Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Campos da .26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis

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Cooperativa de Crdito de Livre Admisso Campos da Mantiqueira Ltda. - SICOOB CREDICAMPO

CNPJ - 21.661.202/0001-54

NOTAS EXPLICATIVAS S DEMONSTRAES CONTBEIS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30/06/2018 e 30/06/2017

(Valores expressos em reais, exceto quando especificado)

1. Contexto operacional A Cooperativa de Crdito de Livre Admisso Campos da Mantiqueira Ltda. - SICOOB CREDICAMPO uma cooperativa de crdito singular, instituio financeira no bancria, fundada em 15/09/1985, filiada Cooperativa Central de Crdito de Minas Gerais Ltda. SICOOB CENTRAL CREDIMINAS e componente da Confederao Nacional das Cooperativas do SICOOB SICOOB CONFEDERAO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituio e o funcionamento regulamentados pela Lei n 4.595/64, que dispe sobre a Poltica e as Instituies Monetrias, Bancrias e Creditcias, pela Lei n 5.764/71, que define a Poltica Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar n 130/09, que dispe sobre o Sistema Nacional de Crdito Cooperativo e pela Resoluo CMN n 4.434/15, do Conselho Monetrio Nacional, que dispe sobre a constituio e funcionamento de cooperativas de crdito. O SICOOB CREDICAMPO possui 09 Postos de Atendimento (PAs) nas seguintes localidades: ENTRE RIOS DE MINAS - MG, LAGOA DOURADA - MG, JECEABA - MG, SO BRS DO SUAU - MG, DESTERRO DE ENTRE RIOS - MG, CONSELHEIRO LAFAIETE - MG, PIEDADE DOS GERAIS - MG, CRISTIANO OTONI - MG, BELO VALE MG. O SICOOB CREDICAMPO tem como atividade preponderante a operao na rea creditcia, tendo como finalidade: (i) Proporcionar, atravs da mutualidade, assistncia financeira aos associados; (ii) Oferecer formao educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, atravs da ajuda mtua da economia sistemtica e do uso adequado do crdito; e (iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operaes dentre outras: captao de recursos, concesso de crditos, prestao de garantias, prestao de servios, formalizao de convnios com outras instituies financeiras e aplicao de recursos no mercado financeiro, inclusive depsitos a prazo com ou sem emisso de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos.

2. Apresentao das demonstraes contbeis As demonstraes contbeis so de responsabilidades da Administrao da Cooperativa e foram elaboradas de acordo com as prticas contbeis adotadas no Brasil, consideradas as alteraes exigidas pelas Leis n 11.638/07 e n 11.941/09, adaptadas s peculiaridades da legislao cooperativista e s normas e instrues do Banco Central do Brasil BACEN, bem como apresentadas conforme o Plano Contbil das Instituies do Sistema Financeiro Nacional COSIF. Desta forma, as demonstraes contbeis foram revisadas e aprovadas pelo Conselho de Administrao, em sua reunio datada de 26/07/2018.

Na elaborao das demonstraes contbeis faz-se necessrio utilizar estimativas para contabilizar determinados ativos e passivos entre outras transaes. As demonstraes contbeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes proviso para crditos de liquidao duvidosa, seleo das vidas teis dos bens do ativo imobilizado, s provises necessrias para

causas judiciais, entre outras. Os resultados reais podem apresentar variao em relao s estimativas utilizadas.

Em aderncia ao processo de convergncia s normas internacionais de Contabilidade, algumas Normas e suas Interpretaes foram emitidas pelo Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC), as quais sero aplicadas s instituies financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos Contbeis j aprovados pelo Banco Central do Brasil so: CPC Conceitual Bsico (R1) - Resoluo CMN n 4.144/12; CPC 01(R1) - Reduo ao Valor Recupervel de Ativos - Resoluo CMN n 3.566/08; CPC 03 (R2) - Demonstraes do Fluxo de Caixa - Resoluo CMN n 3.604/08; CPC 05 (R1) - Divulgao sobre Partes Relacionadas - Resoluo CMN n 3.750/09; CPC 10 (R1) - Pagamento Baseado em Aes - Resoluo CMN n 3.989/11; CPC 23 Polticas Contbeis, Mudana de Estimativa e Retificao de Erro. Resoluo CMN n 4.007/11; CPC 24 - Evento Subsequente - Resoluo CMN n 3.973/11; CPC 25 Provises, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes Resoluo CMN n 3.823/09, CPC 26 - Apresentao das Demonstraes Contbeis Resoluo CMN n1.376/11, CPC 33 (R1) - Benefcios a Empregados Resoluo CMN n4.424/15, CPC 02 (R2) - Efeitos das mudanas nas taxas de cmbio e converso de demonstraes contbeis - Resoluo CMN n 4.524/16, CPC 04 (R1) - Ativo Intangvel - Resoluo CMN n 4.534/16 e CPC 27 - Ativo Imobilizado - Resoluo CMN n 4.535/16.

Em consonncia com a Resoluo CMN 4.434/15 inciso II do artigo 45, no mais objeto da

auditoria externa a reviso das demonstraes contbeis relativas ao 1 semestre das cooperativas

singulares, consequentemente as demonstraes contbeis esto sendo publicadas/divulgadas

sem a opinio dos auditores externos.

3. Resumo das principais prticas contbeis

a) Apurao do resultado

Os ingressos/receitas e os dispndios/despesas so registradas de acordo com o regime de competncia.

As receitas com prestao de servios, tpicas ao sistema financeiro, so reconhecidas quando da prestao de servios ao associado ou a terceiros.

Os dispndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, so proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato no-cooperativo, quando no identificados com cada atividade.

b) Estimativas contbeis

Na elaborao das demonstraes contbeis faz-se necessrio utilizar estimativas para determinar o valor de certos ativos, passivos e outras transaes considerando a melhor informao disponvel. Incluem, portanto, estimativas referentes proviso para crditos de liquidao duvidosa, vida til dos bens do ativo imobilizado, provises para causas judiciais, dentre outros. Os resultados reais podem apresentar variao em relao s estimativas utilizadas.

c) Caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resoluo CMN n 3.604/2008, incluem as rubricas caixa, depsitos bancrios e as relaes interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudana de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias.

d) Operaes de crdito

As operaes de crdito com encargos financeiros pr-fixados so registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operaes de crdito ps-fixadas so registradas a valor presente, calculadas por critrio "pro rata temporis", com base na variao dos respectivos indexadores pactuados.

e) Proviso para operaes de crdito

Constituda em montante julgado suficiente pela Administrao para cobrir eventuais perdas na realizao dos valores a receber, levando-se em considerao a anlise das operaes em aberto, as garantias existentes, a experincia passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crdito e os riscos especficos apresentados em cada operao, alm da conjuntura econmica.

As Resolues CMN n 2697/2000 e 2.682/1999 estabeleceram os critrios para classificao das operaes de crdito definindo regras para constituio da proviso para operaes de crdito, as quais estabelecem nove nveis de risco, de AA (risco mnimo) a H (risco mximo).

f) Depsitos em garantia

Existem situaes em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou aes em que figura como polo passivo. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratgia da prpria administrao, os valores em questo podem ser depositados em juzo, sem que haja a caracterizao da liquidao do passivo.

g) Investimentos

Representados substancialmente por quotas do SICOOB e aes do Bancoob, avaliadas pelo mtodo de custo de aquisio.

h) Imobilizado

Equipamentos de processamento de dados, mveis, utenslios e outros equipamentos, instalaes, edificaes, veculos, benfeitorias em imveis de terceiros e softwares, so demonstrados pelo custo de aquisio, deduzido da depreciao acumulada. A depreciao calculada pelo mtodo linear para reduzir o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas aplicveis e levam em considerao a vida til econmica dos bens.

i) Intangvel

Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpreos destinados manuteno da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangveis com vida til definida so geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um perodo estimado de benefcio econmico.

j) Ativos contingentes

No so reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administrao possui total controle da situao ou quando h garantias reais ou decises judiciais favorveis sobre as quais no cabem mais recursos contrrios, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de xito provvel, quando aplicvel, so apenas divulgados em notas explicativas s demonstraes contbeis.

k) Obrigaes por emprstimos e repasses

As obrigaes por emprstimos e repasses so reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, lquidos dos custos da transao. Em seguida, os saldos dos emprstimos tomados so acrescidos de encargos e juros proporcionais ao perodo incorrido (pro rata temporis), assim como das despesas a apropriar referente aos encargos contratados at o final do contrato, quando calculveis.

l) Demais ativos e passivos

So registrados pelo regime de competncia, apresentados ao valor de custo ou de realizao, incluindo, quando aplicvel, os rendimentos e as variaes monetrias auferidas, at a data do balano. Os demais passivos so demonstrados pelos valores conhecidos ou calculveis, acrescidos, quando aplicvel, dos correspondentes encargos e das variaes monetrias incorridas.

m) Provises

So reconhecidas quando a cooperativa