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EXAME DE TRANSFERNCIA 2015/2016PRIMEIRA ETAPA

E X A T A S03/05/2015

Instrues

1. S abra este caderno quando o fiscal autorizar.

2. Verifique se sua folha ptica de respostaspertence ao grupo E.

3. Este caderno compe se de 80 questesobjetivas: 24 questes de Lngua Portuguesa, 12de Lngua Inglesa, 22 de Matemtica e 22 deFsica.

4. Em cada teste, h 5 alternativas, sendo corretaapenas uma.

5. Assinale a alternativa que voc consideracorreta, preenchendo o retngulocorrespondente na folha ptica de respostas,utilizando necessariamente canetaesferogrfica com tinta azul ou preta.Exemplo:

6. Preencha a folha ptica de resposta com cuidado,pois, em caso de rasura, ela no poder sersubstituda e o uso de corretivo no serpermitido.

7. Durao da prova: 4h. O candidato deve controlaro tempo disponvel. No haver tempo adicionalpara transcrio de gabarito para a folha pticade respostas.

8. O candidato poder retirar se do local de provaa partir das 15h.

9. Durante a prova, so vedadas a comunicaoentre candidatos e a utilizao de qualquermaterial de consulta, eletrnico ou impresso, ede aparelhos de telecomunicao.

10. Ao final da prova, obrigatria a devoluodeste caderno de questes e da folha ptica derespostas. Poder ser levado somente ogabarito provisrio de respostas.

ObservaoA relao de candidatos convocados para a Segunda Etapa ser divulgada no site da FUVEST (www.fuvest.br) no dia15 de maio. Os convocados para a Segunda Etapa devem entregar na Unidade da USP os documentos solicitados, nosdias 21 e 22 de maio.

ASSINATURA DO CANDIDATO:_____________________________________________________________________

E

000000/000

TRANSF 20161 Fase Prova de PrSeleo (03/05/2015)

E

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TRANSFERNCIA USP 2015/2016

EXATAS

PortugusTEXTO PARA AS QUESTES DE 01 A 03

_____________________________________________________________________________________________________

01

possvel deduzir que, ao figurar a mdia de massa comoum ser divino, a tirinha lhe atribui um carter

a) sublime.b) enigmtico.c) esplndido.d) redentor.e) totalitrio.

02

S NO contribui para o efeito de humor e estranhamentoobtido pela tirinha

a) o contraste entre a ambincia domstica e a solenidadedo culto religioso.

b) o aspecto pardico das falas, que imitam uma prece.c) o descompasso entre a gravidade do sacrifcio humano e

a ingenuidade da tigela de mingau.d) a mistura das variedades culta e popular da lngua

portuguesa.e) a desproporo entre a idade do menino e o teor de suas

falas.

03

Ao agradecer por benefcios que, na verdade, so malefcios,a personagem da tirinha est empregando o recurso da

a) anttese.b) ironia.c) hiprbole.d) metonmia.e) comparao.

TEXTO PARA AS QUESTES 04 E 05

Aprendemos com Augusto Comte que oconhecimento uno e indivisvel. Mas somos educados paraaprender saberes separados, compartimentados, reduzindoa nossa capacidade de melhor compreenso do contexto, doconjunto global.

Arnaldo Niskier.

04

O conectivo Mas, que liga os dois perodos do texto,

a) equivale a Pois, j que o segundo perodo expressa umacausa do que se afirma no primeiro.

b) pode ser substitudo pela conjuno E, uma vez que entreos verbos aprendemos e somos educados h umarelao de sinonmia.

c) pode ser substitudo por Tambm, pois entreconhecimento e saberes h uma relao parte/todo.

d) estabelece uma oposio entre conhecimento uno eindivisvel e saberes separados, compartimentados.

e) pode ser eliminado do texto, sem que haja prejuzo parao entendimento da relao de sentido que existe entreeles.

05

O emprego, no texto, de uma palavra em uma classe que nolhe prpria, como se d com saberes, ocorre tambm emum dos seguintes trechos de poemas de Carlos Drummondde Andrade:

a) Eu sozinho menino entre mangueiras / lia a histria deRobinson Cruso.

b) Por uma frincha / o diabo espreita com o olho torto.c) No meio dia branco de luz / uma voz que aprendeu a

ninar nos longes da senzala.d) E o velho fraque / na casinha de alpendre em duas

janelas dolorosas.e) E h em todas as conscincias um cartaz amarelo: /

Neste pas proibido sonhar.

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EXATAS

TEXTO PARA AS QUESTES DE 06 A 08

estratgica a dimenso de defesa de valores eprincpios que so comuns trajetria dos povos na histriada humanidade, porquanto estamos vivendo um momentode acelerada globalizao das relaes econmicas eculturais, sob a hegemonia do grande capital transnacionalque, muitas vezes, perde at a sua cor nacional, para selocomover no mundo commais chance de otimizar os lucros.

Ento, nesse processo de acelerada descaracterizaocultural, necessrio que se salvaguardem valoresfundamentais da humanidade, como a democracia, a justia,a partilha, a solidariedade. E que todos os esforos para issosobrepujem em importncia o fato concreto que motiva essetipo de processo.

Revista de Psicanlise Integral, n 25. Adaptado.

06

De acordo com o texto, a globalizao das relaeseconmicas e culturais

a) deve ser considerada um fato inevitvel na histria dahumanidade.

b) um processo que torna necessrio colocar sedeterminados valores num plano superior.

c) se d num ritmo cada vez mais acelerado, o qual tende aser a principal causa da destruio da cultura.

d) realiza se plenamente, ainda que haja a descaracterizaodo capital transnacional.

e) constitui um processo que visa hegemonia da cornacional em detrimento da otimizao dos lucros.

07

A expresso esse tipo de processo, empregada no final dotexto, tem como referente o trecho

a) otimizar os lucros.b) descaracterizao cultural.c) valores fundamentais da humanidade.d) todos os esforos.e) fato concreto.

08

Considerando o tipo de relao que eles estabelecem nocontexto, os dois conectivos sublinhados no texto podem sersubstitudos, sem alterao de sentido, respectivamente,por

a) uma vez que, por conseguinte.b) medida que, assim.c) ainda que, dessa maneira.d) j que, no entanto.e) enquanto, portanto.

TEXTO PARA AS QUESTES DE 09 A 11

Meu apreo pelo carnaval se resume hoje, e no dehoje, aos sambas e s marchinhas que embalaram minhafuzarca infantil. So essas as msicas que mais vezes mepego cantarolando na cozinha, enquanto preparo o caf oucapricho um rango. Com que prazer me entrego ltima,nunca primeira, estrofe de Pirata da Perna de Pau (Por issose outro pirata / tenta abordagem eu puxo o faco / e gritodo alto da popa: Opa! Homem, no!) e a todos os versos deA Mulata a Tal, imitando mal e porcamente, mas comreverente empolgao, os trinados de Nuno Roland e Rui Rei.

Srgio Augusto, O Estado de S. Paulo, 7 de fevereiro de 2015.

09

Segundo o colunista, as opinies que emite no texto

a) correspondem ao gosto musical das classes mdiasurbanas.

b) so definitivas, no mais estando sujeitas a mudanas.c) so j antigas, sem prejuzo de continuarem atuais.d) revelam que, ao longo do tempo, ele desenvolveu

averso ao carnaval.e) derivam de seu temperamento essencialmente

nostlgico.

10

Ao misturar diferentes variedades lingusticas e contrastaros registros culto e popular, o texto visa, sobretudo, a

a) revelar a idade do autor.b) reproduzir a fala dos cariocas.c) indicar a filiao poltica do autor.d) mimetizar a folia carnavalesca.e) zombar do leitor incauto.

11

Procuram marcar o aspecto subjetivo e espontneo dotexto, principalmente as expresses

a) apreo e embalaram.b) me pego e com que prazer.c) mais vezes e o caf.d) me entrego e todos os versos.e) imitando e os trinados.

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EXATAS

TEXTO PARA AS QUESTES DE 12 A 18

Procurarei desenvolver o tema Estado versusMercado a partir da convico de que a adequadaarticulao entre um e outro elo essencial do inadivelprocesso de modernizao das instituies e dos costumespolticos e econmicos do pas e de sua integraocompetitiva em um mundo que avana a galope. Aconsecuo desse objetivo exige a reforma do Estado paracapacit lo a exercer plenamente o papel que lhe cabe noalmejado aggiornamento e a criao de condiesindispensveis ao florescimento de uma economia demercado eficaz, movida por concorrncia leal, sujeita aregras do jogo, fiscalizada por agncias reguladorasconfiveis e consciente de suas responsabilidades sociais.

San Tiago Dantas, reformador por excelncia empoca em que ser revolucionrio, de esquerda ou de direita,estava em voga, arguia, h quase cinquenta anos, ao lhe serprestada a homenagem de Homem de Viso, que o temano deveria ser analisado por clichs ou preconceitos:

No creio que tenhamos uma opo ideolgica, oudoutrinria, a fazer entre iniciativa estatal e iniciativaprivada. O que temos de procurar, em cada caso, em cadaocorrncia, qual dessas iniciativas nos permite obter nveisde adequao e eficincia, para, de maneira consequente,nos fixarmos na escolha.

Jos Guilherme Merquior, por sua vez, esculpiu, comnitidez, a defesa da liberdade de pensamento e de ao queinere tanto ao liberalismo econmico, quanto ao liberalismopoltico. Estado democrtico, respeito aos Direitos Humanose livre iniciativa, no os via entrelaados em cadeia causal,mas sim por uma afinidade eletiva, conceito que Webertomara emprestado a Goethe:

A sociedade moderna baseada em tecnologia econsumo requer no somente justia; ela tambm exigeeficincia. E eficincia, por sua vez, implica liberdadeeconmica, em vez de rgidas economias de comando doMinotauro monocrtico.

Liberal assumido, Merquio