Cartilha Farmacia Clinica

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Text of Cartilha Farmacia Clinica

FARMCIA CLNICA

SECRETARIA DOS COLABORADORESCOMISSO ASSESSORA DE PESQUISA CLNICA

SO PAULO2015

FARMCIA CLNICA

EXPEDIENTE

Brasil. Conselho Regional de Farmcia do Estado de So Paulo. Farmcia Clnica. / Conselho Regional de Farmcia do Estado de So Paulo. So Paulo:Conselho Regional de Farmcia do Estado de So Paulo, 2015. 1 edio-1 reimpresso.44 p.; 22,5 cm - - ISBN 978-85-63931-66-5. 1. Educao Continuada em Farmcia 2. Legislao Sanitria. 3. Problemas relacionados a medicamentos. 4. Anlise de prescrio. 5. Farmcia Clnica. 6. Farmacovigilncia. 7. Anamnese farmacutica. 8. Interaes medicamentosasI. Secretaria dos Colaboradores. II. Comisso Assessora de Farmcia Clnica. III. Ttulo.

CDD-615

Comisso Assessora de Farmcia Clnica do CRF-SP

Lvia Maria Gonalves BarbosaCoordenadoraVanessa de A. ConceioSilvia C. de OliveiraVice-coordenadores

ORGANIZAO

Pedro Eduardo MenegassopresidenteRaquel C. D. Rizzivice-presidenteMarcos Machado Ferreiradiretor-tesoureiroAntonio Geraldo Ribeiro dos Santos Jr.secretrio-geral

DIRETORIADanielle Bachiega LessaFabola C. YugarFernanda dos S. ZenaideLvia Maria Gonalves BarbosaMaria Gabriela BorrachaMariana D. GarciaPaulo E. U. BuononatoSilvia C. de OliveiraSolange Ap. P. C. BrcolaThiago BrazVanessa de A. Conceio

COMISSO TCNICA

Publicao do Conselho Regional de Farmcia do Estado de So Paulo - Setembro/2015

Mauro Celso Destcio

REVISO ORTOGRFICA

Guilherme Mortale

DIAGRAMAO

Ingimage

FOTOS DA CAPA

GL Editora Grfi ca Ltda

IMPRESSO

1.000 exemplares

TIRAGEM

COMISSO ASSESSORA DE FARMCIA CLNICA 5

PALAVRA DA DIRETORIA

A elaborao deste material representa a concretizao de um projeto idealizado pela Di-retoria do CRF-SP com o intuito de oferecer informaes sobre as vrias reas de atuao do profi ssional farmacutico, em linguagem acessvel e com diagramao moderna.

As Cartilhas so desenvolvidas por profi ssionais que atuam nas respectivas reas abrangi-das pelas Comisses Assessoras do Conselho Regional de Farmcia do Estado de So Paulo (CRF-SP), a saber: Acupuntura, Anlises Clnicas e Toxicolgicas, Distribuio e Transporte, Educao Farmacutica, Farmcia, Farmcia Clnica, Farmcia Hospitalar, Homeopatia, In-dstria, Pesquisa Clnica, Plantas Medicinais e Fitoterpicos, Regulao e Mercado, Resduos e Gesto Ambiental e Sade Pblica.

Nessas Cartilhas so apresentadas:

As reas de atuao;

O papel e as atribuies dos profi ssionais farmacuticos que nelas atuam;

As atividades que podem ser desenvolvidas;

As Boas Prticas;

O histrico da respectiva Comisso Assessora.

Cada exemplar traz relaes das principais normas que regulamentam o segmento abor-dado e de sites teis para o exerccio profi ssional. Se as Cartilhas forem colocadas juntas, podemos dizer que temos um roteiro geral e detalhado de praticamente todo o mbito farmacutico.

Por conta disso, tais publicaes so ferramentas de orientao indispensveis para toda a categoria farmacutica, tanto para aqueles que esto iniciando sua vida profi ssional, como para quem decide mudar de rea.

Aqui lhes apresentamos a Cartilha da rea de Farmcia Clnica.

Boa leitura!

COMISSO ASSESSORA DE FARMCIA CLNICA6

APRESENTAO

A Comisso Assessora de Farmcia Clnica e o Conselho Regional de Farmcia do Estado de So Paulo (CRF-SP) buscam, por meio desta cartilha, apresentar um pouco das pos-sibilidades nesta rea. O objetivo esclarecer aos colegas que, a partir das necessidades dos pacientes, familiares, cuidadores e sociedade, a atuao do farmacutico essencial no cuidado direto ao paciente, para promover o uso racional de medicamentos.

O CRF-SP tomou a iniciativa de inscrever este rico material tcnico na Agncia Brasileira do ISBN International Standard Book Number, vinculada Fundao Biblioteca Nacio-nal. O ISBN um sistema internacional que identifi ca numericamente os livros segundo ttulo, autor, pas e editora, o que faz dele uma publicao nica no universo literrio. Es-peramos que a Cartilha de Farmcia Clnica contribua para o fortalecimento da categoria nesse segmento.

COMISSO ASSESSORA DE FARMCIA CLNICA 7

SUMRIO

INTRODUO ............................................................................................................................ 8

I. O PROFISSIONAL (PERFIL E ATRIBUIES) ............................................................................. 9

II. ATIVIDADES ............................................................................................................................. 10

III. INDICADORES EM FARMCIA CLNICA ............................................................................... 30

IV. A COMISSO ASSESSORA DE FARMCIA CLNICA ............................................................. 31

V. LEGISLAO - FARMCIA CLNICA ....................................................................................... 31

SITES INTERESSANTES .............................................................................................................. 33

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ................................................................................................. 34

ANEXO I - MODELO DE FICHA DE ENTREVISTA CLNICA ..................................................... 37

ANEXO II ORIENTAO FARMACUTICA ............................................................................. 39

ANEXO III MODELOS DE DECLARAO DE SERVIOS FARMACUTICOS ......................... 40

ENDEREOS E TELEFONES ....................................................................................................... 43

COMISSO ASSESSORA DE FARMCIA CLNICA8

INTRODUO

A partir da Segunda Guerra Mundial, com a industrializao, os farmacuticos que atuavam na rea assistencial perderam sua identidade e se distanciaram tanto da equipe de sade quanto do paciente. Por esta razo, na dcada de 1960, nos Estados Unidos, surgiu o termo farmcia clnica, que permitia aos farmacuticos participarem novamente das equipes de sade, contribuindo com seus conhecimentos para otimizar a farmacoterapia.

Nesse sentido, a Resoluo n 585, de 2013, do Conselho Federal de Farmcia defi ne a farmcia clnica como rea da farmcia voltada cincia e prtica do uso racional de me-dicamentos, na qual os farmacuticos prestam cuidado ao paciente, de forma a otimizar a farmacoterapia, promover sade e bem-estar e prevenir doenas. Esta prtica pode ser de-senvolvida em hospitais, ambulatrios, unidades bsicas de sade, farmcias comunitrias, home care, entre outros locais.

Sendo assim, a prtica da farmcia clnica em hospitais, pblicos ou privados, compreen-de o julgamento e a interpretao na coleta de dados necessrios para individualizao da farmacoterapia, com ao integrada equipe de sade. Pode ser desenvolvida por meio da prestao de servios farmacuticos direcionados aos pacientes (provedor do cuidado) e tambm servios voltados equipe de sade (consultor).

Esta cartilha apresentar um breve panorama da atuao do farmacutico clnico, expondo as principais atividades que podem ser desempenhadas nessa rea. Cabe a cada profi ssional atualizar-se continuamente, a fi m de contribuir na potencializao da terapia e na reduo de erros, de custos e de eventos adversos.

COMISSO ASSESSORA DE FARMCIA CLNICA 9

I. O PROFISSIONAL (PERFIL E ATRIBUIES)Perfi l do Farmacutico Clnico

O farmacutico clnico o profi ssional que participa ativamente na assistncia ao paciente e est inserido na equipe multiprofi ssional.

Para o desenvolvimento da farmcia clnica, essencial que o farmacutico possua os se-guintes conhecimentos tcnicos:

Farmacologia/Farmacoterapia;

Farmacotcnica;

Farmacocintica e Farmacodinmica;

Fisiologia;

Interpretao de Exames Laboratoriais.

Alm disso, importante tambm possuir caractersticas tais como viso sistmica, foco no desfecho clnico, curiosidade, nexo casual, liderana, dinamismo e facilidade para trabalhar em equipe.

Estes pr-requisitos podem contribuir para que o farmacutico exera suas atividades com autonomia e baseado em princpios ticos, visando sempre a proteo, promoo e recuperao da sade, alm de prevenir doenas e outros problemas de sade.

As atribuies clnicas do farmacutico no Brasil esto defi nidas na Resoluo do CFF n 585, de 29 de agosto de 2013, e tm como objetivo atender s necessidades de sade do pacien-te, da famlia, dos cuidadores e da comunidade. Nesse sentido, o farmacutico tem a respon-sabilidade de aplicar conhecimentos que promovam sade e bem-estar a todos os envolvidos.

COMISSO ASSESSORA DE FARMCIA CLNICA10

II. ATIVIDADESAs atividades descritas a seguir podem ser desempenhadas pelos farmacuticos clnicos, es-

pecialmente pelos que atuam em hospitais pblicos ou privados. Cabe a cada profi ssional adaptar essas atividades s exigncias das respectivas instituies.

1) ATENO FARMACUTICA

De acordo com a proposta do Consenso de Ateno Farmacutica publicada em 2002, Ateno Far-macutica : um modelo de prtica farmacutica desenvolvida no contexto da assistncia farmacuti-ca. Compreende atitudes, valores ticos, comportamentos, habilidades, compromissos e correspon-sabilidades na preveno de doenas, promoo e recuperao da sade, de forma integrada equipe de sade. a interao direta do farmacutico com o usurio, visando uma farmacoterapia racional e a obteno de resultados defi nidos e mensurveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida.

2) USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS (URM)

De acordo com a Organizao Mundial de Sade (OMS), h uso racional de medicamentos quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condies clnicas, em