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RGE

QUEM A RIO GRANDE ENERGIA S/A (RGE)?

A distribuidora Rio Grande Energia S/A (RGE) resulta da ciso da Companhia Estadual de Energia Eltrica (CEEE), controlada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul sob a denominao de Companhia Norte-Nordeste de Distribuio de Energia Eltrica (CNDEE). Em outubro de 1997, com a privatizao, o controle da CNNDEE foi adquirido pela empresa DOC3 Participaes S/A e, em dezembro do mesmo ano, sua razo social foi alterada para Rio Grande Energia S/A. A distribuidora atende 1,13 milho de unidades consumidoras em uma rea de concesso de 90,1 mil Km2 no Rio Grande do Sul. Atualmente, responsvel por fornecer 7,5 milhes de MWh/ano de energia a 254 municpios gachos, o que corresponde a 51% do total de cidades do estado.

O Contrato de Concesso 013/1997 firmado entre a Unio, por meio da Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL), com a RGE foi assinado em 6 de novembro de 1997, com prazo de 30 anos, e ter vigncia at novembro de 2027, prazo prorrogvel por igual perdodo. O documento est disponvel na pgina da ANEEL na Internet (www.aneel.gov.br), no link Informaes Tcnicas/Contratos de Concesso.

AES Sul

CEEE

A RGE coloca disposio dos consumidores uma central de atendimento telefnico gratuito com o nmero 0800 970 0900, que funciona 24h. Contatos tambm podem ser feitos com a Ouvidoria da empresa, pelo telefone 0800 5413 336 ou pela pgina na Internet (www.rge-rs.com.br). A sede fica na Rua So Luiz, 77, 8 andar, bairro Santana, Porto Alegre (RS), CEP 90620-170.

Conforme a Lei n 8.631, de 1993, a RGE mantm o Conselho de Consumidores, presidido por Fernando Adams, que pode ser contactado por meio do telefone (51) 3218-3222 e pelo e-mail [email protected] O conselho funciona na sede da empresa, no 9 andar.

A tarifa vigente para o consumidor residencial (B1) da RGE, para o perodo de 19 de abril de 2007 a 18 de abril de 2008 de R$ 0,32974/kWh. O grfico abaixo ilustra quanto esse consumidor pagar por componente (gerao, transmisso, distribuio, encargos e tributos), caso a sua conta seja de R$ 100,00. O valor dos tributos apresentado o nominal, com cobrana por fora, conforme explicao constante da Parte 1 desta cartilha.

Gerao Transmisso Distribuio Encargos e Tributos

R$ 0,00

R$ 5,00

R$ 10,00

R$ 15,00

R$ 20,00

R$ 25,00

R$ 30,00

R$ 35,00

R$ 40,00 R$ 37,65

R$ 4,14

R$ 21,95

R$ 36,26

ENCARGOSR$ 6,05

TRIBUTOS*R$ 30,21

*Co

bra

na

p

or

fora

.

O QUE O CONSUMIDOR DO RIO GRANDE DO SUL PAGA EM ENCARGOS NA SUA CONTA DE ENERGIA

ELTRICA?A tabela abaixo apresenta a previso de recolhimento de encargos setoriais pela RGE, no ano de 2007. Lembre-se que na parte de informaes gerais desta publicao voc encontrar as definies de cada um desses encargos.

Alm dos encargos setoriais, o consumidor da RGE arca com os impostos. No Rio Grande do Sul, como previsto na legislao estabelecida pelo prprio Estado, Decreto n 37.699 de 26/08/1997, a alquota do ICMS, um dos impostos incidentes sobre as contas de energia eltrica, varia entre zero, 12%, 20% e 25%.

A seguir, apresentamos um exemplo prtico da incidncia dos tributos na conta de luz de um consumidor residencial de Caxias do Sul/RS:

Encargo Quanto a RGE recolher em 2007 R$ milho

CCCConta de Consumo de Combustveis 52,7

RGRReserva Global de Reverso

14,6TFSEE

Taxa de Fiscalizao de Servios deEnergia Eltrica

3,3

CDE

ESS

Encargos de Servios do Sistema

Conta de Desenvolvimento Energtico

58,3

Proinfa

12,6

4,98

P&D - Pesquisa e Desenvolvimento e Eficincia Energtica 15,8

ONSOperador Nacional do Sistema 0,08

A RGE recolher R$ 162,4 milhes em encargos no ano de 2007

1.Alquota mdia do PIS aplicado: 2.Quantidade de kWh consumido: 3.Alquota mdia da COFINS aplicada: 4.Alquota do ICMS aplicada ao consumidor residencial: 5.Valor kWh estabelecido pela Resoluo ANEEL n 452, de 19 de abril de 2007, para um consumidor classificado como residencial:

incluir no valor do kWh, publicado pela Resoluo ANEEL, os tributos PIS, COFINS e ICMS.

multiplicar o valor do kWh com tributos inclusos (PIS, COFINS e ICMS) pela quantidade consumida.

incluir no valor acima calculado a Contribuio de Iluminao Pblica (CIP). No caso de Caxias do Sul/RS, a contribuio instituda pela Lei Complementar Municipal n 272/2006 representa R$ 2,95, valor a ser adicionado conta de energia eltrica para consumidor das classes Residencial e Rural com consumo acima de 50 kWh.

Total da Conta a ser paga pelo Consumidor:

0,93 %106 kWh

4,28 %25 %

R$ 0,32974 por kWh

PRIMEIRO PASSO:

SEGUNDO PASSO:

106 x 0,47281 = R$ 50,12

TERCEIRO PASSO:

50,12 + 2,95 = R$ 53,07

Valor a ser cobrado do Consumidor =

Valor da tarifa publicada pela ANEEL 1-(PIS + COFINS + ICMS)

Valor a ser cobrado do Consumidor =

0,32908 R$/kWh 1-(0,98% + 4,28% + 25%)

Valor a ser cobrado do Consumidor =

0,32908 R$/kWh 1-(0,0098 + 0,0428 + 0,25)

= 0,47281 R$/kWh

Se os tributos e a CIP no incidissem sobre as tarifas de energia eltrica, o consumidor da RGE considerado no exemplo pagaria uma fatura de R$ 34,95, ou seja, deixaria de pagar R$ 18,11.

Alm disso, como se pode observar, a forma de clculo por dentro demonstra, na realidade, que as alquotas do ICMS e do PIS/COFINS no so simplesmente a soma destas (30,21%), mas acabam, por fora de lei, aumentadas e transformam-se, na prtica, em uma alquota de 43,3%.

Somente em 2006, de acordo com as demonstraes financeiras, a RGE recolheu cerca de R$ 594 milhes a ttulo de PIS/COFINS e ICMS.

O que ocorreu na reviso de 2003?

A previso de realizao da reviso tarifria est na Lei n 8.987/1995 e na clusula stima do Contrato de Concesso 013/1997. Em abril de 2003, foi realizada a Reviso Tarifria da RGE, quando o equilbrio econmico-financeiro da concesso foi analisado pela primeira vez. Foram, ento, estabelecidos os custos operacionais eficientes e os investimentos realizados com prudncia pela empresa, itens que compem a parcela B da receita da concessionria.

Na ocasio, os valores solicitados pela RGE para cobrir seus custos operacionais, a remunerao e a depreciao dos investimentos realizados resultariam na aplicao de um ndice de 32,80% na reviso tarifria. Mas a ANEEL no utiliza somente as informaes fornecidas pela concessionria na definio desses custos. A Agncia realiza sua prpria avaliao para tentar evitar a transferncia de valores e

investimentos indevidos para a tarifa. Dessa forma, aps anlises e clculos, foi definido um ndice provisrio de reposicionamento tarifrio para a RGE de 27,36%, a ser revisto no ano seguinte, pois a base de ativos da concessionria ainda no tinha sido aprovada pela ANEEL. Assim, em 2004, aps aprovao da base de remunerao da RGE, o ndice de reposicionamento tarifrio foi recalculado para 27,96%, sendo a diferena de 0,6 ponto percentual compensada no reajuste seguinte.

O quadro abaixo mostra a variao das parcelas A (34,85%) e B (17,30%), integrantes da receita da RGE, de 2002 para 2003.

Reviso Tarifria - 2003

Parcela A34,85%

Parcela B17,30%

Destaca-se que no mbito do processo de reviso tarifria, a ANEEL realiza audincias pblicas para colher subsdios e informaes adicionais para o aprimoramento dos atos regulamentares responsveis pela homologao das revises de tarifas. Em 2003, por exemplo, quando houve a primeira reviso tarifria da RGE, a ANEEL realizou a Audincia Pblica 009/2003 em Caxias do Sul (RS), em 20 de maro. Os resultados dessa audincia, assim como as notas tcnicas que instruram a primeira reviso de tarifas da RGE, so pblicos e podem ser obtidos na pgina da ANEEL na Internet, no Espao do Consumidor/Audincias/Consultas/Frum.

POR QUE A PARCELA A TEVE ACENTUADO AUMENTO NA REVISO TARIFRIA DE 2003?

Em geral, a Parcela B que tem aumento significativo na reviso tarifria, enquanto o crescimento da Parcela A mantm-se nos patamares dos reajustes anuais. Isso acontece porque, na reviso, o equilbrio econmico-financeiro da concesionria analisado pela primeira vez, desde a assinatura do contrato, e na maioria dos casos se constata que a concesso operava abaixo do nvel de equilbrio econmico.

No caso da RGE, a Parcela A que cresceu significativamente em razo da elevao dos encargos setoriais em 19%, dos encargos de transmisso e distribuio, que subiram 28%, e, principalmente, pelo aumento da componente compra de energia em 45%, em funo da elevao do valor da energia comprada da Usina Trmica Uruguaiana, que uma das empresas geradoras que vendem energia para a RGE para que a distribuidora possa revender aos seus consumidores.

COMO SE DEU O CLCULO DO REAJUSTE DE 2007?

Em abril de 2007, a ANEEL aplicou, mais uma vez, o mecanismo de reajuste tarifrio anual, de acordo com o Contrato de Concesso n 013/1997 (clusula stima), que prev a periodicidade anual para o reajuste das tarifas de energia eltrica da concessionria, mediante emprego de frmula especfica.

Para aplicao do reajuste, a ANEEL calculou todos os custos no gerenciveis da RGE (parcela A) que foram repassados para a tarifa e corrigiu os custos constantes da parcela B pelo IGP-M, subtraindo-se o Fator X definido na Reviso Tarifria realizada em 2003. O resultado dos referidos clculos foi aprovado pela ANEEL por meio da Resoluo Homologatria n 452, de 18 de abril de 2007. Alm da resoluo, as notas tcnicas, o voto do Diretor-Relator e as planilhas de clculo esto disponveis na pgina da ANEEL na Internet, em Espao do Consumidor/'Tarifas/Consumidores finais.

Embora a RGE tenha solicitado ANEEL um reajuste tarifrio de 6,68%, o ndice mdio homologado pela Agncia foi de 6,05% e os novos valores passaram a vigorar a partir de 19 de abril de 2007. Esse percentual, no entanto, representa a correo da receita da concessionria. Para os consumidores em baixa tenso, como os residenciais, as tarifas foram reajustadas em 0,18%.

A parcela A (custos no gerenciveis que a RGE apenas repassa para a tarifa) aumentou 4,24% de 2006 para 2007. Esse aumento no foi mais elevado devido diminuio em 11,91% dos encargos setoriais, dentre eles a CCC, reduzida

em 41,40%, e o Encargo de Servios do Sistema (ESS), que diminuiu 106%, apesar da variao bastante significativa, em sentido contrrio, do PROINFA, que aumentou 66,44%, e das compras de energia, que tiveram elevao de 8,20% entre 2006 e 2007. Merece destaque o impacto que esse ltimo componente da Parcela A teve no ndice de reajuste total da RGE: dos 6,05% totais, 4,05% se devem aquisiao de energia para revenda, ou seja, um impacto superior metade do ndice em razo do aumento dos montantes adquiridos Usina de ITAIPU, em atendimento a comando legal, e do aumento da tarifa da AES Uruguaiana, uma das empresas geradoras que vendem energia para a RGE, devido Portaria MME n 188/2006.

No clculo do ndice de Reajuste Tarifrio tambm foi considerado o percentual de 0,313% referente ao impacto da implantao do Programa Nacional de Universalizao do Acesso e Uso da Energia Eltrica e do Programa Luz para Todos (posteriormente explicados).

Reajuste Tarifrio - 2007

Parcela A4,24%

Parcela B2,63%

O QUE A UNIVERSALIZAO DO SERVIOS DE ENERGIA ELTRICA?

A universalizao do acesso e uso da energia foi instituda pela Lei n 10.438/2002, com o objetivo de levar energia a todos os domiclios no pas (urbanos e rurais).

Pela legislao, coube ANEEL o papel de estabelecer as etapas e prazos para o alcance da universalizao, o que aconteceu com a publicao da Resoluo n 223/2003. Nela ficaram estabelecidas as condies gerais para elaborao dos Planos de Universalizao de Energia Eltrica das concessionrias de energia visando ao atendimento de novas unidades consumidoras residenciais com carga instalada de at 50 kW, atendidas em baixa tenso.

Com a Resoluo, a ANEEL regulamentou a lei que instituiu a universalizao, bem como suas alteraes posteriores, constantes das leis n 10.762/2003 e n 10.848/2004. A resoluo fixou ainda as responsabilidades das conces-sionrias e permissionrias de servio pblico de distribuio de energia eltrica.

Os custos da universalizao so de responsabilidade da distribuidora, com reflexos nas tarifas de energia. Inicialmente, a meta era concluir a universalizao em 2015, prazo antecipado para 2008 com a criao do Programa Luz Para Todos, no final de 2003.

O que o Programa Luz para Todos?

O Governo federal criou, pelo Decreto n 4873 de 2003, o Programa Luz Para Todos, com o objetivo de levar energia populao do meio rural de baixa renda. Coordenado pelo Ministrio de Minas e Energia (MME), o programa antecipou de 2015 para 2008 as metas para o fornecimento de energia eltrica parcela da populao do meio rural brasileiro que ainda no possua acesso a esse servio pblico.

Em decorrncia, foram firmados Termos de Compromisso entre concessionrias de distribuio de energia e o Ministrio de Minas e Energia (MME). Por essa razo, a ANEEL, por meio da Resoluo n 175/2005, antecipou as metas de universa-lizao de modo geral.

Para implementao e custeio dos Planos de Universalizao de Energia Eltrica das concessionrias de energia no mbito do Luz para Todos, foi prevista a alocao de recursos pelo Governo federal, provenientes da Conta de Desenvolvimento Energtico (CDE), na forma de subveno, da Reserva Global de Reverso (RGR), na forma de financiamento, dos governos estaduais e recursos prprios da concessionria de distribuio. No caso da rea de concesso da RGE, 50 % do investimento no Luz para Todos realizado com aportes da CDE, 15 %, com recursos da RGR, enquanto 20 % so aplicados pelo estado e os 15% restantes so da empresa.

A ENERGIA DA RGE MAIS CARA QUE NO RESTO DO BRASIL?

O valor da tarifa de energia aplicada aos consumidores alterado de acordo com as caractersticas de cada rea de concesso. Verifique, na ilustrao abaixo, as tarifas residenciais das distribuidoras do pas, com vigncia vlida em 10 de julho de 2007.

Concessionria B1 - Residencial (R$/kWh)

CEMIG-D

CELTINS

CFLCL

UHENPAL

CLFM

CHESP

COOPERALIANA

ELFSM

ELEKTRO

SULGIPE

COELBA

AMPLA

CEMAR (Interligado)

ENERSUL (Interligado)

0,43364

0,43315

0,42854

0,41928

0,41176

0,40186

0,38557

0,37979

0,37865

0,37640

0,37504

0,36964

0,36443

0,35973

CPEE 0,35763

COCEL 0,35629

CERON 0,35577

IENERGIA 0,35549

CEPISA 0,35388

FORCEL 0,35269

SAELPA 0,35179

CSPE 0,34931

CLFSC 0,34739

HIDROPAN 0,34371

DEMEI 0,34295

CELPE 0,33822

ELETROACRE 0,33792

CPFL Paulista 0,33782

DMEPC 0,33752

COELCE 0,33338

EFLJC 0,33326

ESCELSA 0,33040

RGE 0,32974

0,32881

CEAL

EEVP

0,32324

0,31874

LIGHT 0,31869

CELESC 0,31685

CPFL Piratininga 0,31591

CELG 0,31219

BANDEIRANTE 0,31106

ENERGIPE 0,31018

CELPA (Interligado) 0,30811

ELETROCAR 0,30741

CFLO 0,30258

EEB 0,30189

Boa Vista 0,30101

MUX Energia 0,29975

CENF 0,29807

AES-SUL 0,29117

COSERN 0,28797

EFLUL 0,28511

CELB 0,28426

CEEE 0,28099

CNEE 0,27460

MANAUS ENERGIA 0,27376

CAIU 0,26889

CER 0,26689

CJE 0,26109

CEAM 0,25868

COPEL-DIS 0,25555

CEB-DIS 0,24953

ELETROPAULO 0,24606

JARI 0,23862

CEA 0,20841

CEMAT (Interligado)

Os

valo

res

refe

rem

-se

s t

arif

as h

om

olo

gad

as p

ela

AN

EE

L e,

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po

sto

s.

COMO A QUALIDADE DO SERVIO DE ENERGIA ELTRICA PRESTADO PELA RGE?

O quadro abaixo apresenta os indicadores de qualidade do servio prestado pela RGE, sob o aspecto de continuidade (DEC e FEC), apurados no ano de 2006, versus a meta estabelecida pela ANEEL, que o valor mximo admissvel para a prestao do servio. Quando no cumprida, pode resultar em multa para a concessionria. No caso da RGE, a durao das interrupes no fornecimento (DEC) foi de 19,92 horas em 2006, valor 0,7% menor que a meta de 20,06 horas estipulada pela ANEEL para a empresa. No caso da freqncia (FEC), o nmero apurado foi de 12,36 interrupes no fornecimento, valor 34,6% menor que a meta de 18,89 interrupes determinada pela Agncia.

Meta Apurado

DEC e FEC RGE - 2006

20,0618,89

19,92

12,36

DEC FEC

A ANEEL J FISCALIZOU A RGE?

Para verificar a qualidade da prestao do servio de distribuio de energia eltrica, a ANEEL e a Agncia Estadual de Regulao dos Servios Pblicos de Delegados do Rio Grande do Sul (AGERGS) realizaram 24 fiscalizaes na RGE, desde 1999. Essas fiscalizaes resultaram na emisso de quatro autos de infrao, com aplicao de multas da ordem de R$ 6,4 milhes.

A ANEEL tambm realizou 13 fiscalizaes na empresa, desde 1999, para avaliar o aspecto econmico-financeiro da concesso, com aplicao de dois autos de infrao, com multas da ordem de R$ 10,7 milhes, em valores nominais.

O consumidor pode contribuir para a melhoria da fiscalizao da RGE ao apresentar sugestes durante a consulta pblica especfica, realizada no estado para discutir o Programa Anual de Fiscalizao da Concessionria, ao participar da pesquisa anual do ndice ANEEL de Satisfao do Consumidor (IASC) e ao registrar as reclamaes na Ouvidoria da ANEEL ou junto agncia estadual conveniada, no caso a AGERGS.

Os relatrios de fiscalizao so pblicos e se encontram na pgina da ANEEL na Internet.

A ANEEL possui representao no RS?

Sim. No Rio Grande do Sul, os consumidores da RGE contam com o apoio da Agncia Estadual de Regulao dos Servios Pblicos Delegados do Rio Grande do Sul (AGERGS), delegada da ANEEL para desempenhar as atividades de fiscalizao econmica e financeira da empresa e tambm dos servios prestados, para apurar e solucionar as demandas dos consumidores e para mediar conflitos provenientes da relao entre concessionria e consumidor. Alm disso, a agncia delegada deve ainda prestar apoio ao processo regulatrio e de outorgas, realizar aes de carter institucional, educacional e de comunicao social, bem como estimular a organizao e o funcionamento do Conselho de Consu-midores.

O princpio da descentralizao de atividades na administrao pblica est previsto no Decreto 200/1967. Entretanto, a Lei n 9.427/96, de criao da Agncia, faculta Unio a des-centralizao de atividades complementares de regulao, controle e fiscalizao dos servios e instalaes de energia de competncia da ANEEL. Essa delegao deve se dar por meio de convnio com unidades federativas que possuam servios tcnicos e administrativos competentes para realizao das tarefas. O convnio entre a AGERGS e a Agncia foi assinado em 1998, mas com a renovao, em 2004, deve vigorar at janeiro de 2009.

A agncia estadual pode ser contactada pela Ouvidoria, que atende pelo nmero 0800 9790066 e pelo e-mail [email protected] est apta a colaborar com informaes e a participar do processo de fiscalizao da RGE.

AGNCIA ESTADUAL DE REGULAO DOS SERVIOS PBLICOS DELEGADOS DO RIO GRANDE DO SUL

Teleatendimento: 9790066Endereo Eletrnico: www.agergs.rs.gov.br

Conselheiro-Presidente: Guilherme Socias VillelaConveniada em 02/12/1998

0800