standard. Spinal Cord 2005; 43: 489-498

    26- Lawton G, Nilsson AL, Sorensen FB, Tesio L, Slade A, Penta M, Grimby G,

    Ring H, Tennant A. Cross-cultural validity of FIM in spinal cord injury. Spinal Cord 2006; 44: 746-752

  • 17

    APNDICE 1- Termo de anuncia da instituio

    Capacidade Funcional de Indivduos com Leso Medular que Praticam Atividade Fsica

    TERMO DE ANUNCIA DA INSTITUIO

    Eu,........................................................................................................................................

    .............................................. portador(a) do RG ...................................

    ................................... residente em.....................................................................

    ...............................................................................................................................

    Cidade..................................................................Estado.....................................,telefone..

    ..............................................., nascido em............/................/............., Responsvel pela

    instituio.................................................................................

    .................................................................................................... DECLARO que estou ciente e autorizo o projeto de pesquisa intitulado como Capacidade Funcional de Indivduos com Leso Medular que Praticam Atividade Fsica nesta instituio de acordo com as especificaes abaixo descritas.

    E fui devidamente informado que:

    1. Se trata de um procedimento de pesquisa mediante a aplicao de questionrio onde

    no haver danos fsicos, sendo resguardado o sigilo em relao identidade dos

    associados.

    2. O objetivo geral desta pesquisa avaliar a capacidade funcional dos indivduos que

    sofreram leso medular e que praticam atividade fsica, atravs da escala FIM

    (Functional Independence Measure).

    3. Este estudo justifica-se pela busca de evidncia cientfica a respeito da capacidade

    funcional em indivduos com leso medular que praticam atividade fsica.

    4. Posso a qualquer momento requerer o direito de anular a participao da associao

    nesse estudo, sem que eu ou a instituio venha a ser prejudicado.

    5. Os resultados podero ser utilizados para publicao cientfica.

    6. Ser respeitada a imagem de cada voluntrio, no expondo-o a nenhum tipo de

    situao constrangedora.

  • 18

    7. Os voluntrios no tero gasto algum em relao a pesquisa, todos gastos sero pagos

    pelas pesquisadoras.

    8. A pesquisa ser realizada por Joana Stein Garcia Annoni, residente em QI 13, conj 8,

    casa 22, CEP:71535-080, Lago Norte - DF, telefone: 35774273 e Maria da Glria

    Franca Menezes residente em SQN 210 bl G apt.: 106, CEP: 70862-070, Braslia DF,

    telefone: 32734893.

    9. Esta pesquisa tem como orientadora a Professora Mara Claudia Ribeiro, residente em

    ac 02 lt 03 apto 405, CEP: 71810200, Riacho Fundo I - DF, telefone 33998714

    10. Terei acesso a esclarecimentos sobre a pesquisa durante e aps o seu encerramento e

    sempre que houver interesse ou assim desejar.

    DECLARO que aps convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o

    que me foi explicado, consinto voluntariamente em liberar a participao da instituio

    por mim representada para realizao desta pesquisa.

    Braslia, DF,.................de.........................................................de 2008.

    .................................................... ...................................................

    Assinatura do Responsvel Prof. Mara Claudia Ribeiro

    pela instituio (orientadora da pesquisa)

    ..................................................... ...................................................

    Joana Stein Garcia Annoni Maria da Glria Franca Menezes

    (pesquisadora do estudo) (pesquisadora do estudo)

  • 19

    ANEXO 1

    ESCALA FIM Para cada item do FIM, registre o nvel que melhor corresponde situao do paciente.

    No deixe em branco nenhum item do FIM na ficha de codificao. Se o paciente no puder ser testado porque h riso de se machucar, registre no nvel 1.

    Cada um dos 18 itens do FIM tem pontuao de 1 a 7. Para o conjunto dos itens, a pontuao pode ir de 18 a 126.

    Quando o paciente necessita de ajuda de 2 pessoas para executar as aes de algum item, registre o nvel 1. Quando o paciente necessita de acompanhamento na ao sem contato fsico deve ser registrado o nvel 5 em qualquer dos itens.

    Quatro princpios fundamentais para o uso do FIM: 1. Destina-se a incluir um nmero mnimo de itens. indicador bsico de

    gravidade da deficincia. Mudana no FIM = benefcios/resultado do tratamento.

    2. A escala de 7 nveis representa as diferenas mais importantes em comportamento independente e dependente.

    3. Reflete a carga, ou volume, de cuidado em termos de tempo/energia requeridos para atingir e manter independncia.

    4. O FIM mede aquilo que a pessoa est realizando exatamente poca da avaliao.

    Descrio dos nveis de funo e sua pontuao INDEPENDENTE No necessita ajuda de algum pra desenvolver a atividade

    SEM AJUDANTE. 7 INDEPENDENCIA COMPLETA todas as tarefas so realizadas com segurana,

    sem alteraes, sem ajuda e em tempo razovel. 6 INDEPENDENCIA MODERADA quando h uma destas ocorrncias: uso de

    algum dispositivo de ajuda, tempo acima do razovel (3X o normal) ou riscos de segurana. DEPENDENTE quando preciso a ajuda de uma pessoa na superviso ou assistncia

    fsica para o paciente executar a tarefa ou quando a tarefa no executada PRECISA DE AJUDANTE.

    DEPENDENCIA MODERADA o paciente executa 50% ou mais do trabalho. Os nveis de assistncia requerida so:

    5 Superviso ou preparao quando o paciente necessita ajuda apenas em estar ao lado, incentivar ou sugerir, sem contato fsico, ou, ajuda na preparao de itens necessrios ou na implantao de rtese.

    4 Assistncia com contato mnimo - quando preciso apenas tocar o paciente em auxilio para realizao das tarefas, ou quando o paciente faz 75% ou mais do trabalho.

    3 Assistncia moderada quando preciso mais do que apenas tocar ou quando o paciente faz 50 a 75% do trabalho.

    DEPENDENCIA COMPLETA o paciente faz menos de 50% do trabalho. necessria assistncia mxima ou total, caso contrrio a atividade no executada. Os nveis de assistncia necessrios no:

    2 Assistncia mxima quando preciso tocar o paciente realizando grande esforo de auxilio e o paciente colabora com menos de 50% do esforo, mas faz pelo menos 25%.

    1 Assistncia total o paciente faz menos de 25% do trabalho.

  • 20

    MEDIDA DE INDEPENDENCIA FUNCIONAL

    Itens Avaliados Pontuao

    Cuidados Pessoais

    1. Alimentao 2. Cuidado com a aparncia 3. Banho 4. Vestir parte superior do corpo

    5. Vestir parte inferior do corpo

    6. Asseio

    Controle de Esfncteres

    7. Esfncter Vesical 8. Esfncter Anal Mobilidade/ Transferncia 9. Cama, cadeira, cdr 10. Vaso sanitrio 11. Banheira/chuveiro

    Locomoo

    12. Caminhar/cdr 13. Escadas

    Comunicao

    14. Compreenso 15. Expresso

    Cognio Social

    16. Interao Social 17. Soluo de problemas 18. Memria Total da Medida da Independncia Funcional

  • 21

    APNDICE 2: Ficha de identificao

    Capacidade Funcional de Indivduos com Leso Medular que Praticam Atividade Fsica FICHA DE IDENTIFICAO

    Nome:

    RG: Data de nascimento: / / Idade:

    Sexo: M( ) F( )

    Endereo:______________________________________________________________

    Cidade:____________________ Estado:_________

    CEP:______________________

    Telefone:( ) _______- _______________Celular:( ) _______- ______________

    Profisso:___________________________

    Instituio: _________________________

    Medicamento em uso: __________________________________________________ Nvel Neurolgico:______________________________________________________

    Leso Completa ( ) Paraplegia ( ) Leso Incompleta( ) Tetraplegia ( )

    Tempo de leso:_______________________________________________________

    Tratamento fisioteraputico: Sim ( ) No ( )

    Atualmente ( ) Anteriormente ( )

    H quanto tempo:_______________

    Freqncia:____________________

    Atividade fsica: Sim( ) No( )

    Qual atividade fsica:_____________________

    Quanto tempo de prtica:__________________

    Quantas vezes na semana:_________________

    OBSERVAES:

    ______________________________________________________________________

    ______________________________________________________________________

    Gostaria de ser informado sobre os resultados obtidos na pesquisa?

    Sim( ) No( )

  • 22

    APNDICE 3- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

    TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO - TCLE

    Eu,........................................................................................................................................

    .............................................. portador(a) do RG ...................................

    ................................... residente em.....................................................................

    ...............................................................................................................................

    Cidade..................................................................Estado.....................................,telefone................................................., nascido em............/................/............., DECLARO que estou ciente do projeto de pesquisa intitulado como Capacidade Funcional de Indivduos com Leso Medular que Praticam Atividade Fsica. E fui devidamente informado que:

    1. Se trata de um procedimento de pesquisa mediante a aplicao de questionrio onde

    no haver danos fsicos, sendo resguardado o sigilo em relao identidade dos

    associados.

    2. O objetivo geral desta pesquisa avaliar a capacidade funcional dos indivduos que

    sofreram leso medular e que praticam atividade fsica, atravs da escala FIM

    (Functional Independence Measure).

    3. Este estudo justifica-se pela busca de evidncia cientfica a respeito da capacidade

    funcional em indivduos com leso medular que praticam atividade fsica.

    4. Posso a qualquer momento requerer o direito de anular a participao da associao

    nesse estudo, sem que eu ou a instituio venha a ser prejudicado.

    5. Os resultados podero ser utilizados para publicao cientfica.

    6. Ser respeitada a imagem de cada voluntrio, no expondo-o a nenhum tipo de

    situao constrangedora.

    7. Os voluntrios no tero gasto algum em relao a pesquisa, todos gastos sero pagos

    pelas pesquisadoras.

    8. A pesquisa ser realizada por Joana Stein Garcia Annoni, residente em QI 13, conj 8,

    casa 22, CEP:71535-080, Lago Norte - DF, telefone: 35774273 e Maria da Glria

    Franca Menezes residente em SQN 210 bl G apt.: 106, CEP: 70862-070, Braslia DF,

    telefone: 32734893.

  • 23

    9. Esta pesquisa tem como orientadora a Professora Mara Claudia Ribeiro, residente em

    ac 02 lt 03 apto 405, CEP: 71810200, Riacho Fundo I - DF, telefone 33998714

    10. Terei acesso a esclarecimentos sobre a pesquisa durante e aps o seu encerramento e

    sempre que houver interesse ou assim desejar.

    DECLARO que aps convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o

    que me foi explicado, consinto voluntariamente em liberar a participao da instituio

    por mim representada para realizao desta pesquisa.

    Braslia, DF,.................de.........................................................de 2008.

    .................................................... ...................................................

    Assinatura do Responsvel Prof. Mara Claudia Ribeiro

    (orientadora da pesquisa)

    ..................................................... ...................................................

    Joana Stein Garcia Annoni Maria da Glria Franca Menezes

    (pesquisadora do estudo) (pesquisadora do estudo)

  • 24

    Normas de Publicao da Revista Fisioterapia Brasil

    Revista Indexada na LILACS - Literatura Latinoamericana e do Caribe em Cincias da Sade, CINAHL, LATINDEX Abreviao para citao: Fisioter Bras

    A revista Fisioterapia Brasil uma publicao com periodicidade bimestral e est aberta para a publicao e divulgao de artigos cientficos das vrias reas relacionadas Fisioterapia. Os artigos publicados em Fisioterapia Brasil podero tambm ser publicados na verso eletrnica da revista (Internet) assim como em outros meios eletrnicos (CD-ROM) ou outros que surjam no futuro. Ao autorizar a publicao de seus artigos na revista, os autores concordam com estas condies. A revista Fisioterapia Brasil assume o estilo Vancouver (Uniform requirements for manuscripts submitted to biomedical journals) preconizado pelo Comit Internacional de Diretores de Revistas Mdicas, com as especificaes que so detalhadas a seguir. Ver o texto completo em ingls desses Requisitos Uniformes no site do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE), www.icmje.org, na verso atualizada de outubro de 2007. Submisses devem ser enviadas por e-mail para o editor executivo ([email protected]). A publicao dos artigos uma deciso dos editores. Todas as contribuies que suscitarem interesse editorial sero submetidas reviso por pares annimos. Segundo o Conselho Nacional de Sade, resoluo 196/96, para estudos em seres humanos, obrigatrio o envio da carta de aprovao do Comit de tica em Pesquisa, independente do desenho de estudo adotado (observacionais, experimentais ou relatos de caso). Deve-se incluir o nmero do Parecer da aprovao da mesma pela Comisso de tica em Pesquisa do Hospital ou Universidade, a qual seja devidamente registrada no Conselho Nacional de Sade.

    1. Editorial O Editorial que abre cada nmero da Fisioterapia Brasil comenta acontecimentos recentes, inovaes tecnolgicas, ou destaca artigos importantes publicados na prpria revista. realizada a pedido dos Editores, que podem publicar uma ou vrias Opinies de especialistas sobre temas de atualidade.

    2. Artigos originais So trabalhos resultantes de pesquisa cientfica apresentando dados originais com relao a aspectos experimentais ou observacionais, em estudos com animais ou humanos. Formato: O texto dos Artigos originais dividido em Resumo (ingls e portugus), Introduo, Material e mtodos, Resultados, Discusso, Concluso, Agradecimentos (optativo) e Referncias. Texto: A totalidade do texto, incluindo as referncias e as legendas das figuras, no deve ultrapassar 30.000 caracteres (espaos includos), e no deve ser superior a 12 pginas A4, em espao simples, fonte Times New Roman tamanho 12, com todas as formataes de texto, tais como negrito, itlico, sobre-escrito, etc. Tabelas: Recomenda-se usar no mximo seis tabelas, no formato Excel ou Word. Figuras: Mximo de 8 figuras, em formato .tif ou .gif, com resoluo de 300 dpi. Literatura citada: Mximo de 50 referncias.

    3. Reviso So trabalhos que expem criticamente o estado atual do conhecimento em alguma das reas relacionadas Fisioterapia. Revises consistem necessariamente em anlise,

  • 25

    sntese, e avaliao de artigos originais j publicados em revistas cientficas. Ser dada preferncia a revises sistemticas e, quando no realizadas, deve-se justificar o motivo pela escolha da metodologia empregada. Formato: Embora tenham cunho histrico, Revises no expem necessariamente toda a histria do seu tema, exceto quando a prpria histria da rea for o objeto do artigo. O artigo deve conter resumo, introduo, metodologia, resultados (que podem ser subdivididos em tpicos), discusso, concluso e referncias. Texto: A totalidade do texto, incluindo a literatura citada e as legendas das figuras, no deve ultrapassar 30.000 caracteres, incluindo espaos. Figuras e Tabelas: mesmas limitaes dos Artigos originais. Literatura citada: Mximo de 50 referncias.

    4. Relato de caso So artigos que apresentam dados descritivos de um ou mais casos clnicos ou teraputicos com caractersticas semelhantes. S sero aceitos relatos de casos no usuais, ou seja, doenas raras ou evolues no esperadas. Formato: O texto deve ser subdividido em Introduo, Apresentao do caso, Discusso, Concluses e Referncias. Texto: A totalidade do texto, incluindo a literatura citada e as legendas das figuras, no deve ultrapassar 10.000 caracteres, incluindo espaos. Figuras e Tabelas: mximo de duas tabelas e duas figuras. Literatura citada: Mximo de 20 referncias.

    5. Opinio Esta seo publica artigos curtos, que expressam a opinio pessoal dos autores: avanos recentes, poltica de sade, novas idias cientficas e hipteses, crticas interpretao de estudos originais e propostas de interpretaes alternativas, por exemplo. A publicao est condicionada a avaliao dos editores quanto pertinncia do tema abordado. Formato: O texto de artigos de Opinio tem formato livre, e no traz um resumo destacado. Texto: No deve ultrapassar 5.000 caracteres, incluindo espaos. Figuras e Tabelas: Mximo de uma tabela ou figura. Literatura citada: Mximo de 20 referncias. 6. Cartas Esta seo publica correspondncia recebida, necessariamente relacionada aos artigos publicados na Fisioterapia Brasil ou linha editorial da revista. Demais contribuies devem ser endereadas seo Opinio. Os autores de artigos eventualmente citados em Cartas sero informados e tero direito de resposta, que ser publicada simultaneamente. Cartas devem ser breves e, se forem publicadas, podero ser editadas para atender a limites de espao. A publicao est condicionada a avaliao dos editores quanto pertinncia do tema abordado.

    Preparao do original Os artigos enviados devero estar digitados em processador de texto (Word), em pgina A4, formatados da seguinte maneira: fonte Times New Roman tamanho 12, com todas as formataes de texto, tais como negrito, itlico, sobrescrito, etc. Tabelas devem ser numeradas com algarismos romanos, e Figuras com algarismos arbicos. Legendas para Tabelas e Figuras devem constar parte, isoladas das ilustraes e do corpo do texto.

  • 26

    As imagens devem estar em preto e branco ou tons de cinza, e com resoluo de qualidade grfica (300 dpi). Fotos e desenhos devem estar digitalizados e nos formatos .tif ou .gif. Imagens coloridas sero aceitas excepcionalmente, quando forem indispensveis compreenso dos resultados (histologia, neuroimagem, etc).

    Pgina de apresentao A primeira pgina do artigo traz as seguintes informaes: Ttulo do trabalho em portugus e ingls; Nome completo dos autores e titulao principal; Local de trabalho dos autores; Autor correspondente, com o respectivo endereo, telefone e E-mail;

    Resumo e palavras-chave A segunda pgina de todas as contribuies, exceto Opinies, dever conter resumos do trabalho em portugus e em ingls e cada verso no pode ultrapassar 200 palavras. Deve conter introduo, objetivo, metodologia, resultados e concluso. Abaixo do resumo, os autores devero indicar 3 a 5 palavras-chave em portugus e em ingls para indexao do artigo. Recomenda-se empregar termos utilizados na lista dos DeCS (Descritores em Cincias da Sade) da Biblioteca Virtual da Sade, que se encontra em http://decs.bvs.br.

    Agradecimentos Agradecimentos a colaboradores, agncias de fomento e tcnicos devem ser inseridos no final do artigo, antes das Referncias, em uma seo parte.

    Referncias As referncias bibliogrficas devem seguir o estilo Vancouver. As referncias bibliogrficas devem ser numeradas com algarismos arbicos, mencionadas no texto pelo nmero entre colchetes [ ], e relacionadas nas Referncias na ordem em que aparecem no texto, seguindo as normas do ICMJE. Os ttulos das revistas so abreviados de acordo com a List of Journals Indexed in Index Medicus ou com a lista das revistas nacionais e latinoamericanas, disponvel no site da Biblioteca Virtual de Sade (www.bireme.br). Devem ser citados todos os autores at 6 autores. Quando mais de 6, colocar a abreviao latina et al.

    Exemplos: 1. Phillips SJ, Hypertension and Stroke. In: Laragh JH, editor. Hypertension: pathophysiology, diagnosis and management. 2nd ed. New-York: Raven Press; 1995.p.465-78.

    Yamamoto M, Sawaya R, Mohanam S. Expression and localization of urokinase-type plasminogen activator receptor in human gliomas. Cancer Res 1994;54:5016-20.

    Envio dos trabalhos A avaliao dos trabalhos, incluindo o envio de cartas de aceite, de listas de correes, de exemplares justificativos aos autores e de uma verso pdf do artigo publicado, exige o pagamento de uma taxa de R$ 150,00 a ser depositada na conta da editora: Banco Itu, agncia 0733, conta 45625-5, titular: Atlntica Multimdia e Comunicaes Ltda (ATMC). Os assinantes da revista so dispensados do pagamento dessa taxa (Informar por e-mail com o envio do artigo). Todas as contribuies devem ser enviadas por e-mail para o editor executivo, Jean-Louis Peytavin, atravs do e-mail [email protected] O corpo do e-mail deve ser uma carta do autor correspondente Editora, e deve conter: Resumo de no mais que duas frases do contedo da contribuio; Uma frase garantindo que o contedo original e no foi publicado em outros meios

  • 27

    alm de anais de congresso; Uma frase em que o autor correspondente assume a responsabilidade pelo contedo do artigo e garante que todos os outros autores esto cientes e de acordo com o envio do trabalho; Uma frase garantindo, quando aplicvel, que todos os procedimentos e experimentos com humanos ou outros animais esto de acordo com as normas vigentes na Instituio e/ou Comit de tica responsvel; Telefones de contato do autor correspondente. A rea de conhecimento: ( ) Cardiovascular / pulmonar ( ) Sade funcional do idoso ( ) Diagnstico cintico-funcional ( ) Terapia manual ( ) Eletrotermofototerapia ( ) Orteses, prteses e equipamento ( ) Msculo-esqueltico ( ) Neuromuscular ( ) Sade funcional do trabalhador ( ) Controle da dor ( ) Pesquisa experimental /bsica ( ) Sade funcional da criana ( ) Metodologia da pesquisa ( ) Sade funcional do homem ( ) Prtica poltica, legislativa e educacional ( ) Sade funcional da mulher ( ) Sade pblica ( ) Outros

    Observao: o artigo que no estiver de acordo com as normas de publicao da Revista Fisioterapia Brasil ser devolvido ao autor correspondente para sua adequada formatao.

    Atlantica Editora Rua da Lapa, 180/1103 Centro 20021-180 Rio de Janeiro RJ Brasil Tel: +55 (21) 2221 4164 www.atlanticaeditora.com.br [email protected]