Cartilha sobre Alienação Parental

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Cartilha instrutiva sobre a Alienação Parental, com comentários a Lei 12.318/2010. Realização da Associação Brasileira Criança Feliz - ABCF

Text of Cartilha sobre Alienação Parental

  • ALIENAO

    PARENTAL LEI N 12.318/2010

    Volume I

  • 2

    ASSOCIAO BRASILEIRA CRIANA FELIZ ABCF

    CARTILHA SOBRE ALIENAO PARENTAL

    Volume I

    Fernanda Molinari Jorge Trindade

    Juliana Rodrigues de Souza Sergio de Moura Rodrigues

    Organizao

    Ana Brsolo Gerbase Fernanda Molinari

    Juliana Rodrigues de Souza Jorge Trindade

    Sergio de Moura Rodrigues Autor Diretor

    Autor - Colaborador Autores

    Direitos Autorais

    Associao Brasileira Criana Feliz

    1 Edio Outubro de 2013

    Distribuio Gratuita

  • 3

    APRESENTAO

    Viver aprender para ignorar menos; amar, para nos vincularmos a uma parte maior da humanidade (...).

    Jos Ingenieros

    Com essas palavras iniciais apresentamos ao nosso leitor a

    Cartilha sobre Alienao Parental, desenvolvida pela Associao

    Brasileira Criana Feliz.

    Acreditamos que unidos por um mesmo propsito, que a

    conscientizao da Alienao Parental, conseguiremos proteger

    crianas e adolescentes que sofrem com os malefcios que ela

    produz.

    Esta Cartilha, de forma simblica, representa o nosso desejo

    que os filhos recebam amor de ambos os pais, mesmo que

    separados.

    Dedicamos essa Cartilha a todas as crianas e

    adolescentes, razo principal de acreditarmos na possibilidade de

    um mundo melhor.

    A todos os pais, mes e familiares que sofrem com a

    Alienao Parental, para que sintam que no esto ss nessa

    caminhada.

    Desejamos uma boa leitura!

    Sergio de Moura Rodrigues Presidente da ABCF

    Fernanda Molinari

    Diretora da ABCF-RS

  • 4

    ASSOCIAO BRASILEIRA CRIANA FELIZ

    Rio Grande do Sul

    Viver acalentar sonhos e esperanas, fazendo da f a nossa

    inspirao maior. buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!

    Mario Quintana Mrio Quintana (1906-1994), poeta, tradutor e jornalista

    brasileiro, escreveu essa frase para enfatizar a importncia da f e da esperana em nossas vidas, sentimentos indispensveis para a conscientizao e combate da Alienao Parental.

    Nessa perspectiva, a Associao Brasileira Criana Feliz, atravs dos associados que integraram a diretoria do Estado do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre, trabalham com a finalidade de contribuir de alguma forma para a vida das pessoas, servindo como exemplo de motivao, determinao e esperana aos que passam por Alienao Parental.

    Nesses anos de existncia, a ABCF alcanou sucesso em sua tarefa de difundir conhecimentos sobre a Alienao Parental, Guarda Compartilhada e Mediao Familiar, graas dedicao e generosidade dos associados que integraram a diretoria do Estado do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre foi possvel realizarmos diversas atividades para alcanarmos nossos objetivos.

    Dentre as atividades que foram realizadas no nosso Estado podemos mencionar:

    Caminhada no combate a Alienao Parental e distribuio de folders na Redeno, Parque Moinhos de Ventos e Praa da Encol em Porto Alegre/RS;

    III Semana Porto-Alegrense de conscientizao da Alienao Parental, com participao na sesso ordinria da Cmara Municipal de Porto Alegre para tratar de Alienao Parental;

    I Semana Gacha de Conscientizao da Alienao Parental em Porto Alegre, que ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado;

    Entrevista na rdio Guaba em Porto Alegre para abordar assunto do Direito de famlia, qual seja a Alienao Parental;

    Palestra sobre Alienao Parental no II Frum da Famlia em Osrio/RS;

    II Encontro Nacional da Famlia ABCF, no Hotel Continental Business, em Porto Alegre/RS;

  • 5

    Palestra sobre Alienao Parental e a importncia da Guarda Compartilhada e da Mediao Familiar, na Faculdade So Judas Tadeu em Porto Alegre/RS, integrando o Projeto Sade Criana;

    Palestra sobre Alienao Parental na Cmara Municipal de Vereadores de Osrio/RS;

    Palestra sobre Alienao Parental, no Almoo em Famlia, promovido pelo IBDFAM/RS (parceiro institucional);

    Campanha Internacional Criana Feliz (responsabilidade por Porto Alegre e Ivoti);

    Participao especial no 33 Criana na Avenida, promovido pela ACC - Associao Cristvo Colombo, em Porto Alegre/RS;

    Elaborao da Cartilha sobre Alienao Parental; Elaborao de vdeos institucionais (Semana de

    Conscientizao e Campanha Internacional Criana Feliz). A nossa inteno reafirmarmos a importncia de

    conscientizarmos sobre a Alienao Parental, e nada disso seria possvel sem a presena de pessoas especiais que caminham conosco!

    As Diretorias do RS e de Porto Alegre agradecem a todos que esto unidos causa por amor e solidariedade, pois solidrios, seremos UNIO. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. JUNTOS, alcanaremos os nossos propsitos.

    Fernanda Molinari e Jorge Trindade Diretores da ABCF- RS Juliana Rodrigues de Souza Diretora da ABCF - Porto Alegre/RS

  • 6

    HOMENAGEM DA ABCF S

    CRIANAS E ADOLESCENTES

    Toda criana um testemunho da eternidade,

    uma certeza da renovao da vida, a portadora de um

    mistrio. Toda criana um ser humano, fisicamente

    frgil, mas com o privilgio de ser o comeo da vida,

    incapaz de se auto-proteger e dependente dos adultos

    para revelar suas potencialidades, mas, por isso

    mesmo, merecedora do maior respeito.

    DALLARI, D.; KORCZARK, J.

  • 7

    O QUE ALIENAO PARENTAL

    Fernanda Molinari

    Advogada e Mediadora Familiar

    Jorge Trindade Ps Doutor em Psicologia Forense

    Neste ltimo par de anos, talvez nenhum tema tenha sido

    to divulgado, em diferentes reas, quanto Alienao Parental.

    Pela perspectiva legal, considera-se ato de Alienao Parental a

    interferncia na formao psicolgica da criana ou do adolescente

    promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avs ou pelos

    que tenham a criana ou adolescente sob a sua autoridade, guarda

    ou vigilncia para que repudie genitor ou que cause prejuzo ao

    estabelecimento ou manuteno de vnculos com este. (Artigo 2

    da Lei 12.318/2010).

    A Alienao Parental consiste em programar uma criana

    para odiar, sem motivo, um de seus genitores at que a prpria

    criana ingresse na trajetria de desconstruo desse genitor.

    Num pressuposto de imaturidade e instabilidade emocional,

    o alienador utiliza o filho como instrumento de agressividade

    direcionada ao outro, principalmente quando padece de

    sentimentos de abandono e rejeio enquanto fantasmas de uma

    relao ainda no adequadamente resolvida atravs de um luto

    bem elaborado.

    A Alienao Parental possui muitos rostos e fala muitas

    lnguas. Pode manifestar-se de formas muito diferentes, mas todas

    elas configuram um abuso contra a criana, prejudicando seu

    desenvolvimento emocional saudvel e as relaes afetivas

    primordiais.

  • 8

    Na Alienao Parental, a lealdade ao alienador implica a

    deslealdade ao alienado, e o filho sofrer continuamente uma

    situao de dependncia e submisso s provas de lealdade,

    especialmente pelo medo de ser abandonado, pois a mais grave

    ameaa afetiva a de perda do amor dos pais.

    Nesse nvel de conflitualidade, o filho constrangido a

    escolher entre os genitores, o que est em total oposio ao seu

    desenvolvimento normal e saudvel.

    O genitor alienador luta para que a sua verdade seja a

    verdade tambm dos outros. Com o tempo, nem o alienador

    distingue mais a diferena entre verdade e mentira. A sua verdade

    passa a ser verdade para o filho, que vive com falsos personagens

    de uma falsa existncia,

    implantando-se, assim, falsas

    memrias.

    Resta-nos, pois, expressar

    nosso desejo de que, ao identificar

    a Alienao Parental, seja tambm

    possvel desvelar as mscaras que

    ela engendra.

  • 9

    COMO OCORRE A ALIENAO PARENTAL

    Juliana Rodrigues de Souza Advogada

    A prtica de Alienao Parental

    normalmente inicia quando o genitor ou

    responsvel pela criana ou

    adolescente dificulta e/ou impede as

    visitas ao outro genitor, causando prejuzo ao estabelecimento ou

    manuteno de vnculos com este.

    Os comportamentos que caracterizam a Alienao Parental

    so os mais variados possveis, e passaram a ser reconhecidos

    atravs dos dolorosos atos de afastamento que o alienador pratica

    contra seu filho em relao ao outro genitor.

    O artigo 2, pargrafo nico, da Lei n 12.318/2010, elencou

    um rol exemplificativo de situaes caracterizadoras de Alienao

    Parental, sendo elas:

    I- Realizar campanha de desqualificao da conduta do genitor no exerccio da paternidade ou maternidade

    Trata-se de uma situao, infelizmente, muito comum entre

    as pessoas, quando o alienador procura inviabilizar a convivncia

    com um dos pais, desqualificando a imagem do outro perante a

    criana ou o adolescente. Esses comportamentos so bem

    conhecidos, tais como:

    Fazer comentrios inconvenientes sobre presentes ou

    roupas compradas pelo pai/me;

    Dizer para o filho que o outro genitor no o ama;

    Criticar a competncia profissional e financeira do outro;

  • 10

    Recordar ou criar fatos (descaso, agresses, falso abuso)

    que gerem medo no filho;

    Condutas assim fazem o filho sentir-se desprotegido na

    companhia desse pai ou dessa me que sofre a acusao.

    II- Dificultar o exerccio da autoridade parental

    Mesmo que a guarda do filho esteja somente com um dos

    genitores, o outro tambm permanece com a autoridade parental.