Citologia vegetal

Embed Size (px)

DESCRIPTION

citologia

Text of Citologia vegetal

  • 1. Universidade Estadual do Maranho UEMAPrograma Darcy Ribeiro PDR Disciplina: Morfologia e Anatomia VegetalProf(a): Nyara Marques

2. 1665: fsico ingls Robert Hook -O termo clula (do latimcellula, pequena cela); As clulas so consideradas as unidades estruturais efuncionais que constituem os organismos vivos. 1671: Nehemiah Grew - descreveu os tecidos vegetais nolivro Anatomia Vegetalium Inchoata; 1831: Robert Brown - descobriu o ncleo em clulasepidrmicas de orqudea; dc. de 40: Barbara McClintock - observaes feitas emcromossomos de sementes de milho levaram ampliou osconceitos para os estudos genticos; 3. A clula vegetal semelhante clula animal; Parede da clula vegetal, membrana plasmtica,citoplasma e ncleo; No citoplasma : vacolo, plastdio, mitocndria,microcorpo,complexo deGolgi, retculoendoplasmtico, o citoesqueleto e os ribossomos; Caractersticas tpicas da clula vegetal: a paredecelular, os vacolos e os plastdios. 4. Parede celularCitoesqueletoMemb. PlasmticaCloroplasto C. Golgi VacoloCitoplasma ReticuloendoplasmticoNucleolo Nucleo RibossomosMitocndria Gotcula de lipdioPeroxissomo 5. Clulas sem paredes so raras e ocorrem,por exemplo, durante a formao doendosperma de algumas angiospermas e deembries de gimnospermas. 6. Clula da bainha Kranz de folha de Remirea martima. A parede (P) revesteexternamente a membrana plasmtica (MP). No citoplasma observam-se vrioscloroplastos (Cl), mitocndrias (Mi) e vacolos (V), alm do retculo endoplasmtico(RE), do ncleo (N) e do nuclolo (Ne). 32.000 X. 7. formada por microfibrilas e polissacardeos no-celulsicos: hemiceluloses e pectinas; Microfibrilas: estrutura filamentosa que tem cerca de 10 a 25 nm de dimetro; comprimento indeterminado; composta de 30 a 100 molculas de celulose, quese unem paralelamente por meio de pontes dehidrognio; 8. Outras substncias, orgnicas e inorgnicas, soencontradas nas paredes celulares: a lignina, protenase lipdios. Substncias proticas tem-se a extensina (rigidez parede), e a -expansina (expanso irreversvel daparede, por quebra das pontes de hidrognio entre ashemiceluloses e as microfibrilas ou pela desestabilizaodas interaes dos glicanos); Enzimas peroxidases, fosfatases, endoglucanases,xiloglucano-endotransglicosilases e pectinases. 9. Substncias lipdicas como suberina, cutina e ceras(impermeabilizao); As substncias inorgnicas: a slica e os cristais; Parede primria (PM): As primeiras camadas formadas; Adeposiodas microfibrilas ocorrepor intussuscepo, ou seja, por arranjo entrelaado; Entre as paredes primrias de duas clulas contguas est presente a lamela mdia, ou mediana (LM); mais espessada que a lamela mdia; 10. Mais fina em comparao parede secundria; Possui alto teor de gua, cerca de 65%, e o restante, que corresponde matria seca, composto de 90% de polissacardeos (30% de celulose, 30% de hemicelulose e 30% de pectina) e 10% de protenas (expansina, extensina e outras glicoprotenas); Depsitos de cutina, suberina e ceras podem estar presentes na parede primria de algumas clulas; 11. Parede secundria: deposio de camadas adicionais; A primeira, segunda e terceira camadas da parede secundria so designadas S1, S2 e S3; A ltima camada (S3) pode faltar. Durante a deposio da parede secundria inicia-se alignificao. possui um teor de gua reduzido, devido deposiode lignina; 12. A matria seca constituda de 65 a 85% de polissacardeos (50 a 80% de celulose e 5 a 30% de hemicelulose) e 15 a 35% de lignina. A celulose o maior componente da parede secundria; 13. Embora o processo de lignificao estejaassociado parede secundria, ele geralmente seinicia na lamela mdia e parede primria de modoque estas tambm podem conter lignina quando daformao da parede secundria. 14. Esquema da composio da parede celular. A estrutura fundamental daparede celular representada por microfibrilas de celulose, a qual interpenetrada por uma matriz contendo polissacardeos no-celulsicos:hemiceluloses e pectinas. 15. Esquema da estrutura da parede celular. As paredes primria e secundria soconstitudas por macrofibrilas (observadas ao microscpio de luz), que por suavez so formadas por microfibrilas (observadas ao microscpio eletrnico). Asmicrofibrilas so compostas de molculas de celulose, que em determinadospontos mostram um arranjo organizado (estrutura micelar), o que lhes conferepropriedade cristalina. 16. Esquema do arranjo das microfibrilas na parede celular. A - Parede primria. B -Paredes primria e secundria. Na parede primria, as microfibrilas de celulosemostram um arranjo entrelaado; na parede secundria, o arranjo das microfibrilas ordenado. As camadas da parede secundria so designadas respectivamente porS1 S2 e S3, levando-se em considerao a orientao da deposio dasmicrofibrilas, que varia nas diferentes camadas. 17. Clulas com parede primria (PP) e clulas com parede primria e secundria(PS). Comparativamente, as paredes primrias so mais finas que as paredesprimria e secundria (Escapo floral de lrio-amarelo Hemerocallis flava, emcorte transversal). 18. Figura 7 - Lamela mediana (seta).(Sistema vascular do caule deMicrogramma squamulosa, em cortetransversal).Figura 8 - Clulas com paredes emincio de lignificao, a qual ocorre apartir da lamela mediana (LM)(Escapo floral de lrio-amarelo )Figura 9 - Parte de clulasadjacentes com paredes primrias(PP) e lamela mediana (LM) .Figura 10 - Detalhe das paredesprimrias (PP) e lamela mediana(LM),emclulasadjacentes(Eucalyptus urophylla x E. grandis). 19. Pequenas depresses devido a menordeposio de microfibrilas de celulose,durante a formao da parede primria. 20. Geralmente so visualizados canalculos de 30 a 60 nmde dimetro, que atravessam as paredes primrias e alamela mediana de clulas adjacentes, permitindo aintercomunicao celular; O canalculo revestido pela membrana plasmtica; Plasmodesmos; Geralmente, onde est presente o campo de pontoao,nenhum material de parede depositado durante aformao da parede secundria, originando a pontoao; 21. So comuns dois tipos:pontoaosimples epontoao areolada. Pontoao simples: ocorreapenas uma interrupo da paredesecundria; O espao em que a parede primria no recoberta pela secundria constitui a cavidade dapontoao; 22. Pontoao areolada: Em vista frontal parece com uma arola; Consiste em uma salincia de contorno circular semelhante a uma calota com abertura central, a abertura da arola; A arola formada pela parede secundria, que se arqueia sobre a parede primria, delimitando internamente a cmara de pontoao; 23. Figura 11 - Clulasepidrmicas com camposde pontoao (setas), emvista lateral (Fruto detomate).Figura12 -Clulasparenquimticas comcamposdepontoao(setas), em vista frontal(Caule do cacto Cipoceruscipoensis,em cortetransversal).Figura 2.13 - Clulas doendosperma com campo depontoao (seta), em vistafrontal(Sementedetamareira -Phoenixdactilifera,em cortetransversal).Figura 14 - Escleredes compontoaes simples. A -Pontoaes simples (setas),em vista lateral. B -Pontoaes simples (setas),em vista frontal (Folha deMiconia sp.). 24. Esquema da constituio dos plasmodesmos. Cada plasmodesmo composto de cordes de citoplasma e deuma poro do retculo endoplasmtico (desmotbulo), que se estreita no canalculo que atravessa a paredede cada uma das clulas adjacentes. O corte transversal do plasmodesmo evidencia o basto central, quecorresponde unio das membranas do desmotbulo. 25. A, A - Par depontoao simples.B, B - Par depontoao areolada.Lamela medianaPPC,C - Par dePSpontoao areoladacom toro.D, D - Par depontoao semi-areolada. Abertura da areola 26. formada nos primeiros estgios do desenvolvimentoda clula; A sntese das microfibrilas de celulose realizada porcomplexos enzimticos celulose-sintase, com formato derosetas, situados na membrana plasmtica; Cada roseta constituda por seis partculas dispostasao redor de um grnulo central, e responsvel pelaextruso de uma microfibrila de celulose; 27. Esquema da sntese das microfibrilas de celulose. As enzimas do complexocelulose-sintase dispem-se como rosetas na membrana plasmtica, formando amicrofibrila de celulose a partir de glicose uridinadifosfato (GUDP). Os microtbulossituados por dentro da membrana plasmtica, no citossol, orientam a formao dasmicrofibrilas. 28. Esquema da formao da parede celular durante a diviso da clula. 29. Na regio externa membrana plasmtica onde aparede est sendo formada, o teor de clcio alto, o demagnsio, baixo, e o pH 5,5; Hemiceluloses e pectinas, e os das glicoprotenas sosintetizados nas cisternas do Golgi, as quais,posteriormente, so secretadas por vesculas derivadasda rede trans-Golgi, que se fundem com a membranaplasmtica; 30. inicia-se pelo aparecimento da placa celular na telfaseda diviso da clula-me; Durante a telfase, na regio equatorial da clula-me,forma-se o fragmoplasto; As vesculas de secreo provenientes da rede trans-Golgi,contendo polissacardeos no-celulsicos(pectinas e, ou, hemicelulose) fundem-se constituindo aplaca celular, que aumenta de tamanho centrifugamenteat atingir a parede da clula-me, dividindo-a em duaspartes; 31. A partir da unio do revestimento das vesculas, que de natureza lipoprotica, origina-se a membranaplasmtica de cada uma das futuras clulas-filhas; H deposio de novos polissacardeos de parede,dando origem s paredes primrias nas duas clulas-filhas junto placa celular; O material derivado da placa celular torna-se a lamelamediana da nova parede; 32. uma estrutura permevel gua e a vriassubstncias; Prevenir a ruptura da membrana plasmtica pela entradade gua na clula; Ser portadora de enzimas relacionadas a vriosprocessos metablicos; Atuar na defesa contra bactrias e fungos, levando produo, por exemplo, de fitoalexinas. 33. Internamente parede celular; Envolve o citoplasma; Bicamada lipdica fluida, na qual as protenas estoinseridas, podendo-se encontrar carboidratos e algunslipdios ligados a estas protenas, em cada camadalipdica, as molculas se dispem com a poro polar(