ciência e técnica - ?· NORMAS DE INVENTÁRIO Ciência e Técnica ‑ Normas Gerais TEXTO Paulo Ferreira…

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cinciae tcnica

UNIO EUROPEIA

Fundo Europeu deDesenvolvimento Regional

incia tcnica

normasde inventrio

NORMAS GERAIS

N O R M A S D E I N V E N T R I O

Cincia e Tcnica Normas Gerais

T E X T O

Paulo Ferreira da CostaInstituto dos Museus e da Conservao, I.P.Marta Sanches da CostaInstituto de Investigao Cientfica Tropical

C O O R D E N A O D E E D I O

Departamento de Patrimnio ImaterialInstituto dos Museus e da Conservao, I.P.

A P O I O

Teresa CamposCarla QueirsLcia AlegriasHenrique Nunes

C O N C E P O E E X E C U O G R F I C A

tvm designers

P R I M P R E S S O E I M P R E S S O

DPI Cromotipo

Instituto dos Museus e da Conservao. Todos os direitos reservados1. edio, 20101000 exemplares

ISBN n. 9789727764259

Depsito legal n. 321121/10

A G R A D E C I M E N T O S

Cmara Municipal de Estremoz

Cmara Municipal da Goleg

Museu de Cincia da Universidade de Coimbra

Museu de Cincia da Universidade de Lisboa

Instituto Geogrfico Portugus

Instituto de Investigao Cientfica Tropical

Instituto Superior de Agronomia

Instituto Superior de Engenharia do Porto

Museu Carlos Machado

Prof. Marta C. Loureno (MC-UL)

Sociedade de Geografia de Lisboa

7A P R E S E N T A O

APRESENTAO

A publicao do presente Caderno assinala um importante momento do percurso do MATRIZ, que em 2010, atravs da disponibilizao da sua verso 3.0, v as suas funcionalidades largamente ampliadas, no apenas para as coleces de Cincia e Tcnica e as de Histria Natural, mas para diversos tipos de fundos documentais largamente representados nos acervos dos museus portugueses, entre diversas outras frentes em que se consubstancia a actualizao deste programa de referncia do Ministrio da Cultura para o estudo e a gesto de coleces.

O significado do presente caderno igualmente importante para o IMC, enquanto produtor e difusor de normativos e boas prticas para o inventrio do patrimnio cultural mvel nacional, pois decorre da parceria estabelecida com o Instituto de Investigao Cientfica Tropical com vista ao apoio ao inventrio da diversidade de coleces que este organismo veio a constituir ao longo dos mais de 125 anos da sua existncia, como as de arqueologia e etnografia, mas tambm as que resultam de prticas tcnico cientficas nos muitos domnios que a sua actividade recobre, como a botnica, a zoologia, a mineralogia, etc.

A diversidade dos acervos deste Laboratrio do Estado constituiu, alis, uma importante mais valia para a adaptao do MATRIZ s coleces de Cincia e Tcnica, dada a amplitude de problemas e necessidades especficas que os mesmos colocam, e para os quais o desenvolvimento da respectiva ficha de inventrio do MATRIZ veio dar resposta, sempre na perspectiva de se constituir como soluo mais alargada aos diversos projectos, em curso ou ainda a desenvolver futuramente, no mbito do inventrio de coleces congneres, quer elas se integrem em museus, quer em antigos liceus, universidades, laboratrios e centros de investigao, empresas, etc.

8 C I N C I A E T C N I C A

O trabalho que as presentes Normas consubstanciam tambm um feliz exemplo dos resultados que podem ser obtidos na elaborao de propostas para inventrio de coleces com a implicao de recursos humanos escassos, mas com inegvel energia e dedicao. Por tudo isto, aqui fica, pois, o nosso sincero agradecimento ao Instituto de Investigao Cientfica Tropical, que imediata e entusiasticamente abraou o desafio que lhe lanmos para participar na elaborao do presente Caderno de Normas de Inventrio, em particular Dr. Marta Costa, pela sua colaborao concreta neste projecto, e cujo resultado agora partilhado com os profissionais de museus portugueses implicados no estudo, inventrio e documentao de coleces de Cincia e Tcnica.

A Direco do IMC

Joo Carlos BrigolaFilipe MasCarenhas serra

graa Filipe

UMA PARCERIA DURVEL

A preservao e documentao do patrimnio da cincia so essenciais para a histria da cincia. No que toca investigao cientfica tropical realizada desde 1883 por instituies que antecederam o Instituto de Investigao Cientfica Tropical, este conhecimento envolve directamente os Pases Africanos de Lngua Oficial Portuguesa e TimorLeste. Noventa anos depois, com a integrao do Arquivo Histrico Ultramarino e do Jardim Botnico Tropical, o interesse das coleces histricas e cientficas do IICT passou a incluir o Brasil.

Por fora da deciso tomada no Conselho de Ministros da Cincia e Tecnologia da CPLP realizado no Rio de Janeiro em Dezembro de 2003, os outros pases da comunidade lusfona devem ter acesso s referidas coleces. A sua especificidade exige terminologias e conceitos prprios, sendo fundamental a cooperao entre diferentes reas disciplinares. A confluncia entre as coleces resultantes da actividade da Comisso de Cartografia, incluindo inmeras misses cientficas, e a documentao guarda do Arquivo Histrico Ultramarino aproxima as instituies da cultura s da cincia e ensino, neste caso especfico de memria secular a que j chamei lusofonia global para evocar a sua origem na primeira globalizao.

Neste sentido, a presena do Ministrio da Cultura no Conselho de Orientao do IICT desde 14 de Dezembro de 2005, representado pelo Instituto dos Museus e da Conservao, tem sido fundamental na desejada confluncia. O volume comemorativo Viagens e Misses Cientficas nos Trpicos 18832010, editado no quadro do centenrio da Repblica em colaborao com a CPLP e o IMC a est para o demonstrar.

A partilha de conhecimento e de objectivos comuns atravs da articulao entre cincia e cultura tropicais j estava prevista

no Decreto Lei de n. 248/89, de 8 de Agosto, mas s se comeou a concretizar depois da celebrao de um Protocolo entre o IICT e o IMC de 5 de Julho de 2005. Para responder ao compromisso estabeleceuse em 2005 uma parceria com o Instituto dos Museus e Conservao, no mbito do Programa Interministerial de Tratamento e Valorizao do Patrimnio, com o objectivo de articular procedimentos e normas de interveno sobre as coleces, nomeadamente no mbito da sua inventariao e informatizao. A adopo do Programa MATRIZ para as coleces etnogrficas e arqueolgicas do IICT foi o primeiro passo, capitalizando a experincia e o conhecimento firmados pelos museus portugueses nestas duas disciplinas. Por outro lado, e ainda que este Laboratrio de Estado no integre nenhum museu, compartilha com estas instituies o objectivo da salvaguarda e difuso do patrimnio, tendo contribudo com a experincia da sua actividade cientfica, com valncias quer em cincias naturais quer nas cincias sociais, para o alargamento das funcionalidades do Programa MATRIZ s coleces de Cincia e Tcnica. Este trabalho de colaborao no teria sido possvel sem a orientao e o entusiasmo do Dr. Paulo Ferreira da Costa, actual Director do Departamento de Patrimnio Imaterial do IMC, que desde o incio se empenhou na concretizao deste projecto.

Certo de que a diversidade e especificidade das coleces histricas e cientficas que chamamos CH&C no IICT tiveram impacto na elaborao do presente caderno de Normas, realo a maisvalia para os vrios institutos e profissionais da cultura e da cincia da CPLP que ilustra a produo em portugus de normas e boas prticas para o inventrio e documentao de coleces.

O Presidente do IICT

Jorge Braga de MaCedo

13A P R E S E N T A O

P R E F C I O 15

I N V E N T R I O D E C O L E C E S D E C I N C I A 24

E T C N I C A : C O N T E X T O S, F R O N T E I R A S,

L G I C A S C L A S S I F I C AT R I A S

TECNOLOGIAS DA INFORMAO EM MUSEUS: 24PARA UMA CRONOLOGIA DO MATRIZ

QUESTES DE PERSPECTIVA 39

LGICAS E NVEIS DE CLASSIFICAO TIPOLGICA 49

CATEGORIA 51

SUBCATEGORIA 53

ESTUDO, DOCUMENTAO E INVENTRIO DE COLECES 57

I D E N T I F I C A O 65

NMERO DE INVENTRIO 65

CLASSIFICAO 66

PROPRIEDADE 66

DENOMINAO 67

OUTRAS DENOMINAES 70

TTULO 71

D E S C R I O 73

M A R C A S E I N S C R I E S 76

A U T O R I A 77

P R O D U O 79

D ATA O 84

I N F O R M A O T C N I C A 85

D I M E N S E S 88

C O N S E R VA O 89

RECOMENDAES 90

O R I G E M / H I S T O R I A L 91

FUNO INICIAL/ALTERAES 91

HISTORIAL 91

R E C O L H A 96

I N C O R P O R A O 97

L O C A L I Z A O 97

B I B L I O G R A F I A 98

E X P O S I E S 99

M U LT I M D I A 100

D O C U M E N TA O A S S O C I A D A 101

O B S E R VA E S 102

VA L I D A O 102

R E L A E S 103

CONJUNTOS/ELEMENTOS DO CONJUNTO 103

INFORMAO ASSOCIADA 106

B I B L I O G R A F I A 113

R E C U R S O S O N L I N E 120

A N E X O S 128

MATRIZ FICHA DE INVENTRIO PARA CINCIA E TCNICA 129

CLASSIFICAO DE DOMNIOS CIENTFICOS E TECNOLGICOS 132

15P R E F C I O

PREFCIO

As Normas de Inventrio de Cincia e Tcnica, que aqui se apresentam, fazem parte do trabalho normativo que tem vindo a ser desenvolvido na sequncia da introduo do sistema Matriz nos museus do Instituto dos Museus e da Conservao (IMC). Apesar de naturalmente se destinarem sobretudo aos utilizadores do MATRIZ, a primeira vez que em Portugal se publicam normas relativas a acervos de cincia e tcnica. Elas constituem assim, e por si s, um importante e muito necessrio contributo para a reflexo da comunidade museolgica portuguesa sobre as especificidades conceptuais e terminolgicas do patrimnio cientfico e tcnico.

Rece