Combater a Desigualdade Melhorar o Acesso e a Equidade

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    DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO 2011

    COMBATER A DESIGUALDADE:MELHORAR 0 ACESSO E A EQUIDADE

    Edh;raoPORTUGUESA - Ordem dos EnfermeirosAbril de 2011

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    Ficha TecnicaTitulo: .Combaler a desigualdade: melhorar 0 acesso e aequidade- Closing The Gap: Increasing Access and EquityEdk,:ao Portuguesa: Ordem dos Enfermeiros - Abril de 2011Traducao: Dr. Herminia CastroHevisao: Enf.QAnt6nio Manuel Silva e Dr.SLuisa NevesCapa: Conselho Internacional de EnfermeirosPapinacao e irnpressao: DPI CromotipoDep6sito Legal: 326640/11ISBN da versaolnqlesa: 978-92-95094-50-5ISBN da versao portuguesa: 978-989-8444-07-3R~servados todos os di re itqs , inclu indo a t raducao para out rosidiornas. Nenhuma parte desta publicacao podera ser reproduzidasob a forma impressa, a traves de imagens ou de qualquer out raforma, guardada num sistema de armazenamento, transmitida dequalquer forma sema autorlzacao expressa, por escrito, do ConselhoInternacional de Enfermeiros (International Council of Nurses, ICN)ou do Centro Internacional para os Recursos Humanos emEnfermagem (/nt~mational Centre for Human Resources in Nursing).Excertos curtos (lnterlores a 300 palavras) podem ser reproduzidossem autorizacao, desde que a fonte seja indicada.

    Copyright 2011 peio International Council of Nurses, .3, Place Jean-Marteau, 1201 Geneva, Suisse

    COMBATER ADESIGUALDADE

    SurnarloCarta da Presidente e do Director-geral Executivo do ICNlntroducaoCapitulo 1: Compreender 0 acesso e a equidadeCapitulo 2.:0 impacto da desigualdadeCapitulo 3: Medir 0 acesso e a equidadeCapitulo 4: Barreiras ao acesso e a equidadeCapitulo 5: Melhorar 0 acesso e a equidadeCapi tu lo 6: Os enfermeiros a promover 0 acesso e a equidade

    Anexos

    91939475363

    Anexo 1: Comissao dos Determinantes Socia is da Saude: vigilancla daequidade - Sistema Minimo de Vigilancia da Equidade emSaude: Quadro de raterencia abrangente para a vig ilancianacional da equidade em Sauds 75

    Anexo 2: Enunciado de posicao do ICN sobre doentes informadosAnexo 3: Enunciado de posicao do ICN sobre 0 acesso universal

    a aqua propr ia para consumoAnexo 4: Enunciado de posicao do ICN sabre os services de saude

    acessiveis com financlamento publico

    Leitura adicional e recursos recomendados

    Heferencias blblloqraficas

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    12 de Maio de 2011

    Caros colegas,Apesar de se terem verificado sucessos da maior importancia namaterlallzacao dos Objectives de Desenvolvimento do Milenio, haainda enormes desigualdades no estado de sauce e na esperancede vida entre os parses de rendimentos elevados, lnterrnedlos e bal-xos; entre homens e mulheres, e entre os residentes em meio rurale urbano.A capacidade de aceder aos services de saude e fundamental paramelho.rar asaude, 0 bern-estar e a ssperanca de vida de todos. Noentanto, a concret lzacao deste requisi to fundamental continua a serlimitada pelos custos, idiomas, ausencla de proximidade, pelas poll -t icas e praticas, bem como por muitos outros factores.Na sua qualidade de principal, e em alguns casos unlco, grupo deprofissionais de saude que presta cuidados de saude primaries emmuitos dos contextos mais desafiantes, os enfermeiros sao essen~ciais para a melhoria da equidade e do aeesso aos cuidados desaude, bem como para uma qualidade acrescida desses mesmoseuidados.Este kit do Dia Internacional do Enfermeiro (DIE) de 2001 retorca anossa cornpreensao aeerca do acesso e da equidade, bem como doefeito das desigualdades em Saude, Descreve as barreiras existentese como podemos melhorar 0 acesso e a equidade. Larrea tarnbemuma luz sobre a importancia dos determinantes sociais da saude,demonstrando de que forma os enfermeiros podem aborca-los e, aoIaze-lo, melhorar 0 acesso e assegurar a equidade nos cuidadosprestados.

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    o Conselho Internacional de Enfermeiros acredita que os entermelrostem um papel importante a desempenhar para conseguir a equidadeem Saude e para desenvolver uma cornpreensao clara de como 0sector da Saude pode actuar para reduzir as iniquidades.

    Com os mel hares cumprimentos,

    Rosemary BryantPresidente do ICN

    David C. BentonDirector-geral do ICN

    6International Council of Nurses

    3 , P la ce [ ea n -t -t ar te a u 1 20 I G e ne ve S us se - T el ; 4 1 ( 2 2) 9 08 0 I 00F ac -t ! ( 22 ) 9 08 a 1 0 I - E -m ai l: i c r@ c: n _c : h-vvebsite www:icn .ch

    \!.I(- I'I1.

    INTRODUCAO

    Em 2001, a comunidade internacional aprovou as Objectivos deDesenvolvimento do Mllenio (ODM). 0 compromisso para com asODM representou uma determinacao para fazer melhorias significa-tivas no estado de saude da populacao mundial e reconheceu que 0impacto da doenca nao se fazia sentir de forma homoqenea, Exist iarnenormes desigualdades no estado de saude e na esperance de vidaentre rices e pobres, entre nacoes desenvolvidas e em desenvolvi-mento, entre homens e mulheres e entre residentes em meios ruraise habitantes de meios urbanos,Passados 10 anos, obtiveram-se ganhos significativos, com a relate-rio de avaliacao de 2009 a destacar melhorias no que respeita aintervencoes de sauce fundamentais, como 0 controlo da malaria edo VIH e a vaclnacao contra 0 sarampo (UN, 2010). No entanto, 0retatorio tarnbern destacou desigualdades abisrnais entre a sauce, 0oem-estar e a esperance de vida de diferentes grupos de pessoas.A capacidade de aceder aos servicos e fundamental,' 0 acesso aosservices pode serlimitado pelos custos, idiomas, ausencla de proxi-midade, por polftlcas e pratlcas que tornam um service culturalmenteinadequado, pela fraca qualidade, au simplesmente pela falta dedisponibilidade ou por polfticas explfcitas de racionalizacao.

    II I

    Tarnbern e importante reconhecer que a sauce naoe meramente umamercadoria produzida pelos services de saude. E determinada social-mente, sendo tarnbern lntluenciada pela genetica e pelo rneloamolente. A capacidade de conseguir uma boa sauce ou, inversa-mente, 0 risco de sofrer de saude debit sao afectados pelo estatutosocioeconomico.Jocallzacao geografica, participacao no mercado de

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    Acessoo que e 0 acesso?o acesso refere-se a capacidade de obter um bem au service no temporequerido. 0 que constitui exactamente a born acesso e diffci l de defi-nir e ira variar consoante a contexto. No entanto, conforme assinaladopar Chapman et a/. , existe urn bam acesso quando as doentes con-seguem obter a service certo, na hora certa e no lugar certo (Chapmanet a/. , 2004, p. 374).Os elementos-chave do acesso in-cluem a disponibilidade, a utilizacao(usa dos services disponfveis parparte da populacao), a relevancia (osservices prestados reflectem asnecessidades e prefersnclas dos grupos populacionais), a efectividade(se a tratamento pretendido au os resultados do service sao atingidos)e a equidade, que se refere as dlterencas no acesso entre gruposdiferentes, conforme discutido mais adiante neste capitulo (Chapmanet a/., 2004). As barreiras ao acesso podem incluir:

    trabalho, educacao, genero, preferencia sexual e uma serle de outroselementos que tern impacto, quer directa quer indirectamente, nacapacidade de cada um para atingir e manter uma boa saude.A ligayao essenclal entre a sauce e 0 meio ambiente em que se vivefoi reconhecida em 2005, quando a Orqanizacao Mundial de Saude(OMS) estabeleceu a Comissao dos Determinantes Sociais da Saude(Commission on the Social Determinants of Health, CSDH) paradisponibi lizar a evldencia daquilo que pode ser feito para promovera equidade em Sauds e para promover urn movimento global para 0conseguir (CSDH, 2008).Canforme assinalado par essa Comissao (CSDH, 2008, p. 188), osenfermeiros e outros profissionais de sauce tern um importante papela desempenhar para atingir a equidade, e e vital 0 desenvolvimentode uma compreensao s61idade como 0sector da Saude pode actuarpara reduzir as suas iniquidades. Os enfermeiros tarnbern precisamde compreender 0 seu pr6prio papel na prestacao de cuidados desaude equitativos e acessfveis. 0 presente kit pretende auxiliar nesseprocesso.

    CAPITULO 1Compreender 0 acessoe a equidade

    Acesso (substantivo) 1. Meio ou oportu-nidade de se aproximar ou deentrar numlocal . Direi to ou oportunidade de usaralgo ou ver alquern.

    (Pearsall, 2002)

    Falta de capacidade e disponibilidade (incluindo a racionalizacao).Os exemplos incluem longas l istas de espera para tipos particu-lares de tratamento, carencias de infra-estruturas ou de pessoalpara que um service possa ser prestado, au falta de servicos nolocal ou no tempo em que sao necessaries,

    Custo. 0 pagamento total ou parcial de muitos tipos de cuidadosde sauce continua a ser a norma em muitos parses, 0 que podeconstituir uma barreira significativa para as populacoes pobres.

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    Idioma e cultura. Tomar providsncias para que os membros dacomunidade acedam a servlcos de sauce no idioma da suacomunidade constitui uma parte importante de tornar os cuidadosde sauce acessfveis e efectivos. Da mesma forma a falha em- ,atender as diferentes normas culturais pode ter um impactoadverso na vontade das pessoas em procurar ajuda, bem comona efectividade do tratamento.

    Sensibilidade e preparacao do pessoal. Os padr6es e a etlcaprofissional exigem que os enfermeiros e outros profissionais desaude pres