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Cartografias Sociais, Terra e TerritórioHenri Acselrad

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  • Henri Acselrad,Andr Dumans GuedesLas Jabace Maia(Organizadores)

    Cartografias sociais,lutas por terra

    e lutas por territrio:um guia de leitura

    Rio de JaneiroIPPUR/UFRJ

    2015

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  • Copyright dos autores, 2015

    Coordenao editorial: Henri AcselradProjeto grfico: A 4 Mos Comunicao e Design Ltda.Capa: A 4 Mos Comunicao e Design Ltda, a partir da reproduo de exemplaresde mapas produzidos por grupos de moradores e trabalhadores no contexto do Projeto

    Nova Cartografia Social".

    Editorao eletrnica: A 4 Mos Comunicao e Design Ltda.CtP, impresso e acabamento: Armazm das Letras Grfica e Editora Ltda.

    ETTERN/IPPUR/UFRJ

    Prdio da Reitoria, sala 543

    Cidade Universitria, Ilha do Fundo

    CE 21941-590

    Rio de Janeiro RJ

    DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAO-NA-PUBLICAO (CIP)

    C328 Cartografias sociais, lutas por terra e lutas por territrio / Henri Acselrad,Andr Dumas Guedes, Las Jabace Maia (organizadores). Rio de Janeiro:Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa ePlanejamento Urbano e Regional, 2015.166 p. : 18 cm. (Coleo territrio, ambiente e conflitos sociais ; n. 5)

    Inclui bibliografia.ISBN 978-85-86136-11-5

    1. Cincias sociais e cartografia. 2. Sociologia e geomtica. 3.Sistemas de informao geogrfica. I. Acselrad, Henri. II. Guedes, AndrDumans. III. Maia, Las jabace. IV. Universidade Federal do Rio de Janeiro.Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional.

    CDD: 301

    Apoio:

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  • Sumrio

    Apresentao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

    Introduo: o debate sobre cartografiae processos de territorializao - anotaes de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . 8Henri Acselrad

    Seo I: Cartografias, Cincia,Conhecimento(s) e Representaes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30

    Texto 1: David TurnbullMasons, Tricksters and Cartographers (I) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31

    Texto 2: David TurnbullMapping the World. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37

    Texto 3: David TurnbullMasons, Tricksters and Cartographers (II). . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

    Texto 4: David TurnbullMasons, Tricksters and Cartographers (III) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43

    Seo 2: Os Poderes dos Mapas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47

    Texto 5: Laura HostetlerQing Colonial Enterprise . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47

    Texto 6: David TurnbullMasons, Tricksters and Cartographers (IV) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52

    Texto 7: Karl Offen e Jordana DymMapping Latin America . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57

    Texto 8: Walter MignoloDilogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64

    Texto 9: Gregory KnappEthnic Mapping . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68

    Texto 10: Bjrn SlettoMapping the Pemon Homeland . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69

    Seo 3: Campesinato, Terra e Modernizao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74

    Texto 11: Moacir PalmeiraModernizao da Agricultura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74

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  • Texto 12: Lygia SigaudEfeito da Tecnologia sobre as Comunidades Rurais . . . . . . . . . . 80

    Texto 13: Jos de Souza MartinsFrentes Pioneiras, Camponeses e Indgenas na Fronteira . . . . . 88

    Seo 4: Modernidade, Cultura e Identidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93

    Texto 14: Marshall SahlinsO Pessimismo Sentimental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93

    Texto 15: David Maybury-LewisVivendo o Leviat . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101

    Texto 16: David HarveyCondio Ps-Moderna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105

    Seo 5: Do Campesinato s Comunidades Tradicionais . . . . . . . . . . . . . 111

    Texto 17: Mauro AlmeidaNarrativas Agrrias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111

    Texto 18: Alfredo Wagner de AlmeidaTerras de Uso Comum. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116

    Texto 19: Mauro AlmeidaSobre os Seringueiros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122

    Texto 20: Bruce AlbertO Ouro Canibal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129

    Texto 21: Eliane Cantarino ODwyerQuilombos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140

    Texto 22: Rodolfo StavenhagenLand and Territory. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143

    Seo 6: Desenvolvimento, Meio ambiente e Territrio . . . . . . . . . . . . . 147

    Texto 23: Roberto SalvianiBanco Mundial e Povos Indgenas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147

    Texto 24: Karl OffenTerritorial Turn in Colombia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153

    Texto 25: Alfredo Wagner de AlmeidaAgroestratgias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159

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  • Apresentao

    Este volume situa-se em um conjunto de investigaes maisamplas centradas nas iniciativas de automapeamento territorialpor sujeitos coletivos organizados que usam a produo aut-noma de mapas para reivindicar direitos territoriais especficos. Taisinvestigaes vm sendo desenvolvidas desde 2008, sob a coordena-o de Henri Acselrad no Laboratrio Estado, Trabalho, Territrio eNatureza (ETTERN-IPPUR/UFRJ).No estudo das experincias brasileiras dessas cartografias sociais,

    pudemos perceber como elas eram na maior parte das vezes protago-nizadas por povos e comunidades tradicionais, evocando a noo deterritrio e se servindo dela e das tcnicas de mapeamento sobretudocomo forma de defender e preservar os espaos e recursos associadosa seus modos de vida. Tais modalidades de resistncia se justificamprincipalmente pelo avano de projetos governamentais e iniciativasempresariais relacionados produo de commodities agrcolas e mine-rais, produo de energia ou a grandes obras de infraestrutura.Diante da crescente visibilidade, fora e capacidade de articulaodesses movimentos evidenciadas tambm por aquelas tantas estra-tgias que vm buscando desmobiliz-los parecia-nos necessriorelacionar e comparar essas formas de organizao coletiva a outrosprocessos de politizao daquilo que, a princpio, identificvamoscomo populaes rurais. Desde meados do sculo passado, lembra-mos, o campo brasileiro tornou-se o espao daqueles movimentossociais que, exigindo a reforma agrria, lutam pelo direito universal terra. As lutas por terra e lutas por territrio, pensadas atravs dascomplexas relaes que associam (e, por vezes, afastam) tais reivindi-caes, consistem no debate orientador desse volume.Enquanto objetos de investigao das cincias sociais, estas duas

    problemticas foram em grande medida construdas de forma disso-

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  • ciada, sendo alvo de esforos tericos em separado por distintos pes-quisadores da rea: de um lado, temos a questo das demandas porterra por parte de grupos camponeses fundados na tradio do traba-lho familiar; e, de outro, estamos diante das demandas por territriopor parte de grupos indgenas e de outros povos e comunidades deten-tores de modos de vida, culturas materiais e formas de uso da terra tra-dicionais e particulares, privilegiados analiticamente tambm em fun-o destas especificidades. Esses esforos tericos paralelos e poucodialgicos entre si foram simultneos a movimentos, tambm parale-los, de elaborao de estratgias polticas pouco comunicantes entreaqueles atores que lutam pela reforma agrria e os que lutam peladelimitao, proteo e demarcao de seus territrios.Colocamo-nos, a partir da, uma srie de questes: como se deu e

    se d, e como se pensou e se pensa, a demarcao entre camponesese/ou trabalhadores rurais e comunidades tradicionais (e.g. ndios,remanescentes de quilombos, extrativistas)? Que diferenas, tenses,mediaes e transies relacionam e separam as reivindicaes porterra e as reivindicaes por territrio, bem como as respectivas iden-tidades associadas a estas lutas? A crescente visibilidade e fora dasdemandas territoriais est vinculada ao enfraquecimento e perdade legitimidade do projeto da reforma agrria clssica?Motivados por tais perguntas e instigados por nossas investigaes

    empricas mergulhamos em uma extensa literatura que transita pordiferentes campos disciplinares. A vastido dessa literatura e esseleque de diferentes disciplinas coberta por ela so, por si s, indciosde quo complexa e interessante a problemtica de pesquisa que tra-amos ao longo dos ltimos anos. Nesse sentido, e com o intuito deampliar o dilogo, decidimos publicar o presente volume: queremoscompartilhar com o leitor algumas das questes e instigaes que vmnos guiando e ainda apresentar a ele prprio a oportunidade de refle-tir a partir destes textos que tanto tm nos estimulado. Justifica-seda a opo pelo formato assumido pelo presente livro, que segue oestilo dos readers, mais comuns no exterior do que aqui no Brasil:selecionamos algumas do que consideramos leituras-chave, delas

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    CARTOGRAFIAS SOCIAIS: UM GUIA DE LEITURA

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  • extraindo (e produzindo, portanto) aqueles que nos pareceram ser ostrechos mais relevantes para pensar nos