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Contabilidade Financeira SUMÁRIO - FGV - Moodlemoodle.fgv.br/...conteudo_contabilidade_financeira_nova_norma3.pdf · Em Contabilidade Financeira , analisaremos o funcionamento da

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  • Contabilidade Financeira S U M R I O

    1

    SUMRIO

    ABERTURA .................................................................................................................................. 7

    APRESENTAO .......................................................................................................................................................................... 7

    OBJETIVO E CONTEDO ......................................................................................................................................................... 7

    BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................................................................. 8

    PROFESSOR-AUTOR ................................................................................................................................................................. 10

    MDULO 1 IMPORTNCIA DA CONTABILIDADE ................................................................... 11

    O MUNDO SEM A CONTABILIDADE ................................................................................................................................. 11

    REGISTRO E CONTROLE DOS DADOS PESSOAIS .......................................................................................................... 11

    CONHECIMENTO DA CONTABILIDADE ........................................................................................................................... 11

    APRESENTAO ........................................................................................................................................................................ 12

    UNIDADE 1 ESTUDO DA CONTABILIDADE ...................................................................................... 12

    1.1 LINGUAGEM DA CONTABILIDADE ............................................................................................................................. 12

    1.1.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 12

    1.1.2 CONTINUAO DO EXEMPLO .................................................................................................................................. 13

    1.2 CONHECIMENTO DA CONTABILIDADE .................................................................................................................... 14

    1.3 EXERCCIO ............................................................................................................................................................................ 14

    1.3.1 CONTINUAO DO EXERCCIO ................................................................................................................................ 14

    1.4 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 14

    UNIDADE 2 CONCEITUAO E OBJETIVOS .................................................................................... 14

    2.1 OBJETIVOS DA CONTABILIDADE ................................................................................................................................. 14

    2.2 PROCESSO CONTBIL ..................................................................................................................................................... 15

    2.3 CICLO CONTBIL .............................................................................................................................................................. 15

    2.3.1 ETAPAS DO CICLO CONTBIL ................................................................................................................................... 16

    2.4 DEFINIO DA CONTABILIDADE ................................................................................................................................ 16

    2.5 CLASSIFICAO DOS OBJETIVOS DA CONTABILIDADE ..................................................................................... 17

    2.5.1 DESAFIO ............................................................................................................................................................................ 17

    2.6 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 17

    UNIDADE 3 CONTABILIDADE SOCIETRIA E GERENCIAL ................................................................ 18

    3.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE ............................................................................................. 18

    3.2 CONSTITUIO DO BALANO PATRIMONIAL ....................................................................................................... 18

    3.2.1 EQUAO DO BALANO PATRIMONIAL ............................................................................................................... 19

    3.2.2 ATIVO ................................................................................................................................................................................. 19

    3.2.2.1 BENEFCIOS DO ATIVO ............................................................................................................................................. 19

    3.2.2.2 EXERCCIO ..................................................................................................................................................................... 20

    3.3 PASSIVO ................................................................................................................................................................................ 20

    3.4 PATRIMNIO LQUIDO .................................................................................................................................................... 20

    3.4.1 CONTAS DO PATRIMNIO LQUIDO ....................................................................................................................... 21

    3.4.2 RESULTADO ...................................................................................................................................................................... 21

    3.5 RECEITA ................................................................................................................................................................................. 21

    3.6 DESPESA ............................................................................................................................................................................... 21

    3.7 DIVISO DA CONTABILIDADE ...................................................................................................................................... 22

    3.7.1 CAMPOS DE ATUAO DA CONTABILIDADE ..................................................................................................... 24

  • S U M R I O Contabilidade Financeira

    2

    3.8 INFORMAES CONTBEIS .......................................................................................................................................... 24

    3.9 LIMITAES DA CONTABILIDADE .............................................................................................................................. 24

    3.10 RESULTADO DE UMA EMPRESA ................................................................................................................................ 25

    3.11 CONCEITO DE LUCRO ................................................................................................................................................... 25

    3.12 SNTESE .............................................................................................................................................................................. 25

    UNIDADE 4 ESTRUTURA CONCEITUAL BSICA DA CONTABILIDADE CPC .................................. 26

    4.1 REGRAS PARA UMA BOA ATUAO ........................................................................................................................... 26

    4.1.1 NOVA ESTRUTURA CONCEITUAL BSICA DA CONTABILIDADE ................................................................... 26

    4.1.2 CONCEITOS DA NOVA ESTRUTURA ........................................................................................................................ 27

    4.2 PRESSUPOSTOS BSICOS .............................................................................................................................................. 27

    4.2.1 REGIME DE COMPETNCIA E CONTINUIDADE ................................................................................................... 27

    4.2.2 REGIME DE COMPETNCIA ........................................................................................................................................ 27

    4.3 DEMONSTRAES CONTBEIS ................................................................................................................................... 28

    4.3.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 28

    4.4 PRESSUPOSTO DA CONTINUIDADE ........................................................................................................................... 28

    4.4.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 29

    4.5 CARACTERSTICAS QUALITATIVAS ............................................................................................................................... 29

    4.5.1 CARACTERSTICAS QUALITATIVAS PRIMRIAS .................................................................................................... 29

    4.6 COMPREENSIBILIDADE ................................................................................................................................................... 30

    4.7 RELEVNCIA ........................................................................................................................................................................ 30

    4.7.1 RELEVNCIA .................................................................................................................................................................... 30

    4.7.2 NATUREZA DA INFORMAO ................................................................................................................................... 31

    4.7.3 MATERIALIDADE ............................................................................................................................................................. 31

    4.7.3.1 EXEMPLO ....................................................................................................................................................................... 31

    4.8 CONFIABILIDADE .............................................................................................................................................................. 32

    4.8.1 CARACTERSTICAS QUALITATIVAS SECUNDRIAS DA CONFIABILIDADE ................................................. 32

    4.8.1.1 INFORMAO CONFIVEL ..................................................................................................................................... 32

    4.8.1.2 PRIMAZIA DA ESSNCIA SOBRE A FORMA ....................................................................................................... 33

    4.8.1.3 NEUTRALIDADE ........................................................................................................................................................... 33

    4.8.1.4 PRUDNCIA ................................................................................................................................................................... 34

    4.8.1.5 EXEMPLO ....................................................................................................................................................................... 34

    4.8.1.6 INTEGRIDADE ............................................................................................................................................................... 35

    4.9 COMPARABILIDADE ......................................................................................................................................................... 35

    4.10 EFETIVAO DA COMPARABILIDADE ..................................................................................................................... 35

    4.11 INFORMAES DOS USURIOS ................................................................................................................................ 36

    4.11.1 COMPARAES ............................................................................................................................................................ 36

    4.11.2 JOGO ................................................................................................................................................................................ 36

    4.12 LIMITAES S CARACTERSTICAS QUALITATIVAS ............................................................................................ 36

    4.12.1 TEMPESTIVIDADE ........................................................................................................................................................ 37

    4.13 AVALIAO DOS CUSTOS E BENEFCIOS .............................................................................................................. 37

    4.13.1 EXEMPLO ........................................................................................................................................................................ 38

    4.13.2 JOGO ................................................................................................................................................................................ 38

    4.14 IMPORTNCIA DO JULGAMENTO ............................................................................................................................ 38

    4.15 DESCRIO DAS DEMONSTRAES CONTBEIS .............................................................................................. 38

    4.15.1 JOGO ................................................................................................................................................................................ 39

  • Contabilidade Financeira S U M R I O

    3

    4.16 SNTESE .............................................................................................................................................................................. 39

    4.17 AVALIAO ....................................................................................................................................................................... 39

    MDULO 2 DEMONSTRAES CONTBEIS: MECNICA CONTBIL ................................... 41

    INTRODUO ............................................................................................................................................................................ 41

    APRESENTAO ........................................................................................................................................................................ 41

    UNIDADE 1 INTRODUO ............................................................................................................... 42

    1.1 INFORMAES OBTIDAS DO CICLO CONTBIL ................................................................................................... 42

    1.2 RELATRIOS ........................................................................................................................................................................ 42

    1.2.1 OUTROS RELATRIOS ................................................................................................................................................... 47

    1.2.1.1 EXERCCIO ..................................................................................................................................................................... 47

    1.3 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 47

    UNIDADE 2 MECNICA CONTBIL .................................................................................................. 47

    2.1 SISTEMA DAS PARTIDAS DOBRADAS ........................................................................................................................ 47

    2.2 REGISTRO DE EVENTOS NA PLANILHA .................................................................................................................... 47

    2.2.1 DESAFIO ............................................................................................................................................................................ 48

    2.2.2 DESAFIO 2 ........................................................................................................................................................................ 48

    2.3 RECEITA E DESPESA .......................................................................................................................................................... 48

    2.4 EXERCCIO ............................................................................................................................................................................ 49

    2.5 DEMONSTRAO DO PATRIMNIO ........................................................................................................................... 49

    2.5.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 49

    2.5.2 CONTINUAO DO EXEMPLO .................................................................................................................................. 50

    2.6 TABELA ................................................................................................................................................................................. 50

    2.7 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 51

    UNIDADE 3 BALANO PATRIMONIAL ............................................................................................. 51

    3.1 BALANO PATRIMONIAL ................................................................................................................................................ 51

    3.1.1 CONTAS DO BALANO PATRIMONIAL ................................................................................................................... 51

    3.1.2 CONCLUSES SOBRE O BALANO PATRIMONIAL ............................................................................................ 52

    3.2 ESTRUTURA DE UM BALANO PATRIMONIAL ....................................................................................................... 52

    3.2.1 ATIVO ................................................................................................................................................................................. 52

    3.2.1.1 CONSTITUIO DO ATIVO ...................................................................................................................................... 53

    3.2.1.2 CONTINUAAO ........................................................................................................................................................... 53

    3.2.2 CONTAS DO ATIVO ........................................................................................................................................................ 54

    3.2.3 ATIVO CIRCULANTE ...................................................................................................................................................... 54

    3.2.4 ATIVO NO CIRCULANTE ............................................................................................................................................ 55

    2.4.1 ATIVO IMOBILIZADO .................................................................................................................................................... 56

    3.2.4.2 INVESTIMENTOS ......................................................................................................................................................... 56

    3.2.4.3 ATIVO INTANGVEL .................................................................................................................................................... 57

    3.2.4.4 CONTABILIZAO DO ATIVO IMOBILIZADO ................................................................................................... 57

    3.3 PASSIVO ................................................................................................................................................................................ 58

    3.3.1 COMPREENSO DO PASSIVO .................................................................................................................................... 58

    3.3.1.1 EXERCCIO ..................................................................................................................................................................... 59

    3.3.2 APRESENTAO DO PASSIVO ................................................................................................................................... 59

    3.4 PATRIMNIO LQUIDO .................................................................................................................................................... 60

    3.4.1 DEFINIO DE PATRIMNIO ..................................................................................................................................... 61

  • S U M R I O Contabilidade Financeira

    4

    3.4.2 CONTINUAO ............................................................................................................................................................... 61

    3.5 GRUPOS CONSTITUINTES DO PATRIMNIO LQUIDO ........................................................................................ 62

    3.6 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 65

    UNIDADE 4 DEMONSTRAO DO RESULTADO DE EXERCCIO ....................................................... 65

    4.1 CONCEITUAO ................................................................................................................................................................ 65

    4.2 RECEITAS E DESPESAS ..................................................................................................................................................... 66

    4.3 REGIMES DE CONTABILIZAO DE BENS ............................................................................................................... 67

    4.3.1 REGIME DE COMPETNCIA ........................................................................................................................................ 67

    4.3.2 DESENVOLVIMENTO .................................................................................................................................................... 68

    4.3.3 IMPLICAES DO REGIME DE COMPETNCIA ................................................................................................... 68

    4.4 REGIME DE CAIXA ............................................................................................................................................................. 69

    4.5 CUSTO ................................................................................................................................................................................... 70

    4.6 EXERCCIO ............................................................................................................................................................................ 71

    4.7 SEQUNCIA DE APRESENTAO DE INFORMAES NA DRE .......................................................................... 72

    4.8 EBITDA .................................................................................................................................................................................. 73

    4.8.1 CLCULO DO EBITDA .................................................................................................................................................. 74

    4.9 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 74

    UNIDADE 5 DEMONSTRAES DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDO ................................ 74

    5.1 INTRODUO ..................................................................................................................................................................... 74

    5.2 VARIAES SOFRIDAS .................................................................................................................................................... 74

    5.2.1 EXEMPLOS ........................................................................................................................................................................ 75

    5.3 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 76

    UNIDADE 6 DEMONSTRAES RELATIVAS AOS FLUXOS DE RECURSOS ....................................... 76

    6.1 OBJETIVO DO DFC ............................................................................................................................................................ 76

    6.2 NECESSIDADE DA DFC ................................................................................................................................................... 76

    6.3 O CONCEITO DE CAIXA .................................................................................................................................................. 77

    6.3.1 TIPOS DE ATIVIDADES ................................................................................................................................................. 77

    6.3.2 MTODO DIRETO E INDIRETO ................................................................................................................................... 78

    6.3.3 MTODO INDIRETO ...................................................................................................................................................... 79

    6.3.4 TABELA .............................................................................................................................................................................. 80

    6.4 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 80

    UNIDADE 7 DEMONSTRAO DO VALOR ADICIONADO ............................................................... 81

    7.1 CONCEITUAO ................................................................................................................................................................ 81

    7.1.1 EXERCCIO ........................................................................................................................................................................ 81

    7.2 RELAO ENTRE VALOR ADICIONADO E PIB ......................................................................................................... 82

    7.3 UTILIDADE DO DVA ......................................................................................................................................................... 82

    7.4 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 83

    UNIDADE 8 ESTOQUE E BAIXA DA MERCADORIA VENDIDA .......................................................... 83

    8.1 ITENS QUE COMPEM O ESTOQUE ........................................................................................................................... 83

    8.1.1 COMPOSIO ................................................................................................................................................................. 83

    8.1.2 REGRA ESTABELECIDA PELA LSA ............................................................................................................................. 84

    8.1.3 PRUDNCIA RELATIVA AOS ESTOQUES ................................................................................................................. 84

    8.2 VALOR DO ESTOQUE ....................................................................................................................................................... 85

    8.2.1 EXEMPLO .......................................................................................................................................................................... 85

    8.2.2 CONTINUAO DO EXEMPLO .................................................................................................................................. 85

  • Contabilidade Financeira S U M R I O

    5

    8.2.3 MODELO DE CMPM ...................................................................................................................................................... 86

    8.2.4 CONCLUSES DO EXEMPLO ..................................................................................................................................... 86

    8.2.5 MAIS CONCLUSES ...................................................................................................................................................... 87

    8.3 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 87

    UNIDADE 9 ATIVO IMOBILIZADO E DEPRECIAO ........................................................................ 87

    9.1 ATIVOS IMOBILIZADOS .................................................................................................................................................. 87

    9.2 CONSTITUIO DOS ATIVOS IMOBILIZADOS ....................................................................................................... 87

    9.3 ATIVOS IMOBILIZADOS MAIS USADOS .................................................................................................................... 88

    9.4 DESAFIO ............................................................................................................................................................................... 88

    9.5 GASTOS DE MANUTENO .......................................................................................................................................... 88

    9.6 DEPRECIAO .................................................................................................................................................................... 89

    9.6.1 CORRELAES ................................................................................................................................................................ 89

    9.7 OBSOLNCIA DO ATIVO IMOBILIZADO ................................................................................................................... 90

    9.8 CRITRIOS DE MENSURAO DA DEPRECIAO ................................................................................................. 90

    9.8.1 VIDA .................................................................................................................................................................................... 90

    9.9 ESTIMATIVA DE DEPRECIAO .................................................................................................................................... 90

    9.9.1 CLCULO DE DEPRECIAO ..................................................................................................................................... 91

    9.9.2 CONTA DEPRECIAO .................................................................................................................................................. 91

    9.10 IMPAIRMENT ..................................................................................................................................................................... 91

    9.10.1 EXEMPLO ........................................................................................................................................................................ 92

    9.11 SNTESE .............................................................................................................................................................................. 92

    9.12 AVALIAO ....................................................................................................................................................................... 92

    MDULO 3 ANLISE DAS DEMONSTRAES CONTBEIS ................................................. 93

    INTRODUO ............................................................................................................................................................................ 93

    APRESENTAO ........................................................................................................................................................................ 93

    UNIDADE 1 RESULTADOS CONTBIL, ECONMICO E FINANCEIRO ............................................... 93

    1.1 INSTRUMENTOS PARA A ANLISE ECONMICO-FINANCEIRA ........................................................................ 93

    1.2 PROCESSO PARA A ANLISE .......................................................................................................................................... 93

    1.3 EXPRESSES EMPREGADAS .......................................................................................................................................... 94

    1.4 ENFOQUES .......................................................................................................................................................................... 94

    1.5 DEMONSTRAES UTILIZADAS .................................................................................................................................. 95

    1.6 AJUSTES RECOMENDADOS ........................................................................................................................................... 95

    1.7 CLASSIFICAO DO ATIVO E PASSIVO CIRCULANTE .......................................................................................... 95

    1.8 SNTESE ................................................................................................................................................................................ 96

    UNIDADE 2 ANLISE VERTICAL E HORIZONTAL ............................................................................. 96

    2.1 VANTAGENS DA ANLISE VERTICAL E HORIZONTAL .......................................................................................... 96

    2.2 ANLISE VERTICAL ........................................................................................................................................................... 96

    2.2.1 ATIVO E PASSIVO TOTAL ............................................................................................................................................. 97

    2.2.2 ANLISE VERTICAL DO BALANO PATRIMONIAL ............................................................................................. 98

    2.2.3 RESULTADO ...................................................................................................................................................................... 98

    2.3 RESULTADO NA ANLISE VERTICAL ........................................................................................................................... 99

    2.4 EXERCCIO ..........................................................................................................................................................................100

    2.5 ANLISE HORIZONTAL SEM INFLAO .................................................................................................................100

    2.5.1 CONTINUAO 1 .........................................................................................................................................................101

  • S U M R I O Contabilidade Financeira

    6

    2.5.2 CONTINUAO 2 ......................................................................................................................................................... 102

    2.6 ANLISES COMPARATIVAS ........................................................................................................................................... 103

    2.7 SNTESE .............................................................................................................................................................................. 104

    UNIDADE 3 ANLISE POR INDICADORES ...................................................................................... 104

    3.1 DEFINIO DO TIPO DE INDICADORES .................................................................................................................. 104

    3.2 DIFERENTES INTERESSES ............................................................................................................................................. 104

    3.3 NDICE CONCEITUAO ........................................................................................................................................... 105

    3.3.1 CONTEXTO ..................................................................................................................................................................... 105

    3.3.2 INFLUNCIA DOS INDICADORES NA ANLISE ................................................................................................. 105

    3.3.2.1 NDICES DE LIQUIDEZ ............................................................................................................................................ 105

    3.3.2.1.1 OS MAIS CONHECIDOS ....................................................................................................................................... 106

    3.3.2.1.2 TIPOS DE NDICES DE LIQUIDEZ ..................................................................................................................... 106

    3.3.2.1.3 EXERCCIO ................................................................................................................................................................ 107

    3.3.2.2 NDICES DE ESTRUTURA PATRIMONIAL ........................................................................................................... 107

    3.3.2.2.1 PRINCIPAIS NDICES .............................................................................................................................................. 108

    3.3.2.2.2 EXERCCIO ................................................................................................................................................................ 113

    3.3.2.3 NDICES DE LUCRATIVIDADE ............................................................................................................................... 114

    3.3.2.3.1 DESAFIO ................................................................................................................................................................... 115

    3.3.2.4 NDICES DE RENTABILIDADE ............................................................................................................................... 115

    3.3.2.4.1 PRINCIPAIS NDICES DE RENTABILIDADE ..................................................................................................... 115

    3.3.2.4.2 EXERCCIO ................................................................................................................................................................ 117

    3.3.2.5 INDICADORES DE PRAZOS MDIOS .................................................................................................................. 117

    3.3.2.5.1 PRINCIPAIS INDICADORES .................................................................................................................................. 117

    3.3.2.5.2 EXERCCIO ................................................................................................................................................................ 120

    3.4 SNTESE .............................................................................................................................................................................. 120

    3.5 AVALIAO ........................................................................................................................................................................ 120

    MDULO 4 ENCERRAMENTO .............................................................................................. 121

    APRESENTAO ...................................................................................................................................................................... 121

  • Contabilidade Financeira A B E R T U R A

    7

    ABERTURA

    APRESENTAO

    Em uma economia globalizada e altamente competitiva como a que se instala no mundo atual , s

    sobrevivero as organizaes capazes de se adaptar, rapidamente, s transformaes do mercado.

    preciso agilidade na tomada de decises e, para isso, necessrio dispor de informaes,

    particularmente, de informaes contbeis, suficientes, precisas e tempestivas.

    Nmeros passados permitem que projetemos resultados e em funo desses resultados que a

    sociedade investe seus recursos. Os nmeros passados tambm tornam possvel ao governo

    legislar e cobrar impostos, assim como permitem que os funcionrios possam discutir sua

    participao no lucro da empresa. Nesse sentido, em Contabilidade Financeira, trataremos a

    Contabilidade como um instrumento de gesto e controle, que tem por fim mensurar os resultados

    de uma organizao.

    OBJETIVO E CONTEDO

    Em Contabilidade Financeira, analisaremos o funcionamento da estrutura conceitual bsica

    da contabilidade por meio de uma abordagem pragmtica, a fim de facilitar a interpretao das

    diversas informaes. Apresentaremos as diferentes demonstraes contbeis, focalizando,

    principalmente, o balano patrimonial e a demonstrao do resultado do exerccio. Por fim,

    abordaremos a anlise dos relatrios financeiros, de modo que estejamos habilitados a empregar

    essas informaes como uma ferramenta til a nossa atividade profissional.

    Sob esse foco, o Contabilidade Financeira foi estruturado em quatro mdulos, nos quais foi

    inserido o seguinte contedo...

    Mdulo 1 Importncia da contabilidade

    Neste mdulo, analisaremos os conceitos fundamentais da contabilidade, seus objetivos

    e campos de estudos, verificando sua importncia nas relaes interpessoais e no

    mundo dos negcios.

    Mdulo 2 Demonstraes contbeis mecnica contbil

    Neste mdulo, abordaremos os conceitos de ciclo e mecnica contbil, analisando

    tambm a estrutura e as caractersticas dos diferentes tipos de demonstrativos

    contbeis, abordando os fatores que interferem em sua composio.

  • A B E R T U R A Contabilidade Financeira

    8

    Mdulo 3 Anlise das demonstraes contbeis

    Neste mdulo, trataremos da anlise das demonstraes contbeis, abordando os

    enfoques contbil, econmico e financeiro, e os diferentes instrumentos utilizados

    para a anlise vertical e horizontal dos resultados.

    Mdulo 4 Encerramento

    Neste mdulo alm da avaliao deste trabalho , voc encontrar algumas divertidas

    opes para testar seus conhecimentos sobre o contedo desenvolvido nos mdulos

    anteriores caa-palavras, jogo da memria, jogo da caa e jogo do labirinto. Entre

    neles e bom trabalho!

    BIBLIOGRAFIA

    HENDRIKSEN, Eldon S.; VAN BREDA, Michael F. Teoria da contabilidade. So Paulo: Atlas, 1999.

    Neste livro, empregado um referencial genrico para avaliar reas da teoria e da

    prtica da contabilidade financeira em trs nveis bsicos: o nvel estrutural, o de

    interpretao semntica e o pragmtico. Nessas avaliaes, foi dada nfase aos enfoques

    indutivo-dedutivo e da teoria de mercado de capitais. Em alguns casos, os autores

    expem suas opinies e apresentam evidncias baseadas na lgica e em resultados

    empricos, quando disponveis.

    IUDCIBUS, Srgio; et alli. Contabilidade introdutria. 10 ed. So Paulo: Atlas, 2006.

    O livro parte de uma viso de conjunto dos relatrios emanados pela Contabilidade,

    descendo ento em nvel de detalhes sobre os lanamentos originrios. Expe os

    significados da funo controladora da Contabilidade e das peas contbeis. Traz em

    apndices explicaes sobre a correo monetria do balano e anlise de

    demonstraes contbeis.

    ________. Teoria da contabilidade. 7 ed. So Paulo: Atlas, 2004.

    Este livro abrange desde os objetivos e a metodologia da Contabilidade at suas mais

    recentes tendncias e perspectivas futuras. Desde sua primeira publicao em 1979,

    esta obra continua como um dos cones do mercado editorial, contribuindo para o

    estudo da disciplina, tanto para estudantes dos cursos avanados de graduao como

    dos de ps-graduao em Contabilidade, que podero utiliz-lo como material de

    reviso crtica de conceitos bsicos. Adicionalmente, fornece um instrumental de

    reflexo extremamente importante para os profissionais das mais variadas

    especializaes contbeis, na soluo dos complexos problemas que enfrentam.

  • Contabilidade Financeira A B E R T U R A

    9

    IUDCIBUS, Srgio; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto. Manual de contabilidade das sociedades por

    aes. 7 ed. So Paulo: Atlas, 2007.

    Este manual tem sido tambm fonte de sugestes para a melhoria da informao

    contbil neste pas. A Lei n 6.404/76, das sociedades por aes, bem como as alteraes

    introduzidas na legislao do imposto sobre a renda, e as emanadas da Comisso de

    Valores Mobilirios e outros rgos no introduziram modificaes apenas no mbito

    de apresentao das demonstraes financeiras, mas tambm quanto s classificaes,

    formas de apresentao das contas e critrios de avaliao. Observaram-se como

    desdobramentos da nova lei inmeras e significativas mudanas da realidade contbil

    do Brasil.

    MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9 ed. So Paulo: Atlas, 2003.

    Ajustado s mais recentes evolues conceituais e s novas tendncias de utilizao

    da Contabilidade de Custos para fins decisrios e gerenciais, este livro rene uma srie

    de caractersticas que o diferenciam positivamente da bibliografia disponvel. A primeira

    entre as caratersticas torn-lo particularmente apropriado para a realidade brasileira,

    uma vez que est voltado para as situaes tpicas observadas no pas, para seus institutos

    legais, para as condies organizacionais prevalecentes no meio empresarial. Dessa

    forma, ao tratar dos critrios tcnicos e legais relacionados, por exemplo, contabilizao

    dos custos da mo de obra e dos impostos, o livro refere-se explicitamente s condies

    brasileiras, destacando os principais aspectos relacionados aos encargos sociais

    existentes no pas e os dois principais tributos indiretos, o ICMS e o IPI. Ademais, foram

    tambm consideradas pelo autor as regras implcitas na Lei das Sociedades por Aes

    relacionadas operacionalizao contbil dos custos.

    MARION, Jos Carlos. Contabilidade empresarial. 11 ed. So Paulo: Atlas, 2005.

    Este livro confere uma maior importncia compreenso dos relatrios contbeis do

    que mecnica da escriturao e da elaborao das demonstraes financeiras. Essa

    abordagem justificada por alguns fatores. O emprego generalizado de equipamentos

    convencionais e de computadores no processamento de dados contbeis exige que o

    ensino superior da Contabilidade esteja voltado mais para a natureza, o significado e as

    finalidades dos dados para as prticas tradicionais da escriturao. Outro fator a

    utilizao da Contabilidade como instrumento de deciso e de orientao gerencial.

    Alm disso, a crescente utilizao da Contabilidade por no contadores nos mais

    diferentes setores da empresa, de Engenharia da Produo at Consultoria Jurdica.

    SZUSTER, Natan; et alli. Contabilidade geral. So Paulo: Atlas, 2007.

    Este livro contm os itens bsicos que devem ser estudados para se adquirir uma base

    fundamentada da Contabilidade. Os autores apresentam os lanamentos contbeis

    mediante o uso tanto da expresso dbito e crdito, como tambm o da expresso

    matriz de lanamentos, em que o aluno dever se perguntar: onde o dinheiro foi aplicado?

    e de onde o dinheiro veio?. Dessa forma, espera-se que o aluno entenda os conceitos de

    dbito e crdito raciocinando em termos de aplicaes e origens dos recursos.

  • A B E R T U R A Contabilidade Financeira

    10

    PROFESSOR-AUTOR

    Ricardo Lopes Cardoso, Doutor em Cincias Contbeis FEA-

    USP , Mestre em Cincias Contbeis FAF-UERJ , Contador e

    Advogado, Professor Adjunto da EBAPE-FGV e da FAF-UERJ,

    Coordenador do Ncleo de Estudos em Contabilidade e Controladoria

    EBAPE-FGV, Chefe-Adjunto do Centro de Formao Acadmica e

    Pesquisa EBAPE-FGV, Coordenador Editorial, no Brasil, da Revista

    Portuguesa e Brasileira de Gesto, publicada em parceria entre a FGV

    e o INDEG-ISCTE, de Lisboa. coautor dos livros Contabilidade geral

    e Contabilidade gerencial, autor do captulo Reflexos da regulao econmica na informao

    contbil prestada pelo ente regulado do livro Regulao no Brasil: desenho, governana, avaliao,

    entre outros. Dedica-se pesquisa aplicada em Informao Contbil: relevncia e escolha de

    prticas contbeis.

    Fortune Rechtman Szuster Mestre em Cincias Contbeis pela

    UERJ e Ps-Graduada em Gesto de Negcios pela UFRJ. Professora

    convidada do FGV Executivo Jnior e do Curso de Gesto de Negcios

    da FACC/UFRJ, ministrou cursos e palestras nas empresas Banco do

    Brasil, Eletrobras, Petros, PETROBRAS, CVM e em instituies de ensino

    como COPPEAD, UFRJ, UERJ, PUC/IAG, UCAM, UGF e UNIPLI. Possui

    artigos publicados na Revista de Contabilidade da USP, Boletim IOB e

    Pensar Contbil. coordenadora da ONG Lar da Esperana e coautora

    do livro Contabilidade geral.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    11

    MDULO 1 IMPORTNCIA DA CONTABILIDADE

    O MUNDO SEM A CONTABILIDADE

    O que seria do mundo sem a contabilidade?

    Para responder a essa questo, temos, primeiramente, de pensar em nosso cotidiano...

    REGISTRO E CONTROLE DOS DADOS PESSOAIS

    Precisamos pensar...

    O que fazemos com nosso salrio...

    Quando pagamos nossas contas...

    Quando decidimos comprar alguma coisa, seja uma casa, um carro, seja uma roupa...

    Quando investimos nosso dinheiro em aes e fundos...

    CONHECIMENTO DA CONTABILIDADE

    Ou seja, tudo o que fazemos tem reflexos em nossa contabilidade!

    Poderiam as empresas sobreviver sem qualquer controle?

    Como seriam feitas as transaes se os agentes financeiros nada soubessem sobre as

    empresas?

    Que empresa faria emprstimos se no tivesse certeza do retorno?

    Quem compraria uma empresa sem conhecer sua sade financeira?

    Haveria compra e venda de aes sem qualquer conhecimento da situao econmico-

    financeira das empresas?

    Pautadas na realidade e nas normas impostas pelo mundo dos negcios, cada vez mais as pessoas

    procuram aprender contabilidade.

    Quando queremos fazer qualquer um desses atos, precisamos saber se

    podemos ou no faz-lo.

    Para tal, precisamos registrar e controlar nossos gastos pessoais...

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    12

    APRESENTAO

    Este mdulo est dividido em quatro unidades...

    1. estudo da contabilidade;

    2. conceituao e objetivos;

    3. contabilidade societria e gerencial;

    4. estrutura conceitual bsica da contabilidade (CPC)

    UNIDADE 1 ESTUDO DA CONTABILIDADE

    1.1 LINGUAGEM DA CONTABILIDADE

    A contabilidade pode ser considerada a linguagem dos negcios.

    por meio dos relatrios elaborados com base no sistema de informaes contbeis que

    administradores decidem o preo a ser praticado, o mix de produtos a ser fabricado, a tecnologia

    a ser utilizada, o nvel de endividamento, as opes de aplicaes dos recursos...

    Acesse, o ambiente on-line, para assistir ao vdeo.

    1.1.1 EXEMPLO

    Certamente, no conseguiramos interpretar um texto escrito em um idioma que ainda no

    aprendemos...

    Tente interpretar o texto que se segue...

    Wundervolle, volle Stadt von enchantments tausend

    wundervolle Stadt, Herz von meinem Brasilien

    Aufnahmevorrichtung der Samba und der

    hbschen Songs,da sie in der Seele der Leute

    leben. Sie sind der altar unserer Herzen

    da sie froh singen.

    Vamos comear?!

    A contabilidade, como toda e qualquer linguagem, utiliza sinais e smbolos

    prprios, possui um vocabulrio especfico e sua prpria gramtica.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    13

    Wundervolle, volle Stadt von

    enchantments tausend

    wundervolle Stadt, Herz von meinem Brasilien

    Blumiger Garten der Liebe und des homesickness,

    Landen Sie das zu allen, die es seduces

    Dieser Gott bedeckt Sie des Glckes,

    Nest des Traums und des Lichtes

    Wundervolle, volle Stadt von enchantments tausend

    wundervolle Stadt, Herz von meinem Brasilien

    1.1.2 CONTINUAO DO EXEMPLO

    Cidade maravilhosa

    Cheia de encantos mil

    Cidade maravilhosa

    Corao do meu Brasil

    Cidade maravilhosa

    Cheia de encantos mil

    Cidade maravilhosa

    Corao do meu Brasil

    Brasil bero do samba e das lindas canes

    Que vivem nalma da gente

    s o altar dos nossos coraes

    Que cantam alegremente

    Jardim florido de amor e saudade

    Terra que a todos seduz

    Que Deus te cubra de felicidade

    Ninho de sonho e de luz

    Ah! Agora sim!

    Trata-se do famoso hino da cidade do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa*...

    Conhecendo a estrutura da linguagem, fica muito mais fcil decodificar um texto. Isso tambm

    ocorre com a contabilidade.

    Est difcil? Vamos tentar novamente...

    *Cidade Maravilhosa...

    Cidade Maravilhosa, Msica de Andr Filho, conforme a Lei n 5/1960 e a Lei n

    488/1964.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    14

    1.2 CONHECIMENTO DA CONTABILIDADE

    Acesse, o ambiente on-line, para entender um pouco mais sobre o estudo da contabilidade...

    Se no temos conhecimento formal de contabilidade, como podemos analisar empresas?

    Como podemos calcular sua liquidez geral1, sua lucratividade operacional2 ou a rentabilidade de

    seupatrimnio lquido3?

    Portanto, sem conhecermos a linguagem contbil bem como seus conceitos fundamentais, no

    seremos capazes de ler e analisar as demonstraes contbeis de qualquer empresa.

    1.3 EXERCCIO

    Acesse, no Saiba Mais, no ambiente on-line, o texto Subindo pelas paredes.

    Aps ler o texto, acesse, no ambiente on-line, o exerccio proposto.

    1.3.1 CONTINUAO DO EXERCCIO

    Acesse, no ambiente on-line, o exerccio proposto.

    1.4 SNTESE

    Acesse, no ambiente on-line, a sntese desta unidade.

    UNIDADE 2 CONCEITUAO E OBJETIVOS

    2.1 OBJETIVOS DA CONTABILIDADE

    A contabilidade a cincia social aplicada1 que dispe de metodologia especialmente concebida

    para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar os fenmenos que afetam as situaes

    patrimoniais, financeiras e econmicas de qualquer ente2.

    1liquidez geral...

    Uma medida da capacidade de pagamento de todo o passivo exigvel, utilizando-

    se todos os ativos realizveis.

    2lucratividade operacional...

    Avalia o ganho operacional da empresa em relao a seu faturamento.

    3rentabilidade do patrimnio lquido...

    Mede a remunerao dos capitais prprios investidos na empresa.

    Ainda com base no texto Subindo pelas paredes...

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    15

    2.2 PROCESSO CONTBIL

    Como vimos, a contabilidade um instrumento para gesto e controle das entidades, podendo

    ser vista como o grande banco de dados de todas as empresas.

    Genericamente, a contabilidade uma indstria que tem como matria-prima os dados

    econmico-financeiros.

    2.3 CICLO CONTBIL

    O ciclo contbil consiste na sequncia dos procedimentos contbeis utilizados para identificar,

    classificar, mensurar, registrar, acumular, sumarizar e evidenciar a informao contbil.

    1contabilidade a cincia social aplicada...

    A contabilidade a cincia social aplicada, pois sua atuao prtica realizada

    atravs de uma srie de julgamentos e definies de valor. A contabilidade

    tem como base uma cincia exata por causa de sua estrutura formada por

    modelos numricos. Entretanto, a definio dos valores includos nos modelos

    decorre de decises muitas vezes com carter subjetivo, sendo que tais decises

    podem estar vinculadas a um sistema de crenas e julgamentos individuais.

    Dessa forma, dois profissionais atuando em uma mesma empresa, podem

    apresentar nmeros diferentes com conceitos plenamente justificados.

    2qualquer ente...

    Ainda pode ser definida como um sustentculo da democracia econmica,

    pois, por seu intermdio, a sociedade informada sobre o resultado da aplicao

    dos recursos conferidos s entidades.

    Embora a atuao da contabilidade seja abrangente independentemente de

    fins lucrativos , pautaremos os exemplos e as aplicaes em entidades que

    objetivam o lucro.

    O processo contbil consiste em trabalhar os eventos econmico-

    financeiros, transformando- os em informaes contidas nas demonstraes

    contbeis.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    16

    Representa o processo executado nas empresas para elaborar as demonstraes contbeis apartir das transaes econmicas realizadas. O termo ciclo indica que tais procedimentos devemser repetidos continuamente para possibilitar que se preparem demonstraes contbeis

    atualizadas em intervalos razoveis.

    2.3.1 ETAPAS DO CICLO CONTBIL

    Vejamos as etapas do ciclo contbil...

    Captao...

    A captao envolve as transaes realizadas pela empresa e os demais eventos queafetam seu patrimnio, ou seja, a anlise de documentos, como contratos, notas fiscais,recibos e laudos, e de eventos externos que afetam a entidade e que ela no tem

    controle, como a taxa de inflao e a variao cambial.

    Reconhecimento...

    O reconhecimento das transaes implica diversas decises.

    A transao ser ou no reconhecida?

    Quando? Ex: Uma empresa vende mveis a serem entregues em 60 dias

    com pagamento antecipado. A venda s pode ser reconhecida na entrega,

    no na entrada de caixa.

    Como? Em que conta? Qual a classificao adequada? Ativo? Despesa?

    Passivo? Patrimnio Lquido? Receita? A classificao inadequada poder

    causar danos empresa.

    Por quanto? Qual o critrio adequado de mensurao? Qual o valor? Em

    que montante o evento e a transao afetaram o patrimnio da entidade?

    Esse item to complexo que sempre debatido e implementado.

    2.4 DEFINIO DA CONTABILIDADE

    Segundo a estrutura conceitual bsica1 da contabilidade, definida pela Comisso de Valores

    Mobilirios2 CVM...

    Portanto, a Contabilidade Financeira ou Societria , tem como objetivo mostrar a

    sade financeira da empresa.

    Essas decises so muito complexas e podem afetar a sade financeira da

    empresa.

    A contabilidade , objetivamente, um sistema de informao e avaliao

    destinado a prover seus usurios com demonstraes e anlises de natureza

    econmica, financeira, fsica e de produtividade, com relao entidade objeto

    de contabilizao. Seu propsito bsico prover aos tomadores de decises

    diretores, gerentes, administradores da empresa ea todos os demais interessados

    informaes ties para a tomada de decises.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    17

    2.5 CLASSIFICAO DOS OBJETIVOS DA CONTABILIDADE

    Se existe uma demanda por informaes contbeis diferenciadas, os objetivos da contabilidade

    tambm so diferenciados, dependendo dos usurios, e podem ser assim classificados...

    proprietrios risco e retorno de capital, continuidade da empresa, custos;

    administradores otimizao das decises baseadas em dados passados e

    presentes para projetar medidas futuras, mix de produtos1, custos, margem de

    contribuio2, ponto de equilbrio, preo;

    financiadores capacidade de pagamento, grau de endividamento;

    governo tributao e arrecadao de impostos, taxas, contribuies, formulao

    de diretrizes da poltica econmica;

    acionista minoritrio fluxo regular de dividendos;

    empregados capacidade de pagamento dos salrios, perspectivas de

    crescimento.

    2.5.1 DESAFIO

    Acesse, no ambiente on-line, o desafio.

    2.6 SNTESE

    Acesse, no ambiente on-line, a sntese desta unidade.

    1estrutura conceitual bsica da contabilidade...

    Em linha com o Conceptual Framework for the Preparation and Presentation of

    Financial Statements, emitido pelo IASB Internacional Accounting Standards

    Board , e aprovada pela CVM, por meio da Deliberao n 539/08.

    IASB International Accounting Standards Board: entidade independente que

    objetiva definir critrios universais e padres contbeis que devero ser aplicados

    por todos os pases de maneira idntica e compreensvel.

    2Comisso de Valores Mobilirios CVM ...

    Autarquia federal que regula o mercado de capitais brasileiros, inclusive as

    empresas cujas aes so negociadas em bolsa de valores.

    1mix de produtos...

    Combinao de volumes diferenciados para dois ou mais produtos.

    2margem de contribuio...

    Diferena entre a receita de vendas e os gastos variveis dos produtos vendidos.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    18

    UNIDADE 3 CONTABILIDADE SOCIETRIA E GERENCIAL

    3.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE

    Quando visitamos o Japo e no falamos japons, fica difcil entender o que as pessoas esto nos

    transmitindo ou formar uma opinio a respeito do que no entendemos.

    O mesmo acontece com a Contabilidade. Para que possa entender melhor as empresas, faz-se

    necessrio que aprendamos sua linguagem

    Neste momento, devemos prestar ateno as noes bsicas que nos daro o passaporte de

    entrada ao mundo de negcios.

    Vejamos cada um deles a seguir...

    patrimnio;

    ativo;

    passivo;

    patrimnio lquido;

    resultado;

    receita;

    despesa.

    3.2 CONSTITUIO DO BALANO PATRIMONIAL

    Uma informao fundamental apresentada pela contabilidade a avaliao do patrimnio da

    empresa e a quantificao de sua variao ao longo dos anos.

    Se compararmos o retrato de nossa famlia em nossa festa de aniversrio durante cinco anos

    seguidos, podemos saber quem casou, teve filhos, engordou, emagreceu, e muito mais.

    Do mesmo modo, se comparamos trs anos do BP de uma empresa, poderemos saber se tem

    mais ou menos ativos e quais , se comprou outras empresas, e muito mais.

    Em sntese, o Balano Patrimonial constitudo de trs componentes ativo, passivo e

    patrimnio lquido.

    So conceitos fundamentais da contabilidade...

    O termo balano indica o equilbrio entre esses trs componentes...

    Iremos aprofundar esses termos nas sees a seguir.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    19

    3.2.1 EQUAO DO BALANO PATRIMONIAL

    O balano patrimonial pode ser evidenciado pela equao...

    ativo = passivo + patrimnio lquido

    O ativo indica a destinao aplicaes dos recursos.

    O passivo e o patrimnio lquido representam as fontes origens de recursos da empresa.

    3.2.2 ATIVO

    Os donos da empresa acionistas podem comprar mquinas, estoques ou simplesmente

    manter seu dinheiro em caixa para futuro investimento. Estes so, assim os ativos da empresa.

    O ativo representa, de forma esttica, os bens e direitos da entidade. Por exemplo...

    ...dinheiro e depsitos bancrios disponibilidades...

    ...mercadorias disponveis para serem vendidas estoque de mercadorias...

    ...bens destinados ao uso em operaes normais, mquinas imobilizado...

    3.2.2.1 BENEFCIOS DO ATIVO

    Os ativos* representam aplicaes de recursos realizadas no passado pela entidade. Deles se

    espera a gerao de benefcios presentes e futuros, a serem percebidos e controlados por essa

    entidade.

    Esses benefcios podem...

    gerar caixa mercadorias que sero vendidas aos clientes estoque;

    evitar a sada de caixa mquinas de propriedade da entidade, pois no precisaro

    ser alugadas imobilizado.

    *ativo...

    O ativo aumenta de valor pelo reconhecimento contbil de uma receita, pela

    obteno de recursos com terceiros ou com os scios da entidade, por meio

    de aumento de capital social.

    O ativo reduz de valor pelo reconhecimento contbil de uma despesa, pela

    liquidao de obrigaes ou pela devoluo de recursos aos scios da entidade,

    por meio de pagamento de dividendos.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    20

    3.2.2.2 EXERCCIO

    Acesse, no ambiente on-line, o exerccio.

    3.3 PASSIVO

    Passivo uma obrigao presente da entidade, derivada de eventos j ocorridos, cuja liquidao

    se espera que resulte em sada de recursos capazes de gerar benefcios econmicos.

    O passivo* pode ser financiado...

    pelos fornecedores das mercadorias que vendem a prazo fornecedores;

    pelos empregados, uma vez que s iro receber seus vencimentos aps o ms

    trabalhado salrios a pagar;

    pelo governo, em funo dos tributos a pagar obrigaes fiscais;

    pelas instituies financeiras emprstimos a pagar.

    3.4 PATRIMNIO LQUIDO

    Assim como o passivo, o patrimnio lquido* PL representa a origem de recursos, sendo que

    nesse caso corresponde aos recursos financiados pelos scios da entidade, objeto de contabilizao.

    Representa o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos.

    O PL representa de forma esttica as obrigaes da entidade com seus scios ou

    aquilo que os scios podero levar para casa quando a empresa encerrar suas atividades.

    Vamos entender agora o conceito de passivo...

    possvel notar que todos esses itens tm uma caracterstica comum

    representam obrigaes assumidas com terceiros no passado e ainda no pagas.

    *passivo...

    Passivo uma obrigao presente da entidade, derivada de eventos j ocorridos,

    cuja liquidao se espera que resulte em sada de recursos capazes de gerar

    benefcios econmicos.

    *patrimnio lquido...

    O patrimnio lquido aumenta pelo aumento de capital social pelos scios e

    pela obteno de lucros pela entidade.

    O patrimnio lquido diminui seu valor, conforme a entidade aufere prejuzo e

    distribui dividendos aos scios.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    21

    3.4.1 CONTAS DO PATRIMNIO LQUIDO

    As principais contas do patrimnio lquido so representadas...

    pelas contribuies efetivas dos scios capital social;

    pelos lucros obtidos pela entidade no passado e ainda no distribudos reserva de

    lucros e lucros acumulados.

    3.4.2 RESULTADO

    O resultado* representa a riqueza gerada pela empresa durante determinado perodo.

    Essa riqueza, em ltima anlise, pertence aos scios da entidade lucro lquido.

    O resultado deriva do confronto das receitas com as despesas. Consequentemente...

    pode ser positivo lucro, se as receitas forem maiores do que as despesas;

    pode ser negativo prejuzo, se as receitas forem menores que as despesas.

    3.5 RECEITA

    Receitas so aumentos nos benefcios econmicos durante o perodo contbil sob a forma de

    entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuio de passivos, que resultam em aumentos

    do patrimnio lquido e que no sejam provenientes de aporte dos proprietrios da entidade.

    Receita* a gerao de recursos decorrentes...

    da venda de estoque receita de vendas;

    da prestao de servios receita de servios;

    das aplicaes financeiras receita financeira.

    3.6 DESPESA

    Despesas so decrscimos nos benefcios econmicos durante o perodo contbil sob a forma de

    sada de recursos ou reduo de ativos ou incrementos em passivos, que resultam em decrscimo

    do patrimnio lquido e que no sejam provenientes de distribuio aos proprietrios da entidade.

    Estas representam sacrifcios de ativo que a empresa incorre para a obteno de receitas.

    *resultado...

    O resultado aumenta de valor pelo reconhecimento de receitas.

    O resultado diminui de valor pelo reconhecimento de despesas.

    *receita...

    Em condies normais de continuidade das atividades da entidade, a receita

    uma das principais responsveis pelo aumento do ativo e do patrimnio lquido.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    22

    Despesa* o consumo de recursos, decorrentes das mesmas atividades que deram origem s

    receitas...

    a venda de estoque custo das mercadorias vendidas, CMV;

    a prestao de servios custo dos servios prestados, CSP;

    os juros sobre dvidas despesa financeira.

    3.7 DIVISO DA CONTABILIDADE

    A contabilidade como cincia da informao divide-se nas seguintes reas de estudo...

    Contabilidade gerencial...

    A contabilidade gerencial utiliza as informaes providas pela contabilidade de custos

    para identificar que preo deve ser cobrado para cobrir o custo do produto, as despesas

    operacionais e ainda remunerar, adequadamente, o capital investido gerando lucro.

    A contabilidade gerencial no est restrita estrutura receitual bsica da contabilidade.

    Ela fornece ainda informaes aos tomadores de deciso pessoas internas

    organizao, responsveis em dirigir e controlar suas operaes.

    Acesse o ambiente on-line para assistir a um vdeo.

    Contabilidade financeira...

    A contabilidade financeira fornece informaes a pessoas externas organizao

    acionistas, credores, fornecedores...

    A contabilidade financeira utiliza as informaes geradas pela contabilidade de custos

    para...

    avaliar os estoques necessrio para apurar o balano patrimonial;

    mensurar o custo dos produtos vendidos necessrio para apurar o resultado

    do perodo.

    A contabilidade financeira ou societria est limitada pela estrutura conceitual

    bsica da contabilidade.

    *despesa...

    Em condies normais de continuidade das atividades da entidade, a despesa

    uma das principais responsveis...

    pela reduo do ativo;

    pela reduo do patrimnio lquido;

    pelo aumento do passivo.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    23

    Essa estrutura restringe o reconhecimento da receita e mensurao de custo e tambm

    os tipos de itens que so classificados como ativos, passivos e patrimnio lquido, no

    balano patrimonial.

    Acesse o ambiente on-line para assistir a um vdeo.

    Contabilidade fiscal...

    A contabilidade fiscal fornece informaes ao rgo tributante governo ,

    principalmente, Secretaria da Receita Federal.

    Inclusive, um fato relevante na atual legislao brasileira foi a incluso da neutralidade

    tributria, frente a mudanas decorrentes das normas internacionais.

    Desse modo, a contabilidade para fins informacionais e societrios foi separada do

    processo de apurao do lucro tributvel.

    Acesse o ambiente on-line para assistir a um vdeo.

    Contabilidade de custos...

    A contabilidade de custos se localiza em uma rea intermediria entre a contabilidade

    financeira e a contabilidade gerencial, pois serve s duas.

    Acesse o ambiente on-line para assistir a um vdeo.

    A contabilidade fiscal ou tributria no ser detalhada aqui. Apenas

    demonstramos que ela no deve ser confundida com a contabilidade financeira.

    CONTABILIDADE FINANCEIRA CONTABILIDADE GERENCIAL

    CONTABILIDADE DE CUSTOS

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    24

    3.7.1 CAMPOS DE ATUAO DA CONTABILIDADE

    De modo geral, a contabilidade est inserida em trs amplos campos de atuao, orientados pelas

    necessidades de seus usurios...

    3.8 INFORMAES CONTBEIS

    A contabilidade trabalha com avaliaes e todo sistema de mensurao tem limitaes inclusive

    de custo-benefcio.

    A contabilidade deve reproduzir a realidade da empresa em nmeros. Isso se torna de extrema

    dificuldade, por inmeras razes, como a volatilidade dos valores a serem mensurados.

    Por exemplo, um apartamento comprado por um elevado valor pode perder grandeparte desse valor se for construdo um viaduto em frente janela.

    Por exemplo, Av. Paulo Frontin, na sada do tnel Rebouas, no Rio de Janeiro, RJ.

    3.9 LIMITAES DA CONTABILIDADE

    O processo de avaliao ainda agravado pelo problema da flutuao de preos.

    A contabilidade deve conciliar utilidade com os requisitos da praticabilidade

    e objetividade.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    25

    O fato de a contabilidade se concentrar na avaliao monetria representa um grande aspecto

    positivo, entretanto, enseja limitaes, pois a quantificao monetria de todos os eventos

    econmicos no possvel.

    3.10 RESULTADO DE UMA EMPRESA

    O resultado exato de uma empresa variao do patrimnio investido pelos proprietrios spode ser apurado no final de sua vida, quando seus ativos forem liquidados.

    Entretanto, para proporcionar informaes teis*, a contabilidade tem a misso de calcular o

    resultado a intervalos regulares de tempo.

    3.11 CONCEITO DE LUCRO

    O conceito de lucro obtido por meio do pressuposto da competncia, que representa a alocao

    racional do fluxo de caixa durante o desenrolar da vida da empresa.

    Acesse, o Saiba Mais, disponvel no ambiente on-line, para se aprofundar mais no assunto...

    3.12 SNTESE

    Acesse, no ambiente on-line, a sntese desta unidade.

    Logo, a informao do lucro lquido no deve ser a nica medida de

    avaliao do sucesso de uma empresa durante um perodo.

    *informaes teis...

    Para aprimorar essa informao, na quantificao do lucro, devem ser

    introduzidas variveis como custo de oportunidade, inovao tecnolgica,

    qualidade de produtos, satisfao dos clientes, investimentos sociais, ambientais

    e treinamento de empregados.

    A rigor, esses aspectos so ou deveriam ser efetivamente contemplados

    pela contabilidade gerencial.

    Sobre esse assunto, veja...

    CARDOSO; MRIO; AQUINO. Contabilidade gerencial. So Paulo: Atlas, 2007.

    Mais ainda...Na avaliao da gesto da empresa, o conceito de lucro

    superior ao de caixa.

    Logo, a diferena entre o conceito de lucro e o de caixa meramente

    temporal pois, no final da vida da empresa, esses conceitos sero idnticos.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    26

    UNIDADE 4 ESTRUTURA CONCEITUAL BSICA DA CONTABILIDADE CPC

    4.1 REGRAS PARA UMA BOA ATUAO

    Quando assistimos a uma partida de futebol, sabemos que os jogadores usam, especialmente, os

    ps para realizar suas jogadas, mas em uma partida de vlei, sabemos que os jogadores usam,

    especialmente, as mos.

    4.1.1 NOVA ESTRUTURA CONCEITUAL BSICA DA CONTABILIDADE

    A partir de 20081, uma nova estrutura conceitual bsica da contabilidade2, emitida pelo CPC33, foi

    adotada no Brasil.

    Quando comeamos um novo curso ou um novo emprego, precisamos

    conhecer as regras s quais vamos nos submeter para que tenhamos uma boa

    atuao.

    Para compreender a empresa que pretendemos analisar, preciso conhecer

    as regras de apresentao das informaes sobre as empresas, ou seja, preciso

    ter pleno conhecimento da estrutura conceitual bsica da empresa.

    1a partir de 2008...

    At 2008, no Brasil, eram adotadas duas estruturas bsicas...

    ...uma emitida pela CVM Deliberao n 29/86 revogada a partir de

    31/12/2008;

    ...outra pelo CFC Resoluo n 750/93 complementada pela Resoluo

    n 774/94 e alterada pela Resoluo n 900/01, que permanece em vigor.

    2estrutura conceitual bsica da contabilidade...

    Em linha com o Conceptual Framework for the Preparation and Presentation of

    Financial Statements, emitido pelo IASB Internacional Accounting Standards

    Board , e aprovada pela CVM, por meio da Deliberao n 539/08.

    IASB International Accounting Standards Board: entidade independente que

    objetiva definir critrios universais e padres contbeis que devero ser aplicados

    por todos os pases de maneira idntica e compreensvel.

    3CPC3...

    Comit de Pronunciamentos Contbeis, representa a entidade nica de

    normatizao contbil no pas, e que pretende direcionar o pas para a

    convergncia com as normas internacionais. O CPC foi formado em 2005 sob

    a gide de seis instituies privadas brasileiras, cada uma representando um

    diferente grupo de agentes econmicos. Em suas reunies, tambm participam

    as entidades reguladoras governamentais.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    27

    Vejamos a estrutura bsica estabelecida pelo CPC...

    4.1.2 CONCEITOS DA NOVA ESTRUTURA

    A nova estrutura conceitual bsica da contabilidade estabelece...

    os pressupostos bsicos;

    as caractersticas qualitativas das demonstraes contbeis;

    as limitaes s caractersticas qualitativas.

    4.2 PRESSUPOSTOS BSICOS

    Existem dois pressupostos bsicos o regime de competncia e a continuidade.

    Vejamos, a seguir, esses dois pressupostos com mais detalhes.

    4.2.1 REGIME DE COMPETNCIA E CONTINUIDADE

    Vejamos, mais detalhadamente, esses dois pressupostos a seguir...

    4.2.2 REGIME DE COMPETNCIA

    Segundo o regime de competncia, os atos e fatos contbeis devem ser reconhecidos quando

    ocorrem as transaes e os eventos econmicos, independente de sua realizao financeira

    pagamento ou recebimento.

    As receitas devem ser reconhecidas quando auferidas, e no quando efetivamente

    recebidas.

    As despesas devem ser reconhecidas quando incorridas, e no quando efetivamente

    pagas.

    Esse raciocnio fundamental para que a contabilidade mea o patrimnio, em sua

    dimenso econmica, e o resultado periodicamente.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    28

    4.3 DEMONSTRAES CONTBEIS

    As demonstraes contbeis preparadas pelo regime de competncia informam aos usurios...

    ...dados sobre transaes passadas envolvendo o pagamento e o recebimento de

    caixa ou outros recursos financeiros;

    ...dados sobre as obrigaes que vo demandar pagamento futuro e sobre os recursos

    que sero recebidos futuramente.

    4.3.1 EXEMPLO

    As informaes conseguidas por meio do regime de competncia so muito importantes para a

    tomada de decises.

    Por exemplo...

    Uma loja vendeu, no ms de janeiro, R$ 220.000.

    Metade desse valor foi recebida vista e a outra metade, mediante carto de crdito,

    mas a loja s receber o valor do carto de crdito no ms seguinte s vendas.

    A loja deve apurar, em janeiro, de acordo com o regime de competncia, a receita no

    total de R$ 220.000, porque esse foi o valor vendido, mesmo que a loja ainda no

    tenha recebido, efetivamente, o dinheiro.

    4.4 PRESSUPOSTO DA CONTINUIDADE

    Presume-se que a empresa no tem a inteno nem a necessidade de colocar todas as suas

    propriedades venda, mas, se a intenao ou a necessidade existirem, as demonstraes contbeis

    devero ser preparadas em uma base diferente, que dever ser divulgada.

    O pressuposto da continuidade implica a adoo de determinadas prticas contbeis na avaliaoda maioria dos ativos e dos passivos pelo custo histrico.

    Quando o pressuposto da continuidade no for vlido, isto , quando a empresa estiver emprocesso de encerramento de atividades e liquidao de seus bens para pagamento de dvidas,

    todos os bens devero ser avaliados pelo valor de venda.

    As demonstraes contbeis devem ser feitas tendo-se em mente que a

    entidade continuar em operao no futuro.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    29

    4.4.1 EXEMPLO

    Por exemplo...

    ...se uma companhia area compra uma nova frota de avies, o valor registrado em sua

    contabilidade deve ser o valor pago ou devido pelos avies.

    Isso acontece porque se espera que a empresa continue em operao, oferecendo voos.

    Apenas se a empresa estivesse encerrando suas atividades, os avies seriam reconhecidos pelo

    valor de venda.

    Essa informao s til caso a empresa esteja realmente interessada em vender os avies.

    Qualquer alterao que no aplique os pressupostos modifica toda a concepo da contabilidade

    como o grande sistema de informaes das empresas.

    4.5 CARACTERSTICAS QUALITATIVAS

    As caractersticas qualitativas so uma excelente ferramenta para o usurio, pois...

    ...fornecem informaes;

    ...ajudam no processo decisrio;

    ...facilitam o entendimento da empresa analisada.

    4.5.1 CARACTERSTICAS QUALITATIVAS PRIMRIAS

    As caractersticas qualitativas primrias das demonstraes contbeis so...

    ...compreensibilidade;

    ...relevncia;

    ...confiabilidade;

    ...comparabilidade.

    Caractersticas qualitativas so os atributos que tornam as demonstraes

    contbeis teis a seus leitores.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    30

    4.6 COMPREENSIBILIDADE

    As informaes apresentadas nas demonstraes contbeis devem ser diretas e claras.

    Portanto, devem ser prontamente entendidas pelos usurios que conhecem, razoavelmente, os

    negcios, as atividades econmicas e a contabilidade.

    As demonstraes contbeis devem ser elaboradas de modo que possam ser entendidas por no

    contadores, desde que estejam interessados e dispostos a compreender a situao patrimonial e

    o desempenho da entidade analisada.

    4.7 RELEVNCIA

    Desse modo, a demonstrao contbil tambm deve conter informaes sobre operaes

    complexas que sejam relevantes para a tomada de deciso.

    A demonstrao contbil deve ajudar o usurio a conhecer melhor a situao patrimonial e o

    desempenho da entidade.

    4.7.1 RELEVNCIA

    Em que as informaes da demonstrao contbil devem ser relevantes?

    As informaes da demonstrao contbil devem ser relevantes s necessidades dos usurios na

    tomada de decises.

    As informaes so relevantes quando podem influenciar as decises econmicas dos usurios.

    As informaes relevantes ajudam os usurios a...

    ...avaliar o impacto de eventos passados, presentes ou futuros;

    ...confirmar ou corrigir as avaliaes anteriores.

    A relevncia se justifica por dois aspectos...

    ...a natureza da informao;

    ...a materialidade.

    O mundo dos negcios competitivo e envolve operaes estruturadas e

    sofisticadas, como acontece no mercado financeiro...

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    31

    4.7.2 NATUREZA DA INFORMAO

    A ideia de relevncia pode ser associada de utilidade.

    Quanto maior a utilidade da informao para o usurio, maior sua importncia e, portanto, sua

    relevncia.

    A informao contbil relevante quando...

    altera a compreenso do usurio;

    ajuda a avaliar as operaes efetuadas;

    traz mudana no processo decisrio.

    4.7.3 MATERIALIDADE

    Uma informao material se sua no apresentao ou distoro nas demonstraes contbeis

    puder influenciar as decises econmicas dos usurios.

    A materialidade depende do tamanho do item ou do erro, julgado nas circunstncias especficas

    de sua no apresentao ou distoro.

    4.7.3.1 EXEMPLO

    Uma informao pode ser extremamente relevante, mas envolver valores pequenos...

    Portanto, a relevncia no se justifica s pelo valor envolvido mas tambm pela natureza dainformao.

    J os valores maiores materiais so relevantes independente da natureza da informao.

    Os conceitos de relevncia e materialidade, de uma forma geral, podem ser relativos.

    Por exemplo...

    ...uma perda de R$ 100.000,00 para uma empresa pequena constitui um fatoimportante, mas para uma grande empresa, esse valor pode no ser significativo.

    Portanto, nesse caso, a natureza da informao importante, ou seja, o fato de que h perda na

    empresa, mesmo com um valor no muito significativo para ela.

    A natureza da informao diz respeito ao contedo informacional, enquanto

    a materialidade, ao valor envolvido.

    Os conceitos de relevncia e materialidade no so sinnimos.

  • M D U L O 1 Contabilidade Financeira

    32

    4.8 CONFIABILIDADE

    Um usurio que no tem confiana nas informaes apresentadas nas demonstraes contbeistende a julgar negativamente a empresa.

    A informao contbil confivel deve ser... isenta de erros, representando a realidade, evidenciando apenas as transaes que

    so verdadeiras; no tendenciosa, neutra, no priorizando um usurio em detrimento dos demais; completa;

    no otimista, prudente; objetiva, apresentando a substncia econmica das transaes, priorizando sua

    essncia econmica, mesmo em detrimento da forma jurdica.

    4.8.1 CARACTERSTICAS QUALITATIVAS SECUNDRIAS DA CONFIABILIDADE

    Vejamos as caractersticas qualitativas secundrias da confiabilidade...

    4.8.1.1 INFORMAO CONFIVEL

    A informao confivel deve representar, com propriedade, as transaes e os outros eventos

    que ela diz retratar.

    Por exemplo...

    Um balano patrimonial deve representar, com propriedade, as transaes e os outros eventos

    que...

    ...resultam em ativos, passivos e patrimnio lquido da entidade;

    ...atendam aos critrios de reconhecimento.

    Uma informao s til se for confivel.

    A informao deve estar livre de erros e representar, com propriedade, aquilo a

    que se prope retratar.

  • Contabilidade Financeira M D U L O 1

    33

    A maioria das informaes contbeis est sujeita a algum risco de no retratar exatamente aquilo

    a que se prope.

    Essa inadequao pode acontecer devido a...

    ...dificuldades de identificao das transaes a serem avaliadas;

    ...necessidade de se realizar estimativas sobre o futuro.

    4.8.1.2 PRIMAZIA DA ESSNCIA SOBRE A FORMA

    A informao confivel deve retratar transaes e eventos contabilizados e apresentados de

    acordo com sua essncia.

    A informao confivel deve mostrar a verdadeira finalidade das transaes e dos eventos; deve

    retratar o que realmente aconteceu.

    A essncia das transaes ou dos outros eventos nem sempre corresponde ao que aparenta ser

    com base em sua forma lega