Código PMPR Lei Est 1

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POLCIA MILITAR DO ESTADO DO PARAN ESTADO-MAIOR - 1 SEO

Lei n. 1.943, de 23 jun. 54

Publicado no DOE n. 098, de 05 de julho de 1954. Alterada pela Lei n. 2.217, de 26 de agosto de 1954; Alterada pela Lei n. 063, de 4 de novembro de 1955; Alterada pela Lei n. 067, de 7 de novembro de 1955; Alterada pela Lei n. 2.527, de 9 de dezembro de 1955; Alterada pela Lei n. 4.451, de 27 de outubro de 1961; Alterada pela Lei n. 4.543, de 31 de janeiro de 1962; Alterada pela Lei n. 4.855, de 30 de maro de 1964; Alterada pela Lei n. 5.384, de 19 de agosto de 1966; Alterada pela Lei n. 5.607, de 3 de agosto de 1967; Alterada pela Lei n. 5.944, de 21 de maio de 1969; Alterada pela Lei n. 6.417, de 3 de julho de 1973; Alterada pela Lei n. 7.776, de 13 de dezembro de 1983; Alterada pela Lei n. 7.826, de 29 de dezembro de 1983; Alterada pela Lei n. 8.593, de 29 de outubro de 1987; Alterada pela Lei n. 10.930, de 18 de novembro de 1994; Alterada pela Lei n. 14.806, de 20 de julho de 2005; Alterada pela Lei n. 15.946, de 9 de setembro de 2008.

Cdigo da Polcia Militar do Estado. A Assemblia Legislativa do Estado do Paran, decretou e eu sanciono a seguinte Lei: TTULO I - Das Disposies Preliminares Art. 1 - A Polcia Militar do Estado, Corporao instituda pela Lei n. 7, de 10 de agosto de 1854, para a segurana interna e manuteno da ordem no territrio estadual, subordinada Secretaria de Estado dos Negcios do Interior e Justia e considerada, de acordo com a legislao federal, fora auxiliar, reserva do Exrcito Nacional, situao esta que a obriga a atender convocao do Governo Federal, em caso de guerra externa ou grave comoo intestina. 1 - A Corporao, formada por alistamento voluntrio de brasileiros natos, matrcula no C.F.O.C. e preenchimento regular dos outros quadros, constituda de servios e corpos das armas de infantaria e cavalaria, alm dos mais que lhes so peculiares, todos semelhantes aos do Exrcito, e em unidades com organizao, equipamento e armamento prprios ao desempenho das funes policiais. 2 - O efetivo e o armamento de cada Corpo ou Unidade no podem exceder aos previstos para as unidades das mesmas armas do Exrcito, em tempo de paz. 3 - Os postos tm a mesma denominao e hierarquia dos do Exrcito, at coronel inclusive.

4 - Os deveres, responsabilidades, direitos, vantagens, recompensas e prerrogativas dos militares da Corporao so regulados pelo presente Cdigo. 5 - Consideram-se subsidirios deste Cdigo os regulamentos da Corporao e os R.D.E. e Regulamentos de Continncias, Honras e Sinais de Respeito das Foras Armadas. Art. 2 - So componentes da Corporao os brasileiros que, como militares, combatentes ou no, integram as suas fileiras, com situao hierrquica definida, bem como os que dela se tenham afastado para a inatividade remunerada. Pargrafo nico - So combatentes, os militares pertencentes s armas de infantaria e cavalaria e no combatentes, os dos diferentes quadros de servios. Art. 3 - Os postos e graduaes constituem carreira para os militares. Art. 4 - A situao jurdica do oficial definida pelos deveres e direitos inerentes patente que lhe for outorgada e da praa pelos deveres e direitos correspondentes ao grau hierrquico que lhe for conferido. Art. 5 - So militares de carreira os componentes da Corporao com vitaliciedade assegurada ou presumida. 1 - A vitaliciedade assegurada ao oficial desde o momento do seu compromisso no primeiro posto. 2 - Vitaliciedade presumida a da praa com mais de dez anos de servio. Art. 6 - Militar da ativa o que, ingressando na carreira, faz dela profisso, at ser transferido para a reserva ou reformado. Art. 7 - Militar da reserva remunerada o que para esta foi transferido, com proventos determinados, como prmio pelos servios prestados. Art. 8 - Militar da reserva no remunerada o que, na forma prevista neste Cdigo, foi a ela incorporado. Art. 9 - Militar reformado o que est isento, na forma deste Cdigo, de obrigaes militares. TITULO II - Da Estrutura Geral CAPTULO I - Da Organizao, Efetivo e Oramento Art. 10 - A organizao da Corporao ser estabelecida em lei, com efetivo e oramento fixados anualmente. Pargrafo nico - Em casos excepcionais, o efetivo poder ser alterado, por decreto do Executivo ou lei que o modifique, segundo a urgncia ou natureza da medida. CAPTULO II - Do Comandante Geral Art. 11 - O cargo de Comandante Geral exercido, em comisso, por oficial superior do Exrcito ou da Corporao, da livre escolha do Chefe do Poder Executivo.

1 - O comissionamento do Comandante Geral em qualquer caso, dar-se- no posto de coronel. 2 - Quando for atribudo o cargo de Comandante Geral a um oficial da Corporao ou do Exrcito que ainda no haja atingido o posto de Coronel, ser ele comissionado neste posto, enquanto durar a comisso. Art. 12 - O Comandante Geral, quando se ausentar para fora do Estado, (... vetado ...), licenciar-se para tratamento de sade ou entrar em gozo de frias regulamentares ser substitudo pelo oficial mais graduado que se encontrar na sede da Corporao. Art. 12 - O Comandante Geral, quando se ausentar para fora do Estado, deixar o comando em carter definitivo, licenciar-se para tratamento de sade ou entrar em gozo de frias regulamentares ser substitudo pelo oficial mais graduado que se encontrar na sede da Corporao. (Redao dada pela Lei n. 63, de 04 nov. 55) Pargrafo nico - Nas demais faltas, o Chefe do Estado Maior responder pelo expediente. CAPTULO III - Das Nomeaes, Classificaes e Ingresso SEO I - Das Nomeaes Art. 13 - A nomeao para o cargo de Comandante Geral dar-se-, exclusivamente, por decreto do Chefe do Poder Executivo. Art. 14 - A nomeao de oficial para posto em que se exija profissional diplomado em curso de ensino superior, ou quando depender da concluso de curso especializado institudo pela Corporao, dar-se- mediante proposta do Comandante Geral, tudo na forma especificada neste Cdigo. Art. 15 - O oficial pode desempenhar, em comisso, cargo de confiana do Governo do Estado ou do Governo Federal ou do Governo de outro Estado da Federao, dependendo para estes ltimos casos, de expressa autorizao, por decreto, do Chefe do Executivo. SEO II - Das Classificaes Art. 16 - A classificao dos oficiais superiores, nas diversas funes da Corporao, feita por decreto do Chefe do Poder Executivo, mediante proposta do Comandante Geral. Art. 16. A classificao dos coronis e tenentes-coronis da Polcia Militar do Paran, nas diversas funes da Corporao, feita exclusivamente por decreto do Chefe do Poder Executivo, mediante proposta do Comandante-Geral. (Redao dada pela Lei n. 14.806, de 20 de julho de 2005). Pargrafo nico - So classificados por livre escolha do Chefe do Poder Executivo os oficiais da Casa Militar e do Governo e Comandante da Escolta Governamental e sob proposta do Secretrio do Interior e Justia o seu assistente militar e sob proposta do mesmo Secretrio e do Chefe de Polcia, os seus respectivos ajudantes de ordens.

Art. 17 - A classificao dos demais oficiais feita pelo Comandante Geral. Art. 18 - A classificao das praas se far na forma do Regulamento Interno e de Servios Gerais (R.I.S.G.). SECO III - Do Ingresso Art. 19 - Os diferentes postos da hierarquia na Corporao so acessveis a todos os seus componentes, observadas as condies previstas no presente Cdigo e nos regulamentos em vigor. Art. 20 - O ingresso na Corporao dar-se-: a) - como oficial no combatente; b) - como soldado; e c) - como aluno do Curso de Formao de Oficiais Combatentes (C.F.O.C.). Art. 21 - So condies para o ingresso: I - como oficial no combatente: - aprovao em concurso; II - como soldado: a) - ser brasileiro nato; b) - ser reservista do Exrcito, da Marinha de Guerra ou da Aeronutica Nacional, ou ser portador de autorizao do Comando da Regio Militar; c) - ser alfabetizado; d) - ter comprovada moralidade; e) - ter capacidade fsica comprovada pelo servio de sade da Corporao; e f) - ter no mximo 30 anos de idade. III - como aluno do C.F.O.C.: - a respectiva matrcula, na forma do Regulamento prprio. Art. 22 - O ingresso nos quadros de oficiais das armas e dos servios s permitido nos postos inicias das respectivas escalas hierrquicas. CAPTULO IV - Da Hierarquia Art. 23 - A precedncia hierrquica entre os militares regulada pelo posto ou graduao e, em caso de igualdade, pela antigidade relativa. Pargrafo nico - Posto o grau hierrquico do oficial conferido por decreto e confirmado em Carta Patente; graduao o grau hierrquico da praa, conferido pela autoridade competente. Art. 24 - A hierarquia dos militares da Corporao idntica dos militares do Exrcito, at o posto de coronel inclusive.

1 - A antigidade em cada posto ou graduao assegura a precedncia e contada a partir da data do ato da respectiva promoo, graduao, nomeao ou declarao, salvo se, em ato da autoridade competente, for taxativamente fixada outra data. 2 - No caso de ser igual antigidade referida no pargrafo anterior, prevalece sucessivamente a dos graus hierrquicos anteriores e, se ainda assim subsistir a igualdade de antigidade, esta ser fixada pela data de praa e a seguir pela de nascimento. 3 - Em igualdade de postos ou graduaes, os militares da ativa tm precedncia sobre os da reserva ou reformados. Art. 25 - Nenhum militar, salvo no caso de funeral, pode dispensar honras e sinais de respeito devidos ao seu grau hierrquico. Art. 26 - Haver, na Corporao, um Almanaque Militar, que ser reeditado anualmente, para efeito das alteraes ocorridas em cada exerccio, contendo a relao nominal de todos os ex-comandantes e dos oficiais da ativa, da reserva e reformados, por grupos distintos, classificados os da ativa pelos respectivos quadros, na conformidade de seus postos e antigidade. Art. 27 - Os militares da Corporao so grupados em crculos idnticos aos dos militares do Exrcito. CAPTULO V - Do Corpo de Bombeiros Art. 28 - O Corpo de Bombeiros, como unidade militar integrante da Corporao, tem uma organizao especial e atribuies de carter tcnico, cumprindo-lhe defender a propriedade pbl