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contra a corrupção sê cidadão! Ana de Campos Leitão António Maia Edite Coelho GLOSSÁRIO

contra a corrupção sê cidadão! - cpc.tcontas.pt · contra a corrupção sê cidadão! 2 nhecimento e interiorização de um conjunto de valores basila-Educar para a cidadania

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  • contra a corrupo

    s cidado!

    Ana de Campos Leito

    Antnio Maia

    Edite Coelho

    GLOSSRIO

  • contra a corrupo s cidado!

    2

    Educar para a cidadania despertar os mais novos para o co-

    nhecimento e interiorizao de um conjunto de valores basila-

    res, que importa respeitar e colocar em prtica para a susten-

    tabilidade de uma sociedade coesa, justa, solidria e eticamen-

    te mais responsvel.

    O projeto contra a corrupo s cidado!, que proposto pelo

    Conselho de Preveno da Corrupo (CPC), visa justamente

    contribuir para a construo dos valores e da cidadania das

    novas geraes. Este conjunto de publicaes um caderno de

    apoio ao professor, 3 manuais destinados aos diferentes nveis

    de ensino e o presente Glossrio no seu todo, procura pro-

    mover e facilitar a reflexo sobre o problema da corrupo,

    pela escola e pela comunidade educativa.

    Este Glossrio, serve de apoio ao estudo do tema e auxilia cla-

    rificando as expresses que propomos nos exerccios dos ma-

    nuais, -se a partir de elementos de diversa ordem, mas com

    importncia central no contexto da cultura portuguesa.

    Bom trabalho!

    O Conselho de Preveno da Corrupo

  • contra a corrupo s cidado!

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    INTRODUO

    A organizao deste G

    lossrio pretende servi

    r

    de apoio interpreta

    o e desenvolvimento da

    s

    atividades propostas e a

    o trabalho da resultan-

    te.

    Inscrevendo-se na rea d

    a preveno da corrup-

    o, sobressai no Gloss

    rio a objetividade dos

    conceitos de natureza j

    urdica relacionados com

    esta rea temtica. Por

    outro lado, inscrevem-

    se

    tambm conceitos de

    natureza mais subjetiv

    a

    por fazerem parte da ab

    ordagem educao em

    valores.

  • contra a corrupo s cidado!

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    Abuso de confiana: Existe crime de abuso de confiana quando algum faz seus ou no devolve um

    bem ou valores que lhe tenham sido confiados ou emprestados temporariamente.

    Abuso de poder: O abuso de poder d-se quando algum usa os seus poderes oficiais para finalida-

    des diferentes e contrrias lei.

    Acrdo: Deciso judicial emitida por um tribunal coletivo (mais do que um juiz).

    Aculturao: Processo de transformao dos modelos culturais originais que caracterizam um sujei-

    to, um grupo ou mesmo uma sociedade devido ao contacto e ao intercmbio cultural. A aculturao

    pode, por um lado, conduzir ao enriquecimento do sujeito enquanto ser cultural, porque aqueles

    com que se relaciona podem ser uma referncia positiva na sua construo, ou, por outro lado, pode

    levar despersonalizao do sujeito que no tenha uma base slida de autodeterminao que o tor-

    ne vulnervel.

    Acusao: Momento em que se atribui a algum a prtica de um ou mais crimes. Parte que acusa

    outra.

    Administrao Pblica (AP) Conjunto de entidades de natureza pblica, que no seu todo executam

    as polticas de interesse geral e coletivo, definidas pelo governo. Esta funo concretiza-se atravs de

    procedimentos administrativos que tm de respeitar a Lei. Qualquer ato de corrupo no seio da AP

    traduz um desvirtuar da Lei

    Agresso: Ato em que um indivduo prejudica ou lesa outro(s) de forma intencional causando-lhe

    danos. A agresso pode ser fsica ou psicolgica.

    Agressividade: inerente ao ser humano e caracteriza o modo que este tem de se proteger de ame-

    aas sua pessoalidade. Se desenvolvida em excesso pelo sujeito, deixando que se descontrolem

    as emoes, a agressividade pode transformar-se em violncia.

    Altrusmo: Disposio de dar e dar-se aos outros, sendo-lhes til e proporcionando-lhes alegria, sem

    esperar nada em troca. O altrusmo um valor que demonstra o carcter de retido do sujeito que

    age de forma desinteressada.

    Ambio: Desejar veementemente algo. Se o sujeito no dotado de sobriedade, e aspirar a algo

    imoderadamente, corre o risco de desejar para si o que cobia nos outros. Por outro lado, o sujeito

    que use de modstia e simplicidade, consegue ter ambio de forma equilibrada. A ambio desme-

    dida pode levar o sujeito a cometer atos de natureza ilcita.

    Amizade: Sentimento que conduz ao cultivo de atitudes e de comportamentos que preencham posi-

    tivamente o caminho que fazemos com aqueles que escolhemos afetivamente. A amizade pressupe

    que o sujeito promova aes e comportamentos desinteressadamente. Se assim no for, estaro em

    causa valores como a igualdade, a verticalidade, a honra, a reputao, a coerncia, entre outros.

  • contra a corrupo s cidado!

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    Ameaa: um crime que consiste em assustar algum, provocando-lhe medo, com a prtica de atos

    contra a vida, a integridade fsica, a liberdade pessoal ou sexual ou a bens patrimoniais de valor ele-

    vado

    Anomia: Esperar que venham do exterior as solues desejadas para alterar determinados factos

    que envolvem o sujeito. A anomia existe quando o sujeito no tem a motivao nem a disciplina ne-

    cessrias para tomar as suas prprias decises. A passividade resultante da anomia pode levar o su-

    jeito a situaes de dependncia e mesmo de manipulao por terceiros.

    Antecipar: Capacidade do sujeito prever os resultados das suas aes antes mesmo de elas ocorre-

    rem. Esta capacidade possibilita que o sujeito disponha de reversibilidade, o que lhe permite decidir

    com ponderao, depois de analisar as consequncias dessa deciso para si e para os outros.

    Apropriao: existe apropriao quando algum se apodera dos bens de outrem sem o seu consenti-

    mento.

    Arguido: Um arguido uma pessoa sobre a qual existem fortes sinais de que possa estar envolvida

    num crime. No entanto, um arguido no um culpado. O arguido considerado inocente at con-

    firmao da sentena pelo Juiz.

    Argumentao: Capacidade que permite defender as nossas aes, atribuindo-lhes uma justificao

    reflexiva, intersubjetiva e universal. Por no existirem verdades absolutas e pelo fato do sujeito estar

    em constante construo, a argumentao acarreta uma reflexo corrigvel, um acordo modificvel e

    uma universalidade ideal.

    Arrependimento: Ao praticada pelo autor de um crime que impede que o resultado do mesmo se

    verifique.

    Assertividade: Saber defender as escolhas que conduzem s nossas aes e afirmaes com profici-

    ncia, isto , com base em critrios demonstrveis luz do conhecimento e do saber.

    Atitude: Acompanha a ao e inclui o(s) motivo(s) da ao, os fins e tambm o sentido que lhe atri-

    budo pelo sujeito. um impulso que nos leva a tomar uma deciso. Se reagimos imediatamente,

    sem pensar, e com base apenas na emoo que esse impulso nos transmite, falamos de atitude rea-

    tiva. Se, pelo contrrio, usamos de ponderao para refletir sobre a melhor deciso a tomar, fala-

    mos de atitude proactiva.

    Audincia: Sesso do tribunal onde se julga um crime ou se resolve um conflito de interesses.

    Auditoria: A auditoria uma anlise minuciosa feita por profissionais especializados, numa determi-

    nada matria e num determinado perodo, e serve para verificar se uma entidade ou servio funcio-

    na de forma correta e se cumpre com as regras e os procedimentos a que est obrigado.

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    Autodeterminao: O ser humano tem a capacidade para ser autor das suas decises, para avali-las e reformul-las de forma competente. O sujeito, enquanto ser prxico (ser de ao), o resultado das suas experincias e das suas prprias aes. Neste sentido, o modo de ser do sujeito no est previamente determinado, e a ele que compete ir realizando o seu prprio ser. Virtudes como a coragem, valentia, criatividade e motivao contribuem para que o ser humano seja competente nas suas decises e aes.

    Autor: Diz-se do sujeito que delibera, decide e age em conformidade com a responsabilidade tica e

    moral que impe a si mesmo, num processo de escolhas, antecipaes e reformulaes.

    Avaliao: No deve permitir o absoluto de um julgamento mas sim uma possibilidade formadora, a

    que reestrutura os processos de reflexo, de aprendizagem e de ao. O erro necessrio enquanto

    rutura do equilbrio adaptativo do pensamento.

    B enefcio fiscal: uma medida fiscal, de carter excecional, que se traduz numa vantagem ou num desagravamento do valor dos impostos ou taxas a pagar pelo contribuinte, face ao regime normal, e que pode assumir a forma de iseno, reduo, deduo, amortizao, etc.

    Benevolncia: Qualidade que permite ao sujeito sentir e manifestar boa vontade em relao aos ou-

    tros. Implica disposio para fazer o bem de forma confiante e revelando compreenso pelos outros.

    Boa-f: diz-se que algum est de boa-f quando no tem intenes escondidas ou no tem inten-

    es de enganar.

    Branqueamento de capitais: Chama-se branqueamento de capitais aos diversos expedientes usados

    para disfarar a origem ilegal de dinheiro, dando-lhe uma aparncia de ter sido obtido de forma cor-

    reta e honesta.

    Bullying: Ao violenta fsica e/ou emocional intencional, dirigida e de forma repetida.

    Burocracia: Um sistema de administrao com demasiadas e complicadas regras de funcionamento. A

    burocracia indica que existem muitos funcionrios uma hierarquia de autoridade complexa que afasta

    as pessoas dos centros efetivos de tomada de deciso.

    C arter: a expresso ajustada individualidade consciente do sujeito. O carter o conjunto das qualidades morais (boas ou ms) e revela o modo como o sujeito vive e transmite a ndole moral que o distingue enquanto individuo. O carter revela tambm o modo como o sujeito vive em si e

    com os outros os seus sentimentos, influenciando a sua conduta e temperamento.

    Cauo: diz-se que algum presta uma cauo quando obrigado a depositar um valor, normalmente

    em dinheiro, para servir de garantia a qualquer compromisso que contraiu.

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    Chantagem: Ato de extorquir dinheiro, favores ou vantagens a algum sob a ameaa de consequn-

    cias nefastas caso esse algum no corresponda ao exigido.

    Cidadania: Qualidade do individuo no gozo dos direitos e deveres civis e polticos de um Estado. Qua-

    lidade se ser . Qualidade de Ser com os outros, na cidade, com a exigncia de construir com eles a

    liberdade de todos e de cada um em prol de um mundo humanizado.

    Cidado: Cidado o habitante de uma cidade ou estado que est no gozo pleno dos seus direitos

    civis e polticos. Ser cidado implica no s direitos como tambm deveres. Exemplo: Votar um di-

    reito dos cidados mas no sendo obrigatrio fica sujeito deciso de cada um exerc-lo.

    Civismo: Cultura pblica de convivncia a partir de um conjunto de condutas de interao (que come-

    am na simples cordialidade). Implica um compromisso de cada sujeito com o interesse pblico, o

    que leva necessidade de ajustar as suas decises e aes responsabilidade de promover o bem

    coletivo para alm do seu prprio.

    Clientelismo: Prtica que consiste na troca de favores, benefcios ou servios polticos ou relaciona-

    dos com a vida poltica.

    Coao: um crime em que algum usa a violncia ou uma ameaa grave sobre a vtima, levando-a a

    praticar uma certa ao ou omisso ou a suportar uma determinada atividade.

    Cobrar favores: consiste em exigir a retribuio de favores prestados.

    Coerncia: Existncia de um vnculo de conformidade entre o que se e o modo como se atua. a

    qualidade que permite uma relao estreita entre as manifestaes do sujeito e a sua natureza pr-

    pria. Ser coerente implica que exista coeso entre o que se pensa e o que se diz, entre aquilo em que

    se acredita e o modo como se atua.

    Coima: um castigo aplicado por uma autoridade administrativa, isto , que no seja um tribunal, no

    mbito do direito de mera ordenao social, que se traduz no pagamento de uma quantia fixada por

    lei, com o objetivo de dissuadir o infrator da prtica de atos idnticos.

    Compaixo: Ser capaz de prevenir, evitar ou diminuir a dor nos outros e em ns mesmos. Reconhe-

    cendo o outro enquanto diferente, ser capaz de sentir o que ele sente, reconhecendo e sentindo ne-

    le toda a humanidade que nos torna iguais na diferena.

    Competncia: a capacidade de mobilizar conhecimentos, talentos, e atitudes, e de tomar decises

    que permitam resolver de forma eficaz problemas e/ou situaes da vida real.

    Complexidade: Caracterstica comum prpria realidade e a cada um dos elementos que a compe

    (vem de complexere e significa o que est tecido junto), fazendo sobressair a interdependncia de

    tudo com tudo.

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    Confiana: ter segurana em si prprio, nos seus procedimentos; acreditar na disponibilidade e na

    honestidade do outro; crer num futuro melhor (sendo aqui sinnimo de esperana).

    Confidencial: Algo que no deve ser divulgado, que se deve manter em segredo.

    Conflito: Surge quando existem diferentes posies relativamente a uma necessidade, situao,

    objeto, inteno, ideia ou interesse. Por ser um momento crtico, e que no sendo resolvido pode

    gerar violncia, representa uma oportunidade para reajustar positivamente os comportamentos dos

    sujeitos mediante as cedncias que os mesmos esto dispostos a estabelecer entre si.

    Conflito de interesses: Acontece quando os interesses de uma pessoa esto em conflito com os in-

    teresses dos outros membros do grupo, clientes ou parceiros. Quando existe conflito de interesses,

    deve ser declarado. O conflito de interesses, no declarado, pode levar a atitudes ilcitas e de favori-

    tismo.

    Conhecimento: O instrumento vital para ter lucidez . A partir da informao no devemos ficar pela

    simples opinio; h que trabalhar ideias e conceitos para dar sentido s aes.

    Conivncia: consiste na absteno de prevenir, impedir ou denunciar algum da prtica de um cri-

    me de que tem conhecimento.

    Conivente: Aquele que se abstm de prevenir, impedir ou denunciar algum de praticar um crime

    de que tem conhecimento.

    Conluio: Acordo malicioso realizado entre duas ou mais pessoas com o objetivo de prejudicar outro

    (s).

    Conselho de Preveno da Corrupo: um organismo do Estado portugus que tem como objetivo

    estimular a preveno e o combate corrupo no nosso pas.

    Contraditrio: momento em que assegurado ao acusado o direito de resposta (defesa) contra a

    acusao que lhe foi feita.

    Controlo : Consiste em verificar se determinada atividade se desenvolveu de acordo com as leis em

    vigor e os objetivos fixados. O mesmo que Fiscalizao.

    Cooperao: Reconhecer que, sendo diferentes, precisamos dos outros para complementar as capa-

    cidades e competncias que nos permitem cumprir as diversas tarefas pelas quais somos respons-

    veis. A falta de cooperao pode tornar-nos egostas e arrogantes distanciando-nos dos outros.

    Coragem: uma qualidade que confere ao sujeito firmeza e energia para enfrentar tanto situaes

    de ameaa ou perigo como circunstncias de afirmao de si. Ser corajoso implica ter nimo, bravu-

    ra, ousadia e capacidade de deciso.

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    Corrupo: Acontece quando se obtm de algum vantagens ou benefcios indevidos, ou injustos, de

    forma ilegal.

    Corrupo Ativa: A corrupo ativa um crime cometido por quem oferece uma vantagem em troca

    de um favor que de outra forma no obteria. Aqui a responsabilidade de quem ativamente procura

    esse favor ou vantagem.

    Corrupo Passiva: A corrupo passiva o crime cometido pela pessoa que aceita um favor ou uma

    oferta para favorecer indevidamente outra pessoa.

    Cortesia: A forma externa do respeito, a arte de fazer com que os outros se sintam bem consigo

    mesmos a partir das atitudes e comportamentos do sujeito. Cuidar a forma de nos relacionarmos

    uma questo tanto de tica quanto de esttica, de elegncia, acabando as duas por coincidirem.

    Crime: Ato que viola a lei penal.

    Criminoso: Aquele que pratica um crime.

    Cuidado: diz-se que uma pessoa age com cuidado quando atua com a diligncia, a precauo e a

    ateno necessrias e exigveis para evitar a prtica de atos lesivos.

    Culpa: conduta humana que se caracteriza pela violao de uma regra com inteno ou com dolo ou

    negligncia.

    Cmplice: pessoa que participa ou tem conhecimento (conivente) da prtica de um crime por ou-

    trem.

    Cunha: Recomendao de pessoa importante ou influente.

    Deciso: o momento que se segue comparao dos motivos que so a favor ou contra o assumir

    um possvel ato. por isso a fase essencial do ato voluntrio, aquela que implica a vontade e a res-

    ponsabilidade moral do sujeito atuante. Uma deciso equilibrada requer ponderao, isto , a refle-

    xo prvia que permite agir com bom senso e sensatez.

    Demandado: Aquele contra quem se interpe uma ao em tribunal.

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    Democracia: Regime poltico em que o poder exercido pelo povo, atravs de representantes por si

    eleitos por meio do voto. Uma das principais funes da democracia a proteo dos direitos hu-

    manos fundamentais, como a liberdade de expresso. Em democracia os cidados tm direitos e

    deveres expressos de participao na vida poltica que visam proteger os seus direitos e a sua liber-

    dade.

    Denncia: consiste em dar conhecimento da prtica de um crime ou outro ilcito s autoridades com-

    petentes.

    Denunciante: O denunciante algum que, tendo conhecimento da prtica de um crime ou outro

    ilcito, cumpre os seus deveres de cidadania, alertando as autoridades competentes.

    Desenvolvimento: Processo dinmico de melhoria que resulta do envolvimento da sociedade e dos cidados na procura e aplicao de solues mais ricas, justas e aperfeioadas, tanto ao nvel social, econmico e poltico, como dos afetos, da moral e da tica.

    Deteno: Privao momentnea da liberdade a algum que praticou um crime para ser presente ao

    juiz.

    Deveres: Regras, comportamentos e atitudes que o sujeito tem por obrigao fazer numa relao

    recproca com os outros.

    Dialogicidade: Corresponde a um encontro de pessoas que ativam a comunicao de forma consci-ente e voluntria para procurar um acordo. Existe disponibilidade de todos para reconhecer em cada um dos outros interlocutores uma pessoa com quem vale a pena entender-se para chegar a um acordo que satisfaa interesses universalizveis, respeitando-se a autonomia de todos apesar das convices diferentes de todos os participantes. Deste modo, a dialogicidade proporciona uma cons-truo coletiva do saber e promove a reflexo intra e intersubjetiva.

    Dilogo: Ao comunicativa, com inteligibilidade, veracidade e correo, a partir da qual podemos,

    mediante o reconhecimento mtuo entre os interlocutores, atingir um sentido universalizvel.

    Dignidade: uma qualidade que inspira respeito e conscincia de si mesmo. Uma pessoa digna um

    exemplo para os outros. A integridade, brio e autoestima fazem com que o sujeito se faa respeitar,

    respeitando-se a si mesmo.

    Diligente: Ser perseverante e eficaz com os seus deveres. O sujeito procura aplicar o melhor de si

    mesmo em todas as situaes, com esforo e constncia.

    Direito: conjunto de regras (normas) de conduta criadas para regular as relaes sociais entre as pes-

    soas.

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    Disciplina: A capacidade de organizar-se para responder a determinados objetivos e projetos. um

    elemento importante na forma como enfrentamos situaes imprevistas. A disciplina pertence ao

    sujeito e sua vontade no devendo por isso ser equiparada a represso ou falta de liberdade.

    Discriminao: Existe quando uma pessoa sujeita a um tratamento menos favorvel do que aquele

    que usado com outra pessoa numa situao semelhante. A discriminao pode ser positiva quando

    tem em vista favorecer pessoas que estejam numa situao de desvantagem e para que elas se tor-

    nem menos desiguais.

    Educao - um processo consciente para ajudar a pessoa a descobrir e a desenvolver as suas po-

    tencialidades humanas, valorizando o conhecimento atravs do ensino e da aprendizagem.

    Egosmo: Excessivo amor ao bem-estar prprio sem atender ao dos outros. Um sujeito egosta tem

    um interesse exclusivo pelas suas coisas em detrimento dos interesses dos outros.

    Enriquecimento ilcito: aumento do patrimnio de algum sem que para tal haja qualquer funda-

    mento.

    Equidade: Todos poderem ter a oportunidade de concretizar os seus talentos. A equidade promove a dignidade das pessoas, prevenindo situaes de desigualdade e injustia.

    Estado: Entidade (conjunto de instituies) com poder para governar um povo dentro de um deter-

    minado territrio. O Estado dispe de trs poderes: poder legislativo, poder executivo e poder judici-

    al. Um Estado desempenha funes polticas, econmicas, sociais e culturais.

    tica: um conjunto de princpios construdos pelo sujeito na relao dialgica intra e interpessoal.

    Diz respeito aos desgnios das aes e prvia reflexo sobre a ao de modo a orient-la. Traduz-se

    nas atitudes (dilogo, hospitalidade, reciprocidade, participao, responsabilidade, ) que permitem

    orientar o comportamento em sociedade. A tica contribui para a justia e o equilbrio no funciona-

    mento social.

    Extorso: um crime em que o criminoso usa a violncia ou uma ameaa grave sobre a vtima, com

    a inteno de obter um enriquecimento ilcito, que se traduz num prejuzo injusto para a vtima.

    Favor: ajuda (oferta de presente ou facilidade), benefcio ou preferncia concedida a algum

    (favorecido), que fica eventualmente obrigado a retribui-la(o) num futuro prximo.

    Favorecimento: Tratamento injusto, porque parcial: - trata algum como favorito sem atender ao

    juzo da melhor escolha num processo em que deveriam ser dadas oportunidades iguais a diferentes

    sujeitos envolvidos numa pretenso ou candidatura (o favorecimento pode prejudicar a equidade).

    Fidelidade: Qualidade do sujeito que fiel. Ser fiel significa agir com veracidade e coerncia no cum-

    primento daquilo a que o sujeito livremente se compromete.

    Fiscalizao: O mesmo que controlo.

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    Flagrante delito: diz-se que um crime praticado em flagrante delito quando o criminoso surpre-

    endido no momento em que o pratica ou acabou de praticar.

    Fraude: A fraude um crime que algum comete quando propositadamente engana ou induz em

    erro outra pessoa para conseguir um ganho ilegtimo.

    Fuga de capitais: Sada de capitais (dinheiro) de um pas para outro.

    G overnana: Termo que interpela a organizao dos poderes ao nvel supranacional, mas sem transpor o modelo de Estado-nao. Reala a necessidade de coordenao de todos os agen-tes polticos (ao nvel local, nacional e mundial) e a da subordinao de todos a valores comuns,

    mantendo a especificidade decorrente dos vnculos de civilidade que ligam os cidados s diferentes

    realidades geogrficas.

    Governo: O Governo o rgo que dirige a poltica geral do pas e o rgo supremo da administra-

    o pblica. O Governo constitudo pelo Primeiro-Ministro, pelos Ministros e pelos Secretrios e

    Subsecretrios de Estado.

    GRECO: O GRECO (Grupo de Estados Contra a Corrupo) um organismo do Conselho da Europa

    dedicado monitorizao de aconselhamento de esforos para prevenir e combater a corrupo

    dentro dos Estados que fazem parte da organizao.

    Glocalizao: Analisar as circunstncias na dimenso global da humanidade e do mundo, situando o

    objeto de anlise na especificidade da geografia local a que pertence.

    Gratuidade: Dar, material ou imaterialmente, sem esperar receber uma contrapartida. Revela que o

    sujeito age de forma desinteressada, tendo em vista o bem do prximo.

    Habeas corpus Consiste no pedido feito ao tribunal para que seja reposta a liberdade a algum

    que est preso. Este direito est consagrado na Constituio da Repblica.

    Honestidade: Congruncia de si prprio com o dever ser, no ocultando, nem perante ns prprios

    nem perante os outros, a inteno dos nossos atos. O indivduo que honesto no engana os ou-

    tros, porque com as suas atitudes ou aes no procura tirar proveito deles; no pretende obter um

    benefcio s custas de um mal imposto aos outros (direta ou indiretamente), no passando por cima

    dos equilbrios que so devidos ao outro pelo seu prprio direito ao bem-estar.

    Honra: Uma pessoa honrada respeitada pelas suas virtudes, brio, honestidade e integridade de

    carter. aquela que fala a verdade, no omite, no dissimula e no se deixa corromper.

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    Hospitalidade: Acolher o outro, reconhecendo o valor do que, sendo diferente, o distingue. Nesse

    acolhimento, o sujeito valoriza positivamente a cultura que prpria de cada outro com quem se

    relaciona.

    Igualdade: a existncia de condies ou de oportunidades iguais ou semelhantes entre dois ou

    mais elementos que so comparados (sejam objetos, pessoas, ideias, ou coisas). Emana dos direitos

    bsicos universais comuns a todos os homens e precede o direito diferena. A igualdade um

    princpio fundamental consagrado na Constituio da Repblica.

    Ilcito: Ao contrria s leis, moral e conscincia -

    Imparcialidade: uma componente essencial para se poder ser justo: - perante a necessidade de

    uma escolha entre foras contrrias, o sujeito no toma o partido de uma das partes em confronto,

    mas trata-as de igual modo, sem discriminao.

    Impostos: Contribuio que devida em funo da capacidade econmica das pessoas individuais

    ou coletivas que esto sujeitas ao respetivo pagamento.

    Impunidade: Condio de impune, ausncia de punio. Ao delituosa ou ilcita que fica sem casti-

    go. Qualidade ou particularidade de impune; em que h tolerncia ao crime.

    Incluso: um princpio democrtico: vincula os cidados igualdade das diferenas. Deixar o outro

    ser si mesmo, acolhendo e valorizando as suas diferenas, estar aberto oportunidade do outro

    poder contribuir para nossa evoluo qualitativa.

    Infrao: Ao que ignora, despreza e contraria as leis e as normas definidas pelo Estado para o cor-

    reto e adequado comportamento social da populao .

    Infrator: Aquele que infringe, que transgride, que no respeita das leis e as normas.

    Ingnuo: Aquele que revela ser puro, inocente, sem malcia relativamente interpretao de uma

    determinada realidade ou estado de coisas.

    Inimputvel: Aquele que, por anomalia psquica, no adquiriu um estado de maturidade ou respon-

    sabilidade que lhe permita responder por si judicialmente. A lei penal portuguesa, considera igual-

    mente como inimputveis os menores de 16 anos de idade.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Indiv%C3%ADduohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Ideia

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    Inocente: Aquele que no culpado, que no ocasiona o mal, que inofensivo ou puro.

    Inspeo: Ato ou efeito de verificar, examinar, olhar a conformidade da realizao de um determina-

    do ato ou procedimento com as leis ou normas previstas.

    Insulto: Palavras, comportamentos, atitudes, gestos ofensivos, ultrajantes ou desrespeitosos proferi-

    dos contra a reputao de algum ou de alguma entidade.

    Integridade: Qualidade da pessoa com um modo de ser cordial, imparcial, honesto e incorrupto.

    Uma pessoa ntegra aquela que revela uma atitude tica e educada relativamente a quem o rodeia

    e com quem se relaciona.

    Intencionalidade: Atuar com vontade e esforo para moldar o seu prprio caminho a partir do

    seu ideal de vida.

    Investimento: Fazer a utilizao estratgica de recursos disponveis com o objetivo de alcanar mais

    recursos em momento ou momentos posteriores.

    Irregular: Ato no concordante com as regras e as normas .

    Irregularidade: Ato ou procedimento irregular.

    Irresponsvel: Aquele que no responsvel pelas suas aes.

    Irrevogvel: Aquilo que no pode ser alterado, que definitivo.

    J uiz: O juiz a pessoa que, num Tribunal, tem o poder de decidir os conflitos entre pessoas que lhe so apresentados, julgar os crimes e aplicar as penas respetivas. Justia: Decidir de modo equitativo, de modo justo relativamente a todas as partes.

    Julgamento: Julgar ou emitir um juzo sobre uma realidade. Deciso de um tribunal sobre um pro-

    cesso aplicao da lei sobre.

    Jurado: Membro de um jri num tribunal.

    Jurdico: Assunto relativo ao direito, s leis e sua aplicao.

    Lavagem de dinheiro: Processo atravs do qual se torna de aparncia clara dinheiro verdadeiramen-

    te proveniente de prticas criminosas ou obscuras.

    Leal: No faltar a promessas que se fazem e a compromissos que se assumem. Ser sincero e hones-

    to. Ter carter.

    Lealdade: Qualidade daquele que leal.

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    Legislao: Conjunto das leis de um pais.

    Lei: Norma de conduta. Obrigao, regra. Emana de autoridade soberana para a sua produo

    (Assembleia da Repblica e Governo).

    Liberdade: A liberdade qualifica a autonomia do ser humano e diz respeito capacidade de auto

    determinao de cada sujeito. Por isso mesmo, no implica necessariamente que o sujeito esteja

    sempre em concordncia com os direitos e deveres que pautam o conjunto das normas institudas,

    sendo-lhe reconhecido o direito ao livre arbtrio. A liberdade uma das condies da democracia e

    em Portugal est definida na Constituio da Repblica. A democracia deve garantir:

    Liberdade de expresso: Direito de cada um expressar os seus pensamentos e ideias;

    Liberdade de imprensa: Direito dos meios de comunicao social publicarem temas sem necessida-

    de de autorizao;

    Liberdade de religio: Direito do cidado para praticar livremente a religio em que acredita;

    Liberdade de reunio: Direito que todas as pessoas tm de discutir e de refletir sobre qualquer as-

    sunto, em pblico, sem necessidade de autorizao;

    S se estes direitos (de liberdade de expresso, de imprensa, de reunio e de religio) estiverem

    assegurados podem os cidados mostrar a sua independncia e vontade prprias atravs

    da liberdade de escolha.

    Lder: o que se preocupa em compreender antes de decidir e em ajudar a decidir; o que se preocu-

    pa sobretudo em colocar boas questes e no tanto em dar respostas.

    Lobby: Grupo de cidados que defende determinado interesse e que se constitui como forma de

    presso para influenciar o poder poltico. O lobby apresenta uma conotao negativa associada

    utilizao de meios ilcitos.

    Luvas: Recompensa, geralmente ilegal, como meio para facilitar um negcio lucrativo ou uma deci-

    so administrativa favorvel. O mesmo que suborno e corrupo.

    M -f: Diz-se que algum est de m-f quando tem inteno de prejudicar algum.

    Marginalizao: Quando num sistema social no se valorizam as diferenas, quando no h oportu-

    nidades para que todos possam realizar o melhor de si mesmos, h discriminao (que implica o

    favorecimento de uns em detrimento de outros, os que, sendo assim excludos, ficam margem do

    reconhecimento social).

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    Mediao de Conflitos: Ajuda os interessados na procura da forma de um encontro de interesses: a

    partir de uma divergncia inicial, consegue estabelecer-se um contrato que ajusta os interesses a

    novas posies, sanando o conflito e reestabelecendo uma relao positiva entre os sujeitos.

    Mrito: Qualidade do sujeito que digno de apreo e de estima pela aptido, bons servios e dotes

    morais que possui.

    Ministrio Pblico: O Ministrio Pblico quem representa o Estado e, em determinados casos,

    uma empresa ou pessoa particular, num Tribunal. Pode-se dizer que funciona como o advogado do

    Estado.

    Monitorizao: Mecanismo para acompanhar, avaliar e informar sobre o progresso que se vai ob-

    tendo ao longo de um processo. Visa fortalecer as capacidades envolvidas e sobretudo contribuir

    para a edificao de um clima propcio ao envolvimento dos cidados nas organizaes, de modo a

    que estes possam pedir contas aos seus governos e outros agentes do desenvolvimento (pblicos e

    privados, nacionais e mundiais).

    Moral: o conjunto dos princpios de carcter prescritivo vigentes numa sociedade e que podem ser

    interiorizados pelos membros dessa mesma sociedade. A moral expressa-se pela norma ou lei.

    Multa: um castigo de natureza criminal, aplicado por um tribunal, a quem tenha praticado um cri-

    me punvel com multa, que se traduz no pagamento de uma quantia fixada por lei. A multa pode ser

    convertida em dias de priso, caso no seja paga.

    N egligncia: A negligncia consiste na falta de cuidado ao no prever o que se deveria ter pre-visto ou na falta de tomada das devidas precaues para evitar um resultado negativo. Nepotismo: Favorecimento dado a parentes e amigos por pessoa influente ou bem colocada.

    O CDE: A OCDE um organismo internacional dedicado ao desenvolvimento do progresso e co-mrcio internacionais. A OCDE debrua-se tambm sobre as questes e desafios levantados pelo fenmeno da corrupo.

    ONU (Organizao das Naes Unidas): Organizao internacional, fundada em 1945, que tem por

    objetivo essencial o de facilitar a cooperao internacional em reas como o direito, a segurana, o

    crescimento econmico, o desenvolvimento social, a promoo dos direitos humanos e a procura

    ativa da paz mundial.

    .

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    OLAF (Organismo Europeu de Luta Antifraude): Faz parte da Comisso Europeia e protege os inte-

    resses financeiros da EU, investigando casos de fraude, de corrupo e outras atividades ilegais rela-

    cionadas com a utilizao abusiva das verbas do oramento da EU ou a evaso ao pagamento de im-

    postos, direitos e quotizaes que so a base desse mesmo oramento

    Oramento do Estado: uma previso das receitas e despesas que o Estado pretende realizar num

    determinado ano.

    P acincia: Saber esperar e resistir ao desejo de ter tudo conseguido no imediato, o que implica esforo por parte do sujeito. Ter pacincia tambm requer saber dar a vez, dando primazia ao outro.

    Parceria: Cooperao entre duas ou mais entidades na realizao de projetos com objetivos comuns

    e com o propsito de melhorar a eficincia, e a complementaridade das aes empreendidas.

    Parecer: Opinio de um especialista sobre uma questo jurdica, administrativa, ou tcnica.

    Participao: O ato voluntrio que promove a cidadania atravs da interao, de que resulta de um

    espao pblico alargado cosmopolita e glocalizadoque potencia a liberdade e o bem estar pessoal

    e coletivo.

    Participao econmica em negcio: A participao econmica em negcio acontece quando um

    funcionrio do Estado beneficia de negcios feitos em nome do Estado. Exemplo: um funcionrio

    que compra canetas para o seu gabinete empresa da sua esposa.

    Patriotismo: A atitude esforada e solidria de atuar pensando nos interesses do pas a que perten-

    cemos.

    Paz: No s caracteriza os estados de ausncia de violncia (sendo esta tudo o que conduz destrui-

    o material, fsica, emocional, relacional), como tambm todos os procedimentos que previnem a

    violncia (Paz Ativa).

    Peculato: O peculato um crime cometido por um funcionrio quando este fica com dinheiros ou

    outros bens pertencentes ao Estado.

    Pena: Castigo imposto por lei a algum desvio do comportamento, crime, delito ou infrao. Castigo

    imposto por lei a algum desvio do comportamento, crime, delito ou infrao.

    Penalizao : Ato de atribuio de um castigo ou uma sano.

    Perseverana: Ser constante e esforado em funo do que se deseja, resistindo aos obstculos e

    impacincia.

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    Pertena: Sentimento que o sujeito possui ao identificar-se e fazer parte de um grupo de amigos, fa-

    miliar, escolar, profissional, social, nacional da espcie humana, implicando que nele atue com res-

    ponsabilidade e respeito. Cumprindo as normas de convivncia especfica do grupo garante a segu-

    rana para si e para os outros e eleva a sua autoestima tanto mais quanto mais valoriza o grupo a

    que pertence.

    Planos de gesto de riscos de corrupo: uma medida preventiva que partiu de uma recomenda-

    o do Conselho de Preveno da Corrupo dirigida a todas as instituies pblicas e empresas do

    Estado, no sentido de elaborarem um plano que identifique os possveis riscos de corrupo e onde

    se propem as medidas para os prevenir e combater.

    Pluralismo: Da vontade comum nascida do interior das pessoas resulta o clima de acolhimento que

    integra e valoriza positivamente as diferenas.

    Polcia: Fora de segurana que garante a manuteno da ordem pblica no cumprimento da Lei.

    Poltica: Arte de regular a organizao do estado e as relaes de um Estado com os outros Estados.

    Prejuzo : Dano ou perda, material ou moral, causado a algum.

    Prestao de contas: Ao que espelha a responsabilidade de um gestor pblico ou de uma organi-

    zao. A prestao de contas tem trs componentes bsicas: transparncia, responsabilidade e con-

    trolo. A prestao de contas a responsabilidade de uma instituio pblica, funcionrio ou poltico

    de cumprir um mandato especfico e justificar as suas decises e aes de acordo com regras e regu-

    lamentos aplicveis.

    Preveno: Se percebemos que uma atitude do comportamento individual ou coletivo resultar em

    prejuzo social, criamos leis preventivas desse ato.

    Preveno de risco: conjunto de aes que visam evitar certos comportamentos, atravs da anteci-

    pao da ocorrncia dos mesmos.

    Princpio in dubio pro reo: Princpio jurdico que significa que em caso de dvida, por exemplo por

    falta de provas, se deve beneficiar o ru.

    Princpios: Princpios so regras e leis considerados aceites pela generalidade dos cidados e que

    definem os pressupostos pelas quais a sociedade se orienta.

    Prioridade: Direito de passar frente ou ter um tratamento privilegiado ou favorecido.

    Priso: Local onde se cumprem as penas judiciais pela prtica comprovada de crimes.

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    Privilgio-: ato de beneficiar ou favorecer algum.

    Processo jurdico (judicial): conjunto de atos formais, ordenados e sequenciais, praticados por um

    rgo judicial (tribunal) e/ou pelas pessoas intervenientes (partes) e que tem como finalidade a to-

    mada de uma deciso com vista resoluo de um conflito. O mesmo que aco judicial.

    Promessa: compromisso assumido que se aproxima de um juramento e que no deve ser rompido.

    Propriedade : Posse legal de um bem.

    Provas: Elementos, testemunhas, ou indcios, que permitem demonstrar a verdade de um facto.

    Quitao: Pagar ou satisfazer uma dvida, ou uma obrigao legal ou legtima.

    R eciprocidade: Correspondncia mtua de um sentimento, atitude ou ao. Uma relao rec-proca aquela em que cada um dos sujeitos no s valoriza positivamente as diferenas no ou-tro mas tambm lhe reconhece a totalidade da sua dimenso humana.

    Recomendao: consiste num conselho, num aviso ou numa advertncia feita a algum para que no

    volte a praticar determinados atos considerados ilcitos. A recomendao responsabiliza no s

    quem a emana, mas tambm quem a adota.

    Recluso : Algum que vive preso ou encarcerado.

    Referendo: um meio de consulta popular mediante o qual os cidados se podem pronunciar quan-

    to aceitao ou no de uma proposta de lei.

    Relevar responsabilidade: significa desculpar a obrigao de responder pela prtica de um ato ilcito.

    Normalmente depende da verificao de certos requisitos, por exemplo, ser a primeira vez que se

    pratica aquele ato.

    Respeito: a vontade (ativa) de viver (com-viver) com o prximo: a cultura democrtica fundamenta

    -se no conhecimento e na aceitao das outras culturas.

    Responsabilidade: Capacidade de responder por atos prprios ou alheios e querer faz-lo.

    Ru: Algum que acusado de culpa sobre um crime ou uma ao socialmente reprovvel.

    Revogar: Ato de anulao de uma deciso.

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    Reflexividade: Processo mental de integrao da informao e do conhecimento que permite a sua

    utilizao de uma forma propositiva, crtica e promotora de aes significantes para o sujeito.

    Reversibilidade: Utilizar num processo de tomada de deciso o sentido propositivo que permita an-

    tecipar as consequncias que podero advir (para si, para os outros e para o meio envolvente) dessa

    deciso (pelo que convm saber escolher para bem orientar a ao).

    Roubo: crime que consiste na subtrao de coisa mvel alheia, para si ou para outra pessoa, com

    emprego de violncia ou de ameaa grave.

    Sabedoria: Est associada qualidade das nossas decises, ela mesma dependente da qualidade das

    relaes em que nos envolvemos (connosco mesmos, com cada outro, com a informao e com o

    conhecimento).

    Saco Azul: Dinheiro com origem ilcita, no declarado oficialmente e cuja provenincia e montante

    apenas conhecido de um restrito nmero de pessoas.

    Sabedoria: Est associada qualidade das nossas decises, ela mesma dependente

    da qualidade das relaes em que nos envolvemos (connosco mesmos,

    com cada outro, com a informao e com o conhecimento).

    Saco Azul: Dinheiro com origem ilcita, no declarado oficialmente cuja provenincia e montante apenas o conhecimento de um restrito nmero de pessoas.

    Segredo de Justia: O segredo de justia significa que proibida a divulgao de atos, informaes ou diligncias realizadas durante a fase de investigao de um crime, para que no se ponha em pe-rigo a recolha de provas e o desenvolvimento da investigao.

    Sentena: Deciso judicial emitida por um tribunal singular (um juiz).

    Sobriedade: Qualidade do sujeito que moderado no consumo e simples e modesto no modo de

    viver.

    Socializao: Processo de interiorizao de hbitos, costumes, normas e modelos da sociedade em

    que se est inserido.

    Solicitude: Qualidade que leva o sujeito a agir com cortesia e cuidado em relao aos outros, esfor-

    ando-se para que os seus atos sejam eficazes. Intimamente ligado dimenso interpessoal da ti-

    ca, este conceito evidencia a importncia da relao com os outros: implica abertura e cuidado pelo

    outro e vem acrescentar ao cuidado de si a ideia da falta e do valor do outro.

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    Solidariedade: Colaborar, com gratuidade e por sua vontade, na construo do bem-estar dos ou-

    tros e de si prprio.

    Suborno: O suborno ato de oferecer, prometer, ou pagar valores a algum com a inteno de ob-

    ter algum benefcio em troca.

    Sufrgio: Voto expresso por escrito numa assembleia de qualquer natureza. Pode corresponder ao

    direito que o cidado tem de eleger, ser eleito e de participar na organizao e na atividade do po-

    der estatal.

    Sustentabilidade: Utilizao ponderada dos recursos numa gesto que respeite os vnculos entre os

    aspetos ambientais, sociais e econmicos do desenvolvimento.

    Suspeito: Pessoa relativamente qual existem sinais, no muito fortes, de que possa estar envolvida

    num crime.

    T emperana: a virtude que nos leva a ser e a agir com moderao, por respeito aos outros e a ns mesmos, sem ambicionar o poder do ter, o poder do dominar. Testemunho: Depoimento de algum que atesta o que presenciou ou sentiu determinado facto ou

    sentimento .

    Testemunha: Algum que perante a justia apresenta o seu depoimento sobre facto que presenciou

    e que dele faz um relato dos pormenores.

    Tolerncia: Consiste numa atitude de conciliao que garanta a integrao do que diferente.

    Trfico de influncias: O trfico de influncias d-se quando algum, aproveitando uma posio pri-

    vilegiada que ocupe numa organizao, se sirva dela para dar vantagens ou benefcios a terceiros,

    normalmente a troco de um suborno.

    Transparncia da Administrao: Insere-se na dimenso tica referente relao da Administrao

    Pblica com os cidados e diz respeito ao direito e ao dever de informar honesta e claramente, bem

    como fundamentao das decises por que se opta na gesto pblica, alm de ainda se referir

    participao dos cidados nessa gesto.

    Transparncia Internacional: A Transparncia Internacional uma organizao no-governamental

    internacional que analisa e publica relatrios sobre a corrupo no sector pblico e privado nos v-

    rios pases do mundo.

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    Tribunal de Contas: O Tribunal de Contas um rgo de soberania responsvel por zelar pela boa

    aplicao dos dinheiros dos contribuintes, pela fiscalizao das contas do Estado e pelo julgamento

    dos responsveis que utilizam, fora da lei, esses dinheiros. O Tribunal atua junto das entidades pbli-

    cas, fazendo auditorias, dando o visto prvio a atos e contratos e julgando os responsveis.

    Tribunal: o Tribunal um rgo do Estado onde se resolvem conflitos e se julgam crimes.

    Tutela: Autoridade legal sobre uma algum ou sobre um organismo ou uma regio por fora da Lei.

    Representa proteo ou sujeio do que est sobre tutela.

    U rbanidade: Qualidade da pessoa que cordial e afvel, levando-a a agir civilizadamente e com delicadeza. Usurpar: Apoderar-se fraudulenta ou indevidamente e sem direto a tal, de bens que no lhe per-

    tencem.

    V alores: So guias de ao, orientaes ou ideais que os sujeitos reconhecem como padres ori-entadores do comportamento. Dependem da cultura em que estamos inseridos e da vontade de entendimento por parte dos sujeitos, de acordo com a sua preferibilidade.

    Verdade: O contrrio de mentira. a conformidade com a realidade ou com o que realmente acon-

    teceu.

    Vcio: Consiste na prtica frequente de atos considerados incorretos e, portanto, prejudiciais ao nor-

    mal funcionamento do direito ou censurveis do ponto de vista moral.

    Vigilncia: Sensibilidade ativa que percebe a complexidade e a relevncia de certos traos numa da-

    da circunstncia, impulsionando a nossa maneira escolhida de ser.

    Violncia: Resulta do ato que provoca, quer ao nvel pessoal quer ao nvel relacional, destruio e/

    ou desequilbrios (fsicos, emocionais, econmicos, culturais ou civilizacionais), com isso impedindo

    a fundao de estados de bem-estar para os indivduos, os grupos e a sociedade.

    Vtima: Pessoa que sofre dano ou prejuzo, lesada por acidente, desastre, desgraa ou calamidade,

    ferida, ofendida ou afetada por culpa sua ou de outrem.

    Vitimizao: Ato ou efeito de tornar algum vitima ou de fazer parec-lo.

    Virtude: Qualidade que dota o indivduo de uma firme e constante disposio para ser o melhor de

    si mesmo e agir bem, de acordo com os seus valores. Uma pessoa virtuosa aquela que consegue

    ser eficaz e concretizar os seus talentos.

  • contra a corrupo s cidado!

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    Conceo e produo:

    CONSELHO DE PREVENO DA CORRUPO

    Coordenao Pedaggica: Ana de Campos Leito

    Autores: Ana de Campos Leito| Antnio Maia | Edite Coelho

    Conceo grfica: Edite Coelho

    Colaborao: Carlos Melo Santos |Pedro Gil |Silvina Pena

    O Conselho de Preveno da Corrupo agradece ainda os contribu-

    tos de:

    Ana Margarida Sequeira | Ana Paula Covas |Maria Emlia Brederode

    Santos

    Imagens: Pixabay

    Apoio:

    Conselho de Preveno da Corrupo

    Av. da Repblica, 65

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