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CONCEITOS FUNDAMENTAIS

APOSTILA CURSO DE RECREAO

Conceitos fundamentais ......................................02

Caractersticas bsicas de recreao ....................04

Perfil dos profissionais de recreao .................... 05

Organizao de um programa recreativo..............07

Lazer e qualidade de vida .....................................11

A recreao em escolas ........................................12

A recreao em hotis ..........................................13

A recreao em acampamentos e acantonamentos.16

A recreao em festas ..........................................17

A recreao em clubes .........................................19

A recreao em empresas ....................................20

A recreao em academias desportivas ...............21

A recreao em navios .........................................22

A recreao em nibus de turismo .......................23

A recreao na natureza .......................................24

Diferenas entre jogos e brincadeiras ..................28

Adequao de atividades ldicas as diversas

faixas etrias .........................................................30

Atividades ldicas de sociabilizao ....................35

As gincanas ...........................................................36

Matroginstica .......................................................38

Atividades ldicas para dias de chuva ...................39

Rodas e brincadeiras cantadas ...............................40

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Pretendemos neste captulo deixar claras e diferenciadas as idias de Lazer e Recreao. Para isso, precisamos anteceder e partir de algumas outras idias, que veremos a seguir.

Chamaremos de TEMPO TOTAL todo o tempo da vida de uma pessoa, ou seja, todas as horas do dia, todos os dias do ano e assim por diante. Esse tempo total subdivide-se em trs partes, as quais no tem obrigatoriamente a mesma durao. Podemos ainda dizer, num estudo mais aprofundado, que cada uma dessas partes aumenta em funo da diminuio de alguma das outras duas. Vamos analis-las independentemente.

A primeira delas chamaremos de TEMPO DE TRABALHO. esse o tempo que uma pessoa utiliza direta ou indiretamente em funo de sua produo. Isso implica em compromisso, responsabilidade, obrigao e mesmo retorno financeiro. Consideraremos como tempo de trabalho tambm o tempo que as pessoas utilizam indiretamente para que sua produo ocorra, como, por exemplo, o tempo gasto para chegar-se ao local de trabalho, ou mesmo, o tempo que um professor gasta para elaborar uma aula ou corrigir provas, mesmo que isso acontea fora de seu ambiente e fora ele seu horrio especfico de trabalho.

Isto posto, necessrio frisar que TEMPO de trabalho e HORRIO de trabalho so coisas diferentes, ou seja, nem tudo o que a pessoa faz em funo de sua produo feito em seu HORRIO de trabalho, mas sempre ser TEMPO de trabalho. O tempo de estudo, dentro e fora da escola, tambm ser considerado como tempo de trabalho.

A segunda parte da diviso chamaremos de TEMPO DE NECESSIDADES BSICAS VITAIS. Esse todo o tempo utilizado para realizao de necessidades sem as quais um ser humano no vive, ou no tem boas condies de sobrevivncia. Podemos dividi-las em quatro grandes grupos: sono, alimentao, necessidades fisiolgicas e higiene.

A terceira parte, a mais importante em nosso estudo chamaremos de TEMPO LIVRE. Se as outras duas partes do tempo total esto ocupadas, o que sobra tempo livre. Podemos ainda conceituar o tempo livre da seguinte maneira: tomando-se o tempo total de uma pessoa, extraindo-se o tempo de trabalho e o tempo de necessidades bsicas vitais, o que resta tempo livre.

dentro de seu tempo livre que as pessoas tm seu tempo de lazer. Ao surgir em uma pessoa uma predisposio, um estado de esprito favorvel, uma vontade de se dedicar a alguma atitude voltada para o ldico, essa pessoa se encontra numa situao de Lazer. Ldico tudo aquilo que leva uma pessoa somente a se divertir, se entreter, se alegrar, passar o tempo. importante observarmos que esse estado de esprito acontece espontaneamente e no pode ser provocado, talvez, apenas estimulado.

A partir do momento que uma pessoa passa a concretizar essa vontade chamada lazer, ela est tendo sua recreao. Devemos observar que a recreao no a atividade, mas sim o fato de estar-se concretizando esse anseio. Recreao uma circunstncia, uma atitude.

A atividade que a pessoa pratica e atravs da qual ela consegue atingir sua recreao chamamos de ATIVIDADE LDICA ou ATIVIDADE RECREATIVA. Devemos estar atentos para no confundirmos a recreao com a atividade recreativa.

Devemos ainda considerar que existem determinadas atitudes que uma pessoa dentro de seu tempo livre, mas no so Lazer, pois no apresentam o componente ldico. Temos, como exemplo, uma festa qual no queremos comparecer, porm vamos por obrigao, ou ainda um velrio, ou mesmo fazer as compras do dia-a-dia. So estas as chamadas OBRIGAES SOCIAIS.

Repensando os estudos feitos at este ponto, conceituaremos Lazer e recreao da seguinte maneira:

O LAZER o estado de esprito em que o ser humano se coloca, instintivamente (no deliberadamcnte), dentro do seu tempo livre, em busca do ldico (diverso, alegria, entretenimento) .

A RECREAO o fato, ou o momento, ou a circunstncia que o indivduo escolhe espontnea e deliberadamente, atravs do qual ele satisfaz (sacia) seus anseias voltados ao seu lazer

No podemos deixar de citar dois outros conceitos tambm importantes:

CIO "nada fazer" de forma ldica, positiva e opcional. Pode at ser uma opo de lazer.

OCIOSIDADE "nada fazer" de forma negativa, compulsria. O indivduo preferiria estar fazendo algo, mas impedido, no tem opo.

CARACTERSTICAS BSICAS DA RECREAO

A recreao apresenta cinco caractersticas bsicas, as quais devero ser sempre observadas, pois uma vez quebradas fazem com que o praticante no desenvolva sua recreao na forma mais ampla. So elas:

1 - A recreao deve ser encarada pelo praticante como um fim em si mesma, sem que se espere benefcios ou resultados especficos.

A pessoa que busca sua recreao nunca ter outro objetivo com sua prtica que no apenas o fato de se recrear. H um total descompromisso e uma total gratuidade. No busca qualquer tipo de retorno.

2 - A recreao deve ser escolhida livremente e praticada espontaneamente, segundo os interesses de cada um.

Cada pessoa ter oportunidade de opo quanto quilo que pretenda fazer em funo de sua recreao e, se preferir, ainda optar por no t-la naquele ou em qualquer outro momento. Uma pessoa no pode forar outra prtica da recreao; pode apenas sugerir ou motivar. Ningum recreia ningum. Os profissionais de recreao apenas criam circunstncias propcias para que cada pessoa se recreie.

3 - A prtica da recreao busca levar o praticante a estados psicolgicos positivos.

A recreao tem carter hedonstico; est sempre ligada ao prazer; recreao busca prazer. necessrio tomar-se cuidado com a prtica de determinadas atividades ldicas que durante seu desenrolar podero desviar-se e acarretar no praticante sensaes indesejadas e negativas.

4 - A recreao deve ser de natureza a propiciar pessoa exerccio da criatividade. Na medida em que se oferea estimulao, essa criatividade deve ser plenamente desenvolvida.

O momento da prtica da recreao propcio ao desenvolvimento da criatividade, pois de acordo com as caractersticas anteriores, notamos que no existe cobrana, o momento de se ser criativo, pois no h nada a perder, nem mesmo tempo, porque ldico passar-se o tempo, no importando como. A importncia da criatividade para a pessoa enorme, pois engrandece a personalidade e prepara para uma condio melhor de vida. O trabalho ser muito melhor e apresentar resultados muito mais satisfatrios se desenvolvido desde a infncia.

5 - Nas caractersticas de organizao da sociedade nos nveis econmicos, sociais, polticos e culturais em geral, a recreao de cada grupo escolhida de acordo com os interesses comuns dos participantes.

Pessoas com as mesmas caractersticas tm uma tendncia natural de se procurarem e se agruparem. Seu comportamento semelhante. Essas pessoas formam os chamados grupos de iguais. Cada grupo de iguais, de acordo com suas caractersticas, busca um determinado tipo de recreao.

Pessoas semelhantes buscam situaes semelhantes de recreao. Pessoas diferentes buscam recreao diferente. a isso que se deve a dificuldade de se atrair um grupo muito heterogneo na sua totalidade para uma mesma atividade ldica.

PERFIL DOS PROFISSIONAIS DE RECREAO

Todo profissional envolvido com recreao chamado de recreacionista. Porm, em situaes diferentes, os recreacionistas assumem papis diferentes, de acordo com as necessidades do momento: Animadores, Supervisores ou Tcnicos em Recreao. Uma mesma pessoa pode ocupar cargos diferentes em momentos diversos, ou mesmo acumular funes concomitantemente.

O ANIMADOR aquele que tem contato direto e estrito com o pblico participante e com as atividades ldicas desenvolvidas. So caractersticas importantes para o bom desenvolvimento do trabalho do animador: ser comunicativo, simptico, alegre, malevel, perspicaz, divertido e brincalho, sabendo estabelecer e respeitar limites.

So suas principais funes: auxiliar o planejamento das atividades ldicas; operacionalizar as atividades ldicas; liderar para que todos participem das atividades ldicas; explicar o funcionamento das atividades ldicas; coordenar as atividades ldicas; propiciar a integrao dos grupos; criar situaes de estados psicolgicos positivos; arbitrar quando se fizer necessrio; zelar pelo material antes, durante e depois da ativ