Controle Interno e Auditoria Governamental

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  • CONTROLADORIA-GERAL DO ESTADO CGE SUBCONTROLADORIA DE AUDITORIA E CONTROLE DE GESTO SCG

    Controle Interno e

    Auditoria Governamental

  • CONTROLADORIA-GERAL DO ESTADO CGE

    Curso Bsico de Controle Interno e Auditoria Governamental

    Curso Bsico de Controle Interno e Auditoria

    Governamental

    As transformaes ocorridas no perfil da sociedade brasileira, exigindo o

    redimensionamento do Estado, juntamente com as experincias recentes que

    envolvem modelos alternativos de gesto pblica, fizeram por exigir mudanas

    que tm evidenciado o fortalecimento da auditoria na administrao pblica

    moderna. Esse paradigma emergente da gesto pblica, entre outros

    aspectos, enfatiza os ideais de democracia e cidadania, ressaltando a

    participao e o controle da sociedade civil sobre a administrao.

    Nesse contexto de mudanas e ascenso do cidado a um patamar de maior

    destaque no planejamento e na conduo das polticas pblicas, impe-se a

    qualificao da gesto das finanas, sobretudo, no que tange ao correto

    diagnstico, implementao e ao acompanhamento dos resultados das

    polticas pblicas, de forma sistemtica e consistente.

    A Lei Delegada n 180/2011, que dispe sobre a nova estrutura orgnica da

    administrao pblica do Poder Executivo Estadual, determina uma atuao

    por meio de polticas pblicas voltadas para o desenvolvimento humano no

    Estado, com vistas inovao, melhoria dos indicadores sociais, reduo

    das desigualdades regionais e ao cumprimento dos objetivos do Estado

    previstos no art. 2 da Constituio Estadual.

    Neste modelo transversal de gesto, a expanso das atividades de controle foi

    fortalecida com a ampliao das atribuies Controladoria-Geral do Estado

    garantindo a efetividade da ao governamental e, sobretudo, assegurando a

    qualidade do servio pblico e o atendimento s necessidades da sociedade.

    Henrique Hermes Gomes de Morais

    Auditor Fiscal da Receita Estadual

    Superintendente Central de Auditorias e Tomadas de Contas Especiais da

    Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais

    2012

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    Curso Bsico de Controle Interno e Auditoria Governamental

    NDICE

    1. Controle Interno, Auditoria Interna e Controladoria 3

    2. Controle Interno

    2.1. Tipos, objetivos, princpios, testes substantivos e de aderncia

    2.2. rgos Normalizadores de Controle Interno

    2.3. Principais Metodologias de Controle

    2.4. O Controle Interno na Administrao Pblica

    2.5. A importncia do Controle em uma gesto pblica voltada para resultados

    3 a 18

    3. Normas de Auditoria

    3.1. Auditoria e a Profisso de Auditor

    3.2. Normas relativas Pessoa do Auditor

    3.3. Normas relativas Execuo do Trabalho

    3.4. Normas relativas Opinio do Auditor

    18 a 27

    4. Fundamentos da Auditoria

    4.1. Histrico da Auditoria: Origem, Natureza e Aplicao

    4.2. Conceitos, modalidades, tipos e formas

    4.3. O Controle Interno no Setor Pblico do Estado de Minas Gerais

    28 a 47

    5. Auditoria Governamental

    5.1. Finalidade da Auditoria Governamental

    5.2. Pressupostos dos Atos e Fatos na Gesto Pblica

    5.3. Objetivos da Auditoria Governamental

    5.4. Abrangncia da Auditoria Governamental

    5.5. Formas de Execuo da Auditoria Governamental

    5.6. Tipos de Auditoria Governamental

    47 a 54

    6. Viso Geral do Processo de Auditoria

    6.1. Planejamento dos Trabalhos

    6.2. Metodologia Auditorial

    6.3. Fases do Processo de Auditoria

    6.4. Comunicao dos Resultados

    6.5. Avaliao da Efetividade dos Trabalhos de Auditoria

    54 a 115

    Referncias Bibliogrficas 116

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    Curso Bsico de Controle Interno e Auditoria Governamental 3

    Controle Interno e Auditoria Governamental

    1. CONTROLE INTERNO, AUDITORIA INTERNA E CONTROLADORIA

    As terminologias de Controle Interno, Auditoria Interna e Controladoria muitas vezes so

    utilizadas de forma equivocada, confundidas ou at como sinnimas. No setor pblico estes

    termos podem ser assim definidos:

    Controle Interno conjunto de atividades, planos, rotinas, mtodos e procedimentos integrados

    com vistas a assegurar que os objetivos da administrao pblica sejam alcanados, de forma

    eficiente, eficaz e efetiva.

    Auditoria Interna atividade que compreende os exames, anlises, comprovaes e

    levantamentos, metodologicamente estruturados, para a avaliao da consistncia e adequao

    dos controles internos.

    Controladoria rgo central do sistema de controle interno que tem por finalidade resguardar

    o patrimnio pblico, velar pelo cumprimento do princpio da probidade administrativa e

    assegurar a transparncia das informaes, contemplando as atividades de auditoria interna,

    correio administrativa, ouvidoria, preveno e combate corrupo, transparncia, dentre

    outras.

    2. CONTROLE INTERNO

    A palavra controle apareceu por volta de 1600, como significado de cpia de uma relao de

    contas, um paralelo ao seu original. Deriva do latim contrarotulus, que significa cpia do

    registro de dados. Taylor, o grande contribuinte da Administrao Cientfica, doutrinava que

    existiam quatro princpios da administrao, sendo um deles o princpio do controle, consistindo

    em:

    controlar o trabalho para se certificar de que o mesmo est sendo executado de acordo

    com as normas estabelecidas e segundo o plano previsto. A gerncia deve cooperar com

    os trabalhadores, para que a execuo seja a melhor possvel.

    O controle interno pode ser definido como o planejamento organizacional e todos os mtodos e

    procedimentos adotados dentro de uma empresa, a fim de salvaguardar seus ativos, verificar a

    adequao e o suporte dos dados contbeis, promover a eficincia operacional e encorajar a

    aderncia s polticas definidas pela direo. um processo executado pelo conselho de

    administrao, gerncia e outras pessoas de uma organizao, desenhado para fornecer

    segurana razovel sobre o alcance do objetivo compreendendo:

    eficcia e eficincia operacional;

    mensurao de desempenho e divulgao financeira;

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    proteo do patrimnio;

    cumprimento de leis e regulamentaes;

    fidedignidade da informao utilizada para o processo decisrio e gerencial;

    observao s polticas e diretrizes estabelecidas pela direo.

    2.1. Tipos, objetivos, princpios, testes substantivos e de aderncia

    a) Tipos de Controle

    Prvio ou preventivo

    Aquele que antecede a concluso ou operatividade do ato, como

    requisito para sua eficcia (Autorizao para sada de veculo oficial).

    Concomitante ou sucessivo

    Aquele que acompanha a realizao do ato para verificar a regularidade

    de sua formao. o controle no decorrer do ato (conferncia de

    mercadorias com a NF no ato do recebimento).

    Subsequente ou corretivo

    Aquele que se efetiva aps a concluso do ato controlado, visando

    corrigir-lhe eventuais defeitos, declarar a sua nulidade ou dar-lhe

    eficcia (conciliao bancria).

    b) Objetivos do Controle Interno:

    auxiliar a entidade a atingir seus objetivos;

    proporcionar uma garantia razovel, nunca uma garantia absoluta;

    auxiliar a entidade na consecuo de seus objetivos.

    Um adequado sistema de controle interno deve possuir:

    relao custo-benefcio;

    qualificao adequada de funcionrios;

    descentralizao de poderes e responsabilidades;

    instrues devidamente formalizadas;

    observao s normas legais, instrues normativas, estatutos e regimentos.

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    c) Princpios de Controle Interno

    Formas Conceito

    Segregao de funes Ningum deve ter sob sua responsabilidade todas as fases inerentes a uma operao; devem ser executadas por pessoas e setores independentes entre si.

    Sistema de autorizao e aprovao

    Compreende o controle das operaes atravs de mtodos de aprovaes; a pessoa que autoriza no deve ser a mesma que aprova para no expor ao risco os interesses da empresa.

    Determinaes de funes e responsabilidades

    Determina a noo exata aos funcionrios sobre suas funes, incluindo as responsabilidades do cargo com a definio atravs de organogramas.

    Rodzio de funcionrios Corresponde ao rodzio dos funcionrios para reduzir a possibilidade de fraudes.

    Carta de fiana

    Determina aos funcionrios que em geral lidam com valores a responsabilidade pela custdia de bens e valores, resguardando a empresa e dissuadindo, psicologicamente os funcionrios a tentaes.

    Manuteno de contas de controle

    Indica a preciso dos saldos das contas detalhadas, geralmente controladas por outros funcionrios.

    Seguro Compreende a manuteno de aplice de seguros, valores e riscos a que est sujeita a empresa.

    Legislao Atualizao permanente sobre a legislao vigente, para diminuir riscos e no expor a empresa a contingncias fiscais e legais.

    Diminuio de erros e desperdcios

    Indica a deteco de erros e desperdcios na fonte devido a controles mal definidos.

    Contagens fsicas independentes

    Correspondem as contagens peridicas de bens e valores, visando aumentar o controle fsico e proteger os interesse