Cemit©rios Sustentveis

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Cemitérios Sustentáveis. Profª. Erica G.B.F.Bortolotti Abril 2009. Pesquisa. Professor Alberto Pacheco , do departamento de Geociências da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Pesquisas das Águas Subterrâneas (Cepas). - PowerPoint PPT Presentation

Text of Cemit©rios Sustentveis

  • Cemitrios SustentveisProf. Erica G.B.F.Bortolotti

    Abril 2009

  • PesquisaProfessor Alberto Pacheco, do departamento de Geocincias da Universidade de So Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Pesquisas das guas Subterrneas (Cepas).

    Gelogo e professor Lezro Marques Silva, da Universidade So Judas Tadeu SP.

  • AbordagemAspectos da ContaminaoLegislaoMedidas MitigadorasEstudo de CasoVdeo

    Conotaes culturais e religiosas diversas que devem ser respeitadas

  • Aspectos da ContaminaoQumicaBiolgicaRadioativa

    SoloArguaPesquisas revelam que em 600 cemitrios do Pas, cerca de 75% poluem o Meio AmbienteFontes de contaminao - Processo de Decomposio:

    NecrochorumeGasesMetais Pesados

    - Flores

  • Necrochorume

    Lquido da decomposio de um corpo, que eliminado durante o primeiro ano aps o sepultamento.

    Um cadver adulto de 70 kg libera em mdia 30 L de necrochorume.

    um lquido viscoso, de cor acinzentada a acastanhada, cheiro acre e ftido,polimerizvel (tendncia a endurecer).

    Formado por 60% de gua, 30% de sais minerais e 10% de substncias orgnicas, duas delas altamente txicas: a putrescina e a cadaverina.

    Podem estar presentes no necrochorume os patognicos, como bactrias e vrus, agentes transmissores de doenas (febre tifide, paratifide, hepatite infecciosa e outras) .

    Vazamento de necrochorume no Cemitrio Vila Nova Cachoeirinha, localizado em terrenos pr-cambrianos, zona norte do municpio de So Paulo.

  • Putrescina e CadaverinaSo molculas orgnicas txicas - aminas Tambm conhecidas como alcalides cadavricos. So produzidas pela hidrlise protica durante a putrefao de tecidos orgnicos .Ambas tm odores muito desagradveis. Um meio ideal para a proliferao de microorganismos e de doenas.Solubilidade em gua.C4H12N2C5H14N21,5-diaminopentano 1,4-diaminobutano Slido venenosoLquido venenoso xaroposo

  • Contaminao BiolgicaEsses microorganismos podem proliferar num raio superior a 400 metros do cemitrio. Fungos, Bactrias e Vrus Adveco: so arrastada pelo meio em movimento (gua ou ar). Adsoro: retidos em partculas como argila, xidos e matria orgnica.

    Os microorganismos se movimentam atravs do Poros do soloCondies de sobrevivncia: pH, temperatura, tempo, nutrientes, hospedeiro, etc.

  • Contaminao Biolgica>Bactrias Heterotrficas

    >Bactrias Proteolticas: ttano, botulismo, Salmonelose, etc.

    >Bactrias lipolticas

    >Coliformes Totais e Fecais: Gastroenterites

    >Clostrdios sulfito-redutores: intoxicao alimentar

    Enterovrus: Infeces do corao, meningite, hepatite A, refriado, poliomelite, etc.

    Adenovrus: Gastroenterite, pneumonia, hepatite, etc.

    O necrochorume pode carregar em si bactrias e vrus que causaram a morte da pessoa.

  • Contaminao Biolgica - CasoEm 1879 em Paris: muitos casos de febre tifide.

    Contaminao microbiolgica da gua subterrnea utilizada para consumo humano.

    Causa: efluentes lquidos cadavricos.

  • Alteraes Fsico-Qumicas da guaVariaes de pH

    > Salinidade

    < OD (Oxignio Dissolvido)

    > na concentrao de:ons bicarbonatocloreto e dos metais ferro, alumnio, chumbo e zinco

    NBR 13.895

  • Gases

    Gs sulfdrico: H2SMercaptanasDixido de carbono: CO2 Metano: CH4 Amnia: NH3 Fosfina: PH3 Cemitrio de Santa Isabel, em Belm - Par .Gases

  • FloresAgrotxicos

    Contaminao solo e guas subterrneas

  • Contaminao Radioativa Presena de radioatividade num raio de 200 metros das sepulturas de cadveres que em vida foram submetidos a radioterapia ou que receberam marca-passos cardiolgicos, alimentados com fontes radioativas.

    Materiais radioativos so mveis na presena de gua, por isto pessoas que fazem este tipo de tratamento, deveriam ser cremadas e suas cinzas dispostas como lixo atmico.

  • Legislao

    Os cemitrios horizontais e verticais a serem implantados no Brasil tero que requerer Licena Ambiental para funcionarem.

    A Resoluo estabelece critrios mnimos que devem ser integralmente cumpridos na confeco dos projetos de implantao, como forma de garantir a decomposio normal do corpo e proteger as guas subterrneas da infiltrao do necrochorume.

    proibida a instalao de cemitrios em reas de Preservao Permanente ou em outras que exijam desmatamento de Mata Atlntica primaria ou secundria, em estgio mdio ou avanado de regenerao, em terrenos que apresentam cavernas, ou rios subterrneos, em reas de manancial para abastecimento humano, bem como naquelas que tenham seu uso restrito pela legislao vigente, ressalvadas as excees legais previstas.

    Os cemitrios j existentes tiveram 180 dias aps aquela data para se adequarem s exigncias junto dos rgos ambientais competentes.

    Poucos cemitrios atenderam solicitao do CONAMA. Cabe informar que o no cumprimento da Resoluo implicar em sanes penais e administrativasResoluo CONAMA 335 de 3 ABRIL de 2003

  • Medidas MitigadorasAvaliao das condies geolgicas - tipo de solo

    Avaliao das condies hidrogeolgicas - profundidade

    Distncia entre 1,5 2 m da gua subterrnea

    reas de drenagem do necrochorume

    Tratamento

    Controle das emisses gasosas

    Monitoramento das guas subterrneas e solo

  • Cemitrio Parque So Pedro - Curitiba

    o nico no Brasil que possui poos de monitoramento e uma malha de drenagem superficial e profunda que abrange os seus 120 mil m2 de rea.

    Este sistema de drenagem, proposto por um EIA-RIMA conduz a gua dos jazigos "necrochorume" para o filtro biolgico, impedindo com isso, a contaminao do lenol fretico e dos rios da regio.

    Por essas caractersticas ele reconhecido como "o primeiro cemitrio ecolgico do pas".

    o nico do mundo a receber a certificao ISO 14001.

    Com isso, o cemitrio alcanou um padro de qualidade que servir de referencial para as demais empresas deste ramo no pas e no mundo.

    Estudo de Caso Cemitrio Parque So Pedro

  • Estudo de Caso Cemitrio Parque Nossa Senhora da Conceio Fundado em 10 de julho de 1.969

    rea de 150 mil metros quadrados

    22 mil sepulturas

    21.975 esto abaixo do solo

    225 acima do solo (lculos verticais)

    Cemitrio Pblico

    Ossos esto dispostos ao ar livre, junto aos restos de varrio, capina e poda das rvores do Cemitrio.

  • Vista area da regio

  • Crematrio1 Crematrio Empresa Delc Ambiental Ltda.

    Custo em torno de R$ 3,5 milhes

    rea de cerca de 3 mil metros quadrados

    Trs salas de velrio com ante-salas, ambientes para descanso, lanchonete e caf, recepo, administrao e anfiteatro com capacidade para 200 pessoas para o ato ecumnico antes da cremao

    Vai dispor ainda de cmaras frias, estacionamento e ambulatrio

    Sistema de sonorizao que poder ser utilizado pela famlia no momento da despedida

    Forno de alta potncia

    Desvantagens:

    - S na ndia, 50 milhes de rvores so cortadas, anualmente, para alimentar a queima de cadveres, emitindo 8 milhes de toneladas de carbono.

    16% das emisses de mercrio, no Reino Unido, so provenientes da queima das obturaes dentrias em crematrios.

    E deve crescer em 25% at 2020.

  • Referncias BibliogrficasResoluo no 335, de 3 de abril de 2003, Conselho Nacional do Meio Ambiente, Brasil.

    Norma Tcnica L1.040 Implantao de Cemitrios, CETESB, 1999, SP.

    Bolvar, A.Matos (2001); Avaliao da ocorrncia e do transporte de microrganismos no aqfero fretico do Cemitrio de Vila Nova Cachoeirinha, Municpio de So Paulo; Tese de Doutorado, Instituto de Geocincias, USP, So Paulo, SP.

    Pequeno Marinho, A.M.C. (2003); Cemitrios e a contaminao das guas subterrneas; Anais VII Congresso Brasileiro de Sade Coletiva, Braslia, D.F., v.8, suplemento 1, p.399 Poster PT836.

    BRAZ, V.; BECKMANN; COSTA E SILVA, L. (2000) Integrao de resultados bacteriolgicos e geofsicos na investigao da contaminao de guas por cemitrios. In: CONGRESSO MUNDIAL INTEGRADO DE GUAS SUBTERRNEAS, 1., Fortaleza, 2000. Anais. Fortaleza, ABAS. 1 CD-ROM.

    RAZERA FILHO, A. Relatrio final de construo de poos de monitoramento e ensaios de permeabilidade no Cemitrio Municipal de Santa Cndida. Curitiba: SMMA,1999.

    SILVA, M. A influncia dos Cemitrios no Meio Ambiente. I forum SINCEPAR Cemitrios - Impacto Ambiental. Curitiba, 1999a.

    SILVA, M. Cremao: mtodo alternativo para a disposio de cadveres. So Paulo: Universidade So Judas Tadeu, 1999b.

    SILVA, M. Cemitrios: fonte potencial de contaminao dos aqferos livres. Revista Saneamento Ambiental, So Paulo, n. 71, 2000.

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101991000100010

    http://www.biossegurancahospitalar.com.br/pagina1.php?id_informe=56&id_texto=53

    http://superabril.com.br - abril/2008

    http://www.mundosustentavel.com.br:80/globo181107.asp

    http://www.campinas.sp.gov.br/setec/cemitrios/conceicao/

    Jornal Correio popular: 13 de maro de 200615 de maio de 2008

  • Fim!A morte inevitvel, mas a contaminao no!!!http://video.msn.com/video.aspx?mkt=pt-br&vid=5c9f3558-dedd-4cde-b3a2-740f7889260d