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Classificação de sitios florestais atgraves da altura dominante do povoamento

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Text of Classificação de sitios florestais atgraves da altura dominante do povoamento

ISSN 1679-2599 Agosto, 2008

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuria Embrapa Florestas Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento

Documentos 166

Como Classificar Stios Florestais Atravs da Altura Dominante do PovoamentoGerson Luiz Selle Dalva Teresinha Pauleski Evaldo Muoz Braz

Embrapa Florestas Colombo, PR 2008

Exemplares desta publicao podem ser adquiridos na: Embrapa Florestas Estrada da Ribeira, Km 111, Guaraituba, 83411 000 - Colombo, PR - Brasil Caixa Postal: 319 Fone/Fax: (41) 3675 5600 Home page: www.cnpf.embrapa.br E-mail: [email protected] Comit de Publicaes da Unidade Presidente: Patrcia Pvoa de Mattos Secretria-Executiva: Elisabete Marques Oaida Membros: lvaro Figueredo dos Santos, Dalva Luiz de Queiroz Santana, Edilson Batista de Oliveira, Elenice Fritzsons, Jorge Ribaski, Jos Alfredo Sturion, Maria Augusta Doetzer Rosot, Srgio Ahrens Superviso editorial: Patrcia Pvoa de Mattos Reviso de texto: Mauro Marcelo Bert Normalizao bibliogrfica: Elizabeth Denise Cmara Trevisan Editorao eletrnica: Mauro Marcelo Bert Foto da capa: Arquivo Embrapa Florestas 1a edio 1a impresso (2008): sob demanda Todos os direitos reservados A reproduo no-autorizada desta publicao, no todo ou em parte, constitui violao dos direitos autorais (Lei no 9.610). Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) Embrapa Florestas Selle, Gerson Luiz. Como classificar stios florestais atravs da altura dominante do povoamento [recurso eletrnico] / Gerson Luiz Selle, Dalva Terezinha Pauleski, Evaldo Muoz Braz. - Dados eletrnicos. Colombo : Embrapa Florestas, 2008. 1 CD-ROM. - (Documentos / Embrapa Florestas, ISSN 16792599 ; 166) 1. Madeira - Produo Planejamento. 2. Stio florestal. 3. Estatura de planta. I. Pauleski, Dalva Terezinha. II. Braz, Evaldo Muoz. III. Ttulo. IV. Srie. CDD 634.9285 (21. ed.) Embrapa 2008

Autores

Gerson Luiz Selle Engenheiro Florestal, M.Sc., Doutorando pelo Programa de Ps-Graduao em Engenharia Florestal, Centro de Cincias Rurais, Universidade Federal de Santa Maria. [email protected] Dalva Teresinha Pauleski Engenheira Florestal, M.Sc., Doutoranda pelo Programa de Ps-Graduao em Engenharia Florestal, Centro de Cincias Rurais, Universidade Federal de Santa Maria. [email protected] Evaldo Muoz Braz Engenheiro Florestal, M.Sc., Doutorando pelo Programa de Ps-Graduao em Engenharia Florestal, Centro de Cincias Rurais, Universidade Federal de Santa Maria, Pesquisador da Embrapa Florestas. [email protected]

Apresentao

Ao se reportar para o meio florestal, para conseguir otimizar ao mximo a produo, necessrio, em primeiro lugar, escolher a espcie adequada e saber tambm o quanto esta pode produzir em cada local (sitio). A determinao da capacidade produtiva de cada local recebe o nome de classificao de stios florestais. Para proceder essa classificao, existem vrios mtodos j descritos, porm, o que utiliza a altura das rvores dominantes, correlacionada com a idade, tem sido considerado o mais prtico e usual. O mtodo consiste em descrever o crescimento das rvores ao longo do tempo atravs de fundamentos matemticos por meio de funes empregando tcnicas de regresso. Essa metodologia uma prtica bastante empregada no Brasil e em outros pases, facilitando a gesto dos administradores de empreendimentos florestais fornecendo informaes relativamente precisas sobre o assunto. Com a retomada e desenvolvimento dos reflorestamentos na Regio Sul, este trabalho visa facilitar uma primeira abordagem do tema pelas empresas florestais e profissionais da rea, facilitando em suas tomadas de deciso, assim com dar suporte aos estudantes de cincias florestais. Ivar Wendling Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento

Sumrio

Introduo ................................................................. 9 Obteno dos Dados de Altura e Idade ........................ 10 Modelo Matemtico a ser Empregado .......................... 13 Avaliao do Modelo Selecionado ............................... 18 Verificao das Tendncias ....................................... 19 Mtodos de Construo de Curvas ndice de Stio ......... 21Mtodo da extrapolao ........................................................... 22 Mtodo da regresso ................................................................ 23

Delimitao das Curvas ndice de Stio ........................ 27 Referncias .............................................................. 29 Anexos .................................................................... 31

Como Classificar Stios Florestais Atravs da Altura Dominante do PovoamentoGerson Luiz Selle Dalva Teresinha Pauleski Evaldo Muoz Braz

IntroduoA determinao da produtividade dos stios florestais um fator bsico na conduo de povoamentos e no planejamento da produo madeireira de uma empresa florestal. Desta forma, a capacidade produtiva dos stios, onde as essncias florestais se desenvolvem, um importante parmetro que, uma vez mensurado, possibilitar estimar essa capacidade (SELLE, 1993). Os ecologistas definem stio como sendo uma unidade geogrfica uniforme que se caracteriza por certa combinao estvel dos fatores presentes no meio. Em manejo florestal, considerado como um fator de produo primrio que tem por capacidade a produo de madeira ou produtos florestais (SCOLFORO, 1993). O ndice de stio, portanto, a medida do potencial da produtividade do stio, ou seja, a capacidade de uma rea em desenvolver determinadas espcies (HOW ..., 1999). Na cincia florestal, o ndice de stio tem sido o mtodo mais praticado e difundido na determinao de classes de produtividade, atravs do uso da varivel altura dominante, relacionada com a idade, pois uma resposta a todos os fatores ambientais inter-relacionados, tendo correlao com a

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produo volumtrica, sem sofrer influncia significativa, quando comparado com outras variveis da rvore, dos tratamentos silviculturais e da competio entre espcies (TONINI et al., 2001). Como as rvores apresentam taxas de crescimento diferenciadas ao longo do seu desenvolvimento, podendo variar de acordo com o ambiente ou atravs das intervenes praticadas pelo homem, possvel construir fundamentos matemticos para estimar o crescimento das rvores em um determinado local que denominamos de stio. Essa descrio do crescimento pode ser feita, em geral, com uma funo, empregando-se tcnicas de regresso. Muitos autores, entre eles, Spurr (1952), Burkhart e Tennent (1977), Clutter et al. (1983), Selle (1993), Parresol e Vissage (1998), Andenmatten e Letourneau (2000), so unnimes em afirmar que a altura das rvores dominantes a melhor varivel para caracterizar esse local, sendo representado pela altura alcanada do povoamento nas diferentes idades de seu desenvolvimento. No entanto, para o estabelecimento da idade de referncia, ndice ou chave, vrios pesquisadores, entre eles, Moser e Hall (1969) e Burguer (1974), recomendam o uso da idade de rotao ou idade prxima a essa. O ajuste das alturas em funo da idade expresso por um grande nmero de modelos matemticos, lineares e no lineares, na cincia florestal. Com este trabalho, pretende-se apresentar, de forma simples e prtica, como fazer uma classificao de stio. Os dados aqui utilizados so fictcios e visam apenas exemplificao para tornar o trabalho mais facilmente entendvel. A varivel espcie pode ser substituda por outra desde que apresente as caractersticas necessrias para a obteno dos pares de dados, idade e altura.

Obteno dos Dados de Altura e IdadeOs pares de dados, altura e idade, podem ser obtidos atravs de parcelas permanentes ou, mais comumente, de rvores dominantes, pelo mtodo da anlise de tronco.

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importante afirmar que os dados coletados devem abranger todas as variaes de crescimento e idade do povoamento que as curvas de ndice de stio abrangero. O nmero de parcelas ou rvores a serem amostradas, na coleta de dados, deve seguir as recomendaes estatsticas conforme descrio feita por Schneider et al. (1988). A avaliao por parcelas permanentes deve ser empregada em povoamentos de espcies que no apresentam anis de crescimento visveis, pois isso impossibilita a aplicao da tcnica de anlise de tronco. Quando os povoamentos so formados por espcies que apresentam anis de crescimento visveis, como o Pinus, possivel aplicar a metodologia de anlise de tronco. Os dados usados neste trabalho foram obtidos atravs da anlise de tronco oriundas de 14 rvores com idade entre 10 e 12 anos. Para a anlise de tronco, de cada rvore amostrada, foram retiradas fatias com aproximadamente 3 cm a 5 cm de espessura nas seguintes alturas: 0,0 m (ou a 0,10 m quando no for possvel retirar 0,0 m); 0,3 m e a partir desse, de metro em metro at atingir a altura de insero da copa no fuste e, deste ponto at a altura total, nos entre-ns (Figura 1). Na sequncia, as fatias devem ser secadas e lixadas (FINGER, 1992).

Fig. 1. Representao esquemtica da retirada das fatias para anlise de tronco.

A medio dos anis, em cada fatia, deve ser realizada sobre quatro raios. O primeiro raio definido com desvio de 45 em relao ao maior raio da seco, no sentido horrio. O prolongamento deste em direo oposta, da

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medula at a casca, define o terceiro raio. O segundo e o quarto raios so definidos com uma reta que passa pela medula da fatia com ngulo de 90 em relao aos raios um e trs (Fig. 2). Para a obteno do valor do incremento anual, calcula-se a mdia aritmtica, por anel, dos quatro raios medidos ao logo de todas as fatias retiradas do tronco (Tabela 1).

Fig. 2. Seco do tronco de uma rvore com os raios para a medio dos anis de crescimento.

Tabela 1. Dados do crescimento anual obtidos por anlise de tronco.t A1 3

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