CESPE Exercicios D Penal Marcelo Daemon Blocos 1 Ao 9 Apostila Completa ALTERADA

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  • 1Direito PenalQuestes CESPE/UNB

    Prof. Marcelo Daemon

    Bloco I - Aplicao da Lei Penal

    Bloco I - Aplicao da Lei Penal

    1) Prova: CESPE - 2012 - TC-DF - Auditor deControle ExternoSegundo os princpios que regem a lei penal notempo, a nova lei penal, independentemente deser mais ou menos benfica ao acusado, seraplicada aos fatos ocorridos a partir do momentode sua entrada em vigor, mas a lei revogada,desde que mais benfica ao acusado, continua aser aplicada a fato anterior, ou seja, a fatopraticado durante o perodo de sua vigncia.

    2) Prova: CESPE - 2012 - PC-CE - Inspetor dePolcia Civil

    Se o presidente do STF, em viagem oficial Itlia,for agredido por manifestante contrrio suapresena naquele pas, resultando-lhe ferimentosgraves, a essa hiptese aplicar-se- a lei penalbrasileira de forma incondicionada, com base noprincpio da universalidade, ou da justiauniversal.

    3) Prova: CESPE - 2012 - PC-CE - Inspetor dePolcia - Civil

    Aplica-se a novatio legis in mellius aos fatosanteriores, ainda que decididos por sentenacondenatria transitada em julgado, sem que hajaviolao regra constitucional da preservao dacoisa julgada.

  • 24) Prova: CESPE - 2008 - PC-TO - Delegado dePolcia

    Considere que um indivduo seja preso pelaprtica de determinado crime e, j na fase daexecuo penal, uma nova lei torne mais branda apena para aquele delito. Nessa situao, oindivduo cumprir a pena imposta na legislaoanterior, em face do princpio da irretroatividade dalei penal.

    5) Prova: CESPE - 2008 - PC-TO - Delegado dePolcia

    Na hiptese de o agente iniciar a prtica de umcrime permanente sob a vigncia de uma lei, vindoo delito a se prolongar no tempo at a entrada emvigor de nova legislao, aplica-se a ltima lei,mesmo que seja a mais severa.

    6) Prova: CESPE - 2011 - TJ-ES - Analista Judicirio- Direito - rea Judiciria especficos

    Uma das funes do princpio da legalidade refere-se proibio de se realizar incriminaes vagas eindeterminadas, visto que, no preceito primrio do tipopenal incriminador, obrigatria a existncia dedefinio precisa da conduta proibida ou imposta,sendo vedada, com base em tal princpio, a criao detipos que contenham conceitos vagos e imprecisos.

    7) Prova: CESPE - 2011 - TJ-ES - AnalistaJudicirio - Direito - rea Judiciria - especficos

    Considere que um indivduo pratique dois crimes, emcontinuidade delitiva, sob a vigncia de uma lei, e,aps a entrada em vigor de outra lei, que passe aconsider-los hediondos, ele pratique mais trs crimesem continuidade delitiva. Nessa situao, de acordocom o Cdigo Penal, aplicar-se- a toda a sequnciade crimes a lei anterior, por ser mais benfica aoagente.

  • 38) Prova: CESPE - 2011 - TRE-ES - AnalistaJudicirio - rea Judiciria - Especficos

    A lei penal que beneficia o agente no apenasretroage para alcanar o fato praticado antes desua entrada em vigor, como tambm, emborarevogada, continua a reger o fato ocorrido aotempo de sua vigncia.

    9) Prova: CESPE - 2011 - TRE-ES - AnalistaJudicirio - rea Judiciria - Especficos

    Lugar do crime, para os efeitos de incidncia da leipenal brasileira, aquele onde foi praticada aao ou omisso, no todo ou em parte, bem comoaquele onde se produziu ou, no caso da tentativa,teria sido produzido o resultado.

    10) Prova: CESPE - 2011 - STM - AnalistaJudicirio - rea Judiciria - Especficos

    O direito penal brasileiro adotou expressamente ateoria absoluta de territorialidade quanto aplicao da lei penal, adotando a exclusividadeda lei brasileira e no reconhecendo a validez dalei penal de outro Estado.

    Direito PenalQuestes CESPE/UNB

    Prof. Marcelo Daemon

    Bloco II Teoria do Crime(Fato Tpico, Ilicitude, Culpabilidade e Punibilidade)

  • 4Bloco II Teoria do Crime(Fato Tpico, Ilicitude,Culpabilidade e Punibilidade):

    1) Prova: CESPE - 2009 - SEJUS-ES - AgentePenitencirio

    A tipicidade, elemento do fato tpico, acorrespondncia entre o fato praticado pelo agente e adescrio de cada espcie de infrao contida na leipenal incriminadora, de modo que, sem tipicidade, noh antijuridicidade penal, pois, comportadas asexcluses legais, todo fato tpico antijurdico.

    2)Prova: CESPE - 2009 - DPE-AL - DefensorPblico

    So elementos do fato tpico culposo: conduta,resultado involuntrio, nexo causal, tipicidade,ausncia de previso, quebra do dever de cuidadoobjetivo por meio da imprudncia, negligncia ouimpercia e previsibilidade subjetiva.

    3) Prova: CESPE - 2009 - DPE-AL - DefensorPblico

    Quanto punio do delito na modalidadetentada, o CP adotou a teoria subjetiva.

    4) Prova: CESPE - 2009 - DPE-AL - DefensorPblico

    Segundo a teoria da tipicidade conglobante, oordenamento jurdico deve ser considerado comoum bloco monoltico, de forma que, quando algumramo do direito permitir a prtica de uma condutaformalmente tpica, o fato ser consideradoatpico.

  • 55) Prova: CESPE - 2009 - DPE-ES - Defensor Pblico

    Considere a seguinte situao hipottica. Alberto,pretendendo matar Bruno, desferiu contra este um disparode arma de fogo, atingindo-o em regio letal. Bruno foiimediatamente socorrido e levado ao hospital. No segundodia de internao, Bruno morreu queimado em decorrnciade um incndio que assolou o nosocmio. Nessa situao,ocorreu uma causa relativamente independente, de formaque Alberto deve responder somente pelos atos praticadosantes do desastre ocorrido, ou seja, leso corporal.

    6) Prova: CESPE - 2009 - DPF - Agente daPolcia Federal

    So elementos do fato tpico: conduta, resultado,nexo de causalidade, tipicidade e culpabilidade, deforma que, ausente qualquer dos elementos, aconduta ser atpica para o direito penal, maspoder ser valorada pelos outros ramos do direito,podendo configurar, por exemplo, ilcitoadministrativo.

    7) Prova: CESPE - 2009 - DPE-AL - DefensorPblico

    Considere a seguinte situao hipottica. Antnio,com inteno homicida, envenenou Bruno, seudesafeto. Minutos aps o envenenamento, Antniojogou o que supunha ser o cadver de Bruno em umlago. No entanto, a vtima ainda se encontrava viva,ao contrrio do que imaginava Antnio, e veio afalecer por afogamento. Nessa situao, Antnio agiucom dolo de segundo grau, devendo responder porhomicdio doloso qualificado pelo emprego de veneno.

    9) Prova: CESPE - 2010 - DPE-BA - DefensorPblico

    Na tentativa perfeita, ou tentativa propriamentedita, o agente no consegue praticar todos os atosexecutrios necessrios consumao do crime,sendo o processo executrio interrompido porinterferncias externas, alheias vontade doagente.

  • 610) Prova: CESPE - 2004 - Polcia Federal - AgenteFederal da Polcia Federal - Nacional

    Marcelo, com inteno de matar, efetuou trs tiros emdireo a Rogrio. No entanto, acertou apenas umdeles. Logo em seguida, um policial que passava pelolocal levou Rogrio ao hospital, salvando-o da morte.Nessa situao, o crime praticado por Marcelo foitentado, sendo correto afirmar que houve adequaotpica mediata. Bottom of Form

    11) Prova: CESPE - 2008 - STF - AnalistaJudicirio - rea Judiciria

    Ocorre tentativa incruenta quando o agentedispara seis tiros em direo vtima sem, noentanto, causar qualquer leso na vtima ou emqualquer outra pessoa, por erro na execuo.

    12) Prova: CESPE - 2010 - ABIN - OFICIALTCNICO DE INTELIGNCIA - REA DEDIREITO

    A desistncia voluntria e o arrependimentoeficaz, espcies de tentativa abandonada ouqualificada, provocam a excluso da adequaotpica indireta, respondendo o autor pelos atos atento praticados, e no, pela tentativa do delitoque inicialmente se props a cometer.

    13) Prova: CESPE - 2010 - MPU - Analista -Processual

    No sistema penal brasileiro, o arrependimentoposterior, a desistncia voluntria e oarrependimento eficaz so causas obrigatrias dediminuio de pena, previstas na parte geral doCdigo Penal, exigindo-se, para sua incidncia,que o fato delituoso tenha sido cometido semviolncia ou grave ameaa pessoa.

  • 714) Prova: CESPE - 2010 - ABIN - OFICIALTCNICO DE INTELIGNCIA - REA DE DIREITO

    A natureza jurdica do arrependimento posterior decausa facultativa de reduo de pena, pois, noscrimes cometidos sem violncia ou grave ameaa pessoa, reparado o dano ou restituda a coisa, at orecebimento da denncia ou da queixa, por atovoluntrio do agente, a pena poder ser reduzida deum a dois teros.

    15) Prova: CESPE - 2011 - STM - AnalistaJudicirio - Execuo de Mandados -Especficos

    No ordenamento jurdico nacional, admitem-se, deforma expressa, as causas supralegais deexcluso de antijuridicidade.

    16) Prova: CESPE - 2010 - ABIN - OFICIALTCNICO DE INTELIGNCIA - REA DE DIREITO

    Alm das causas legais de excluso da ilicitudeprevistas na lei, h, ainda, as chamadas causassupralegais de excluso da ilicitude, verificadas, porexemplo, no caso de uma me furar a orelha de suafilha para a colocao de um brinco, a situao queconfigura um fato tpico, embora a genitora noresponda pelo delito de leso corporal, visto que atuaamparada pela excluso de ilicitude.

    17) Prova: CESPE - 2011 - STM - AnalistaJudicirio - rea Judiciria - Especficos

    Por expressa disposio legal, no h crimequando o agente pratica o fato no exerccioregular de direito ou em estrito cumprimento dedever legal.

  • 818) Prova: CESPE - 2010 - ABIN - OFICIALTCNICO DE INTELIGNCIA - REA DEDIREITO

    O estrito cumprimento do dever legal, causa deexcluso da ilicitude, consiste na realizao de umfato tpico por fora do desempenho de umaobrigao imposta diretamente pela lei, nocompreendendo a expresso dever legal aobrigao prevista em decreto ou regulamento.

    19) Prova: CESPE - 2010 - ABIN - OFICIALTCNICO DE INTELIGNCIA - REA DE DIREITOConsidere a seguinte situao hipottica. Ana estavapasseando com o seu co, da raa pitbull, quando,por descuido, o animal soltou-se da coleira e atacouuma criana. Um terceiro, que passava pelo local,com o intuito de salvar a vtima do ataque,