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CONSTRUÇÕES PAINEIS EPS

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  • CONSTRUES EM PAINIS DE EPS 1. CARACTERSTICAS TCNICAS

    EPS a sigla internacional do Poliestireno Expandido de acordo com a definio da norma DIN ISO-1043/78. um plstico celular rgido, derivado do petrleo atravs da polimerizao do estireno em gua, constituindo-se em uma espuma termoplstica, classificada como material rgido tenaz. No estado compacto, o poliestireno expandido um material rgido, incolor e transparente.

    Na polimerizao, o pentano hidrocarboneto que entra em ebulio temperatura ambiente -, utilizado como elemento expansivo. Para melhorar as propriedades do poliestireno, particularmente sua resistncia ao fogo, outros aditivos so acrescentados na fase de polimerizao, apresentando-se, ento o material sob forma granulada, de aspecto vtreo. Para obteno dos blocos de EPS, o material submetido ao de vapor saturado, produzindo uma expanso dos grnulos de poliestireno vtreo em cerca de 20 a 50 vezes o volume inicial, obtendo-se ento os diferentes tipos. A espuma termoplstica resultante contm 98% de ar e 2% em volume de matria slida na forma de poliestireno, o que garante ao EPS suas propriedades fsicas peculiares, de extrema leveza e de excelente isolao termo acsticas. Foi descoberto em 1949 pelos qumicos Fritz Stastny e Karl Buchholz na Alemanha. No Brasil conhecido como Isopor, marca registrada da Knauf, que designa comercialmente os produtos de poliestireno expandido comercializados por ela. So fabricados sete diferentes tipos de EPS, cujas propriedades bsicas tm os seguintes valores:

    TIPOS DE EPS PROPRIEDADES NORMA

    Mtodo Ensaio

    Unid.

    TIPO 1

    TIPO 2

    TIPO 3

    TIPO 4

    TIPO 5

    TIPO 6

    TIPO 7

    Densidade Aparente Nominal

    NBR 11 949

    Kg/m 10,0 12,0 14,0 18,0 22,5 27,5 32,5

    Densidade Aparente Mnima

    NBR 11 949

    Kg/m 9,0 11,0 13,0 16,0 20,0 25,0 30,0

    Condutividade Trmica Mxima (23C)

    NBR 12094

    W/m.K - - 0,042 0,039 0,037 0,035 0,035

    Tenso por Compresso com deformao de 10%

    NBR 8082 kPa 33 42 65 80 110 145 165

    Resistncia Mnima Flexo

    ASTMC-203

    kPa 50 60 120 160 220 275 340

    Resistncia Mnima ao Cisalhamento

    EM-12090 kPa 25 30 60 80 110 135 170

    Flamabilidade (se Material Classe F)

    NBR 11948

    Material Retardante Chama

  • A identificao destes tipos feita atravs de etiquetas de identificao, com o selo da Abrapex em marca d gua, da seguinte forma: 9 TIPO 1 (9 10kg/m) e TIPO 2 (11- 12kg/m) + Classe

    Tarja Verde ou Tarja Vermelha (se for retardante chama) 9 TIPO 3 (13 14kg/m) e TIPO 4 (16 - 18kg/m)

    Tarja Azul ou Tarja Vermelha (se for retardante chama) 9 TIPO 5 (20 22,5kg/m), TIPO 6 (2527,5kg/m) e TIPO 7 (25

    31,5kg/m) Tarja Preta ou

    Tarja Vermelha (se for retardante chama). A composio qumica do poliestireno expandido mostra que a combusto do material, por ser um simples hidrocarboneto, no provoca emisso de gases txicos, como acontece com outros plsticos, no contendo e no produzindo gs CFC ou qualquer outro gs agressivo camada de oznio. Por suas caractersticas tcnicas de

    baixa condutividade trmica; baixo peso; resistncia mecnica; baixa absoro de gua; absoro de choques; resistncia compresso; resistncia ao envelhecimento; no emitir gases txicos; no produzir gases agressivos camada de oznio da Terra, proporciona muitas vantagens na sua utilizao, como: facilidade de manuseio; versatilidade de formatos e tamanhos; resistncia ao envelhecimento; ser imputrescvel, no mofar, no servir como alimento a micro-organismos.

    A maior de suas contribuies dada ao meio ambiente, pois no contamina nem o solo, nem a gua e nem o ar, 100% reciclvel e reaproveitvel. Ao ser reciclado, o EPS pode ser utilizado novamente como matria prima. Aps ter cumprido a sua funo, o material torna-se um resduo. No caso do EPS existem diversas possibilidades para a reduo e o aproveitamento deles.

  • A indstria do EPS esfora-se continuamente em reduzir a quantidade de matria utilizada no fabrico dos seus produtos, tanto atravs de melhoramentos do material como atravs de formas que otimizam o desempenho. Os produtos de EPS podem ser reutilizados em muitas situaes, como em embalagens especialmente projetadas para suportarem viagens mltiplas. Ao reduzir o peso das embalagens, reduz o peso total da mercadoria transportada, conseqentemente, reduzindo o consumo de combustveis dos veculos de transporte, o impacto do excesso de cargas transportadas sobre as pavimentaes das rodovias e a emisso gs carbnico no meio ambiente. Os resduos provenientes de embalagens industriais e de distribuio so viveis de serem submetidos reciclagem mecnica por se encontrarem limpos. Existem vrias alternativas para este processo de reciclagem:

    Os resduos so modos e reintroduzidos no processo de fabrico, sendo misturados com material virgem;

    Os resduos so triturados e misturados com terra. Tal contribui para a drenagem e a areao dos solos;

    Os resduos triturados tambm contribuem para a areao dos resduos orgnicos, facilitando a sua transformao em composto;

    O EPS modo com diferentes granulometrias misturado com diversos materiais para produzir materiais de construo, tais como tijolos porosos, rebocos isolantes;

    Os resduos de EPS so facilmente trabalhados, atravs da desgaseificao, fuso (ou sinterizao) e granulagem do plstico, obtendo-se poliestireno compacto, que pode voltar a ser utilizado como matria prima num sem nmeros de produtos.

    A reciclagem Qumica trata-se de uma maneira de obter as matrias primas com que so fabricados os plsticos. No aproveitamento energtico, como com todos os plsticos, o EPS contm um alto teor calorfico. Um Kg de EPS contm tanta energia quanto 1,3 litros de combustvel para aquecimento. A utilizao de resduos de EPS como fonte energtica reduz a necessidade de consumir combustveis fsseis, conservando os recursos naturais. As emisses provenientes de combusto do EPS, estas so anlogas s dos outros combustveis vapor dgua, dixido de carbono e quantidades diminutas de cinzas no txicas. Sobre o EPS podemos concluir que:

    um bom exemplo para o uso eficiente dos recursos naturais; O fabrico e utilizao no comportam nenhum risco para a sade

    humana nem para o meio ambiente; No danifica a camada de oznio. No utiliza, nem nunca utilizou, no

    processo de fabrico gases das famlias CFC e HCFC; O processo de fabrico consome pouca energia e no geram resduos;

  • A utilizao de EPS no isolamento trmico de edifcios proporciona uma poupana notvel de energia;

    O EPS no constitui substrato para fungos e outros microorganismos; Representa uma pequenssima parte dos resduos slidos urbanos; Encerra um alto poder calorfico, o que o torna propcio para a

    recuperao energtica atravs da incinerao; No solvel em gua, pelo que no liberta substncia para o ambiente; 100% reciclvel.

    2. REFERNCIAS NORMATIVAS 9 NBR 11752 Materiais celulares de poliestireno para isolamento

    trmico na construo civil e cmaras frigorficas. 9 NBR 7973 Determinao de absoro de gua Mtodo de ensaio. 9 NBR 8081 Permeabilidade ao vapor d gua Mtodo de ensaio. 9 NBR 8082 Resistncia compresso Mtodo de ensaio. 9 NBR 10411 Inspeo e amostragem de isolantes trmicos

    Procedimento. 9 NBR 11948 Ensaio de Flamabilidade Mtodo de ensaio. 9 NBR 11949 Determinao da massa especfica aparente. Mtodo de

    ensaio. 9 NBR 12094 Determinao da condutividade trmica Mtodo de

    ensaio. 9 ASTM C-203 Test method for breaking load and flexural properties of

    block-type thermal insulation. 3. APLICAES Por sua baixa condutividade trmica e leveza, o EPS sempre esteve relacionado ao conforto ambiental, nos isolamentos trmicos e acsticos em paredes e lajes, aliado a diversos processos de impermeabilizao, de nivelamento de lajes e tratamento de juntas de dilatao. Indicado para o preenchimento de vazios, especialmente em painis e lajes industrializados, pode tambm ser empregado como concreto leve, como aterro estvel em solos frgeis com ampla aplicao na engenharia rodoviria, como dreno de grande eficincia, painis divisrios, fachadas contnuas, painis autoportantes, blocos vazados, forma para colunas. Por suas caractersticas tcnicas, onde leveza, facilidade de manuseio e versatilidade se aliam boa resistncia mecnica e compresso, capacidade de absoro de choques, baixo envelhecimento, baixa condutividade trmica e absoro de gua, e considerando a necessidade de construes sustentveis, que faam uso racional da energia, o EPS vem sendo apontado como um produto estratgico.

  • 3.1 ISOLAMENTOS TRMICOS E ACSTICOS

    Em edificaes trreas a superfcie de exposio ao calor ou frio tem 70% da troca de calor atravs do telhado. Em sobrados, em mdia de 50%. Quem pretende projetar ou construir com resultados confortveis e de econmica de energia com ar condicionado deve sempre pensar no isolamento trmico da cobertura. Em climas de variaes muito grandes em relao s temperaturas de conforto o mesmo cuidado deve ser tomado tambm com as paredes.

    O EPS pode sempre ser fornecido em placas nas espessuras adequadas a um bom isolamento trmico ou qualquer outra determinada pelo consumidor, facilitando bastante seu manuseio e aplicao.

    O isolamento trmico de telhados pode ser feito diretamente sob as telhas. Neste caso h diferentes posies de acordo com o processo construtivo usado, tipo de telha ou at para telhado j concludo.

    a) Telhado de fibrocimento

    Colocam-se as placas de EPS em dimenses adequadas, juntamente com as telhas, sobre as teras ou entre elas. Usa-se como apoio fios de arame esticados transversalmente as teras e fixados nelas.

  • Por suas caractersticas fsicas e de alta resistncia mecnica relacionada com baixo coeficiente de condutividade trmica (0,030 a 0,034 w/m C) e baixo ndice de absoro de gua, tornam o EPS o mais indicado para o isolamento trmico de coberturas planas ou telhados.

    ESPESSURAS MNIMADA DA PLACA RECOMENDADA PARA ISOLAMENTO DE TELHADO

    Zona Quente Zona Quente Zona Fria Sem ar condicionado Com ar condicionado ESPESSURA PLACA 5 a 7 cm 5 a 12 cm 5 a 15 cm

    b) Telhado de telhas cermicas, de concreto ou ardsia

    Colocam-se as placas de EPS com juntas verticais sobre os caibros, se possvel com encaixes na horizontal que impeam a penetrao eventual de gua; sobre os caibros pregam-se ripas como mata-juntas e sobre elas as ripas de apoio das telhas. Na Europa, onde as telhas so padronizadas, h placas com relevos j prprios para o apoio das telhas, dispensando as ripas.

    aconselhado o uso de material de classe P1 para coberturas sem trnsito, P2 para coberturas / terraos com trnsito de pedestres e P3 para coberturas / estacionamentos com trnsito de veculos.

    c) Telhados j concludos

    Sempre que a estrutura e o espao interno permitir deve-se aplicar as placas sob as telhas, fixando-as sob os caibros pregando-se ripas como mata-juntas. No havendo condies de faz-lo pode-se sempre isolar sobre o forro, seja ele de laje, madeira ou gesso. Sua fixao pode ser feita com adesivos a base de gua ou lcool.

    Vale ressaltar que este uso exige material da srie F (retardante chama)

  • d) Isolamento de paredes

    Como foi dito anteriormente, h casos em que a irradiao do sol poente chega a aquecer as paredes voltadas para oeste, transformando-as numa bateria que acumula calor. Ao anoitecer, elas irradiam o calor para dentro de casa. Em locais de inverno muito frio se da o contrario: as paredes se resfriam noite roubando o calor do interior das casas. Para ambos os casos, a soluo isolar externamente ou internamente as paredes afetadas. No primeiro caso as paredes poderiam ser apenas bem sombreadas, o que parece mais fcil mas nem sempre econmico. J no caso de invernos rigorosos todas as paredes externas devem ser isoladas, o que se pode fazer facilmente com EPS.

    O isolamento pela face externa das paredes o mais eficiente porque suprime pontos trmicos, reduz os movimentos decorrentes do diferencial de temperatura na estrutura e acrescenta a inrcia trmica na manuteno da temperatura interna da casa. O sistema mais comum de isolamento com revestimento de argamassa sobre as placas de isolante (class. ISO n.10) e o melhor material para esse sistema o EPS. Usa-se o tipo F II (16 a 20kg/m3) em placas que so fixadas sobre o emboo externo das paredes. Sobre elas aplicada uma tela que recebe o revestimento de argamassa de acabamento. Essa argamassa deve ser pintada com tintas resistentes gua para impedir a infiltrao da chuva e de cor clara para reduzir a absoro de calor, porque ambas prejudicam o revestimento do isolamento.

    FORROS ISOLANTES

  • H vrias solues arquitetnicas que demandam forros sob telhados ou sob lajes estruturais que suportam instalaes e tubulaes que devem ser forradas. H tambm vrias solues para forros, entre elas os forros de EPS.

    O forro de placas de EPS sustentadas por perfilados metlicos um dos mais prticos, baratos e isolam termicamente os ambientes forrados.

    O sistema de sustentao pode ser simples perfilados de chapa galvanizada pintada suspensos por tirantes. As placas de EPS so autoportantes, isolantes, impermeveis, permitem relevos decorativos e podem ser pintadas com tintas base de PVA e acrlico. So de manuseio muito fcil, antialrgicas e no so atacadas por cupins.

    A colocao do sistema metlico se inicia pregando uma cantoneira nas paredes determinando o nvel do forro. Os tirantes so fixados na estrutura superior, seja ela de madeira, ao ou concreto, dando suporte ao forro a cada metro. Os perfis inteiros so ento colocados na menor largura do cmodo e os perfis menores so fixados nos inteiros formando retngulos, geralmente de 0,50 x 1,00 m que recebero as placas de EPS presas aos perfis por presilhas de mola.

    O aspecto final fica muito agradvel e a possibilidade de pintura representam mais um leque de variaes na decorao dos ambientes.

    O EPS como isolante acstico:

    Por ser composto de clulas fechadas, o EPS um timo isolante trmico, mas um pobre isolante acstico, como todos os isolantes trmicos eficientes. Por isso, para fazer um piso flutuante onde o EPS trabalhe como isolante acstico, h necessidade de um tratamento prvio das placas de EPS, para que as paredes que fecham as micro clulas sejam rompidas por meio da prensagem ou de calandragem.

  • 3.2 PAINIS MONOLTICOS DE EPS Representa um dos sistemas mais avanados do ponto de vista tcnico em termos de tempo, qualidade e economia. Consiste em atender no mesmo sistema a exigncias normativas de desempenho estrutural, conforto trmico e de impermeabilidade, o que geralmente um desafio complexo nos sistemas construtivos convencionais.

    Os painis monolticos so modulares, pr-fabricados montados com o emprego de uma alma em poliestireno expandido (EPS) entre duas malhas de arame de ao eletrossoldadas. Normalmente so utilizadas chapas de EPS, com densidade de 16kg/m a 18kg/m, do tipo 4F, retardante chama (NBR 11949), e espessura mnima de 80mm, reforados dos dois lados por telas de ao eletrossoldadas de 3,4mm, malha 150x150mm, unidas por grampos, formando um sanduche, e revestidos nas duas faces com argamassa industrializada, lanada manualmente ou projetada. (Fotos 2 e 3).

  • Esta montagem cria uma estrutura monoltica, autoportante, que confere grande vantagem quanto estabilidade da edificao como um todo, distribui de maneira uniforme as cargas sobre as fundaes, e apresenta bom desempenho termo-acstico, isolando o interior do rudo externo e das variaes bruscas de temperatura. Sistemas construtivos monolticos com painis de EPS podem ser utilizados em prdios com vrios pavimentos (onde os painis de sustentao devem ser duplos, com espaamento varivel preenchido com concreto estrutural) e construes com mais de um pavimento sem necessidade de colunas ou vigas. Podem ser empregados para executar tanto paredes como pisos e coberturas inclinadas, sendo largamente utilizado na execuo de residncias, prdios comerciais, industriais e casas populares nos paises europeus, asiticos, africanos e americanos, suportando inclusive abalos ssmicos.

  • Quando acabada, o aspecto da edificao ser de construo tradicional de alvenaria, uma vez que so empregados os mesmos materiais utilizados na construo civil convencional, porm : 9 O painel muito leve entre 2,5 e 4kn/m, chegando a 120kg/m aps

    a aplicao da argamassa estrutural, para paredes simples autoportantes;

    9 As paredes so slidas e seguras, resistindo at a projteis de grosso calibre;

    9 As cargas nas fundaes so distribudas e com reduo de at 50%, o que reduz custos com estacas e baldrames;

    9 A rapidez de montagem confere uma reduo de 40% no tempo de execuo de paredes;

    9 Elimina o desperdcio de material, reduzindo em at 80% os custos com retirada de entulho na obra;

    9 Limpeza e rapidez nas instalaes hidrulicas e eltricas; 9 Maior resistncia ao envelhecimento, uma vez que o EPS no apodrece,

    no ganha bolor, no solvel em gua nem libera substncias txicas para o ambiente, no constitui substrato ou alimento para o desenvolvimento de animais ou microorganismos;

    9 Permite um isolamento trmico e acstico que se traduz em conforto para o usurio sem o uso do condicionamento de ar.

    A execuo da obra muito se assemelha convencional, porm a rapidez e a facilidade na aplicao requer pouca mo de obra especializada e praticamente os mesmos equipamentos utilizados nos sistemas convencionais. So utilizados os seguintes equipamentos necessrios para instalar os painis e organizar o canteiro: 9 Betoneira, para o preparo da argamassa; 9 Projetores pneumticos de argamassa; 9 Compressor; 9 Rguas de alumnio e escoras metlicas com regulagem; 9 Gerador de ar quente, que pode ser substitudo por um simples

    maarico a gs; 9 Ferramentas convencionais de obra e equipamentos de proteo; 9 Estocagem dos painis em local plano, afastado de atividade ou trfego,

    de modo a evitar danos ao material. Deve ser evitada a estocagem a cu aberto de modo a minimizar o acmulo de p prejudicial aderncia da argamassa na face exposta no topo da pilha e a ao dos raios ultravioleta que amarelam a espuma.

    Como ilustrao, sero apresentadas fotos publicadas na revista Tchne, da Editora Pini, edio 129, ano 14, dezembro de 2007 de uma residncia construda com base em um projeto realizado na Itlia, em uma regio sujeita a terremotos, de catlogos disponveis nos sites de fabricantes e do livro

  • Manual de Utilizao EPS na Construo Civil elaborado pela ABRAPEX Associao Brasileira de Poliestireno Expandido editado pela PINI.

  • Primeira Etapa: As fundaes executadas conforme projeto estrutural , devem prever a fixao de arranques de ao de 3,4mm a 5mm, 30cm acima do piso , aonde sero fixados os painis monolticos, alinhados pelo gabarito da obra. So tambm assentadas as tubulaes de esgoto, devidamente ajustadas ao projeto, e aterrado, compactado e nivelado o solo para o lanamento do contrapiso sobre uma lona plstica sem emendas. O contrapiso dever ter o nvel confirmado, pois servir de base para a montagem dos painis de forma eficiente e limpa.

  • Segunda Etapa: Painis para lajes de piso tm o ncleo de poliestireno com espessura de 80mm, com canaletas de 50mm x100mm ao longo do painel para receber armadura adicional e posterior concretagem. Devem ser escorados com contra-flecha de 20mm a 30mm para vos de 3m.

    Terceira Etapa: Nesta etapa os painis so fixados nos arranques, com auxlio de grampeador para grampos de ao CA60, e aplicado reforos com telas de ao eletrossoldadas nas abas dos painis sobrepostas aos painis laterais. Os cantos dos painis e os cantos de portas e janelas tambm so reforados interna e externamente na posio diagonal, com pedaos da mesma tela, para absoro de tenses e eventuais trincas.

  • Quarta Etapa: para alinhamento dos painis so utilizadas rguas (preferencialmente de alumnio) fixadas a 2,00m do piso com escoras regulveis, na diagonal perpendicular s rguas, que, ao serem ajustadas, garantem a verticalidade (prumo) dos mesmos. Caso os painis sejam aplicados num segundo piso, os processos se repetem, utilizando-se a tela dos painis verticais como juno, dispensando arranques.

    Quinta Etapa: O traado das redes de instalaes marcado com tinta spray, conforme os projetos especficos. Com auxlio de uma pistola de ar quente, seguindo as marcas feitas com spray, so abertos sulcos, pela fuso da espuma de EPS. A tubulao toda montada e devidamente soldada sob a tela de ao. As sadas de hidrulica e as caixas para instalao eltrica so fixadas na malha de ao, observando-se a regulagem para que fiquem no mesmo plano da face concluda do revestimento. Uma sofisticao admitida pelo sistema e o aterramento da malha, criando uma gaiola de Faraday. Concludas as instalaes das tubulaes, pode ser iniciado o revestimento.

  • Sexta Etapa: Aplicao da argamassa industrializada para revestimento em duas camadas. A primeira camada preenche a superfcie do painel de EPS at facear com a tela de ao, nas duas faces do painel para que a parede no apresente retrao diferencial nas faces revestidas.

  • Aps a cura total desta primeira camada, so instalados os caixilhos e batentes, que depois de fixados, nivelados e aprumados devem ser protegidos contra os respingos da argamassa na segunda aplicao. A argamassa projetada ou lanada manualmente, deve ser desempenada at atingir a espessura determinada no projeto para o assentamento de revestimento cermico ou final. A argamassa industrializada recomendada para assentamento de cermica em reas internas ACI , em reas externas ACII e ACIII no caso de porcelanato (NBR14081 A 14084). O preparo de argamassa deve ser no trao popular de 3,5:1 (areia:cimento). Para uma mistura bem feita em betoneira deve-se usar: 9 50 kg de cimento 9 159 kg de areia mdia seca 9 100g de fibras de polipropileno (comprimento de 30mm, 10dl).

    O fator gua/ cimento deve ser baixo (abatimento menor que 5 cm medido pelo cone de Abrams). Recomenda-se a colocao de placas de compensado ou lonas junto s paredes para permitir o recolhimento e aproveitamento da argamassa projetada que cai.

    Stima Etapa: Se o projeto da edificao previr telhado, os painis de cobertura (inclinados) podem receber telhas diretamente sobre o concreto desempenado e em processo de cura, evitando assim todo o madeiramento de sustentao do telhado. Caso seja especificada a impermeabilizao, esta poder ser leve. Outros acabamentos , como pisos e pinturas, podero ser feitos pelos processos convencionais. O aspecto final deste tipo de construo praticamente igual ao de uma obra convencional em alvenaria, mas os ganhos de conforto para o usurio, tempo de construo, custo e qualidade estrutural sero maiores. Os Ensaios necessrios so os seguintes:

    a. Ensaios de Caracterizao do EPS: Permeabilidade ao vapor d gua ASTM E 96-80. Absoro de gua ASTM D 2842/69. Densidade Aparente ASTM D 1622/88 Flamabilidade ASTM D 3014/89

    b. Ensaios de Caracterizao da Malha: Ensaio de cisalhamento na trao, ensaio de trao MB776/89, NBR6207/82, EB565/89.

    c. Ensaio de Qualidade Argamassa:

    Determinao da resistncia compresso axial de corpos de prova cilndricos de argamassa NBR 5739.

    d. Ensaio de Qualidade do Painel Pronto: Verificao da resistncia a cargas horizontais, uniformemente distribudas. Verificao da resistncia a impacto de corpo mole.

  • Verificao do comportamento sob efeito de solicitaes transmitidas por portas. Determinao da resistncia flexo e carga concentrada. Verificao do conforto trmico ANSI/ASHRAE 55-1981. Determinao da resistncia ao fogo em paredes com funo estrutural MB 1192/77. Determinao de estanqueidade gua de paredes externas. Isolao de som areo ISSO 140/111. Ensaio em cmara climatizada para avaliao do revestimento aplicado ao desenvolvimento de fungos emboloradores Mil/Std 810 Method 508.3 Fungus.

    3.2 MOLDURAS As molduras so usadas para substituir materiais convencionais como gesso, cimento e madeira. Conforme o modelo, sua aplicao pode ser interna ou externa. So produtos que permitem uma instalao rpida, fcil e limpa, podendo ser instalados em locais j acabados. Tendo a vantagem de substituir o gesso, instalao sem sujeira, perfeito acabamento, garantia permanente, so leves e resistentes, instalao fcil e rpida. A moldura composta de uma pea recortada de EPS revestida em toda a superfcie por uma tela de polister e argamassa sinttica modificada com aditivos MONOMASSA E MONOCRYL, que responsvel pela resistncia, impermeabilidade e segurana que o elemento decorativo necessita.

  • Exemplos de molduras decorativas em EPS:

    As principais vantagens na utilizao da moldura de EPS so : 9 O EPS reduz o peso da moldura em 95%. 9 No apresentam restries em seu uso. 9 No se utiliza guinchos e gruas para a instalao. 9 Fceis de aplicar. 9 Resistentes. 9 Durabilidade testada e certificada.

    3.3 LAJES PR-MOLDADAS UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS O EPS tem caractersticas muito favorveis para utilizao como elemento enchimento de lajes, leve e resistente. O EPS no serve de alimento a qualquer ser vivo inclusive microorganismos e portanto , no favorece a presena de cupim, nem apodrece.

  • Usado em lajes pr moldadas nervuradas em uma s direo ou em grelha, permite grande economia de cimbramento, mo de obra e tempo. As principais vantagens na aplicao em lajes pr fabricadas so: 9 leve com peso entre 10 e 25 Kg/m3(Peso da cermica = 800 Kg/m3) 9 Resistncia compresso de 1.000 a 2.000 Kg/m2 9 Possibilita obter grandes vos e sobrecargas altas nas lajes. 9 Economia no Transporte. 9 Fcil manuseio com uma reduo de 50% no tempo de montagem das

    lajes. 9 Elimina a reposio de material por quebras de lajotas. 9 Elimina a perda de nata de cimento e melhora cura da laje. 9 Melhora de 70% no isolamento da laje 9 Reduo de 5 a 15% no consumo de concreto 9 Menos entulho.

    Em preo, concorre com outros materiais e a rapidez de montagem, sem quebras ou perdas, transforma o EPS no material ideal para esse uso.Os blocos de EPS so leves, podendo ser transportados at 8m de cada vez; as peas tm 1 metro de comprimento e no quebram, mesmo se carem ao solo. Exemplos de lajes em EPS:

  • O acabamento inferior da laje com EPS - Isopor pode ser executado com uma nica camada de gesso atravs da aplicao prvia de chapisco rolado (aplicado com rolo de espuma de textura) com uma argamassa dosada com cimento e areia e uma soluo de MONOCRYL. Pode se tambm aplicar o chapisco da forma tradicional (com a colher de pedreiro) aditivado a argamassa de chapisco com MONOCRYL para receber o reboco.

    3.4 PAINIS DIVISRIOS DIVISRIAS LEVES A utilizao como divisria bastante diversificada em edifcios residenciais, comerciais e industriais compreendendo: 9 Divisrias leves de escritrios com meia altura; 9 Divisrias removveis com altura total em escritrios; 9 Painis divisrios em edifcios 9 Painis de vedao em edificaes altas e trreas, residenciais e

    armazns; 9 Fechamento de reas externas com alturas diversas; 9 Divisrias de ambientes externos.

    As divisrias leves so fabricadas com espessuras de 35mm, em forma de sanduche, com as placas de EPS fixadas entre chapas com rigidez e resistncia variveis, conforme local de instalao. O revestimento externo pode ser de ao galvanizado, alumnio, madeira, plsticos , laminados, fibrocimento entre outros. Os painis de fechamento, utilizados para fechamento externo e paredes internas, so encontrados tanto em painis industrializados como pr-fabricados na obra. Compreendem: 9 pr-fabricado em concreto leve, 9 composto com chapas metlicas ou de fibrocimento nas edificaes; 9 composto com vigas pr-fabricadas e argamassa; 9 composto com colunas concretadas entre as placas de EPS e argamassa; 9 composto com madeira colada,

  • 9 pr-fabricado, composto de peas de EPS encaixadas entre si e a argamassa;

    9 autoportante, composto de placas de EPS estriadas, armao delgada, soldadas e argamassa.

    Os painis de concreto leve tm inmeras formas de utilizao, apresentando, em testes feitos com uma parede externa com 10cm de espessura, condutividade trmica equivalente a uma parede de tijolos macios de 22cm, e com uma reduo de peso de 75% aproximadamente. Ainda como painis de fechamento, so encontrados os blocos vazados que se encaixam entre si por um simples acoplamento (Styrobloc), e os painis foscos, utilizados na composio de fachadas contnuas em caixilhos (Curtain Wall), nas formas de sanduche entre chapas de alumnio, chapas de ao ou melamnicas, obtendo-se assim um visual moderno sem o prejuzo do superaquecimento dos ambientes pelo efeito do sol. 3.5 FUNDAES PARA ESTRADAS ATERRO SOBRE SOLO MOLE Na engenharia rodoviria, um dos pontos crticos da geotecnia obter um plano utilizvel com capacidade de suporte sobre solos moles. Devido propriedade especfica do EPS, de baixo peso especfico e boa resistncia mecnica (aproximadamente igual de um solo perfeitamente compactado), sua utilizao proporciona a reduo do peso especfico do conjunto macio para cerca de 1%, mantendo as resistncias mecnicas igual ou superiores de um solo compactado, com os seguintes benefcios: 9 diminuio da sobrecarga para 1%, 9 material istropo, 9 elimina a possibilidade de lavagem de finos pela gua, 9 volumes j compactados com controles industriais, 9 facilidade, controle e rapidez na obra.

  • Usado para essa finalidade, a densidade do EPS no dever ser inferior a 20kg/m, pois as resistncias mecnicas e deformaes no sero compatveis com as requeridas para o uso da geotecnia. O mtodo executivo obedece s seguintes etapas:

    1. Nivelamento da base de colocao dos blocos de EPS. 2. Aplicao de uma camada de areia com cerca de 5cm de espessura sobre

    o solo para acomodao e nivelamento da primeira camada de blocos. 3. Acomodao da primeira camada de blocos, tomando o cuidado de no

    permitir espaos vazios entre eles, observando um perfeito nivelamento dessa camada de partida.

    4. Sobreposio de camadas subseqentes, impedindo a coincidncia das juntas entre as camadas.

    5. Aplicao de um filme de polietileno sobre o conjunto, como proteo aos ataques qumicos.

    6. Recobrimento do conjunto com a proteo mecnica, aterro com mnimo de 60cm de terra compactada com vibrador mecnico ou laje de concreto diretamente sobre os blocos, conforme especificao no projeto.

    REFERNCIAS BIBILIOGRFICAS: - Manual de Utilizao EPS na Construo Civil ABRAPEX - PINI - Revista Tchne Setembro 2003 - Revista Tchne Setembro 2004 - Revista Tchne Abril 2006 - Revista Tchne Junho 2006

  • GESTO EM CONSTRUO CIVIL PBLICA

    CONSTRUES EM EPS

    DISCIPLINA: SISTEMAS CONSTRUTIVOS INOVADORES PROFESSOR: DALMO LCIO MENDES FIGUEIREDO GRUPO DE TRABALHO: Karina Roquete Coordenadora Camila Arajo Luiz Gustavo Sartori Bellini Marianna T. Santos Maria Amlia Vieira Maia

    Belo Horizonte 28 de Maro de 2008.