Cartilha simples doméstico

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Fonte: Ministério da Previdência Social

Text of Cartilha simples doméstico

  • TRABALHADORES DOMSTICOS:

    DIREITOS E DEVERES

  • Edio revista em conformidade com as alteraes trazidas pela Lei Complementar n 150, de 1 de junho de 2015.Braslia - 2015 2015 Ministrio do Trabalho e Previdncia Social permitida a reproduo parcial desta obra, desde que citada a fonte.

    1 Edio: 1.000 exemplares dezembro 20042 Edio: 50.000 exemplares abril 20053 Edio: 50.000 exemplares janeiro 20074 Edio: 70.000 exemplares abril 20125 Edio: 10.000 exemplares abril - 20136 Edio: 100.000 exemplares outubro - 2015

  • SUMRIO

    INTRODUO_____________________________________________________CONCEITOS______________________________________________________ DIREITOS DO(A) EMPREGADO(A) DOMSTICO(A)_ _____________________ DEVERES DO (A) EMPREGADO(A) DOMSTICO(A) _____________________ OBRIGAES DO (A) EMPREGADOR(A) ______________________________ SIMPLES DOMSTICO _____________________________________________ DESCONTOS_____________________________________________________ INFORMAES IMPORTANTES PARA EMPREGADO(A) E EMPREGADOR (A) INFORMAES COMPLEMENTARES SOBRE RESCISO DO CONTRATO DE TRABALHO_______________________________________________________ ASSDIO MORAL E ASSDIO SEXUAL________________________________ ANEXOS_________________________________________________________ CONTRATO DE TRABALHO ________________________________________ CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDNCIA SOCIAL - CTPS ______________MODELOS DE RECIBOS E DOCUMENTOS _____________________________MAIS INFORMAES_______________________________________________

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  • APRESENTAO

    O Ministrio do Trabalho e Previdncia Social, em reconhecimento importncia da categoria dos trabalhadores domsticos no mer-cado de trabalho brasileiro, lana uma nova verso da cartilha Tra-balho Domstico Direitos e Deveres, publicada inicialmente em 2004.Esta cartilha, em sua 6 edio, foi revista e atualizada para con-templar os direitos previstos na Emenda Constitucional n 72, de 2 de abril de 2013, e na Lei Complementar n 150, de 1 de junho de 2015, estendidos aos(s) trabalhadores(s) domsticos(as) e tem a inteno de contribuir com trabalhadores e empregadores, reunindo em um nico documento as informaes sobre as normas legais dos domsticos com o intuito de melhorar e fortalecer as relaes trabalhistas.Dessa forma, esta edio uma resposta rpida e objetiva do Ministrio do Trabalho e Previdncia Social s recentes alteraes legislativas, cuidadosamente elaborada para esclarecer dvidas quanto aos direitos dos empregados domsticos.

    Miguel RossettoMinistro do Trabalho e Previdncia Social

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  • INTRODUO

    A Constituio Federal de 1988 foi alterada em 2013 e, a partir de ento, os(as) empregados(as) domsticos(as) passaram a gozar de direitos que ainda no usufruam, tais como: relao de emprego protegida contra despedida arbitrria ou sem justa causa; seguro-desemprego; FGTS; remunerao do trabalho noturno superior ao diurno; salrio famlia; fixao de jornada de trabalho remunerao do trabalho extraordinrio; reduo dos riscos inerentes ao trabalho; assistncia gratuita aos filhos e dependentes; reconhecimento das convenes e acordos coletivos; seguro contra acidente de trabalho; isonomia salarial, proibio de qualquer discriminao, proibio do trabalho noturno, perigoso ou insalubre ao menor de 18 (dezoito) anos. Alguns desses direitos passaram a ser aplicados de imediato, aps a publicao da Emenda Constitucional n 72/2013. Outros dependiam de regulamentao.

    Em razo disso, foi editada a Lei Complementar n 150, de 1 de junho de 2015, trazendo a nova regulamentao dos direitos dos(as) empregados(as) domsticos(as).Essa nova Lei, alm de regulamentar os direitos dos(as) empre-gados(as) domsticos(as), criou o Simples Domstico, que ir servir para simplificar o cumprimento das obrigaes dos empre-gadores domsticos, seja em relao prestao de informaes, elaborao dos clculos dos valores devidos aos(s) empre-gados(as) domsticos(as) e gerao da guia de recolhimento do FGTS e pagamento dos tributos incidentes sobre a relao de em-prego domstica.

    A utilizao do Simples Domstico ser feita mediante o acesso ao Mdulo do Empregador Domstico, integrante do eSocial, disponvel no Portal do eSocial: www.esocial.gov.br.

    O eSocial est preparado para realizar o clculo de diversos direitos de forma automatizada, tais como horas extras, faltas, descanso semanal remunerado, adicional noturno, dentre outros, e os descontos.

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  • A Lei Complementar n 150, de 2015, estabeleceu a aplicao, das Leis n 605, de 1949 (repouso semanal remunerado); n 4.090, de 1962, e n 4.749, de 1965 (ambas sobre gratificao natalina - 13 salrio), e n 7.418, de 1985 (vale transporte), observadas as peculiar-idades do trabalho domstico, e, tambm, a aplicao subsidiria da Consolidao das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei n 5.452, de 1 de maio de 1943. Sendo assim, as disposies da CLT podem ser aplicadas relao de emprego domstico sempre que houver lacuna na Lei Complementar n 150, de 2015, naquilo em que com esta no conflitarem.

    CONCEITOS

    EMPREGADOR DOMSTICO - Considera-se empregador(a) domsti-co(a) a pessoa fsica ou famlia que admite a seu servio, sem finalidade lucrativa, empregado(a) domstico(a).EMPREGADO DOMSTICO - Considera-se empregado(a) domsti-co(a) aquele(a) maior de 18 (dezoito) anos que presta servios de na-tureza contnua (frequente, constante), subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade no lucrativa pessoa ou famlia, no mbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana.Assim, o trao diferenciador do emprego domstico o carter no-econmico da atividade exercida no mbito residencial do(a) empregador(a). Nesses termos, integram a categoria os(as) seguintes trabalhadores(as): cozinheiro(a), governanta, mordomo, bab, lavador, lavadeira, faxineiro(a), vigia, piloto particular de avio e helicptero, motorista particular, jardineiro(a), acompanhante de idosos(as), entre outras. O(a) caseiro(a) tambm considerado(a) empregado(a) domstico(a) quando o local onde exerce a sua atividade no possui fina-lidade lucrativa.Como a lei definiu que o empregador domstico a pes-soa ou a famlia, h casos em que ser necessrio substituir o responsvel pelo contrato de trabalho. o caso, por exemplo, de uma empregada domstica que est registrada por um dos entes da famlia que vem a falecer ou afastar-se do ambiente familiar mas ela continua prestando servios para a mesma famlia. Nesse caso, ser necessrio substituir o responsvel pelo contrato de trabalho, sem alterao das demais condies pactuadas. Os procedimentos para essa substituio so feitos no aplicativo do Empregador Domstico, que est disponvel no stio eletrnico do eSocial (ver item Simples Domstico desta cartilha). Alm disso, devem ser feitas anotaes na CTPS do empregado, informando a substituio do responsvel pelo contrato de trabalho.

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  • DIREITOS DO(A) EMPREGADO(A) DOMSTICO(A)

    1. Carteira de Trabalho e Previdncia Social2. Salrio2.1. Salrio Mnimo2.2. Irredutibilidade salarial2.3. Isonomia salarial2.4. Proibio de prticas discriminatrias3. 13 (dcimo terceiro) salrio4. Remunerao do trabalho noturno5. Jornada de trabalho5.1. Remunerao do servio extraordinrio6. Repouso semanal remunerado7. Feriados civis e religiosos8. Frias9. Vale-transporte10. Aviso-prvio11. Relao de emprego protegida contra despedida arbitrria ou sem justa causa12. Fundo de Garantia do Tempo de Servio13. Seguro-desemprego14. Proibio de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos15. Reconhecimento das convenes coletivas e acordos coletivos de trabalho 16. Assistncia gratuita aos filhos e dependentes17. Reduo dos riscos inerentes ao trabalho18. Integrao Previdncia Social19. Estabilidade no emprego em razo da gravidez20. Licena gestante21. Licena paternidade22. Salrio-famlia23. Auxlio-doena24. Seguro contra acidentes de trabalho25. Aposentadoria

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  • 1 . CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDNCIA SOCIAL devi-damente anotada, com os dados do(a) empregador(a), especifican-do-se a data de admisso, salrio ajustado e celebrao de contrato por prazo determinado, se for o caso (artigo 9 da Lei Comple-mentar n 150, de 1 de junho de 2015).As anotaes devem ser efetuadas no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, aps a entrega da Carteira de Trabalho pelo(a) empregado(a), quando da sua admisso. A data de admisso a ser anotada corresponde do primeiro dia de trabalho, mesmo em contrato de experincia.

    2 . SALRIOSALRIO-MNIMO, IRREDUTIBILIDADE SALARIAL E ISONOMIA alm de legalmente assegurado, constitui crime sua reteno dolosa. Garantidas a irredutibilidade (salvo o disposto em conveno ou acordos coletivos) e a isonomia salariais, vedada, ainda, a diferena de salrios, de exerccio de funes e de critrio de admisso por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil e qualquer discriminao, relativamente a salrios e critrios de admisso ao() trabalhador(a) portador(a) de deficincia (artigo 7, pargrafo nico, da Constituio Federal).Para o caso de empregado(a) contratado(a) em tempo parcial, assim entendido aquele que trabalha at 25 horas semanais, devido o pagamento do salrio proporcional jornada trabalhada, desde que respeitado o valor do salrio mnimo horrio ou dirio (art. 3 da Lei Complementar n 150, de 2015).

    3 . 13 (DCIMO TERCEIRO) SALRIO esta gratificao con-cedida anualmente, em duas parcelas. A primeira deve ser paga, obrigatoriamente, entre os meses de fevereiro e novembro, no valor correspondente metade do salrio do ms anterior, e a segunda, at o dia 20 de dezembro, no valor da remunerao de dezembro, descontado o adiantamento feito (artigo 1 da Lei n 4090, de 13 de julho de 1962, e artigos 1 e 2 da Lei n 4.749, de 12 de agosto de 1965).Se o(a) empregado(a) quiser receber o adiantamento, por ocasio das frias, dever requerer no ms de janeiro do ano correspon-dente (artigo 2, 2, da Lei n 4.749, de 12 de agosto de 1965).

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