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CINESIOLOGIA . I ~ E~"""~ ~ MUSCULAÇAO

Cinesiologia e musculação

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CINESIOLOGIA. I ~

E~"""~

~

MUSCULAAO

L732c

Lima, Cludia Silveira Cinesiologia e musculao / Cludia Silveira Lima, Ronei Silveira Pinto. - Porto Alegre: Artmed, 2006. 188 p. ; 25 em. ISBN 978-85-363-0527-1 1. Esportes - Anlise do movimento. COU 796.012:796.015.52 Catalogao na publicao: Jlia Angst Coelho - CRB 10/1712 I. Pinto, Ronei Silveira. 11. Ttulo.

CLUDIA

SILVEIRA LIMA

Professora de Cinesiologia da Escola de Educao Fsica da UFRGS Mestre em Cincias do Movimento Humano pela Escola de Educao Fsica da UFRGS Doutoranda em Educao Fsica na Escola de Educao Fsica e Esporte da Universidade de So Paulo

RONEI

SILVEIRA

PINTO

Professor da Escola de Educao Fsica da UFRGS Mestre em Cincias do Movimento Humano pela UFRGS Doutorando da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Tcnica de Lisboa, Portugal

CINESIOLOGIA

MUSCULAAO

E

Reimpresso

2007

2006

Artmed Editora SA,

2006

Capa: Gustavo Macri Fotos: Igor Ferrasso da Silva Ilustraes: Carlos Soares

Preparao de originais: Laura de Souza vila Leitura final: Clvis Victria Junior Superviso editorial: Cludia Bittencourt eletrnica: TIPOS design grfico editorial

Projeto grfico e editorao

Reservados todos os direitos de publicao, ARTMED EDITORA SA Av. Jernimo de Ornelas, 670 - Santa na 90040-340 Porto Alegre RS Fone (51) 3027-7000 Fax (51) 3027-7070

em lngua portuguesa,

proibida a duplicap.ou reproduo deste volume, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrnico, mecnico, gravao, fotocpia, distribuio na Web e outros), sem permisso expressa da Editora.SO PAULO Av. Anglica, 1091 - Higienpolis 01227-100 So Paulo SP Fone (11) 3665-1100 Fax (11) 3667-1333 SAC 0800 703-3444 IMPRESSO NO BRASIL

PRINTED IN BRAZIL

APRESENTAAOo estudodo movimento do corpo humano tem despertado o interesse de cientistas e artistas h sculos. Segundo Michael White (2000), em seu livro Leonardo: o primeiro cientista, Leonardo da Vince dissecava cadveres com finalidades cientficas e artsticas. Existem tambm evidncias, segundo o livro de David Spence (2004), Grandes artistas: vida e obra, de que Michelangelo acrescentava ao seu talento natural de pintor e escultor o estudo da anatomia humana. Desde a Renascena, os fenmenos da ativao eltrica muscular e da contrao muscular vm sendo gradativamente melhor compreendidos. Com os avanos tecnolgicos, passou a ser possvel registrar a atividade eltrica produzida por msculos durante contraes voluntrias. A eletromiografia constitui-se, hoje, em uma ferramenta indispensvel queles que se dedicam ao estudo da anlise do movimento, embora com diferentes objetivos, como: avaliao das aes musculares, treinamento fsico-desportivo, reabilitao ou controle motor. Assim, no que se refere ao estudo da funo muscular, muito do que no passado era teoricamente preconizado em termos da participao muscular em um determinado gesto ou exerccio pode agora ser verificado por meio da eletromiografia. A atividade fsica, por sua vez, passou a ser considerada agente de sade, tanto no sentido preventivo como no corretivo. Vrios conceitos foram aperfeioados nos ltimos tempos, e alguns mesmo reformulados, O treinamento de fora um deles. Com base em fundamentos fisiolgicos, fora hoje uma grandeza fsica importante, a qual pode e deve ser desenvolvida desde a infncia at idades avanadas. Tudo uma questo de adequao e dosagem dos exerccios aos limites de cada praticante. A prtica da musculao, conseqentemente, aumentou de forma substancial o nmero de adeptos, existindo uma considervel quantidade de literatura disponvel no mercado. A proposta deste livro, no entanto, diferente: tratase da reunio da experincia de dois competentes e dedicados profissionais que atuam nas reas da musculao - cinesiologia e reabilitao -, Ronei Silveira Pinto e Cludia Silveira Lima, com os conhecimentos que ambos detm na rea da eletromiografia. Assim conseguiram produzir uma obra diferenciada. O livro, portanto, no apenas apresenta exerccios de musculao e discute teoricamente a participao muscular envolvida nos mesmos, mas registra, com traados eletromiogrficos de tima qualidade, a participao de importantes msculos em cada um dos exerccios. No , portanto, apenas mais um livro, mas sim uma obra que no pode, absolutamente, ser desconsiderada por aqueles que se interessam pela Cincia da Musculao.

ANTNIO CARLOS STRINGHINI GUIMARES Professor de Cinesiologia da ESEFUFRGS Mestre em Biomecnica Doutor em Cinesiologia pela Universidade de lowa, EUA pela Universidade de Calgary, Canad

,

PREFACIO

A tarefa de escrever um livro, apesar de ser um privilgio, pressupe muitas horas de trabalho, abdicao temporria da companhia de familiares e de muitas horas de descanso, determinao no cumprimento das tarefas essenciais consecuo do "produto final", tudo em nome do desejo de oferecer a colegas profissionais algumas das idias que estruturam o nosso pensamento em relao determinada rea do conhecimento, neste caso, a Cinesiologia Aplicada ao Movimento Humano. No longo caminho que percorremos na produo deste Clneslotoie e museu/ao, desde sua concepo - durante um curso que ministramos no Programa de Educao Fsica Continuada oferecido pela Escola de Educao Fsica da UFRGS -, passando pelos primeiros ensaios de registro dos sinais eletromiogrficos (EMG), at a orientao dos ltimos desenhos, passaram-se alguns anos. O texto original, escrito em Porto Alegre, sofreu algumas alteraes e foi intensamente discutido via Internet entre dois continentes. Durante esse percurso, vrios acontecimentos marcaram nossas vidas. Partimos de Porto Alegre em busca de novas aventuras acadmicas, sendo "recebidos" por So Paulo e Lisboa. Ampliamos nosso horizonte pessoal e profissional. Presenciamos o crescimento e a evoluo do Matheus e da Gabriela, filhos especiais. Assisti mos o nasci mento to esperado da Amanda. Tivemos que suportar a partida de um amigo especial, o querido Guima. Fomos obrigados a agentar a distncia e a saudade da nossa Escola-me, a ESEF. Em todo esse percurso, sempre contamos com a motivao.e o apoio incondicional de nossos companheiros, Jorge e Margaret. Enfim, muitas coisas mudaram, mas fica a nossa certeza de que as idias apresentadas neste livro esto amadurecidas e prontas para serem divulgadas. Finalmente, dirigimos nossos sinceros agradecimentos a algumas das pessoas que colaboraram no projeto e execuo deste livro: Aline Tamborindeguy e ao Fabrcio Cadore, que, com muita pacincia, submeteram-se s sesses de fotos; aos professores Michel Brentano e Lucimere Bohn, com a colaborao de Eduardo Cadore e Bianca de Azevedo, pela ajuda sempre providencial no registro e tratamento dos sinais EMG; ao Carlos Soares, que, com muita competncia, fez os desenhos que auxiliam a compreenso das informaes; equipe da Artmed Editora, que, com muita habilidade e tolerncia, estruturou a apresentao do livro; e, finalmente, direo da Artmed, pelo investimento nas nossas idias. Desejamos que esta obra seja apreciada pelos leitores e que possa se constituir em ferramenta til de trabalho!

OS AUTORES

SUMRIO1

Anlise de movimentoAspectos Aspectos neurofisiolgicos biomecnicos 11 13

2

Membros

superiores24 32 36 40 50 58 64 68 76 82 88 96

Supino Remada alta Remada baixa Voador direto (frontal) Voador invertido (dorsal) Puxadas Puxada inclinada Elevao lateral Desenvolvimento incompleto Rosca bceps Rosca trceps Rotao externa

(meio desenvolvimento)

3

Membros

inferiores104 114 120 126 134 140 146 150 156

Extenso do joel ho Flexo do joelho Leg press Agachamento Flexo plantar Cadeira abdutora Cadeira adutora Glteo Flexo do quadril

4

ColunaAbdom i nais Extensores da coluna lombar Flexo lateral 160 172 178

Referncias ndice

bibliogrficas

183 185

captulo

1

ANLISE DE MOVIMENTO

Aspectos neurofisiolgicos o treinamento de fora atualmente uma

das modalidades de atividade fsica mais praticadas pela populao em geral. Crianas, jovens, adultos e idosos, de ambos os sexos, esto engajados em programas de treinamento de fora com fins estticos ou preventivos e, em nmero mais reduzido, mas ainda assim representativo, com o objetivo de melhorar o desempenho esportivo. A manipulao das variveis agudas relacionadas ao treinamento de fora, entre as quais a seleo e a ordem dos exerccios, a intensidade e-o volume da carga, a freqncia de treino e o intervalo entre os exerccios e as sries (Kraemer e Ratames, 2004), constitui um dos principais aspectos a ser controlado para o xito do programa. A seleo dos exerccios executados em equipamentos ou com pesos livres , em princpio, baseada na anlise detalhada do(s) movimento(s) articular(es) e da musculatura envolvida. No entanto, a parcela de contribuio de cada msculo para a realizao dos diferentes exerccios no clara e objetivamente conhecida, o que torna a anlise de movimentos globais ainda mais subjetiva e capaz de comprometer a elaborao adequada de um programa de treino (Matheson e cols., 2001). Portanto, a identificao da cadeia cintica nos diferentes exerccios essencial para a organizao e prescrio adequada do processo de treino. Uma vez controlado esse aspecto, o equilbrio articular, a postura corporal, o desempenho motor especfico e at mesmo objetivos estticos, entre outros, ficam mais resguardados. Em relao anlise qualitativa da participao pelo menos seis mtodos utilizados: muscular em movimentos especficos, h

A partir da anlise dos pontos de insero do msculo e da direo das suas fibras, determinar a relao mecnica exercida sobre o esqueleto e o conseqente movimento articular. Esse sistema constitui-se em uma anlise terica. A partir da dissecao executados. Estimular eletricamente do cadver, tracionar o msculo e observar os movimentos realizados.

um msculo e observar os movimentos

Em indivduos que perderam a funo de determinados cia na fora, na postura e nos movimentos resultantes.

msculos, estudar a influn-

Essas tcnicas so de aplicao limitada in vivo e, principalmente, as trs primeiras no possibilitam determinar as aes musculares sinrgicas. Alm das tcnicas mencionadas, h duas tcnicas de anlise das aes musculares aplicadas in vivo: Determinar a funo muscular por meio da palpao dos msculos durante a execuo do movimento, procurando identificar quais so os msculos envolvidos.

captulo

1

Analisar a ativao muscular mediante a captao do estmulo eltrico enviado pelo sistema nervoso, o qual gera a contrao do msculo. Essa tcnica denominada eletromiografia (EMG).

Entre as tcnicas citadas, a EMG a mais aceita na comunidade cientfica para a anlise da funo muscular. A EMG ser utilizada como forma de ilustrao da ativao muscular nos captulos a seguir. importante o entendimento tcnico do sinal eletromiogrfico.

a msculo

esqueltico formado por fibras musculares agrupadas em unidades motoras (UM), compostas por fibras com caractersticas semelhantes e inervadas pelo mesmo neurnio motor. A contrao muscular proveniente da ativao de vrias UM, e a intensidade dessa contrao depende do nmero de UM acionadas e da freqncia dos impulsos eltricos enviados para cada uma delas.

a sinal

eltrico que se propaga pelas unidades motoras diante de uma contrao muscular captado e representado graficamente pela EMG, permitindo, dessa forma, identificar os msculos ativados durante um determinado exerccio e representando, ainda que de forma indireta, a intensidade da contrao muscular. Sobre esse aspecto, cabe salientar que, apesar da existncia de vrios estudos que correlacionam o trabalho mecnico muscular e a EMG, no consenso na literatura a relao linear entre EMG e fora muscular. Alguns estudos apontam para o fato de a linearidade ocorrer com maior intensidade em contraes isomtricas, o que no acontece sob contraes dinmicas. Entre as variveis que podem afetar a linearidade esto includas: a morfologia do msculo avaliado - composio de fibras lentas e rpidas e ngulo de penao dessas fibras -; a preparao e a colocao dos eletrodos na pele; o comprimento muscular; a velocidade e o tempo de execuo do movimento; a fadiga muscular; as condies de treinamento dos sujeitos submetidos tcnica, bem como as caractersticas mecnicas da carga externa. A captao do sinal EMG pode ser realizada de duas formas: atravs de eletrodos de superfcie ou de eletrodos de profundidade (agulha ou fio). Limitao importante dos eletrodos de profundidade o fato de a tcnica ser invasiva, restringindo-se mais a estudos de natureza clnica. A maioria das pesquisas envolvendo EMG realizada com eletrodos de superfcie. Apenas os msculos superficiais so monitorados. Com isso, a anlise da participao muscular nos diferentes exerccios, utilizando essa tcnica, apenas parcial. Isso porque os msculos profundos envolvidos no movimento no podem ser monitorados. Entre os fatores que interferem no sinal EMG j citados anteriormente, a carga externa e o comprimento muscular exercem um papel importante. Este ltimo afeta o sinal em funo da participao dos componentes elsticos do msculo na contrao muscular e da possibilidade de menor ou maior ligao entre as protenas contrteis. Quanto maior o alongamento muscular, maior a contribuio do componente elstico e menor a contribuio das pontes cruzadas proticas. A EMG no capta o trabalho mecnico produzido pelo componente elstico. A relao que se estabelece outra: medida que aumenta a participao desse componente e diminui a participao das pontes cruzadas, o sinal EMG diminui. Por outro lado, quanto maior o encurtamento muscular, maior a sobreposio de pontes cruzadas e, portanto, maior a dificuldade de produo de trabalho mecnico. Torna-se necessrio o recrutamento de maior nmero de UM. Conseqentemente, observa-se maior magnitude do sinal EMG.

D

anlise de movimento

No que se refere carga externa dos equipamentos, a sobrecarga imposta aos msculos provoca a ativao de maior nmero de UM e tambm aumenta a freqncia de disparo dos estmulos eltricos, elevando a amplitude do sinal EMG. Da mesma forma, a sobrecarga estimula a ativao no s de msculos considerados motores primrios em certos movimentos, mas tambm a ativao dos msculos de ao secundria para os mesmos movimentos. Portanto, a sobrecarga modifica a sinergia muscular na maioria dos movimentos. Outro aspecto importante a ser ressaltado em relao EMG a impossibilidade de comparao de sinais EMGs de msculos diferentes, observada pela diferena na rea de seco transversa muscular, na composio e no ngulo de penao das fibras desses msculos. A nica possibilidade aceita para essa comparao pela normalizao do sinal EMG, ou seja, a partir da mensurao de seu sinal mximo em cada msculo e posterior relativizao do sinal avaliado em determinado movimento. Aps esse breve esclarecimento sobre a EMG, passamos a descrever a forma como a EMG foi utilizada com fins ilustrativos no decorrer dos prximos captulos. A captao do sinal EMG foi realizada com um mesmo sujeito nos diferentes exerccios ou nas diferentes variaes do mesmo exerccio. Os eletrodos de superfcie foram posicionados sobre o ventre muscular e no foram retirados do local at que as coletas necessrias para comparao desse msculo nos diferentes exerccios fossem concludas. A relao entre a representao grfica da EMG e a carga externa foi observada para efeito de algumas consideraes apresentadas, tendo sido, para tanto, controlados a padronizao na preparao e na colocao dos eletrodos, o tempo de realizao dos movimentos, o comprimento muscular inicial, bem como a carga externa. Esta ltima foi estabelecida atravs do teste de uma repetio mxima (1 RM), que, segundo Knutgen e Kraemer (1987), a mxima carga movimentada com tcnica adequada e em toda a amplitude do movimento especfico. Nas situaes em que se procurou comparar a ativao muscular entre as variaes do mesmo exerccio, a aquisio dos sinais foi realizada com a carga mxima (1 RM) desses exerccios e com o mesmo tempo de execuo padronizado em seis segundos (divididos igualmente entre as fases concntrica e excntrica). A quantificao do sinal EMG foi realizada por meio do procedimento rool mean square (RMS), que mede o comportamento do sinal eltrico registrado em um tempo especfico, que, nesse caso, foi de seis segundos. Sero mencionadas no texto as situaes em que a aquisio do sinal no seguiu esse padro. O valor RMS foi utilizado por ser um dos aspectos analisados na EMG que se relaciona com a intensidade de ativao muscular.

Aspectos

biomecnicos

Alguns aspectos da biomecnica manifestam-se de forma muito caracterstica no treinamento de fora. Um dos principais diz respeito aos sistemas de alavancas, representados tanto em segmentos corporais como em equipamentos. Para melhor compreender algumas questes discutidas na apresentao e na anlise dos exerccios, necessrio uma exposio prvia da organizao e dos princpios desses sistemas de alavancas.

captulo 1 DefinioAlavanca um sistema constitudo por uma haste rgida que giraaG fedor de um eixo.

IComponentes Componentes

I

primrios

Foras que atuam sobre a alavanca Eixo de rotao (ponto fixo ou eixo de giro)

A denominao das foras normalmente varia conforme o objetivo de aplicao da alavanca, podendo ser denominadas de fora 1, fora 2 ou fora A e fora B, e assim consecutivamente. No caso do corpo humano, as foras normalmente so chamadas de fora potente (fora exercida pelo msculo) e fora resistente (fora que resiste ao movimento gerado pelo msculo). A fora resistente est relacionada massa do segmento e carqa externa.

Componentes

secundrios

Braos de alavanca

A denominao de brao de alavanca utilizada para a distncia perpendicular do ponto de aplicao da fora ao eixo de rotao. Para facilitar o entendimento, o brao de potncia (bp) a distncia perpendicular relacionada fora potente, e o brao de resistncia (bR) consiste na distncia perpendicular relacionada fora resistente. Fpbp

LiClassificaoAs alavancas so classificadas em:

bR

FR

1

11

Alavancas de primeira classe ou interfixas

Fp

I

I

anlise de movimento

21

Alavancas de segunda classe ou inter-resistentes

Fp

/\31Alavancas de terceira classe ou interpotentes

l--t

A segunda nomenclatura que determina o tipo de alavanca descrita em funo do cornponente primrio que se encontra entre os demais. Por exemplo, na alavanca interfixa, o ponto fixo localiza-se entre as foras potente e resistente.

Vantagens

mecnicas dos

As alavancas podem apresentar dois tipos de vantagem, de acordo com o comprimento braos de alavanca: 11 Vantagem de fora O brao de potncia maior que o brao de resistncia. Fp

bp >bR

21

Vantagem de velocidade O brao de potncia menor que o brao de resistncia.

bp
.'5,4 mV

.~tto_,'14.8 mV

SERRTll

ANTERIOR

OElTIDE - PARTE ClAVICUlAR

3,6 rnV

".

I

SiCEPS SRAQUIAL

3 mV

membros

superiores

ConsideraesDeve-se ou no acentuar a abduo da cintura escapular?O exerccio pode ser realizado acentuando-se ou no a abduo da cintura escapular no final da fase concntrica (flexo horizontal do ombro). Quando a acentuao ocorre, o nvel de ativao dos abdutores da cintura escapular (serrtil anterior e peitoral menor) intensificado, reforando, ainda mais, esse grupo muscular. Isso pode proporcionar um desequilbrio muscular, aumentando a tendncia de deslocamento anterior da cintura escapular e predispondo a uma protruso de ombros. Essa forma de execuo no indicada para indivduos que apresentam essa alterao postural. Nas demais situaes, esse procedimento deve ser acompanhado de exerccios compensatrios (voador invertido, remada alta, puxada inclinada, entre outros).

Acentuao

da abduo da cintura

.

escapular!

,

5,5mV

Abduo da cintura~;T-

escapular

.-=_=-=c

r'~-

3,7mV

~

voador direto (frontal] Participao sinrgica do deltide (parte clavicular) e do peitoral maiorO voador direto, realizado com rotao externa do ombro, modifica o posicionamento do deltide (parte clavicular), deslocando-o para uma posio mais superior quando comparado ao voador direto realizado na posio neutra. Na posio de rotao externa, a ao do deltide (parte clavicular) como flexor horizontal fica biomecanicamente prejudicada, ocasionando uma maior ativao do peitoral maior (partes clavicular e esternocostal) para a execuo do exerccio.

I

Rotao externaEm comparao com a posio neutra: do trabalho do peitoral maior (parte clavicular) i. do trabalho do peitoral maior (parte esternocostal) do trabalho do deltide (parte clavicular) 1. A intensidade A intensidade A intensidade

i.

PEITORAL MAJOR - PARTE ESTERNOCOSTAL

5,7 mV

"~~~IO!iI4lr1t"'~"DELTIDE - PARTE CLAVICULAR

, IW'.

4,2 mV

~~((JI~lljlll !"I~tIiUfl

membros sUQeriores

Posio neutraEm comparao com a rotao externa: A intensidade A intensidade A intensidade do trabalho do peitoral maior (parte clavicular) t. do trabalho do peitoral maior (parte esternocostal) do trabalho do deltide (parte clavicular) i.

1.

PEITORAL

MAIOR - PARTE CLAVICUlAR

7mV

11 IaIlillt

t ~

ifI'Ii\~I'U!'.IL4,2 mV

PEITORAL MAIOR - PARTE ESTERNOCOSTAL

""".'WI;'I!~.ftN~."~"""~,.,,,,.1~.I~'''''''-DELTIDE - PARTE ClAVICULAR 4,7 mV

possvel trabalhar o bceps braquial durante o voador direto?O bceps braquial (cabea curta) considerado o motor acessrio do movimento de flexo horizontal do ombro, apresentando uma ativao aumentada com o incremento da carga do exerccio. Alm disso, quando o exerccio voador direto realizado com o ombro rotado externamente, a ativao torna-se ainda maior devido ineficincia mecnica do deltide (parte clavicular).

voador

direto

[frontal)

Rotao externaEm comparao com a posio neutra: A intensidade do trabalho de deltide (parte clavicular) t . A intensidade do trabalho do bceps braquial (cabea curta)

i.

DElTIDE

- PARTE CLAVICULAR

4,2mV

BCEPS BRAQUIAl-

CABEA CURTA

4,1 mV

membros superiores

Posio neutraEm comparao com a rotao externa: do trabalho de deltide (parte clavicular) i. do trabalho do bceps braquial (cabea curta) A intensidade A intensidade

1.

/

DELTIDE

- PARTE CLAVICULAR

4,7mV

BCEPS BRAQurAl

- CABEA CURTA

3,7mV

Qual a importncia da variao do exerccio na estabilidade do ombro?A posio do ombro no voador com rotao externa provoca uma distenso na cpsula articular e uma tenso nos ligamentos da regio anterior. Esse mecanismo pode levar a uma instabilidade articular e aumentar a possibilidade de luxao do ombro.

Sendo assim, esse exerccio articular.

no indicado

para pessoas com grande mobilidade

Como fica o equilbrio muscular nesse exerccio?A tendncia de rotao externa do ombro durante o voador em posio neutra provoca um aumento da atividade dos rotadores internos para manuteno da posio. Dessa forma, a rotao interna do ombro e, por conseqncia, a abduo da cintura escapular tendem a acentuar, favorecendo uma hipercifose dorsal.

VOADOR INVERTIDO (DORSALJ

Trapzio - parte descendente (trapzio superior)

Trapzioparte transversa (trapzio mdio)

----t--;--,~;;;;;;--=;""----""---

~:------t-----+----.;tj4\.tilll'I"RIiiI~~ ~G.,..""~ 2,4 mV

TRAPZIQ - PARTE TRANSVERSA (TRAPZIO MDIO)

BCEPS BRAQUIAl

1,9mV

I':1

r.

11I

"' -

:,'-~tI, . /II

fiiL---------_ Ii-'-------"

Vasto medial

Vasto lateral

extenso do joelho

Principal articulao Joelho

envolvida

Anlise

cinesiolgica

VariaesEsse exerccio no apresenta variaes.

ConsideraesA posio do encosto da cadeira interfere do quadrceps? na ativao muscular

O posicionamento do encosto da cadeira altera a posio da cintura plvica que, por sua vez, modifica o comprimento muscular do reto femoral e dos isquiotibiais. O aumento do ngulo entre o assento e o encosto da cadeira permite um maior alongamento do reto femoral e menor co-ativao dos isquiotibiais, condio esta que favorece a produo de fora do primeiro. Dessa forma, para uma mesma carga movimentada nesse exerccio, a ativao do reto femoral menor quando comparada posio de menor ngulo entre o assento e o encosto da cadeira. Isso ocorre pela maior participao do componente elstico na produo de fora (Enoka, 1997 e 2000). A diminuio desse ngulo, alm de reduzir o comprimento do reto femoral, provoca uma maior resistncia (incremento da co-ativao) dos isquiotibiais ao movimento de extenso do joelho devido sua posio mais alongada. Em condies mximas, tal condio reduz a produo de fora do quadrceps femoral (Enoka, 1997). Nos exemplos a seguir, em que uma carga similar foi movimentada, pode-se observar uma ativao semelhante dos vastos lateral e medial, e isso se deve ao fato de serem msculos monoarticulares e no sofrerem interferncia da posio do quadril.

Indivduos que apresentam a genuflexo do joelho (com encurtamento associado dos isquiotibiais) devem evitar a realizao do exerccio com ngulos inferiores a 90 entre o encosto e o assento do equipamento.

membros inferioresExtenso com quadril em 90

RETO FEMORAl

3,9mV

VASTO

LATERAL

3mV

VASTO

MEDlAl i

1,8 mV 11

11."fll.lt~*l_"lilfi""_if:lll:l II

n

14 0,28 mV

BCEPS

FEMORAL

Extenso

com quadril mais estendido

1--

RETO FEMORAl

3,7mV

VASTO MEDIAL

1,8 mV

'''~I"lIi!I.(I._,II.~J!lItl'I14'.'BCEPS FEMORAl 0,26 mV

Extenso

com quadril mais flexionado

VASTO MEDIAL

1,9 mV

'""'H;'\III.ltW,,,h'~~OI~j""ltolli I,BCEPS FEMORAL

"0,33 mV

Existe diferena na ativao muscular do quadrceps durante o movimento de extenso do joelho?A posio anatmica do fmur associada movimentao da tbia durante a extenso do joelho ocasiona a lateralizao da patela, sendo esta mais pronunciada no final da extenso, o que exige uma maior ativao do vasto medial para compensar essa tendncia. Segundo

extenso

do joelho

Rasch e Burke (1977), Lehmkuhl, Weiss e Smith (1997) e Escamilla e colaboradores vaso medial apresenta maior ativao nos ltimos 30 da extenso do joelho. Obs.: O sinal a seguir representa somente a fase concntrica completa. do movimento

(1998), o

at a extenso

=Essa tendncia deve-se ao fato de a soma dos componentes de fora laterais dos msculos vasto intermdio, vasto lateral e reto femoral ser maior que o componente de fora medial do vasto medial (Brown, 2001). Alm disso, a soma da rea de seco transversa dos primeiros msculos aproximadamente trs vezes maior (reto da coxa: 12,7 em": vasto intermdio: 22,3 em": e vasto lateral: 30,6 em") que a do vasto medial (21,1 em") (Enoka, 2000).

+f---\---_

Vasto medial

\, , ,

Reto femoral

,

Vasto lateral----1,>,-'\.

-----",;'7r--- ..Patela

(

\,:

---'~~

I

-

--~'----

Tendo patelar

Fbula

---+-

-+----,oTbia

\As mulheres, por apresentarem uma maior obliqidade do fmur e, conseqentemente, maior lateralizao da patela, necessitam de maior reforo do vasto medial, evitando, com isso, um movimento inadequado da patela no seu eixo de ao, que poderia ocasionar alteraes como a condrornalacia,

membros

inferiores

As na

rotaes ativao

do joelho do vastos

e do medial

quadril podem e lateral?

interferir

JoelhoA impossibilidadede manter o joelho em rotao externa ou interna at o movimento final da extenso, devido ao posicionamento articular e ao tensionamento dos ligamentos mediais e laterais, inviabiliza a manuteno da rotao com o joelho em extenso (Rasch e Burke, 1977). Dessa forma, a alterao do vetor de fora dos vastos lateral e medial que ocorre com a rotao do joelho s consegue intensificar a ativao do vasto medial com a rotao externa do joelho, e a do vasto lateral com a rotao interna, nos ngulos de flexo maiores que 30 (Thompson e Floyd, 1997). Cabe salientar que no possvel manter a rotao externa que intensifica o trabalho do vasto medial nos ltimos 30 de extenso do joelho. Portanto, realizar a extenso associada rotao externa no substitui a intensificao do trabalho do vasto medial que ocorre no final da extenso do joelho.

A extenso do joelho associada rotao interna intensifica a ao do vasto lateral devidoao deslocamento medial da sua insero na tbia, que altera o vetor de fora do msculo. No entanto, esse recurso intensifica o desequilbrio lateral da pateta, mencionado no item "Existe diferena na ativao muscular do quadrceps durante o movimento de extenso do joelho?".

Extenso mais rotao externa

VASTO

LATERAL

3,8mV

VASTO MEDIAl

2,7 mV

1~1~",Ij;t~~11-"iI!~If1li~"

extenso

do joelho

Extenso mais rotao interna

QuadrilAs rotaes externa e interna do quadril so equivocadamente utilizadas para alterar a ativao dos vastos medial e lateral, devido impossibilidade de realizar as rotaes externa e interna do joelho com este em extenso. Isso fica evidenciado na medida em que esse movimento no altera a funo dos vastos medial e lateral no que se refere aos aspectos mecnico e fisiolgico.

membros

inferiores

Extenso mais rotao externa

Extenso mais rotao interna

2,2mV

extenso do joelho Realizar o movimento de extenso do joelho na cadeira extensora e com a caneleira provoca o mesmo efeito na musculatura do quadrceps?O efeito na musculatura do quadrceps diferenciado quando se compara a extenso do joelho na cadeira extensora com a caneleira, considerando a mesma carga. Enquanto na cadeira extensora a fora resistente proveniente da mquina vai diminuindo medida que o joelho se estende, no exerccio realizado com a caneleira ocorre o oposto, ou seja, a resistncia vai aumentando medida que o joelho se estende. Nesse caso, a extenso do joelho com a caneleira trabalha de forma mais intensa o vasto medial por oferecer maior resistncia nos ltimos graus de extenso.

Algumas questes de ordem prticaA forma de execuo da extenso do joelho, independentemente do tipo de equipamento. pode provocar uma alterao do equilbrio na articulao femoropatelar. Alguns cuidados em relao ao vasto medial deveriam ser observados para minimizar esse desequilbrio: (1) realizar o movimento at o final da extenso, (2) trabalhar a extenso do joelho com a caneleira e (3) executar exerccio especfico de extenso do joelho nos ltimos 30.

Cadeira extensora

membros

inferiores

Caneleira

FLEXAO DO ~OELHO

Semitendneo

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~

Bceps temoral - cabea longa

,~;::;:=1~,. ~::::;~r::------t--t--.j!!r-! Bceps ~ - ...Gastrocnmio cabea medial

I

temoral - cabea curta

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