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COMENTÁRIOS PROVA OAB VII - 2012.1 - DIREITO ADMINISTRATIVO

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PROFESSOR JOS ARAS COMENTRIOS PROVA 2012.1 VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO DIREITO ADMINISTRATIVOEm algum local entre So Paulo e Salvador, madrugada de 9 de Julho de 2012 (rs rs rs).

Queridssimo(a) amigo(a), aluno(a) dos cursos preparatrios LFG (telepresencial) e Presencial Salvador.

com imenso prazer que envio, conforme prometido, os comentrios s questes cobradas na prova da 2 Fase de Direito Administrativo, aplicada no Domingo, 8 de Julho de 2012, pela respeitvel Fundao Getlio Vargas.

Friso que as consideraes abaixo correspondem a um (modesto) indicativo do gabarito oficial que a FGV logo estar divulgando, juntamente com o resultado parcial da 2 Fase.

Tenho certeza que manteremos nossos extraordinrios ndices de aprovao e agradeo a todos pelo empenho, pela perseverana, pela confiana e pela F!

E por falar em F, a Pea prtico-profissional ter sido praticamente IDNTICA ao simulado que elaboramos e trabalhamos longamente nos nossos cursos mais um sinal (dentre tantos outros!), da presena de Jesus abenoando nossas vidas e o nosso Curso!

E mais uma vez o treino, a identificao e a elaborao da Pea Profissional foi determinante para o nosso sucesso!

Por isso mesmo que muito me alegra estar frente de cursos (presencial e telepresencial) que no se limitam a preparar o estudante para to somente passar na prova. Vamos sempre muito alm disso!!!

O cuidadoso estudo tambm de peas como MS Coletivo, Contestao, Recurso Ordinrio, contagem de prazos, dentre outros temas, a forma que eu tenho de demonstrar o meu compromisso tambm com a sua vida profissional, para que voc

PROFESSOR JOS ARAS COMENTRIOS PROVA 2012.1 VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO DIREITO ADMINISTRATIVOpossa prestar um bom servio aos seus futuros clientes e sociedade, honrando o nobre exerccio da advocacia.

Aproveitando o ensejo (como diz minha secretria rs rs rs), agradeo a todos vocs pela divulgao do nosso nome, do nosso curso e dos nosso Livro de Prtica Profissional (j na 3 Edio em menos de dois anos de lanado!!!), assim como pelas constantes manifestaes de carinho!

Faz postitao comigo, , , !!!!! rs rs rs

Tenho recebido diversos e-mails que muito me emocionam e renovam a cada dia o meu entusiasmo para seguir nessa Misso.

So CENTENAS de e-mails e peo desculpa a quem ainda no pude responder pessoalmente...

Muito Obrigado por tudo!

E se somos considerados os melhores, porque contamos com vocs: os melhores alunos que existem nesse Pas!!!

E eu ME ORGULHO muito, MUITO, de vocs!

Desejo que o Nosso Bom Jesus Cristo continue os iluminando, agora no exerccio da advocacia!

So os votos do amigo,

Jos Aras ([email protected] / twitter: @josearas) Facebook: http://www.facebook.com/JoseAras E-mail de material extra: [email protected]

PROFESSOR JOS ARAS COMENTRIOS PROVA 2012.1 VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO DIREITO ADMINISTRATIVOPEA PRTICO-PROFISSIONAL

O Municpio Y, representado pelo Prefeito Joo da Silva, celebrou contrato administrativo com a empresa W cujo scio majoritrio Antonio Precioso, filho da companheira do Prefeito , tendo por objeto o fornecimento de material escolar para toda a rede pblica municipal de ensino, pelo prazo de sessenta meses. O contrato foi celebrado sem a realizao de prvio procedimento licitatrio e apresentou valor de cinco milhes de reais anuais. Jos Rico, cidado consciente e eleitor no Municpio Y, inconformado com a contratao que favorece o filho da companheira do Prefeito, o procura para, na qualidade de advogado(a), identificar e minutar a medida judicial que, em nome dele, pode ser proposta para questionar o contrato administrativo. A medida judicial deve conter argumentao jurdica apropriada e o desenvolvimento dos fundamentos legais da matria versado no problema, abordando

necessariamente: i) competncia do rgo julgador; ii) a natureza da pretenso deduzida por Jos Rico; iii) os fundamentos jurdicos aplicveis ao caso. (Valor: 5,0).

PROPOSTA DE MODELO DA PEA (Elaborado com a mesma base da pea que estudamos no nosso curso, dentre elas as constantes nas pginas ____ e ____ do nosso livro de Prtica Profissional de Direito Administrativo Ed. JusPodivm)

Notas: 1) Parabns a quem lembrou do ttulo eleitoral na qualificao do autor da ao; 2) Parabns a quem lembrou que na AP temos 3 categorias de rus! No caso os beneficirios podem ser apontados como sendo a empresa W e o scio majoritrio Antonio Precioso. No obstante, acredito que quem colocou apenas Antonio Precioso ter a pontuao integral a esse item; 3) O valor da causa (se cobrado for) dever corresponder ao somatrio do valor anual, conforme indicado abaixo.

PROFESSOR JOS ARAS COMENTRIOS PROVA 2012.1 VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO DIREITO ADMINISTRATIVOEXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PBLICA DA COMARCA Y, ESTADO... (10 linhas)

JOS RICO, estado civil, profisso, domiclio e residncia, CPF, RG, ttulo eleitoral em anexo, por seu advogado, regularmente constitudo pelo instrumento de mandato em anexo, vem perante V. Exa., com fulcro no art. 5, LXXIII, da CRFB, c/c a Lei 4.717/65, propor AO POPULAR, com pedido de liminar, contra o MUNICPIO Y, pessoa jurdica de direito pblico interno, com sede na, CNPJ, contra JOO DA SILVA, estado civil, Prefeito, domiclio e residncia, CPF, RG, contra EMPRESA W, pessoa jurdica de direito privado, com sede na, CNPJ e contra ANTONIO PRECIOSO, estado civil, profisso, domiclio e residncia, CPF, RG, ante os fatos e fundamentos jurdicos a seguir expostos: DOS FATOS O Municpio Y, representado pelo Prefeito Joo da Silva, celebrou contrato administrativo com a empresa W cujo scio majoritrio Antonio Precioso, filho da companheira do Prefeito , tendo por objeto o fornecimento de material escolar para toda a rede pblica municipal de ensino, pelo prazo de sessenta meses. Ocorre que o contrato, que apresentou valor de cinco milhes de reais anuais, foi celebrado sem a realizao de prvio procedimento licitatrio e foi firmado com o objetivo de favorecer o referido Ru Antonio Precioso, filho da companheira do Prefeito. DO DIREITO O ordenamento jurdico ptrio estabelece que a administrao pblica dever obedecer processo licitatrio para a aquisio e contratao de bens e servios, conforme se v, dentre outros, do art. 37, XXI, da CRFB, abaixo transcrito: XXI - ressalvados os casos especificados na legislao, as obras, servios, compras e alienaes sero contratados mediante processo de licitao pblica que assegure igualdade de condies a todos os concorrentes, com clusulas que estabeleam obrigaes de pagamento, mantidas as condies efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitir

PROFESSOR JOS ARAS COMENTRIOS PROVA 2012.1 VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO DIREITO ADMINISTRATIVOas exigncias de qualificao tcnica e econmica indispensveis garantia do cumprimento das obrigaes. A simples leitura do dispositivo constitucional suficiente, data venia, para perceber-se que a regra da licitao incidente sobre a contratao objeto do presente feito, o que no foi observado pelos Rus. Da resulta a flagrante nulidade do contrato, dentre outros, por vcio de forma, ante a ausncia de realizao de licitao; ilegalidade do objeto, uma vez que seu contedo viola a lei; e desvio de finalidade, na medida em que a contratao em tela visa favorecer o filho da companheira do Prefeito. Nesse diapaso, a Lei 4.717/65, no art. 2, alneas b, c e e e pargrafo nico, alneas b, c e e, estabelece a nulidade dos atos como o objeto do presente feito, literis: Art. 2 So nulos os atos lesivos ao patrimnio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de: ... b) vcio de forma; c) ilegalidade do objeto; ... e) desvio de finalidade. Pargrafo nico. Para a conceituao dos casos de nulidade observar-se-o as seguintes normas: ... b) o vcio de forma consiste na omisso ou na observncia incompleta ou irregular de formalidades indispensveis existncia ou seriedade do ato; c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violao de lei, regulamento ou outro ato normativo; ... e) o desvio da finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explcita ou implicitamente, na regra de competncia. Mas no s, Excelncia.

PROFESSOR JOS ARAS COMENTRIOS PROVA 2012.1 VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO DIREITO ADMINISTRATIVOO mencionado contrato vem sendo custeado com dinheiro pblico, do que resulta em flagrante lesividade ao patrimnio do Municpio Y, tudo isso sem embargo da violao, pelo Ru, ao princpio da moralidade, a implicar na declarao da nulidade do ato, notadamente com a imposio da devoluo integral dos valores ilegalmente gastos com o contrato. Vale ressaltar, finalmente, que a conduta acima denunciada tambm configura a prtica de atos de improbidade administrativa, cuja persecuo haver de ser efetivada pelo Ministrio Pblico ou pela procuradoria da pessoa jurdica lesada, na forma da Lei 8.429/92. DO PEDIDO LIMINAR A relevncia do fundamento invocado reside nos argumentos fticos e jurdicos acima expostos, mormente nos documentos colacionados presente, os quais do conta de que existe o bom direito ora vindicado, notadamente em face das violaes s normas e aos princpios supramencionados. O periculum in mora, por sua vez, afigura-se patente, uma vez que a natural demora do processo causar leso de dificlima reparao, notadamente com a ampliao dos prejuzos municipalidade, ante o desvio de verbas pblicas em favor do filho da companheira do Prefeito, ora tambm Ru, a demonstrar a urgncia no deferimento do pedido de liminar adiante formulado. Presentes, portanto, os requisitos necessrios ao deferimento da medida initio litis, requer o Autor Popular, com espeque no art. 5o, 4o, da Lei 4.717, de 1965, a concesso de liminar para sustar os efeitos do contrato administrativo celebrado entre o Municpio Y e a empresa W, at final deciso da presente

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